sábado, 15 de outubro de 2016

Subsidio Betel o culto cristão n.4


                SUBSIDIO BETEL O CULTO CRISTÃO N.4


                          Professor Mauricio Berwald

                     Romanos 12.1,2,9-21. SUBSIDIO (1) 

1 — Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis o vosso corpo em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.2 — E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.9 — O amor seja não fingido. Aborrecei o mal e apegai-vos ao bem.10 — Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros.11 — Não sejais vagarosos no cuidado; sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor;12 — alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração;13 — comunicai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade.14 — Abençoai aos que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis.15 — Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram.16 — Sede unânimes entre vós; não ambicioneis coisas altas, mas acomodai-vos às humildes; não sejais sábios em vós mesmos.17 — A ninguém torneis mal por mal; procurais as coisas honestas perante todos os homens.18 — Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens.19 — Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor.20 — Portanto, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas de fogo sobre a sua cabeça.21 — Não te deixes vencer do mal, mas vence o mal com o bem.

Viver uma vida de consagração é muito mais que ir a reuniões de consagração. Nesta lição estaremos estudando a consagração pessoal. Ou seja: cada pessoa deve fazer sua entrega, dedicação ao Senhor de tudo o que é, de tudo que faz, de tudo que tem, em todos os momentos de sua vida. Deve buscar de Deus transformação para não agir de conformidade com o mundo, e mostrar com suas atitudes que seu viver está de acordo com Aquele a quem se dedica.

                                  ORIENTAÇÃO DIDÁTICA

Para introduzir esta aula poderemos levar os nossos alunos a refletirem sobre “renovação do entendimento”, conforme apresentado no versículo 2. Sugerimos que discutam o tema, porém, usando o versículo 16 de 1 Coríntios 2, com o seguinte questionamento: O que é ter a mente de Cristo? Dê alguns minutos para discutirem sobre o assunto e depois complemente a exposição apresentada pela classe, utilizando a ajuda da Bíblia de Estudo Pentecostal: “Ter a mente de Cristo significa conhecer sua vontade e seu plano e propósito redentor. Significa avaliar e considerar as coisas, da mesma maneira que Deus as vê, atribuir-lhes a importância que Deus lhes atribui, amar o que Ele ama e detestar o que Ele detesta”.

Depois da parte teológica na Epístola aos Romanos, o apóstolo começa a parte prática. E um apelo apostólico a fim de que os cristãos vivam uma vida de consagração a Deus. É o que Deus espera de todos os que desfrutam das bênçãos mencionadas pelo apóstolo na primeira parte de Romanos.

I. ELEMENTOS DO CULTO

1. “Rogo-vos” (v.1). No grego, o verbo é parakaleo, que vem de duas palavras: para, uma preposição grega que significa “ao lado de”; e kaleo, o verbo “chamar”, traduzido no Novo Testamento por “exortar, apelar, recomendar, solicitar”. Deus não está exigindo, mas pedindo. Muitos expositores da Bíblia se surpreendem com essa expressão. Disse um desses grandes expositores: “Surpreendente expressão vinda de Deus! De um Deus contra o qual havíamos pecado, e sob cujo juízo estávamos”.
2. “Apresenteis o vosso corpo (v.1)”. O verbo “apresentar”, aqui, tem o sentido de “oferecer”. É um ensino extraído dos sacrifícios que se ofereciam sobre o altar, no culto levítico. O hebreu escolhia o melhor para sacrifício e uma vez oferecido a Deus, tal oferenda era propriedade absoluta do Senhor.
3. Entrega total. É essa a analogia que o apóstolo faz no v.1, com relação à nossa adoração a Deus. Deste modo o apóstolo exorta os crentes para uma vida consagrada. O corpo é o invólucro da alma e do espírito, e é o meio pelo qual revelamos o nosso interior (2Co 5.10). O mesmo corpo que no passado era instrumento para o pecado, agora é o templo do Espírito Santo (1Co 3.16,17), para servir à justiça (Rm 6.13).
4. “Sacrifício vivo” (v.1). O culto bíblico apresenta pelo menos cinco elementos: oração, cântico, leitura da Palavra de Deus, pregação com o sobrenatural ou testemunho e ofertas (1Co 14.26; 16.1-3). A expressão “sacrifício vivo” mostra o contraste com o serviço religioso externo de Israel nos tempos do Antigo Testamento, pois era um ritual e praticado por força da lei.
5. Culto. “Culto racional” é a adoração cristã, muito diferente do culto do Antigo Testamento, onde se ofereciam criaturas irracionais. A palavra “culto” é latreia, na língua grega do Novo Testamento e significa “serviço sagrado, adoração”, de onde vem a palavra “liturgia”.
6. Racional. Do grego logikos, derivado do logos, “palavra, razão”, de onde vem a nossa palavra “lógica”. Os principais dicionários de grego afirmam que logikos significa também espiritual. A Nova Versão Internacional (NVI), no rodapé, coloca como opção a tradução “culto espiritual”. Essa palavra só aparece mais uma vez no Novo Testamento (1Pe 2.2), onde “leite racional” é traduzido por “leite espiritual” na Versão Almeida Atualizada. Então, “racional”, aqui, não se refere a racionalismo humanista, frio, sem vida e à parte de Deus, mas algo espiritual. Isto é: culto espiritual, resultado da sabedoria e da inteligência espiritual de Cl 1.9. Devemos oferecer a Deus um culto vivo e espiritual.

II. O MUNDO NÃO É PADRÃO PARA A IGREJA

1. O cristão e o mundo (v.2). As palavras gregas para “mundo” no Novo Testamento grego são kosmos e aion. Ambas significam o mundo físico e também o pecado.
a) Mundo físico. “Vós sois a luz do mundo [kosmos]” (Mt 5.13). “Pela fé entendemos que os mundos [aion] pela Palavra de Deus foram criados” (Hb 11.3).
b) Pecado. A palavra “mundo”, mencionada no (v.2), é aion, e refere-se ao pecado. Aion tem o sentido de “sistema de coisas; século” e aparece, por exemplo, na expressão “deus deste século” (2Co 4.4).
2. “...mas transformai-vos” (v.2). A expressão “Não vos conformeis com este mundo” significa que não devemos nos moldar ao mundo. A transformação de nossa mente, e de nosso interior — transformação pelo Espírito Santo (2Co 3.18) repele o modelo mundano. Por isso devemos nos transformar pela renovação de nosso entendimento.
3. O que é mundanismo? Nenhum crente contesta o fato de que a Bíblia condena o mundanismo. Isso é ponto inquestionável. Embora a palavra “mundanismo” não se encontre na Bíblia, todavia, seu conceito sim. E tudo aquilo que desagrada a Deus (Tg 4.4; 1Jo 2.15-16). O conceito de mundanismo nos dias dos apóstolos, segundo informa a Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã, consistia nos teatros, jogos e devassidão.
4. O mundanismo hoje. O mundanismo hoje está multiplicado em relação aos tempos do Novo Testamento. Segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal, Satanás apresenta uma ideia mundana de moralidade, “das filosofias, psicologia, desejos, governos, cultura, educação, ciência, arte, medicina, música, sistemas econômicos, diversões, comunicação de massa, esporte, agricultura, etc, para opor-se a Deus e ao seu povo, à sua Palavra e aos seus padrões de retidão”.
5. O contexto. Tudo isso deve ser analisado à luz de seu respectivo contexto. Não é pecado ser médico nem o crente estudar medicina. O Diabo, porém, pode usar, como tem feito, a medicina para destruir os valores cristãos: prática do aborto e da eutanásia, etc. A ciência, para o ateísmo. A música, para o sensualismo. O mesmo pode acontecer na política, nos sistemas econômicos, etc, mas nem por isso a Bíblia condena alguém ser músico, cientista, político, empresário. Tudo depende do contexto e da finalidade.
6. A vontade de Deus. Geoffrey B. Wilson afirma com muita propriedade que os três adjetivos “boa, agradável e perfeita” mostram que a vontade de Deus é definida no “que é moralmente bom, prescreve o que é agradável a Ele, e provê um padrão que é eticamente completo” (Mt 5.48). Devemos influenciar o mundo para o bem e não sermos influenciados por ele, para o mal.

III. O AMOR FRATERNAL

1. A fraternidade. A segunda parte de Romanos apresenta o mesmo tom das exortações de Jesus no Sermão do Monte. O texto dos vv.9-21 trata do amor fraternal, profundo, sincero e prático, sem hipocrisia, que deve reinar entre os crentes. O amor, o respeito mútuo e a solidariedade constituem-se no padrão para o Cristianismo.
2. O amor sincero. A partir do v.9 o apóstolo exorta os crentes a observar alguns preceitos sociais, principalmente a comunhão fraternal. Quem não ama ao seu próximo, não ama a Deus (1Jo 4.20). Esse amor deve ser sincero. Isto é: em obras e em verdade, não só em palavras (1Jo 3.18). Essa era a característica da Igreja no primeiro século (At 2.42-47).
3. Amar os crentes e os inimigos. A grandeza dessa passagem reside também no fato de o apóstolo nos exortar a amar e a perdoar até mesmo os de fora (vv.14,17-21). Isso já fora dito por Jesus no Sermão do Monte (Mt 5.42-48). Devemos procurar essa convivência pacífica com todos, até onde for possível: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens” (v.18).

IV. SOBRE A VINGANÇA

1. Não devemos retribuir mal por mal (v.19). A vingança é prerrogativa de Deus, que é o Juiz de toda a terra (Gn 18.25). Ele como justo Juiz (2 Tm 4.8), além de soberano sabe fazer justiça. “Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor” (v.19) é uma citação de Dt 32.35. É difícil, mas é possível, com a ajuda do Espírito Santo. Deus nos recompensará. Não é pecado requerer seus direitos em juízo. O que não é cristão é um crente levar seu irmão a juízo por questões litigiosas, causando escândalos, quando deveria levar tais coisas ao pastor (1Co 6.1-8).
2. O exemplo de Jesus. Jesus fundou um império pelo amor. Conquistou as almas pelo amor. Se ele tivesse o nosso ressentimento não teria conquistado Saulo de Tarso, pois o mesmo teve participação na morte de Estêvão (At 7.58: 8.1-3; 22.20). Por isso que a nossa oração a Deus deve ser pela salvação de tais pessoas. Nada melhor do que nosso testemunho e demonstração sincera de amor por elas. Isso fala tão forte a ponto de muitos inimigos, oponentes, perseguidores e faladores se converterem.
Vida consagrada envolve todo o nosso ser e em todos os aspectos da vida. É uma entrega total ao Senhor que nos leva a estarmos cada vez mais próximos dEle e, consequentemente, vivermos em amor com os nossos irmãos em Cristo. Assim, teremos poder e graça para vencermos o mundo. E mais do que isso, com o nosso testemunho de fidelidade ao Senhor, conquistarmos os não-crentes para Cristo.

                                     Subsídio Doutrinário

“As palavras hebraicas e gregas para ‘santificação’, ‘santo’, ‘dedicação’, ‘consagração’ e ‘santidade’ estão todas relacionadas à ideia de separação. De fato, o conceito central do termo ‘santificação’ é separação. Assim, santificar-se é separar-se do pecado a fim de separar-se para Deus e para a adoração e serviço reverentes e jubilosos. Rica tipologia, temos no sacerdócio levítico do Antigo Testamento, bem como nas cerimônias associadas ao Tabernáculo e, mais tarde, ao Templo. Tudo o que era oferecido a Deus deveria ser separado de modo especial, enfatizando a santidade daquEle que recebia a adoração. Essa dedicação positiva a Deus é sempre a ênfase principal. Para exemplificar, os vasos santos usados no Tabernáculo e no Templo eram separados do liso comum, ordinário. Não podiam ser usados noutro lugar. Porém, não era isso que os tornava santos. Só se tornavam santos ao serem levados ao Tabernáculo, ou ao Templo, e usados na adoração ao Senhor”.Doutrinas Bíblicas: Uma perspectiva Pentecostal. CPAD)

                                  Subsídio Teológico

O comentário da Bíblia de Estudo Pentecostal explica que as expressões “exorta”, “reparte”, “preside”, “exercita”, e “misericórdia”, tratam-se dos dons espirituais:
“(1) Exortar é a disposição, capacidade e poder dados por Deus. para o crente proclamar a Palavra de Deus de tal maneira que ela atinja o coração, a consciência e a vontade dos ouvintes, estimule a fé e produza nas pessoas uma dedicação mais profunda a Cristo e uma separação mais completa do mundo (ver At 11.23; 14.22: 15.30-32; 16.40; 1Co 14.3; 1Ts 5.14-22; Hb 10.24,25)”.
“(2) Repartir é a disposição, capacidade e poder, dados por Deus a quem tem recursos além das necessidades básicas da vida, para contribuir livremente com seus bens pessoais, para suprir necessidade da obra ou do povo de Deus (2Co 8.1-8; Ef4.28)”.
“(3) Presidir ou liderar é a disposição, capacidade e poder dados por Deus, para o obreiro pastorear, conduzir e administrar as várias atividades da igreja, visando ao bem espiritual de todos (Ef 4.11,12; 1Tm 3.1-7; Hb 13.7,17,24)”.
“(4) Misericórdia é a disposição, capacidade e poder dados por Deus para o crente ajudar e consolar os necessitados ou aflitos (cf. Ef 2.4)”.



Tendo em vista o significado do sacrifício para o viver diário do cristão, F.F. Bruce comenta o seguinte em Romanos, Introdução e Comentário: “Em vista de tudo quanto Deus fez por Seu povo em Cristo, como Seu povo deve viver? Deve apresentar-se a Deus como ‘sacrifício vivo’, consagrado a Ele. Os sacrifícios de animais, oferecidos numa época anterior tomam-se obsoletos graças à oferta que Cristo fez de Si mesmo. Mas sempre há lugar para o serviço divino prestado por corações obedientes. Em vez de viverem pelos padrões de um mundo em desacordo com Deus, os crentes são exortados a deixar que a renovação das suas mentes, pelo poder do Espírito, transforme as suas vidas harmonizando-as com a vontade de Deus”

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                     Colossenses 3.12-17. SUBSIDIO (2)

12 - Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de entranhas de misericórdia, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade,
13 - suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos uns aos outros, se algum tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também.
14 - E, sobre tudo isto, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição.
15 - E a paz de Deus, para a qual também fostes chamados em um corpo, domine em vossos corações; e sede agradecidos.
16 - A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais; cantando ao Senhor com graça em vosso coração.
17 - E, quanto fizerdes por palavras ou por obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai.

INTERAÇÃO

Caro professor, promova um debate sobre a importância de se ter uma liturgia definida no culto em nossas igrejas.
Comece a aula com as seguintes perguntas: Qual a importância da liturgia no culto? Como era a liturgia do culto no Antigo e o Novo Testamento? Quais elementos litúrgicos são indispensáveis no culto cristão?


                            ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Utilizando uma técnica didática denominada "Tempestade Cerebral", proponha à classe a seguinte questão: Qual a diferença entre louvar e cultuar? Como funciona a técnica? O professor fará a pergunta e, cada aluno, um após o outro, deverá respondê-la imediatamente, sem que haja tempo suficiente para estruturar ou ordenar logicamente a resposta. As idéias serão captadas em estado nascente. A partir do uso desta técnica o professor estará avaliando o nível de conhecimento da classe acerca do assunto tratado. A seguir, coloque no quadro a resposta que você preparou.

Palavra Chave
Culto: Adoração ou homenagem reverente que se presta a Deus.

"Quantas lágrimas verti, de profunda comoção, ao mavioso ressoar de teus hinos e cânticos em tua igreja! Aquelas vozes penetravam nos meus ouvidos e destilavam a verdade em meu coração, inflamando-o de doce piedade, enquanto corria meu pranto e eu sentia um grande bem-estar".
Estas palavras de Agostinho, o maior teólogo da cristandade ocidental, constrangem-nos a entrar, humilde e amorosamente, nos átrios do culto divino. Já na intimidade do trono da graça, é-nos impossível conter as lágrimas ao som dos hinários cristãos. E as intervenções celestes? E a exposição da Palavra? O que vem a ser, todavia, o culto cristão?

I. O QUE É O CULTO CRISTÃO

Diante do profundo significado da páscoa hebraica, as crianças israelitas indagavam a seus pais: "Que culto é este vosso?" (Êx 12.26). E os pais, adornados com a paciência tão própria dos filhos de Abraão, narravam-lhes os acontecimentos que deram origem à páscoa. Estaremos nós também aparelhados a explicar aos nossos filhos a importância do culto cristão?
1. Definição etimológica. A palavra culto é originária do vocábulo latino "culto", e significa adoração ou homenagem que se presta ao Supremo Ser. No grego, temos duas palavras para culto: "latréia", significando adoração; e: "proskynēo", reverenciar, prestar obediência, render homenagem.
2. Definição teológica. O culto é o momento da adoração que tributamos a Deus; marca o encontro do Supremo Ser com os seus adoradores. Eis porque, durante o seu transcurso, cada membro da congregação deve sentir-se e agir como integrante dessa comunidade de adoração - a Igreja de Cristo.O culto, do grego latréia e proskynēo, é o momento através do qual os filhos de Deus adoram a Deus em espírito e em verdade. Literalmente quer dizer: adorar e reverenciar a Deus.

II. OBJETIVOS DO CULTO PUBLICO CRISTÃO

Afirmou o reformador francês João Calvino: "O primeiro fundamento da justiça é, sem dúvida, a adoração a Deus". Justificados pela fé em Nosso Senhor Jesus Cristo, não podemos fugir à nossa responsabilidade; devemos reunir-nos, periodicamente, a fim de cultuá-Lo, em espírito e verdade.
Vejamos, pois, os objetivos do culto público cristão.
1. Levar-nos a reconhecer a Deus como o nosso Criador e Mantenedor de tudo quanto existe. Atentemos à convocação do salmista: "Celebrai com júbilo ao Senhor, todos os moradores da terra. Servi ao Senhor com alegria e apresentai-vos a ele com canto. Sabei que o Senhor é Deus; foi ele, e não nós, que nos fez povo seu e ovelhas do seu pasto" (Sl 100.1-3).
2. Instigar nos a agradecer a Deus como o nosso Salvador através de Cristo. Assim reconhece o profeta a sua dependência do Redentor: "Eu me alegrarei no Senhor, exultarei no Deus da minha salvação" (Hc 3.18).
3. Constranger-nos a nos humilhar diante de Deus como aquEle que, sempre presto, nos perdoa as iniqüidades. Deixa-nos o salmista este belo exemplo de ações de graças: "É ele que perdoa todas as tuas iniqüidades" (Sl 103.3).
4. Estimular nos a nos alegrarmos diante de Deus como aquEle que nos cura todas as enfermidades e que nos enche de benignidades. Vejamos como o salmista induz-nos a celebrar o Senhor: "Quem redime a tua vida da perdição e te coroa de benignidade e de misericórdia; quem enche a tua boca de bens, de sorte que a tua mocidade se renova como a águia" (Sl 103.4,5).Os principais objetivos do culto público são: reconhecer a Deus como o Criador e Mantenedor de todas as coisas; instigar à gratidão e à rendição a Deus; proporcionar alegria espiritual.

III. O CULTO PARTICULAR E DOMÉSTICO A DEUS

Se o culto público é importante, o particular é imprescindível. Se não podemos estar no templo todos os dias, sempre é possível estar ao pé de Cristo, onde quer que estejamos.
1. O que é o culto particular a Deus. É o meio de que dispomos para manter não somente a nossa comunhão com o Salvador, mas para vivermos uma existência repleta de regozijo espiritual. Leia, com muita atenção, a Epístola de Paulo aos Filipenses.
O culto doméstico é, de igual modo, uma devoção particular a Deus.
2. O culto doméstico. A família que, unida, cultua a Deus, permanecerá unida seja na bonança seja nos temporais que nos ameaçam o frágil barquinho. Não podemos, sob hipótese alguma, desprezar a devoção em família para não fracassarmos como indivíduos. Tem você realizado o culto doméstico com regularidade e constância? Leia, neste momento, o Salmo 128, e veja o retrato de uma família que celebra o nome do Senhor.
Embora não haja uma liturgia prescrita às nossas devoções particulares e domésticas, é conveniente manter os seguintes elementos: oração, jejum, cânticos e leitura da Palavra de Deus com rápidos comentários.O culto particular a Deus, ou doméstico, é o meio de que o crente dispõe para manter, juntamente com toda a família, comunhão com nosso Senhor Jesus Cristo.

IV. COMPONENTES DO CULTO CRISTÃO

A liturgia da Igreja Primitiva, ao contrário do culto levítico, era simples e pentecostal. Os dons espirituais faziam parte dos serviços, e não se estranhava quando alguém manifestava-se noutras línguas; eram estas interpretadas, exortando, consolando, edificando os fiéis, e descobrindo os corações aos incrédulos.
Em pelo menos três ocasiões, o apóstolo Paulo refere-se aos elementos que acompanhavam o culto da Igreja Primitiva.
1. Aos coríntios. Deixa Paulo bem patente, aos irmãos de Corinto, que os atos litúrgicos devem ser usados para a edificação: "Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação" (1 Co 14.26).
2. Aos colossenses. Já aos colossenses, realça ele os cânticos na adoração cristã: "Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração" (Cl 3.16 - ARA).
3. Aos efésios. Finalmente aos efésios, mostra o apóstolo que a liturgia é um eficiente meio da graça para enlevar a espiritualidade (Ef 5.18-21).
4. Elementos do culto cristão. Embora não siga necessariamente esta ordem, aqui estão os elementos do culto cristão: doutrina, revelação, línguas estranhas e interpretação, salmos, hinos, cânticos espirituais e ações de graças.
Os elementos que compõem o culto cristão estão expressos em várias passagens do Novo Testamento, entre os quais se destacam: doutrina, revelação, línguas estranhas e interpretação, salmos, hinos, cânticos espirituais e ações de graças.

V. ATITUDES NO CULTO CRISTÃO

Com que me apresentarei diante do Senhor? Eis a pergunta que o escritor sacro endereça ao Todo-Poderoso. Vejamos algumas coisas a serem observadas quando entrarmos na Casa de Deus para cultuá-Lo:
1. Reverência e profundo temor. "Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; e inclina-te mais a ouvir do que a oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal" (Ec 5.1).
2. Alegria e regozijo. "Alegrei-me quando me disseram: Vamos à Casa do Senhor!" (Sl 122.1).
3. Predisposição e discernimento espirituais. "Acordado, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus" (Gn 28.16,17).
4. Espírito de oração e súplicas. Aflita, a mãe do profeta Samuel entrou na casa do Senhor e, ali, derramou a sua alma: "Ela [Ana], pois, com amargura de alma, orou ao Senhor e chorou abundantemente" (1 Sm 1.10).
5. Espírito de louvor e cânticos. "Entrai por suas portas com ações de graças e nos seus átrios, com hinos de louvor; rendei-lhe graças e bendizei-lhe o nome" (Sl 100.4).As principais atitudes do adorador são: reverência e profundo temor, alegria e regozijo, predisposição e discernimento espiritual, espírito de oração, súplicas e de louvor.


Tem você cultuado a Deus na beleza de sua santidade, como a Bíblia o requer? Cultuar a Deus não significa, meramente, ir à igreja; significa entrar no santuário divino com ações de graças como o fazia Davi. Não importa onde você esteja; adore a Deus.
 O culto em Três Dimensões
Um adjetivo-chave, usado com freqüência no Novo Testamento para descrever os atos apropriados de culto é a palavra aceitável. Todo adorador procura ofertar o que seja aceitável. As Escrituras especificam pelo menos três categorias de culto aceitável.
A dimensão externa. Primeiro, a maneira de nos comportarmos com os outros pode refletir o culto. Romanos 14.18 afirma: 'Porque quem nisto serve [latreuo] a Cristo agradável [aceitável] é a Deus'. Qual é a oferta aceitável a Deus? O contexto revela que é ser sensível ao irmão mais fraco (v.13). Tratar companheiros cristãos com a devida sensibilidade é um culto aceitável.
A dimensão interior. Uma segunda categoria de culto envolve comportamento pessoal. Efésios 5.8-10 afirma: 'Andai como filhos da luz (pois o fruto do Espírito está em toda bondade, justiça e verdade), aprovando o que é agradável ao Senhor'. A palavra agradável vem de uma palavra grega que significa 'aceitável'. Nesse contexto, Paulo refere-se à bondade, à justiça e à verdade, dizendo claramente que fazer o bem é um ato aceitável de culto a Deus (1 Tm 2.2,3).A dimensão superior. O culto afeta todo o relacionamento com Deus. Hebreus 13.15,16 resume maravilhosamente esta dimensão superior [...]".(MACARTHUR JR. J. Ministério pastoral. 4.ed., RJ: CPAD, 2004, pp.254-5.)

"Louvor. Em dois mil anos, ainda lutamos pelas palavras certas na oração. Ainda ficamos desajeitados em relação às Escrituras. Não sabemos quando ajoelhar. Não sabemos quando ficar de pé. Não sabemos nem como orar.
O louvor é uma tarefa que intimida.
Por esta razão, Deus nos deu o livro de Salmos - um livro de louvor para o povo de Deus... Essa coletânea de hinos e orações foi encadeada por um único 'fio' - um coração ansioso por Deus.
Alguns são desafiantes. Outros, reverentes. Alguns deveriam ser cantados. Outros são orações. Alguns são intensamente pessoais. Outros parecem ter sidos escritos como se o mundo inteiro fosse usá-los...

A própria variedade deveria nos lembrar de que o louvor é pessoal. Não existe uma fórmula secreta. Cada um louva de forma diferente. Mas todos devem louvar".(LUCADO, M. Promessas inspiradoras de Deus. RJ: CPAD, 2005, p.49.)

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