quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Escatologia as profecias livro de Daniel (2)






                 A Ressureição no Antigo Testamento.

                                     Professor Mauricio Berwald

As declarações que têm sido extraídas do Pentateuco, apesar de darem a entender um «após-vida», s10 extremamente duvidosas como evidências da crença na ressurreição, dentro dos livros de Moisés. O trecho de Êxo. 3:6,16 é usado pelo Senhor Jesus, nas citações, a fim de provar o fato de que os antigos patriarcas continuavam «vivendolt, mas isso, por si mesmo, dificilmente poderia servir de prova da ressurreição no livro de Êxodo, ainda que possa mostrar que o judaísmo posterior veio a encarar tais passagens desse modo. Sabemos, de fato, que assim aconteceu. (Ver Mar. 12:18 e ss). 

O rabino Simai argumenta em prol da ressurreição com base em Êxo, 6:3,4 (a promessa de que a Terra Prometida seria dada aos patriarcas), mas isso provavelmente foi compreendido pelos próprios patriarcas como uma promessa referente aos seus descendentes. A exclamação de Jacó: «A tua salvação espero, 6 Senhorl» (Gên. 49:18), bem como O desejo expresso por Balaio: «Que eu morra a morte dos justos, e o meu fim seja como o dele» (Núm. 23:10), apesar de indicarem alguma crença no .«após-vida», dificilmente podem ser considerados como uma afirmação da ressurreição naquele período tio remoto.

Naturalmente, a famosa passagem da ressurreição, em Jó 19:23-27, é uma declaração expressa dessa crença; e o livro de 16 é o mais antigo volume da coletânea do V.T. Porém, essa doutrina não se tomou tradicional na fé judaica senão depois que já estava escrito o Pentateuco.
Pela época em que foi registrada a história dos reis (I e J! Reis), essa doutrina já deveria estar bem estabelecida em Israel, porquanto os Salmos certamente contêm tal pensamento (ver Sal. 17:15), e a literatura daquele período registra várias ressurreições contemporâneas. (Ver I Reis 17:17,24; H Reis 4:18-37; 13:20-25). Nos livros proféticos, a passagem de Isa. 26:16-19 provavelmente é a passagem isolada mais importante de todo o A.T., acerca da ressurreição. A passagem de Eze. 37:1-14, apesar de provavelmente ter por - referência primária – a restauração da nação de Israel, igualmente ensina a doutrina da ressurreição, No trecho de Dan, 12:2 essa doutrina se faz perfeitamente clara.

A igreja cristã primitiva se utiliza dos trechos de Jer. 18:3-6 e Sal. 88:10 como textos de prova da doutrina da ressurreiçlo. (Ver também Sal. 16:9, que mui provavelmente prediz especificamente a ressurreição de Cristo). E o trecho de Osé. 6:2 é outra profecia acerca da ressurreição de Cristo, ao passo que Osê 13:14 fala sobre a ressurreição em geral.

A crença na ressurreição foi-se tornando cada vez mais comum após os exi1ios, sobretudo no perIodo dos Macabeus. E, pelo tempo em que nasceu 1esus Cristo, era uma crença praticamente universal na Palestina e no judaísmo em geral. Os fariseus eram os grandes defensores dessa doutrina, e a isso haviam acrescentado a crença na sobrevivência da alma, nos anjos, nos espíritos e na existência de um mundo sobrenatural. A grande exceção no judaísmo era a tradição dos saduceus. Os saduceus se ufanavam de sua "pureza doutrinária», rejeitando aquilo que reputavam meros mitos. Esses consideravam o Pentateuco como seu «cãnon» das Escrituras. Por essa mesma razão rejeitavam eles a ressurreição, a liubrt:vivêIlcia tia alma, a existência dos esplrltos, etc., porquanto essas doutrinas não são claramente ensinadas no Pentateuco, apesar de haver ali alguns indícios das mesmas. (Ver Josefo, Antiq, 18.1.4, onde vemos que os saduceus chegavam até a negar a imortalidade da alma, quanto mais a realidade da ressurreição.CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 675-676.

Dn 12.2 Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão. Esta é uma das poucas claras referências, no Antigo Testamento, à vida além-túmulo. Essa vida será mediada pela ressurreição. Coisa alguma é dita claramente sobre a alma etema, que sobreviverá à morte biológica. Portanto, não sabemos dizer se o autor acreditava ou não nessa doutrina, embora ela possa ser subentendida aqui. Entretanto, há algumas claras instâncias dessa doutrina no Antigo Testamento, além de muitas referências a esse ensino no Novo Testamento. No Pentateuco, no entanto, não existe nenhuma afirmação clara sobre a vida para além da morte biológica. Ali, os homens bons não recebem nenhuma promessa de recompensa para depois da vida física, nem os ímpios são ameaçados de sofrimentos em um “pós-vida”. Somente nos Salmos e nos Profetas encontramos referências à alma e à sua sobrevivência ante a morte biológica.Todavia, essa idéia cresceu nos livros apócrifos e pseudepígrafos, e então a noção se desenvolveu no Novo Testamento.

Note também o leitor que a ressurreição dos bons e dos maus (não separados aqui, como em Apo. 20.5) produzirá recompensas para os bons e julgamento para os maus. Esta é, praticamente, a única referência veterotestam entária dessa natureza, a qual se tornou comum nos livros apócrifos e pseudepígrafos. As chamas do inferno foram acesas pela primeira vez em I Enoque, como os eruditos sabem. O rio de fogo ali mencionado torna-se o lago do fogo de Apo. 20.14.

O ensino de Daniel sobre o tempo em que essas condições prevalecerão é o ensino comum, dando a entender que ambos os estados — tanto dos bons quanto dos maus — durarão para sempre. É inútil tentar encontrar em Daniel a esperança maior que vemos no Novo Testam ento como I Ped. 3.18 - 4.6, de que Cristo teve uma missão misericordiosa no próprio hades, revertendo o estado dos perdidos que ali se voltaram para Ele. Além disso, Daniel não previu a restauração geral que é o tema de Efé. 1.9,10, o Mistério da Vontade de Deus, ou seja, o que Deus fará, finalmente. Portanto, o próprio Daniel, tal como outros autores bíblicos, tinha uma visão preliminar de tais questões. Como se sabe, a revelação modifica as coisas. A revelação é uma ciência crescente. Há grande diferença entre o Antigo e o Novo Testamento; e até mesmo dentro do Novo Testamento um autor pode mostrar-se mais profundo que outros, quanto a certos assuntos.

Que a morte era um estado de sono no pó (sem a consciência da alma) era uma idéia judaica comum (cf. Enoque 91.10 e 92.3). Gradualmente, os judeus assumiram a posição que já existia entre vários outros povos, ou seja, de que a alma sobrevive à morte biológica. Então, no cristianismo, há a combinação das idéias da ressurreição e da alma. Atualmente, os estudos no campo do psiquismo nos dão maiores informações sobre a alma, e já nos aproximamos da prova científi ca dessa idéia.

Os Atos Estabelecem Diferenças. A separação entre os bons e os maus dependerá do que ambos tiverem praticado. Cf. Apo. 20.12; Enoque 90.20-27; II Barnque 24.1. Esses dois grupos irão para seus estados separados de recompensa ou punição. O céu e o inferno, a essa altura dos acontecimentos, ainda não tinham entrado na corrente do pensamento judaico; mas nos livros pseudepígrafos eles se tomaram doutrina padrão. Naturalmente, houve a doutrina do sheol, que passou por um longo desenvolvimento. A punição dos maus ocorrerá ali, e a recompensa para os bons tornou-se parte da doutrina (conforme vemos em Luc. 16).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3428-3429.

Dn 12.2- Esta é uma clara referência à ressurreição dos justos e dos impios, embora o destino eterno de cada grupo seja bem diferente. Até esta época, não era comum ensinar sobre a ressurreição, apesar de todos os israelitas crerem que um dia seriam incluídos na restauração do novo Reino. Esta referência ã ressurreição fisica dos salvos e dos perdidos foi uma renúncia severa da crença comum (ver também Jó 19.25,26; Si 16.10; e Is 26.19 para outras referências sobre a ressurreição no AT).BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 1112.

2. As duas ressurreições.

Dn 12.2 O presente versículo fala sobre ressurreição em sentido geral: dos justos e dos ímpios; mas é evidente que, pelo procedimento das regras teológicas dentro da hermenêutica sagrada, uma deve estar distante da outra cerca de mil (1.000) anos; a primeira terá lugar no arrebatamento da igreja, sendo depois complementada por outros exemplares deste gênero (as duas testemunhas e os mártires da Grande Tribulação); enquanto a outra (a dos ímpios), só mil (1.000) anos depois (Jo 5.29; 1 Co 15.23), cada uma por sua ordem. As Escrituras Sagradas usam pelo menos três (3) termos técnicos sobre “ressurreição”, que são desenvolvidos em vários de seus elementos doutrinários:

Ressurreição de Mortos

. No Antigo Testamento, são: 1) O filho da viúva de Serepta, de Sidom - Elias é a personagem em foco nesta ressurreição - (1 Rs 17.21, 22). 2) O filho da Sunamita - Eliseu é o personagem em foco nesta ressurreição - (2 Rs 4.34, 35). 3) O homem que foi lançado de improviso na sepultura de Eliseu - os ossos de Eliseu foi o ponto marcante nesta ressurreição - (2 Rs 13.20, 21). 4) Para alguns expositores das Escrituras, Jonas morreu e foi levantado da morte, tornando-se assim, uma figura muito expressiva da morte e ressurreição de Cristo (Mt 12.40). "... se isso realmente aconteceu, o fato somente acrescenta mais uma às ressurreições registradas na Bíblia. Para aqueles que crêem em Deus, não há dificuldade em crer em ressurreição, uma vez suficientemente provada” (doutor Torrey). Se assim foi, o personagem nesta ressurreição foi a pessoa de Deus. No Novo Testamento, são: 5) O filho da viúva de Naim - Jesus foi o personagem em foco nesta ressurreição - (Lc 7.11-17). 6) A filha de Jairo - Jesus foi o personagem em foco nesta ressurreição - (Lc 8.54, 55). 7) Lázaro de Betânia - Jesus foi a figura central nesta ressurreição - (Jo 11.43, 44). 8) Dorcas ou Tabita - Pedro foi o personagem em foco nesta ressurreição - (At 9.40, 41). 9) Um jovem de nome Eutico - o personagem nesta ressurreição foi o apóstolo Paulo - (At 20.9-12).

Ressurreição dentre os mortos. 

Esta compreende: 1) CRISTO (1 Co 15.20 e 23). 2) Os que ressuscitaram por ocasião da ressurreição de Cristo (Mt 27.52, 53). Esses santos foram incluídos na palavra “primícias”, dita a respeito de Cristo; “primícias” não pode ser “uma só” mas “um feixe” (Lv 23; 10.1; Sm 25.29), e, por essa razão devem seguir a ordem da ressurreição de Cristo. O leitor deve observar bem a frase: “E, saindo dos sepulcros, depois da ressurreição dele [Jesus]”. Na ressurreição para a imortalidade, todos têm de seguir a ordem da ressurreição de Cristo (At 26.23), visto que, na qualidade de “colheita”, Cristo foi “o primeiro exemplar”. 3) Os que são de Cristo, na sua vinda (1 Co 15.23, 42). 4) As duas testemunhas escatológicas (Ap 11.11, 12). 5) Os mártires da Grande Tribulação (Ap 20.4). Todos esses são exemplares da primeira ressurreição, que é para a imortalidade; ainda que cada “um por sua ordem”. Paulo chama este gênero de "... a redenção do nosso corpo” (Rm 8.23).

Ressurreição dos mortos.

 Esta é geral e abrangente quanto ao tempo. O texto em foco, neste capítulo 12, fala dela como sendo uma ressurreição “para vergonha e desprezo eterno”. Ela alcança a todos os pecadores que morreram em seus delitos e pecados (Dn 12.2; Jo 5.28, 29; Ap 20.5). Em Is 26.14, temos a frase de difícil interpretação no que diz respeito à ressurreição: “Morrendo eles, não tornarão a viver; falecendo, não ressuscitarão”. Nós subentendemos que, eles não ressuscitarão para a vida eterna, pois todos hão de ressuscitar um dia; a menos que seja esta uma exceção na Bíblia, como bem podemos ver nas palavras do próprio Deus quanto a Amaleque: “Eu totalmente hei de riscar a memória de Amaleque de debaixo dos céus” (Êx 17.14).Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 229-230.


Muitos dos Que Dormem no Pó da Terra Ressuscitarão... (12:2)

Haverá uma ressurreição, que se considera paralela à que terá lugar na segunda volta do Senhor, mas esta será só e unicamente da Igreja. A ressurreição aqui prognosticada será dos convertidos durante a Grande Tribulação, que irão ajuntar-se à Igreja, mas não farão parte dela. O texto parece indicar uma ressurreição geral, de bons e maus. Possivelmente os mortos incrédulos durante a Tribulação também serão ressuscitados, pois a segunda ressurreição só terá lugar depois do Milênio, conforme Apocalipse 20:11-15. Estes incrédulos ressuscitados aparecerão com vergonha e nojo, pois poderiam ter-se convertido como tantos outros, e não o fizeram. Pelo visto, estamos, então, lidando com assuntos referentes à Segunda Vinda do Senhor, pelo que, portanto, este capítulo representa o fecho da grande revelação de Jesus Cristo ao seu povo.
Mesquita. Antônio Neves de,. Livro de Daniel. Editora JUERP.

A RESSURREIÇÃO DO CORPO

1Co 15.35 “Mas alguém dirá: Como ressuscitarão os mortos? E com que corpo virão?”A ressurreição do corpo é uma doutrina fundamental das Escrituras. Refere-se ao ato de Deus, de ressuscitar dentre os mortos o corpo do salvo e reuni-lo à sua alma e espírito, dos quais esse corpo esteve separado entre a morte e a ressurreição.
(1) A Bíblia revela pelo menos três razões por que a ressurreição do corpo é necessária. (a) O corpo é parte essencial da total personalidade do homem; o ser humano é incompleto sem o corpo. Por conseguinte, a redenção que Cristo oferece abrange a pessoa total, inclusive o corpo (Rm 8.18-25). (b) O corpo é o templo do Espírito Santo (6.19); na ressurreição, ele voltará a ser templo do Espírito. (c) Para desfazer o resultado do pecado em todas as áreas, o derradeiro inimigo do homem (a morte do corpo) deve ser aniquilado pela ressurreição (15.26).

(2) Tanto as Escrituras do AT (cf. Hb 11.17-19 com Gn 22.1-4; Sl 16.10 com At 2.24ss; Jó 19.25-27; Is 26.19; Dn 12.2; Os 13.14), como as Escrituras do NT (Lc 14.13,14; 20.35,36; Jo 5.21,28,29; 6.39,40,44,54; Co 15.22,23; Fp 3.11; 1Ts 4.14-16; Ap 20.4-6,13) ensinam a ressurreição futura do corpo.

(3) Nossa ressurreição corporal está garantida pela ressurreição de Cristo (ver Mt 28.6 nota; At 17.31; 1Co 15.12,20-23).

(4) Em termos gerais, o corpo ressurreto do crente será semelhante ao corpo ressurreto de Nosso Senhor (Rm 8.29; 1Co 15.20,42-44,49; Fp 3.20,21; 1Jo 3.2). Mais especificamente, o corpo ressurreto será: (a) um corpo que terá continuidade e identidade com o corpo atual e que, portanto, será reconhecível (Lc 16.19-31); (b) um corpo transformado em corpo celestial, apropriado para o novo céu e a nova terra (15.42-44,47,48; Ap 21.1); (c) um corpo imperecível, não sujeito à deterioração e à morte (15.42); (d) um corpo glorificado, como o de Cristo (15.43; Fp 3.20,21); (e) um corpo poderoso, não sujeito às enfermidades, nem à fraqueza (15.43); (f) um corpo espiritual (i.e., não natural, mas sobrenatural), não limitado pelas leis da natureza (Lc 24.31; Jo 20.19; 1Co 15.44); (g) um corpo capaz de comer e beber (Lc 14.15; 22.16-18,30; 24.43; At 10.41).

(5) Quando os crentes receberem seu novo corpo se revestirão da imortalidade (15.53). As Escrituras indicam pelo menos três propósitos nisso: (a) para que os crentes venham a ser tudo quanto Deus pretendeu para o ser humano, quando o criou (cf. 2.9); (b) para que os crentes venham a conhecer a Deus de modo completo, conforme Ele quer que eles o conheçam (Jo 17.3); (c) a fim de que Deus expresse o seu amor aos seus filhos, conforme Ele deseja (Jo 3.16; Ef 2.7; 1Jo 4.8-16).
(6) Os fiéis que estiverem vivos na volta de Cristo, para buscar os seus, experimentarão a mesma transformação dos que morrerem em Cristo antes do dia da ressurreição deles (15.51-54).
Receberão novos corpos, idênticos aos dos ressurretos nesse momento da volta de Cristo. Nunca mais experimentarão a morte física.

(O ARREBATAMENTO DA IGREJA).

(1) Instantes antes do arrebatamento, ao descer Cristo do céu para buscar a sua igreja, ocorrerá a ressurreição dos “que morreram em Cristo” (4.16). Não se trata da mesma ressurreição referida em Ap 20.4, a qual somente ocorrerá depois de Cristo voltar à terra, julgar os ímpios e prender Satanás (Ap 19.11—20.3). A ressurreição de Ap 20.4 tem a ver com os mártires da tribulação e possivelmente com os santos do AT (ver Ap 20.6 nota).
(2) Ao mesmo tempo que ocorre a ressurreição dos mortos em Cristo, os crentes vivos serão transformados; seus corpos se revestirão de imortalidade (1Co 15.51,53). Isso acontecerá num instante, “num abrir e fechar de olhos” (1Co 15.52).
(3) Tanto os crentes ressurretos como os que acabaram de ser transformados serão “arrebatados juntamente” (4.17) para encontrar-se com Cristo nos ares, ou seja: na atmosfera entre a terra e o céu.
(7) Jesus fala de uma ressurreição da vida, para o crente, e de uma ressurreição de juízo, para o ímpio (Jo 5.28,29).STAMPIS. Donald C. (Ed) Bíblia de Estudo Pentecostal: Antigo e Novo testamento. Rio de Janeiro: CPAD, 1995.

Ap 20.12,13 A expressão “os mortos, grandes e pequenos” provavelmente se refere a todas as pessoas - crentes e não-crentes. Ninguém conseguirá escapar ao escrutínio de Deus. Não se sabe por que “os mortos” são chamados.Alguns sugerem que este é o julgamento apenas dos não-crentes, porque eles seriam aqueles, ainda mortos, que participariam da segunda ressurreição (20.5). No entanto, é mais provável que isto se refira a todos, pois Deus “está preparado para julgar os vivos e os mortos” (I Pe 4.5). Cristo descreveu o julgamento de todas as pessoas (Mt 25.31-33.46).Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 912.

As pessoas a serem julgadas (v. 12): “...os mortos, grandes e pequenos”; isto é, jovens e velhos, baixos e altos, pobres e ricos. Nenhum é tão insignificante que não tenha talentos pelos quais precisa prestar contas, e ninguém é tão grande para que possa fugir da jurisdição dessa corte; não somente os que serão encontrados vivos na vinda de Cristo, mas todos os que morreram antes; os túmulos vão entregar os corpos dos homens, o inferno vai entregar a alma dos maus, o mar vai entregar os muitos que aparentemente estavam perdidos nele. Todos esses lugares são prisões de reis, e Ele vai fazer com que liberem os seus prisioneiros. A regra do juízo é estabelecida: “...e abriram-se os livros”. Que livros? O livro da onisciência de Deus, que é maior do que nossa consciência, e sabe todas as coisas (há um livro de memórias com Ele tanto do bem quanto do mal); e o livro da consciência dos pecadores, que, embora antigamente secreto, agora será aberto. “E abriu-se outro livro” - o livro das Escrituras, o livro dos estatutos do céu, a regra da vida. Esse livro é aberto e contém a lei, a pedra fundamental pela qual o coração e a vida dos homens serão testados. Esse livro determina questões de direito; os outros livros determinam questões de prática.Alguns entendem que o outro livro, chamado o livro da vida, é o livro dos conselhos eternos de Deus; mas isso não parece pertencer à esfera do juízo. Na eleição eterna, Deus não age de forma judicial, mas com absoluta liberdade e soberania.
A causa a ser julgada: as “...suas obras”, o que os homens fizeram, e se foi bom ou mau.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 1006.

3. “A ciência se multiplicará” (v.4).

Características dos últimos dias (12.4). A mensagem final do glorioso Mensageiro a Daniel foi: fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo (4). Que as palavras foram fechadas e o livro está selado fica evidente pela imensa confusão que tem caracterizado a interpretação desse livro nesses mais de dois milênios. Adam Clarke escreve: “A profecia não será entendida até que seja cumprida. Então, a profundidade da sabedoria e da providência de Deus sobre essas questões será claramente percebida”.Mas, fechar o livro não significa o fim das coisas. Haverá um tempo de intensa atividade na área de transporte, educação e comunicação. Então, esses acontecimentos do fim compelirão os sábios a procurar uma sabedoria mais profunda acerca da revelação deste livro. Dificilmente podemos evitar em identificar a breve descrição de Daniel com os nossos dias. Muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará. 

O transporte de massas e a velocidade são marcas da nossa era. A mobilidade ininterrupta dos povos do mundo, a comunicação de massa quase instantânea, a demanda insistente e universal por educação pelas massas, são características dos nossos tempos.Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 544.

Que essa profecia sobre aqueles tempos, embora selada agora, será de grande proveito para aqueles que viverem então (v. 4). Daniel deve agora encerrar as palavras e selar o livro, porque o tempo seria longo antes que essas coisas acontecessem. E era de alguma consolação que a nação judaica (embora, no início de seu retomo da Babilônia tenham sido poucos e fracos, e tenham enfrentado dificuldades em seu trabalho) só tenha sido perseguida por causa da sua religião muito tempo depois, quando havia crescido em força e maturidade. Ele deve selar o livro porque este não seria entendido (e, portanto, seria ignorado), até que as coisas contidas nele fossem cumpridas. Mas ele deve guardá-lo com segurança, como um tesouro de grande valor, escrito para as gerações futuras, para as quais seria de grande utilidade. Porque muitos correriam de um lado para outro, e o conhecimento seria aumentado. Então esse tesouro escondido vai ser aberto e muitos o pesquisarão, e buscarão o seu conhecimento, como se estivessem buscando a prata. Eles correrão de um lado para outro, procurando cópias dele, o examinarão, e verificarão sua veracidade e autenticidade. Eles o lerão diversas vezes, meditarão nele, e o revisarão em suas mentes. Eles debaterão a seu respeito, e falarão dele entre si, e compararão as notas que fizeram a respeito dele, desejando, por qualquer meio, decifrar o seu significado.

E assim o conhecimento será aumentado. Consultando essa profecia naquela ocasião, eles serão levados a buscar outras escrituras, que contribuirão muito para o seu avanço no conhecimento verdadeiro e útil. Porque então saberão se conseguiram prosseguir no conhecimento do Senhor (Os 6.3). Aqueles que quiserem ter seu conhecimento aumentado deverão se esforçar, não deverão ficar parados em ociosidade e desejos pobres, mas deverão correr de um lado para outro, fazendo uso de todos os meios de conhecimento, e aproveitando todas as oportunidades para terem os seus erros corrigidos, as suas dúvidas sanadas, e o seu conhecimento das coisas de Deus desenvolvido, para saberem mais e melhor sobre aquilo que sabem. E, vemos aqui como há motivos para termos esperanças de que: 1. 

As coisas de Deus que agora estão encobertas e obscuras vão se tomar claras, e fáceis de ser entendidas. A verdade é filha do tempo. As profecias da Escritura serão explicadas pelo seu próprio cumprimento. Por isso elas são dadas, e para essa explicação elas estão reservadas. Por isso elas nos são ditas com antecedência, para que, quando se cumprirem, possamos crer. 2. As coisas de Deus que são desprezadas e negligenciadas, e descartadas como inúteis, sejam consideradas importantes. O povo descobrirá que elas são de grande proveito, e as pedirão. Assim, a revelação divina, embora tenha sido desprezada por algum tempo, será engrandecida e honrada, sobretudo no juízo do grande dia, quando os livros serão abertos, e aquele livro entre os demais.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 903.

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