quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Escatologia profecias livro de Daniel (1)



                 O TEMPO DA PROFECIA DE DANIEL 12



                               Professor Mauricio Berwald

O livro de Daniel encerra descrevendo um tempo de angústia, sofrimento, engano, genocídios e atrocidades perpetradas por ímpios que não conhecem a Deus e não respeitam a dignidade humana. Mas em meio a esse tempo de angústia há promessa de intervenção divina na história (12.10).
Três versículos devem nos chamar atenção: "E tu, Daniei, fecha estas palavras e sela este livro, até ao fim do tempo" (v.4); "Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao tempo do fim" (v.9); "Tu, porém, vai até ao fim; porque repousarás e estarás na tua sorte, no fim dos dias" (v. 12). Estes versículos demonstram o conselho de Deus para o profeta Daniel. Diante da visão que ele recebera era natural o profeta ter uma atitude de medo acerca do futuro. Mas a palavra de Deus encorajou o profeta, que por certo estava no final da vida, a "ir" até ao fim da existência vivendo em confiança em Deus.

A Escatologia Bíblica não pode paralisar a vida. Quando as profecias concernentes ao futuro foram escritas Deus inspirou os autores com o objetivo de nos trazer esperança. A escatologia não pode fazer terrorismo às pessoas. Quando João recebe a revelação mediante Jesus triunfante, era para lembrar as igrejas que apesar do mal aparente o Senhor nosso Deus é o dono da história e nunca será pego de surpresa, A vida é dom de Deus! Por isso, temos de vivê-la alegremente. Enquanto o nosso Senhor não vem, vivamos a vida com fé, amor (amando a Deus e o próximo) e esperança no aparecimento glorioso do Senhor e Salvador Jesus Cristo!
Revista Ensinador Cristão. Editora CPAD. pag. 42.

COMENTÁRIO  INTRODUÇÃO


Uma descrição do fim do mundo (Daniel 12.1-13)

O capítulo 12 de Daniel é uma seqüência cronológica do capítulo 11. O anjo ainda está revelando a Daniel uma brilhante descrição do tempo do fim. Deus levanta a ponta do véu e revela o fim da história com nuanças gloriosas. As cortinas se fecham e o fim desse drama é a vitória gloriosa do povo de Deus. Vários eventos são descritos nesse capítulo 12. Eles são como balizas que nos direcionam no entendimento do fim da história. De acordo com o sermão profético do Senhor Jesus, o fim do mundo pode ser compreendido por meio do cumprimento de vários sinais: engano religioso, guerras, terremotos, pestilências, apostasia, perseguição, esfriamento do amor, a pregação do evangelho em todo o mundo e o aparecimento do anticristo. Esses sinais proclamam fortemente que estamos vivendo uma espécie de afunilamento da história. Especialmente, no século 20 e no começo deste século assistimos a uma grande intensificação desses sinais. Recentemente, o mundo ficou chocado com o tsunami, as ondas gigantes que invadiram o sul da Ásia, no dia 26 de dezembro de 2004, varrendo do mapa várias vilas e provocando a morte de aproximadamente duzentas mil pessoas.LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no céu. Editora Hagnos. pag. 147-148.

O autor não tinha idéia da grande expansão de tempo que estaria envolvida entre Antioco e o fim de nossa era. Alguns intérpretes fazem Dan. 11.40-45 referir-se ao futuro anticristo e, assim, saltam muitos séculos para chegar ao fim, que agora é descrito.
“Com a morte de Antioco Epifânio, começa a consumação final e está em vista a iminência do fim, e Miguel, o anjo guardião dos judeus, se agita. A Grande Tribulação torna-se realmente grande, nos espasmos finais de agonia de um mundo moribundo, que são, ao m esmo tempo, as dores de parto do reino messiânico. A questão inteira term ina em uma ressurreição geral, a grande separação entre os salvos e os condenados, e a inauguração do Reino dos santos.
Nesse ponto, term ina a visão (vss. 1-4), e o vidente recebe ordens para selar o livro. Esse é o fim do apocalipse original, mas a isso foram adicionados três suplementos (vss. 5-13): a) Em uma visão, Daniel viu dois anjos à beira de um rio e perguntou-lhes quanto tempo se passaria até o fim. Ele é informado de que a tribulação se prolongaria por mais três anos e meio. Mas quando ele pede por mais explicações, é convidado a partir, b) Outro cálculo da duração da abominação fala em 1.290 dias. c) Um cálculo final transform a isso em 1.335 dias” (Arthur Jeffery, in loc.).
Seja como for, o capitulo 12 passa de coisas temporais para coisas eternas, sendo, assim, uma digna continuação do capítulo 11.
Epílogo: Coisas Pertencentes à Consumação das Eras (12.1 -13) Temos aqui duas divisões principais: vss. 1-3 (Israel é libertado) ou vss. 1-4 (fim da tribulação e a ressurreição); e vss. 4-13 (conclusão).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3428.

Depois de predizer as aflições sob o governo de Antíoco, prefigurando as aflições da igreja cristã sob o poder do Anticristo, temos aqui: I. Consolações muito preciosas, prescritas como estímulos para o apoio do povo de Deus naquele tempo de angústia. E elas são de tal forma que podem servir indiferentemente tanto ao tempo de angústia sob o governo de Antíoco, como também ao tempo de futura angústia que foi prefigurado por elas (w. 1-4). II. Uma conferência entre Cristo e um anjo a respeito do tempo da continuação desses eventos, e que visava a satisfação de Daniel (w. 5-7). III. A indagação de Daniel para sua própria satisfação (v. 8). E a resposta que ele recebeu a essa indagação (w. 9-12).HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 902.

I - O TEMPO DA PROFECIA (12.1)
1. Qual é o tempo? (v.1)

“E haverá um tempo de angústia”. Dois pontos focais devem ser analisados no presente versículo: 1) O período sombrio da Grande Tribulação. 2) O grande livramento de Deus para todo aquele que se encontrar “escrito no livro da vida”.
Observemos o primeiro ponto: "... tempo de angústia”. O texto em foco deve ser confrontado com Marcos 13.19, onde lemos: “Porque naqueles dias haverá uma aflição tal, qual nunca houve desde o princípio da criação, que Deus criou, até agora, nem jamais haverá”. Todos os estudiosos das profecias sabem claramente que período está em foco.
- E o da Grande Tribulação. Este período de sete anos, que chamamos de contagem regressiva, é um período de acontecimentos singulares. Há mais profecias concernentes a este período do que a qualquer outro descrito em toda a extensão da Bíblia.

Todos sabemos que a Grande Tribulação será um tempo de angústias sem precedentes na história humana; o seu centro será Jerusalém e a Terra Santa, mas, de um certo modo, envolverá todo o mundo (Ap 3.10). A sua duração será de sete anos, ocupando, assim, a última semana profética da visão de Daniel, conforme cap. 9.24-27. Esse termo “tribulação” é citado com referências escatológicas, como são vistas em Mt 24.21; Mc 13.19; Dn 12.1. (Ver 2 Ts 1.6 e ss.; Ap 7.14). O “Dia do Senhor” que, em 2 Ts 2.2 se traduz também por “dia de Cristo” em outras versões, e refere-se exclusivamente a esse tempo do fim. Todos esses acontecimentos aqui narrados, terão lugar, logo após o arrebatamento da igreja do Senhor aqui deste mundo (1 Ts 4.17). A vinda da Grande Tribulação sobre a terra será de repente, inesperada; virá sobre todos os moradores da terra, num tempo em que disserem: “Há paz e segurança”. Aquele dia virá como uma destruição do Senhor; isso está em toda a extensão profética, tanto dos profetas como dos apóstolos do Senhor; ele virá como um fogo devorador; será um dia de angústia, de aflição; será o dia da vingança do nosso Deus, conforme está escrito; será um dia de ira e de nuvens, um dia de tristeza e de escuridão, de negrura e de trevas. As estrelas e as constelações do céu não darão a sua luz. O sol escurecerá ao nascer (Is 13.10; Zc 14.7; Ap 19.17). 

A lua se tornará em sangue. Os céus e a terra serão abalados e a terra será removida do seu lugar (Is 24.20). A indignação do Senhor cairá sobre todos os povos. Ele castigará o mundo pela maldade existente e os ímpios, pela sua iniqüidade. Trará aflição sobre os homens, porquanto pecaram contra Deus. 2) “Mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que se achar escrito no livro”. O apóstolo João, em sua visão futurística, faz referências especificadas ao “Livro da Vida”. Ele estará presente no Juízo Final do Grande Trono Branco (Ap 20.13). Mas ali João observa que, além do livro das obras, à direita do Juízo, “... abriu-se outro livro, que é o da vida”. O Livro da Vida vem citado nas Escrituras, nas seguintes passagens: Ex 32.33; SI 69.28; Lc 10.20; F14.3. Em Isaías 4.3 e Daniel 7.10 e 12.1 (o texto em foco), deve ter o mesmo sentido. Este livro é chamado de “O Livro da Vida” porque, do ponto divino de observação, é o que ele é (Ap 3.5; 5.13; 8.17; 20.12, 15). No Livro da Vida constará o nome da nação israelita. Por essa razão, a Grande Tribulação não apagará o seu nome da face da terra. (Ver Mt 24.34).
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 227-229.

A Grande Tribulação e o Grande Triunfo (12.1-3). Haverá um tempo de angústia (1). O reino do Anticristo está em toda parte nas Escrituras retratado como uma crise do mal. As palavras de Gabriel sucintamente o descrevem como um tempo “quando a rebelião dos ímpios tiver chegado ao máximo” (8.23, NVI). Um tema recorrente nas Escrituras é o ensino que um tempo de grande angústia será o clímax da era da rebeldia do homem contra Deus e conduzirá ao ponto culminante do Reino de Deus. Jeremias se refere ao “tempo da angústia para Jacó” (Jr 30.7). Jesus em seu discurso descreve esse tempo de angústia como “dias de vingança” (Lc 21.22) e “grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo [...] nem tampouco haverá jamais” (Mt 24.21; Mc 13.19-20). A interpretação futurista considera uma boa parte do livro de Apocalipse um retrato desse período, especialmente os capítulos 6—19.Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 543.

Jesus Cristo se mostrará como defensor e protetor da sua igreja: naquele tempo, quando a perseguição estiver no seu maior ardor, Miguel se levantará (v. 1). O anjo havia dito a Daniel como Miguel era um amigo firme da igreja (cap. 10.21). Desde o princípio ele demonstrou essa amizade no mundo superior. Os anjos sabiam disso. Mas agora Miguel se levantará em sua providência, e operará o livramento para os judeus, quando vir que o poder deles desapareceu (Dt 32.3,6). Cristo é o grande príncipe, pois Ele é o príncipe dos reis da terra (Ap 1.5). E se ele se levantar por sua igreja, quem será contra ela? Mas isso não é tudo. Naquele tempo (isto é, logo depois) Miguel se levantará para cooperar com o Messias em benefício de nossa eterna salvação. O Filho de Deus será encarnado, e se manifestará para destruir as obras do diabo. Cristo defendeu tanto a nós como aos filhos do nosso povo quando foi feito pecado e maldição por todos. Ele ficou em nosso lugar como um sacrifício, suportou a maldição por nós, para livrar-nos dela. Ele intercede por nós dentro do véu, nos defende, e permanece como nosso amigo. E depois da destruição do Anticristo, de quem Antíoco era um tipo, Cristo estará no último dia sobre a terra. Ele se manifestará para a completa redenção de todos os seus.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 902.

2. A libertação de Israel.

Mas a Grande Tribulação traz consigo muito mais do que o clímax do mal; ela introduz o triunfo de Deus. Um dos aspectos importantes que o livro de Daniel ensina é que os poderes do mundo celestial estão profundamente interessados e engajados nos afazeres dos homens na terra. E, naquele tempo, se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta pelos filhos do teu povo. Esse é o arcanjo convocado para socorrer o Ser glorioso em 10.13. Vemos o clímax dramático em Apocalipse 12.7-8: “E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão e os seus anjos, mas não prevaleceram”.
Fica claro que o povo de Israel está envolvido no clímax da história. Seguidas vezes encontramos em Daniel as seguintes expressões: o teu povo ou os filhos do teu povo. Ao mesmo tempo é necessário guardar uma perspectiva. Deus tem uma preocupação com toda a humanidade. Os eventos que marcam o clímax das eras são cósmicos; seu impacto é internacional e mundial. A Palestina é, sem dúvida, um estágio da ação divina. Mas toda a terra e os céus constituem a cena da operação final de Deus nessa era. O ponto para o qual a história está se movendo é a culminação do Reino de Deus.Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 543.

"Miguel, o grande príncipe, o defensor dos filhos do teu povo" (v. 1). Aqui neste mundo, às vezes, dizemos que alguém é grande, segundo a nossa medida e nosso modo de ver as coisas, mas quando Deus diz que alguém é grande, quão grande não é esse alguém! Que anjo poderoso e glorioso não é esse arcanjo? É ele quem vai expulsar Satanás da esfera celestial (Ap 12.7-9). E certamente será ele o anjo que segurará e prenderá Satanás por mil anos, lançando-o no abismo, antes do reino milenial de Cristo (Ap 20.1-3). É esse o anjo de Deus, protetor da nação israelita.
Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de Deus Para os últimos dias. Editora CPAD.

12.7-9 Este é o primeiro desenvolvimento das imagens descritas em 12.1-6. O que Joáo viu a seguir fornece aos leitores mais detalhes sobre o que foi descrito em 12.4, a respeito da expulsão de Satanás do céu.
A expulsão de Satanás do céu teve início como uma batalha no céu entre Miguel e os seus anjos e o dragão (Satanás) e os seus anjos. Miguel é um anjo de elevada posição (chamado arcanjo). Por toda a üteratura judaica, Miguel é citado como aquele que vem em auxílio do povo de Deus. Ele era visto como um dos seus protetores (veja também Dn 10.13,21; 12.1; Jd 9). Observe que a batalha aqui não era entre Deus e Satanás, ou entre Cristo e Satanás, mas entre Miguel e Satanás. A batalha foi violenta, e o dragão foi vencido (versão NTLH). Como resultado. Satanás e seus seguidores foram lançados para fora do céu (versão NTLH). Tendo perdido o seu lugar, eles já são adversários derrotados. Satanás foi precipitado na terra e ocupou-se de enganar todo o mimdo — a sua revolta final antes da sua destruição (20.10).

Aqui o grande dragão é identificado como a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás. O diabo não é um símbolo nem uma lenda; ele é muito real. O diabo, inimigo de Deus, tenta constantemente impedir a obra de Deus, mas ele é limitado pelo poder de Deus e só pode fazer aquilo que lhe é permitido fazer Qó 1.6-2.6). O nome “Satanás” significa “acusador” (12.10). Ele procura diligentemente pessoas para acusar e atacar (1 Pe 5.8,9). Satanás gosta de perseguir crentes que sejam vulneráveis em sua fé, que sejam fracos espiritualmente, ou que estejam isolados de outros crentes (1 Pe 5.8). Alguns consideram que este versíctdo descreve a batalha no passado antígo, mas outros opinam que a queda de Satanás na terra ocorreu na ressurreição ou na ascensão de Jesus e que os L260 dia5 (12.6) são uma maneira simbólica de se referir ao período entre a primeira e a segunda vinda de Cristo. Outros, ainda, dizem que a derrota de Satanás irá ocorrer na metade de um período literal de sete anos de Tribulaçáo, depois do Arrebatamento da igreja e antes da segunda Vinda de Cristo e do início do seu reinado de mil anos. Seja qual for a interpretação, o ensino claro de Deus é que Cristo é vitorioso – Satanás já foi derrotado, por causa da morte de Cristo na cruz (12.10-12). Mesmo que Deus permita ao diabo realizar o seu trabalho neste mundo. Deus ainda está no controle. 

E Jesus tem o poder completo sobre Satanás; Ele derrotou Satanás quando morreu e ressuscitou. Um dia. Satanás será aprisionado para sempre, para nunca mais realizar o seu trabalho iníquo (20.10). Satanás caiu na terra com “os seus anjos” - uma referência aos demônios. Este mundo é a sua prisão, onde, como inimigos de Deus, eles trabalham contra o povo de Deus. Satanás náo é onipresente — ele não pode estar em todas as partes ao mesmo tempo, de modo que os seus demônios trabalham para ele. Os demônios são anjos caídos, seres espirituais pecadores que têm Satanás como seu líder (Mt 25.41; Lc 11.15). O livro do Apocalipse destaca três poderes iníquos que se oporão ao povo de Deus durante o final dos tempos: Satanás, retratado como tun dragão (Ap 12.9); a besta, mais conhecida como o Anticristo (13.1-10); e o falso profeta (13.11; 16.13). Os demônios servem como agentes desta trindade da maldade. Eles seduzem as pessoas, iráo estabelecer o reino notório da Babilônia, e irão liderar uma ofensiva mundial contra o povo de Deus (16.1-14).Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 878-879.
As tentativas do dragão não somente se mostraram frustradas contra a igreja, mas fatais para os seus próprios interesses; pois, após o seu esforço de tragar o filho, ele engajou todas as forças do céu contra ele (v. 7): “E houve batalha no céu”. O céu vai aderir à disputa da igreja. Observe aqui:

1. O lugar dessa batalha - “...no céu”, na igreja, que é o reino do céu na terra, sob os cuidados do céu e com os mesmos interesses.
2. Os oponentes - “Miguel e os seus anjos” de um lado, contra “...o dragão e os seus anjos” do outro: Cristo, o grande Anjo da aliança, e seus fiéis seguidores; e Satanás e todos os seus agentes. Este grupo seria muito superior em número e força exterior do que aquele; mas a força da igreja está em ter o Senhor Jesus como capitão da sua salvação.

3. O sucesso na batalha: “...e batalhavam o dragão e os seus anjos, mas não prevaleceram”; houve grande empenho nos dois lados, mas a vitória ficou com Cristo e sua igreja, e o dragão e os seus anjos foram não somente vencidos, mas expulsos; a idolatria pagã, que era a adoração dos demónios, foi extirpada do império no tempo de Constantino.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 992.

Muitos historiadores renomados afirmam que esta “ batalha no céu” teve lugar com o arrebatamento do Filho ao trono de Deu, isto baseados em Daniel 12.1: “E naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe que se levanta pelos filhos de teu povo” . Esta interpretação, para nós, está certíssima. Lendo com atenção Daniel 12.1, compreendemos Êxodo 23.20 e Daniel 10.13-21. Miguel, um dos príncipes, foi o anjo a quem Deus confiou a guarda de Israel; ele levantouse várias vezes contra as hostes satânicas em favor do povo de Deus.
Aqui se explica a visão que teve Jesus, quando disse a seus discípulos: “Eu via Satanás, como um raio, cair docéu” (Lc 10.18). Essa confirmação encontramos nas mesmas palavras de Jesus: “Agora é o juízo deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo” (Jo 12.31).
Armando Chaves Cohen. Estudos Sobre O Apocalipse Um comentário versículo por versículo. Editora CPAD. pag. 185.
Guerra no Céu (Ap 12.7,8)

Agora a cena volta-se para o céu, para a grande batalha entre Miguel (cujo nome significa "quem é como Deus?") e seus anjos de um lado, e o dragão e os seus anjos de outro. Miguel é chamado de "arcanjo" ou "anjo chefe" por Judas (v.9). Algumas tradições antigas dizem que havia quatro arcanjos, e outras falavam em sete. A Bíblia, contudo, identifica somente um: Miguel.
A batalha é o esforço supremo e último de Satanás para derrotar os anjos de Deus, e inutilizar-lhe o plano. Por enquanto, vêm Satanás e seus demônios exercendo sua autoridade sobre o mundo espiritual, esferas de influência e governantes que jazem nas trevas do pecado (Ef 6.12 ). Mas as pretensões do adversário não conhecem limite. O original grego, porém, indica que o ataque será iniciado pelo arcanjo Miguel. As forças da justiça estão em ação. O domínio de Satanás está chegando ao fim.
O dragão é incapaz de vencer o conflito com o céu. Ele tem poder, mas não pode ser comparado a Miguel. Resultado: qualquer que tenha sido o acesso de Satanás e seus anjos ao céu, este não estará mais disponível, pois "nem mais se achou no céu o lugar deles" (v.8). Encorajemo-nos: Satanás já um inimigo derrotado.

Satanás é Lançado à Terra (Ap 12.9)

Agora, o dragão é claramente definido. Ele é "a antiga serpente" por haver tentado Eva no jardim do Éden. É também chamado "diabo e Satanás". Ele é o caluniador e nosso adversário (ver 1 Pe 5.8). É também identificado como o "enganador de todo o mundo". Começou suas trapaças com Eva, e ainda tenta enganar tanto o mundo como a Igreja (2 Co 11.3). Mas quando Miguel e seus anjos o derrotarem, ele será lançado à terra juntamente com todos os seus anjos para enfernizar com mais intensidade e fúria a humanidade, pois o seu tempo é curto.
Quando os setenta discípulos retornaram a Jesus, e contaram-lhe que até mesmo os demônios se lhes submetiam, viu o Mestre que tais vitórias eram uma antecipação de uma vitória maior. A vitória de Miguel e seus anjos, todavia, não é a derrota final de Satanás. Apesar de não mais ser capaz de entrar nas regiões celestiais, o adversário ainda terá poder sobre a terra. Seu tempo, porém, é curto. Assim que o julgamento se completar, ele será amarrado e lançado no abismo. A terra estará livre de suas tentações e dos seus ardis e planos maléficos por mil anos (Ap 20.1-3).HORTON. Stanley. M. Serie Comentário Bíblico Apocalipse As coisas que Brevemente devem acontecer. Editora CPAD.

3. Os anjos no mundo hoje.

No final da presente era atuarão grandemente

Os anjos no livro do Apocalipse são proeminentes. Por exemplo, um anjo dirigiu a redação do livro para João (Ap 11.1; 22.6,16). Cerca de 71 vezes, os anjos são nele mencionados com missão especial. Não é imaginação, mas realidade, que os anjos são nossos conservos de mil maneiras. Nenhuma verdade está mais estabelecida pelas Escrituras do que a declaração de Hb 1.14, que diz "serem estes seres enviados para servir a favor daqueles que hão de herdar a salvação".
Deus mandará um anjo para completar a pregação do "Evangelho do Reino". Na passagem de Apocalipse 14.6, está pintado literalmente a missão deste mensageiro. "... e vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o Evangelho Eterno, para proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda a nação, tribo, e língua, e povo". Duas pregações deste Evangelho são mencionadas nas Escrituras, uma passada, começando com o ministério de João Batista e terminando com a rejeição do seu Rei pelos judeus. A outra ainda é futura (Mt 24.14), durante a Grande Tribulação, e imediatamente antes da vinda em Glória de Cristo. Isso será feito pelo anjo do presente texto. Este Evangelho será pregado logo no fim da Grande Tribulação e imediatamente como já dissemos acima, antes do julgamento das nações viventes (Mt 25.31-46). Estas "Boas-Novas" são universais e abrangem "toda a criatura".Vicente Leite. Angelologia e Antropologia. Faculdade Teológica Ibetel. pag. 64.

O serviço fiel dos anjos para a raça humana não pode ser explicado com base no próprio amor deles pela humanidade. Eles estão interessados naquilo que diz respeito ao Deus deles. Se Ele desse o seu Filho para morrer por uma raça perdida de homens, eles o seguiriam tanto quanto possível e ao menos prestariam um serviço imediato, por amor dEle, onde lhes fosse designado. Não é imaginação, mas realidade, que os anjos são servos dos homens em milhares de maneiras. Nenhuma verdade é mais estabelecida na Escritura do que aquela que é afirmada em Hebreus 1.14: "Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?"

Com respeito aos ministérios específicos dos anjos na terra e em favor da raça humana — especialmente os santos — os detalhes formam um campo muito extenso de investigação que não pode ser empreendido aqui. Embora os anjos estivessem presentes na criação, nenhuma referência é feita aos ministérios deles na terra até o tempo de Abraão. Na companhia do Senhor, eles visitaram o patriarca nos carvalhais de Manre (Gn 18.1,2), e dali partiram para libertar Ló. Os anjos apareceram a Jacó e eram familiares a Moisés. Está escrito que a Lei "foi promulgada por meio de anjos" (Gl 3.19), e foi administrada por "ministério de anjos" (At 7.53). O cuidado que eles têm pelo povo eleito de Deus é afirmado em ambos os testamentos. No Salmo 91.11,12 está escrito: "Porque a seus anjos dará ordem a teu respeito, para te guardarem em todos os teus caminhos. Eles te susterão nas suas mãos, para que não tropeces em alguma pedra"; e em Hebreus 1.14: "Não são todos eles espíritos ministradores, enviados para servir a favor dos que hão de herdar a salvação?" È um anjo que permanece com os três homens na fornalha de fogo (Dn 3.25), e com Daniel na cova dos leões (Dn 6.22).

Em seu segundo advento, "mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes" (Mt 13.41,42; cf. v. 30).

Também é dito que Cristo "enviará os seus anjos com grande clangor de trombeta, os quais lhe ajuntarão os escolhidos desde os quatro ventos, de uma à outra extremidade dos céus" (Mt 24.31). A presença dos anjos nas cenas do segundo advento é enfatizada geralmente. Está escrito: "Porque o Filho do homem há de vir na glória do seu Pai, com os seus anjos; e então retnbuirá a cada um segundo as suas obras" (Mt 16.27). "E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus; mas quem me negar diante dos homens, será negado diante dos anjos de Deus" (Lc 12.8, 9). A estes deve ser acrescentado Judas 14, contexto a que as palavras milhares de santos são melhor traduzidas como santas miríades, e podem se referir a anjos.Lewis Sperry Chafer. Teologia Sistemática. Editora Hagnos. Vol I-II. pag. 444-445.

Porque o mesmo Senhor (16; cf. “este mesmo Jesus”, At 1.11, NVI), não um anjo, mas aquele a quem eles amam e servem, aquele que conhece os que lhe pertencem (2 Tm 2.19), descerá do céu (cf. Jo 14.1-3). Certos expositores supõem que os três fenômenos auxiliares, o alarido, a voz e o trombeta, são três expressões da uma mesma coisa;17 mas podemos reputar que cada um tem um significado distinto. O alarido (“grito de comando”, NTLH; cf. CH, RA) é palavra usada no grego para denotar o brado do comandante aos seus soldados em combate, o grito do cocheiro aos seus cavalos, ou o comando do mestre de um navio aos seus remadores.18 E uma convocação superior e autorizada, que empolga e estimula. Fala aqui de Cristo como Vencedor (cf. Jo 5.25-29). No único outro lugar da Bíblia que menciona arcanjo (Jd 9), a referência é a Miguel. Nas Escrituras, a trombeta (“som da trombeta”, AEC, BJ, NTLH; cf. BV, CH) de Deus (cf. 1 Co 15.52) acompanha caracteristicamente e denota a importância, solenidade ou majestade de grandes ocasiões religiosas (cf. Ex 19.16,19; J1 2.1; Ap 1.10). Não há nada nesta passagem que apóie a idéia de arrebatamento secreto.

Com o grito de comando, dado talvez pelo arcanjo, os que morreram em Cristo serão chamados da sepultura e ressuscitarão primeiro. Apequena frase os que morreram em Cristo apresenta de modo brilhante e conciso uma verdade preciosa: não é que em vida eles estavam em Cristo, mas que na morte eles estão em Cristo e com Cristo. A declaração ressuscitarão primeiro tem relação direta com o subseqüente ato de apanhar de supetão os que estiverem vivos (17), e não diz respeito a uma segunda ressurreição dos demais mortos sobre os quais nada é dito. Paulo trata da doutrina da ressurreição com alguns detalhes em 1 Coríntios 15.
Enquanto o Senhor desce, os crentes sobem para encontrar o Senhor nos ares (17). Só nos resta a entender que, no mesmo ato súbito pelo qual os mortos em Cristo serão ressuscitados, os que ficarmos vivos (ver comentários em 15) seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens (17). Os que estiverem vivos não têm vantagem sobre os que estiverem mortos. Seremos arrebatados é tradução do verbo grego harpazo, que quer dizer “apoderar-se, reivindicar avidamente para si mesmo, arrebatar, apanhar, agarrar e levar a toda velocidade, capturar, pegar de surpresa”.19 Disto derivamos o termo “arrebatamento”. Haverá uma reunião feliz com os amados falecidos e ressuscitados; os que estiverem vivos serão arrebatados juntamente com eles. Para realizar isto, o corpo dos que estiverem vivos terá de ser transformado (cf. Rm 8.23; 1 Co 15.50-53; Fp 3.21).

As nuvens e os ares significam a atmosfera inferior sobre a terra. Talvez haja sinal de conquista nas expressões, visto que Paulo diz que os ares são o domínio de Satanás (Ef 2.2), e outros textos falam que as nuvens estão associadas com a volta do Senhor em poder (Dn 7.13; Mt 24.30).
Árnold E. Airhart. Comentário Bíblico Beacon. I e II Tessalonicenses.  Editora CPAD. Vol. 9. pag. 391.

A segunda vinda irá ocorrer quando Deus determinar. Somente Ele pode fazer isto acontecer. Cristo, que é o mesmo Senhor, descerá do céu, pois é ali onde Ele tem estado desde a sua ressurreição (At 1.9-11). A volta de Cristo será inconfundível. Ninguém deixará de vê-la, pois Eie descerá com alarido, com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus. Se estas são três maneiras diferentes de se referir ao mesmo som, se elas acontecerão simultaneamente ou em seqüência, não se sabe. Mas estes sons iráo anunciar o retorno de Cristo. Paulo usou imagens diferentes associadas com o final dos tempos. Um arcanjo é um anjo mais elevado ou santo designado para uma tarefa especial.
Claramente, os exércitos dos anjos participarão desta celebração da volta de Cristo para levar seu povo para casa (Mc 8.38). Um toque de trombeta anunciará o novo céu e a nova terra (Ap 11.15). Os judeus entenderiam o significado disto, porque sempre se tocavam trombetas para assinalar o início de grandes festas e outros eventos extraordinários (Nm 10. 10).
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 448.

II - RESSURREIÇÃO E VIDA ETERNA (Dn 12.2-4).
1. Ressurreição.

Ressurreição no NT. No NT, o termo gr. anastasis refere-se à ressurreição do corpo morto à vida. Somente em Lucas 2.34 a palavra é traduzida de outra forma, e mesmo ali o termo ressurreição pode ser a tradução correta. Isto não tem de ser um ajuntamento de parte por parte ou a restituição do antigo corpo de carne, uma vez que o corpo da ressurreição é um corpo com qualidades completamente diferentes do antigo corpo, mas significa a constituição de um corpo como aquele que foi recebido pelo Senhor Jesus Cristo (Fp 3.21), e apropriado para o estado eterno da alma.
O NT claramente ensina uma ordem ou série na ressurreição. Paulo revela em 1 Coríntios 15.20-24 que deve ser "cada um por sua ordem. Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, na sua vinda. Depois, virá o fim". Isto concorda com o que o próprio Senhor Jesus Cristo havia dito em João 5.28ss.: "Não vos maravilheis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão sua voz. E os que fizeram o bem sairão para a ressurreição da vida; e os que fizeram o mal, para a ressurreição da condenação". Daniel, como já visto, indica duas ressurreições, e Apocalipse 20.4-6 fala de uma primeira ressurreição dos santos como distinta de uma segunda, a dos "outros mortos" ou a do "restante" dos mortos, os perdidos, e diz que a segunda está separada da primeira por mil anos. Em 1 Tessa-lonicenses 4.16,17 são apenas os mortos em Cristo que são ressuscitados em sua vinda, e estes são imediatamente levados, arrebatados, ao céu (cf. a advertência de Cristo para estarmos prontos para o arrebatamento em Mateus 24.40-44; Marcos 13.28,29; Lucas 21.29-31).PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 1671-1672.

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