quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Escatologia o anticristo livro de Daniel (7)







                                 Professor Mauricio Berwald

Os versículos 36-40 tratam de eventos de que não há correspondência em toda a história passada: um quadro profético do futuro Anticristo e sua atuação, especialmente quanto a Israel.
Mediante a expressão "nesse tempo", no capítulo 12, os eventos escatológicos nele constantes, como ressurreição dos mortos e recompensa dos justos, estão na sequencia do tratado nos versículos 36-45. A era em que ocorrem esses eventos envolve também os eventos do capítulo 12 76
Versículos 40-44. A expressão "rei do Norte", no versículo 40, prova que não se trata aí de Antíoco Epifânio, porque este seria em breve o "rei do Norte" (isto é, da Síria), e é evidente que ele não iria combater a si mesmo... Logo, trata-se de um futuro reino. O versículo mostra que no tempo do fim, isto é, na época da tribulação de Israel, o rei do Sul (que nesse tempo certamente não representará apenas o Egito, mas um bloco de nações norte-africanas) e o rei do Norte lutarão por algum tempo contra o Anticristo. Israel será a seguir invadido pelo reino do Norte (v. 41). O Egito também não escapará da sua invasão (v. 42). Certamente uma das razões para isso é o acordo de paz já hoje existente entre o Egito e Israel. Edom, Moabe e Amom serão poupados (v. 41), para que mais tarde o remanescente de Israel para aí escape na sua fuga durante a investida arrasadora do Anticristo contra os judeus (Mt 24.20; Is 16.1-5; Ez 20.35-38; Os 2.14; Ap 12.6,13,14). Esses antigos países bíblicos fazem hoje parte da Jordânia.
Nos versículos 40-45 o sujeito gramatical que motiva todos os eventos aí descritos é certamente o "rei do Norte" do versículo 40. No texto original esses versículos formam novo parágrafo. Esse reino nos tempos do Anticristo não será mais a Síria dos versículos anteriores do presente capítulo, mas um bloco de nações situadas ao extremo norte de Israel, encabeçadas pela Rússia, e chamadas na profecia, de Gogue e Magogue (Ez 38.15).
Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de Deus Para os últimos dias. Editora CPAD.
3. Precisão profética.
Dn 11.45 "... as tendas do seu palácio...” Cremos que o objetivo do Anticristo, ao armar sua tenda entre o mar Mediterrâneo e a cidade de Jerusalém, é alcançar o monte Moriá, ou seja a área do templo, para estabelecer nele um culto à sua própria pessoa e seu primeiro ato, após a conquista do lugar santo, é “se assentar como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2 Ts 2.4).
“Mas virá o seu fim”. Finalmente chegará o “grande dia do Senhor” e a pedra cairá “nos pés” da estátua (nos dias do Anticristo). Então... o ferro, o barro, o cobre, a prata, e o ouro ,serão esmiuçados como a pragana das eiras, no estio. (Ver Dn 2.34, 35; 8.25; 9.27; 11.45; Mt 21.44; 2 Rs 2.8; Ap 19.20). Todos sabemos que este império de ferro tem atravessado séculos e até milênios, mas “chegará ao seu fim” como está predito na “Escritura da Verdade”. Cristo (a grande pedra) como sabemos, não cairá na cabeça (Império Babilónico) da estátua, nem em seu peito (Império Medo-persa), nem no ventre (Império Greco- macedônio), nem nas suas pernas (Império-Romano) compreendendo de 754 a.C. a 455 d.C.). Todos sabemos que, quando Jesus veio a este mundo como meigo Salvador, não destruiu o Império Romano, pelo contrário, este poder de ferro o crucificou, e prosperou ainda por cinco séculos. Mas, como já ficou demonstrado acima, chegará o dia em que a pedra cairá “nos pés” da estátua (no Armagedom), e tudo que diz respeito a esse sistema político mundial terminará no vale de Armagedom pelo triunfo de Cristo (Ap 19.11-21).
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 226.
As lições decorrentes da soberania de Deus na história
Stuart Olyott aponta várias lições decorrentes do estudo deste precioso texto141: a primeira é que a Palavra de Deus é absolutamente confiável. O livro de Daniel foi escrito no século 6 a.C. Ele conta a história .minuciosamente antes dela acontecer. Isso prova que a Palavra de Deus é infalível, inerrante e sobrenatural. A Palavra de Deus não apenas contém a verdade, ela é a verdade infalível e inerrante.
Assim como ela é confiável nos relatos históricos, também o é em sua revelação acerca de Deus, do homem e da salvação, também como da consumação dos séculos. É loucura consumada ignorar, negligenciar ou descrer desse livro.
A segunda lição é que Deus é o Senhor soberano da história. Como poderia o Senhor ter dado a Daniel uma detalhada visão do futuro, se esse estivesse fora de seu controle? Tudo aconteceu como Deus disse. Ele é quem levanta reis e abate reis. Ele levanta reinos e abate reinos.
Tudo acontece como Deus disse. O que fora profetizado se cumpriu. Tudo o que ocorre na história, ocorre porque está escrito no livro de Deus. Tudo que acontece confirma os decretos de Deus. Todas as coisas se movem em direção ao triunfo final de nosso Senhor Jesus Cristo e ao castigo final e eterno dos ímpios. Osvaldo Litz interpreta corretamente quando diz:
O real valor da profecia não está na predição, mas em nos mostrar tudo acontecendo sob a onipotência de Deus, para que à luz da profecia achem os o cam inho certo em meio às tentações e aos perigos e estejam os consolados em tudo. Pois para os discípulos de Jesu s sobre todos os acontecim entos do tem po do fim estão também as palavras de Jesus: ‘Levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção se aproxima.
A terceira lição é que Deus continua Deus, ainda que não O vejamos em parte alguma. Vimos o anjo anunciar o futuro a Daniel. Nesse relato não há qualquer menção à pessoa de Deus. Há um verdadeiro catálogo de guerras, alianças, casamentos, traições e uma quantidade estonteante de reis que surgem e desaparecem. O homem ocupa todo o cenário. Frequentemente, temos a impressão de que os acontecimentos são controlados pelo homem mais forte de sua respectiva época. Deus não é mencionado em parte alguma. Aparentemente, é como se a história nada tivesse a ver com Ele. Mas, mesmo nesse tempo, Deus continua o Senhor da história. Esse fato continua sendo verdade, ainda que pareça não existir evidência de que Deus está trabalhando. A atenção do mundo estava voltada para os medos e persas, para os gregos ou para os reinos dos ptolomeus e selêucidas. Nesse tempo, o povo de Deus parecia apagado. Tinha, sim, muita tribulação e perplexidade. Mas nesse tempo, Deus continua o Senhor de toda a história. Mesmo quando não pode ser visto, Ele está governando os assuntos do mundo e também os destinos do Seu povo. Deus continua Deus ainda que não vejamos em parte alguma.
LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no céu. Editora Hagnos. pag. 142-144.
ASPECTOS DA GRANDE TRIBULAÇÃO
Nos primeiros três anos e meio, seguindo uma sequência que inclui os capítulos 38 e 39 de Ezequiel, teríamos então, no início desse período de sete anos, primeiramente a invasão de Israel por parte da Rússia e de seus aliados, aproveitando-se do caos em que ficará o mundo em virtude do desaparecimento de milhões de pessoas. Esta invasão de Israel está assim profetizada: Tu, pois, ó filho do homem, profetiza contra Gogue, e dize: Assim diz o Senhor Deus: Eu sou contra ti, ó Gogue, príncipe e chefe de Meseque e de Tubal. Far-te-ei virar, e te porei seis anzóis, e te farei subir do extremo norte, e te trarei aos montes de Israel (Ezequiel 39:1-2).
Em seguida, haverá um rápido conflito nuclear de âmbito mundial. Diz o Senhor: “Enviarei um fogo sobre Magogue e sobre os que habitam seguros nas ilhas, e saberão que eu sou o Senhor” (Ezequiel 39:6). O fogo, aqui, é figura muito apropriada para as armas nucleares. Magogue é o território russo, e as ilhas podem ser continentes desconhecidos do profeta.
Finalmente, o caos mundial e o gênio da besta. A Bíblia descreve a pessoa do anticristo como sendo um homem muito inteligente:
Estando eu observando os chifres, vi que entre eles subiu outro chifre pequeno; e três dos primeiros chifres foram arrancados diante dele. Neste chifre havia olhos como os olhos de homem, e uma boca que falava com vanglória (Daniel 7.8).
“Olhos de homem” significa inteligência, e “uma boca que falava com vanglória” significa uma tremenda capacidade oratória.
Embora todo o período de tribulação tenha a duração de sete anos, será mais acentuada nos últimos três anos e meio. Eis as passagens bíblicas:
Daniel 7:25: Proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e as leis. Eles serão entregues nas suas mãos por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.
Apocalipse 11:2: Mas deixa o átrio que está fora do templo; não o meças, porque foi dado aos gentios. Estes pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses.
Apocalipse 12:6,14: Amulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias. E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente.
Apocalipse 13:5: Foi-lhe dada uma boca para proferir arrogâncias e blasfémias, e deu-se-lhe autoridade para continuar por quarenta e dois meses.
O anticristo firmará uma aliança com muitos por uma semana: “Ele confirmará uma aliança com muitos por uma semana, mas na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de cereais. E sobre a asa das abominações virá o assolador, até a destruição determinada, a qual será derramada sobre o assolador (Daniel 9.27).
Esta aliança não será com todos, o que indica que muitos judeus terão o pressentimento de que terá chegado o tempo de Deus tratar de novo com eles como o fazia durante a vigência da lei.
A voz do arcanjo relacionada com o arrebatamento da Igreja é um sinal para os israelitas. Diz a Bíblia: “Pois o mesmo Senhor descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressurgirão primeiro” (1 Tessalonicenses 4:16). Leia estas outras p a ssa gens: Judas 9; Daniel 10:13,21; Daniel 12:1; Apocalipse 12:7.
Deus nunca ficou sem um remanescente fiel. Um bom exemplo está em 1 Reis 19:14,18: Respondeu ele: Eu tenho sido em extremo zeloso pelo Senhor Deus dos exércitos. Os lilhos de Israel deixaram a tua aliança, derrubaram os teus altares, e mataram os teus profetas à espada. Só eu fiquei, e agora estão tentando matar-me também... Também conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou.Abraão de Almeida. Manual de Profecia Bíblica. Editora CPAD. 147-150.



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