quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Escatologia o anticristo livro de Daniel (6)



         UM TIPO DO FUTURO ANTICRISTO DN 11 (6)




                      Professor Mauricio Berwald

Então tornará para a sua terra com grande riqueza. Antioco voltou para sua terra levando muitos despojos, pelo que seu tempo passado no Egito não foi desperdiçado.
 O grande saque do Egito é referido em I Macabeus 1.19, bem como nos Oráculos Sibilinos 3.614 s. Passando por Jerusalém, ele ainda foi prejudicial. Entre outras coisas, quis reintegrar Menaieu como sumo sacerdote e expulsou Jasom. Talvez seja isso o que está em vista na expressão “santa aliança", ou seja, fazer Jasom ficar no poder. Outros estudiosos, contudo, mais corretamente, referem-se à fé judaica quando lêem “santa aliança”, pois essa fé se baseava nos pactos, a com eçar por Abraão. Cf. I Macabeus 1.15,63 quanto à distheke agia, “santa aliança”. Ver também I Macabeus 1.20-24 e 29.36. Antioco causou muitos danos a Jerusalém, por causa do conflito entre Jasom e Menelau. Ele saqueou o tesouro do templo e estacionou tropas na cidade para m anter a ordem. Contaminou o templo ao oferecer uma porca sobre o altar, e então retornou à própria terra.

“Antioco lançou um grande exército contra Jerusalém e tomou-a em ataque relâmpago; matou 40.000 pessoas; vendeu muitos judeus como escravos; cozinhou carne de porco e salpicou o caldo sobre o altar; invadiu o Santo dos Santos; pilhou os vasos de ouro e outros itens sagrados do tesouro, que alcançaram o valor de mil talentos; restaurou Menaleu ao ofício sumo sacerdotal e fez de Filipe o governador frígio de Judá (I Macabeus 1.24; II Macabeus 5.21)” (Adam Clarke, in loc., ao descrever os le ito s ” de Antioco Epifânio). A interpretação escatológica vê o anticristo tipificado em tudo isso.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3423-3424.


O versículo 28. seguida, ele deve retornar para a sua terra com grandes riquezas Antíoco voltou, carregado de riquezas, dos despojos que ele tomou no Egito; ver1Mac 1:19,20. E, ouvindo que tinha havido um relatório de sua morte, em que os cidadãos de Jerusalém tinha feito grande júbilo, Seu coração será contra a santa aliança. Ele estava determinado a vingar-se grave, e ele tinha um pretexto ostensivo para ele, para Jason, que tinha sido privados do sacerdócio alta, ouvindo o relatório da morte de Antíoco, levantou forças, marchou contra Jerusalém, tomou-a, e obrigou Menelau, o sumo sacerdote, para encerrar-se no castelo. Antíoco trouxe um grande exército contra Jerusalém, tomou de assalto; matou 40 mil de seus habitantes; vendido como muitos mais para escravos ; carne de porco cozidos, e aspergiu o templo eo altar com o caldo, invadiu o santo dos santos; levou embora os vasos de ouro e outros tesouros sagrados, no valor de 801 mil talentos; restaurado Menelau para seu escritório, e fez um Philip, um governador, frígio da Judéia. 1Mac 1:24 ; 2Mac 5:21 . Prideaux e Newton. Estes são o que chamamos de façanhas; que, tendo terminado, ele voltou para a sua terra.ADAM CLARKE. Comentário Bíblico de Adam Clarke.

3. Antíoco Epifânio era cruel (vv.31-35).

(11.31-35) Ao invadir Jerusalém, Antíoco Epifânio não teve escrúpulo algum para desrespeitar valores morais, éticos e higiênicos tão importantes na sociedade de Israel. Estabeleceu regulamentações contra a circuncisão, a observação do sábado, e outras práticas dietéticas do povo de Israel. O versículo 31 fala da “abominação desoladora”, quando construiu um altar a Zeus, deus pagão, sobre o altar dos holocaustos no templo.Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 154.

Dn 11.31 A profecia, no que diz respeito aos acontecimentos narrados neste capítulo (versículos 1 a 30), segue mais ou menos uma ordem cronológica na “vereda dos séculos”. (Comp. com Jó 22.15). Mas, de acordo com o que falou nosso Senhor em Mt 24.15 e Mc 13.14, os versículos 31 a 45 não se consolidaram apenas na vida de Antíoco Epifânio, que, de fato, profanou o santuário; cremos que esta profanação, feita por esse monarca seleuco, foi apenas um estádio daquilo que terá lugar na figura sombria do Anticristo, nos dias da Grande Tribulação (2 Ts 2.4).

“...a abominação desoladora”. 

Desejamos apontar para o estudioso do livro do profeta Daniel, uma exposição do doutor Amo C. Gabelien, sobre a abominação desoladora: “No versículo 31 deste capítulo, lemos da ‘abominação desoladora’. Nosso Senhor, no seu grande discurso escatoló- gico no monte das Oliveiras (Mt 24.15), disse: ‘Quando pois virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, estar no lugar santo; quem lê, atenda’. Alguns crêem, que quando nosso Senhor falou estas palavras referiu-se a Dn 11.31 [o texto em foco], e que é isso a ‘abominação desoladora’. Não é assim. A‘abominação desoladora’ do versículo 31 é passada, e aconteceu nos dias de Antíoco Epifânio. A ‘abominação desoladora’ a que se refere nosso Senhor, em Mt 24.15 e Mc 13.14, é a mencionada em Dn 12.11, que diz: ‘E desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tirado, e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias’. Esta será estabelecida pelo Anticristo, na segunda metade da semana profética de Daniel 9.27". Nosso ponto de vista, nesta interpretação, é o que está estabelecido no primeiro ponto desta exposição.

“profanarão o santuário”. Nos dias de Antíoco, ele fez um decreto em que todo o povo havia de se conformar com a idolatria da Grécia. Um grego iníquo foi enviado a sustentar este decreto. Todos os sacrifícios cessaram, e o ritualismo judaico, dado por Deus terminou. O templo (santuário) foi contaminado com carne de porco... e dedicado a Júpiter Olímpico. A “fortaleza” (a cidade de Jerusalém) foi também profanada. Antíoco enviou um tal Apo- lônio com mais de 20.000 homens para destruir Jerusalém (a fortaleza de Sião - Cr 11.5). Houve uma multidão de mortos, e mulheres e crianças foram levadas cativas.

Dn 11.32 “... aos violadores...” Nos dias sombrios das atrocidades de Antíoco Epifânio contra o povo escolhido do Senhor, houve alguns judeus incrédulos, que facilitaram sua infiltração na Cidade Santa. No que diz respeito, porém, à grande jornada profética futurística, estes versículos apontam diretamente para “o tempo do fim”. A personagem traidora que entra em cena aqui, é sem dúvida o Anticristo. Os violadores do santo concerto são aqueles judeus que por ele serão enganados no início da Grande Tribulação (Dn 9.27).
“... o povo que conhece ao seu Deus...” Nos dias de Antíoco Epifânio, sem dúvida, este “povo” conhecedor do Deus do Céu, foram os seguidores dos fiéis Macabeus. Nos dias do Anticristo, ele será “o remanescente de Israel”. São os 144.000 pertencentes às doze tribos de Israel (Ap caps. 7 e 14).

Dn 11.33 Podemos ver, no presente texto, uma referência às duas testemunhas escatológicas dos dias sombrios da Grande Tribulação (Ap cap. 11). Eles realmente naqueles dias de tantas trevas ensinarão a muitos, mas depois serão mortas pela espada ferina da Besta que subiu do mar (Abismo - Ap 11.7), para que o seu testemunho tenha um maior valor. (Comp. Hb 9.17). Daniel e seus amigos haviam sido livrados e preservados da morte por intervenção divina (Dn 3 e 6), mas nem sempre esta é a vontade de Deus para com seus filhos. Assim, espada, fogo, cativeiro e roubo são um sumário dos sofrimentos dos homens e mulheres fiéis até hoje em todas as partes do mundo. O próprio Filho de Deus, antes de sua partida para estar com o Pai, nos adverte: “Então vos hão de entregar para serdes atormentados [especialmente os fiéis do tempo da tribulação], e matar-vos-ão, e sereis odiados de todas as gentes por causa do meu nome” (Mt 24.9).

Dn 11.34 Admite-se que esta profecia, no que diz respeito ao seu primeiro estádio, refere-se aos fiéis Macabeus, que, usados por Deus, serviram como instrumentos para levantarem o ânimo dos judeus desanimados, perseguidos por Antíoco Epifânio, descendente dos monarcas selêucidas. Mas, evidentemente, todos concordam em que Antíoco foi uma figura do verdadeiro Anticristo, e, assim, esta grande profecia terá sua total consolidação no “tempo do fim”. Naqueles dias também haverá fiéis, que desafiarão o poder hostil da Besta, mesmo que isso lhes custe a própria vida. (Ver Ap 6.9-10). O autor sagrado, Daniel, enquanto registrava estas palavras do mensageiro celeste, observava que a perseguição, tem o seu próprio propósito, dentro do plano de Deus, de purificação, e refinação do seu povo, mas, no devido tempo, que Ele para si designou, dará fim a toda e qualquer prova ou perseguição contra o seu povo.

Dn 11.35 “... alguns dos entendidos cairão...”

O texto em foco nos faz lembrar o que Paulo escreveu em Rm 8.28: “E sabemos que todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto”. E evidente, que, qualquer correção de Deus, momentaneamente, parece desagradável para aquele que está sendo corrigido, mas “depois” produzirá um “peso de glória” (Hb 12.11). E certo que a morte de Antíoco Epifâ- nio não pôs fim às lutas contra o povo escolhido, pois os seus sucessores continuaram a batalha pela dominação da Palestina. Mas, é evidente que, durante estes anos, os fiéis Macabeus conseguiram arregimentar todos os elementos fiéis às tradições judaicas e formar um poderoso exército, para se defrontar com o exército sírio. Eis uma das razões por que Deus permitiu tal perseguição ao seu povo: eles precisavam ser purificados e embranquecidos.

"... ao fim do tempo”.

 Há quinze alusões no livro de Daniel sobre “o tempo do fim”, cinco delas neste capítulo. Esse tempo do fim é a septuagésima semana de Daniel 9.27, com especial referência à segunda metade dela. Mas a expressão é também aplicada à época do Evangelho de Cristo (Hb 1.3), à época do Espírito Santo (At 2.17), e também aos “últimos dias maus” (2 Tm 3.1).
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 216-219.Sua crueldade (v. 31-35). Antíoco Epifânio possuía um ódio infernal por Israel. Ele profanou o templo e fez cessar os sacrifícios diários (v. 31). Ele levantou um altar pagão no templo e mandou sacrificar um porco no altar e borrifar o sangue no templo. Ele seduziu os judeus apóstatas (v. 31b,32). Contudo, aqueles que conheciam a Deus eram fortes e ativos (v. 32) e não cederam nem à sedução nem à violência. Homens com percepção espiritual circulavam entre o povo ensinando as Escrituras (v. 33). Continuaram pregando, mesmo sob perseguição e morte (v. 33-35). Muitos desses sábios morreram, mas aqueles que sobreviveram permaneceram puros até o fim. Um grupo de judeus, liderados pelo sacerdote Matatias, resistiu às ordens sacrílegas de Antíoco Epifânio e começou uma guerra de resistência, chamada a guerra dos macabeus. Evis Carballosa registra esse fato assim:

O terrível ataque de Antíoco Epifânio não enfraqueceu o espírito dos judeus fiéis. Ao contrário, a perseguição fez com que muitos se unissem para dar começo ao que se conhece como a guerra dos macabeus. O líder do movimento contra Antíoco foi um ancião sacerdote chamado Matatias. O fiel sacerdote não só se recusou a obedecer a ordem de oferecer sacrifícios a um deus pagão, mas também matou o emissário real e destruiu o altar pagão. Seguidamente, Matatias e seus filhos João, Simão, Judas, Eleazar ejônatas organizavam uma guerra de guerrilhas que começou a causar sérios estragos entre as forças de Antíoco.
No ano 166 a.C., só uns meses depois de começada a guerra, Matatias morreu e um de seus filhos, Judas, sucedeu-o como líder do movimento. Antíoco pensava que seu exército destruiria a rebelião em curto espaço de tempo, m as equivocou-se. O exército sírio sofreu derrota após derrota. E m dezembro do ano 164 a. X C., o exército dos macabeus marchou triunfante pelas ruas de Jerusalém. E m 25 de dezembro desse ano, o templo foi purificado e restaurado o culto a Yahveh.LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no céu. Editora Hagnos. pag. 140-141.


As perseguições e a tirania insana que Antíoco exerceu sobre os judeus e sua religião (29-35) o tornaram um dos monstros da história. Sua indignação contra o santo concerto (30), tirando o contínuo sacrifício e estabelecendo a abominação desoladora (31; a imagem de Zeus do Olimpo) no Templo são exemplos da sua fúria profana. Ele baniu todas as leis, costumes e cultos judaicos. Antíoco matou à espada as mães e crucificou os pais que circuncidavam seus filhos. Embora tenha queimado uma grande parte de Jerusalém, assassinado boa parte dos homens e escravizado mulheres e crianças, ele não conseguiu destruir a resistência. Embora muitos tenham apostatado e se submetido a Antíoco, outros ousaram resistir (32-35). Um exército de fiéis e corajosos judeus se reuniu sob o comando de Matatias para resistir ao exército de Antíoco.

Quando Matatias morreu, seu filho Judas ficou à frente do exército rebelde. Suas táticas de guerrilha (de ataques e fugas repentinos) tornaram-se famosas e lhe deram o nome de “Martelo” ou Macabeu. Em três anos os macabeus tinham dividido e derrotado os exércitos sírios de Antíoco e recapturado Jerusalém. O Templo foi restaurado, o altar purificado e a adoração restituída (em 25 de dezembro de 165 a.C.). Até o dia de hoje a Festa da Dedicação ou Hanukkah é observada pelos judeus, comemorando esse evento. A família dos macabeus, chamada Hasmoneana, tornou-se a reconhecida linhagem de governantes até que os romanos conquistaram a Palestina sob o comando de Pompeu, em 63 a.C.17
Em meio à escuridão do quadro profético amedrontador apresentado nesse capítulo, uma clara luz de fé e heroísmo começa a brilhar. O povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas (32). Aqui é sugerido “Um Programa de Ação para uma Minoria Piedosa”. 1) Eles conhecem a Deus. 2) Eles são fortes. 3) Eles fazem proezas. Eles agem com um claro sentido de direção. 4) Sua batalha está no alto nível do espírito, uma batalha de idéias santas. Eles ensinarão a muitos (33). 5) Sua causa triunfa. Para serem provados, e purificados, e embranquecidos, até ao fim do tempo (35).Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 541-542.


III - ANTÍOCO EPIFÂNIO, TIPO DO ANTICRISTO
1. O “homem vil” que chega ao poder.

“E esse rei fará conforme a sua vontade ”(11.36). Até o versículo 35 a história se cumpriu perfeitamente. A partir do versículo 36, os fatos acontecem de modo especial e fala de um rei que agirá segundo a sua própria vontade. Trata-se de um homem que chega ao poder, prospera, cresce em poder e, então, investe contra o Deus de Israel. Esse rei, na figura de Antíoco Epifânio, assume o papel de divindade. Essa profecia tem o respaldo do Novo Testamento nas palavras de Paulo, quando diz que “se opõe contra tudo que se chama Deus ou é objeto de culto”( 2 Ts 2.4).Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 154.

Dn 11.36 O leitor deve observar que os versículos 36 a 45, do presente capítulo, se revestem de particular interesse para os estudiosos da Bíblia. Muitos expositores acreditam que eles dão prosseguimento à descrição a respeito de Antíoco Epifânio e suas atrocidades. Mas, é evidente que há certas dificuldades nesta posição, em razão da morte deste monarca selêucida ter sido diferente da que fala o texto. A possível interpretação mantida pela tradição mais antiga e pelos pais da Igreja cristã era a de que esses versículos, sendo aplicados ao “tempo do fim”, apontam claramente para o Anticristo. Assim sendo, o texto em foco demonstra claramente ser o Anticristo a antítese do verdadeiro Cristo; Jesus é Justo, ele será o iníquo; Jesus, ao entrar no mundo, disse ao Pai: “Eis aqui venho, para fazer, ó Deus, a tua vontade” (Hb 10.9), do Anticristo está dito aqui no presente texto, que ele “fará conforme a sua vontade”. O Senhor Jesus é o Filho de Deus; ele será “o filho da perdição” (2 Ts 2.3). O texto em foco, fala-nos também que este monstro hediondo “falará coisas maravilhosas”. Isto é, abrirá a sua boca em blasfêmia contra Deus e seu tabernáculo. O Anticristo blasfemará dos “poderes superiores”, ridicularizando a própria existência de Deus.Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 219-220.

Ele se tornou muito orgulhoso, insolente e profano. Estando muito convencido por causa das suas conquistas, declarou a sua oposição ao Céu, e pisou tudo que era sagrado (v. 36ss). Alguns entendem que aqui começa a profecia do anticristo e do reino papal. É claro que o apóstolo Paulo, na sua profecia sobre a ascensão e o reinado do homem do pecado, está fazendo uma alusão a isso (2 Ts 2.4), e mostra que Antíoco era um tipo e uma figura desse inimigo, assim como a Babilônia também havia sido. Mas, juntando essa profecia às profecias anteriores relativas a Antíoco, formando um discurso contínuo, me parece que ela esteja provavelmente se referindo principalmente a ele, e que nele ela teve o seu principal cumprimento, fazendo uma referência a alguma outra apenas para fins de acomodação. (1) Antíoco ofenderia impiedosamente o Deus de Israel, o único e verdadeiro Deus, chamado aqui de Deus dos deuses. Desafiando a Deus e sua autoridade, ele iria agir conforme a sua vontade contra o seu povo e a sua santa religião, exaltando-se acima dele, como fez Senaqueribe, falando coisas incríveis contra as suas leis e instituições. Isso se cumpriu quando Antíoco proibiu que fossem oferecidos sacrifícios no Templo de Deus, ordenou que os sábados fossem profanados, e que o povo santo deveria ser contaminado, além de muitas outras perversidades. Antíoco queria fazer com que, sob ameaças de morte, esquecessem da lei, e mudassem todas as ordenanças (1 Mac 1.45). (2) De uma forma absolutamente orgulhosa, Antíoco desprezaria todos os outros deuses, iria se exaltar acima de cada deus, até dos deuses das outras nações. Ele escreveu a todas as partes de seu reino que todos deveriam abandonar os deuses que adoravam para adorar somente aqueles que ele mandasse, e esta era uma atitude contrária à prática de todos os conquistadores que o haviam precedido (1 Mac 1.41,42). E todos os pagãos concordaram com a ordem do rei, pois embora amassem os seus deuses achavam que eles não mereciam qualquer sofrimento. No entanto, como seus deuses eram ídolos, para eles não fazia nenhuma diferença saber quem eram os deuses que estavam adorando. Antíoco não considerava nenhum deus e se engrandecia acima de todos (v. 37). 

Ele era tão orgulhoso que achava que estava acima da condição de homem mortal, acreditava que podia comandar as ondas do mar e alcançar as estrelas do céu. E essas eram as expressões da sua insolência e arrogância (2 Mac 9.8,10). Era assim que tratava todos aqueles que estavam em sua presença, até que a ira se completou (v. 36), até ter extrapolado os limites, e transbordado a medida da sua iniqüidade. Pois aquilo que havia sido determinado seria realizado. Nada mais, nada menos.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 900.

O rei obstinado — o Anticristo (11.36-45). 

Jerônimo deu uma dupla interpretação a essa parte (11.21-45): a primeira, em referência a Antíoco Epifânio, e a segunda, ao Anticristo.18 Mas muitos comentaristas conservadores, incluindo Young19 e Seiss,20 entendem que os versículos 21-35 se referem de maneira apropriada a Antíoco e secundariamente ao Anticristo, e os versículos 36-45 devem referir-se a alguém maior, mais profano e ímpio do que Antíoco.
E esse rei fará conforme a sua vontade, e se levantará, e se engrandecerá sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis e será próspero (36). Aqui a figura clara de Antíoco começa a desvanecer no meio da escuridão e um aspecto disforme do Anticristo começa a tomar forma nas sombras do pano de fundo. Lembramo-nos das advertências de Paulo acerca do “homem do pecado” (2 Ts 2.3-4) e da visão de João acerca da “besta” (Ap 13.5-8). Vemos claramente refletido o “pequeno chifre” dos capítulos 7 e 8 de Daniel. Uma diferença interessante aparece quando comparamos os dois pequenos chifres com esse rei furioso do capítulo 11. 

Enquanto o pequeno chifre do capítulo 8 e o rei furioso do capítulo 11 estão relacionados ao terceiro reino da profecia de Daniel, a Grécia, o pequeno chifre do capítulo 7, surge do quarto reino, Roma. Talvez isso nos deve lembrar que o Anticristo vai procurar tomar para si toda a glória e poder do empreendimento humano e combinar a cultura da Grécia e a glória de Roma. Não nos deveria surpreender que o caráter culminante do mal buscará usurpar para si toda a bondade humana bem como a adoração divina.Roy E. Swim. Comentário Bíblico Beacon. Daniel. Editora CPAD. Vol. 4. pag. 542.


2. O futuro governante mundial no “tempo do fim”.

“E no fim do tempo” (11.40). Na verdade, os versículos 40 a 45 retratam as lutas finais de Antíoco Epifanio com o Egito, o rei do Sul, seu rival maior naquele tempo. Porém, a descrição desses conflitos prenunciam os atos futuros do Anticristo. No versículo 45 está descrito o fim de Antíoco Epifanio. Ninguém ostenta uma glória que só pertence ao Deus Todo-Poderoso. Nos versículos 36-45 está descrito que ele fará conforme sua própria vontade. Quando o versículo 40 fala do “fim do tempo” estava apontando, não só para o fim do personagem histórico Antíoco Epifanio, mas estava apontando para um tempo especial que a Biblia descreve como sendo a Grande Tribulação, identificada como a 70a Semana do capítulo 9.27.

(11.41) Segundo o texto, os reis do norte e do sul (Egito e Síria) se unirão numa coligação de nações na “terra gloriosa”(11.41) para a grande batalha do Armagedom, onde o Anticristo será derrotado naA Segunda Vinda de Cristo (Ap 19.11-20).

(11.41-43) Escatologicamente, esses versículos falam da extensão do reino do Anticristo. Ele entrará na “terra gloriosa” que é Jerusalém e promoverá grande perseguição aos judeus existentes. Os povos que rodeiam como Edom,Moabe e Amon, identificados hoje, como a Jordânia e pequenas nações próximas estarão sob o seu domínio. Porém, os povos do Oriente, como a China e rumores vindos do Norte, a Rússia, mobilizarão seus exércitos e poderes bélicos para combater o Anticristo na “terra santa”.

(11.44,45) A destruição do Anticristo. Esses versículos indicam que a força de governo do Anticristo será arrojada por terra e suplantada pela vinda gloriosa de Jesus Cristo, o glorioso Messias, desejado e sonhado dia e noite pelos judeus (Zc 14.1,2). Depois de sete anos da Grande Tribulação, no seu final, o Senhor matará com o sopro da sua boca e com o explendor da sua vinda (2 Ts 2.7,8).

“mas o seu fim virá” (11.44,45). Subtende-se que a expressão “entre o mar Grande e o monte santo” refere-se ao Mar Mediterrâneo (“o mar grande”, e “o monte santo e glorioso” não é outro que não o lugar do Templo de Deus em Jerusalém. O Anticristo armará suas tendas militares em Jerusalém , nas cercanias do vale do Armagedon (Ap 16.16; Zc 14), mas será neste vale que ele será derrotado pelo Messias glorioso. O falso Profeta e ele serão lançados no lago de fogo para sempre, e o Senhor instalará seu reino de mil anos (Ap 19.11-21).Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 155-156.

Dn 11.40 Este versículo e outros correlatos neste capítulo, nos mostram o ressurgimento do povo egípcio com grande poder militar no tempo do fim. Mas, eles, os egípcios serão também tragados pelo império brutal do homem do pecado. Este versículo é realmente futurístico, ele aponta diretamente para o “tempo do fim”. O autor sagrado deixa de escrever a história e olha para diante, para descrever como o tirano Anticristo encontrará o seu fim (v. 45). Como evidência para isso, é destacado que há muitas menções de acontecimentos registrados na história, que tiveram lugar na parte final deste capítulo, tais como a conquista do Egito e a batalha entre o mar Mediterrâneo e o monte Sião. Também não pode ser mais Antíoco Epifânio, pois ele não morreu na Palestina, mas na Síria, como testemunha Polí- bio. 

O personagem descrito nestes versículos finais é sem dúvida o Anticristo; ele encontrará o seu fim, de fato na á- rea mencionada, isto é, na grande planície, que fica entre o Jordão e o Mediterrâneo, denominada de Armagedom (Dn 11.45; Ap 16.16; 19.20).
Dn 11.41 “Edom e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom”. Durante o tempo da Grande Tribulação haverá uma área demarcada por Deus, diante da face do destruidor. Esta á- rea servirá de “refúgio” para o seu povo: o remanescente. Tanto no Antigo como no Novo Testamento, esse lugar de “refúgio” tem vários nomes: 1) O lugar preparado por Deus (Ap 12.6). 2) O refúgio (Is 16.4). 3) O quarto (Is 26.20). 4) O isolamento (SI 55.5-8), etc. Na simbologia profética, isso significa “o deserto dos povos” (Ez 20.35). Será, sem dúvida, o que está depreendido do presente texto: “E- dom e Moabe, e as primícias dos filhos de Amom”. Esses países serão os únicos a escaparem da influência do Anti- cristo. O Egito não escapará. Edom ou Iduméia: Geograficamente, este país encrava-se na região montanhosa do mar Morto e do golfo de Acaba; estende-se também para dentro da Arábia Pétrea.

Moabe: Encrava-se no Sueste do mar Morto; era separada dos amonitas pelo rio Arnon.

Amom: Encrava-se na região Nordeste do mar Morto; hoje, esses três povos são tribos árabes. (Orígenes). Essa região será demarcada por Deus naqueles dias sombrios da Grande Tribulação e servirá de “refúgio perante a face do destruidor” (Is 16.4). O monte Sião será também demarcado. (Ver Ob v. 17; Ap 14.1). Todos esses lugares acima mencionados se transformarão no “deserto de Deus”, preparado para a “mulher” (o Israel Fiel) durante a época da Grande Angústia. (Ver as seguintes Escrituras sobre este assunto: SI 60.8-12; Is 16.4; 26.20; 64.10; Jr 32.2; 40.11; 48.8, 9; Ez 20.35; Dn 11.41; 12.1; Os 2.14; Ob v. 17, 20; Mt 24.36; Ap 12.6, 13-17). A “mulher” perseguida e guardada por Deus nessa época representa, sem dúvida, o “remanescente de Israel” (Apocalipse versículo por versículo).Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 222-223.

Os versículos 36-40 tratam de eventos de que não há correspondência em toda a história passada: um quadro profético do futuro Anticristo e sua atuação, especialmente quanto a Israel.

Mediante a expressão "nesse tempo", no capítulo 12, os eventos escatológicos nele constantes, como ressurreição dos mortos e recompensa dos justos, estão na sequencia do tratado nos versículos 36-45. A era em que ocorrem esses eventos envolve também os eventos do capítulo 12 76

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