terça-feira, 27 de junho de 2017

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Subsidio Betel adolescentes igreja projeto de Deus n.1




SUBSIDIO ADOLESCENTES BETEL ADOLESCENTES A IGREJA O PROJETO DE DEUS N.1

                         Professor Escritor Mauricio Berwald

De nada adianta o título de cristão se a pessoa não demonstra uma vida santa diante de Deus e dos homens. Todo crente precisa separar-se do mundo para viver uma vida totalmente controlada pelo Espírito. Deus é santo, e exige de nós santidade. Ser santo é estar separado das concupiscências desta vida. Satanás, o “príncipe deste século” (Jo 12.31; 1 Jo 5.19), tem disseminado seus maléficos valores através das falsas filosofias, heresias, e da nova moralidade, a fim de embaraçar o crente com as coisas deste mundo, dificultando ou impedindo sua íntima comunhão com Deus. Nesta lição, estudaremos sobre a influência do mundanismo na igreja, e como resistir aos seus apelos.

UMA CULTURA MARCADA PELO MUNDANISMO 

1. Cultura e os valores mundanos. Segundo os dicionários, cultura é o “conjunto das realizações materiais, filosóficas e espirituais de uma sociedade”. Ela compõe a visão de mundo de um povo, de uma época, e de um grupo social organizado. A cultura e a cosmovisão de uma sociedade não cristã são opostas aos valores ensinados pela Palavra de Deus. Por isso, o cristão deve discernir, julgar, avaliar e confrontar os valores ensinados pela sociedade de nosso tempo com os princípios expostos na Palavra de Deus. Tudo o que for contrário às Escrituras deve ser rejeitado e rechaçado pela Igreja. Charles Colson afirmou que “o nosso chamado não é só para ordenarmos a nossa própria vida por princípios divinos, mas também para exortamos o mundo” (O cristão na cultura de hoje, CPAD, p.10). A Igreja, como luz do mundo, deve levar a sociedade a arrepender-se de seus pecados.

2. A cultura e a Queda. O homem é um ser capaz de produzir cultura. Antes da Queda, os princípios apreendidos e desenvolvidos pelo homem eram subordinados aos padrões morais, éticos e sociais estabelecidos pelo próprio Deus. Portanto, nessa época, a cultura refletia a imagem moral de Deus no homem (Gn 1.27-31; 2.15,16,18-24). Com a entrada do pecado no mundo, não apenas a criação foi afetada, mas também a natureza moral e ética humana. Conseqüentemente, toda a produção intelectual e cultural da humanidade ficou condicionada à desobediência e rebelião contra Deus (Gn 3.17-19,21,23; 4.7,19,23). Uma sociedade dominada pelo pecado, só pode produzir uma cultura contrária aos princípios da Palavra de Deus.

3. O cuidado com as adaptações culturais. Embora sejamos influenciados pela cultura do nosso povo desde o nascimento, a Bíblia adverte-nos do perigo de nos tornarmos “amigos do mundo” (Tg 4.4; 1 Jo 2.15-17). Os princípios registrados nas Sagradas Escrituras são absolutos e, portanto, não podem ser submetidos aos caprichos de uma sociedade permissiva. A Igreja de Cristo não luta apenas contra a cultura e os valores mundanos, mas contra as potestades malignas que gerenciam e promovem a maldade, a licenciosidade, a permissividade, a inversão de valores, a injustiça, entre tantas outras mazelas (Ef 2.2; 6.12). Infelizmente, alguns falsos mestres por meio de seus ensinamentos, têm legitimado muitos costumes pecaminosos na igreja, e há os que são coniventes e se negam a condená-los (2 Pe 2.1-3,10-19; Jd vv.4,16-18).A cultura produzida pelo homem após a Queda é mundana e se opõe aos valores bíblicos. Portanto, o cristão deve confrontar os hábitos mundanos com as virtudes ensinadas pelas Escrituras.

II. O MUNDANISMO NA SOCIEDADE

1. Nas leis. Um dos propósitos da lei é regular o relacionamento entre os homens, possibilitando a ordem e o desenvolvimento da sociedade civil. As leis não são maiores que os homens, mas foram constituídas para que seus direitos e deveres sejam respeitados. Atualmente, em nosso país, muitos projetos de lei têm sido apresentados com o objetivo de justificar certos comportamentos contrários à Palavra de Deus, tais como o casamento entre pessoas do mesmo sexo, o aborto e a utilização de células-tronco embrionárias em pesquisas científicas.

2. Na educação. A educação secular tem como fundamento o naturalismo, o humanismo, o pluralismo, entre outros “ismos” contrários à Bíblia. Da Educação Infantil ao ensino superior, os valores cristãos são contestados, algumas vezes, ridicularizados, e não poucas, ignorados. As teorias empregadas por algumas instituições são fundamentadas no ateísmo, antropocentrismo e no relativismo moral. Os livros didáticos costumam priorizar o evolucionismo e a autonomia espiritual e moral do homem. Muitas dessas escolas são conhecidas pela excelência e qualidade, entretanto, suas filosofias são contrárias a Palavra de Deus. A prioridade delas não é a formação do caráter segundo os princípios divinos, mas capacitar o educando para o mercado de trabalho, levando-o a ser mais competitivo numa sociedade que prioriza o ter em vez do ser.

3. Na família. A estrutura familiar no mundo está em processo de mudança. Nada se parece com o que Deus instituiu no princípio. O que vemos hoje é a banalização do divórcio, a infidelidade conjugal e a possibilidade legal de casais homossexuais adotarem crianças. Isso é um atentado contra os alicerces familiares fixados por Deus.

4. No entretenimento. O lazer e o entretenimento saudáveis, na medida certa, não são prejudiciais à vida espiritual. Porém, as práticas mundanas de diversão, por meio das quais as pessoas praticam toda forma de pecado, constituem um sério problema para a vida social e cristã. Atualmente, o mundanismo corrompeu até mesmo o lúdico e o entretenimento, sendo o divertimento uma ocasião para a bebedeira, a violência, as drogas e a prostituição.

       MUNDANISMO MANIFESTAÇÕES RESREFERÊNCIAS

Na políticaCorrupção; Legalização de leis anticristãsDn 3.10-12; 6.1-9; Et 3-6
Na religiãoSincretismo; Pluralismo religioso; AngelolatriaJz 2.11-14; 1 Rs 11.6-9; Cl 2.18
Na mídiaRidicularização da fé cristã; Adultérios; 
Na ciênciaMaterialismo; Evolucionismo1 Tm 6.20; 2 Tm 3.8; Is 40.10
Na filosofiaExistencialismo; Humanismo; Pós-modernismo2 Tm 4.3,4; Cl 2.8
Na éticaRelativismo; Pluralismo sexual; Hedonismo1 Tm 3.4; Jz 21.25; Rm 1.26-32

Todo crente compromissado com o Senhor deseja viver em santidade. A santificação é um processo, longo, é realizada paulatinamente por meio do Espírito Santo naqueles que a buscam com um coração sincero e puro. Paulo amava os coríntios, por isso, os advertiu a viver uma vida de santidade na presença de Deus. O apóstolo, com amor e zelo, advertiu os irmãos a respeito do jugo desigual e da parceria com os incrédulos. Ele enfatizou o fato de que é preciso haver separação entre “luz e trevas”, “justiça e iniquidade”, “templo de Deus” e “templo de ídolos”. 

Palavra Chave
Santificação: Separação do mal e do pecado, e dedicação total e exclusiva a Deus. 

Antes da ida de Tito a Corinto, os crentes daquela localidade estavam irredutíveis quanto à rejeição a Paulo. O apóstolo havia escrito uma carta pesada e grave, censurando a atitude dos coríntios por se deixarem influenciar por um grupo rebelde. Porém, ao escrever a segunda carta, além de defender seu ministério perante aquela igreja, Paulo regozija-se por ter havido arrependimento da parte daqueles cristãos. Entretanto, seu zelo com a vida de santidade não foi omitido nesta nova missiva. Ele, mais uma vez, apela à comunhão dos crentes em Cristo, e incentiva-os a viverem em santificação, rejeitando todo envolvimento com as coisas imundas.

I. PAULO APELA À RECONCILIAÇÃO E COMUNHÃO (6.11-13)

1. Paulo apela ao sentimento fraterno dos coríntios (v.11). Paulo sabia ser terno quando se fazia necessário, especialmente, depois do desgaste causado pela primeira carta. Ele interrompe sua defesa apostólica apelando, com veemência, ao afeto mútuo que deve ser nutrido entre um pai e seus filhos (1 Co 4.15). As expressões empregadas pelo apóstolo, no versículo 11, (“nossa boca está aberta para vós” e “o nosso coração está dilatado”) denotam que seus atos e palavras são a expressão verdadeira do seu sentimento. Isso, entretanto, não significa que ele arrefeceria sua postura para com os falsos mestres.

2. Paulo dá exemplo de reconciliação. Após ter expressado seu desejo de reatar os laços estreitos que havia entre ele e os coríntios, Paulo, que já havia exposto as motivações de seu ministério, esperava que fosse compreendido e amado fraternalmente em Cristo. Ele declara que o seu coração tem sido alargado para amar a todos os crentes e que ele e seus companheiros não têm limites nem restrições para amar a todos.

3. Paulo demonstra seu afeto e espera ser correspondido (vv.12,13). Paulo percebeu que o afeto dos coríntios era limitado. Não havia espaço para que eles verdadeiramente amassem seus ministros. No versículo 13, ele dá ênfase ao verbo “dilatar” (o mesmo que alargar). Ao utilizar o imperativo, Paulo insiste com os coríntios que, de igual forma, dilatem (ou alarguem) seus corações, a fim de que recebam o amor que estava no coração do apóstolo. Dessa forma, Paulo visava acabar com os pensamentos negativos a seu respeito.Paulo demonstra seu afeto pelos coríntios e espera ser correspondido.

II. PAULO EXORTA OS CORÍNTIOS A UMA VIDA SANTIFICADA (6.14-7.1)

1. Uma abrupta interrupção de exortação (vv.14-18). Apesar de Paulo haver expressado seu sentimento de afeto e amor pelos coríntios, era preciso corrigir alguns problemas de ordem espiritual. Assim, ele interrompe o assunto discutido anteriormente, e assume um tom mais grave na discussão.

2. O perigo que ameaça a fé: o jugo desigual. Ele usa uma linguagem objetiva para falar de uma relação que não podia existir na vida de um crente. Tal relação é denominada de “jugo desigual”, que é uma alusão à proibição veterotestamentária de se lavrar a terra com dois animais diferentes, sendo um mais forte que o outro (Dt 22.10). Isso para mostrar que deve haver separação entre “luz e trevas”, “justiça e iniquidade”, “templo de Deus” e “templo de ídolos”.
Assim como água e óleo não se misturam, a comunhão dos santos com os infiéis equivale a um jugo desigual. No versículo 16 ele declara que não há consenso entre Deus e os ídolos, pois se cada crente é templo do Deus vivo, não pode haver em seu interior imundícias que profanem a vida cristã.
A grande lição que Paulo quer que os coríntios aprendam é que a cultura do mundo exterior, extremamente pagã, não deve interferir na vida dos cristãos. Assim, devemos abster-nos de todo tipo de relacionamento que nos leve a transigir nossa fé ante o paganismo. Evitemos, pois, relacionamentos pessoais, matrimoniais e outros que nos induzam a abandonar a fé e a pureza de nossa vida espiritual (2 Co 11.3).

3. O correto relacionamento do cristão com os não-crentes. O apelo de Paulo para o crente não se colocar sob um jugo desigual com o incrédulo não é um incentivo à discriminação social. Numa sociedade, as circunstâncias levam-nos a comunicar-nos com os mais variados tipos de pessoas. Todavia, não devemos praticar, jamais, as obras dos ímpios e inimigos da fé. Pois as ações do crente devem influenciar as pessoas de fora, não o contrário.

A pureza moral e espiritual, no trato com os descrentes, objetiva evitar a contaminação da carne e do espírito (2 Co 7.1). Esta expressão, envolvendo carne e espírito, não se refere a duas categorias de pecados, mas à contaminação da pessoa como um todo, física e espiritualmente (1 Ts 5.23).A cultura do mundo exterior, extremamente pagã, não deve interferir na vida dos cristãos.

III. PAULO REGOZIJA-SE COM AS NOTÍCIAS DA IGREJA DE CORINTO (7.2-16)

1. Paulo reitera seu amor para com os coríntios (vv.2-4). Como já dissemos (6.1-3), Paulo não perdera seu afeto pelos coríntios. Uma vez que sua consciência e a de seus companheiros estavam limpas, pois não haviam defraudado a ninguém, ou prejudicado a qualquer irmão em Cristo, mais uma vez ele recomenda aos crentes que abram o coração (7.2). Ele tinha razões para escrever desse modo - com ousadia - por causa das boas notícias que obteve da igreja através de Tito, seu companheiro (vv.6,7).
2. Paulo alegra-se com as notícias trazidas por Tito (vv.5-7). A diversidade de assuntos tratados na carta evidencia que ela não foi escrita de uma só vez, mas em várias etapas. Paulo havia viajado de Éfeso para Trôade, depois foi a Macedônia, e em seguida para o Ilírico (atuais Albânia e Iugoslávia - Rm 15.19).
Durante essas viagens, ele ia escrevendo suas cartas, a exemplo dessa segunda aos coríntios. Foi em uma dessas viagens, quando estava na Macedônia, que Tito veio ao seu encontro (v.6). O jovem pastor era portador de boas notícias: o amor demonstrado pelos coríntios ao receberem Tito com carinho e hospitalidade era a principal delas. O jovem pastor trouxe informações da mudança de atitude dos coríntios para com o apóstolo e, por isso, Paulo louva a mudança de coração daquele povo, que soube reconhecer-lhe o zelo pela igreja.

3. A tristeza segundo Deus (vv.8-16). Mesmo enfrentando a sua própria reprovação apostólica manifesta nos atos rebeldes praticados pelos opositores de seu ministério, Paulo se sentia consolado porque, ao reprovar tais atitudes, produziu arrependimento e bem-estar em todos. A tristeza provocada pela repreensão paulina gerou arrependimento e concerto (vv.10-12). Se antes as palavras “tristeza” e “entristecer” estiveram nos lábios e pena do apóstolo, agora, nos versículos 13 a 16, “consolar” e “encorajar” são os novos termos que passaram a constar no vocabulário da carta. Tais verbos revelam o sentimento mútuo que passou a dominar o coração de Paulo e da igreja de Corinto.Mesmo tendo enfrentado a reprovação apostólica através dos atos rebeldes praticados por opositores ao seu ministério, Paulo se sentia consolado porque, ao reprovar tal atitude, produziu arrependimento e bem-estar em todos. 
Apesar de a relação entre Paulo e a igreja de Corinto ter sido estremecida, a inteireza da fé e a paciência do apóstolo contribuíram para que houvesse uma restauração entre ambos. Assim, após a operação do Espírito Santo na vida da igreja, Paulo pôde então dizer: Regozijo-me de em tudo poder confiar em vós (v.16). 

“Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento.

A palavra traduzida como ‘tristeza’ é lupe em cada caso. Esta palavra grega, também traduzida como ‘pesar’ e ‘dor’ no NT, é um termo amplo que abrange todos os tipos de aflições físicas e emocionais. Aqui, no entanto, a ênfase de Paulo está no fato de que a reação de uma pessoa lupe será ‘segundo Deus‘ ou ’segundo o mundo’. Quando a tristeza leva ao arrependimento - aquela mudança no coração e na mente nos coloca no caminho que leva à salvação - esta tristeza cai na categoria das tristezas ‘segundo Deus’. É importante recordar que ‘salvação’ é frequentemente usada no sentido da liberação atual. Aqui, o que Paulo quer dizer é que o arrependimento reverte nossa corrida para o desastre, e redime a situação, de modo que somos libertos das consequências associadas às escolhas anteriores, e erradas, que fizemos. Por outro lado, a tristeza é ‘do mundo’, se tudo o que ela produz é pesar, ou até mesmo um reconhecimento de que estivemos errados - mas, sem nos levar ao arrependimento”.(RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. RJ: CPAD, 2007, p.378)

NÃO AMEIS O MUNDO” (1 Jo 2.15-17)

1. O que significa “amar o mundo”? Amar o mundo é estar em estreita comunhão com ele, dedicando-se aos seus valores, costumes e cultura. Em outras palavras, é ter satisfação nas coisas que desagradam a Deus e ofendem os princípios das Sagradas Escrituras. Esse pernicioso sentimento impede a comunhão do crente com o Senhor (1 Jo 2.15). É impossível amar o mundo e a Deus ao mesmo tempo (Mt 6.24; Lc 16.13; Tg 4.4).
2. Aspectos do mundo pecaminoso. Em 1 João 2.16, a Bíblia descreve três vias que conduzem o crente ao mundanismo:
a) “A concupiscência da carne”: Diz respeito aos desejos impuros, a busca de prazeres pecaminosos, e a satisfação dos sentidos (1 Co 6.18; Fp 3.19; Tg 1.14).
b) “A concupiscência dos olhos”: Refere-se ao desejo incontrolável pelas coisas mundanas que satisfazem à cobiça do homem (Êx 20.17; Rm 7.7). Aqui estão incluídas a pornografia, a violência, a impiedade e a imoralidade promovidas pelo teatro, televisão, cinema e em certos periódicos (Gn 3.6; Js 7.21; 2 Sm 11.2; Mt 5.28).
c) “A soberba da vida”: Diz respeito ao orgulho do homem pecador que não reconhece o senhorio de Deus. Tal pessoa procura exaltar, glorificar e promover a si mesma, julgando-se independente de tudo e de todos (Tg 4.16).As três vias que conduzem o homem ao mundanismo são: concupiscência da carne e dos olhos, e a soberba da vida.

IV. “NÃO VOS CONFORMEIS COM ESTE MUNDO” (Rm 12.2) 

1. O que é conformar? O verbo “conformar”, no original, significa “ser modelado de acordo com um padrão” e refere-se à constante imitação de uma atitude ou conduta até que a pessoa se torne igual ao modelo. Neste versículo, a Bíblia ensina que o crente deve resistir, combater e não imitar os padrões de comportamento, a cultura e os valores mundanos, pois a igreja não é apenas separada do mundo, mas consagrada a Deus. Seu comportamento reflete a vontade e a natureza de Deus para a humanidade.
2. “Mas transformai-vos...”. Na Bíblia, a mente renovada é fruto da atuação do Espírito Santo (2 Co 3.18; Tt 3.5). O crente de “mente renovada” pelo Espírito é capaz de discernir a perfeita e agradável vontade de Deus para a vida diária. Ele não se confunde e não se molda aos padrões e valores mundanos, pelo contrário, sabe o que agrada ou não a Deus. Neste texto, a razão iluminada pelo Espírito sobrepõe-se às emoções e inclinações naturais. O processo de renovação do entendimento do crente deve ser contínuo e pessoal.

CONCLUSÃO

“O modelo transformacional de Paulo

[...] Na visita de Paulo a Listra (At 14), vemos como a cultura helenística dos seus dias tinha sido divinizada. A cultura em si tornou-se um deus com seu próprio seguimento de culto. Depois da cura milagrosa de um aleijado, as multidões estavam certas de que Paulo e Barnabé eram realmente os deuses gregos Hermes e Zeus. O sacerdote do templo de Zeus apressou-se em sacrificar bois e guirlandas àqueles homens que fizeram milagres divinos. As multidões interpretaram o que lhes era maravilhoso e tentaram enfiá-lo em sua cosmovisão cultural-religiosa. Paulo e Barnabé corrigiram o engano, mas só a duras penas, mostrando-nos assim outra abordagem à cultura popular. Esta abordagem chama-se redentora ou transformacional. Está arraigada no mandamento cultural de Gênesis e floresce na obra do apóstolo Paulo”.(PALMER, M. D. (org.) Panorama do pensamento cristão. RJ: CPAD, 2001, pp. 406-7.)

APLICAÇÃO PESSOAL 
A atuação maligna na pós-modernidade diferencia-se da forma violenta como os cristãos do período greco-romano foram perseguidos ou da inquisição atroz. As estratégias estão mais sutis, difíceis de serem detectadas, e não pretendem aniquilar o Cristianismo, mas impedir o seu avanço, atenuar a sua mensagem, e enfraquecer a identidade cristã.A mentira está disfarçada de verdade; a verdade está sob suspeita. Os valores morais e bíblicos perdem espaço para a moralidade hedonista e egocêntrica. Não se trata de mera ação humana, mas de nova roupagem para velhos pecados sob a batuta da antiga serpente.
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

Lição adultos Betel 3 trim-2017 n.1 testemunhar





A tarefa de testemunhar Cristo
02 de julho de 2017

Texto Áureo
“Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria e até aos confins da terra”. At 1.8

Verdade Aplicada

A Palavra de Deus jamais volta vazia. Evangelizar é testemunhar acerca de Cristo, anunciando o plano divino de salvação.

Textos de Referência.

Marcos 16.15-19

15 E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
16 Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
17 E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão os demônios; falarão novas línguas;
18 Pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.
19 Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus.

Introdução

As últimas palavras de Jesus, após a ressurreição e antes da ascensão, enfatizam a responsabilidade de Seus discípulos na continuação de Sua obra, isto é, alcançando todos os povos “até os confins da terra” (At 1.8; Mt 28.18-20).

1. O evangelismo e sua essência.

A tarefa de evangelizar se baseia no plano de Deus em alcançar toda a humanidade e na ordem de Jesus Cristo. Assim, nossa motivação deve ser a glória de Deus, por ser o Criador e Senhor de todas as coisas. E também por ser uma questão de obediência (Mt 28.18-20). O ide de Jesus é para todos, indistintamente (At 1,8).

1.1. A vital importância do evangelismo.

Não existe algo mais gratificante para ser um humano do que participar na recuperação ou transformação de alguém. Como servos de Deus, existe um gozo inexplicável em conduzir uma alma aos pés de Cristo. Essa é uma experiência sem par. Além de ser uma grande honra, a tarefa de evangelizar é para o salvo como uma respiração. Foi para isso que Cristo nos nomeou (Jo 15.16). A tarefa de ganhar almas não se aplica somente aos pastores, mas a todos. Enquanto muitos cristãos deleitam-se nos cultos comodamente, a seara cresce e o ide aos perdidos não é concluído (Mc 16.15; Jo 4.35).

1.2. O alcance do evangelismo.

A igreja não está limitada ao espaço físico do templo. Por esse motivo, o evangelismo é indispensável (At 5,42; 8.4). A pregação, num culto público, nem sempre alcança a necessidade de todos os ouvintes. Cada pessoa no culto possui problemas espirituais diferentes. O evangelismo pessoal proporciona oportunidade para a pessoa evangelizada abrir seu coração, expor suas dúvidas e ser esclarecida acerca de Cristo e do plano da salvação. A ordem é ir até as pessoas e lhes anunciar a salvação (Rm 10.14). A Igreja Primitiva cresceu porque seus membros compreendiam a necessidade de testemunhar acerca de Cristo (At 2.44-47). A Bíblia diz que é sábio o que ganha almas (Pv 11.30).

1.3. Evangelizar é falar do sacrifício de Cristo.

A vontade de Deus é que nenhum homem se perca. Mas que venha ao conhecimento da verdade (2Pe 3.9). Deus mostrou Seu amor para com a humanidade enviando a Jesus Cristo para salvá-la. É preciso que toda a humanidade conheça o motivo da vinda de Jesus Cristo e o significado de Sua morte, ressurreição e ascensão (Jo 3.16; Lc 19.10). É por esse motivo que devemos anunciar a todos os povos, línguas e nações que Jesus Cristo não somente morreu por nossos pecados, mas nos deu a oportunidade de nos tornarmos filhos de Deus (Jo 1,12). Jesus Cristo foi o evangelista por excelência. Ele tinha plena consciência sobre a necessidade de esclarecer as multidões acerca do Reino de Deus e da salvação. Como discípulos de Jesus, precisamos ser movidos por esse mesmo sentimento (Mt 10.25; Jo 13.15).

2. Por que devemos evangelizar?

Jesus deu uma ordenança para os Seus discípulos: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). O Evangelho “é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê” (Rm 1,16).

2.1. Porque é uma ordenança.

Jesus voltará e entre a ordem e Sua vinda o tempo é curto. Outro fato que devemos atentar é que Jesus ao enviar Seus primeiros discípulos deixou bem claro essa necessidade: “Quem crê nele não é condenado: mas quem não crê já está condenado” (Jo 3.18; 1Jo 5.12). O destino do pecador sem Jesus é simplesmente a perdição e o inferno. Ele também expôs o motivo de Sua vinda: “Porque o filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lc 19.10). Por fim, a notificação acerca da salvação da humanidade é incumbência nossa. O discípulo de Jesus Cristo deve atuar por obediência e ser dominado pelo amor que Cristo tem por nós.

2.2. Porque a morte não espera.

Não podemos precisar o tempo estimado de vida de cada pessoa. As oportunidades de salvação podem ser únicas. Vivemos em um mundo conturbado, violento e cego (2Co 4.4). Cada ser humano nasceu com um tempo de vida determinado pelo Pai e não sabemos quando a morte chegará. Para uns, ela é repentina. Para outros, ela demora um pouco mais. Porém, mais cedo ou mais tarde, ela virá. E a pergunta é: quando ela vier, como será? Tal pessoa estará preparada? Ela foi avisada que após a morte segue-se o juízo divino? (Hb 9.27). E a quem ficou encarregada a missão de avisar? (Ez 33.6-9). 

2.3. Porque a vinda do Senhor se aproxima.

O arrebatamento da Igreja será a qualquer momento (1Ts 4,16-17). Estamos vivendo os últimos momentos da Igreja e o tempo não é favorável para aqueles que ainda não foram avisados. Deus nos confiou a palavra de liberdade e de boas novas. Ele não convocou os anjos para essa tarefa. Precisamos acordar e agir o quanto antes. Paulo foi enfático acerca de nossa responsabilidade: “Porque, se anuncio o evangelho, não tenho que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim se não anunciar o evangelho!” (1Co 9.16).

3. O perfil de um bom evangelizador.

Devemos ter em mente que, para alcançar os perdidos, precisamos ter profunda compaixão pelas almas, para transpormos as barreiras entre os seres humanos (Jo 4,9).

3.1. Aquele que não tem preconceito.

Devemos lembrar quem éramos e o que aconteceu conosco após Cristo entrar em nossas vidas. Havia uma barreira imensa entre nós e Deus, Cristo foi o responsável por estarmos hoje de posse de tão grande salvação. Foi preciso que Jesus fizesse a nossa reconciliação com o Pai. Portanto, não existe mérito algum de nossa parte pelo que somos (Ef 2.8-13). Existem pessoas que jamais entrarão em um templo. Como ouvirão se não formos até elas? (Rm 10.14). Evangelizar é deixar de lado as diferenças, é envolver-se socialmente e confiar que o Deus que envia também está conosco para nos ajudar (Mc 16.15; Mt 28.20).

3.2. Aquele que conhece bem a Palavra de Deus.

“E correndo Felipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês? E ele disse: Como poderei entender, se alguém não me ensinar?” (At 8.30-31). O diálogo entre Felipe e o eunuco mostra perfeitamente como muitas pessoas necessitam ser esclarecidas acerca da salvação. Por isso, é de suma importância que aquele que se dispõe a falar de Cristo conheça o manual que registra a salvação em Cristo Jesus (2Tm 2.15). Precisamos estar prontos para responder e esclarecer o ouvinte acerca de quem nos salvou (1Pe 3.15). Existem pessoas que conhecem muito a Bíblia, todavia, como esse eunuco, precisam de alguém que lhes explique como alcançar a salvação.

3.3. Aquele que tem profunda paixão pelos perdidos.

“Jesus respondeu, e disse-lhe: Se tu conheceras o dom de Deus e quem é o que te diz: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva.” (Jo 4.10). Ali, próximo ao poço, com o sol intenso do meio-dia e com fome, estava Jesus, rejeitando o almoço para saciar a fome de um uma alma perdida (Jo 4.34). Jesus sabia que aquela alma era preciosa, que possuía sérios problemas morais e espirituais. Mesmo assim, não se importou em ser mal interpretado, e nem permitiu que o preconceito entre judeus e samaritanos o impedisse. Jesus amava as almas e devemos também buscar esse mesmo sentimento (Fp 2.5).

Conclusão.

A obra de Deus é feita com seriedade, preparo e amor, Falar de Cristo requer alguns cuidados essenciais, principalmente uma vida prática. Somos testemunhas ambulantes da obra de Cristo. Se nosso testemunho for diferente de nossas ações, teremos sérios problemas diante das pessoas (Fp 2.15).

Questionário.

1. Em que se baseia a tarefa de evangelizar?
2. Qual a vontade de Deus para a humanidade?
3. Por que devemos evangelizar?
4. Cite uma razão que dê urgência à evangelização.
5. Cite uma característica indispensável ao ganhador de almas.
                
FONTE WWW.MAURICIOBERWALDOFICIAL.BLOGSPOT.COM

domingo, 25 de junho de 2017

Subsidio jovens betel Pentateuco n.1 (conectar) 2017



SUBSIDIO JOVENS BETEL CONECTAR N.1 INTRODUÇÃO AO PENTATEUCO


"Pentateuco" é uma palavra grega que significa "conjunto de cinco livros"; e emprega-se, normalmente, como sinônimo do grupo dos cinco primeiros livros do Velho Testamento. Na Bíblia hebraica estes livros formavam um grupo à parte intitulado "a Lei", porque apresentam um caráter legal, embora tenham um número considerável de narrativas históricas. Por várias vezes se emprega este termo no Novo Testamento, referindo-se àqueles cinco livros (cf. Mt 12.5; Jo 1.45; At 13.15; At 24.14; 1Co 14.34). Foi assim que deliberamos analisar primeiro o Pentateuco separadamente, e em seguida os outros livros históricos.

5 Autor e a Data

Muito mais se poderia dizer; mas o que ficou exposto é suficiente para demonstrar, que a Lei não supõe diferentes épocas da história de Israel, mas uma só: a de Moisés. É a própria Bíblia a reclamá-lo. Por várias vezes Deus disse a Moisés: "Assim dirás aos filhos de Israel", mas não em sentido figurado, como noutros códigos antigos do Oriente (por exemplo, no famoso código de Hamurábi). O Senhor entregou realmente ao Seu povo, na pessoa de Moisés a Lei, que deveria ser escrita (cf. Êx 24.4; Êx 34.27; Dt 31.9,24), abrangendo a coleção completa de todas as ordens emanadas do Senhor. É natural que o legislador queira que as suas leis sejam escritas. Moisés, porém, foi mais longe e não se limitou a escrever as leis. No Êx 17.14, o Senhor ordena-lhe: "Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué". De que se tratava? De registar o crime de Amaleque e o castigo que Deus lhe infligira, juntamente com o acontecimento histórico que deu origem àquele crime, ou seja, o assalto de Amaleque às posições dos filhos de Israel. Quanto ao itinerário de Nm 33.2, é muito possível que Moisés não só anotasse as diferentes localidades por onde os israelitas passaram, mas também os principais acontecimentos que tiveram lugar durante a viagem. Tendo sido educado na corte egípcia, Moisés sabia muito bem que os acontecimentos importantes devem registar-se dia a dia, tal como faziam os escribas do Egito. Fala-se ainda dum "cântico" de Moisés, que escrevera e ensinara aos filhos de Israel (Dt 31.22) e que vem registrado em Dt 32.1-43.

No que respeita à história pré-mosaica, não há dúvida que o autor teve de recorrer a documentos escritos já existentes, a servirem de fontes às diferentes genealogias, como a que vai de Adão a Noé: "Este é o livro das gerações de Adão" (Gn 5). O uso da palavra "livro" implica, sem dúvida, que esta genealogia deve ter sido extraída dum documento escrito, cujo título podia ser aquele e que passou a ser introduzido no Gênesis. Gn 14 deve basear-se também num antigo documento. O fato de Abraão ser cognominado o "hebreu", dá a entender que o documento deve ter uma origem não-israelítica. Também não é provável, que até ao tempo de Moisés toda a história da humanidade antidiluviana e dos patriarcas se tenha mantido apenas através da tradição oral. O mais certo é que os relatos desses tempos primitivos fizeram parte dos tesouros que os israelitas levaram consigo quando saíram do Egito.

Em mais do que um caso há vestígios de ligeiras alterações ao texto original, como na descrição da morte de Moisés e na introdução de nomes de localidades modernas para auxiliar o leitor a identificar as do texto sagrado (cf. "Dã" em Gn 14.14 e "Ramessés" em Êx 1.11). Tomando em consideração estes fatos, apresentam-se duas hipóteses sobre a questão da autoria do Pentateuco. Para uns, é Moisés o seu autor, embora tenham de admitir-se leves modificações na transcrição ou na tradução, e até um ou dois aditamentos, como no caso da morte de Moisés, aliás evidente. Os cinco livros foram, pois, escritos e coordenados pelo próprio Moisés. Outros admitem um compilador muito posterior, talvez dos últimos tempos da monarquia, que se aproveitou da literatura mosaica e doutros materiais anteriores. Seja como for, uma coisa é certa: é que, em qualquer dos casos, há que admitir a inspiração divina nestes livros, que fazem parte da Bíblia e constituem para nós uma mensagem de Deus.

2 A Revelação Fundamental

É sabido que o Pentateuco nos fornece os principais fatos da revelação divina. Precisamente nos primeiros capítulos é que ficamos a saber que foi Deus o Criador do mundo onde vivemos. Segue-se a descrição da queda do homem, revolta da criatura contra o Criador, por meio da qual a humanidade, e com ela toda a criação, teve de suportar a maldição divina. Vem depois a promessa do Salvador ("a Semente da Mulher" em Gn 3.15), com a indicação das circunstâncias em que este Salvador aparecerá no mundo. Primeiramente há um quadro geral do universo, em que o pecado leva o Senhor a destruir o homem pelo dilúvio, fazendo-o desaparecer da face da terra. Depois desse dilúvio, de que só escapou a família de Noé, surge um período de apostasia, cujo cúmulo leva o homem a construir uma torre capaz de enfrentar as nuvens e o próprio Deus (Gn 11.4).

Deus, porém, na Sua bondade infinita, propõe-Se preparar um povo, de que há de sair o Salvador. De Ur dos Caldeus chama Abraão, um dos descendentes de Sem (Gn 11.26), e através dele promete a bênção a todas as famílias da terra (Gn 12.3). Os filhos de Jacó emigram para o Egito, onde após anos de tranquila estada, se transformam numa grande nação. Surge a escravidão e uma tentativa para restringir o progresso desse povo, mas o Senhor liberta-o e com ele realiza uma aliança no Monte Sinai. É a Lei mosaica, que lentamente vai sendo explicada. Mas a libertação do Egito, por meio de Moisés, não passa dum símbolo da obra redentora de Cristo (cf. Jo 1.17; Cl 2.17). Narrações que não podem ser tomadas como mera representação dos acontecimentos históricos, pelo seu significado espiritual, que podemos e devemos atribuir-lhes.


3 A Teoria dos Documentos

Há muitos autores que negam categoricamente a origem mosaica destes primeiros livros, dividindo o Pentateuco em diferentes "fontes" ou "documentos", e admitindo que esses livros só começaram a aparecer unidos no tempo do escriba Esdras. Era esta a teoria corrente ainda no fim do século passado. A partir daí, todavia, sérias dúvidas se têm levantado contra a chamada "teoria dos documentos", dando origem a divergência de opiniões. Como ainda se segue esta teoria em muitas escolas, será útil fazermos alusão aos principais argumentos aduzidos, e bem assim provar como são insustentáveis.

1) OS NOMES DIVINOS. 

Logo de início se reparou na variedade dos nomes atribuídos a Deus. Daí o falar-se em fontes "jeovaístas" e "eloístas" conforme Deus é denominado Jeová ou ’Elohim. Mas temos observado que o Corão dos maometanos apresenta um caso idêntico. Uns textos falam de "Allah" (heb. ’Elohim) e outros de "Rab" (heb. Yahweh = Senhor). Quanto à reunião dos dois termos Yahweh-Elohim, que só aparece no Gênesis (Gn 2.4-3.24) e no Êxodo (Êx 9.30), não é caso para supor tratar-se dum autor diferente. Em conclusão, os partidários desta teoria não podem sustentar a infalibilidade dos seus argumentos, baseando-se apenas nos diferentes nomes de Deus.

2) LINGUAGEM E ESTILO. 

Fala-se ainda em diferenças de linguagem, de estilo, e até do aspecto teológico, se bem que tais maneiras de pensar, sendo meramente subjetivas, não são de grande importância. É de notar, que um dos defensores da "teoria dos documentos", após um exame rigoroso, chegou à conclusão de que são pequeníssimas as diferenças lingüísticas das várias fontes e acabou por admitir que se trata de ligeiras diferenças, meramente acidentais.

3) AS NARRAÇÕES EM DUPLICADO. 

De maior importância é o fato de o mesmo acontecimento ser, por vezes, narrado de duas maneiras. Seria o caso da criação, do dilúvio, da esposa de Abraão, da ida de José para o Egito, das dez pragas, e ainda da rebelião de Coré, Datã e Abirã. Não raro as descrições são apresentadas em separado (por exemplo, a história da criação); noutros casos afirma-se que as descrições foram habilmente reunidas numa só história por um redator, (por exemplo, a história de José). Em nenhum destes casos, todavia, há realmente uma narração em duplicado do mesmo acontecimento.

Quanto à história da criação, convém distinguir entre a revelação da obra criadora de Deus no primeiro capítulo do Gênesis e a história do mundo criado do capítulo imediato. Quanto ao dilúvio, que é um dos casos mais discutidos, é uso afirmar-se, que primeiramente Noé foi incumbido de introduzir na arca um casal de cada espécie de animais e, mais tarde, sete de cada espécie "pura" e dois de cada espécie "impura". Mas, por que considerar este exemplo um caso de contradição? O fato de ser aconselhado a tomar um casal de cada espécie, o que não passava duma regra geral, porventura poderá impedir que se sigam outras instruções relativas aos animais "impuros"? No caso da esposa de Abraão, a quem o marido negou, não parece tratar-se duma narração em duplicado do mesmo acontecimento (ou até em triplicado, se considerarmos a intervenção de Isaque no Gn 26.6-11), mas sim de vários acontecimentos. Quanto à resposta de Abraão em Gn 20.13 é possível que se trate dum ardil empregado, não só por Abraão, mas também por Isaque.

É frequente imaginar-se, também, duas versões diferentes da narração relativa à ida de José para o Egito. Segundo uma, José foi vendido pelos irmãos a uma caravana de ismaelitas; segundo outra, eram midianitas os que o levaram para o Egito. Mas quem não vê que se trata duma falsa interpretação do texto bíblico? O leitor imparcial facilmente descobrirá, que mercadores midianitas em trânsito retiraram José do poço onde os irmãos o tinham lançado, e esses é que o venderam aos ismaelitas, que por sua vez o levaram para o Egito. Assim, foram eles que realizaram o que os irmãos tinham em vista.

No que respeita à história das dez pragas do Egito, os partidários da "teoria dos documentos" também não deixam de encontrar vestígios de descrições em duplicado bem vincadas por uma série de diferenças sistemáticas, mas que, na realidade, não passam de ligeiras variantes de linguagem, se atendermos, sobretudo, aos traços característicos que se encontram tão intimamente ligados. No caso da rebelião de Coré, duas novas versões se apresentam: uma, referente à oposição dos leigos contra a autoridade civil de Moisés, chefiada por Datã e Abirã; a outra, aludindo à discórdia que surgiu entre a tribo de Levi e as outras tribos, sob o comando de Coré. Trata-se, todavia, duma suposição totalmente contrária ao texto, pois não só encontramos os três conspiradores atuando em conjunto em Nm 16.1-3, onde se diz que se opuseram à autoridade de Moisés e de Arão, mas também os vemos juntos nos versículos Nm 16.24,27. É de notar, no entanto, como no que se refere ao castigo que sofreram, ou seja, de serem tragados pela terra, o texto apenas fala de Coré (cf. Nm 16.32), sem mencionar o destino que tiveram os restantes conspiradores.

4) A DISCORDÂNCIA ACERCA DE DISPOSIÇÕES LEGAIS. 

Como explicar, por exemplo, que Nm 35.13 e segs. se refira a seis cidades de refúgio, enquanto em Dt 19.2,7 não vão além de três? Assim interrogam os nossos adversários, não vendo que no primeiro caso as cidades se situam, três na terra de Canaã, e três na Transjordânia. E como Moisés já tinha indicado três cidades na Transjordânia (Dt 4.41-43), não admira que ordenasse a separação de outras três na terra de Canaã. É certo, que em face de Dt 19.8 e segs., podem supor-se outras três cidades nas fronteiras de Canaã, mas isto em nada afeta o nosso caso, a admitir a manifesta discordância de textos.

E o caso das leis relativas às grandes festas? Em conformidade com Êx 23.14 e segs.; Êx 34.22 e segs.; Dt 16.16 eram três as grandes festas de Israel: a dos pães asmos, a das semanas e a das colheitas. Mas o Lv 23.27 e segs. menciona ainda o dia da expiação, o que leva a supor que o código levítico é de data posterior. Que dizer? Simplesmente que se trata dum argumento sem consistência, se lembrarmos que as leis do Êxodo e do Deuteronômio apenas lembram a obrigação de todo o israelita do sexo masculino aparecer diante do Senhor três vezes por ano. A nada é obrigado, porém, no dia da expiação. E são estas as ligeiras diferenças.

5) SACERDOTES E LEVITAS. 

De maior importância a diferença nítida entre o Deuteronômio e o chamado "Código Sacerdotal" no que se relaciona com os sacerdotes e os levitas. Quem segue a "teoria dos documentos" afirma que o Deuteronômio não faz qualquer distinção entre estas duas categorias, distinção essa que só mais tarde se verificou. Não é, contudo, o que se deduz de Dt 18, pois nos versículos Dt 18.3-5 fala-se do "direito dos sacerdotes a receber do povo", e de Dt 18.6-8 continua: "e quando vier um levita dalguma das tuas portas...".


4 A Lei Mosaica


Os partidários da "teoria dos documentos" são de opinião que o Deuteronômio foi escrito no reinado de Josias. Mas, se folhearmos cuidadosamente aquele livro, ficaremos surpreendidos por verificar que o narrador, sem uma única exceção, supõe que o povo de Israel ainda não vive em Canaã. Acentua, por exemplo, em Dt 11.2-7 que se dirige aos que pessoalmente foram testemunhas das maravilhas do Senhor no Egito, não só no Êxodo, como na travessia do deserto. Várias são também as alusões indiretas ao período mosaico: todos os acontecimentos históricos mencionados são anteriores à morte de Moisés; as descrições de Canaã como "terra, cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre" (Dt 8.9), só se compreendem antes de Israel entrar na Terra Santa, visto que o povo nunca se preocupara com os tesouros que essa terra escondia. Além disso, o Deuteronômio contém determinações cuja prática seria impossível no tempo do rei Josias. Recordem-se, por exemplo, as medidas drásticas contra a idolatria e falsas profecias (cf. Dt 13; 15). Como pensar em tais determinações numa época em que o culto dos ídolos alastrava assustadoramente em Israel, a par do grande número de falsos profetas a exercer poderosa influência nos espíritos?

Ao examinarmos atentamente o corpo de leis do Pentateuco, não é difícil descobrirmos uma séria de normas acidentais de fundo real. É o caso das freqüentes alusões aos animais domésticos, como por exemplo, ao "boi" e ao "burro" no décimo mandamento do Êxodo, enquanto não se fazem outras referências análogas, como aos "campos" ou à vida agrícola em geral. Mas repare-se como já se alude ao "campo" na transcrição que o Deuteronômio apresenta do Decálogo. Tudo a indicar que Israel estava prestes a entrar em Canaã.

Entre os materiais empregados na construção do tabernáculo, encontra-se o "linho fino", que era um produto exclusivo do Egito; "pelos de cabra", utilizados apenas pelos nômades para tecerem as coberturas pretas das tendas; "peles de texugo", provavelmente peles duma vaca marinha do Mar Vermelho, que os habitantes da Península do Sinai utilizavam na confecção de sandálias; e finalmente, "madeira de shittim", uma espécie de acácia do Egito e da Península do Sinai. (Repare-se, que no caso do Templo de Salomão não foi utilizada aquela madeira de "shittim", mas apenas madeira de cedro, abeto ou oliveira).

Quanto aos materiais empregados na confecção do incenso, citam-se as "ônicas", que eram uma espécie de caramujo freqüente no Mar Vermelho, e cuja concha, depois de queimada, produzia um aroma agudo e penetrante. São numerosas as referências a pedras preciosas não existentes na Palestina, mas muitas delas encontram-se com freqüência no Egito, ou nas vizinhanças do Mar Vermelho e da Península do Sinai. O "linho entrelaçado" para as cortinas do tabernáculo lembra-nos ainda o Egito e os seus hábeis artífices.

Quanto às listas dos animais "puros" e "impuros", é de notar que, embora muitos se encontrem tanto na Palestina como no Egito e na Península do Sinai, todavia abundam com mais freqüência no Egito. O "porco", por exemplo, é próprio das regiões úmidas; o "milhano" aparece mais na zona do Nilo e nas margens do Mar Vermelho; o "pelicano" freqüenta os lagos egípcios; por fim o "pavoncino" ou "poupa" é sem dúvida uma ave essencialmente africana. No que se refere à "cabra montês" ou "camurça" do Dt 14.5, e que não aparece na lista do Lv 11, parece tratar-se do "argali" oriental, espécie de "carneiro selvagem" proveniente da Ásia Menor, da Transcancásia ou da Pérsia, mas nunca do Egito. Para explicar a presença deste animal no Código Deuteronômico, basta lembrar que este livro foi publicado na terra de Moabe.

Em conclusão, todas as práticas de idolatria mencionadas na Lei só se observavam na Fenícia e em Canaã. Deuses de metal fundido, imagens esculpidas, colunas sagradas, o terrível costume de fazer passar as crianças pelo fogo, são práticas da religião de Canaã, que recentes escavações vieram confirmar. Quanto ao costume de sacrificar aos demônios (Lv 17.7), trata-se duma velha superstição, que supunha o deserto infestado por legiões de demônios transformados em bodes.         BIBLIOGRAFIA Encylopedia Standard padrão 1932.
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com