quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Escatologia o anticristo livro de Daniel (4)


                UM TIPO DO FUTURO ANTICRISTO DN 11





                                Professor Mauricio berwald

Antíoco IV Epifânio foi um déspota selêucida cruel, vingativo e opressor. Para a aula do capítulo 11 do livro de Daniel, precisamos conhecer um pouco mais sobre as ações desse rei que procurou "helenizar" a Palestina entre 168-164 a.C.

A história nos conta que a partir das rixas locais em Jerusalém —Jasão, por exemplo, tentou se reconduzir ao cargo de Sumo-Sacerdote matando partidários de Menelau — Antíoco Epifânio invadiu a Cidade Santa massacrando muitos judeus, saqueando o Templo e reempossando Menelau a função de Sumo-Sacerdote. Note que o Sumo-Sacerdócio há muito havia deixado de ser uma instituição nomeada por Deus. Era uma instituição marcada pela conquista do poder pelo poder. Essa cultura permaneceria assim com o advento do Senhor Jesus. Através dessa cultura de poder o nosso Senhor foi assassinado em plena Palestina.
Anos mais tarde Antíoco Epifânio voltou a atacar a Palestina. Dentre as suas intenções para com aquela região estava não somente o ataque, mas a mudança da mentalidade cultural dos judeus, da sua religião e da sua identidade como povo. Veja as seguintes ações de Epifânio:

1. Forçou a aculturação dos judeus na cultura helénica.

2. Ordenou uma perseguição amarga e sangrenta aos que resistiram à cultura e à religião helenísticas na Palestina.

3. Em 167 a.C., erigiu um ídolo consagrado a Zeus e sacrificou porcos sobre o altar no Templo de Jerusalém.

4. Proclamou-se divino. Seu sobrenome, "Epifânio", significa "deus manifestado".

A figura de Antíoco Epifânio representa o ápice do cumprimento da profecia bíblica. Foi um ser cruel e histórico. Entrou no lugar santo o blasfemou. Voltou-se contra o Deus de Israel profanando o altar do Templo. Antíoco Epifânio é uma prova de como uma profecia bíblica cumpri-se na história. Mostra como Deus é ^temporal e encontra-se para além da história. De acordo com os estudiosos da linha dispensasionalis- ta, até o versículo trinta e cinco do capítulo onze de Daniel vemos a exata descrição de Antíoco Epifânio.Pelo caráter traiçoeiro, cruel, astuto e enganador de Antíoco Epifânio é que muitos estudiosos colocam como um tipo do Anticristo de acordo com o Novo Testamento. Estudar a história de um povo para compreendermos o todo de uma profecia é uma tarefa importantíssima.Revista Ensinador Cristão. Editora CPAD. pag. 42.


COMENTÁRIO  INTRODUÇÃO

Neste capítulo trataremos de um personagem que se destaca dentro da profecia de Daniel e envolve fatos que já aconteceram e se cumpriram historicamente. O cumprimento dessas profecias fortalece a confiança e a credibilidade das visões e revelações de Daniel. Porém, o personagem que aparece é um dos últimos reis do Império Grego, chamado Antíoco Epifânio IV, da família dos ptolomeus, o qual será destacado pela crueldade e pelo desprezo às coisas sagradas. Ele aparece mais no final do capítulo 11.O capítulo 11 traz uma profecia que abrange os dois últimos Impérios, o Medo-persa e o Grego. O seu cumprimento se inicia, literalmente, a partir do fmal dos dias da vida de Daniel sob o reinado de Dario, o medo. Neste capítulo Deus revela a Daniel eventos proféticos que se cumpriram no período interbíblico, ou seja, aquele período entre o Antigo e o Novo Testamentos. Porém, a revelação maior dessa profecia diz respeito ao personagem histórico Antíoco Epifânio. Esse personagem refere-se a um futuro rei com as mesmas caraterísticas que aparecerá, escatologicamente, no futuro, como o Anticristo revelado no Novo Testamento. As profecias do capítulo 11 se cumpriram e ocorreram entre os reinados de Dario, o medo (539 a.C.) e Antíoco Epifânio (175-163 a.C.). Porém, a parte do texto dos versículos 36-45 diz respeito a Israel em tempos ainda não cumpridos e que estão relacionados intimamente com os capítulos 12 de Daniel e 13 de Apocalipse.Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 149-150.


No capítulo 11 do livro de Daniel o anjo de Deus ainda está falando com ele. Os reinos se levantam e caem segundo o programa de Deus. Deus é soberano, e Ele está dirigindo a história.

A Babilônia caiu pela mão de Deus. Stuart Olyott descreve essa verdade assim: “O império babilônico foi derrubado pelo poder de Cristo. Os medos e persas foram Seus instrumentos terrenos, mas a efetiva queda de Babilônia foi um ato divino realizado pelo próprio Filho de Deus”. Agora, os reis da Pérsia também cairão. Cairá também o grande rei da Grécia. As lutas internas que se travarão entre os reinos do Norte e do Sul estão profetizadas e nada escapará ao controle divino.
Esse capítulo 11 de Daniel é um verdadeiro retrato do futuro. E a história sendo contada antes dela acontecer. Osvaldo Litz chama esse capítulo de “recortes do futuro”.Deus está levantando a ponta do véu e mostrando o futuro para Daniel (v. 2). Deus escreve a história antecipadamente. As coisas acontecem porque Deus as determinou. A história estava escrita desde a eternidade nos livros divinos (Dn 10.21), mas também seria registrada no livro de Daniel bastante tempo antes que acontecesse.LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no céu. Editora Hagnos. pag. 135-136.

Nesse capítulo, o anjo Gabriel trabalha no cumprimento da promessa feita a Daniel no capitulo anterior, isto é, ele mostra o que aconteceria ao seu povo nos dias finais, de acordo com o que estava escrito nas escrituras da verdade. E, muito particularmente, ele prevê aqui a sucessão dos reis da Pérsia e da Grécia e os negócios desses reinos, especialmente a maldade que Antíoco Epifânio praticaria nos seus dias contra o povo de Deus.E isso já havia sido previsto anteriormente (cap. 8.11-12). Temos aqui: I. Uma breve profecia sobre o estabelecimento da monarquia grega que estava agora começando a se instalar sobre as ruínas da monarquia persa (w. 1-4). II. Uma previsão sobre os negócios dos dois reinos do Egito e da Síria, fazendo referências a cada um deles (w. 5-20). III. A ascensão de Antíoco Epifânio, seus atos e seus sucessos (w. 21-29). IV A grande maldade que iria praticar contra a nação judaica e a sua religião, e o seu desprezo por todas as religiões (w. 30-39). V A sua queda e derradeira ruína quando estava no auge da sua perseguição (w. 40-45).
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 894.


I - PREDIÇÕES PROFÉTICAS CUMPRIDAS
COM EXATIDÃO (11.2-20)


1. A revelação sobre o fim do Império Medo-Persa (11.2).

“Eu, porém, no primeiro ano de Dario, o medo” (11.1). A importância dessa profecia é constatar a fidelidade e exatidão do cumprimento das profecias especialmente no período inter-bíblico. O primeiro ano do reinado de Dario foi em 539 a.C., conforme se pode constatar nos textos de Dn 6.1 e 9.1.0 anjo de 11.1 é mesmo anjo de 10.20,21 que veio a Daniel, não apenas para confortá-lo, mas continuar a revelar o futuro de dois Impérios: o medo-persa (com todos os seus reis) e o grego (11.2-4).
A revelação sobre o fim do Império Medo-persa (11.2). Aparece no versículo 1 o rei “Dario, o medo” que é o mesmo de Dn 5.31. No capítulo 9.1, ele é chamado “Dario, filho deAssuero”.A história bíblica diz que Ciro constituiu a Dario como rei enquanto ele estava no campo de batalha na conquista de outras terras e nações. Porém, o versículo 2 fala de três reis e destaca um quarto. Os três primeiros reis persas em sequência normal são, segundo Scofield, em seu comentário: Ciro II (550-530 a.C.), Cambises II (529-522 a.C.) e Dario I Histapes (521-486 a.C.). O quarto rei é Xerxes (486-465 a.C). Existe pouca informação acerca desses reis, sobre os quais Daniel citou que reinariam em sequência, não por muito tempo. Porém, os dados proféticos são precisos e confirmados pela própria história. As evidências históricas do cumprimento da profecia são tão reais, que os críticos da Bíblia sugerem que a profecia foi escrita, pelo menos 400 anos depois de Daniel, depois que tudo tinha acontecido. Entretanto, a revelação futura dada a Daniel encontra respaldo histórico e credibilidade porque Deus cumpre sua palavra. Além dos fatos cumpridos, a profecia aponta para o futuro, com o aparecimento do Anticristo, um tipo de Antíoco Epifãnio.Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 150.


Dn 11.2 “Eis que ainda três reis estarão na Pérsia”. O “homem vestido de linho” revela a Daniel que o reino da Pérsia está chegando ao seu fim: somente três monarcas restariam para que aquela dinastia expirasse. Lendo o capítulo quatro do livro de Esdras, encontramos os nomes dos três monarcas que reinaram depois de Ciro: 1) Cambises (Assue- ro). 2) Esmerdis (Artaxerxes). 3) Dario (Persa). A ordem cronológica estabelecida ali não é tão fácil de ser determinada, a não ser aquilo que podemos depreender dos textos sagrados.

Cambises (Assuero). Este monarca não deve ser confundido com o Assuero marido de Ester; o do presente texto é posterior àquele. “Cambises vem citado no livro de Esdras 4.6, com o nome de Assuero. Este rei era neto da princesa Mondane, a mãe de Ciro e, conseqüentemente, filha da Rainha Ester” (doutor Goodman). Evidentemente, ele é o Assuero persa, e o outro, Assuero, da nação dos medos (Et 1.1; Dn 9.1). Esse rei governou poucos anos. Seu feito principal foi atacar e tomar o Egito, cujo rei era Psamético. Estendeu suas armas vitoriosas e atacou também a Etiópia. Só não atacou Cartago, porque os fenícios o dissuadiram de atacar a sua colônia predileta. Voltando de suas conquistas, achou uma rebelião no Egito. Revoltado, matou Psamético, e outros nobres daquele império.

Esmerdis (Artaxerxes). Esse monarca persa, devido às suas grandes conquistas, teve seu nome mudado para “Artaxerxes Longímano”, que reinou provavelmente de 465 a 425 a.C. (Ed 4.7, 8,11, 23; 6.14; 7.1, 11, 12, 21; 8.1; Ne 2.1; 13.6). Segundo Heródoto, “Artaxerxes” quer dizer “grande guerreiro”. Foi cognominado de “Longímano” por sua excessiva bondade. A Enciclopédia Internacional diz que Longímano “... foi célebre pela sua bondade e generosidade; permitiu aos judeus que tinham ficado em Babilônia, depois do edito de Giro, que voltassem a Jerusalém para restabelecer a sua religião”. Pelo testemunho bíblico, foi ele o monarca que promulgou a “ordem” para que Nee- mias reconstruísse os muros da cidade de Jerusalém, em 445 a.C. (Ne 2.1; Dn 9.25). Em seu governo, Neemias subiu a Jerusalém, levando consigo uma leva de cativos voltando à sua terra, com prazer e grande júbilo. (Comp. SI 126). Foi a terceira leva de cativos que desejaram acompanhá-lo.

Dario (Persa). Este monarca vem citado no livro de Es- dras, (caps. 4.5,24; 5.6, 7; 6.1,12,14,15). Após oito (8) meses de governo do usurpador Gomates, Dario Histaspis subiu ao trono. Seu primeiro trabalho foi extinguir as revoluções em todo o seu Império. Sua energia, coragem, dedicação e gênio bélico, conseguiram isso. Este rei decretou o “reinicio” da construção da casa de Deus em Jerusalém (Ed 4.24; 6.1-12).

“... o quarto será cumulado de grandes riquezas”.

Xerxes(Kchiarcha). Todos os estudiosos da Bíblia concordam em que o “quarto” monarca aqui mencionado é Xerxes. Ele foi o sucessor de Dario, o persa. Seu nome aparece na História como Kchiarcha. Os dados históricos e proféticos se combinam entre si sobre a vida deste soberano. Ele foi realmente o que diz a profecia: “Foi cumulado de grandes riquezas, mais do que todos”. Ele, durante o seu reinado, atacou a Grécia e foi derrotado nesta invasão.Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 198-199.

Ele prevê o reino dos quatro reis persas (v. 2): “Agora, te declararei a verdade”, isto é, o verdadeiro significado das visões da grande imagem, e das quatro bestas, e explicarei com termos simples aquilo que antes foi representado através de tipologias difíceis. (1) Levantar-se-ão três reis na Pérsia, além de Dario, em cujo reino essa profecia foi datada (cap. 9.1). Broughton entende que esses reis eram Ciro, Artaxasta ou Arta- xerxes, chamado pelos gregos de Cambises, e o Assue- ro que se casou com Ester, também chamado de Dario, filho de Histaspe. 

E, de acordo com Heródoto, a esses três reis os persas deram os seguintes atributos - Ciro era um pai, Cambises era um mestre, e Dario era um colecionador. (2) Haveria um quarto rei, muito mais rico do que todos eles, Xerxes, cuja riqueza foi registrada pelos autores gregos. Por causa do seu poder (do seu vasto exército que consistia de pelo menos 800.000 homens) e das suas riquezas, com as quais ele mantinha e pagava o seu vasto exército, ele era capaz de incitar a todos contra o reino da Grécia. A expedição de Xerxes contra a Grécia ficou famosa na história, assim como a vergonhosa derrota que sofreu. Aquele que quandopartiu ameaçava ser o terror da Grécia, quando retornou não passava de um alvo do seu desdém. Ninguém precisava descrever a Daniel o desapontamento que Xerxes sentiu, pois ele havia feito o possível para obstruir a construção do templo. Mas, cerca de trinta anos após o primeiro retorno do cativeiro, Dario, um jovem rei, recomeçou a construção do Templo e atribuiu à mão de Deus as derrotas dos seus predecessores que haviam impedido essa reconstrução (Ed 6.7)HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 894-895.

1. Profecia sobre os medos e persas (11.1,2). "Dario, o medo"

 (v. 1). É o mesmo Dario de 5.31. Em 9.1 ele é chamado "Dario, filho de Assuero". Esse monarca foi constituído rei por Ciro, interinamente, na Caldéia, enquanto ele completava suas conquistas. Assuero, o pai deste Dario, não é mencionado em Ester 1.1. Quem estuda a Bíblia e a História precisa saber que houve mais de um Dario e mais de um Assuero nas Escrituras. Por falar em Dario e Assuero, convém saber que esses termos são títulos e não nomes propriamente ditos. Dario significa mantenedor, e Assuero, poderoso. Muitos desses monarcas têm mais de um nome. Também alguns deles têm nomes diferentes na Bíblia e na história secular, como é o caso de Assuero, que na história secular é conhecido por Xerxes. Xerxes é palavra grega, ao passo que Assuero é hebraica.
"três reis se levantarão na Pérsia, e o quarto..." (v. 2). Quatro reis da Pérsia são aqui mencionados, isso além de Ciro, pois este já estava no trono (10.1). Esses quatro reis são:

a. Assuero, filho de Ciro. Reinou de 529 a 522 a.C. É conhecido na história por Xerxes I e Cambises II. É mencionado em Esdras 4.6.
b. Artaxerxes I. Reinou de 522 a 521 a.C. É conhecido na história por Smeredis. É mencionado em Esdras 4.7-11. Determinou a suspensão das obras do templo do pós-cativeiro.

c. Dario II. Filho de Artaxerxes. Reinou em 521 a 485 a.C. É mencionado em Esdras 4.5. É conhecido na história por Dario Histaspes, ou simplesmente Histaspes. Foi ele quem ordenou a conclusão das obras do templo, conforme Esdras capítulo 6. Ele é o famoso Dario registrado na Pedra de Behistum, perto de Hamadã, no Irã, a antiga capital dos medos, chamada então Ecbátana. Foi derrotado na famosa Batalha de Maratona, na Grécia, em 490 a.C.

d. Assuero, o esposo de Ester (Et 1.1). Foi o mais rico e o mais poderoso rei persa. Reinou de 485 a 465 a.C. A história chama-o Xerxes II. (Não confundir esse Assuero com o de Esdras 4.6.) Era filho de Dario II e foi derrotado pela esquadra grega de Salamina, Chipre, em 480 a.C.
Aqui termina a história da Pérsia na profecia. Nada é dito dos reis restantes, uns cinco, pelo menos. É que a glória da Pérsia entrou em rápido declínio com a morte de Assuero ou Xerxes II. Os reis restantes nada realizaram de importante para a história.Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de Deus Para os últimos dias. Editora CPAD.

2. Um rei valente (11.3).

A revelação profética sobre o Império Grego (11.3).

Xerxes I, sucessor de Dario, o persa, foi o quarto e último rei do Império Medo-persa. Foi um rei que juntou muita riqueza, mas ao enfrentar a Grécia, conquistou a cidade de Atenas e isto irritou aos gregos. Despontava naquele tempo a liderança de Alexandre, o Grande, que reuniu todas as forças bélicas e humanas dos seus exércitos e derrotou a Xerxes, da Pérsia, vingando a nação grega. Portanto, em 331 a.C., Alexandre, o grande, “o rei valente” se levantou e suplantou o último rei dos medos-persas com grande força e domínio sem qualquer resquício de misericórdia (v. 3). 

Era jovem e cheio de energia, inteligente e perspicaz, porque foi capaz de persuadir com carisma seus subordinados para que se unissem a ele a fim de conquistar o mundo de então. Com força pujante e implacável, Alexandre foi aumentando seu domínio geográfico e cultural conquistando outras nações. Ele procurou agregar os povos conquistados e tornar o seu domínio num “império unido”. Ele promoveu a miscigenação das nações conquistadas, para ter o domínio sobre todos. Ele formou um exército coeso e forte recrutando homens de todas as nações conquistadas. Em pouco tempo, para o contexto da época, suas conquistas ultrapassaram todos os índices de tempo para dominar e fazer o que lhe aprouvesse. Cumpria-se, de fato, a soberania de Deus dirigindo a história e fazendo valer a sua soberana vontade. Era a sua vontade exercida nos destinos das nações e, acima de tudo, especialmente para Israel.Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 151.

Dn 11.3 “... um rei valente”. 

O leitor deve observar que o Império Greco-Macedônio entra em cena neste versículo. Não é mais representado como nas composições anteriores descritas por Daniel: 1) “Cobre” (Dn 2.32). 2) “Metal” (Dn 2.39). 3) “Folhas” (Dn 4.21). 4) “Leopardo” (Dn 7.6). 5) “Bode peludo” (Dn 8.20, 21). Agora, no presente versículo, este reino tem sua representação na pessoa de um “rei valente” que reinaria com grande domínio. Este rei valente foi Alexandre Magno, ele realmente tomou o Império Medo- persa, e reinou com grande poder (Dn 8.3, 4). Ale-xandre foi, de fato, um guerreiro habilidoso, porém, tudo quanto fez e conquistou foi derramando sangue (dos ou-tros) e pela espada. Ele foi a antítese do verdadeiro Cristo, que tudo quanto fez e conquistou foi derramando o seu próprio sangue, e manifestando seu grande amor. Vejamos o caráter negativo de Alexandre e o caráter positivo de Cristo: Jesus e Alexandre morreram aos trinta e três anos. Um deles viveu para si mesmo, o outro por mim e por você. O grego morreu num trono; o judeu morreu numa cruz. 

A vida de um foi triunfante (aparentemente); a do outro, uma derrota (aparentemente). Um deles comandou imensos exércitos armados, o outro teve apenas um pequeno grupo, desarmado. Um derramou o sangue alheio sem piedade, o outro derramou o seu próprio sangue, e o derramou por amor ao mundo. Alexandre conquistou o mundo em vida; Jesus perdeu a sua vida para ganhar vida para seus seguidores. Um morreu na Babilônia, o outro no Calvário. Um conquistou tudo para si, e o outro a si mesmo se deu. Alexandre, enquanto viveu, conquistou todos os tronos; Jesus, na morte e na vida, conquistou o Trono de Glória. Um deles sendo servo se fez Deus; o outro sendo Deus se fez servo (F1 2.6 a 7). Um deles ganhou um grande nome: Alexandre! O outro “um nome que é sobre todo o nome”: JESUS! Um deles viveu para se gloriar; o outro para abençoar. Quando o grego morreu, seu trono, conquistado pela espada, ruiu para sempre. Jesus, quando morreu ganhou o trono que permanece para sempre (SI 93.2).
O grego fez de todos escravos; o judeu a todos (que o aceitaram ou aceitam) liberta da escravidão do pecado. Um deles construiu um trono forrado de sangue; o outro edificou o seu com amor. Um deles veio da terra; é terreno (1 Co 15.47). O outro veio do.Céu; é celestial (1 Co 15.47 a 49). O grego morreu para sempre, o judeu para sempre vive. Perde tudo aquele que só recebe, e tudo ganha aquele que dá.Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 199-200.


Daniel previu as conquistas de Alexandre e a divisão do seu reino (v. 3). Alexandre é aquele poderoso rei que iria se opor aos reis da Pérsia e governar com grande autoridade e um poder despótico sobre muitos reinos, pois agia de acordo com a sua vontade, e da mesma forma desfazia o que havia feito. No entanto, a lei dos medos e dos persas impedia que os seus reis fizessem o mesmo. Depois de conquistar a Ásia, Alexandre quis ser adorado como um deus. Então esta palavra foi cumprida, que ele agiria de acordo com a sua vontade. Essa era a sua pretensão, embora fosse uma prerrogativa divina.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 895.

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