quarta-feira, 26 de outubro de 2016

A setenta semanas de DANIEL (4)



                 A SENTENTA SEMANA DE DANIEL (4)


                                Professor Mauricio Berwald

A respeito da destruição final de Jerusalém, da congregação judaica, e da nação judaica. Isso aconteceu imediatamente após a morte do Messias, não só por ser um justo castigo àqueles que o haviam condenado à morte, que era o pecado que enchia a medida da iniqüidade deles, e lhes trazia a ruína, mas porque de certa maneira era necessário ao aperfeiçoamento de um dos grandes objetivos da sua morte. Ele morreu para colocar um fim à lei cerimonial, para abolir completamente aquela lei que era repleta de mandamentos, e também para anular a obrigação de cumpri-la. Mas os judeus não seriam facilmente persuadidos a abandoná-la.

Eles continuaram a mantê-la com mais zelo do que nunca, e não desejavam sequer ouvir falar em separar-se dela. Eles apedrejaram Estêvão (o primeiro mártir cristão) por ter dito que Jesus iria mudar os costumes que Moisés lhes havia entregado (At 6.14). Portanto, não havia outra maneira de abolir a organização mosaica a não ser com a destruição do templo, da cidade santa e dos sacerdotes levíticos, inclusive de toda aquela nação por quem eram tão irremediavelmente amados. Isso foi efetivamente realizado menos de quarenta anos depois da morte de Cristo, e se tornou uma desolação que até hoje não pôde ser reparada. E isso é o que foi largamente previsto, que os judeus que retornaram do cativeiro não poderiam se levantar através da reconstrução da sua cidade e do templo, porque no decorrer do tempo eles seriam finalmente destruídos, e não seria como agora que haviam ficado destruídos apenas durante setenta anos. Eles poderiam, ao invés disso, se regozijar com a esperança da vinda do Messias e com o estabelecimento do seu reino espiritual nesse mundo. 

O reino do Messias jamais será destruído. Então: [1] Aqui foi previsto que o povo do príncipe que viria seria o instrumento dessa destruição, isto é, os exércitos romanos que pertenceriam a uma monarquia futura (Cristo é o príncipe que virá, e esse povo será usado ao seu serviço e formará os seus exércitos, Mateus 22.7), ou os gentios (que, embora fossem agora estrangeiros, se transformariam no povo do Messias), e eles destruiriam os judeus. [2] Também foi previsto que a destruição ocorreria através de uma guerra, e que essa guerra traria a sua desolação. As guerras dos judeus contra os romanos foram causadas pela obstinação deles, e eram muito longas e sangrentas. E, por fim, elas terminaram com o extermínio da nação judaica. [3] De maneira particular, a cidade e o santuário seriam destruídos e transformados em um deserto. Tito, o general romano, pouparia o Templo de bom grado. Mas os seus soldados estavam tão enfurecidos contra os judeus que ele não conseguiu impedir que o Templo fosse reduzido a cinzas. 

E assim se cumpriu a profecia. [4] Toda a resistência preparada para evitar essa destruição seria inútil, e o fim aconteceria como uma inundação. Seria o dilúvio da destruição, igual àquele que havia varrido o velho mundo. Nenhum ser humano seria capaz de deter tamanha destruição. [5] Dessa maneira, cessariam todos os sacrifícios e ofertas. E precisariam mesmo cessar, porque todos os sacerdotes haviam sido eliminados, e os seus descendentes tinham ficado muito confusos. Pois (diziam eles) não existia nenhum homem no mundo que pudesse provar que era da semente de Arão. [6] Haveria uma difusão de abominações, uma corrupção geral da nação judaica, e uma abundância de iniqüidades, tudo isso aconteceria entre eles. Por isso ela se tornaria uma desolação (1 Ts 2.16). Também poderíamos entender que se tratava dos exércitos romanos que eram abomináveis aos judeus (eles não conseguiriam suportá-los) e se espalharam pela nação. Através deles, a nação se tornou uma desolação. 

Essas foram as palavras de Cristo, registradas em Mateus 24.15. Quando vissem a abominação da desolação, mencionada por Daniel, que estaria no lugar santo, seria necessário que aqueles que estivessem na Judéia fugissem, e isso é explicado em Lucas 21.20. E quando vissem Jerusalém cercada por exércitos, então eles deveriam fugir. [7] Essa desolação seria total e final: Ele a tornará desolada, até que seja completamente consumida. Isto é, Ele a tornará completamente desolada. Essa destruição já havia sido determinada e seria levada a um nível máximo. E, quando se tornasse desolada, parece que alguma coisa mais havia sido determinada, e seria derramada sobre os desolados (v. 27). Seria o espírito de um profundo sono (Em 11.8,25), de uma cegueira que tomaria conta de Israel até que a plenitude dos gentios tivesse entrado. E, então, todo o povo de Israel seria salvo.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 889.

Dn 9.27 Ele fará firme aliança com muitos, por uma semana. Os defensores do ponto de vista sobre o primeiro advento 19.24-27, nota) compreendem que o "Ungido" "fará firme aliança", ou seja, poria em execução seu ministério público.

 Entretanto. os defensores do ponto de vista do segundo advento postulam um intervalo de tempo entre os vs. 26-27. compreendendo que o "príncipe" faria "firme aliança" com muitos. Além disso. eles interpretam que o "príncipe" será o anticristo o qual estabelecerá uma aliança com o povo judeu. reunido no território de Israel durante um período de "tribulação" (12.1; Mt 24.21; Ap 7.14) de sete anos la septuagésima "semana").
cessar o sacrifício. De acordo com os defensores do ponto de vista do primeiro advento (924-27, nota). isso se refere ao término do sistema de sacrifícios do Antigo Testamento. por motivo da morte de Cristo. De conformidade com os defensores do ponto de vista do segundo advento. há aqui uma referência à proibição.

determinada pelo anticr'rsto. do "sacrifício e a oferta de manjares" ! talvez representando a prática religiosa em geral) pelo povo judeu reunido após três anos e meio IAp 11.2; 12.6, 14) do período da tribulação.
o assolador. De acordo com o ponto de vista do primeiro advento 19.24-27, nota). isso descreve a destruição de Jerusalém, ocorrida em 70 a.C. De acordo com o ponto de vista do segundo advento. ·isso descreve uma catástrofe que atingirá a cidade de Jerusalém em conexão com as atividades do anticristo. Frases semelhantes a "asa das abominações" ocorrem em Dn 8.13; 11.31; 12.11 Inatas).bem como em 1Macabeus1.54. Dn 8.13 e 1Macabeus1.54 são claras referências às atividades de Antíoco IV. Jesus refere-se a essa "abominação" em sua predição de eventos futuros IMt 24.15; Me 13.14).Bíblia de Estudo de Genebra. Editoras Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 999.

III - OS PROPÓSITOS DA SEPTUAGÉSIMA SEMANA (Dn 9.27)

1. Revelar o “homem do pecado” (2 Ts 2.3).

O versículo 27 nos obriga a reconhecer que nem Antíoco Epifânio, nemTito têm cumprido os terríveis presságios da declaração dessa escritura do v. 27. As ações realizadas neste versículo não correspondem ao personagem do versículo 26. Na realidade, a predição do versículo 27 remonta a uma época escatológica.
A escritura começa com o pronome “ele” (v. 27). Quem? Que personagem será esse? O personagem é identificado, também, como “o rei de cara feroz”;“o chifre pequeno” que surge do “animal terrível e espantoso”, representando o império romano. Do ressurgimento desse antigo império romano surgirá “o príncipe romano” (Dn 7.25). Esse personagem é, também, identificado na linguagem do Novo Testamento como “o anticristo” (1 Jo 2.18; 4.3) e como “a Besta que saiu do mar”(Ap 13.1). O personagem é apresentado numa linguagem figurada mas a sua existência será literal. Ele será um líder mundial que chamará a atenção das nações da terra pela inteligência que demonstrará na diplomacia e na astúcia política.Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 135.

2 Ts 2.3 A chegada do dia do Senhor se dará “como o ladrão de noite” (1 Ts 5.2); mesmo assim, alguns eventos deverão precedê-lo. O dia final do Senhor não virá sem que antes venha a apostasia e se manifeste o homem do pecado. Esta “apostasia” ou rebelião será uma revolta enorme contra Deus. Ela poderá começar entre aqueles que crêem em Deus e se espalhar entre todas as pessoas que se recusam a aceitar Cristo. Assim, ela incluirá os judeus que abandonaram a Deus e alguns membros da igreja cuja fé é apenas simbólica. Embora a rebelião contra Deus pareça bastante difundida hoje, à medida que a vinda de Cristo se aproxima, esta apostasia e oposição ativa contra Deus irá se intensificar. Durante a apostasia, um homem fora do comum virá a público. 

Ele terá considerável poder de Satanás e personificará o mal. Ao longo de toda a história, determinados indivíduos personificaram o mal e foram hostis a tudo o que Cristo representa (veja 1 Jo 2.18; 4.3; 2 Jo 7). Estes “anticristos” viveram em todas as gerações, e outros como eles irão continuar a realizar o mal. Então, pouco antes da segunda vinda de Cristo, “o homem do pecado”, um homem completamente maligno, surgirá. Ele será um instrumento de Satanás, equipado com o poder de Satanás (2.9). Este homem irá se opor à lei, tanto às leis morais de Deus quanto às leis civis. Ele promoverá a imoralidade e a anarquia. Este homem “sem lei” e iníquo será o Anticristo. Ele estará no mundo e entáo alcançará poder e notoriedade. Este fato é demonstrado pela palavra “manifeste”. O livro do Apocalipse fala de uma “besta” que simboliza o Anticristo (Ap 13.5-8). A besta simboliza o Anticristo — não Satanás, mas alguém sob o poder e o controle de Satanás (veja também Ap 16.13 e 19.20, onde ele é o segundo membro da falsa trindade). O mal de Satanás irá culminar em um Anticristo final, um homem que irá concentrar todos os poderes do mal contra Jesus Cristo e seus seguidores, trazendo destruição. Mas até mesmo este homem, com todo o poder que terá, estará, em última análise, condenado à destruição (veja Ap 20.10).

Deus ainda reina e a sua vitória é certa. O iníquo será destruído, mas náo antes que Deus o use de acordo com os propósitos divinos. Durante este período de grande rebelião e apostasia, será demonstrada toda a extensáo da maldade, e a rebelião contra Deus será exibida em todo o seu horror e feiúra. Sempre, em meio a todo o sofrimento, em todos os tempos. Deus está atraindo as pessoas a si, chamando-as ao arrependimento. Isto irá continuar durante estes últimos dias.Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 465.

Uma revelação desse homem do pecado (v. 3): o anticristo surgirá dessa apostasia geral. O após tolo mais tarde fala da revelação do iníquo (v. 8), mencionando a revelação que deveria ser feita da sua iniquidade, para a sua destruição. Parece que aqui ele fala da sua ascensão, que deveria ocorrer na apostasia geral que o apóstolo havia mencionado, e menciona que toda sorte de doutrinas falsas e corrupções se concentrariam nele. Grandes discussões ocorreram ao longo da história em relação a quem de fato é e o que se tenciona com esse homem do pecado e filho da perdição: e, se não está claro que são o poder e a tirania papal que estão principalmente ou unicamente planejados aqui, uma coisa é certa: O que foi dito aqui está exatamente de acordo com isso. Observe: 1. Os nomes dessa pessoa, ou melhor, o estado e o poder aqui considerado. Ele é chamado de o homem do pecado, para indicar sua extraordinária iniquidade. Não somente ele é dedicado ao mal e o pratica, mas também promove, encoraja e comanda o pecado e a iniquidade em outros; e ele é o filho da perdição, porque ele mesmo está dedicado à destruição certa e é o agente para destruir muitos outros, tanto o corpo quanto a alma. Por esses motivos, esses nomes podem ser aplicados adequadamente ao estado papal.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 675-676.

A IGREJA DE Tessalônica cometeu dois sérios equívocos acerca da doutrina da segunda vinda de Cristo. Ambos perigosos e de conseqüências danosas. Quais foram esses equívocos?

1. O equívoco de marcar datas quanto à segunda vinda de Cristo (2.1,2).
Alguns crentes de Tessalônica estavam sendo enredados pelo engano, pensando que a vinda de Cristo já havia acontecido. Eles fixaram uma data e na mente deles essa data já havia chegado.Paulo já havia ensinado a igreja sobre a segunda vinda (iTs 2.19) e a necessidade de estar preparado para ela (1Ts 5; 1-11), mas eles confundiram a vinda súbita com uma vinda imediata. O problema dos tessalonicenses não era a questão da demora da parousia, mas, sim, sua crença de que estava esmagadoramente iminente.
E bem provável que após a leitura da primeira carta de Paulo à igreja, alguns intérpretes fantasiosos tivessem chegado a essa equivocada interpretação e perturbado a igreja com suas conclusões. O verbo “perturbar” sugere ser agitado num vento tempestuoso, e é usado metaforicamente para ficar tão perturbado a ponto de perder sua compostura e bom senso normais. É ficar transtornado pela notícia. O erro doutrinário traz perturbação em vez de edificação e consolo. Sempre que alguém tenta administrar essa agenda que pertence à economia da soberania de Deus cai em descrédito e colhe decepção. Somente Deus conhece esse Dia.
2. O equívoco de não observar os sinais da segunda vinda de Cristo (2.3). Se por um lado não podemos marcar datas acerca do dia da segunda vinda de Cristo, por outro, não podemos fechar os olhos aos seus sinais. O apóstolo pontua para a igreja que a segunda vinda de Cristo não acontecerá sem que primeiro venha a apostasia e seja manifestado o homem da iniqüidade.
Dois sinais precederão a segunda vinda de Cristo: a. A apostasia (2.3). A palavra grega apostasia significa queda, caída, rebelião, revolta. Trata-se de uma apostasia final que ocorrerá imediatamente antes da parousia. Essa apostasia será uma intensificação e culminação de uma rebelião que já começou, pois o mistério da iniqüidade já opera no mundo.^^® O fato de que o Dia do Senhor será precedido pela apostasia também já fora claramente predito pelo Senhor no Seu sermão profético (Mt 24.10-13). O que é apostasia? Como podemos entendê-la? Concordo com a descrição de Howard Marshall: Apostasia é uma palavra utilizada no grego secular para uma revolta política ou militar e era usada na Septuaginta para a rebeldia contra Deus (Js 22.22; 2Cr 22.19; 33.10; Jr 2.19). Em especial, referia-se ao desvio da Lei. Nos últimos dias a oposição dos homens a Deus, bem como a imoralidade e a iniqüidade crescerão grandemente (Mt 24.12; 2Tm 3.1-9). Estas coisas estão associadas com um aumento de guerras entre as nações (Mt 13.7,8) e com a atividade de falsos profetas e mestres (Mc 13.22; ITm 4.1-3; 2Tm 4,3,4).

William Hendriksen alerta para o fato de que a apostasia futura de modo algum ensina que os que são genuínos filhos de Deus “cairão da graça”. Tal queda não existe (2.13,14). Significa, porém, que a fé dos pais - fé a qual os filhos aderem por algum tempo de uma maneira meramente formal  será afinal e completamente abandonada por muitos dos filhos. O mesmo  escritor ainda diz: “O uso do termo apostasia aqui em 2Tessalonicenses 2.3, sem um adjetivo adjunto coloca em realce o fato de que, de modo geral, a Igreja visível abandonará a fé genuína”.

b. O aparecimento do homem da iniqüidade (2.3). O movimento de apostasia chegará ao seu apogeu quando seu líder maior, o arquioponente de Deus, o homem da iniqüidade, for revelado. Esse homem da iniqüidade, também chamado de “o filho da perdição” e “o iníquo” é uma designação paulina do anticristo. Assim como Jesus terá Sua revelação, apocalipse, também o anticristo terá sua manifestação. Isso enfatiza o caráter “sobre-humano” da pessoa mencionada, pois a coloca como contraparte da revelação do próprio Senhor Jesus Cristo.
O texto que estamos considerando foca sua atenção na pessoa, na atividade e na derrota do anticristo. William Barclay entende que estamos diante de uma das passagens o anticristo, o inimigo consumado de Deus e da Igreja mais difíceis de todo o Novo Testamento. Vamos, agora, examinar mais detidamente esse tema.

Sua identidade revelada (2.3)

A palavra anticristo significa um cristo substituto ou um cristo rival. O prefixo grego anti pode significar duas coisas: “contrário a” e “no lugar de”. Antonio Hoekema diz, portanto, que a palavra “anticristo” significa um cristo substituto ou um cristo rival. Assim, o anticristo é ao mesmo tempo um cristo rival e um adversário de Cristo.
Satanás náo apenas se opõe a Cristo, mas também deseja ser adorado e obedecido no lugar de Cristo. Satanás sempre desejou ser adorado e servido como Deus (Is 14.14; Lc 4.5-8). Um dia produzirá sua obra-prima, o anticristo, que levará o mundo a adorá-lo e acreditar em suas mentiras. No livro de Daniel o anticristo é representado inicialmente não como uma pessoa, mas como quatro reinos (leão, urso, leopardo e outro animal terrível), numa descrição clara dos impérios da Babilônia, Medo-persa, Grego e Romano (Dn 7.1-6,17,18). Outro símbolo do anticristo no livro de Daniel é Antíoco Epifânio, que profanou o templo, quando o consagrou ao deus grego Zeus e mais tarde sacrificou porcos em seu altar (Dn 7.21,25). No ensino de Jesus, o anticristo é visto como o imperador romano Tito, que no ano 70 d.C. destruiu a cidade de Jerusalém e o templo (Mt 24.15-20), bem como um personagem escatológico (Mt 24.21,22). A profecia bíblica vai se cumprindo historicamente e avança para a sua consumação final (Mt 24.15-28).

Nas cartas de João o termo anticristo é empregado em um sentido impessoal (IJo 4.2,3). Ele se referiu também ao anticristo de forma pessoal. Mas João vê o anticristo como uma pessoa que já está presente, ou seja, como alguém que representa um grupo de pessoas. Assim, o anticristo é um termo utilizado para descobrir uma quantidade de gente que sustenta uma heresia fatal (IJo 2.22; 2Jo 7). João fala ainda tanto do anticristo que virá quanto do anticristo que já está presente. Assim, João esperava um anticristo que viria no tempo do fim. Os anticristos são precursores do anticristo (IJo 2.28). Para João, o anticristo sempre esteve presente nos seus precursores, mas ele se levantará no tempo do fim como expressão máxima da oposição a Cristo e Sua Igreja.
Na teologia do apóstolo Paulo, o anticristo é visto como o homem do pecado (2.3). Ele surgirá da grande apostasia (2.3); será uma pessoa (2.3), será objeto de adoração (2.4), usará falsos milagres (2.9), só pode ser revelado depois que aquilo e aquele que o detém for removido (2.6,7) e será totalmente derrotado por Cristo (2.8).

Seu caráter descrito (2.3,8)

Paulo não usa o termo anticristo nesta carta. Essa designação é utilizada no Novo Testamento apenas por João (IJo 2.18,22; 4.3; 2Jo 7). Mas esse é o nome pelo qual identificamos o último grande ditador mundial que Paulo chama de “homem da iniqüidade”, “filho da perdição” (2.3), aquele que “[...] se opoe a Deus” (2.4), aquele que se exalta acima de todos os demais (2.4), que se proclama Deus (2.4), também chamado de “iníquo” (2.8). Vamos examinar três aspectos do caráter do anticristo: 1. Ele é o homem da iniqüidade (2.3). Vale pontuar que o anticristo escatológico não é um sistema nem um grupo, mas um homem. Toda a descrição apresentada por Paulo é de caráter pessoal. O homem da iniqüidade “se opõe”, “se exalta”, “se assenta no templo de Deus”, “proclama a si mesmo como Deus”, e será “morto”. À luz de 2Tessalonicenses 2.3,4,8 e 9 podemos afirmar com sólida convicção que Paulo está fazendo uma predição exata acerca de uma pessoa certa e específica que se manifestará e que receberá sua condenação quando Cristo voltar.

vMguns eminentes teólogos como Benjamim Warfield defenderam a tese de que o homem da iniqüidade deveria ser identificado como a linhagem de imperadores romanos, como Calígula, Nero, Vespasiano, Tito e Domiciano. John Wyclif, Martinho Lutero e muitos outros líderes da Reforma defenderam a tese de que o papa era o anticristo. A Confissão de Fé de Westminster é categórica neste ponto: Não há outro Cabeça da Igreja senão o Senhor Jesus Cristo. Em sentido algum pode ser o papa de Roma o cabeça dela, senão que ele é aquele anticristo, aquele homem do pecado e filho da perdição que se exaltava na Igreja contra Cristo e contra tudo o que chama Deus (XXV. vi).
William Hendriksen, destacado escritor reformado, entretanto, discorda dessa interpretação, dizendo que o papa pode ser chamado “um anticristo”, um entre muitos dos precursores do anticristo final. Em tal pessoa o mistério da iniqüidade já está em operação. Chamar, porém, o papa de o anticristo é algo que contraria toda a sã exegese. O anticristo é o homem sem lei que viverá e agirá na absoluta ilegalidade. Ele será um transgressor consumado da lei de Deus e dos homens. Será um monstro absolutista. A palavra grega anomia, iniqüidade, descreve a condição de quem vive de modo contrário à lei. Ele é a própria personificação da rebelião contra as ordenanças de Deus. O homem da iniqüidade realizará os sonhos de Satanás sobre a terra, liderando a mais ampla e mais profunda rebelião contra Deus em toda a História.

William Hendriksen coloca esse fato com clareza; É importante observar, que assim como a apostasia não será meramente passiva, mas ativa (não meramente negação de Deus, mas também uma rebelião contra Deus e Seu Cristo), assim também o homem da iniqüidade será um transgressor ativo e agressivo. Ele não leva o título de “homem sem lei” por jamais ter ouvido a lei de Deus, e, sim, porque publicamente a despreza!
2. Ele é o filho da perdição (2.3). Não apenas seu caráter é sumamente corrompido, mas seu destino é claramente definido. Ele procede do maligno e se destina inexoravelmente à perdição. Ele é um ser completamente perdido e designado para a perdição. Ele será lançado no lago de fogo (Ap 19.20; 20.10). A palavra grega “perdição”, traz a idéia de que o anticristo está destinado a ser destruído.

3. Ele é o iníquo (2.8). A palavra grega anomos, traduzida por “iníquo”, significa ilegal, iníquo, aquele que vive ao arrepio da lei. O anticristo será um homem corrompido em grau superlativo. Ele será inspirado pelo poder de Satanás e terá um caráter tão perverso quanto o daquele que o inspira. Podemos afirmar, acompanhado por uma nuvem de testemunhas, de que o conceito de Paulo sobre o anticristo procede da profecia de Daniel. Observemos os seguintes pontos: 1) O homem da iniqüidade (2.3 - Dn 7.25; 8.25); 2) O filho da perdição (2.3 - Dn 8.26); 3) Aquele que se opõe (2.4 - Dn 7.25); 4) E que se exalta contra tudo [que é] chamado Deus ou é adorado (2.4 - Dn 7.8,20,25; 8.4,10,11); 5) De modo que se assenta rio santuário de Deus, proclamando a si mesmo como Deus (2.4 - Dn 8.9-14).
LOPES. Hernandes Dias. 1 e 2 Tessalonicenses. Como se preparar para a segunda vinda de Cristo. Editora Hagnos. pag. 175-181.

2. A Grande Tribulação (Mt 24.15,21).

O texto diz que “ele fará uma aliança com muitos por uma semana” (9.27). Será, na verdade, uma aliança que Ele fará com Israel. O texto diz: “com muitos”, indicando que ele não terá a unanimidade do apoio israelense, mas o suficiente para se impor com sua liderança política, que inicialmente alcançará sucesso e aceitação. Sua força política será notada e reconhecida no estabelecimento de um sistema político, alavancado e apoiado pelo velho mundo, a Europa, ou seja, o antigo império romano ressurgido. Os três primeiros anos e meio, a metade da semana, serão marcados pela quebra do pacto feito entre esse Líder e Israel, e se iniciará um grande período de sofrimento, perseguição e morte em Israel. Na interpretação pré-tribulacionista. A igreja já não estará na terra, porque antes, ela será arrebatada e estará com Cristo na sua glória nos céus. Portanto, a igreja não entrará na Grande Tribulação. Ela não estará na terra, quando o Anticristo fizer o acordo com Israel (Dn 9.27). A Tribulaçao diz respeito ao mundo de então e a Israel especialmente.Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 136.

Mt 24.15,16 Jesus advertiu contra a procura de sinais, mas como uma parte final da sua resposta à segunda pergunta dos discípulos (24.3) Ele lhes falou do evento definitivo que iria significar a destruição vindoura.
A abominação da desolação se refere à profanação do Templo pelos inimigos de Deus. Mateus insiste para que os seus leitores entendam as palavras de Jesus à luz da profecia do profeta Daniel, no Antigo Testamento (veja Dn 9.27; 11.31; 12.11).

O primeiro cumprimento da profecia de Daniel aconteceu em 168 a.C., com Antíoco Epifânio, quando ele sacrificou a Zeus um porco no altar do Templo sagrado e fez do judaísmo uma religião ilegal, punível com a morte. Isto incitou a guerra dos macabeus.O segundo cumprimento aconteceu quando se concretizou a predição de Jesus sobre a destruição do Templo (24.2). Dentro de poucos anos (70 d.C.), o exército romano iria destruir Jerusalém e profanar o Templo.Com base em 24.21, o terceiro cumprimento ainda está por acontecer. As palavras de Jesus se referem ao final dos tempos e ao anticristo.No final dos tempos, o anticristo irá cometer o sacrilégio final, colocando uma imagem de si mesmo no Templo e ordenando a todos que a adorem (2Ts 2.4; Ap 13.14,15).

Muitos dos seguidores de Jesus estariam vivos durante a época da destruição de Jerusalém e do Templo, em 70 d.C. Jesus advertiu os seus seguidores para que saíssem de Jerusalém e da Judéia e fugissem para os montes, cruzando o rio Jordão, quando vissem o Templo sendo profanado. Isto provaria ser para a sua proteção, pois quando o exército romano invadisse, a nação e a sua cidade principal seriam destruídas.

Mt 24.21 Jesus avisou sobre fugir rapidamente porque haverá, então, grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem tampouco haverá jamais. Grandes sofrimentos aguardavam o povo de Deus nos anos que se seguiriam.

 O historiador judeu Josefo registrou que quando os romanos saquearam Jerusalém e devastaram a Judéia, cem mil judeus foram levados prisioneiros, e um milhão e cem mil pessoas morreram assassinadas ou de fome. As palavras de Jesus também indicam, em última análise, o período final de tribulações no fim dos tempos, porque nada como isto já terá sido visto, ou será visto novamente. Ainda assim, a grande tribulação é aliviada por uma grande promessa de esperança para os crentes verdadeiros.Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 142.

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