quarta-feira, 31 de maio de 2017

Estudo livro de Exôdo (34) מחקר שמות



                             A ORDEM DIVINA  30:17-21. O Tanque.

18. Também farás um tanque de bronze. Na SBB “ bacia” . Para sermos coerentes, deveríamos traduzir “ cobre” . Era provavelmente bronze (uma liga de cobre e estanho), mas o hebraico não dispunha de um termo especial para este material. A necessidade de lavagens rituais para os sacerdotes antes da consagração e de seu comparecimento perante Deus já foi mencionada em 29:4. Aquela era apenas uma das muitas ocasiões aqui mencionadas (v. 20). O tanque (cujas dimensões não são oferecidas) era provavelmente bem pequeno: se considerarmos que apenas Arão e seus filhos o utilizavam, as dimensões de uma grande “ bacia” seriam adequadas. Em contraste, Salomão tinha dez tanques de bronze no Templo, além do chamado “ mar de bronze” , um recipiente de enormes proporções (ver 1 Rs 7). Esta é apenas uma das muitas áreas em que o projeto do Templo diferia da planta do Tabernáculo.
Em 38:8 há alguns detalhes intrigantes sobre a fonte de obtenção do metal para o tanque, que também sugerem um tamanho pequeno, além da fundição de um objeto sólido a partir do metal (sem qualquer estrutura de madeira).
Entre a tenda da congregação e o altar. O tanque deveria ficar, portanto, no grande átrio, para ser utilizado antes que os sacerdotes entrassem no Tabernáculo propriamente dito. Depois de se lavar e purificar, o sacerdote podia entrar e adorar mediante a oferenda do incenso.
Além disso, os sacerdotes certamente precisavam se lavar depois dos sacrifícios e dos rituais de sangue, de modo que o tanque também tinha valor prático. É um pouco estranho que o tanque não tenha sido mencionado juntamente com o altar de bronze e o átrio no capítulo 27. Talvez esta passagem tenha sido deslocada de uma posição anterior no livro.
O mesmo pode ser dito a respeito da descrição do altar de incenso, que não ocupa a posição mais lógica no texto atual do livro de Êxodo.R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 200-201.
No átrio do tabernáculo, havia uma bacia entre o altar de bronze e a tenda, e os sacerdotes e levitas tinham de parar lá com frequência para lavar as mãos e os pés. Se entrassem na tenda ou servissem no altar de bronze sem se lavar primeiro, corriam risco de vida.O Senhor não especificou nem o tamanho e nem o formato da bacia, assim como suas instruções também não dizem como ela era carregada quando o povo se deslocava.O tamanho e o formato da bacia não eram importantes; o que importava de fato era seu conteúdo. Dentro dela, havia água limpa, e a bacia era reabastecida ao longo do dia pelos levitas.

Nas Escrituras, a água de beber é uma imagem do Espírito de Deus (Jo 7:37-39), enquanto a água para lavar é uma imagem da Palavra de Deus (Sl 11 9:9; Jo 1 5:3; Ef 5:25-27). A bacia, portanto, tipificava a Palavra de Deus que purifica a mente e o coração daqueles que a recebem e obedecem (Jo 17:17). O fato de a bacia ser feita dos espelhos de bronze das mulheres israelitas (Êx 38:8) é prova de que ela tipifica a Palavra, pois a Palavra de Deus é comparada a um espelho (Tg 1:22-26; 2 Co 3:18).
De acordo com o sistema do Antigo Testamento, havia três formas de obter a purificação cerimonial: pela água, pelo fogo ou pelo sangue. Somos purificados da culpa do pecado pelo sangue que Jesus Cristo derramou por nós na cruz, e quando confessamos nosso pecado, esse sangue nos purifica (1 Jo 1:5 - 2:2). No entanto, quando desobedecemos a Deus, nosso coração e nossa mente tornam-se impuros por causa do pecado (ver Sl 51), e é a "lavagem de água pela palavra" (Ef 5:26) que nos restaura.

Contudo, os sacerdotes do Antigo Testamento tornavam-se impuros não ao pecar contra Deus, mas ao servir a Deus! Seus pés ficavam sujos quando andavam no átrio e no tabernáculo (não havia piso no tabernáculo), e suas mãos eram contaminadas ao manusear os sacrifícios e aspergir o sangue. Assim, suas mãos e pés precisavam ser lavados constantemente, e a bacia provia a água para essa purificação. Quando estava com seus discípulos no cenáculo, o Senhor lhes ensinou a mesma lição ao lavar os pés deles (Jo 13:1-1 5). Aquele que confia que Cristo salva, "já se banhou" (v. 10; 1 Co 6:9-11) e não precisa de outro banho, mas ao caminhar pela vida, nossos pés se sujam e precisam ser lavados. Não podemos ter comunhão com o Senhor se não somos purificados (Jo 13:8), e se não temos comunhão com o Senhor, não podemos desfrutar seu amor e nem fazer sua vontade. Quando confessamos nossos pecados, ele nos purifica, e quando meditamos na Palavra, o Espírito nos renova e restaura.

Em duas ocasiões, Davi orou pedindo: "Lava-me" (Sl 51:2, 7), e Deus respondeu a essa oração (2 Sm 12:13). Porém, Isaías disse aos pecadores de sua época: "Lavai-vos, purificai-vos" (Is 1:16), o que sugere que precisamos limpar nossa própria vida e jogar fora as coisas que nos tornam impuros. Era isso o que Paulo tinha em mente quando escreveu: "Purifiquemo-nos de toda impureza, tanto da carne como do espírito, aperfeiçoando a nossa santidade no temor de Deus" (2 Co 7:1).
Para os sacerdotes, o lavar-se na bacia não era um luxo e sim uma necessidade.Manter-se puros era uma questão de vida ou morte!
WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 311-312.

III - O LUGAR DA HABITAÇÃO DE DEUS
1. O castiçal de ouro (Êx 25.31-40).

Dentro do chamado “Lugar da Habitação de Deus”, que era a parte interior da tenda do Tabernáculo, havia dois ambientes: o primeiro é o Lugar Santo, onde ficavam o castiçal de ouro, a mesa dos pães da proposição e o altar do incenso; e o segundo é o Santo dos Santos, onde estava a Arca da Aliança, única peça desse ambiente. Estima-se que o Lugar Santo media 9 metros de extensão, e o Santo dos Santos, 4,5 metros.
O castiçal de ouro (Ex 25.31-40) era o que iluminava o interior da tenda, já que não havia janelas ali. Ele era feito com puro ouro batido e seu fogo, mantido aceso com azeite. Essa peça nos fala, prioritariamente, de Cristo, que é a Luz do Mundo (Jo 8.12), e, por extensão, da Igreja, que também é simbolizada pelo castiçal de ouro (Ap 1.12,13,20). Aliás, o próprio Jesus, antes da visão de João no Apocalipse, já havia comparado a Igreja a uma lâmpada acesa e também a chamado de “luz do mundo” (Mt 5.14-16). O apóstolo Paulo reforça essa ideia em Filipenses 2.15.
O azeite, por sua vez, é símbolo do Espírito Santo. Para que o castiçal permanecesse aceso, era preciso que seu azeite fosse renovado todos os dias. Da mesma maneira, só podemos projetar a luz de Deus sobre o mundo se formos cheios do Espírito Santo; e, por consequência, só podemos projetá-la continuamente se procurarmos estar sempre cheios do Espírito. Não à toa, o imperativo “enchei-vos do Espírito”, no original grego de Efésios 5.18, subtende a necessidade de estarmos continuamente cheios do Espírito Santo, e não apenas de vez em quando.COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 96-97.

O CANDELABRO

O castiçal de ouro puro vem a seguir, porque os sacerdotes de Deus têm necessidade de Luz bem como de alimento: e têm tanto uma coisa como a outra em Cristo. Neste castiçal não se faz menção de outra coisa que não seja ouro. "Tudo será de uma só peça, obra batida de ouro puro" (versículo 36). "As sete lâmpadas", as quais se "acenderão para alumiar defronte dele", exprimem a perfeição da luz e energia do Espírito, baseadas e ligadas com a eficácia perfeita da obra de Cristo. A obra do Espírito Santo nunca poderá ser separada da obra de Cristo. Isto é indicado, de um modo duplo, nesta magnífica imagem do castiçal de ouro. As sete lâmpadas estando ligadas à cana de ouro batido indicam-nos a obra cumprida por Cristo como a única base da manifestação do Espírito na Igreja. O Espírito Santo não foi dado antes de Jesus ter sido glorificado (comparem-se João 7: 39 com Atos 19:2 a 6). Em Apocalipse, capítulo 3, Cristo é apresentado à igreja de Sardes como Aquele que tem "os sete espíritos". Quando o Senhor Jesus foi exaltado à destra de Deus, então derramou o Espírito Santo sobre a Sua Igreja, a fim de que ela pudesse brilhar segundo o poder e a perfeição da sua posição no lugar santo, a sua própria esfera de ser, de ação e de culto.
Vemos, também, que uma das funções particulares de Arão consistia em acender e espevitar essas sete lâmpadas. "E falou o SENHOR a Moisés, dizendo: Ordena aos filhos de Israel que te tragam azeite de oliveira puro, batido, para a luminária, para acender as lâmpadas continuamente. Arão as porá em ordem perante o SENHOR continuamente, desde a tarde até à manhã, fora do véu do Testemunho, na tenda da congregação; estatuto perpétuo é pelas vossas gerações. Sobre o castiçal puro porá em ordem as lâmpadas, perante o SENHOR, continuamente" (Lv 24:1-4). Desta maneira, podemos ver como a obra do Espírito Santo na Igreja está ligada com a obra de Cristo na terra e a Sua obra no céu. "As sete lâmpadas" estavam no tabernáculo, evidentemente, mas a atividade e diligência do sacerdote eram necessárias para as manter acesas e espevitadas.
 O sacerdote necessitava continuamente dos "espevitadores" e dos "apagadores" para remover tudo que pudesse impedir o livre curso do "azeite batido". Esses espevitadores e apagadores eram igualmente feitos de "ouro batido" porque todas essas coisas eram o resultado imediato da operação divina. Se a Igreja brilha, é unicamente pela energia do Espírito, e esta energia está fundada em Cristo, que, em virtude do desígnio eterno de Deus, veio a ser, em Seu sacrifício e sacerdócio, o manancial e poder de todas as coisas para a Sua Igreja. Tudo é de Deus. Quer olhemos para dentro desse véu misterioso e contemplemos a arca com a sua coberta e as duas figuras significativas, ou admiremos o que está da parte de fora desse véu, a mesa pura e o castiçal puro, com os seus vasos e respectivos utensílios — tudo nos fala de Deus, quer seja revelando-Se em ligação com o Filho ou o Espírito Santo.
A chamada celestial coloca o leitor cristão no próprio centro de todas estas preciosas realidades. O seu lugar não está apenas no meio das" figuras das coisas que estão no céu", mas no meio das "próprias coisas celestiais". Tem "ousadia para entrar no santuário pelo sangue de Jesus". É sacerdote para Deus. O pão da proposição lhe pertence. O seu lugar é à mesa pura, para comer o pão sacerdotal, na luz. do Espírito Santo. Nada o poderá privar desses privilégios divinos. São seus para sempre. Esteja em guarda contra tudo que possa privá-lo do gozo deles.Guarde-se contra toda a irritabilidade, a cobiça, de todo o sentimento e imaginações. Domine a sua natureza, lance o mundo fora de seu coração, afugente Satanás. Que o Espírito Santo encha inteiramente a sua alma de Cristo. Então será praticamente santo e sempre ditoso. Dará fruto, e o Pai celestial será glorificado, e o seu gozo será completo.C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.

CANDEEIRO DE OURO

No trecho de Êxodo 25: 31-39 encontramos as orientações recebidas pelos israelitas para a fabricação esse item da tenda da congregação. Uma base suportava uma haste. Três braços curvados para cima, partiam dessa haste central; esses braços terminavam em seis receptáculos, em cada um dos quais havia uma lamparina; somando-se à lampana no alto da haste central, havia um total de sete lamparinas. O ouro foi o material usado para a construção do candeeiro. A haste central e os braços eram decorados com desenhos em alto relevo de florescências de amendoeira. As espevitadeiras para as lamparinas também eram feitas .de ouro. O trecho de Êxodo 37:17-24 adiciona uma segunda instrução concernente a essa questão, para garantir a perfeição da execução da obra.
 O candeeiro de ouro foi posto no Lugar Santo do tabernáculo (que vide), do outro lado da mesa dos pães da proposição. Quando o templo de Jerusalém (que vide), construído por Salomão, ficou pronto, para o mesmo foram preparados dez candeeiros de ouro, de acordo com as maiores dimensões dessa estrutura permanente. Mas, no segundo templo de Jerusalém, por razões desconhecidas, havia apenas um candeeiro. Antioco Epifânio removeu esse candeeiro de seu lugar. Quando Judas Macabeu restaurou a adoração no templo, um novo candeeiro foi provido para o mesmo. Aparentemente, o mesmo formato de candeeiro havia no templo construído por Herodes.
Simbolismo do Candeeiro de Ouro. O trecho de Apocalipse 1:12-20 exibe uma aplicação direta, ao chamar as sete igrejas de sete candeeiros. Naturalmente, em sentido primário, Cristo é o candeeiro, pois ele é a luz do mundo. E o número sete indica a perfeição de seu oficio de iluminador. VC! João 1:9. O material de que o candeeiro foi feito, o ouro, representa a preciosidade da estrutura da Igreja, bem como a divindade de Cristo (que vide). O azeite, que queimava no candeeiro, representa o Espirito Santo e seu ministério iluminador. E o Espirito Santo que nos conduz a toda a verdade (João 16:13). (NTI Z)CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 623.

CANDELABRO. A tradução da ARA para o termo hebraico mi; com pouca variação, de candeeiro, velador pedestal, o aramaico de Daniel 5.5, é traduzido do grego para “candeeiro”; a ASV e RSV trazem castiçal em sua maioria, variando às vezes com lâmpada, candeeiro, velador. Os antigos usavam lâmpadas de metal ou barro, não velas.

CANDELABRO (DE OURO) Meio de fornecimento de luz para o Tabernáculo e para o Templo.

“Castiçal” é a melhor tradução, pois os hebreus não conheciam o uso das velas da maneira que o conhecemos. Os candelabros eram, na verdade, candeeiros ou lâmpadas.

O Livro de Êxodo dá instruções sobre como confeccionar o candelabro (Êx 25.31-39): uma haste central que subia da base; três braços, que se curvavam para cima, saindo de cada lado da haste, terminando no topo em uma seqüência de recipientes, nos quais eram colocadas as lâmpadas; o material, ouro; os braços e a haste grandemente ornados com desenhos de flores de amendoeiras. E quase impossível determinar a natureza precisa dos ornamentos floridos. As “espevitadeiras e bandejas”, necessárias ao candelabro, também eram de ouro. Um modelo foi mostrado a Moisés, na montanha.
A prestação de contas sobre as instruções dadas apareceu em Êxodo 37.17-24, mediante um segundo relato de como as prescrições foram seguidas ao pé da letra.
Quando o candelabro foi terminado, ele foi colocado no Santuário do Tabernáculo, no lado sul, defronte à mesa dos pães da proposição, que ficava no lado norte. Quando o Templo de Salomão foi construído, dez candelabros de ouro foram providenciados, para harmonizarem-se com o tamanho bem maior daquela estrutura. Por razões desconhecidas, apenas um foi colocado no segundo Templo, e continuou em uso até ser removido de seu lugar por Antíoco Epifanes. Todavia, na restauração empreendida por Judas Macabeus, um novo candelabro foi feito e colocado em uso. O mesmo padrão parece ter sido observado no Templo de Herodes até Tito destruir a ele e à cidade (70 d.C.).
A simbologia do candelabro é de particular importância. A única pista segura, embora ocorra em uma passagem do NT, está em Apocalipse
1.12-20, que mostra: “os sete candeeiros são as sete igrejas”. Usar a mesma simbologia pode ter sido a intenção original do AT. O número sete apresenta ainda um problema, que pode ser resolvido se levarmos em conta que ele pode ser o número da aliança. A Igreja é composta pelo povo da aliança de Deus. O ouro representa o quanto a Igreja é preciosa aos olhos do Senhor. O azeite, como é frequente nos dois Testamentos, representaria o Espírito Santo.MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag.  890-891.

2. Os pães da proposição e o altar do incenso (Êx 25.30).

O castiçal de ouro (Ex 25.31-40) era o que iluminava o interior da tenda, já que não havia janelas ali. Ele era feito com puro ouro batido e seu fogo, mantido aceso com azeite. Essa peça nos fala, prioritariamente, de Cristo, que é a Luz do Mundo (Jo 8.12), e, por extensão, da Igreja, que também é simbolizada pelo castiçal de ouro (Ap 1.12,13,20). Aliás, o próprio Jesus, antes da visão de João no Apocalipse, já havia comparado a Igreja a uma lâmpada acesa e também a chamado de “luz do mundo” (Mt 5.14-16). O apóstolo Paulo reforça essa ideia em Filipenses 2.15.
O azeite, por sua vez, é símbolo do Espírito Santo. Para que o castiçal permanecesse aceso, era preciso que seu azeite fosse renovado todos os dias. Da mesma maneira, só podemos projetar a luz de Deus sobre o mundo se formos cheios do Espírito Santo; e, por consequência, só podemos projetá-la continuamente se procurarmos estar sempre cheios do Espírito. Não à toa, o imperativo “enchei-vos do Espírito”, no original grego de Efésios 5.18, subtende a necessidade de estarmos continuamente cheios do Espírito Santo, e não apenas de vez em quando.
O altar menor, como também era chamado, era a peça que ficava mais próxima da entrada do Santo dos Santos, separando-se da Arca da Aliança apenas pelo véu de entrada para esse último ambiente. O incenso deveria ser queimado diariamente (Ex 30.7). Deus costumava se manifestar àqueles que lhe ofereciam incenso nesse altar de ouro, como aconteceu com Zacarias, pai de João Batista, que recebeu do anjo Gabriel, mensageiro de Deus manifestado diante desse altar, o anúncio divino da concepção do seu filho João no ventre de Isabel, sua esposa, e da importantíssima missão que seu filho teria (Lc 1.8-17). O incenso simboliza a adoração, o louvor e a oração, como podemos ver claramente em Salmos 141.2 e Apocalipse 5.8 e 8.3,4.COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 96-98.

A MESA DO PÃO DA PROPOSIÇÃO

Moisés recebe em seguida instruções quanto "à mesa dos pães da proposição", ou pães de apresentação. Sobre esta mesa estava disposto o alimento dos sacerdotes de Deus. Durante sete dias os doze pães de "flor de farinha com incenso" estavam dispostos na presença do Senhor, depois do que, sendo substituídos por outros, eram o alimento dos sacerdotes, que comiam deles no lugar santo (veja-se Lv 24:5-9).
Escusado será dizer que esses doze pães simbolizam "o homem Cristo Jesus". A "fiorde farinha" da qual eram compostos, mostra a Sua perfeita humanidade, enquanto que "o incenso" indica a inteira consagração dessa humanidade a Deus. Se Deus tem os Seus sacerdotes ministrando no lugar santo, terá certamente uma mesa para eles, e uma mesa bem fornecida também. Cristo é a mesa e o pão sobre ela. A mesa pura e os doze pães mostram Cristo, presente incessantemente diante de Deus em toda a excelência da Sua imaculada humanidade e como alimento para a família sacerdotal. Os "sete dias" mostram a perfeição do gozo divino em Cristo; e os "doze pães" exprimem este gozo no homem e pelo homem. É possível que exista também a ideia de ligação de Cristo com as doze tribos de Israel e os doze apóstolos do Cordeiro.

PROPICIATÓRIO

Segue-se por sua ordem o propiciatório. Também farás um propiciatório de ouro puro; o seu cumprimento será de dois côvados e meio, e a sua largura, de um côvado e meio.
Farás também dois querubins de ouro; de ouro batido os farás, nas duas extremidades do propiciatório. Farás um querubim na extremidade de uma parte e o outro querubim na extremidade da outra parte; de uma só peça com o propiciatório farás os querubins nas duas extremidades dele. Os querubins estenderão as suas asas por cima, cobrindo com as suas asas o propiciatório; as faces deles, uma defronte da outra; as faces dos querubins estarão voltadas para o propiciatório. E porás o propiciatório em cima da arca, depois que houveres posto na arca o Testemunho, que eu te darei. E ali virei a ti e falarei contigo de cima do propiciatório, do meio dos dois querubins (que estão sobre a arca do Testemunho), tudo que eu te ordenar para os filhos de Israel (versículos 17 a 22).
Jeová declara aqui o Seu desígnio misericordioso de descer do monte ardente para tomar o Seu lugar sobre o propiciatório. Podia fazer isto, visto que a tábuas da lei estavam guardadas intactas na arca, e os símbolos do Seu poder, tanto na criação como na providência, se elevavam à direita e à esquerda como acessórios inseparáveis deste trono em que o Senhor Se havia assentado — um trono de graça fundado na justiça e sustido pela justiça e o juízo. Ali brilha a glória do Deus de Israel. Dali emanavam os Seus mandamentos suavizados e tornados agradáveis pela origem graciosa de onde saíam à semelhança do sol do meio-dia, cujos raios ao passarem através de uma nuvem vivificam e fecundam sem que o seu resplendor nos cegue."Os seus mandamentos não são pesados" quando recebidos do propiciatório, porque estão ligados com a graça que dá ouvidos para ouvir e o poder para obedecer.C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.

Êx 25.30 Os pães da proposição. Os pães da proposição eram doze, e não levavam fermento em sua fórmula (0 que é confirmado por Josefo, em Antiq. 3.6.6). Os pães eram exibidos sobre a mesa existente no Lugar Santo, um sobre outro, formando duas pilhas de seis pães em cada pilha. Esses pães simbolizavam as doze tribos de Israel (Lev. 24,8). Também representavam a unidade nacional (I Reis 18.31,32).
O uso original desses pães, no mundo pagão, era 0 oferecimento de alimentos aos deuses. Em Israel, fazia-se uma oferenda a Yahweh, em reconhecimento que Dele procede toda provisão, pelo que essa oferenda falava de gratidão pelas provisões divinas.
Tipo; O Pão da Vida. Cristo é Aquele que nutre a vida do crente como um crente- sacerdote (I Ped. 2.9; Apo. 1.5,6). O maná era símbolo do pão da vida (João 6.33-58). Jesus é a espiga de trigo (João 12.24), moído no moinho do sofrimento (João 12.27). Apresentei um bem detalhado artigo na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia intitulado Pão da Vida, Jesus Como.
Ό ato de comer os pães, por parte dos sacerdotes (Lev. 24.9), demonstrava que a comunhão espiritual sustenta a vida espiritual (John D. Hannah, in Ioc).Ό pão sagrado (I Sam. 21.4,6) era exposto diante de Deus como uma oferenda sacrificial (Núm. 4.7; Lev. 24.5-9; I Cro. 9.32; Mat. 12.4)” (Oxford Annotated Bible, in Ioc.).CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 419-420.

Ê 25 30. Os pães da proposição. O uso característico da mesa era exibir o pão “colocado perante Deus”, como esta frase poderia ser parafraseada.
Doze bolos achatados (como grandes bolachas), dispostos em duas fileiras (Lv 24:6), eram ali colocados, frescos, a cada manhã, e removidos a cada anoitecer, para serem comidos apenas pelos sacerdotes, em circunstâncias normais (1 Sm 21:6). O simbolismo não é explicado: talvez fosse um reconhecimento agradecido de que o pão cotidiano das doze tribos vinha de Deus. Certamente parece haver alguma ligação com a origem da famosa frase na oração do Senhor (Lc 11:3).
Felizmente possuímos, no Arco de Tito, uma representação esculpida desta mesa (bem como do candelabro de ouro). O modelo da escultura é o existente no Templo de Herodes, mas, a julgar pela descrição feita em Êxodo, este devia seguir bem de perto o modelo original. Sobre a mesa ainda havia alguns dos cálices de ouro usados para o incenso ou para libações derramadas ao pé do altar (v. 29), ao passo que de encontro a ela estão encostadas algumas trombetas sacerdotais. Os termos técnicos usados em Êxodo para descrever a construção da mesa são relativamente incertos devido à sua raridade. A mesa parece ter possuído escoras para apoio e pés em forma de garra, como algumas mesas modernas, a julgar pelo Arco de Tito.R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 186.

Sobre a mesa na presença de Deus devia ficar continuamente o pão da proposição (30). Eram os “pães da Presença” (NVT). Não eram alimentos para Deus, mas símbolos do pão espiritual pelo qual Israel seria alimentado. Por sua qualidade, os pães lembravam que os israelitas dependiam de Deus para satisfação das necessidades cotidianas. Havia 12 pães, representando todas as tribos. Os pães tinham de ser substituídos todos os sábados (Lv 24.5,8). O pão da proposição também significava a comunhão ininterrupta do povo de Deus com Ele. O pão indicava Cristo, o Pão Vivo (Jo 6.35).Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 209.

O ALTAR DE INCENSO NÃO MENCIONADO

Deparamos agora com o altar de cobre que estava à porta do tabernáculo, e quero chamar a atenção do leitor para a ordem seguida pelo Espírito Santo nesta parte do livro. Já fizemos notar que a passagem compreendida entre o capítulo 25 e o versículo 19 do capítulo 27 forma uma parte distinta, que nos dá uma descrição da arca e do propiciatório, da mesa e do castiçal, das cortinas e do véu, e, por fim, do altar de cobre e do pátio em que estava esse altar colocado. Lendo os versículos 15 do capítulo 35, 25 do capítulo 37 e 26 do capítulo 40, vemos que o altar do incenso está mencionado entre o castiçal e o altar de cobre. Ao passo que, quando o Senhor dá instruções a Moisés, o altar de cobre é introduzido imediatamente depois do castiçal e das cortinas do tabernáculo. Ora, visto que deve haver uma razão divina para esta diferença, é privilégio de todo o estudioso inteligente e aplicado da Palavra de Deus indagar qual era essa razão.
Qual é a razão, portanto, por que o Senhor, quando dá instrução quanto aos adornos do "santuário", omite o altar de incenso e passa ao altar de cobre que estava à porta do tabernáculo*?- A razão, presumo, é simplesmente esta: descreve primeiro a maneira em que há de manifestar-Se ao homem, e depois indica a forma de o homem se aproximar de Si. Tomou o Seu lugar no trono; como o "Senhor de toda a terra" (Js 3:11 e 13): os raios da Sua glória estavam ocultos atrás do véu—figura da carne de Cristo (Hb 10:20); porém, fora do véu, estava a manifestação de Si Mesmo, em ligação com o homem, na "mesa pura", e, pela luz e poder do Espírito Santo, representados no castiçal. Depois vem o caráter de Cristo como homem aqui na terra, representado nas cortinas e nas cobertas do tabernáculo. 
E finalmente temos o altar de cobre como a grande exibição do lugar de encontro entre o Deus santo e o pecador. Isto leva-nos, com efeito, à extremidade, de onde voltamos na companhia de Arão e seus filhos, ao santuário, o lugar normal dos sacerdotes, onde estava o altar do incenso. Desta forma a ordem é notavelmente formosa. Do altar de ouro, não se faz menção antes que haja sacerdote para queimar incenso sobre ele, porque o Senhor mostrou a Moisés o modelo das coisas nos céus segundo a ordem em que estas coisas devem ser atendidas pela fé. Por outra parte, quando Moisés dá instruções às consagrações (capítulo 35), quando dá conta dos trabalhos de Bezaleel e Aoliabe (capítulos 37 e 38), e quando levanta o tabernáculo (capítulo 40), segue simplesmente a ordem em que os utensílios estavam colocados.

O ALTAR DE COBRE

O prosseguimento deste estudo tão interessante, e o confronto das passagens acima mencionadas, recompensarão amplamente o leitor. Passemos agora ao altar de cobre.
Este altar era o lugar onde o pecador se aproximava de Deus, pelo poder e em virtude do sangue da expiação. Estava colocado à porta do tabernáculo da "tenda da congregação", e sobre ele era derramado todo o sangue dos sacrifícios. Era construído de "madeira de cetim e cobre". A madeira era a mesma do altar de ouro do incenso, mas o metal era diferente, e a razão desta diferença é obvia. O altar de bronze era o lugar onde o pecado era tratado segundo o juízo divino. 
O altar de ouro era o lugar onde o perfume precioso da aceitabilidade de Cristo subia para o trono de Deus. A "madeira de cetim", como figura da humanidade de Cristo, era a mesma num caso e no outro; porém no altar de cobre vemos Cristo sob o fogo da justiça divina; no altar de ouro vemos como Ele satisfaz os afetos divinos. No primeiro, o fogo da ira divina foi apagado, no último, o fogo do culto sacerdotal é aceso. A alma deleita-se de encontrar Cristo tanto num como no outro; porém o altar de cobre é o único que responde às necessidades de uma consciência culpada, como a primeira coisa para um pobre pecador desamparado, necessitado e convicto. Não é possível haver paz sólida, quanto à questão do pecado, enquanto o olhar da fé não descansar em Cristo como o antítipo do altar de cobre. É necessário que eu veja o meu pecado reduzido a cinzas na fornalha desse altar, antes de poder gozar de paz de consciência na presença de Deus. É quando sei, pela fé no testemunho de Deus, que Ele Próprio tratou do meu pecado na Pessoa de Cristo, no altar de cobre—que deu satisfação a todas as Suas justas exigências —, que tirou o meu pecado da Sua santa presença, de modo que nunca mais pode voltar, que posso gozar paz divina e eterna — e não antes.C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.

ÊX 30.1 O ALTAR DE INCENSO.
 Seus materiais de construções, dimensões, provisões para transporte e significados são comentados no artigo, permitindo um trata- mento mais abreviado aqui. O leitor perceberá que as descrições do presente texto são semelhantes às de 25.1-30, onde anotações detalhadas são ofereci- das.
O Altar de Incenso era um móvel como todos os outros itens do Tabernáculo; era feito dos mesmos materiais do Altar de Bronze, mas recebeu uma camada superior diferente. Era comparativamente pequeno, sendo 1 1/2 pés quadrados (= 45 cms.) e somente 3 pés de altura (= 90 cms.). Tinha chifres como o Grande Altar e podia ser facilmente transportado, sendo que tinha argolas de ouro para receber varas de transporte. Israel, marchando através do deserto, levava o Tabernáculo e todos os seus móveis, de lugar em lugar. O modus operando da construção do Tabernáculo e de suas peças permitia um transporte fácil, que falava de impermanência.
Tipologia. “O Altar de Incenso era um tipo de Cristo, nosso intercessor (João 17.17- 26; Heb. 7.25); através dele nossas orações ascendem a Deus (Heb. 13.15; Apo. 8.3,4). O Altar simboliza nossos sacrifícios, louvores e adoração (Heb. 13.15)” (Scofieid Reference Bible, in loc.).
Êx 30.2 Dimensões. Tinha aproximadamente meio metro de lado e um de altura, com pontas em forma de chifres nos quatro cantos. Os chifres foram esculpidos nos cantos do altar, não sendo peças separadas embutidas, seguindo o mesmo modo de construção do Grande Altar (ver 27.2). Os chifres foram tipos de pináculos que se elevavam dos cantos, apontando para o céu. Foram itens decorativos e simbólicos. A oração sobe para o céu com a fumaça do incenso. Côvado. Aproximadamente 18 polegadas (= 45 cm).CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 439.

30:1-10. O ALTAR DE INCENSO.
1. Um altar para queimares nele o incenso. Este altar era de um tipo e tamanho bem conhecidos no mundo antigo. Tinha o formato de uma pequena pilastra truncada, com pequeninos chifres nos quatro cantos. Como os outros objetos no Tabernáculo, era feito de madeira de acácia, revestido de ouro, e possuia argolas laterais através das quais varais podiam ser colocados para seu transporte (v. 4).
6. O altar de incenso ficava no “ lugar santo” , dentro do Tabernáculo, em frente ao véu que delimitava o Santo dos Santos (Hb 9:4 localiza o altar de incenso atrás do véu, junto à Arca, mas isso é pouco provável). Por outro lado, o altar do sacrifício precisava, por natureza, ficar ao ar livre, no meio do átrio. Por ficar distante da presença imediata de Deus, podia ser revestido de bronze (27:2).
7. Arão queimará sobre ele o incenso aromático. Duas vezes por dia o incenso deveria ser oferecido pelo sacerdote sobre este altar em miniatura, quando viesse verificar o pavio e o azeite das lâmpadas. A composição especial do incenso sagrado (proibida a outras) será descrita nos versículos 34-38. É claro que, como demonstrado em Números 16:17, o incenso poderia ser oferecido à parte de qualquer altar, sendo queimado nos incensários; este altar específico, todavia, só poderia ser usado para o incenso. Em vista de sua posição dentro do Tabernáculo, e não ao ar livre, tal provisão era bastante inteligente.
10. Uma vez no ano Arão fará expiação sobre os chifres do altar.
Cf. 29:36 quanto à expiação pelo altar. Este versículo é extremamente importante, pois se refere sem maiores explicações ao ritual do Dia da Expiação, mencionado fora daqui apenas em Levítico (23:27), e frequentemente considerado, portanto, uma inovação bem mais recente.R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 199. estudaalicao.blogspot.com.)
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

Estudo livro de Exôdo (33) מחקר שמות

                   ESTUDO E COMENTARIO LIVRO DO EXÔDO 
                                        ADORAÇÃO NO DESERTO 
      
                                               A ORDEM DIVINA

Este capítulo é o começo de um dos mais ricos filões da mina inesgotável de inspiração—um veio no qual cada pancada do alvião descobre riquezas incontáveis. Sabemos qual é o único alvião com o qual podemos trabalhar numa tal mina, a saber, o ministério distinto do Espírito Santo. A natureza humana nada pode fazer aqui. 
A razão é cega e a imaginação completamente inútil; a inteligência mais elevada, em vez de estar em estado de interpretar os símbolos sagrados, parece-se mais a um morcego ante o resplendor do sol, chocando-se contra os objetos que é inteiramente incapaz de discernir. Devemos obrigar a razão e a imaginação a ficarem a parte, enquanto, com um coração puro, um olhar sensato e pensamentos reverentes entramos nos recintos santos e contemplamos fixamente o mobiliário cheio de significado. Deus o Espírito Santo é o único que nos pode guiar através dos recintos da casa do Senhor e de interpretar para as nossas almas o verdadeiro significado de tudo que se apresenta à nossa vista. Querer dar a sua explicação com o auxílio de faculdades não santificadas seria mais absurdo do que tentar reparar um relógio com as tenazes e o martelo de um ferreiro. "As figuras das coisas que estão no céu" (Hb 9:23) não podem ser interpretadas pela mente natural, ainda mesmo a mais cultivada. Devem ser lidas à luz do céu.

O mundo não tem nenhuma luz que possa revelaras suas belezas. Aquele que produziu as figuras é o único que pode explicar o que elas significam. E Aquele que deu os símbolos é quem pode interpretá-los.

Para a vista do homem parecerá que há irregularidade na maneira como o Espírito apresenta o mobiliário do tabernáculo; mas, na realidade, como poderia esperar-se, existe a mais perfeita ordem, a precisão mais notável e a exatidão mais minuciosa. Desde o capítulo 25 ao capítulo 30, inclusive, temos uma parte distinta do Livro do Êxodo. Esta parte subdivide-se em duas partes, das quais a primeira termina no versículo 19 do capítulo 27, e a segunda no fim do capítulo 30. 
A primeira começa com a descrição da arca do concerto, dentro do véu, e termina com o altar de bronze e o átrio no qual o altar devia ser posto. Quer dizer, dá-nos, em primeiro lugar, o trono do juízo do Senhor, sobre o qual Ele se assentava como Senhor de toda a terra; e este trono conduz-nos àquele lugar onde o Senhor encontra o pecador em virtude e com base na obra de uma expiação consumada. Depois, na segunda parte temos a maneira de o homem se aproximar de Deus—os privilégios, as honras, e as responsabilidades daqueles que, como sacerdotes, podem aproximar-se da presença Divina para prestarem culto e gozarem da Sua comunhão. Deste modo a ordem é perfeita e bela. Como poderia ser de outro modo, visto que é divinal A arca e o altar de bronze apresentam, em certo sentido, dois extremos. A primeira era o trono de Deus estabelecido em "justiça e juízo" (SI 89:14). A última era o lugar onde o pecador podia aproximar-se, porque "a misericórdia e a verdade" iam adiante do rosto de Jeová. O homem, por si mesmo, não ousava aproximar-se da arca para se encontrar com Deus, porque o caminho do santuário não estava ainda descoberto (Hb 9:8).

Porém, Deus podia vir ao altar de bronze para encontrar o pecador. "A justiça e o juízo" não podiam admitir o pecador no santuário; mas a misericórdia e a verdade podiam fazer sair Deus—não envolto naquele resplendor irresistível e majestade com que costumava brilhar do meio das colunas místicas do Seu trono—"os querubins de glória"—, mas rodeado daquele ministério gracioso que nos é apresentado, simbolicamente, no mobiliário e nas ordenações do tabernáculo.
Tudo isto nos pode muito bem recordar o caminho que percorreu Aquele bendito Senhor que é o antítipo de todos estes símbolos-a substância destas sombras. Ele desceu do trono eterno de Deus no céu até à profundidade da cruz no Calvário. Deixou toda a glória do céu pela vergonha da cruz, a fim de poder conduzir o Seu povo remido, perdoado e aceite por Si Mesmo, e apresentá-lo inculpável diante daquele próprio trono que Ele havia abandonado por amor deles. O Senhor Jesus preenche, em Sua própria Pessoa e obra, todo o espaço entre o trono de Deus e o pó da morte, assim como a distância entre o pó da morte e o trono de Deus.
N'Ele Deus desceu, em perfeita graça, até ao pecador, e n'Ele o pecador é conduzido, em perfeita justiça, até Deus. Todo o caminho, desde a arca ao altar, está marcado com as pegadas do amor; e todo o caminho desde o altar de bronze até a arca de Deus estava salpicado com sangue da expiação; e todo adorador ao passar por esse caminho maravilhoso vê o nome de Jesus impresso em tudo que se oferece à sua vista. Que este nome venha a ser o mais precioso de nossos corações! Vamos proceder agora ao exame dos capítulos que se seguem.
E interessante notar que a primeira coisa que o Senhor revela a Moisés é o Seu propósito gracioso de ter um santuário ou santa habitação no meio do Seu povo — um santuário formado de materiais que indicavam Cristo, a Sua Pessoa, a Sua obra, e o fruto precioso dessa obra, como os vemos à luz, no poder e diversas mercês do Espírito Santo. Além disso, estes materiais eram o fruto fragrante da graça de Deus — as ofertas voluntárias de corações consagrados. Jeová, cuja Majestade o céu dos céus não poderia conter (l Rs 8:27), achava o Seu agrado em habitar numa tenda erigida para Si por aqueles que nutriam o desejo ardente de saudar a Sua presença no meio deles. Este tabernáculo pode ser considerado de duas maneiras; primeira, como uma "figura das coisas celestiais"; e, segunda, como uma figura profundamente significativa do corpo de Cristo. Os vários materiais de que se compunha este tabernáculo serão apresentados à nossa consideração à medida que formos desenrolando o assunto. Portanto, vamos considerar os três assuntos mais importantes que este capítulo põe diante de nós, a saber: a arca, a mesa e o castiçal.C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.

Um santuário. Ou seja, o tabernáculo, lugar onde a presença de Deus poderia manifestar-se de modo especial. O termo santuário refere-se á inteira área sagrada fechada, incluindo o átrio. Foram baixadas instruções divinas quanto à sua construção (Êxo. 25.9,40; 26.30; 27.8). Deus foi o seu arquiteto. O trecho de I Crô. 28.19 diz-nos que houve algum modelo divino envolvido na estrutura, e que os judeus tolamente imaginaram que havia um tabernáculo paralelo mais elevado, no próprio céu, e que foi copiado do tabernáculo terrestre. Essa ideia, parecida com a dos universais e os particulares de Platão, é ventilada em Heb. 9.23 ss, onde há notas completas no Novo Testamento Interpretado. “A noção de um modelo celestial de templos, objetos de culto e leis é universal no antigo Oriente Próximo” (J. Edgar Parke, in Ioc.). “Assim como a obra de criação precisou de sete dias, e assim como a edificação do segundo templo ocupou sete anos (I Reis 6.38), assim também a ereção do tabernáculo precisou de sete meses (cf. Êxo. 19.1 ss.; 24.18; 34.28; 40.17). A narrativa de Êxo. 39.1-31 divide-se em sete parágrafos, assinalados pela expressão ‘e Yahweh ordenou a Moisés’; 0 que também se vê em Êxo. 40.17-32. O editor arranjou a série de comandos em sete seções (25.1 ss.), cada qual começando com as palavras ׳e Yahweh falo u a Moisés, dizendo. Alguma s das seções, por sua vez, estão subdivididas em sete partes, cada qual começando pelas palavras ‘e farás”. (J. Coert Rylaarsdam, in Ioc.). Assim, 0 registro escrito foi feito com grande previsão e execução, visto estarem sendo tratadas questões de grande importância.
Para que eu possa habitar no meio deles. Um lugar onde a presença divina pudesse ter comunhão com os homens, na verdade um lugar humilde em comparação com as riquezas do culto do Egito e de outras nações, mas um lugar onde havia reais manifestações da divindade, e não próprias da idolatria. Ver também Êxo. 29.42-46; 40.34-38 quanto à ênfase sobre a habitação entre os homens. Como é claro, isso tipificava a encarnação do Logos (João 1.1,14), a habitação maior e 0 acesso superior (ver no Dicionário 0 verbete Acesso, como também 0 trecho de Atos 7.48).
O Tipo. No artigo intitulado Tabernáculo, no Dicionário, em sua décima seção, apresento as principais lições espirituais e os tipos envolvidos na estrutura e em seu culto. Adiciono aqui algumas notas sobre o tipo envolvido:
Um Tipo Tríplice:

1. A Igreja (o tabernáculo ou templo do Novo Testamento) é o lugar da habitação do Espírito de Deus (Êxo. 25.8; Efé. 2.19-22).
2. O tabernáculo tipificava o crente individual, por igual modo (II Cor. 6.16).
3. Em seus vários itens de construções e de mobiliário, representava vários aspectos do caráter, do poder e das graças de Cristo, sendo uma figura de coisas celestiais (Heb. 9.23,24).
Assim, na arca, feita de madeira revestida de ouro, temos o símbolo da natureza divino-humana de Cristo. Sua lei tem paralelo na lei do Espírito, implantada no coração do crente. A ressurreição é tipificada na vara de Arão que floresceu (Núm. 17.10). O propiciatório ou tampa da arca refere-se à graça da expiação.

SIMBOLISMOS DO TABERNÁCULO

1. Da igreja como a habitação de Deus através do Espírito: Êxo. 25.8; Efé. 2.19-22
2. Do crente: II Cor. 6.16
3. Uma figura das coisas nos céus: Heb. 9.23,24
4. O propiciatório, 0 trono de Deus; Seu lugar de manifestação: Gên. 3.24; Eze. 1.6; Rom. 3.15
5. A encarnação de Cristo: Col. 1.19
6. Graus de acesso a Deus, simbolizados por suas três cortinas e compartimentos internos. As divisões foram anuladas em Cristo: Heb. 10.10 ss.
7. A auto-revelação divina e o progresso em revelação: Apo. 21.3. A revelação traz a salvação como seu maior benefício.
8. O tabernáculo era o centro da vida de Israel. As tribos acampavam ao redor dele. Quando substituiu o tabernáculo, 0 Templo se tornou 0 centro da atenção de Israel. Na época no Novo Testamento, 0 Espírito transforma cada pessoa em um templo e ali habita.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 414; 416.

II - O PÁTIO DO TABERNÁCULO
1. O pátio "Farás também o pátio do tabernáculo” (Êx 27.9).

Deus ordenara que o Tabernáculo deveria ter um pátio (Ex 27.9). Esse pátio tinha formato retangular e media cerca de 22 metros de largura por 45 metros de comprimento (Ex 27.18). Ele era cercado por cortinas e havia uma única entrada para ele. O pátio cercado por cortinas simbolizava a separação que deve haver para a adoração a Deus. Como bem explica Matthew Henry, “o pátio era um tipo da igreja, fechada e separada do resto do mundo, encerrada por colunas, indicando a estabilidade da igreja, fechada com o linho limpo, que está escrito que é a justiça dos santos (Ap 19.8). Este eram os átrios pelos quais ansiava Davi e onde ele anelava residir (SI 84.2,10), e onde o povo de Deus entrava com louvor e agradecimentos (SI 100.4)”.A porta única de entrada para o pátio representava Cristo, que é a única Porta de acesso a Deus, o único Caminho para o céu (Jo 10.9; 14.6).COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 93.

TEMPLO (ÁTRIOS)
Quatro átrios faziam parte do templo de Jerusalém:

1. O átrio dos gentios. Era assim chamado porque os gentios podiam entrar no mesmo, mas não mais adiante, sob pena de morte. Simbólico e espiritualmente, esse átrio mostrava que os gentios tinham um acesso apenas limitado à adoração e ao serviço de Deus. Eles não podiam adentrar o santuário, e, muito menos ainda, o Santo dos Santos.
Porém, em Cristo todas essas barreiras foram derrubadas.Agora há acesso a todos os crentes, até o trono de Deus (Heb. 10: 19,20), por intermédio do Caminho, que é Cristo.

Temos acesso mediante o sangue de Cristo, o novo e vivo caminho que nos foi aberto. Agora Cristo é o nosso Sumo Sacerdote, e nós somos um reino de sacerdotes (Apo. I: 6; 5: 10). Mais do que isso, o crente tomou-se um templo do Espírito de Deus (I Cor. 3: 16), e a Igreja, coletivamente falando, é o templo para habitação de Deus, em Espírito (Efé. 2: 19,20).

2. O átrio de Israel. Os homens de Israel tinham o direito de admissão a esse átrio. Esse átrio representava um outro nível de acesso. Embora participassem da adoração no templo, os israelitas comuns não tinham acesso ao Santo dos Santos. Somente o sumo sacerdote, e isso mesmo apenas uma vez por ano, podia entrar ali, a fim de cumprir a expiação simbólica sobre o propiciatório. Ver Exo. 30: 10.

3. O átrio dos sacerdotes. Era nesse átrio que ficava o altar dos holocaustos, e onde os sacerdotes e levitas exerciam o seu ministério. Esse átrio representava ainda um outro nível de acesso a Deus, embora ainda não o mais elevado. Até mesmo o Santo dos Santos era mero símbolo e acesso preliminar. Portanto, o templo de Jerusalém, com suas muitas divisões e níveis de acesso, servia de tipo de um acesso gradual a Deus. O evangelho de Cristo elimina todas as divisões. Ver Efé. 2: 17 ss. O Espírito Santo confere aos crentes o mais pleno acesso.
4. O átrio das mulheres. Esse átrio ficava um pouco mais próximo do santuário do que o átrio dos gentios. O átrio das mulheres era posto à disposição das mulheres israelitas. No entanto, em Cristo não há qualquer distinção entre homem e mulher, no que concerne a privilégios espirituais (Gál, 3:28). Essa é uma doutrina revolucionária, exposta pelo cristianismo. Ver o artigo geral sobre Templo de Jerusalém o que provê uma ótima ilustração onde o leitor pode notar os vários átrios, sua configuração, etc.CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 338.

27:9-19.0 ÁTRIO.

9. O átrio do Tabernáculo. Esta área externa cercada provavelmente correspondia, como sugerido, a algo como um “ curral” . No que diz respeito ao Tabernáculo, o átrio marcava os limites externos de sua santidade (cf. os demarcadores colocados ao redor do Sinai no dia em que Deus desceu e Se revelou ali, (19:12). O futuro Templo em Jerusalém teria paredes para demarcar seus átrios. No deserto, a divisão correspondente era formada de uma série de postes que sustentavam pedaços de tecido, formando uma espécie de tela protetora como a usada hoje em dia ao redor de quadras de tênis. Seu propósito era oferecer uma área ampla ao ar livre (50m x 2Sm) onde o sacrifício pudesse ser realizado e outros ritos de natureza pública pudessem acontecer. Como o Tabernáculo propriamente dito ocupava apenas seis por cento da área do átrio, havia espaço de sobra, já que a época da Lei desconhecia as vastas multidões que lotavam os átrios do Templo em dias futuros (Is 1:12). Como em templos chineses na atualidade, só se ia ao Tabernáculo de YHWH com algum propósito específico, e normalmente só por ocasião de alguma festa religiosa. Em dias mais recentes, o número de átrios se multiplicou: aqui havia apenas um.
18. E cinco côvados de alto. A “ cerca” ao redor do átrio parece ter tido dois metros e meio de altura (ninguém poderia olhar por sobre ela), mas possuía uma abertura em um dos lados, que funcionava como porta.19. Todas as suas estacas. As estacas firmavam a estrutura como , um todo, tal .como o fazem hoje com grandes tendas ou toldos.R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 191.

O Átrio do Tabernáculo. 27: 9-19.

Uma área retangular, com 45,72 ms de comprimento por 22,86 ms de largura, rodeava o Tabernáculo. Estava envolvida por cortinas de linho branco, com 1,68 ms de altura, suspensas sobre colunas. Havia vinte colunas para cada um dos lados mais extensos e dez para os mais curtos. As colunas, ou estacas, eram de bronze com capitéis de prata (38:17), e se encaixavam em soquetes ou bases de bronze. As cortinas estavam presas às colunas por meio de ganchos de prata que se enganchavam sobre filetes ou cintas de prata das colunas. Cordas e pregos de bronze mantinham as cortinas esticadas (38:20). A entrada deste átrio ficava do lado oriental. Ali as cortinas se estendiam por 6,86ms de cada canto, deixando 9,14 ms para a entrada. A entrada se fechava com uma cortina de tapeçaria bordada, como a cortina da entrada do próprio Tabernáculo.
Charles F. Pfeiffer. Comentário Bíblico Moody. Editora Batista Regular Êxodo. pag. 68-69.

2. O altar dos holocaustos.

A primeira coisa que era vista pela pessoa que adentrava o pátio era o Altar dos Holocaustos, que era feito de madeira de cetim (acácia) coberta de bronze e seu formato era de um quadrado com 2,25 metros de cada lado por 1,35 metro de altura (Ex 27.1,2). Era ali que os animais eram imolados em sacrifício para expiação dos pecados. O sangue das vítimas era colocado nas pontas do altar e o restante dele, derramado na sua base (Lv 4.7). O Comentário Bíblico Beacon afirma que as pontas projetadas nos quatro cantos do altar “tinham provavelmente a forma de chifre de animal”, o que fazia deles, conforme o costume da época, “símbolos de poder e proteção”. Donald Stamps acrescenta que simbolizavam, portanto, “o poder e a proteção através do sacrifício”, conforme pode ser visto nas passagens de 1 Reis 1.50,51 e 2.28, e Salmos 18.2.
Matthew Henry lembra que tanto os animais sacrificados sobre o altar como a própria constituição do altar com madeira coberta de cobre (ou bronze, que nada mais é do que a liga de cobre e estanho) apontam para Cristo:
Este altar de cobre era um tipo de Cristo. [...] A madeira teria sido consumida pelo fogo do céu, se não tivesse sido protegida pelo cobre. E a natureza humana de Cristo não teria suportado a ira de Deus, se não fosse sustentada pelo poder divino. Cristo santificou-se pela sua Igreja, assim como o seu altar (Jo 17.9). E pela sua mediação Ele santifica os serviços diários do seu povo, que também tem o direito de comer deste altar (Hb 13.10), pois ali servem como sacerdotes espirituais. Às pontas deste altar, os pobres pecadores fogem em busca de refúgio, quando a justiça os persegue, e ali estão a salvo, em virtude do sacrifício ali oferecido.
Varas colocadas em argolas na estrutura do altar tinham a finalidade de propiciar o seu transporte pelos levitas (Ex 27.6,7), assim como acontecia com toda a mobília do Tabernáculo, que era móvel, com toda a sua estrutura desmontável. O altar era oco (Êx 27.8) e, como frisa o Beacon, “considerando que Israel só devia fazer altares de terra ou com pedras naturais, sem uso de instrumentos de ferro (Ex 20.24,25), julgamos que este altar semelhante a caixa era cheio de terra sempre que Israel assentava acampamento” e que “os animais sacrificiais eram colocados em cima da terra que enchia a armação de madeira e bronze”.As instruções de Êxodo 20.24-26 sobre a construção de altares é bastante interessante. Diz Deus:
Um altar de terra me farás e sobre ele sacrificarás os teus holocaustos, [...] [e] virei a ti e te abençoarei. E, se me fizeres um altar de pedras, não o farás de pedras lavradas; se sobre ele levantares o teu buril, profaná-lo-ás. Não subirás também por degraus ao meu altar, para que a tua nudez não seja descoberta diante deles.
Sobre esse final, é curioso ver o cuidado de Deus com os detalhes; especificamente aqui, o cuidado para que alguém não se apresentasse diante dEle e do povo mostrando, mesmo que de modo involuntário, a sua nudez. Aliás, esse cuidado pode ser visto até na roupa dos sacerdotes, que era extremamente composta, formal e — devido à importante função que exerciam -— tinha também, claro, a sua imponência, além dos simbolismos (Ex 28.4-43).
Diante desse cuidado divino, não há como não pensar nos dias de hoje, quando muitos acham que podem cultuar a Deus em público (não estamos falando aqui do privado) de qualquer maneira, mesmo com roupas que revelam a sua nudez. Ninguém está dizendo aqui que as pessoas devem ir para a igreja agora com as vestes dos sacerdotes do Antigo Testamento ou somente com roupas extremamente formais. A questão aqui são a compostura e a decência na Casa de Deus, que muitas vezes são esquecidas.
Quanto aos demais detalhes dessa instrução sobre os altares em Êxodo 20, a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal traz uma importante reflexão: [Deus] [...] concedeu-lhes instruções específicas sobre construção de altares, pois desejava controlar o modo de oferecer os sacrifícios.
Para evitar que a idolatria pervertesse a adoração, Deus não permitiu que as pedras do altar fossem de alguma forma cortadas ou modeladas. Também não permitiu que o povo construísse um altar em qualquer lugar. Tal atitude visava a impedir que iniciassem suas próprias religiões ou mudassem o modo como Deus desejava que as coisas fossem feitas. Deus não é contra a criatividade, mas Ele não admite que criemos a nossa própria religião.
Como observa também o Comentário Bíblico Beacon, “a simplicidade do altar [de terra] fazia o homem tirar a atenção de si mesmo e das coisas materiais para [voltar-se para] o Deus Exaltado. [...] [E] o uso de pedras em sua forma natural impedia que, nesta época, Israel fizesse embelezamentos artísticos, provavelmente por causa do perigo de idolatria”. Ou seja, o princípio aqui é claro: Deus não é contra a criatividade, mas é preciso ter cuidado para que, em nome da nossa criatividade, não percamos a simplicidade ou mesmo subvertamos o modelo bíblico do culto a Deus. Quando Deus permitiu que Israel tivesse altares mais elaborados, que foram justamente o Altar dos Holocaustos e o Altar do Incenso, estes foram burilados conforme a determinação divina (Ex 27.1-8; 30.1-5).COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag.
 93-96.

ALTAR
Lugar de se entrar em contato com o poder divino ou com os mortos, por meio de um sacrifício (ver o artigo) e de oferendas (ver o artigo). As religiões primitivas supunham que o altar de uma divindade seria o lugar onde ela manifestava a sua presença. O altar (do latim, altus, estrutura elevada), presumivelmente chamava a atenção do poder invocado.
Oferendas eram postas nessas estruturas a fim de aplacar ou solicitar o favor do deus do altar.
I. Altares pagãos. Eram de muitos tipos, formatos e dimensões. Na Idade do Bronze Antiga, alguns altares eram de meras pedras arrumadas. Na Idade do Bronze Moderna, alguns altares eram retangulares, feitos de tijolos ou' de pedras, erguidos com cimento de argila. Alguns altares eram estruturas imensas, e outros eram pequenos. Montões de pedras também serviam de altares, entre os povos pagãos.
II. Semitas. Eram similares aos altares acima descritos, em diferentes épocas. Altares foram edificados por Noé (Gên. 8:20), Abraão, em Siquém(Gên. 12:7), Isaque, em Beerseba (Gên. 26:25), Jacó. em Siquêm (Gên. 33:20) e em Betel (Gên. 35:7), Moisés, em Refidim (Êxo, 17: 15) e Horebe (Êxo, 24:4). Na cultura semita, os altares usualmente eram erigidos com propósitos sacrificiais, mas não exclusivamente.
Muitos eram feitos de rocha natural, com canais para que escorresse o sangue; ou eram montes de terra ou rochas escavadas, com valetas ao redor, com o mesmo propósito. Cria-se que o sangue derramado sobre o altar estava carregado com o poder da divindade, sendo assim útil para vários ritos de purificação e busca de poder.

III. ALTAR DO TABEMÁCULO. Na verdade, dois eram os altares do tabernáculo. Um deles, que ficava na metade oriental do trio, era de «bronze.. (influência fenícia, dizem alguns), recoberto de madeira de acácia (Exo. 27:1-8). As suas dimensões eram 2,5 m x 2,5 m x 1,5 m. Era o altar dos holocaustos. Tinha chifres que se projetavam nas pontas, bem como argolas e varas para ser transportado. Não havia topo, e talvez contasse com uma armação gradeada de metal, cheia de terra, o que explica como era resistente ao fogo ali posto. O segundo desses altares era menor, com 0,5 m x 0,5 x 1,0 m, de madeira de acácia recoberto de ouro (Êxo, 30:1-10). Tinha quatro chifres e uma borda de ouro, com argolas e varas para ser transportado. Era o altar do incenso, símbolo de nossas orações e intercessões (Lev. 16: 12).CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 1. Editora Hagnos. pag. 122-123.

ALTAR (mia; local de sacrifício, plataforma elevada).

1. O nome. A palavra comum em latim para altar era ara. Os termos altare ou altariwn, dos quais nosso termo em português deriva, são posteriores, criados no ambiente eclesiástico. Era um substantivo formado a partir do adjetivo altos, que significa “elevado” e implica na ideia de alguma estrutura alta, com um topo plano, sobre o qual eram colocadas as ofertas para uma divindade ou eram feitos sacrifícios.
O termo grego comum era bomós, o qual aparentemente deriva-se de baino, “vir” ou “ir”. Assim, o significado básico seria “aproximar”, visto que se aplicava originalmente a qualquer plataforma elevada sobre a qual se colocava algo — como, por exemplo, um estacionamento alto para carruagens (Ilíada 8.441) ou a base de uma estátua (Odisseia 7.100). Aparentemente os antigos sentiram a necessidade de acrescentar o adjetivo hieros (“santo”) quando o termo bomos era usado para indicar um altar propriamente dito. No NT, este termo grego é empregado apenas uma vez, justamente em referência ao altar ateniense dedicado ao deus desconhecido. O termo marca a característica de Paulo de adaptar seu discurso à sua audiência não cristã (At 17.23).
As outras 21 ocorrências da palavra altar no NT (H. Cremer as relaciona em sua obra Biblico-Theological Lexicon of New Testament Greek, 292) representam uma palavra que parece ter sido emprega na LXX como a tradução literal da palavra hebraica comum para altar. O termo é thusiastêrion, derivado de thuo (“sacrificar”). A palavra hebraica, da qual Gesenius (Lexicon, 258) lista 401 ocorrências, é mizbêah, um substantivo derivado de zãbah (“sacrificar”). Portanto, o significado fundamental do termo hebraico é o local elevado onde o sacrifício era feito, embora tenha passado a ser usado para qualquer forma de mesa de oferta, como o “altar do incenso” (Êx 30.1-10).MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 236.

27:1-8. O ALTAR. Conforme ressaltado por Napier, há um constante movimento em direção ao exterior na ordem de descrição dos objetos.
Primeiro há a descrição da arca, na parte mais sagrada do Tabernáculo, e do candelabro, na parte mais ampla do Tabernáculo. Aí o movimento cessou por um pouco, para descrever a construção do Tabernáculo. Uma vez fora da tenda, caminhamos em direção ao altar, e ao átrio em que ele ficava. Quanto mais nos afastamos do centro, menos preciosos se tornam os materiais, e menos complexa a estrutura. Mais uma vez o simbolismo é claro.
1. O altar de madeira de acácia. Para permitir sua mobilidade, o altar foi feito de chapas de madeira de acácia revestidas de placas de cobre.
Era de formato quadrado, com aproximadamente 2,5 metros de lado, bem menor que o altar de cobre construído por Salomão, séculos mais tarde, que tinha 10 metros de lado por 5 metros de altura (2 Cr 4:1). Provavelmente os altares “ de terra” e “ de pedras toscas” previamente mencionados (20:24,25) eram de uso estritamente local, a não ser que admitamos (como fazem alguns comentaristas) que o interior desta estrutura oca de madeira e cobre ficasse sempre cheio de terra ou pedras não-lavradas até uma altura apropriada, de modo a que o altar continuasse a observar as regras do livro da aliança.
2. Farás levantar-se quatro chifres. Pontas em forma de chifre nos quatro cantos do altar, como era comum à maioria dos altares antigos. Tais chifres podem ter representado, no passado, os chifres dos animais oferecidos em sacrifício. Mais tarde passaram a ter a útil função de ganchos aos quais os sacrifícios podiam ser amarrados (SI 118:27), ou aos quais criminosos involuntários se agarrassem. Uma vez que o altar era “ um santuário” , jima “ cidade de refúgio” em miniatura, o réu podia-se agarrar a esses chifres, fazendo de si mesmo um sacrifício vivo, devotado a YHWH, e assim sob Sua proteção.
4. Uma grelha de bronze. Esta descrição não deixa suficientemente clara a posição e o propósito da grelha de bronze. Como a maioria dos altares, este era oco (v. 8). A grelha de bronze provavelmente repousava sobre uma saliência na parede interior do altar, na metade de sua altura (38:4, N.T.). Neste caso, o que se fazia com a carne era virtualmente um churrasco, permitindo que a gordura e as cinzas caíssem ao fundo do altar através da grelha. Isto explica a maneira pela qual o novo altar de Jeroboão em Betei “ se fendeu” , espalhando cinza por todo lado, para grande transtorno do rei (1 Rs 13:5), e também porque se fizeram pás e bacias para “ raspar” o altar, tal como se faz com uma lareira ou incinerador (v. 3). Isso também explica como era possível usar um altar de madeira sem que esta se queimasse. O fogo jamais entrava em contato com a madeira, que era apenas uma armação oca. A maioria dos comentaristas, entretanto, prefere seguir a sugestão de Driver, que afirmava que a grelha de bronze era a metade inferior da parede externa do altar, que permitia a passagem de uma corrente de ar para alimentar o fogo.
Este era o único altar de sacrifício no santuário israelita nos primeiros dias: o sangue era besuntado em seus “ chifres” quando da expiação cerimonial, e sobre ele os holocaustos ou ofertas queimadas eram colocados. As libações eram derramadas ao lado dele e sobre ele o sangue era aspergido. É normalmente chamado “ o altar de bronze” , em vista de sua aparência externa, embora fosse, na realidade, construído de madeira. O incenso, por outro lado, era oferecido num altar menor, que aparece, quase que como uma lembrança de última hora, em cap. 30. Este também era feito de madeira de acácia, mas revestido de ouro, não de cobre ou bronze.R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 189-191.

3. A pia de bronze (Êx 30-17-21).

Mas, finalmente, havia ainda no Pátio do Tabernáculo a Pia de Bronze. Ela era utilizada para o sacrifício de purificação (Ex 30.17-21). Essa lavagem cerimonial era feita com água constantemente substituída, já que não havia sistema de torneiras ou bicas naquela época nem algo parecido com isso é mencionado no texto bíblico. Os sacerdotes deveriam se lavar sempre nele antes de ministrarem no interior do Tabernáculo ou no Altar dos Holocaustos.
Ora, a água fala de pureza e santificação, e é símbolo da ação purificadora da Palavra de Deus (Jo 15.3; 17.17; Ef 5.26,27) e do Espírito Santo (Tt 3.4-6; 1 Co 6.11) em nossos corações (Hb 10.22; 1 Pe 1.22,23). Pode simbolizar também a purificação pelo sangue de Jesus (1 Jo 1.7), uma vez que o sacrifício de Cristo nos purifica de todo pecado e nos dá acesso à constante ação purificadora do Espírito Santo e da Palavra de Deus em nossas vidas.COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 96.
BACIA, BACIA DE BRONZE (provavelmente da raiz significando ser ou fazer redondo; também traduzido por “panela” (ISm 2.14; Zc 14.21) e “tribuna”, ARA; “base”, ARC; “plataforma”, NVI, “estrado”, BJ (provavelmente por causa de seu formato redondo semelhante a uma bacia, 2Cr 6.13)

1. A bacia para o tabernáculo com sua base era feita de bronze (Ex 30.18, passim); continha água, de maneira que Aarão e seus filhos pudessem lavar as mãos e os pés quando adentrassem a Tenda da Congregação ou se acercassem do altar para ministrar (Êx 30.18,19); foi feita por Bezalel da tribo de Judá e Aoliabe da tribo de Dã (Êx 31.1-9) com outros homens do povo (Ex 35.10-16); e foi feita com os espelhos das mulheres que se reuniam (a palavra Hebraica sãbã sugere um grande grupo organizado) para ministrar à porta da Tenda da Congregação. Dessas mulheres Aben-ezra disse “é costume de todas as mulheres contemplar a face todas as manhãs no espelho, para que possam pentear e arrumar o cabelo, mas veja! estas eram mulheres de Israel que serviam ao Senhor, abandonaram seus deleites terrenos e abriram mão de seus espelhos como oferta voluntária, porque eles não tinham mais uso para elas; mas elas vinham todos os dias à porta da Tenda da Congregação para orar e ouvir as palavras dos Mandamentos “(Patrick Fairbaim, The Typology of Scripture, II [ 1900], p. 25 8). Após a unção com o óleo prescrito (Êx 30.22-29; Lv 8.11) e aceitação por Moisés (Êx 39.39) foi o último artigo colocado no lugar antes que se erguesse o átrio (Êx 40.7-17). A Bíblia não explica o seu formato, tamanho, ornamentação ou transporte.
2. No Templo de Salomão, um grande “Mar de Fundição” tomou o lugar da bacia no Tabernáculo para as abluções dos sacerdotes (2Cr 4.6). Esse “mar” tinha cinco côvados de altura, dez côvados de diâmetro de uma borda a outra, e trinta côvados de circunferência (lRs 7.23). Alguns consideram os dois últimos números uma impossibilidade matemática (e.g. Louis Casseis, “Understanding theBible”, PresbiterianLife, Dec. 1. 1966, p. 13). A circunferência, porém, podia não incluir a curvatura para fora do seu formato de lírio na borda (lRs 7.26), enquanto o diâmetro pode se referir à borda em sua parte mais larga. Havia colocíntidas (cabacinhas) por baixo de sua aba, dez em cada côvado; arcundando a bacia em duas fileiras, fundidas com a própria bacia (lRs 7.24). De acordo com KD, “a semelhança de bois” no TM (ARC, NVI, BJ) no relato sinóptico de 2 Crônicas 4.3 está coiTompido. Ele estava apoiado sobre quatro grupos de três bois de bronze, cada grupo voltado para um dos quatro pontos cardeais (lRs 7.25). 
Esse arranjo representava o serviço sacerdotal das doze tribos, do mesmo modo que os leões no trono de Salomão representava o serviço real. Uma bacia de basalto, posta sobre dois touros, do começo do primeiro milênio a.C. foi achada em Carquemis (NBD, p. 718, fig. 132). A espessura do bronze era da largura da mão e tinha a capacidade de dois mil batos (lRs 7.26). De acordo com KD a leitura “três mil batos” (2Cr 4.5) está corrompida.
Além do grande mar de fundição localizado no sudeste do Templo de Hirão, de Tiro (lRs 7.13,14, 40-44), também fez dez pias de bronze, dispostas em linha entre os lados norte e sul do Templo (lRs 7.39). Essas pias, com quatro côvados de diâmetro e contendo quarenta batos (lRs 7.38), eram usadas para lavar os animais a serem oferecidos como oferta queimada (2Cr 4.6), e estavam assentadas sobre suportes móveis de bronze (lRs 7.27-37). Uma estrutura similar de Chipre, c. 1150 a.C. esclarece o estudo esmerado desses suportes, encontrado em A Dictionary of the Bible editado por William Smith (cp. NBD, p. 1244 fig. 205).
Devido à apostasia, o rei Acaz cortou fora os painéis dos suportes, removeu deles a bacia, e a pôs sobre um pavimento de pedra (2Rs 16.17). Os caldeus quebraram o que remaneceu do mar e dos suportes e levaram o bronze para a Babilônia (2Rs 25.13).A Escritura não menciona bacia(s) no segundo Templo, nem Josefo em seu relato da restauração feita por Heródes. B. K. WaltkeMERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 668-669.

Êx 30. 17-21. “No templo de Salomão havia um grande tanque de forma circular, com cerca de 13,70 m de circunferência, conhecido com0 mar de fundição (I Reis 7.23-36). Era inteiramente feito de bronze e repousava sobre as figuras de doze bois. De acordo com II Crô. 4.6, o mar servia para as abluções dos sacerdotes” (J. Edgar Park, in Ioc.). Não há certeza sobre até que ponto a antiga bacia de bronze assemelhava-se à versão manda- da fazer por Salomão, mas é bem provável que a bacia de bronze dos dias de Moisés fosse algo bem mais modesto. Os críticos, por sua parte, duvidam até mesmo de sua existência, pensando que escritores posteriores fizeram o mar de fundição retroceder dos dias de Salomão para os dias de Moisés. O texto presente, em contraste com o resto dos itens do tabernáculo, fomece-nos poucos detalhes e não dá as dimensões da bacia de bronze. O trecho de Êxo. 38.8 adianta que as mulheres providenciaram o material necessário para esse item, pois contribuíram com seus espelhos de bronze. Portanto, a bacia de bronze importou em um sacrifício para muitas pessoas.
As lavagens feitas na bacia de bronze, tal como se dava com todos os demais ritos efetuados no tabernáculo, deviam ser efetuadas de modo perpétuo, por todas as gerações. Ver as notas sobre isso em Êxo. 29.42, quanto a uma lista de referências sobre a questão.As abluções litúrgicas dos israelitas influenciaram de modo profundo tanto o cristianismo quanto o islamismo.Água se fazia mister para as lavagens dos sacerdotes e de certas partes das vítimas sacrificadas (Êxo. 29.27; Lev. 1.8,13), como também para limpeza do próprio altar, para nada dizermos sobre o chão para onde escorria todo aquele sangue dos animais sacrificados.
Seu suporte de bronze. A bacia de bronze provavelmente tinha o formato de um grande vaso ou urna, e estava apoiada sobre um pedestal. Vasos dessa natureza têm sido achados, com relativa abundância, pelos arqueólogos.
A bacia de bronze é o último item do tabernáculo a ser descrito. Ficava entre o altar dos holocaustos e a entrada do Lugar Santo, entrada essa tapa- da pelo segundo véu. Ver a ilustração sobre a planta do tabernáculo, nas notas sobre Êxo. 26.1. Naturalmente, tanto 0 altar dos holocaustos quanto a bacia de bronze ficavam no átrio. Era essencial que a bacia ficasse próxima do altar, a fim de que os sacerdotes pudessem lavar as mãos e os pés antes de entrarem no Lugar Santo, depois de terem oferecido sacrifícios sobre o altar.
Êx 30.19 A lavagem de mãos e pés era necessária por razões físicas e espirituais. Era mister que entrassem fisicamente limpos no Lugar Santo, ao passarem pela segunda cortina. Talvez acabassem de realizar um sacrifício sobre o altar de bronze. Então teriam andado pelo átrio, cujo chão era de terra. Não teriam de tomar um banho de corpo inteiro, mas apenas lavarem as mãos e os pés, que mais certa- mente se teriam sujado de sangue e de poeira. Ademais, não poderiam adentrar o Lugar Santo sem uma lavagem ritual e simbólica das mãos e dos pés. Cf. isso com João 13.10, Os sacerdotes egípcios lavavam-se duas vezes durante o dia, pela manhã, e duas vezes à noite, de acordo com Heródoto (Euterpe sive. 1.2 c. 37). Santidade de conduta (pés) e santidade de ações (mãos) era algo simbolizado por essas lavagens rituais.
“O altar falava da salvação por meio da oferta pelo pecado; e a bacia de bronze falava da santificação, que é algo progressivo e contínuo” (John D. Hannah, in Ioc.).
Êx 30.20 Para que não morram. Essas palavras dão a entender que Yahweh haveria de julgá-los com a pena de morte, se deixassem de obedecer às Suas ordens quanto a esse particular. Estavam ocupados em um serviço santo, servindo a Yahweh e aproximando-se Dele. Não podiam estar sujos, nem física e nem espiritualmente. A morte também era ameaçada por motivo de outras infrações das regras atinentes ao serviço santo. Ver Êxo. 28.35,43. “Não é exatamente fácil perceber por que a pena de morte foi ameaçada contra a negligência acerca de certas observâncias cerimoniais, mas não acerca de outras. Entretanto, a ablução era algo tão fácil e, provavelmente, estabelecida como uma prática fazia tanto tempo, que omiti-la só poderia indicar um desrespeito intencional para com Deus” (Ellicott, in Ioc.).
Quando se chegarem ao altar. Os sacerdotes deviam lavar-se antes de oferecerem algum sacrifício, e, sem dúvida, depois de terem-no oferecido, para então entrarem no Lugar Santo.
“Isso dá-nos conta da necessidade de termos corações puros e mãos limpas, para que nos aproximemos do altar de Deus, se quisermos participar da adoração pública, e, em particular, para orarmos com mãos limpas, erguidas para o alto (I Tim. 2.8; Sal. 26.6)' (John Gill, in Ioc.). Este texto deve ser comparado com Tito 3.5, que nos dá uma versão cristianizada dessa necessidade.
Êx 30.21 Este versículo repete a injunção sobre as lavagens, e, então, adiciona a ordem agora familiar que esse rito deveria prosseguir perpetuamente, por todas as gerações dos filhos de Israel. Outro tanto tem sido dito a respeito de vários aspectos do culto efetuado no tabernáculo. Em Êxo. 29.42, alisto várias referências e faço várias observações sobre essa questão. Vemos aqui a repetição da ameaça de morte, feita pela primeira vez, no versículo anterior. Ver Heb. 12.14 quanto a uma aplicação cristã.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 440-441.estudaalicao.blogspot.com
fonte www.mauricioberwaldoficial.bogspot.com