quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O DEUS DE MILAGRES (3)




1. O instrumento humano.

2 Reis 1.9 Homem de Deus. Titulo técnico para o homem que falava em nome de Deus. Ver as notas em Dt 33.1; 1 Rs 12.22; 1Tmb.11.

MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 45.

2 Reis 4.9 homens de Deus. Veja nota em 1.9. A mulher reconheceu Eliseu como um profeta separado exclusivamente para Deus.MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag. 480.


2 Reis 4 21 Homem de Deus Eliseu era conhecido pelo povo de todas as camadas como o homem de Deus. O mais alto tributo que se pode prestar a um pastor é ser ele conhecido como um Homem de Deus. Seguem se cinco características desse Homem de Deus.

1 Mantinha comunhão intima e constante com Deus. Conhecia a Deus e era conhecido por Ele.

2 Era um homem santo, totalmente separado da lassidão religiosa e moral dos seus dias e dedicado ao senhor Deus de Israel.

3 Sentia, como Deus, os pecados do povo do conserto e se opunha à maré de idolatria e de apostasia em Israel.

4 O Espírito do Senhor estava sobre ele e o capacitava a falar com autoridade espiritual, como representante de Deus e a proclamar com fidelidade a palavra do Senhor.

5 Como profeta de grande estatura espiritual e de muitos dons, seu ministério foi confirmado por Deus com milagres e poderosos sinais.PENTECOSTAL. Bíblia de Estudo. Editora CPAD. pag. 578.


2. O instrumento divino.

2 Reis 7

7:1. Ouvi a palavra do Senhor. Diante do arrependimento do rei (6:33), Eliseu deu pronta resposta de que no dia seguinte haveria libertação, com abundância de alimento a preços baixos.

2. Ainda que o Senhor fizesse janelas no céu. O capitão (lit., terceiro oficial. Veja Thiele, Mysterious Numbers, pág. 114. Cons. v. 11) expressou sua incredulidade e zombou de tal possibilidade.

16. Um alqueire . . . por um siclo. A previsão de Eliseu quanto à fartura tinha se cumprido.MOODY. Comentário Bíblico. 2 Reis pag.24, 25.


IV - O OBJETIVO DO MILAGRE

1. Uma resposta ao sofrimento.

ELISEU

1. O rio Jordao e dividido                                  2 Reis 2.13,14               Água

2. Fonte purificada em Jerico                            2 Reis 2.19-22               Água

3. 0 azeite da viúva e multiplicado                     2 Reis 4.1-7                  Azeite

4. Um menino morto e ressuscitado                  2 Reis 4.18-37               A vida de uma criança

5. Um guisado envenenado e purificado            2 Reis 4.38-41               Farinha

6. A comida dos profetas e multiplicada            2 Reis 4.42-44               Pão e grãos

7. Naama e curado de lepra                               2 Reis 5.1-14                Água

8. Geazi torna-se leproso                                   2 Reis 5.15-27              Somente palavras

9. 0 ferro de um machado flutua                         2 Reis 6.1-7                  Água

10. O exercito sírio torna-se cego                       2 Reis 6.8-23                Oração de Eliseu


2. Glorificar a Deus.

Larry Richards vê o propósito desse milagre da seguinte forma: “Novamente, esse foi um evento extraordinário claramente causado por Deus. Mas qual foi o propósito religioso desse milagre? Por um lado, ele testificou o amor compassivo de Deus e a preocupação do seu profeta. Porém, mais que isso, revelou nitidamente que a fé ainda é um recurso para os desamparados. O Deus que podia derrotar exércitos, também pode suprir as necessidades dos fracos que confiam nEle.”11

O milagre da multiplicação do azeite é um testemunho do poder da graça de Deus que se compadece dos sofredores que a ele buscam. O foco, portanto, dessa bela história não é a viúva nem tampouco o profeta Eliseu, mas o Senhor que através da instrumentalidade do seu servo abençoa a essa pobre mulher. A história nos faz lembrar um outro feito extraordinário e muito mais relevante do que esse: a multiplicação dos peixes e pães por nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Ele, sim foi o verdadeiro pão que desceu do céu: “Eu sou o pão vivo que desceu do céu; se alguém dele comer, viverá eternamente” (Jo 6.51). Ele foi, é e sempre será a resposta para todo sofrimento humano.GONÇALVES, José. Porção Dobrada, Editora CPAD 2012 pag. 12, 122.
FONTE www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

O DEUS DE MILAGRES (2)




MISERICÓRDIA (MISERICORDIOSO)

Esboço:

I. Palavras Envolvidas

II. Definições

I. Palavras Envolvidas

A palavra portuguesa misericórdia vem do latim merces, mercedis, «pagamento';, «recompensa», que veio a ser associada às recompensas divinas, ou já, aos atos de compaixão celeste. No Antigo Testamento temos três palavras que devem ser consideradas:

1. Hesed, que aponta para a ideia da sede física da compaixão, e que leva o individuo a sentir e exprimir compaixão. Ver Sal. 23:5; Jos, 2:12-14; Jer, 3:13, para exemplificar. Essa sede da compaixão eram as entranhas (modernamente atribuímos isso ao «coração ») ou o ventre (ver Gên. 43:30; I Reis 3:26). :E: dai que se originam o amor e a misericórdia naturais, que se podem achar nos membros de uma mesma família, uns pelos outros, e que o homem espiritual é capaz de ampliar, envolvendo seus parentes distantes e outras pessoas. Deus estende a sua misericórdia a todas as criaturas vivas, sendo esse o alvo mesmo da espiritualidade, no tocante a esse aspecto. Uma mãe sente compaixão por seu bebê (ver Isa. 49: 15); um pai por seu filho (ver Jer. 31:20); um amante por seu objeto amado (ver Osê, 2:19); um irmão por seu irmão (ver Amós 1:11).

2. Rhm, uma raiz hebraica que descreve as atitudes de Deus em relação à miséria e desgraça de seu povo, ou seja, a compaixão que isso provoca nele. O vinculo que une Deus às suas criaturas, leva-o a expressar MlSAEL compaixão para com todos os seres vivos. Até mesmo aqueles que nada merecem da parte dele recebem misericórdia (ver Isa. 13:18; Jer. 6:23; 21:7; 42:12; I'Reis 8:50). - Um aumentativo plural dessa raiz, rachamim, fala sobre a piedade, a compaixão, o amor e as emoções associadas (ver Sal. 103:4).hesed e rachamim são sinônimos virtuais.

3. A raiz hebraica chnn é usada para indicar a exibição a favor e misericórdia, de alguém mostrar-se gracioso para com outrem. Ver Deu. 7:2; Sal. 57: 1; 123:2,3. A forma substantivada dessa raiz é chen, «favor», «sucesso», «aceitação», «fortuna». Essa compaixão, de poupar à pessoa favorecida, de não aplicar nenhum castigo a ela. O trecho de Deu. 7:2 diz Israel não deveria poupar seus adversários; não obstante, Deus poupa a todos nós, pois os resultados da aplicação de sua justiça seriam desastrosos para com todos nós. Ver Lam, 3:22.
No Novo Testamento também precisamos consideram três vocábulos, a saber:

1. Êleos, «misericórdia», «compaixão». Essa palavra Daniel a encontrar a solução para o sonho esquecido grega ocorre por vinte e sete vezes: Mat. 9: 13 (citando Osê. 6:6); 12:7; 28:23; Luc. 1:50,54,58,72,78; 10:37; 2:17. Rom, 9:23; 11:31; 15:9; GAl. 6:16; Efé. 2:4; I Tim, 1:2; 11 Tim. 1:2,16,18; Tito 3:5; Heb. 4:16; Tia. 2:13; 3.17; I Ped. 1:3; 11 Joio 3; Jud. 2,21. A forma eleemosúne aparece por treze vezes: Mat. 6:2-4: Luc, 11:41; 12:33; Atos 3:2,3,10; 9:36; 10:2,4,31; 24:17. O verbo, eleéo, figura por vinte e nove vezes: Mat. 5:7; 9:27; 15:22; 17:15; 18:33; 20:30,31; Mar. 5:19; 10:47,48; Luc. 16:24; 17:13; 18:38,39; Rom. 9:15 (citando Êxo, 33:19); 9:16,18; 11:30-32; 12:8; I Cor.7:25: 11 Cor. 4:1; Fil. 2:27; I Tim. 1:13,16; I Ped. 2:10; Jud. 22,23. O adjetivo leémon ocorre por duas vezes: Mat. 5:7 e Heb. 2:17. A ideia de misericórdia está sempre relacionada à ideia de «graça» (no grego, cháris).

2. Oiktirmôs, «simpatia, «compaixão. Essa palavra grega, que se refere às simpatias e interesses coletivos de Deus pelos homens, aparece por cinco vezes: Rom. 12:1; 11 Cor. 1:3; Fil. 2:1; Col. 3:12; Heb. 10:28. Sua forma  djetivada, oiktlrmon, foi usada por duas vezes: Luc, 6:36 e Tia. 5:11. O verbo, oikteiro, aparece só por duas vezes: Rom. 9:15 (estando Êxo. 33:19). 3. SplágchnQ, «entranhas», está metaforicamente envolvida à ideia de misericórdia. Essa palavra grega aparece por onze vezes: Luc. 1:78; Atos 1:18: II Cor. 6:12; 7:15; Fil. 1:8; 2:1; Col. 3:12; File. 7,12,20; I João 3:-17. O verbo, splQgchnlzomCli, aparece por doze vezes: Mat. 9:36; 14:14; 15:32; 18:27; 20:34; Mar. 1:41; 6:34; 8:2; 9:22; Luc, 7:13; 10:33; 15:20.

II. Definições

A misericórdia é o ato de tratar um ofensor com menor rigor do que ele merece. Trata-se do ato de não aplicar um castigo merecido, mas também envolve a ideia de dar a alguém algo que não merece. Pode referir-se a atos de caridade ou de cura. Também aponta para o ato de aliviar o sofrimento, inteiramente à parte da questão de mérito pessoal. Quando chega à ideia de favor desmerecido, então, já se toma um sinônimo da palavra «graça». Alguém já declarou que a misericórdia retém o julgamento que um homem merece; que a graça outorga alguma bênção .que esse homem não merece. De fato, algumas vezes pode ser feita essa distinção, mas, na maior parte dos casos, os dois conceitos justapõem-se. Por conseguinte, a misericórdia pode indicar benevolência, benignidade, bênção, clemência, compaixão e favor.

A misericórdia é uma «atitude de compaixão e de beneficência ativa e graciosa expressa mediante o perdão calorosamente conferido a um malfeitor Apesar de ser uma atitude apropriada somente a um superior ético, nio denota condescendência, e, sim, amor, desejando restaurar o ofensor e mitigar, se não

mesmo omitir, o castigo que esse ofensor merece. Na Bíblia, a misericórdia de Deus é oferecida gratuitamente, uma expressão não-constrangida de amor, sem qualquer mácula de preconceito, aberta a todos os homens, dignos e indignos igualmente. A teologia cristã não considera a misericórdia divina como incompatível com os seus justos julgamentos, mas considera ambas as coisas como expressões vivas de seu amor, conforme o mesmo é revelado em Cristo,

cuja morte expiatória reconcilia as exigências da justiça divina com as misericórdias divinas»(E). É « evidente que a misericórdia combina um fone elemento emocional, usualmente identificado com a compaixão, a piedade ou o amor, com alguma demonstração prática de gentileza ou bondade, em resposta à condição ou As necessidades do objeto da misericórdia. (Z)CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora HAGNOS. Vol. 4. pag.298, 299.


II - A DINÂMICA DO MILAGRE

1. Um pouco de azeite.

AZEITE (ÓLEOS)

Consideremos os seguintes pontos:

1. Termos. No hebraico temos shemen, «graxa.. ou «unguento"; yishar, «brilhante.. e «azeite claro». Está em foco o azeite de oliveira. (Ver Núm. 18:12 e Deu. 7:13). No aramaico temos meshak; «unguento» (ver Esd. 6:9 e 7:22). No grego temos elaion, «azeite de oliveira.

2. Produtores de azeite. Várias animais, peixes e plantas; mais especificamente ainda, as azeitonas. Há doze tipos diferentes de óleos vegetais, entre os quais citamos a oliveira, o rícino, o babaçu, a amêndoa, etc.

3. História do uso do azeite. A origem do uso de azeite perde-se nas brumas da antiguidade. Há óleos mencionados nos registros históricos de todos os povos. Os egípcios tinham muitos tipos de óleos, de muitos produtos diferentes. Na Grécia o azeite de oliveira remonta até onde os registros recuam. Também eram usadas gorduras animais, embora o azeite de oliveira fosse o principal óleo dos antigos. Sabemos sobre o culto da oliveira em Creta, desde 2500 A.C. O cultivo da oliveira e o uso de seu azeite, com vistas a muitos propósitos, inclusive para cozinhar, era comum nas terras que margeavam o Mediterrâneo oriental, tendo chegado a Roma desde 580 A.C. Moisés chamou a Palestina de «terra de oliveiras" (ver Deu. 8:8), o que significa que quando o povo de Israel ali chegou, já encontrou essa espécie vegetal.

4. Manufatura. As azeitonas eram espremidas à mão, pisadas, ou esmagadas em moinhos (ver Êxo, 27:20; 29:40; Lev. 24:2; Núm. 28:2). Ver o artigo sobre Moinhos, quanto a detalhes. Uma boa oliveira pode produzir nada menos de 60 litros de azeite, anualmente. As azeitonas precisavam ser esmagadas com cuidado, para que o caroço não fosse partido, o que liberaria um líquido indesejável. Para que o fruto produzisse bom óleo, a polpa devia ser ensopada em água quente, e então ser espremida uma segunda vez. Sê-o processo fosse repetido, haveria mais algum azeite, embora de qualidade inferior. Então deixava se o liquido em repouso, em uma jarra ou gamela, para que as impurezas se juntassem no fundo, por decantação. Havia prensas comerciais de grandes dimensões, como aquelas que foram encontradas em Debir e Bete-Semes, em Judá, datadas dos séculos X e VI A.C.

5. Usos do azeite. a. Como alimento (ver I Reis17:12; 11 Reis 4:2). O azeite era misturado com a farinha de trigo, para o fabrico de pão (ver I Reis 17:12), ou para o fabrico de bolos (ver Lev. 2:1,4-7).
Os gregos faziam a maza, uma espécie de mingau, do qual participava o azeite de oliveira. As azeitonas, sem qualquer preparação prévia, serviam de alimento para os antigos. Para os israelitas, a azeitona e seu azeite revestiam-se de primária importância (ver Sir. 39:31; ler. 31:12; 41:8; Luc. 16:6 ss.). Sua abundância era considerada um sinal de prosperidade (ver IoeI2:19). b. Como cosmético, para ungir a pele do corpo, os cabelos, etc., ou simplesmente para efeito de beleza. (Ver Deu. 28;40; 11 Sam, 12:20; 14:2 e Rute 3:3). c. Para ungir os mortos. d. Como medicamento. O azeite era esfregado no corpo quando a pessoa estava febril, ou era usado em, banhos e na unção de ferimentos (ver Isa, 1:6 e Luc. 10:34). Josefo fala no uso de azeite quente, em banhos, para a cura de certas enfermidades (ver Guerras xxxiiL5). 
O azeite de oliveira era usado como um rito, na unção dos enfermos, no aguardo da prometida intervenção divina (ver Tia. 5:14). e. Como sinal de hospitalidade. Pés e mãos eram lavados e ungidos com azeite, como sinal de cortesia prestada aos visitantes (ver Sal. 23:5). A negligência quanto a esses cuidados era considerada uma descortesia (ver Luc, 7:46). Esse azeite usualmente era propositalmente perfumado. f. Para efeito de iluminação. O azeite era o combustível usado nas antigas lâmpadas, que usavam pavios de pano torcido, de algodão ou de palha (ver Mat. 25:1-8 e Luc. 12:35).

6. Usos religiosos. O azeite de oliveira é usado com propósitos religiosos desde a remota antiguidade. No papiro Petersburg, à deusa-cobra são prometidos nove azeites santos, para ungir a sua estátua. Na Bíblia, o azeite da unção era uma cerimônia que envolvia reis (ver I Sam. 10:1), sacerdotes (ver Lev. 8:30), profetas (ver Isa. 61:1) e até o escudo dos guerreiros (ver 11 Sam. 1:21 e 15a. 21:5). O tabernáculo e seus móveis foram ungidos (ver Êxo. 30:22,23). O azeite era usado como combustível que permitia que o candeeiro permanecesse perpetuamente aceso no santuário (ver Êxo, 27:20). Era oferecido juntamente com o cereal (ver Lev. 2:4-6), e fazia parte do dizimo (ver Deu. 12:17). Também era oferecido aos ídolos (ver Isa. 57:9). O uso do azeite, nos sacrifícios, indicava a alegria e o júbilo, ao passo que a ausência de azeite indicava necessidade e humilhação (ver Isa. 61:3 e Joel 2:19).

7. Valor comercial do azeite. O azeite figurava entre os principais artigos do comércio, juntamente com os cereais e o vinho (ver Núm. 18:12; Deu. 7:13). Era largamente negociado (ver Eze. 27:17; Luc, 16:6). As riquezas de uma pessoa eram parcialmente calculadas em termos de azeite. Óleo batido (que era o melhor azeite) formava parte do pagamento anual de Salomão a Rirão, de Tiro (ver I Reis 5:11). O azeite era um produto de valor suficiente para que Eliseu aconselhasse à viúva a pagar sua divida mediante a venda de azeite (ver 11 Reis 4:7). Era guardado nos tesouros reais juntamente com ouro, prata e especiarias (ver 11Reis 20: 13), e também era usado no pagamento do tributo (ver Osê. 12:1). Ismael poupou as vidas de dez peregrinos vindos de Siquém, quando eles lhe ofereceram azeite, juntamente com trigo e cevada. Ostraca dos dias de Jeroboão 11, encontradas em Samaria, dão testemunho do comércio do azeite. Em Apocalipse 18:12,13, o azeite é alistado entre os produtos preciosos, juntamente com o marfim, os cavalos, as especiarias, o vinho e os escravos. Havia negociantes especializados no comércio do azeite (ver Mat. 25:8).

8. Usos figurados. a. como símbolo de abundância (ver Pro. 21:17); b. de alegria (ver Sal. 45:7); c. a ausência de azeite era evidência do desprazer divino (ver loel1:10); d, a sua abundância representava as bênçãos divinas (ver Joel 2:24). e. As palavras enganosas são comparadas ao azeite (ver Sal. 55:21). f. O Espirito Santo e Sua unção são representados pelo azeite (ver Lev. 8:13; I Sam, 10:1; Isa. 61:1 e Mat. 25:1,8,9). g. As palavras da mulher sedutora são comparadas ao azeite (ver Pro. 5:3). h. As consolações do evangelho assemelham-se ao azeite (ver Isa. 61:3 e Heb. 1:9). L O azeite simbolizava a unção aprovadora de reis, profetas, e do próprio Messias (ver Heb. 1:9).

9. Modernos usos religiosos. O bispo católico romano consagra três óleos santos na Terça-feira Santa: 1. o óleo dos catecúmenos, derivado da prática do uso do óleo da unção, por ocasião do batismo, o qual é usado nos atos de batismo, consagração de igrejas, altares, ordenação de sacerdotes e coroação de monarcas católicos romanos. 2. Na crisma é usado o azeite de oliveira misturado com bálsamo, para unção no batismo, na confirmação, nas Santas Ordens, nas igrejas, nos altares, nos cálices, nos sinos e nas águas do batismo. 3. O óleo da extrema-unção, usado nos moribundos. (E ID UN Z)CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol.1, Editora HAGNOS. pag.412, 413.


Donald J. Wiseman (2008, pp.177,178) destaca que “a botija (' sûk) de azeite” (AV; NVI um pouco) é, aqui, um exemplo singular, provavelmente referindo-se a um pequeno frasco de óleo. O socorro sempre começa a fluir com o pouco que temos em mãos. Eliseu evoca ação e fé com perguntas e palavras (“não poucas”) de encorajamento. A quantidade de azeite foi limitada apenas por conta da falta de fé da mulher ao não conseguir mais vasilhas vaziasAV “vasilhas”, kelim) — uma palavra genérica para utensílios, independente do tipo ou tamanho.GONÇALVES, José. Porção Dobrada, CPAD 2012 pag.119, 120.


2. Uma fé obediente.

4.6 A mulher e seus filhos recolheram vasos de seus vizinhos e despejaram óleo vegetal neles a partir de um único frasco. O azeite era usado para cozinhar, para as lâmpadas e como combustível. O óleo só parou de fluir quando não havia mais vasilhas. O numero de jarras que juntaram foi uma indicação de sua fé. A provisão de Deus foi tão grande quanto sua fé e disposição para obedecer. Cuidemo-nos para que não venhamos a limitar as bênçãos de Deus por falta de fé e obediência. O Senhor e poderoso para fazer infinitamente mais do que tudo quanto pedimos ou pensamos (Ef 3.20).APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo. Editora CPAD pag.514.


3. Vai, pede emprestadas vasilhas. Para a abundante provisão que estava para ser efetuada.

4. Fecha a porta . . . deita o teu azeite. Para excluir a interrupção durante o processo, o qual devia ser feito na presença de Deus.

6. E o azeite parou. A provisão divina atende exatamente a nossa capacidade e necessidade.

7. Fez saber ao homem de Deus. Pediu instruções adicionais. Vende e paga a tua dívida. A dívida agora podia ser paga sem a perda dos filhos. O resto. Para o sustento deles até que os rapazes encontrassem trabalho.NOVO. Comentário da Bíblia. 2 Reis. pag.15, 16.


PROSSEGUIR VAZIO (2Rs 4.1-7)

Você sabia que a vacuidade pode ser um dom maravilhoso? Essa é a lição que uma mulher desprovida aprendeu do profeta Eliseu.


Certo dia, Eliseu encontrou uma mulher que nada possuía: nem marido, nem salário, nem comida, nem perspectiva. O profeta lhe diz para juntar o que possui, e ela volta com uma botija de azeite e algumas vasilhas vazias emprestadas de vizinhos. Eliseu começou a derramar azeite nas vasilhas vazias e continuou derramando até que as vasilhas ficassem cheias. Somente então o azeite da primeira vasilha acabou. Surpreendentemente, a mulher ganhou tanto azeite, que encheu todas as vasilhas que possuía.

Há algo sobre o "nada" que move a mão de Deus. Ele gosta de nos levar a lugares vazios, onde em nada podemos confiar, exceto na sua providência. Se não estamos experimentando a presença e a providência de Deus, será que estamos suficientemente vazios? Não estaríamos demais distraídos e dependentes de nós mesmos? Essa história nos ensina que:

1. Vacuidade é um dom do Senhor;

2. Vacuidade nos diz que temos uma necessidade;

3. É possível que não estejamos o suficientemente vazios;

4. Temos de admitir a nossa vacuidade;

5. Somente Deus pode nos encher verdadeiramente.

MAXWELl. John C. Bíblia Da Liderança Cristã. Editora Sociedade Bíblica do Brasil. 2 Reis 4. 1-7.(estudaalicao.blogspot.com)


O DEUS DE MILAGRES (1)




1-7. Eliseu aumenta o óleo da viúva. A seção 4.1-8.6 rompe a historia sincronizada dos reinados dos soberanos de Judá e Israel, e forma um interlúdio que trata do ministério milagroso de Eliseu.
UNGER. Merrill Frederick. Manual Bíblico Unger. Editora Vida Nova. pag.181.


I - A MOTIVAÇÃO DO MILAGRE

1. A necessidade humana.

4.1 - As pessoas pobres e devedoras era permitido pagar seus débitos mediante a venda de si mesmas ou de seus filhos como escravos. Deus ordenou que os ricos e os credores em geral não se aproveitassem da situação destas pessoas durante os tempos de extrema necessidade (para uma explicação destas praticas veja Dt 15.1-18). O credor desta mulher não agia de acordo com o espirito da lei de Deus. A bondosa decisão de Eliseu demonstra que o Senhor deseja que ultrapassemos o simples ato de guardar a lei. Devemos também ser compassivos.
APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo. CPAD pag. 513.

Warren W. Wiersbe põe em evidência esse fato quando comenta: “De acordo com a lei hebraica, um credor poderia tomar um devedor e seus filhos como servos, mas não deveriam tratá-los como escravos (Ex 21.1-11; Lv 25.29-31; Dt 15.1-11). Seria uma grande tristeza para essa mulher perder o marido para a morte e os dois filhos para a servidão, mas Deus é aquele que “faz justiça ao órfão e à viúva” (Dt 10.18; SI 68.5; 146.9) e enviou Eliseu para ajudá-la.”GONÇALVES, José. Porção Dobrada, Editora CPAD. pag. 118, 119.

ESCRAVO ESCRAVIDÃO

No hebraico. ebed, termo que figura por mais de setecentas e cinquenta vezes, desde Gên, 9:25 até Mal. 4:4. No grego, doãlos, palavra que figura por cento e vinte e uma vezes, desde Mat. 8:9 até Apo. 22:6.
A escravidão é o domínio de uma pessoa por parte de outrem, de tal modo que um escravo é visto muito mais como uma propriedade do que como uma pessoa. A escravidão era um aspecto profundamente arraigado da estrutura social e econômica do antigo Oriente Próximo e do mundo greco-romano.

Esboço:
I. A Escravidão no Antigo Testamento
A. Fontes Literárias
B. Terminologia
C. Aquisição de Escravos
1. Cativos de Guerra
2. Por Compra
3. Por Insolvência
4. Como Presente
5. Como Herança
6. Por Nascimento

I. A Escravidão no Antigo Testamento.

A escravidão era uma prática generalizada no Oriente, nos dias do Antigo Testamento. Porém, o número de escravos em Israel provavelmente nunca foi tão elevado como nos tempos clássicos. Em Israel saia mais barato contratar empregados assalariados, para fazerem trabalhos pesados, do que conservar escravos. O uso de escravos parece ter-se confinado principalmente aos deveres domésticos e ao trabalho nos campos, juntamente com o chefe da família e seus familiares.

A. Fontes literária

A legislação do Antigo Testamento aparece em Êxodo 21, Levitico 25 e Deuteronômio 15. Há numerosas referências a escravos, por todo o Antigo Testamento. Mas os informes extra bíblicos sobre a escravidão entre os judeus limitam-se aos papiros Elefantinos, provenientes da colônia judaica no Egito, do século V A.C. Os documentos públicos e privados do antigo Oriente próximo, do terceiro milênio A.C., e daí até os dias do Novo Testamento, estão repletos de alusões à prática da escravidão nas culturas contemporâneas.

B. Terminologia
Um total de três vocábulos era usado, no Antigo Testamento, para indicar «escravo", a saber: escravo ebed e dois outros para indicar o escravo masculino, e a escrava feminina. Também eram usadas expressões, como «jovem", ..pessoa" e «alguém comprado a dinheiro". Nos códigos bíblicos aparecem com frequência termos e expressões como ..hebreu», ..teu irmão hebreus e ..tua irmã hebreia". O Talmude sugere que esses códigos aplicam-se aos escravos hebreus quando aparecem essas designações; em caso contrário, estariam em foco escravos não-hebreus.Entretanto, tal interpretação apresenta dificuldades quando começamos a interpretar os textos onde essas designações aparecem.

C. Aquisição de escravos

1. Cativos de Guerra. O mais antigo método de aquisição de escravos, no Oriente próximo, era a conquista militar. Milhares de homens, mulheres e crianças foram assim reduzidos à servidão. A selvageria da época pode ser julgada pelo fato de que isso era considerado um melhoramento humanitário, pois a prática ainda mais antiga consistia em executar todos os prisioneiros de guerra (Núm. 31:7-35; Deu. 20:10-18; I Reis 20:39; 11Crô. 28:8-15). Os códigos do Antigo Testamento procuravam limitar os excessos dos castigos brutais que os cativos recebiam. Se um soldado israelita visse uma bela mulher entre os cativos e se casasse com ela, teria de tratá-la, dali por diante, como uma pessoa livre (Deu. 21:10-14}. E não podia vendê-Ia como escrava, se viesse a desistir dela. No entanto, muitos povos estrangeiros, como os fenícios, os filisteus, os sírios, os egípcios e os romanos, escravizavam judeus em grandes números.

2. Por Compra. O Antigo Testamento estipulava que estrangeiros podiam ser comprados e vendidos como escravos, sendo então considerados mera propriedade (Lev. 25:44-46). Há alusões frequentes a escravos que haviam sido importados para a Palestina (I Crô. 2:34,35). Mas os hebreus também eram vendidos como escravos em outras terras. Isso explica a pena de morte imposta sobre os que sequestrassem pessoas livres (Exo. 21:16; Deu. 24:7). O Antigo Testamento cita casos incríveis como um pai que vendeu sua filha como escrava (Exo. 21:7; Nee. 5:5); uma viúva que vendeu seus filhos para pagar a divida de seu marido falecido (11 Reis 4:1), ou homens ou mulheres que se vendiam como escravos (Lev. 25:39,47; Deu. 15:12-17). O preço dos escravos variava muito. Ver Êxo, 21:32 e Lev. 27:3-7. Havendo desacordo quanto ao preço, podia apelar para um sacerdote (Lev. 27:8). Nos tempos Inter testamentais, quarenta siclos era o preço médio que se pagava por um escravo (11 Macabeus 8:11). Um dos piores costumes era a venda de crianças à servidão. Os casos mais comuns eram de donzelas ainda adolescentes e solteiras. Todavia, havia estipulações que procuravam impedir que essas jovens escravas fossem reduzidas à prostituição (Exo. 21:11).
Há algumas evidências de que os hebreus faziam comércio escravagista, uma prática bastante comum no Oriente Próximo. Uma escrava egípcia é mencionada em 11 Crô. 2:34. Havia dois preceitos legais que abordavam a questão da escravatura: Exo. 21:16 e Deu. 24:7. Ambos os trechos proibiam a prática do sequestro para vender as pessoas como escravas. A pena contra esse crime era a execução. No entanto, José foi tratado desse modo por seus próprios irmãos (Gên. 37:28). Uma segunda lei (Deu. 23:15,16) proibia a extradição dos escravos fugitivos, talvez devamos pensar em algum hebreu que tivesse escapado de seu proprietário, em um pais estrangeiro.
Uma prática comum, entre os israelitas, era a de se venderem como escravos. A lei do Êxodo (21:5,6) e a lei de Deuteronômio(l5:16,17) estipulavam condições. Ambas as passagens aludem ao homem que recusasse a liberdade, apôs ter servido como escravo por certo período de anos. O trecho de Levítico 25 descreve como se deveria tratar ao israelita que se vendesse voluntariamente como escravo. Havia os jubileu. que ocorria de cinquenta e cinquenta anos. O valor de um escravo era calculado segundo o número de anos que ainda lhe restavam, até o ano de jubileu.

3. Por Insolvência. Na Palestina, um dos mais constantes motivos de escravização era o das dívidas que as pessoas não conseguiam saldar. As leis dos livros de Êxodo (21:2-4) e de Deuteronômio (15:12) tratam desse caso. O princípio da servidão por motivo de insolvência fica claro nos termos de Exo. 22:2. A lei também provia que os ladrões deveriam ser vendidos como escravos, não por haver furtado alguma coisa, mas por serem incapazes de recompensar o proprietário - pela perda de sua propriedade.
Muitos seguidores de Davi, quando ele andava fugindo de Saul, eram homens endividados (I Sam 22:2). Os trechos de 11 Reis 4:1 e Neemias 5:1-5 aludem a crianças escravizadas para satisfazer certos credores. Isaias referiu-se a essa horrível prática quando escreveu estas palavras, vindas de Deus: Assim diz o Senhor: Onde está a carta de divórcio de vossa mãe, pela qual eu a repudiei? ou quem é o meu credor, a quem eu vos tenha vendido? Eis que por causa das vossas iniquidades é que fostes vendidos, e por causa das vossas transgressões vossa mãe foi  repudiada» (Isa, 50:1).

Uma das razões da insolvência eram as altas taxas de juros que se cobravam no mundo antigo. A legislação dos livros de Êxodo, Levítico e Deuteronômio protegia os israelitas de coisas assim, pelo menos em teoria, pois essa legislação proibia a exploração de israelitas por seus próprios compatriotas.

4. Como Presente. Escravos não-hebreus podiam ser adquiridos como um presente. Foi assim que Lia recebeu Zilpa como sua escrava (Gên. 29:24).

5. Como Herança. Escravos não-hebreus podiam ser passados de uma geração para a outra. O trecho de Lev. 25:46 provia a servidão perpétua dos habitantes de Canaã, por esse intermédio.

6. Por Nascimento. Os filhos de escravos, nascidos na casa de seu proprietário, tornavam-se propriedades do senhor, mesmo que o pai desses filhos mais tarde viesse a tornar-se um homem livre (Êxo, 21:4; Lev. 25:54). seu próprio pecúlio.

D. Posição Legal e Direitos dos Escravos.

1. Alforria. A lei veterotestamentária sobre a alforria de escravos aparece em três passagens diferentes: E.xo, 21:1-11; Lev. 2S:39-55; Deu. 15:12-18. A primeira delas dizia que um escravo um hebreu podia ser libertado após ter servido por seis anos. Se ele tivesse casado antes de ter sido escravizado, sua esposa sairia livre juntamente com ele; mas, se ele tivesse recebido esposa, por parte de seu senhor, quando já escravo, ele mesmo sairia forro mas sua esposa e seus filhos continuariam escravos. Uma escrava já era tratada de modo bem diferente pela lei. Diante da lei ela passava a ser concubina ou esposa do proprietário ou de um de seus filhos. Por isso mesmo, só sob condições extraordinárias uma escrava recebia alforria. Todavia, havia três motivos pelos quais uma escrava era libertada: a. Se seu proprietário ficasse desgostoso com ela; b. se ela fosse prometida a um dos filhos do proprietário, então tinha de ser tratada como filha; c. se o proprietário tomasse outra mulher como esposa, ainda assim tinha o dever de prover o necessário para sua concubina.

Havia leis da soltura em Êxodo 20-23; Deuteronômio 15 e Levítico 25:39-55, que o leitor deve examinar atentamente. No entanto, não podemos dizer que os judeus observavam seus próprios preceitos quanto a esse particular. Antes; Jeremias repreendeu os príncipes de Judá, que haviam desobedecido o decreto de Zedequias (Jer, 34:8-17).

2. Direitos Religiosos. Um escravo era considerado parte da família do proprietário. Portanto, compartilhava da vida religiosa dessa família. As leis (Exo 20:10; 23:12) garantiam-lhe o direito do descanso sabático. O livro de Deuteronômio (12:12; 16:11,14) concedia aos escravos a participação nas festas religiosas judaicas. Um estrangeiro não podia participar dessas festas, por ser incircunciso; mas um escravo, por fazer parte da família, (Êxo, 12:43-45). Até mesmo a esposa de um sacerdote, se se tivesse casado com um estrangeiro, não circuncidado, não podia participar das ofertas(Lev. 22:1()..12).

. 3. Direitos Civis. Os escravos eram muito protegidos de tratamentos desumanos. Assim, o assassinato de um escravo era punido com a execução capital (Exo. 21:12). Se um escravo espancado morresse, seu proprietário deveria ser castigado, embora não houvesse certeza sobre o tipo de castigo (Êxo. 21:20,21). Se um proprietário aleijasse a um seu escravo, este tinha de ser posto em liberdade (Exo. 21:26). Uma escrava era libertada se o espancamento resultasse ao menos na perda de um dente (Exo. 21:27). Também havia preceitos atinentes à. venda de pessoas à escravidão e à. devolução de escravos fugidos.

4. Matrimônio. Os escravos hebreus tinham permissão de casar-se. Mas, ao receber a liberdade, não podiam levar consigo sua esposa e seus filhos. Por muitas vezes, isso foi causa de servidão perpétua (Êxo, 21:5,6).

5. Pecúlio, Desde os tempos mais remotos, os escravos tinham o direito de juntar propriedades. O pecúlio podia ser de qualquer natureza, incluindo até mesmo escravos (11 Sam. 9:10). Esse direito era reconhecido desde o c6digo de Hamurabi, da antiga Babilônia. O Antigo Testamento (Lev. 25:47-55) provia que um homem que se tivesse vendido como escravo podia ser remido por seu parente mais chegado, e também que ....se lograr meios, se resgatará a si mesmos (vs. 49), provavelmente como Fala.. Os escravos hebreus eram especialmente beneficiados pela legislação de Deuteronômio 15:13-15. O escravo liberto em ano sabático recebia presentes dentre as riquezas aumentadas de seu senhor, como em lembrete do fato de que todos os hebreus haviam sido libertados da servidão no Egito.

6. Asilo e Extradição. É difícil interpretar a provisão legal sobre esse aspecto, em Deu. 23:15,16: «Não entregarás ao seu senhor o escravo que, tendo, fugido dele, se acolher a ti. Contigo ficará, no meio de ti, no lugar que escolher, em alguma de tuas cidades onde lhe agradar; mas o oprimirás, Isso pode significar que todo escravo fugido de Israel tinha que receber asilo. E talvez incluísse escravos fugidos de outros países para Israel, o que significa que não deveriam ser extraditados. Há paralelos quanto a esse tipo de provisão em outros antigos códigos do Oriente Próximo. Naturalmente; as modernas leis de extradição dizem respeito aos criminosos. Portanto, a situação é inteiramente diferente em um e em outro caso.

7. Marca de Identificação do Escravo. Visto que um escravo era considerado uma propriedade, havia várias maneiras; no Oriente, para indicar essa condição. No Egito, os escravos eram marcados com o nome do seu proprietário, além do que os seus cabelos eram cortados de uma maneira toda especial. Na Babilônia, além desses métodos, os escravos também eram obrigados a usar pulseiras de identificação, no pulso, no tornozelo ou mesmo em torno do pescoço.

Entre os israelitas, o escravo que quisesse permanecer como escravo, após seis anos, tinha uma das orelhas. furada com a ajuda de uma sovela (Êxo, 21:6; Deu. 15 17)

E. Escravos publicamente possuídos. A servidão pública existia desde os dias mais remotos, no Oriente Próximo. As primeiras menções a era circuncidado esse costume aparecem em Josué 16:10 e Juízes 1:28. Isso se tornou ainda mais generalizado e mais viável, economicamente falando, quando foi estabelecido o governo davídíco em Israel. Quanto a todo o povo que restou dos amorreus, heteus, ferezeus, heveus e jebuseus, e que não eram dos filhos de Israel, .. a esses fez Salomão trabalhadores forçados, até hoje» (I Reis 9:20,21). Em Esdras 2:55-58 e Neemias 7:57-60, esses foram combinados com os servos do templo, quando do recenseamento e o número dos mesmos aparece como um total de trezentos e noventa e dois.

Escravos do templo eram comuns nos dias do Antigo Testamento, por todo o Oriente Próximo. Todavia, na Biblia não há menção a eles antes dos tempos pós-exílios, Foram trazidos para a Palestina por Zorobabel e Esdras, provenientes da Babilônia (Esd. 2:43-54; Nee. 7:46-56). Esdras 7:20 fala sobre duzentos e vinte dos tais. Aparentemente viviam em aposentos contíguos ao templo e trabalhavam sob supervisores (Nee 3:31; 11:21). Antes mesmo disso, certos cativos midianitas foram forçados a servir aos israelitas. no tabernáculo (Núm. 31:28-30,40) e os gibeonitas foram forçados a tomar-se lenhadores e carregadores de água (Jos, 9:23) porém, é duvidoso que eles tenham servido como escravos no templo de Jerusalém.

F. A Importância da Escravidão

Os c6digos legais definem os limites do tratamento que um homem deve dar a seus semelhantes; mas todos eles dizem bem pouco o que significava ser um escravo no antigo Oriente. Quanto a isso temos de examinar o Antigo Testamento, nas narrativas onde os escravos foram figuras importantes. Já notamos que os escravos tomavam-se virtuais membros da família, - agrupados juntamente com as mulheres e crianças (Exo, 20:17). As crianças. tal como os escravos, podiam ser compradas e vendidas. Era difícil distinguir entre uma esposa legitima e uma mera concubina. Conforme Paulo sugeriu em Gál. 4:1, em Israel. uma criança "...em nada difere de escravo... », pois ambos podiam ser açoitados (Éxo. 21:20-27; Provo 13:24), mas eram os escravos que eram protegidos de receber injúrias permanentes e não as crianças.

Geralmente, em Israel, as famílias não tinham escravos em grandes números, conforme se viu nos Estados Unidos da América ou no Brasil. no tempo da escravidão negra. Antes, ali os escravos eram usualmente domésticos de famílias abastadas. Não sendo usados no trabalho braçal agrícola. Um grande afeto também se instaurava entre os proprietários e os seus escravos. De fato, os códigos bíblicos proviam para os escravos que preferissem tornar-se escravos permanentes de seus senhores. Tal relação deve ter existido entre Abraão e Eliezer, tanto assim que houve tempo em que este último chegou a ser considerado o herdeiro de Abraão (Gên, 15:1-4). 
E, algum tempo depois, Eliezer foi incumbido da difícil tarefa de conseguir esposa. de um lugar distante, para Isaque, filho de seu senhor. Por semelhante modo. um escravo de Saul (I Sam. 9:5; 16:22). que nossa versão portuguesa chama de «moço de SauI», tornou-se o confidente e o conselheiro de seu senhor. O mesmo se deu no caso de Geazi, que servia a Eliseu (11 Reis 4:12 e 8:4). Jará, um escravo egípcio, recebeu como esposa a própria filha de seu senhor (I Crô. 2:35). Por conseguinte, entre os proprietários e os seus escravos havia um clima de afeição mútua e não aquelas atitudes odiosas e racistas que caracterizaram a escravidão negra. que se prolongou até às décadas finais do século XIX. no Novo Mundo.CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Editora HAGNOS. Vol. 2. pag.457, 460.(estudaalicao.blogspot.com)
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com


Subsidio pre-adolescentes Jesus venceu a morte n.8





A lição de hoje encontra-se em: 1 Coríntios 15.53-58.
Caríssimo(a) professor(a),

                           Professor Escritor Mauricio Berwald





Prezado professor, nesta lição estudaremos a doutrina da Ressurreição de Cristo. Todavia, o texto de 1 Coríntios 15, não trata somente da ressurreição de Jesus, mas também da natureza e características da ressurreição dos justos. No primeiro caso, Paulo apresenta (vv. 3-8) quatro eventos que compõem a essência do evangelho e da mensagem cristã: A morte, o sepultamento, a ressurreição, e as provas irrefutáveis da ressurreição de Jesus, segundo as Escrituras (vv.3,4). Portanto, nesses dias de confiança na razão e de incredulidade na religião, reafirmar a crença e as evidências históricas e doutrinárias na ressurreição de Jesus é indispensável. Deus o abençoe e boa aula!


INTRODUÇÃO

“A ressurreição

A ressurreição de Jesus como um evento real e histórico tem sido a pedra de esquina do cristianismo através dos séculos. O fato de que isso é crido por inúmeras pessoas por uma sucessão ininterrupta de gerações, tem dado pouca oportunidade para o surgimento de repentinos ‘mitos de Jesus’ ou lendas. Além disso, sempre podemos comparar a crença moderna com milhares de escritos antigos do Novo Testamento, e com escritos não-cristãos, para verificar a coerência de vários relatos e garantir a exatidão histórica na doutrina e nas crenças. Diferente de outras religiões, o cristianismo é baseado em fatos históricos. Ele não é uma filosofia ilusória. Se a ressurreição de Jesus nunca tivesse acontecido, não haveria absolutamente nenhuma base para a igreja cristã. Ela não existiria.
 Como vimos, há uma história contínua da igreja sem interrupção. Podemos voltar ao passado recorrendo aos documentos mais antigos da igreja (primeiros manuscritos do Novo Testamento) e encontrar o dogma essencial da igreja, que permanece o mesmo. Os muitos mártires da fé cristã morreram todos por essencialmente uma coisa - defender o fato histórico de que Jesus Cristo ressuscitou dos mortos. Os inimigos da igreja esperavam que a execução dos líderes da igreja fizesse a expansão do cristianismo cessar. Em vez disso, aumentou a determinação dos cristãos e fornece evidências pungentes da historicidade da ressurreição de Jesus às gerações posteriores”.
(MUNCASTER, R. O. Examine as evidências. RJ: CPAD, 2007, pp. 409-10.) 
A Bíblia declara que seremos como Jesus quando o virmos por ocasião de sua vinda (I Jo 3.2). Nossos corpos serão gloriosos e dotados de esplendor e beleza; serão corpos poderosos e apropriados às regiões celestiais. Essa mudança será repentina e sobrenatural. Isto acontecerá ao soar da última trombeta. Então, encontrar-nos-emos com o Senhor nos ares; e, com Ele estaremos para sempre (1 Ts 4.17).
Não são poucos os que, amedrontados com as guerras e a poluição ambiental, dizem que já não nos resta qualquer esperança. Mas Deus não permitirá que as circunstâncias lhe prejudiquem os planos, nem que lhe frustrem os decretos. O certo é que Jesus voltará, e porá fim à corrupção, à miséria e às artimanhas. Ele instaurará o seu reino glorioso



 OS QUE NÃO CRÊEM NA RESSURREIÇÃO

1. Os saduceus. Os saduceus eram os intelectuais da época de Cristo. Na sua maioria eram sacerdotes e membros do sinédrio - o supremo tribunal judaico (At 5.17). Eles aceitavam somente o Pentateuco — a Lei de Moisés. Os três Evangelhos sinóticos afirmam que eles não criam na ressurreição (Mt 22.23; Mc 12.18; Lc 20.27) e na existência de anjos (At 23.8). Diziam que a crença da ressurreição dos mortos não podia ser confirmada nos escritos de Moisés. O historiador Flávio Josefo declara que a crença deles era de que a alma morria com o corpo, opondo-se assim aos fariseus que criam nessas doutrinas.
2. Os gregos. Não eram só os saduceus que negavam a ressurreição dos mortos: os gregos também procediam da mesma forma (At 17.32; 1 Co 15.12). Na atualidade, os céticos, os materialistas e até grupos religiosos negam, de igual modo, a doutrina bíblica da ressurreição.
3. A insensatez dos incrédulos. Segundo Myer Pearlmam, os judeus poderiam ter refutado o testemunho dos primeiros pregadores se tivessem exibido o corpo de Jesus. Mas não o fizeram — porque Cristo ressuscitara corporalmente (Lc 24.3). Muitos argumentos contrários à ressurreição de Jesus são tão inconsistentes que, por si mesmos, se auto-refutam. Negar a ressurreição de Jesus é tolice. Se a ressurreição de Jesus não fosse um fato real, o Cristianismo teria morrido em seu nascedouro. A Bíblia, porém, afirma que o túmulo de Jesus foi encontrado vazio (Mt 28.6). Onde, pois, estava o corpo crucificado? O próprio Jesus falou acerca da sua morte e ressurreição ao terceiro dia (Jo 2.19-22). 
Ressuscitar significa despertar, levantar dentre os mortos. Converse com seus alunos sobre a imprescindibilidade dessa doutrina. Enfatize que Cristo foi feito "as primícias dos que dormem", e os que morrerem nEle, em sua vinda ressuscitarão à semelhança de sua ressurreição.
Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé. Foi o que afirmou Paulo aos cristãos de Corinto que, embora muito bem doutrinados (At 18.1,11), ainda não criam na ressurreição do Filho de Deus. Por isso, o apóstolo escreveu o que viria a chamar-se o "Grande Capítulo da Ressurreição". Nessa passagem, encontram-se as provas irrefutáveis da ressurreição de Cristo e as bases escriturísticas da glorificação dos santos ao ressoar da última trombeta.

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO 
1. “Segundo as Escrituras” (v.4). A ressurreição de Jesus fazia parte do plano divino da redenção. As evidências da ressurreição do Mestre já se encontravam nas “Escrituras” desde o Antigo Testamento (Sl 16.8-10; Os 6.2). O primeiro argumento para fundamentar a doutrina do Cristo ressuscitado tem sua base na Palavra de Deus. Depois temos as provas factuais, pois a ressurreição de Jesus é um fato incontestável. A Bíblia afirma que Jesus “... se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas, sendo visto por eles por espaço de quarenta dias” (At 1.3). A expressão “infalíveis provas”, no original grego, só aparece aqui, em todo o Novo Testamento, e distingue-se do vocábulo “testemunho” e de outros termos similares. É uma palavra técnica para “prova incontestável” refere-se, por conseguinte, à prova baseada em fatos que, por si só, suscitam credibilidade. Essas provas infalíveis e incontestáveis jamais puderam ser refutadas. As autoridades religiosas de Jerusalém lutaram muito para neutralizá-las, mas não o conseguiram (Mt 28.11-15).
2. Evidências das testemunhas pessoais (v.5). Paulo afirmou que Jesus se apresentou vivo a Pedro (Lc 24.34), depois aos demais apóstolos durante 40 dias (At 1.3). Eles pagaram um preço muito alto pelo que viram e testemunharam. Foram perseguidos, presos, torturados e mortos porque afirmaram que Jesus estava vivo (At 12.1-3). Isso está também registrado na história, e não apenas no Novo Testamento. Quem estaria disposto a morrer por uma mentira? Talvez algum insensato, mas não tanta gente. De fato, Cristo ressuscitou. Aleluia!
3. Quinhentas testemunhas (v.6). Paulo afirma que caso os coríntios duvidassem de Pedro e dos outros apóstolos, eles poderiam apresentar um grupo maior, pois o Senhor Jesus foi visto, certa vez, por mais de quinhentos irmãos. É interessante ressaltar que o apóstolo escreveu a Primeira Epístola aos Coríntios cerca de 30 anos depois de o fato ter acontecido, afirmando que muitas dessas testemunhas ainda estavam vivas. Em outras palavras, estava colocando as provas à disposição de qualquer interessado.
4. Foi visto até pelos que não criam. Paulo menciona o fato de Tiago (irmão do Senhor, que durante a vida de Jesus na Terra não cria nEle) ter sido uma testemunha da ressurreição (Mc 6.3; Jo 7.5). Aparentemente, a ressurreição de Jesus o havia convencido da verdade a respeito de Cristo, pois ele estava entre o grupo que compareceu ao cenáculo depois da ascensão (At 1.13). Paulo, o maior perseguidor da fé cristã, também teve um encontro com o Cristo ressurreto. Ele mesmo conta como foi esse encontro (At 22.5-8). Jesus provou a Paulo que Ele estava vivo. Com isso, tornou-se Paulo o maior defensor dessa doutrina. Trata-se, pois, de um doutor da lei, líder da religião dos judeus e perseguidor dos cristãos que se converteu a Jesus. 

A ressurreição de Jesus é um fato incontestável (At 1.3).

 O SIGNIFICADO DA RESSURREIÇÃO DE JESUS

1. A ressurreição do corpo. Deus garantiu que o corpo do Senhor Jesus Cristo não veria a corrupção, não se deterioraria (Sl 16.10); essa profecia cumpriu-se em sua ressurreição (At 2.24-30). O corpo que foi crucificado, não pôde ficar na sepultura. Jesus apresentou-se aos seus discípulos, dizendo ser Ele mesmo, e não uma aparição fantasmagórica. Isso prova que a sua ressurreição não foi em espírito. Ele ressuscitou em carne e osso (Lc 24.39,40).

2. Seu significado. A ressurreição de Cristo não consistiu apenas no fato de Ele tornar a viver, pois, se assim fosse, não haveria diferença das ressurreições registradas no Antigo Testamento, nem Jesus poderia ser considerado “as primícias dos que dormem” (1 Co 15.20); nem o “primogênito dentre os mortos” (Cl 1.18). A ressurreição de Cristo significa a sua glorificação e exaltação (Jo 7.39; Rm 6.4; Fp 3.20,21); a vitória esmagadora sobre Satanás, o pecado, a morte e o inferno (1 Co 15.54-56; Ap 1.17,18). É a viga mestra e o pilar do cristianismo. Cristo foi o primeiro a ressuscitar dos mortos para jamais voltar a morrer (1 Co 15.20). Ele é o nosso precursor, a garantia de que, no final, ressuscitaremos para a vida eterna. Jesus determinou que sua morte e ressurreição fossem o centro da pregação do Evangelho (Lc 24.44-47).A ressurreição de Cristo é a viga mestra e o pilar do cristianismo. 

A morte expiatória de Jesus foi uma realidade divina; mostra que o homem pode encontrar o perdão dos seus pecados, e assim ter paz com Deus (Rm 4.25). A ressurreição de Jesus prova que a sua morte expiatória foi aceita pelo Pai. Ele ressuscitou e os que já dormem no Senhor, quando do arrebatamento da Igreja, também ressuscitarão para a vida eterna juntamente com E

Pergunte aos alunos: Como será o corpo da ressurreição? Diga-lhes que será:

a) Visível (Lc 24.39);
b) Incorruptível (1 Co 15.42,54);
c) Palpável (Jo 20.27);
d) Corpo celestial (2 Co 5.1-4);
e) Vivificado (Rm 8.11).

Ensinar a classe dos pré-adolescentes, certamente, deve estar sendo uma experiência e tanto para sua vida cristã. Haja vista que, à medida que você ensina, também aprende e agrega os valores da Palavra de Deus à sua vida espiritual.Na aula de hoje você terá, juntamente com seus alunos, a oportunidade de estudar a respeito do bom efeito que a morte de Cristo trouxe para a salvação de todo aquele que crê. Como já vimos em aulas anteriores, este foi o evento que dividiu o tempo e trouxe mudanças significativas para o curso da humanidade. Dentre os destaques da aula de hoje, podemos citar o impacto que a morte e ressurreição de Cristo trouxeram sobre a própria morte e o pecado. Graças ao ato glorioso de Cristo, todos os que creem poderão experimentar da ressurreição no grande Dia da sua Vinda. 

A DOUTRINA DA RESSURREIÇÃO 

"Morrendo o homem, porventura, tornará a viver?" (Jó 14.14). Esta pergunta milenar do patriarca Jó, foi plenamente respondida quando "Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem" (1 Co 15.20). Nas Sagradas Escrituras, a ressurreição dos mortos, tanto a dos salvos, como a dos perdidos, é uma doutrina de suma importância.
1. Definição. A ressurreição pode ser definida como o retorno à vida de modo sobrenatural. A Bíblia afirma que os salvos ressuscitarão com um corpo transformado e glorioso (vv. 35-53), enquanto que os ímpios ressuscitarão com um corpo desprezível e vergonhoso (Dn 12.2). Cristo ressuscitou, retornando sobrenaturalmente à vida física (Mt 28.9,17). Quanto aos outros casos de ressurreição descritos na Bíblia, foram temporários, vindo a pessoa a falecer mais tarde. De acordo com a Palavra de Deus, a ressurreição pode ser compreendida, também, como a conversão a Cristo (Ef 2.1,5,6; 2 Co 5.17).Ressuscitar significa despertar, levantar dentre os mortos. Converse com seus alunos sobre a imprescindibilidade dessa doutrina. Enfatize que Cristo foi feito as primícias dos que dormem, e os que morrerem nEle, em sua vinda ressuscitarão à semelhança de sua ressurreição. A Bíblia diz que o mesmo corpo, que foi sepultado, será reerguido (1 Co 15.35-44). Faça a seus alunos a seguinte pergunta:

Como será o corpo da ressurreição? Coloque as respostas abaixo no quadro e explique-as com todo cuidado. Como será o corpo da ressurreição? a) Visível (Lc 24.39); b) Incorruptível (1 Co 15.42,54); c) Palpável (Jo 20.27); d) Vivificado (Rm 8.11).

2. A ressurreição de Cristo é nossa garantia no presente. Quanto a isso, a Bíblia declara: "E, se Cristo não ressuscitou, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé" (v.14). Mas, Ele ressuscitou e: "se apresentou vivo, com muitas e infalíveis provas" (At 1.3).

3. A ressurreição de Cristo é a nossa garantia no futuro. "Se esperamos em Cristo só nesta vida, somos os mais miseráveis de todos os homens. Mas, agora, Cristo ressuscitou dos mortos e foi feito as primícias dos que dormem" (1 Co 15.19,20). A ressurreição dos que dormiram em Cristo, marcará o início da vida eterna de glória da Igreja com o Senhor no céu. 
A ressurreição de Jesus é o fundamento do Cristianismo. 

II. A PROFECIA DA RESSURREIÇÃO 

A verdade da ressurreição dos mortos permeou de forma marcante as escrituras hebraicas. As três principais são: Jó, Davi e Daniel.
1. A profecia de Jó. Jó é considerado contemporâneo dos personagens do livro de Gênesis, numa remota antiguidade. Em seu livro, no capítulo 19 e versículos 25 a 27, o patriarca afirmou que após sua morte, ressurgirá e verá claramente o seu Redentor.
2. A profecia de Daniel. Considerado o principal escritor apocalíptico do Antigo Testamento, refere-se assim esse profeta: "Muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e horror eterno" (Dn 12.2).
3. A profecia de Davi. O rei Davi, que também era profeta, já antevia, por inspiração divina, que o Messias provaria a morte, mas haveria de ressuscitar dentre os mortos (Sl 16.10; At 2.34).
4. A profecia do próprio Cristo. Em diversas ocasiões, o Senhor Jesus advertiu aos seus discípulos que Ele, haveria de ser entregue aos pecadores, e também morrer, a fim de resgatar a humanidade de seus pecados e iniquidades. Todavia, iria ressuscitar ao terceiro dia (Mt 16.21).A Bíblia ensina a doutrina da ressurreição de Cristo e dos justos. 

III. O FATO DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO 

A ressurreição de Jesus é um fato bíblico e comprovadamente histórico.
1. O fato da ressurreição de Cristo. Assim o evangelista Lucas registra a ressurreição de Nosso Senhor: "E, no primeiro dia da semana, muito de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra do sepulcro removida. E, entrando, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E aconteceu que, estando elas perplexas a esse respeito, eis que pararam junto delas dois varões com vestes resplandecentes. E, estando elas muito atemorizadas, e abaixando o rosto para o chão, eles lhes disseram: Por que buscais o vivente entre os mortos? Não está aqui, mas ressuscitou. Lembrai-vos como vos falou, estando ainda na Galiléia" (Lc 24.1-6).
2. A declaração da ressurreição de Cristo. Dentre as diversas declarações de fé do apóstolo Paulo temos a da ressurreição de Nosso Senhor: "Lembra-te de que Jesus Cristo, que é da descendência de Davi, ressuscitou dos mortos, segundo o meu evangelho; pelo que sofro trabalhos e até prisões como um malfeitor, mas a Palavra de Deus não está presa" (2 Tm 2.8,9). Nesta declaração, o apóstolo destaca a filiação divina do Filho de Deus (Jesus Cristo), sua filiação humana e real (descendente de Davi) e também declara ser Jesus o pleno cumprimento das Escrituras ("o meu evangelho"). Aqui temos uma incontestável evidência da ressurreição de Jesus.A ressurreição de Jesus é um fato bíblico e histórico.

IV. AS TESTEMUNHAS DA RESSURREIÇÃO DE CRISTO

Conforme vemos na Palavra de Deus, a ressurreição de Jesus é um fato real e historicamente confirmado. Vejamos alguns desses testemunhos da ressurreição de Nosso Senhor.
1. Os evangelhos. Todos os evangelhos atestam que Jesus precisou morrer para resgatar-nos do pecado, mas ressurgiu com mui grande poder e autoridade (Mt 28.1-10; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-10; Ef 1.19-22).
2. Os Atos dos Apóstolos. Cumprindo as recomendações de Jesus, os discípulos foram a Jerusalém, a fim de esperar a descida do Consolador. Eles se dispersaram quando da morte do Senhor, mas após a sua ressurreição voltaram a Jerusalém. No capítulo 1 de Atos, os discípulos presenciaram a ascensão de Jesus ao céu. Após o derramamento do Espírito Santo no Dia de Pentecostes, o apóstolo Pedro, eloquentemente, pregou acerca da ressurreição de Cristo (At 2.22-32). Com base na ressurreição de Cristo, os seus discípulos levaram o Evangelho até aos confins da terra.
3. Pedro e os doze. De acordo as testemunhas arroladas por Paulo, inicialmente o Senhor ressurreto foi visto por Cefas, também chamado Pedro, e em seguida pelos Doze (1 Co 15.5).
4. Os quinhentos irmãos. Esses "irmãos", mais de quinhentos, viram o Cristo ressuscitado (1 Co 15.6). A maioria destes ainda vivia quando Paulo escreveu esta epístola.
5. Tiago. Era irmão natural de Jesus. Antes, ele não acreditava que Jesus fosse o Messias de Israel (Jo 7.5). Jesus, já ressurreto apareceu a Tiago, que veio a tornar-se uma das colunas entre os santos (Gl 2.9).
6. Paulo. A última aparição do Senhor ressuscitado foi testemunhada pelo apóstolo Paulo, conforme ele mesmo testifica (1 Co 15.8). A partir daí, o que muito perseguiu a Igreja, agora muito a defende, até mesmo com o risco da própria vida (At 20.28-38). São todos testemunhos irrefutáveis da ressurreição de Nosso Senhor. Como recusar tais testemunhos? Em um tribunal marcado pela seriedade, seriam prontamente aceitos. 

Segundo a Palavra de Deus e os fatos nela revelados, o Senhor Jesus ressurgiu dentre os mortos. Ora, se Cristo ressuscitou, também ressuscitaremos quando do soar da última trombeta, anunciando o arrebatamento da Igreja. Foi o que o apóstolo deixou claro aos irmãos de Corinto (1 Co 15.51-54).A morte física não é a autoridade final de nossa existência. Pois, como Cristo ressuscitou pleno de vida e poder dentre os mortos, também venceremos as ânsias da morte para estarmos com o Senhor para sempre (1 Ts 4.17). 
Era o tema central da pregação da Igreja Primitiva. Devemos tê-la também como o centro de nossa mensagem, porquanto ela é a garantia de nossa própria ressurreição. A ressurreição de Cristo é a base de nossa fé e esperança. Uma das grandes afirmações do Novo Testamento encontra-se nestas palavras de Jesus: '... porque eu vivo, e vós vivereis' (Jo 14.19). Paulo classifica a ressurreição de mistério; algo que não havia sido revelado nos tempos do Antigo Testamento, mas que agora é-nos descoberto: 'Eis aqui vos digo um mistério' (1 Co 15.51-54). Tal como o corpo de Jesus, o corpo ressurreto, do qual Ele é a vida animadora, não será nem este corpo mortal que hoje possuímos, nem o espírito desencarnado, mas um corpo espiritual. Um corpo real e espiritual".(MENZIES, W. W.; HORTON, S. M. Doutrinas Bíblicas. RJ: CPAD, 1995, pp.175-6.) 

Receberemos do Senhor um corpo glorioso. 

A lei da gravidade não é mais forte do que nosso novo tabernáculo. Subiremos às nuvens para nos encontrar com o Senhor. Tudo o mais ficará preso à temporalidade e a gravidade deste mundo. Mas os salvos, juntos do Senhor, descansarão de sua militância; de nossas agruras terrenas não nos lembraremos mais (2 Co 5.1,2). Tudo será passado, e a única coisa importante será a eternidade que passaremos com o Senhor. Nossos corpos mortais serão revestidos de imortalidade. Nossos corpos naturais revestir-se-ão de espiritualidade. Não sentiremos mais cansaços físicos, pois nossos novos corpos não se enfadam. Não sofreremos mais as longas primaveras da vida, pois seremos revestidos de glória, jamais envelheceremos. O "mortal", diz Paulo, será "absorvido pela vida" (2 Co 5.1-4).

A Bíblia nos revela que no Dia em que a trombeta soar haverá uma grande ressurreição de todos os que morreram crendo em Cristo. Paulo detalha aos coríntios como se dará este grande evento.
“(1) A Bíblia revela pelo menos três razões por que a ressurreição do corpo é necessária. (a) O corpo é parte essencial da total personalidade do homem; o ser humano é incompleto sem o corpo. Por conseguinte, a redenção que Cristo oferece abrange a pessoa total, inclusive o corpo (Rm 8.18-25). (b) O corpo é o templo do Espírito Santo (1 Co 6.19); na ressurreição, ele voltará a ser templo do Espírito. (c) Para desfazer o resultado do pecado em todas as áreas, o derradeiro inimigo do homem (a morte do corpo) deve ser aniquilado pela ressurreição (1 Co 15.26).
(2) Tanto as Escrituras do Antigo Testamento (cf. Hb 11.17-19 com Gn 22.1-4; Sl 16.10 com At 2.24ss; Jó 19.25-27; Is 26.19; Dn 12.2; Os 13.14); como as Escrituras do Novo Testamento (Lc 14.13,14; 20.35.36; Jo 5.21,28,29; 6.39,40,44,54; 1 Co 15.22,23; Fp 3.11; 1 Ts 4.14-16; Ap 20.4-6,13) ensinam a ressurreição futura do corpo.
(3) Nossa ressurreição corporal está garantida pela ressurreição de Cristo (ver Mt 28.6 nota); At 17.31; 1 Co 15.12,20-23).
(4) Em termos gerais, o corpo ressurreto do crente será semelhante ao corpo ressurreto de Nosso Senhor (Rm 8.29; 1 Co 15.20,42-44,49; Fp 3.20,21; 1 Jo 3.2). Mais especificamente, o corpo ressurreto será: (a) um corpo que terá continuidade e identidade com o corpo atual e que, portanto, será reconhecível (Lc 16.19-31); (b) um corpo transformado em corpo celestial, apropriado para o novo céu e a nova terra (1 Co 15.42-44,47,48; Ap 21.1); (c) um corpo imperecível, não sujeito à deterioração e à morte (1 Co 15.42); (d) um corpo glorificado, como o de Cristo (1 Co 15.43; Fp 3.20,21); (e) um corpo poderoso, não sujeito às enfermidades, nem à fraqueza (1 Co 15.43); (f) um corpo espiritual (isto é, não natural, mas sobrenatural), não limitado pelas leis da natureza (Lc 24.31; Jo 20.19; 1 Co 15.44); (g) um corpo capaz de comer e beber (Lc 14.15; 22.16-18,30; 24.43; At 10.41).
(5) Quando os crentes receberem seu novo corpo se revestirão da imortalidade (1 Co 15.53). As Escrituras indicam pelo menos três propósitos nisso: (a) para que os crentes venham a ser tudo quanto Deus pretendeu para o ser humano, quando o criou (cf. 1 Co 2.9); (b) para que os crentes venham a conhecer a Deus de modo completo, conforme Ele quer que eles o conheçam (Jo 17.3); (c) a fim de que Deus expresse o seu amor aos seus filhos, conforme Ele deseja (Jo 3.16; Ef 2.7; 1 Jo 4.8-16).
(6) Os fiéis que estiverem vivos na volta de Cristo, para buscar os seus, experimentarão a mesma transformação dos que morrem em Cristo antes do dia da ressurreição deles (1 Co 15.51-54). Receberão novos corpos, idênticos aos dos ressurretos nesse momento da volta de Cristo. Nunca mais experimentarão a morte física.
(7) Jesus fala de uma ressurreição da vida, para o crente, e de uma ressurreição de juízo, para o ímpio (Jo 5.28,29)” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p. 1766).
Aproveite a ocasião e pergunte aos seus alunos se eles têm a certeza da ressurreição. Compare os textos de 1 Co 15.35-58 e 1 Ts 4.13-18, e explique aos seus alunos, de forma sucinta, como se dará a ressurreição dos mortos. Diga que este será um acontecimento que marcará o mundo inteiro e, por esse motivo, devemos estar vigilantes e preparados.

AASACENSSAO DE CRISTO APOS RESSURREIÇÃO
Atos 1.4-11.

4 - E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que (disse ele) de mim ouvistes.5 - Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias.6 - Aqueles, pois, que se haviam reunido perguntaram-lhe, dizendo: Senhor, restaurarás tu neste tempo o reino a Israel?7 - E disse-lhes: Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.8 - Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra.9 - E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.10 - E, estando com os olhos fitos no céu, enquanto ele subia, eis que junto deles se puseram dois varões vestidos de branco,11 - os quais lhes disseram: Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir. 

Jesus Cristo de Nazaré é apresentado nos Evangelhos de Mateus, Marcos, Lucas (Sinóticos) e João como muito mais que um rabino judeu, um grande professor ou um ousado profeta do século I. Os quatro evangelistas afirmaram que Jesus Cristo é o tão esperado Messias de Israel, o seu Libertador e o Deus encarnado! Dessas afirmações, denota-se a seguinte sentença: “Toda a humanidade será julgada um dia, com base nas suas respostas a este Jesus” (Jo 1.1-14 cf. 8.12-19). Qual Jesus lhe foi apresentado? O que está morto ou o ressurreto? A resposta, positiva ou negativa, a essas questões é fundamental para determinar em que a sua fé está baseada. Nossa oração é que ela esteja no “Cristo, o Filho do Deus vivo”(Mt 16.16).  

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 

Prezado professor, sugerimos o uso do esquema abaixo a fim de introduzir o assunto à classe. Reproduza o diagrama no data show, retroprojetor ou tire cópias para os alunos. Utilize o esquema para pontuar os locais e a ordem em que ocorreu a aparição do Senhor aos discípulos e demais pessoas. Explique que a quantidade e a variedade de pessoas que contemplaram Jesus Cristo de Nazaré, em circunstâncias distintas, de sua ressurreição até a sua ascensão, oferecem uma prova incontestável de que Ele ressuscitou e continua vivo. Aleluia!

FOTOS

Ascensão: Ato de ascendência: Subida; Elevação.

O Cristianismo só é possível quando se recebe, como verdade absoluta e irrecorrível, todos os fatos da História da Salvação. Os que buscam subtrair o sobrenatural da Bíblia Sagrada, considerando-o um mero recurso literário, atentam-lhe contra a origem divina. Por conseguinte, se não aceitarmos a História Sagrada na íntegra, seremos forçados, por uma questão de lógica e congruência, a rejeitá-la por inteiro.
No campo da teologia bíblica, não se pode dissociar o dogma da verdade histórica: aquele sem esta não passa de um mito. Por conseguinte, só é possível acreditar no Jesus Histórico se recebermos como verdade inquestionável tanto a sua concepção virginal como a sua ressurreição e ascensão física aos céus, onde está à destra de Deus. Na teologia autenticamente bíblica, não se pode separar o Cristo Histórico do Cristo anunciado na mensagem dos apóstolos.

I. A HISTORICIDADE DA ASCENSÃO DE CRISTO 

A ascensão de Cristo, por conseguinte, não pode ficar circunscrita ao dogma teológico; é teologia e dogma, mas é também um fato histórico incontestável. Lucas deixa bem claro que a sua narrativa é baseada em provas incontestáveis (At 1.3).
1. Data da ascensão. De maneira geral, aceita-se que o Senhor Jesus foi assunto aos céus no ano 34 de nossa era. As pequenas divergências cronológicas não desmerecem nem desacreditam o fato histórico (Mc 16.6; At 2.32; 1 Ts 4.14).
2. Lugar da ascensão. Jesus encontrava-se no Monte das Oliveiras com os seus discípulos quando ascendeu aos céus. Situado a leste de Jerusalém, a 818 metros em relação ao nível do mar, acha-se este monte intimamente ligado à vida e ao ministério Cristo.
3. As testemunhas da ascensão. Depreende-se que aproximadamente 120 pessoas hajam presenciado a ascensão de nosso Senhor (At 1.15). Quanto à sua ressurreição, afirma Paulo, foi testemunhada por mais de quinhentos irmãos, a maioria dos quais ainda vivia quando Paulo escreveu a sua Primeira Epístola aos Coríntios (1 Co 15.6,7). Quem poderia, num tribunal, contestar o depoimento de tantas testemunhas? Aliás, segundo a Bíblia, a declaração de duas ou três testemunhas oculares já era mais do que suficiente para encerrar qualquer polêmica (Dt 17.6; 19.15; Mt 18.16; 1 Tm 5.19).A Assunção de Jesus ocorreu no ano 34 da era cristã, no monte das Oliveiras, sobre os olhares de diversas testemunhas. 

II. A TEOLOGICIDADE DA ASCENSÃO DE CRISTO

No âmbito da Teologia Cristã, primeiro temos o fato, depois, o dogma. Doutra forma, repetimos, não teríamos uma doutrina, mas uma inconsistência histórico-teológica. Eis que podemos confiar no ensino da ascensão de nosso Senhor. Vejamos, em primeiro lugar, o que é a ascensão de Cristo.
1. Ascensão de Cristo. Subida corpórea e física do Cristo ressurreto e glorioso aos céus, para junto do Pai, após haver cumprido o seu ministério terreno. Sua ascensão foi, de fato, corpórea, porque a sua ressurreição foi física e não aparente. É claro que o seu corpo, à semelhança do que ocorrera no Monte da Transfiguração, foi elevado aos céus já revestido de glória, poder e celestialidade. Quando do arrebatamento, teremos um corpo semelhante (1 Co 15.50-58; 1 Jo 3.2).
Teologicamente, a ascensão de Cristo acha-se ligada a duas importantes doutrinas: a paracletologia e a escatologia.
2. A perspectiva paracletológica. Antes de ascender aos céus, prometeu o Senhor Jesus aos discípulos, ainda preocupados com a restauração do Reino de Israel, que seriam eles revestidos pelo Espírito Santo (At 1.8). Aos que buscavam a libertação política de um país, o Rei dos reis entrega, como herança, todas as nações da terra. Não mais um império na terra, mas o Reino de Deus no mundo. E isso no poder do Espírito Santo.
3. A perspectiva escatológica. A narrativa da ascensão de Cristo traz, em si, o cerne da escatologia cristã. A sua subida aos céus é uma consequência teológica tanto de sua morte quanto de sua ressurreição. E acreditar nesta implica, para o cristão, esperançar-se no retorno do Senhor que, estrugida a última trombeta, ressuscitará os que nEle morreram e os que nEle vivem (1 Ts 4.14-17).
A sua ascensão foi sucedida por uma declaração escatológica. Aos discípulos que, maravilhados, observavam a elevação do Filho de Deus, prometem os dois seres angelicais: “Varões galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (At 1.11).A Ascensão trouxe implicações paracletológicas (o revestimento do Espírito Santo) e escatológicas (a esperança da vinda de Cristo).

III. A ASCENSÃO DE CRISTO EM NOSSA DEVOÇÃO

Além de sua beleza e sublimidade teológica, a ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo enleva-nos a devoção, estreitando-nos a comunhão com o Senhor. Vejamos, pois, alguns fatores devocionais que nos proporcionam o Cristo que ascendeu aos céus.
1. A posição do Cristo que ascendeu. Ascendido às alturas sob os olhares interrogativos e desolados de seus discípulos e apóstolos, o Senhor Jesus assentou-se à destra do Pai. Ao registrar-lhe a ascensão, o evangelista Marcos garante tratar-se não de um engenho fantasioso, mas de um evento histórico: “Ora, o Senhor, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu e assentou-se à direita de Deus” (Mc 16.19). Vários autores sagrados fazem menção ao acontecimento (At 2.33; 7.56; Hb 10.12; 12.2; 1 Pe 3.22).
Cristo está à destra de Deus. Alegremo-nos. Junto ao Todo-Poderoso encontra-se um que nos compreende. À nossa semelhança, Ele sabe o que é padecer (Is 53.3). Eis porque está sempre a interceder por nós como o Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Sl 110.4). Não se desespere, Cristo o compreende.
2. A eficácia salvífica do Cristo que ascendeu aos céus. À destra de Deus, o Senhor Jesus atua como o mediador da nova aliança firmada em seu sangue, através da qual obtivemos eterna salvação (Hb 5.9). Sim, somente em seu nome é que o ser humano logra a redenção de sua alma, como reafirmou o apóstolo Pedro: “E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos” (At 4.12).
À destra de Deus, o Senhor Jesus salva e justifica o pecador, proporcionando-lhe a bem-aventurança de ser adotado pelo Pai como filho (Rm 5.1; Ef 1.5).
3. Cristo assunto, nosso Advogado. Consola-nos saber que, à destra de Deus, temos um advogado sempre pronto a defender-nos as causas junto ao Juiz de toda a terra. Eis como o discípulo do amor descreve essa função do Senhor: “Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo. E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo” (1 Jo 2.1,2).
Se você pecou, não se desespere. Arrependa-se e confie no Advogado que temos, junto, ao Pai.Cristo em sua Ascensão, está à destra de Deus como o Advogado que intercede, por nós, a Deus; o Justo Juiz. 
A ascensão de Nosso Senhor Jesus Cristo é um fato comprovadamente histórico. Como é bom saber que, junto ao trono do Todo-Poderoso, temos um intercessor e advogado sempre pronto a interceder por nós. Amém! E um dia, mais rápido do que supomos, virá o Senhor arrebatar-nos, para que estejamos sempre com Ele nos céus ao lado do Pai. Amém!.

“A Teologia da Ressurreição de Cristo

Soteriologia da ressurreição. Para que o pecado do homem seja expiado, deve haver uma vida perfeita de justiça, vivida em completa obediência à santa lei de Deus, para ser oferecida ‘sem mácula’. Cristo realizou esta importante obra através de sua vida (Rm 5.19; 10.4; Hb 4.15; 5.8,9). [...] Deus mostrou sua absoluta satisfação com a obediência ativa e passiva de Cristo, ressuscitando o seu Filho dos mortos, e assim atestando que sua obra que visava alcançar a nossa justificação foi aprovada e aceita (Rm 4.25).
Escatologia da ressurreição. A ressurreição revela a vitória completa e final sobre a morte e o pecado, e sobre os seus efeitos no homem e na criação. Pelo fato de Cristo ter ressuscitado, os crentes também ressuscitarão em corpos transformados (1 Co 15). Por meio deste mesmo fato, a natureza também será libertada da maldição. Esta é a explicação da ressurreição do crente ou a manifestação dos filhos de Deus através da ‘redenção do nosso corpo’, e a remoção da ‘servidão da corrupção’ na segunda vinda de Cristo serem mencionados como ocorrendo simultaneamente em Romanos 8.18-23”.Dicionário Bíblico Wycliffe. RJ: CPAD, 2009, p.1669)

Subsídio Apologético 
“A Ressurreição

Além de 1 Coríntios 15, há mais de uma dúzia de outras referências à ressurreição de Cristo nas incontestáveis epístolas paulinas, escritas antes dos anos 50 (Rm 4.24,25; 6.4,9; 8.11,34; 10.9; 1 Co 6.14; 2 Co 4.14; 5.15; Gl 1.1; 1 Ts 1.10; etc). Em segundo lugar, não há alternativa que explique adequadamente por que os primeiros cristãos judeus (isto é, não apenas gentios) alteraram o seu dia de adoração de sábado para domingo, especialmente quando a sua lei fazia da adoração no sábado (Sabbath) um dos Dez Mandamentos invioláveis (Êx 20.8-11). Alguma coisa objetiva, assombrosamente significativa e com data de alguma manhã de domingo em particular deve ter gerado a mudança. Em terceiro lugar, em uma cultura em que o testemunho das mulheres era frequentemente inadmissível em um tribunal, quem inventaria um ‘mito’ relacionado à fundação, em que todas as primeiras testemunhas de um evento difícil de crer eram mulheres? Em quarto lugar, os relatos contidos do Novo Testamento diferem dramaticamente das bizarras descrições apócrifas da ressurreição, inventadas no século II e depois. Em quinto lugar, nos primeiros séculos do cristianismo, nenhum sepulcro jamais foi venerado, separando a resposta cristã à morte do seu fundador de praticamente todas as outras religiões da história da humanidade. 


Finalmente, o que teria levado os primeiros cristãos judeus a rejeitar a interpretação que lhes foi dada como herança de Deuteronômio 21.23, de que o Messias crucificado, pela própria natureza da sua morte, demonstrou que Ele estava se colocando em uma posição de maldição diante de Deus? Novamente, é mais fácil crer em um evento aceito como sobrenatural do que tentar explicar todos estes fatos estranhos através de alguma outra lógica”.(BLOMBERG, C. L. Questões Cruciais do Novo Testamento. 1.ed. RJ: CPAD, 2010, pp.66-67)
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com