domingo, 25 de junho de 2017

Subsidio jovens betel Pentateuco n.1 (conectar) 2017



SUBSIDIO JOVENS BETEL CONECTAR N.1 INTRODUÇÃO AO PENTATEUCO


"Pentateuco" é uma palavra grega que significa "conjunto de cinco livros"; e emprega-se, normalmente, como sinônimo do grupo dos cinco primeiros livros do Velho Testamento. Na Bíblia hebraica estes livros formavam um grupo à parte intitulado "a Lei", porque apresentam um caráter legal, embora tenham um número considerável de narrativas históricas. Por várias vezes se emprega este termo no Novo Testamento, referindo-se àqueles cinco livros (cf. Mt 12.5; Jo 1.45; At 13.15; At 24.14; 1Co 14.34). Foi assim que deliberamos analisar primeiro o Pentateuco separadamente, e em seguida os outros livros históricos.

5 Autor e a Data

Muito mais se poderia dizer; mas o que ficou exposto é suficiente para demonstrar, que a Lei não supõe diferentes épocas da história de Israel, mas uma só: a de Moisés. É a própria Bíblia a reclamá-lo. Por várias vezes Deus disse a Moisés: "Assim dirás aos filhos de Israel", mas não em sentido figurado, como noutros códigos antigos do Oriente (por exemplo, no famoso código de Hamurábi). O Senhor entregou realmente ao Seu povo, na pessoa de Moisés a Lei, que deveria ser escrita (cf. Êx 24.4; Êx 34.27; Dt 31.9,24), abrangendo a coleção completa de todas as ordens emanadas do Senhor. É natural que o legislador queira que as suas leis sejam escritas. Moisés, porém, foi mais longe e não se limitou a escrever as leis. No Êx 17.14, o Senhor ordena-lhe: "Escreve isto para memória num livro, e relata-o aos ouvidos de Josué". De que se tratava? De registar o crime de Amaleque e o castigo que Deus lhe infligira, juntamente com o acontecimento histórico que deu origem àquele crime, ou seja, o assalto de Amaleque às posições dos filhos de Israel. Quanto ao itinerário de Nm 33.2, é muito possível que Moisés não só anotasse as diferentes localidades por onde os israelitas passaram, mas também os principais acontecimentos que tiveram lugar durante a viagem. Tendo sido educado na corte egípcia, Moisés sabia muito bem que os acontecimentos importantes devem registar-se dia a dia, tal como faziam os escribas do Egito. Fala-se ainda dum "cântico" de Moisés, que escrevera e ensinara aos filhos de Israel (Dt 31.22) e que vem registrado em Dt 32.1-43.

No que respeita à história pré-mosaica, não há dúvida que o autor teve de recorrer a documentos escritos já existentes, a servirem de fontes às diferentes genealogias, como a que vai de Adão a Noé: "Este é o livro das gerações de Adão" (Gn 5). O uso da palavra "livro" implica, sem dúvida, que esta genealogia deve ter sido extraída dum documento escrito, cujo título podia ser aquele e que passou a ser introduzido no Gênesis. Gn 14 deve basear-se também num antigo documento. O fato de Abraão ser cognominado o "hebreu", dá a entender que o documento deve ter uma origem não-israelítica. Também não é provável, que até ao tempo de Moisés toda a história da humanidade antidiluviana e dos patriarcas se tenha mantido apenas através da tradição oral. O mais certo é que os relatos desses tempos primitivos fizeram parte dos tesouros que os israelitas levaram consigo quando saíram do Egito.

Em mais do que um caso há vestígios de ligeiras alterações ao texto original, como na descrição da morte de Moisés e na introdução de nomes de localidades modernas para auxiliar o leitor a identificar as do texto sagrado (cf. "Dã" em Gn 14.14 e "Ramessés" em Êx 1.11). Tomando em consideração estes fatos, apresentam-se duas hipóteses sobre a questão da autoria do Pentateuco. Para uns, é Moisés o seu autor, embora tenham de admitir-se leves modificações na transcrição ou na tradução, e até um ou dois aditamentos, como no caso da morte de Moisés, aliás evidente. Os cinco livros foram, pois, escritos e coordenados pelo próprio Moisés. Outros admitem um compilador muito posterior, talvez dos últimos tempos da monarquia, que se aproveitou da literatura mosaica e doutros materiais anteriores. Seja como for, uma coisa é certa: é que, em qualquer dos casos, há que admitir a inspiração divina nestes livros, que fazem parte da Bíblia e constituem para nós uma mensagem de Deus.

2 A Revelação Fundamental

É sabido que o Pentateuco nos fornece os principais fatos da revelação divina. Precisamente nos primeiros capítulos é que ficamos a saber que foi Deus o Criador do mundo onde vivemos. Segue-se a descrição da queda do homem, revolta da criatura contra o Criador, por meio da qual a humanidade, e com ela toda a criação, teve de suportar a maldição divina. Vem depois a promessa do Salvador ("a Semente da Mulher" em Gn 3.15), com a indicação das circunstâncias em que este Salvador aparecerá no mundo. Primeiramente há um quadro geral do universo, em que o pecado leva o Senhor a destruir o homem pelo dilúvio, fazendo-o desaparecer da face da terra. Depois desse dilúvio, de que só escapou a família de Noé, surge um período de apostasia, cujo cúmulo leva o homem a construir uma torre capaz de enfrentar as nuvens e o próprio Deus (Gn 11.4).

Deus, porém, na Sua bondade infinita, propõe-Se preparar um povo, de que há de sair o Salvador. De Ur dos Caldeus chama Abraão, um dos descendentes de Sem (Gn 11.26), e através dele promete a bênção a todas as famílias da terra (Gn 12.3). Os filhos de Jacó emigram para o Egito, onde após anos de tranquila estada, se transformam numa grande nação. Surge a escravidão e uma tentativa para restringir o progresso desse povo, mas o Senhor liberta-o e com ele realiza uma aliança no Monte Sinai. É a Lei mosaica, que lentamente vai sendo explicada. Mas a libertação do Egito, por meio de Moisés, não passa dum símbolo da obra redentora de Cristo (cf. Jo 1.17; Cl 2.17). Narrações que não podem ser tomadas como mera representação dos acontecimentos históricos, pelo seu significado espiritual, que podemos e devemos atribuir-lhes.


3 A Teoria dos Documentos

Há muitos autores que negam categoricamente a origem mosaica destes primeiros livros, dividindo o Pentateuco em diferentes "fontes" ou "documentos", e admitindo que esses livros só começaram a aparecer unidos no tempo do escriba Esdras. Era esta a teoria corrente ainda no fim do século passado. A partir daí, todavia, sérias dúvidas se têm levantado contra a chamada "teoria dos documentos", dando origem a divergência de opiniões. Como ainda se segue esta teoria em muitas escolas, será útil fazermos alusão aos principais argumentos aduzidos, e bem assim provar como são insustentáveis.

1) OS NOMES DIVINOS. 

Logo de início se reparou na variedade dos nomes atribuídos a Deus. Daí o falar-se em fontes "jeovaístas" e "eloístas" conforme Deus é denominado Jeová ou ’Elohim. Mas temos observado que o Corão dos maometanos apresenta um caso idêntico. Uns textos falam de "Allah" (heb. ’Elohim) e outros de "Rab" (heb. Yahweh = Senhor). Quanto à reunião dos dois termos Yahweh-Elohim, que só aparece no Gênesis (Gn 2.4-3.24) e no Êxodo (Êx 9.30), não é caso para supor tratar-se dum autor diferente. Em conclusão, os partidários desta teoria não podem sustentar a infalibilidade dos seus argumentos, baseando-se apenas nos diferentes nomes de Deus.

2) LINGUAGEM E ESTILO. 

Fala-se ainda em diferenças de linguagem, de estilo, e até do aspecto teológico, se bem que tais maneiras de pensar, sendo meramente subjetivas, não são de grande importância. É de notar, que um dos defensores da "teoria dos documentos", após um exame rigoroso, chegou à conclusão de que são pequeníssimas as diferenças lingüísticas das várias fontes e acabou por admitir que se trata de ligeiras diferenças, meramente acidentais.

3) AS NARRAÇÕES EM DUPLICADO. 

De maior importância é o fato de o mesmo acontecimento ser, por vezes, narrado de duas maneiras. Seria o caso da criação, do dilúvio, da esposa de Abraão, da ida de José para o Egito, das dez pragas, e ainda da rebelião de Coré, Datã e Abirã. Não raro as descrições são apresentadas em separado (por exemplo, a história da criação); noutros casos afirma-se que as descrições foram habilmente reunidas numa só história por um redator, (por exemplo, a história de José). Em nenhum destes casos, todavia, há realmente uma narração em duplicado do mesmo acontecimento.

Quanto à história da criação, convém distinguir entre a revelação da obra criadora de Deus no primeiro capítulo do Gênesis e a história do mundo criado do capítulo imediato. Quanto ao dilúvio, que é um dos casos mais discutidos, é uso afirmar-se, que primeiramente Noé foi incumbido de introduzir na arca um casal de cada espécie de animais e, mais tarde, sete de cada espécie "pura" e dois de cada espécie "impura". Mas, por que considerar este exemplo um caso de contradição? O fato de ser aconselhado a tomar um casal de cada espécie, o que não passava duma regra geral, porventura poderá impedir que se sigam outras instruções relativas aos animais "impuros"? No caso da esposa de Abraão, a quem o marido negou, não parece tratar-se duma narração em duplicado do mesmo acontecimento (ou até em triplicado, se considerarmos a intervenção de Isaque no Gn 26.6-11), mas sim de vários acontecimentos. Quanto à resposta de Abraão em Gn 20.13 é possível que se trate dum ardil empregado, não só por Abraão, mas também por Isaque.

É frequente imaginar-se, também, duas versões diferentes da narração relativa à ida de José para o Egito. Segundo uma, José foi vendido pelos irmãos a uma caravana de ismaelitas; segundo outra, eram midianitas os que o levaram para o Egito. Mas quem não vê que se trata duma falsa interpretação do texto bíblico? O leitor imparcial facilmente descobrirá, que mercadores midianitas em trânsito retiraram José do poço onde os irmãos o tinham lançado, e esses é que o venderam aos ismaelitas, que por sua vez o levaram para o Egito. Assim, foram eles que realizaram o que os irmãos tinham em vista.

No que respeita à história das dez pragas do Egito, os partidários da "teoria dos documentos" também não deixam de encontrar vestígios de descrições em duplicado bem vincadas por uma série de diferenças sistemáticas, mas que, na realidade, não passam de ligeiras variantes de linguagem, se atendermos, sobretudo, aos traços característicos que se encontram tão intimamente ligados. No caso da rebelião de Coré, duas novas versões se apresentam: uma, referente à oposição dos leigos contra a autoridade civil de Moisés, chefiada por Datã e Abirã; a outra, aludindo à discórdia que surgiu entre a tribo de Levi e as outras tribos, sob o comando de Coré. Trata-se, todavia, duma suposição totalmente contrária ao texto, pois não só encontramos os três conspiradores atuando em conjunto em Nm 16.1-3, onde se diz que se opuseram à autoridade de Moisés e de Arão, mas também os vemos juntos nos versículos Nm 16.24,27. É de notar, no entanto, como no que se refere ao castigo que sofreram, ou seja, de serem tragados pela terra, o texto apenas fala de Coré (cf. Nm 16.32), sem mencionar o destino que tiveram os restantes conspiradores.

4) A DISCORDÂNCIA ACERCA DE DISPOSIÇÕES LEGAIS. 

Como explicar, por exemplo, que Nm 35.13 e segs. se refira a seis cidades de refúgio, enquanto em Dt 19.2,7 não vão além de três? Assim interrogam os nossos adversários, não vendo que no primeiro caso as cidades se situam, três na terra de Canaã, e três na Transjordânia. E como Moisés já tinha indicado três cidades na Transjordânia (Dt 4.41-43), não admira que ordenasse a separação de outras três na terra de Canaã. É certo, que em face de Dt 19.8 e segs., podem supor-se outras três cidades nas fronteiras de Canaã, mas isto em nada afeta o nosso caso, a admitir a manifesta discordância de textos.

E o caso das leis relativas às grandes festas? Em conformidade com Êx 23.14 e segs.; Êx 34.22 e segs.; Dt 16.16 eram três as grandes festas de Israel: a dos pães asmos, a das semanas e a das colheitas. Mas o Lv 23.27 e segs. menciona ainda o dia da expiação, o que leva a supor que o código levítico é de data posterior. Que dizer? Simplesmente que se trata dum argumento sem consistência, se lembrarmos que as leis do Êxodo e do Deuteronômio apenas lembram a obrigação de todo o israelita do sexo masculino aparecer diante do Senhor três vezes por ano. A nada é obrigado, porém, no dia da expiação. E são estas as ligeiras diferenças.

5) SACERDOTES E LEVITAS. 

De maior importância a diferença nítida entre o Deuteronômio e o chamado "Código Sacerdotal" no que se relaciona com os sacerdotes e os levitas. Quem segue a "teoria dos documentos" afirma que o Deuteronômio não faz qualquer distinção entre estas duas categorias, distinção essa que só mais tarde se verificou. Não é, contudo, o que se deduz de Dt 18, pois nos versículos Dt 18.3-5 fala-se do "direito dos sacerdotes a receber do povo", e de Dt 18.6-8 continua: "e quando vier um levita dalguma das tuas portas...".


4 A Lei Mosaica


Os partidários da "teoria dos documentos" são de opinião que o Deuteronômio foi escrito no reinado de Josias. Mas, se folhearmos cuidadosamente aquele livro, ficaremos surpreendidos por verificar que o narrador, sem uma única exceção, supõe que o povo de Israel ainda não vive em Canaã. Acentua, por exemplo, em Dt 11.2-7 que se dirige aos que pessoalmente foram testemunhas das maravilhas do Senhor no Egito, não só no Êxodo, como na travessia do deserto. Várias são também as alusões indiretas ao período mosaico: todos os acontecimentos históricos mencionados são anteriores à morte de Moisés; as descrições de Canaã como "terra, cujas pedras são ferro, e de cujos montes tu cavarás o cobre" (Dt 8.9), só se compreendem antes de Israel entrar na Terra Santa, visto que o povo nunca se preocupara com os tesouros que essa terra escondia. Além disso, o Deuteronômio contém determinações cuja prática seria impossível no tempo do rei Josias. Recordem-se, por exemplo, as medidas drásticas contra a idolatria e falsas profecias (cf. Dt 13; 15). Como pensar em tais determinações numa época em que o culto dos ídolos alastrava assustadoramente em Israel, a par do grande número de falsos profetas a exercer poderosa influência nos espíritos?

Ao examinarmos atentamente o corpo de leis do Pentateuco, não é difícil descobrirmos uma séria de normas acidentais de fundo real. É o caso das freqüentes alusões aos animais domésticos, como por exemplo, ao "boi" e ao "burro" no décimo mandamento do Êxodo, enquanto não se fazem outras referências análogas, como aos "campos" ou à vida agrícola em geral. Mas repare-se como já se alude ao "campo" na transcrição que o Deuteronômio apresenta do Decálogo. Tudo a indicar que Israel estava prestes a entrar em Canaã.

Entre os materiais empregados na construção do tabernáculo, encontra-se o "linho fino", que era um produto exclusivo do Egito; "pelos de cabra", utilizados apenas pelos nômades para tecerem as coberturas pretas das tendas; "peles de texugo", provavelmente peles duma vaca marinha do Mar Vermelho, que os habitantes da Península do Sinai utilizavam na confecção de sandálias; e finalmente, "madeira de shittim", uma espécie de acácia do Egito e da Península do Sinai. (Repare-se, que no caso do Templo de Salomão não foi utilizada aquela madeira de "shittim", mas apenas madeira de cedro, abeto ou oliveira).

Quanto aos materiais empregados na confecção do incenso, citam-se as "ônicas", que eram uma espécie de caramujo freqüente no Mar Vermelho, e cuja concha, depois de queimada, produzia um aroma agudo e penetrante. São numerosas as referências a pedras preciosas não existentes na Palestina, mas muitas delas encontram-se com freqüência no Egito, ou nas vizinhanças do Mar Vermelho e da Península do Sinai. O "linho entrelaçado" para as cortinas do tabernáculo lembra-nos ainda o Egito e os seus hábeis artífices.

Quanto às listas dos animais "puros" e "impuros", é de notar que, embora muitos se encontrem tanto na Palestina como no Egito e na Península do Sinai, todavia abundam com mais freqüência no Egito. O "porco", por exemplo, é próprio das regiões úmidas; o "milhano" aparece mais na zona do Nilo e nas margens do Mar Vermelho; o "pelicano" freqüenta os lagos egípcios; por fim o "pavoncino" ou "poupa" é sem dúvida uma ave essencialmente africana. No que se refere à "cabra montês" ou "camurça" do Dt 14.5, e que não aparece na lista do Lv 11, parece tratar-se do "argali" oriental, espécie de "carneiro selvagem" proveniente da Ásia Menor, da Transcancásia ou da Pérsia, mas nunca do Egito. Para explicar a presença deste animal no Código Deuteronômico, basta lembrar que este livro foi publicado na terra de Moabe.

Em conclusão, todas as práticas de idolatria mencionadas na Lei só se observavam na Fenícia e em Canaã. Deuses de metal fundido, imagens esculpidas, colunas sagradas, o terrível costume de fazer passar as crianças pelo fogo, são práticas da religião de Canaã, que recentes escavações vieram confirmar. Quanto ao costume de sacrificar aos demônios (Lv 17.7), trata-se duma velha superstição, que supunha o deserto infestado por legiões de demônios transformados em bodes.         BIBLIOGRAFIA Encylopedia Standard padrão 1932.
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com


Subsidio central gospel introdução de Atos cap.1




INTRODUÇÃO AO LIVRO DE ATOS


Palavra Chave
Ação: Ato ou efeito de atuar, agir obrar, operar. 

Neste trimestre, estudaremos o livro de Atos dos Apóstolos. Certamente haveremos de nos convencer de que, à semelhança daqueles dias, o Espírito Santo vem agindo na Igreja e através da Igreja, levando-a a ser o sal de um século insípido e a luz de um mundo em trevas. Mas não espere encontrar uma igreja sem problemas, conforme adverte-nos o pastor inglês John Stott: “A leitura de Atos não deve levar-nos a uma idealização da Igreja Primitiva, como se ela não possuísse nenhum defeito. Como veremos adiante, ela tinha muitos”.Sim, não encontraremos uma igreja perfeita, mas uma igreja poderosa e militante que espalha o Evangelho de Cristo sem impedimento algum. 

O título "Atos dos Apóstolos" não é muito bem aplicado, porque o livro se ocupa apenas com dois deles, Pedro e Paulo. Era conhecido em tempos antigos como "O Evangelho do Espírito Santo" e "O Evangelho da Ressurreição", mas seu título mais acertado é "Atos do Senhor Ressurgido e Glorificado".  O Capítulo 1.1 revela a mensagem do livro. Os evangelhos recordam a vida de Jesus na carne; Atos, sua vida no Espírito (Lee).

Escritor. Em Atos dos Apóstolos Lucas continua o relatório do Cristianismo começado no Evangelho que traz o seu nome. No "primeiro tratado" ele relata o que Jesus "começou não só a fazer mas a ensinar"; em Atos descreve o que Jesus continuou a fazer e a ensinar pelo seu Espírito.Data. O livro dos Atos termina com a narrativa do primeiro ministério de Paulo em Roma, em 65 d.C. e parece ter sido escrito nesses tempos.Tema: Este livro relata a ascensão e a promessa da volta do Senhor Jesus, a descida do Espírito Santo no Pentecoste, o uso das "chaves" por Pedro, abrindo o Reino (considerado como esfera de profissão como em Mateus 13) aos judeus no Pentecoste, e aos gentios na casa de Cornélio. Relata ainda o começo da Igreja Cristã, e a conversão e ministério de Paulo.

O Espírito Santo enche a cena. Como nos evangelhos, a presença do Filho, revelando e exaltando o Pai, é o fato principal, assim a presença do Espírito Santo, exaltando e revelando o Filho, é o grande fato de Atos (Scofield).
Os capítulos iniciais do Livro de Atos definem os alicerces do explosivo crescimento da jovem igreja. Por cerca de quarenta dias os discípulos foram ensinados, por Jesus, sobre ‘o Reino de Deus’ e sua responsabilidade de difundir a mensagem de Jesus ‘até aos confins da terra’ (1.1-8). A ascensão visível de Cristo ao céu foi seguida por um breve período de espera, durante o qual os discípulos escolheram um fiel seguidor de Jesus para assumir o lugar de Judas Iscariotes (1.9-26). Esta espera terminou no dia de Pentecostes.

[Os] primeiros capítulos de Atos apresentam os temas que percorrem todas as epístolas do Novo Testamento, e são vitais para nós hoje. O primeiro tema é o Espírito Santo. Sua vinda inaugura a igreja . O segundo tema é a evangelização. Os primeiros cristãos são levados a proclamarem o Senhor . O terceiro motivo é a comunhão. Os membros da jovem igreja são unidos por comprometimento compartilhado com Jesus. Eles adoram, estudam, repartem e oram juntos, em unidade que inspira profundo carinho de uns pelos outros. Embora devamos encarar o Livro de Atos como documento descritivo que retrata o que aconteceu no século I, em lugar de encará-lo como um documento prescritivo que nos instrui sobre como devemos viver hoje, estes três temas nos lembram de como dependência do Espírito, paixão pela evangelização e comprometimento com a comunhão são vitais para qualquer pessoa que procure seguir a Jesus Cristo em nossa época”.(RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed. RJ: CPAD, 2007, pp.251-2)  

A Eclesiologia em Lucas

“No pensamento de Lucas, a Igreja relaciona-se com algumas coisas antigas e novas. Ela está ligada às coisas antigas porque compartilha as promessas feitas e entrega essa mensagem ao mundo. Ela está ligada às coisas novas porque é uma estrutura totalmente nova por meio da qual, agora, Deus opera. Os apóstolos proclamavam nas sinagogas que Jesus é o cumprimento da Lei do Antigo Testamento, portanto, todo judeu que respondia as promessas devia vir a Jesus. 
A argumentação dos apóstolos era que o fim natural do judaísmo encontrava-se em Jesus. No início de Atos dos Apóstolos, os apóstolos não parecem considerar que foram chamados a se separar de Israel. Eles iam ao Templo e se reuniam lá (At 3.1-10; 4.1,2; 5.12). A prática deles era sensível em relação às preocupações judaicas (15.1-35; 21.17-26). [...] Até mesmo quando Paulo deixou os judeus para ir aos gentios, ele ainda ia à sinagoga, ou ao Templo, das cidades que viajava (13.46 — 14.1; 18.6 com 21.26) [...] Os judeus que ouviam Paulo ficavam informados que eles, para seguir até o fim seu compromisso com Deus, tinham de abraçar a mensagem da promessa inaugurada e se tornar membros da nova comunidade. Entretanto, os eventos forçaram a Igreja a se separar do Judaísmo, por causa da rejeição judaica. Como resultado disso, a Igreja emergiu como uma comunidade independente da sinagoga.

Lucas via essa comunidade que surgia como algo novo. Por isso, em At 11.15, Pedro, ao se referir aos eventos de 2.1-4, usa a expressão ‘ao princípio’. Agora, nos termos lucanos, ela é o início da realização da promessa, conforme as declarações de Pedro relacionadas com a primeira distribuição do Espírito (At 2.14-36) [...]. Assim, o surgimento da Igreja teve sua origem na vinda do Espírito Santo. Atos 11.15-18 torna a concessão do Espírito o marco inicial dessa nova era e desse novo grupo de fiéis. Lucas explica como esse grupo torna-se distinto do judaísmo e, mesmo assim, tem o direito de proclamar as promessas que costumam pertencer exclusivamente às sinagogas. Deus está presente nessa nova comunidade. Em Atos 11, o ponto adicional a respeito desse novo grupo é que Deus incluiu os gentios nesse círculo de bênçãos com sua intervenção direta (vv.11-18). Em Atos 2, os eventos da fundação da igreja fazem paralelo com os eventos da casa de Cornélio, registrados em Atos 10.1 – 11.18, mostrando, sem deixar a menor sombra de dúvida, que Deus agiu para incluir os gentios”.(ZUCK, R. et al. Teologia do Novo Testamento. 1.ed. RJ: CPAD, 2008, pp.156-57).


O PROPÓSITO DE ATOS DOS APÓSTOLOS

O livro de Atos dos Apóstolos foi escrito com o propósito de narrar e justificar a expansão universal da Igreja de Cristo no poder do Espírito Santo. É o seu intento também estimular os crentes de todas as gerações a prosseguir na universalização do Reino de Deus até a volta de Cristo.
1. Narrar a expansão da Igreja. Como a Igreja de Cristo, inaugurada pelo Espírito Santo em Jerusalém, veio a tornar-se na universal e invisível assembléia dos santos? Foi justamente para responder a esta pergunta que Lucas escreveu os Atos dos Apóstolos. Metódica e sistematicamente, mostra ele como a Igreja transcendeu as fronteiras da Judeia para universalizar-se nos confins da terra (At 1.1-15).
2. A justificar os Atos dos Apóstolos. De maneira sutil, porém bastante evidente, Lucas destaca o mandamento do Cristo que justifica não apenas a expansão da Igreja como a sua universalização: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra” (At 1.8). Evangelizar e fazer missões é a nossa obrigação.
3. Estimular aos crentes. Ao encerrar os Atos dos Apóstolos, deixa Lucas bem patente a todos nós que aqueles atos não foram encerrados com a prisão de Paulo em Roma, mas acham-se abertos e livres para que evangelizemos e façamos missões até a volta de Jesus sem impedimento algum.

O CONTEÚDO DE ATOS DOS APÓSTOLOS

Assim podemos dividir o conteúdo de Atos dos Apóstolos: Eventos Pré-pentecostais (At 1); Evento Pentecostal (At 2); A expansão do Evangelho em Jerusalém (At 3-7); A expansão do Evangelho na Judeia e Samaria (At 8-12); A expansão do Evangelho entre os gentios (At 13-28). As divisões de Atos dos Apóstolos acompanham a ordem de Jesus em Atos 1.8.
1. Eventos pré-pentecostais. Dois foram os principais eventos que precederam a descida do Espírito Santo no Dia de Pentecostes: a ascensão de Cristo e a escolha de Matias como ocupante do posto desprezado por Judas Iscariotes.

a) A ascensão de Cristo. A subida do Cristo ressurreto e glorioso ao céu, como veremos na próxima lição, não foi um artifício mitológico criado por Lucas, mas um fato histórico comprovado e testemunhado por centenas de pessoas (At 1.15; 1 Co 15.6).

b) A eleição de Matias. A escolha do substituto do Iscariotes tem de ser encarada como um capítulo importantíssimo da História da Igreja Cristã. Além do mais, foi o próprio Espírito Santo quem constrangeu a Pedro a presidir a reunião que culminou com a designação de Matias. A Igreja não poderia ser inaugurada com o colégio apostólico incompleto (At 1.15-20).
2. Evento Pentecostal. Estando o Cristo já à destra do Pai e a vacância de Judas preenchida por Matias, só faltava mesmo a efusão do Espírito Santo sobre os discípulos, para que a Igreja fosse inaugurada como a agência por excelência do Reino de Deus. O fato está registrado em Atos capítulo dois. Na terceira lição, estaremos a discorrer com mais vagar sobre o evento.
3. Eventos missionários. Lucas narra, com precisão, seis eventos missionários que mostram como a Igreja de Cristo expande-se de Jerusalém aos confins da terra: a expansão em Jerusalém, a expansão na Judeia e Samaria e a expansão entre os gentios, compreendendo as quatro viagens missionárias de Paulo.

a) A expansão em Jerusalém. Nenhum líder judeu poderia imaginar que, logo após a morte do Senhor Jesus, a Igreja Cristã, inaugurada no Pentecostes, esparramar-se-ia tão celeremente por toda Jerusalém. No Sermão do Pentecostes, quase três mil almas agregaram-se aos fiéis (At 2.41). Mais adiante, o número já sobe para quase cinco mil (At 4.4). Daí em diante, multiplicou-se tanto o número de conversos que até mesmo não poucos sacerdotes obedeciam a fé (At 6.7).

b) A expansão da Igreja na Judeia e Samaria. A morte de Estêvão foi apenas o início de uma perseguição que culminaria com a diáspora da igreja hebreia. Os irmãos, espalhados que foram pela arbitrariedade das autoridades judaicas, iam semeando a Palavra de Deus por toda a Judeia até chegar a desprezada Samaria (At 8.1-25). Nessa fase, destaca-se como evangelista o que fora escolhido como diácono: Filipe (At 8.5).

c) A expansão da Igreja entre os gentios. Se na parte inicial de Atos, a figura proeminente é Pedro, na segunda parte destacar-se-á Saulo de Tarso como o grande campeão de Cristo que, em três viagens missionárias, levou o Evangelho ao extremo ocidental do mundo então conhecido sem impedimento algum (At 13-28).

ANÁLISE DE ATOS
Introdução (1.1-11)

1. O período hebraico do testemunho da Igreja pregando a Cristo (1.12 a 8.4).
Centro -  Jerusalém
1.1 Formação da Igreja (1.12 a 2.4).
1.2. Testemunho da Igreja (2.5 a Cap. 3).
1.3. Oposição à Igreja (Cap. 4 a 5.10).
1.4. Prosperidade da Igreja (5.11-42).
1.5. Administração da Igreja (6.1-6).
1.6. Perseguição da Igreja (6.7 a 8.4).
2. O período transicional do testemunho da Igreja (8.5 a 12).
Centro - Antioquia
2.1. Filipe prepara um testemunho mais amplo (8.5-40).
2.2. Paulo prepara um testemunho mais amplo (9.1-31).
2.3. Pedro prepara um testemunho mais amplo (9.32 a 10.48).
2.4. Os apóstolos preparam um testemunho mais amplo (cap.11).
2.5 A Igreja prepara um testemunho mais amplo (Cap. 12).
3. O período gentílico do testemunho da Igreja (cap. 13 a 28).
Centro - Roma
3.1. A atividade incansável de Paulo (cap. 13 a 21.16).
3.1.1. Sua primeira viagem missionária (Cap. 13 a 15.35).
3.1.2. Sua segunda viagem missionária (Cap. 18.23 a 21.16).
3.1.3. Sua terceira viagem missionária (Cap. 18.23 a 21.16).
3.2. Prisão frutífera de Paulo (Cap. 21.17 a 28).
3.2.1. Em Jerusalém (21.17 a 23.22).
3.2.2. Em Cesaréia (23.23 a 26.32).
3.2.3. Em Roma (Caps. 27 e 28) - (Scroggie).

A MENSAGEM DO LIVRO DE ATOS

Qual é o escopo deste livro, que liga os evangelhos com as epístolas? Têm-se dito que é: "a origem e progresso do cristianismo desde a capital do judaísmo até a capital do paganismo"; e também: "Os atos do Salvador glorificado formando e treinando a sua Igreja". Este último está mais de acordo com o que o próprio livro afirma de si mesmo.
No Evangelho de Lucas temos a narrativa daquilo que Jesus fez, Ele próprio, e, em Atos, do que fez por intermédio de outras pessoas. Cristo, mais do que a Igreja, é o assunto, porque Ele é o autor, a autoridade da obra, enquanto a Igreja é apenas o instrumento. Isto compreendido, muitas dificuldades deixarão de existir, tais como: por que os discursos são resumidos; por que as viagens longas são referidas em poucas palavras; por que faltam detalhes de grandes períodos de serviço em certos centros; e por que o livro termina não inopinadamente.
O sentido do livro não é tanto biográfico ou histórico, mas espiritual, e seu propósito dominante é relatar o que o Senhor ressurreto fez por muitos servos em muitos lugares e em benefício de muita gente pelo seu Espírito. Isso demonstrado, o propósito do livro estava realizado, e a pena posta de lado. Não há nenhuma conclusão formal do livro, que fica aberto e incompleto, porque a grande obra começada não terminou com a prisão de Paulo. Ainda continua, e durante todos os tempos o Cristo glorificado nunca tem cessado de operar por meio dos seus remidos (Scorggie). A Bíblia Explicada - S.E. McNair (4ª edição, Rio de Janeiro,1983, CPAD.

I. DATA

A data dessa obra dupla é matéria discutida; alguns a colocam em 90 A. D., mas o peso da evidência parece-nos favorecer uma data anterior, provavelmente não muito depois do último fato narrado em Atos. O livro de Atos termina com uma nota de triunfo, como já tantas vezes se tem feito notar: Paulo proclamando o Evangelho em Roma, no coração do Império, sem impedimento algum. Contudo, mesmo assim, não é fácil crer que Lucas nada mais dissesse quanto ao que aconteceu a Paulo mais tarde, se de fato escreveu após a morte do apóstolo. Parece também provável que ele escreveu antes de dois importantes acontecimentos-o Grande Incêndio de Roma, em 64 A. D., seguido da perseguição aos cristãos por Nero, e a guerra judaica, em 66-70 A. D., que culminou na destruição de Jerusalém e do templo, com o que se extinguiram o sacerdócio e o culto judaicos. É difícil pensar que a atmosfera de Atos fosse exatamente aquela que Se retrata neste livro, se ao tempo de sua redação esses eventos históricos já houvessem ocorrido, ao invés de ainda estarem no futuro.

Logo no início do segundo século, os quatro Evangelhos que, até então, haviam circulado separadamente, começaram a aparecer juntos numa só coleção.
Isto fez que se separassem as duas partes da história de Lucas. A segunda parte logo começou a circular independentemente, sob o título de "os Atos dos Apóstolos". Existe alguma evidência textual de que a separação das duas partes motivou ligeira adaptação no fim de Lucas e no começo de Atos. Possivelmente por essa época, a primeira parte (Lucas) foi rematada com o acréscimo das palavras "sendo elevado para o céu" (#Lc 24.51), o que naturalmente causou a adição das palavras "foi elevado às alturas", em At 1.2. Se isto é fato, algumas discrepâncias que têm sido notadas entre as duas narrativas da ascensão, como vêm em Lucas e em Atos, desaparecem, porque neste caso não teria havido nenhum registro desse fato no primeiro deles (Lucas).

II. LUCAS, MÉDICO

Lucas mesmo não acompanhou pessoalmente a Jesus nos dias de Sua vida terrena. Segundo uma tradição primitiva, fortemente apoiada de vários modos, ele era natural de Antioquia da Síria, e neste caso podemos concluir que suas primeiras relações com o Cristianismo dataram do início do testemunho cristão naquela cidade, quando o Evangelho pela primeira vez foi pregado em larga escala aos gentios, estabelecendo-se ali a primeira igreja gentílica. Porquanto parece que Lucas era gentio. Em Cl 4.10 e seg. Paulo envia saudações de três amigos-Aristarco, Marcos e Jesus, conhecido por Justo -dizendo serem estes seus únicos cooperadores judeus. E como continua no vers. 14 a enviar saudações de mais três-Epafras, Lucas e Demas-concluímos que estes eram cristãos gentios.

Há vários traços nesta história de Lucas que denunciam nele mentalidade de grego. Sir William Ramsay sugeriu que ele foi irmão de Tito e, se tal sugestão pode ou não ter seu fundamento em 2Co 8.17-19 (Orígenes entendia que o irmão aí referido, "cujo louvor no Evangelho está espalhado por todas as igrejas", era Lucas), pelo menos é uma possibilidade. Lembramo-nos que Tito também era grego, de Antioquia (Gl 2.1-3) e que, embora se evidencie das epístolas que ele desempenhou papel muito importante entre os companheiros de Paulo, nunca entretanto é mencionado em Atos.

III. FONTES DE INFORMAÇÃO

Quais, então, foram as fontes de informação a que Lucas recorreu, ao traçar acuradamente o curso de todos os acontecimentos, desde o princípio? Naturalmente ele presenciou alguns fatos narrados em Atos. Isto ele indica, sutil mas inequivocamente, quando passa de repente da terceira pessoa para a primeira do plural, em #At 16.10; #At 20.5; #At 27.1, três versículos que assinalam o começo do que chamamos seções do "pronome nós". E como a maior parte da segunda metade de Atos, fora mesmo as ditas seções, é dedicada à atividade de Paulo, o médico amado do apóstolo teve muitas oportunidades de colher informações de primeira mão acerca dos supra-referidos acontecimentos.

Teve possivelmente muitos outros informantes sobre os primeiros dias de vida da Igreja, antes da conversão de Paulo, tanto quanto acerca de fatos narrados no seu Evangelho. Sendo natural de Antioquia, devia ter entrado em contato com muitos que lhe puderam contar a respeito desses primórdios, como Barnabé e possivelmente Pedro (cfr. Gl 2.11); e teve oportunidades especiais de ampliar seus conhecimentos durante os dois anos que Paulo esteve detento em Cesaréia (At 24.27). Aí vivia Filipe, o evangelista, com suas quatro filhas profetisas, mencionadas, por escritores que vieram depois, como informantes acerca de pessoas e fatos da novel Igreja. Em Jerusalém, Lucas hospedou-se em casa de Mnasom, um dos primeiros discípulos (At 21.16), avistou-se com Tiago, irmão do Senhor, e alguns supõem que ele entrou em contato até com Maria, mãe de Jesus, dela ouvindo a história da natividade, por ele narrada no início do seu Evangelho.

IV. COMPOSIÇÃO

Provavelmente empregou boa parte dos dois anos passados em Cesaréia pondo em ordem o material assim coligido. E quando acompanhou Paulo a Roma, pode ter encontrado lá outros informantes. Uma vez pelo menos, durante a prisão do apóstolo em Roma, Marcos e Lucas lhe fizeram companhia. Alguns têm sustentado, à vista de evidência interna, que Lucas ampliou o que já houvera coligido com informações prestadas por Marcos, cujo Evangelho, baseado na pregação de Pedro, alguns escritores antigos dizem ter aparecido em Roma. Este parecer, visto afetar o terceiro Evangelho, é conhecido por hipótese Proto-Lucas, mas pode bem ser que Lucas deveu a Marcos também algumas informações contidas nos primeiros capítulos de Atos.

V. CARÁTER HISTÓRICO

As fontes de informação a que Lucas recorreu eram de valor insuperável e ele bem soube usá-las. A obra que daí resultou é uma maravilha de exatidão histórica. Diferentemente de outros historiadores do Novo Testamento, ele ajusta suas narrativas ao quadro dos acontecimentos contemporâneos do Império. É o único escritor neotestamentário que menciona tantas vezes nome de imperador romano. Suas páginas estão refertas de referências a governadores de província e reis clientes. O historiador que procede assim deve fazê-lo cuidadosamente, se não quiser correr o risco de ser inexato. Lucas suporta galhardamente o exame mais acurado. O que mais tem impressionado os críticos é o conhecimento perfeito por ele revelado de uma multiplicidade de títulos usados por funcionários do império, em cidades e províncias, empregando-os sempre com acerto. Quase de espantar é o modo ágil como, em poucas pinceladas, ele expressa o colorido local exato das mais diferentes localidades mencionadas em sua narrativa.

A defesa mais pormenorizada e completa da exatidão histórica dos escritos de Lucas foi feita, como bem se sabe, por Sir William Ramsay, que dedicou muitos anos a pesquisas arqueológicas intensas na Ásia Menor. Quando, no fim do século passado, ele para lá se dirigiu pela primeira vez, tinha como verídica a teoria de Tübingen então corrente, de que os Atos eram produção tardia e lendária dos meados do segundo século. Não foram interesses apologéticos, mas a evidência oferecida pela arqueologia que o compeliu a reconhecer que os escritos de Lucas refletem as condições, não do segundo século, mas do primeiro, que eram muito diferentes, e as refletem com inexcedível exatidão. Ramsay resume as qualidades de Lucas como historiador nas seguintes palavras:

"A história de Lucas não pode ser igualada quanto à sua fidedignidade... Lucas é um historiador de primeira ordem: não apenas suas declarações de fato são dignas de confiança: ele possui o verdadeiro senso histórico; fixa sua mente na idéia e no plano dominantes na evolução da história; e acerta sua maneira de tratar os incidentes, regulando-a com a importância de cada um deles. Toma os eventos importantes e críticos, e mostra minuciosamente sua verdadeira natureza, enquanto por outro lado refere ao de leve ou omite de todo muita coisa que não tem importância ao fim que tem em vista. Em suma, este autor deve figurar entre os maiores historiadores"... (The Bearing of Recent Discovery on the Trustworthiness of the New Testament (1915), págs. 81, 222).

A tese de Ramsay é freqüentemente havida como exagerada, porém estudantes de Atos que ignoram as contribuições dele, únicas no gênero, ao estudo desse livro, privam-se a si e a seus alunos de um cabedal de saber. "Todo leitor do livro St. Paul the Traveller conhece com que riqueza de minúcias Ramsay expõe o valor histórico de inúmeras passagens de Atos" (W. F. Howard, The Romance of New Testament Scholarship (1949), pág. 151).

Um ilustre contemporâneo de Ramsay, que também fez muito, de um ponto de vista bem diferente, para firmar o valor histórico dos escritos de Lucas, foi Adolf von Harnack, de Berlim. (Vejam-se os seus livros Luke the Physician (1907), Acts of the Apostles (1909), Date of the Acts (1911).

VI. A ATMOSFERA PALESTINENSE DOS PRIMEIROS CAPÍTULOS

Os primeiros capítulos de Atos refletem uma atmosfera diferente daquela do fim do livro. Quando Paulo sai pelo mundo, em suas viagens missionárias, a gente sente e respira o ar fresco dos espaços amplos do império romano; mas no princípio do livro o escritor lida com acontecimentos de Jerusalém e de outras partes da Palestina, percebendo-se em muitas localidades uma atmosfera nitidamente semítica. Algumas partes desses primeiros capítulos oferecem acentuada evidência lingüística de terem sido traduzidas de fontes aramaicas para o grego. Com efeito, o eminente professor C. C. Torrey, de Yale, autoridade em línguas semíticas, escreveu um livrinho The composition and Date of Acts (1916) para provar que toda a parte de Atos do princípio até ao vers. At 15.34 foi traduzida de um único documento aramaico. Embora haja-se excedido nessa afirmativa, amontoou algumas evidências de peso quanto à origem aramaica de muita coisa nesses capítulos, especialmente nos relatos da pregação apostólica.

VII. INTERESSE APOLOGÉTICO

Embora o principal e declarado objetivo da história de Lucas seja apresentar a Teófilo uma narrativa fidedigna da origem do Cristianismo, outros alvos podem ser descobertos. Um deles, aliás patente, é demonstrar que o movimento cristão não se constituía ameaça à lei e à ordem no império romano. E demonstra-o citando os testemunhos de representantes do governo imperial. Como Pilatos declara nosso Senhor isento de culpa no tocante às três acusações que lhe fizeram de rebelião, sedição e traição (Lc 23.4,14,22), assim, quando acusações semelhantes são feitas aos Seus seguidores, Lucas mostra que não são bem sucedidas. É verdade que os pretores de Filipos prendem Paulo e Silas por ameaçarem a propriedade alheia, porém logo mais os soltam, desculpando-se humildemente por seu arbitrário excesso de jurisdição. (At 16.19 e segs., At 16.35 e segs.). Os politarcas de Tessalônica alegram-se por encontrar cidadãos naquela cidade que sirvam de fiadores da boa conduta dos missionários (At 17.6-9). 
Gálio, procônsul da Acaia e irmão do influente Sêneca, que foi tutor e consultor de Nero no início do governo deste, recusa ouvir as acusações feitas a Paulo pelos judeus coríntios, reconhecendo não serem acusações de que as leis romanas pudessem conhecer, senão questões particulares da teologia judaica (At 18.12-17). Em Éfeso, Paulo goza da boa vontade dos asiarcas, principais das cidades da Província da Ásia (At 19.31). E quando um tumulto se levanta pelo alarido de interesses particulares versus a ameaça implícita do Cristianismo ao culto da Ártemis efésia, o escrivão da cidade testifica que Paulo e seus companheiros não são réus de nenhum crime com relação ao culto da grande deusa (At 19.35-41). Em Jerusalém, inimigos acérrimos de Paulo fazem o que podem para conseguir sua condenação pelos governadores romanos Félix e Festo, com notável fracasso; Festo e o minúsculo rei Agripa II concordaram que o apóstolo não cometera ofensa digna de morte ou prisão, e que podia ser solto não fora, a fim de assegurar um julgamento imparcial do que aquele que temia receber na Palestina, haver apelado para o supremo tribunal do Imperador em Roma (At 26.32). E os Atos concluem com uma nota de triunfo, é verdade apresentando Paulo preso, porém a continuar sua obra missionária, sem ser molestado, na própria Cidade Imperial. É improvável que essa nota triunfante fosse tão sem reservas como é, se Lucas houvesse escrito após o desencadeamento da perseguição neroniana ou a execução de Paulo.

VIII. OPOSIÇÃO JUDAICA

Não se pode negar, entretanto, que dificuldades surgissem, aonde quer que Paulo e seus companheiros se encaminhassem. Se o novo movimento era realmente tão inocente como Lucas sustenta, por que invariavelmente se cercava de tanta agitação? Excetuando o incidente de Filipos e o tumulto de Éfeso, Lucas explica essa perturbação, atribuindo-a à oposição instigada em quase toda parte pelos judeus. No Evangelho é o Sinédrio judaico, dirigido pelos principais sacerdotes saduceus, que prevalece contra o desejo de Pilatos, de declarar Jesus inocente, e força-o a condenar o Mestre. Assim nos Atos são os judeus os mais rancorosos inimigos do Evangelho em quase todos os lugares visitados por Paulo. Em Damasco, Jerusalém, Antioquia da Pisídia, Icônio, Listra, Tessalônica, Beréia, Corinto são seus próprios patrícios que opõem os maiores entraves ao seu trabalho. 
Ressentem-se profundamente do modo como Paulo, segundo lhes parece, penetra nos seus domínios, visitando as sinagogas e atraindo a si aqueles gentios que ali assistem ao culto e que, conforme os judeus esperam, tornar-se-ão um dia prosélitos de sua religião. O grosso dos judeu, em todas as cidades a que Paulo se dirigia, não considerava Jesus como o Messias, e enfurecia-se quando os gentios O aceitavam. E enquanto os Atos registram o avanço firme do Evangelho nas grandes comunidades gentílicas do Império, relatam ao mesmo tempo a rejeição dele, cada vez maior, por parte da nação à qual primeiro era ele oferecido.

IX. ÊNFASE TEOLÓGICA

Do ponto de vista teológico, o tema dominante de Atos é a obra do Espírito Santo. Logo no início, o Senhor ressuscitado promete enviá-lO, promessa que para os judeus se cumpre no capítulo 2, e para os gentios no capítulo 10. Os apóstolos proclamam sua mensagem no poder do Espírito, manifesto por sinais externos sobrenaturais; a aceitação dessa mensagem pelos convertidos é de igual modo acompanhada de manifestações visíveis do poder do mesmo Espírito. Isto provavelmente explica o que alguns têm achado ser uma dificuldade nos Atos- que o Espírito é recebido por alguns crentes após o arrependimento e o batismo (como foi o caso dos judeus que creram, no dia de Pentecostes, At 2.38); por alguns depois do batismo e a imposição das mãos de apóstolos (como no caso dos samaritanos, At 8.15 e segs. e os discípulos de Éfeso, At 19.6), e por outros imediatamente ao ato de crer, antes do batismo (como foi o caso dos familiares de Cornélio, At 10.44). O de que Lucas está cogitando, em cada caso, não é tanto a operação invisível do Espírito na alma, como é Sua manifestação exterior no falar línguas e profetizar.

Com efeito, o livro inteiro bem podia chamar-se, como o Dr. Pierson o fez no título de sua exposição, "Os Atos do Espírito Santo". O Espírito de Deus dirige toda a obra; guia os mensageiros, tais como Filipe no cap. 8, e Pedro no cap. 10; dirige a igreja de Antioquia na separação de Barnabé e Saulo para a obra a que os chamara (At 13.2); encaminha-os de lugar a lugar, impedindo-os de pregar na Ásia ou de entrar na Bitínia, porém dando-lhes indicações precisas da necessidade de atravessarem o mar na direção da Europa (At 16.6-10); é mencionado com preeminência na carta do Concílio dos Apóstolos às igrejas da Síria e Cilícia: "Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós" (At 15.28). Fala mediante profetas, predizendo por exemplo a fome dos dias de Cláudio, e a prisão de Paulo em Jerusalém (At 11.28; At 21.11), assim como falou pelos profetas nos dias do Velho Testamento (At 1.16; At 28.25). É Ele quem primeiro designa os anciãos de uma igreja, para supervisioná-la (At 20.28). Pode-se mentir a Ele (At 5.3), pode-se tentá-lO (At 5.9) e a Ele resistir (t 7.51). É Ele a primeira Testemunha da verdade do Evangelho (At 5.32).

X. O ELEMENTO MIRACULOSO DO LIVRO

Tem-se argüido contra Lucas o mostrar-se tão apaixonado de milagres. Esta objeção tem pouco valor para os que aceitam a origem sobrenatural do Cristianismo. Lucas não relata milagres pelo simples gosto do miraculoso; para ele, como para os outros evangelistas, os milagres são importantes por serem sinais tanto quanto prodígios-sinais, isto é, da inauguração da Nova Era, sinais do Ministério messiânico de Jesus. Porque assim como Jesus nos Evangelhos realiza estes sinais e obras poderosas em Sua própria Pessoa, assim é Ele quem, nos Atos, realiza-os do céu por Seu Espírito em Seus representantes, agindo estes em Seu Nome e por Sua autoridade.
Vale notar, outrossim, que o elemento miraculoso não surge a esmo pelo livro: é mais acentuado no princípio do que no fim, e é isto mesmo que devemos esperar. "Temos assim uma redução firme da ênfase sobre o aspecto miraculoso da obra do Espírito, que corresponde à sua elucidação e progresso nas epístolas paulinas; parece razoável supor que Lucas reproduz aqui suas fontes de informação com fidelidade" 
Quando consideramos quão escasso é o conhecimento que temos do progresso do Cristianismo em outras direções, durante os anos 30-60 A.D., e em todas as direções durante as décadas que se seguiram àqueles trinta anos, podemos avaliar quanto devemos aos Atos o conhecimento relativamente minucioso que temos de sua expansão ao longo da estrada de Jerusalém a Roma durante o período da mesma.

BIBILOGRAFIA (Cfr. W. L. Knox, The Acts of the Apostles (1948), pág. 91).(W. F. Howard, The Romance of New Testament Scholarship (1949), pág. 151).(The Bearing of Recent Discovery on the Trustworthiness of the New Testament (1915), págs. 81, 222).(W. F. Howard, The Romance of New Testament Scholarship (1949), pág. 151).
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com



Subsidio Betel tarefa de evangelizar n.1


    SUBSIDIO LIÇÃO BETEL TAREFA DE EVANGELIZAR N.1


Verso 15 

E ele disse-lhes : Não. Ao mesmo tempo, e lugar, como antes; Não no primeiro dia da semana, sobre o qual ressuscitou dentre os mortos, mas quarenta dias depois, apenas após a ascensão ao céu; Veja Marcos 16:19 ; Nem em Jerusalém, mas na Galiléia, onde foi nomeado para encontrar seus discípulos, e fez, quando ele lhes deu a seguinte comissão; Veja Mateus 28:16 .

Vá para todo o mundo : não só na Judéia, e por todas as cidades, onde antes estavam confinados; Nem apenas no império romano, que às vezes é chamado, porque grande parte do mundo estava sob esse governo; Mas em todas as partes conhecidas e habitáveis ​​de todo o universo, para todas as nações do mundo sob o céu; e deve ser observado que esse comando não é encarregado de cada apóstolo separadamente, como se cada um deles fosse entrar em todos O mundo e viajar por todas as partes; Mas aquele era para ir de um jeito e outro de outra maneira; Cada um tinha sua linha, ou aquela parte do mundo marcada para ele, para onde ele deveria dirigir seu curso e onde ele deveria cumprir e terminar seu ministério: e além disso, esta comissão não só incluiu os apóstolos, Mas chega a todos os ministros do Evangelho nos séculos seguintes, até o fim do mundo; E, como isso, uma parte do mundo, que não era conhecida, agora é descoberta; E a ordem inclui isso, bem como as então conhecidas partes do mundo, e o Evangelho foi enviado para isso.

E pregar o Evangelho a toda criatura ; Não para criaturas inanimadas e irracionais, como estoques e pedras, os animais do campo, etc. Nem a todas as criaturas racionais, como anjos, bons ou maus; O primeiro não precisa da pregação do Evangelho, e estes últimos são negados a bênção; Mas os homens, descendentes do Adão caído, os objetos da boa vontade de Deus: são denominados "criaturas", porque o chefe da criação de Deus na terra; E muitas vezes estão nos escritos judaicos assim chamados; Tome uma ou duas ocasiões:
"R. Chuninn ben DousaCostumava dizer, todos em quem, הבריות , "as criaturas" (isto é, os homens) se deleitam, Deus tem prazer; E em quem "as criaturas" (ou os homens) não têm prazer, Deus não tem prazer ".Uma das sete qualificações de um membro do sanedrim é, אהבת הבריות , "amor das criaturas", Ou amor dos homens: então é dito, aquele.

"O Deus santo e abençoado, fica no auge do mundo e dá uma porção de comida, לכל בריה ", a toda criatura ","Isto é, para todo homem: e particularmente os gentios, como distinguidos dos judeus, são muitas vezes destinados a esta frase: assim"Diz. Judá, talvez, הבריות , "as criaturas" (isto é, os gentios), conheciam o amor com que o santo Deus abençoado amava a Israel e rugiam como leões para prosseguir atrás deles ".
Está em outro lugar disse,"Todas as orações,  ," das criaturas "(os pagãos) são apenas concernentes à terra, Senhor, que a terra aumente! Senhor, que a terra seja frutífera! Todas as orações dos israelitas são apenas para a Casa do Senhor: Senhor, que a casa do santuário seja construída, & c.
E nesse sentido é a frase usada, em Romanos 8:22 Romanos 8:22 2 Pedro 3: 4 2 Pedro 3: 4 . Agora, para estes, Cristo teria o Evangelho pregado, bem como aos judeus; Mesmo para todos, sem qualquer distinção de pessoas, judeus e gentios, bárbaros, escoceses, bondosos e livres, homens e mulheres, ricos e pobres, maiores ou menores pecadores, mesmo para toda a humanidade; Do que o que, nada mais provocava aos judeus; Quem, se pudesse, revogou e anulou esta comissão de Cristo; Veja 1 Tessalonicenses 2:161 Tessalonicenses 2:16 .

 Foi o Evangelho que ele teria pregado para eles, a palavra paz e reconciliação, pelo seu sacrifício expiatório; A doutrina do indulto livre e pleno pelo seu sangue; E de justificação pela sua justiça; E de completa salvação por ele: até toda doutrina relativa a sua pessoa, como Deus e homem; A cada escritório dele, como profeta, sacerdote e rei; A sua encarnação, sofrimentos e morte, sua ressurreição, ascensão, sessão à direita de Deus e intercessão por seu povo, e segundo a julgamento; Com toda doutrina relativa à graça de Deus, do Pai em eleição e da aliança de paz, do Filho na redenção e do Espírito em regeneração e santificação: tudo o que ele teria publicado e declarado no mais livre, Simples e aberta, com toda ousadia, fidelidade e constância. Um compêndio e resumo do qual, é dado nas próximas palavras. 
Com toda doutrina relativa à graça de Deus, do Pai em eleição e da aliança de paz, do Filho na redenção e do Espírito em regeneração e santificação: tudo o que ele teria publicado e declarado no mais livre, Simples e aberta, com toda ousadia, fidelidade e constância. Um compêndio e resumo do qual, é dado nas próximas palavras. Com toda doutrina relativa à graça de Deus, do Pai em eleição e da aliança de paz, do Filho na redenção e do Espírito em regeneração e santificação: tudo o que ele teria publicado e declarado no mais livre, Simples e aberta, com toda ousadia, fidelidade e constância. Um compêndio e resumo do qual, é dado nas próximas palavras.

Evangelização: É o esforço conjunto e contínuo da igreja para anunciar o evangelho de Cristo aos pecadores. 

O progresso de uma igreja local não pode ser medido ou avaliado primeiramente por suas atividades filantrópicas, educacionais e materiais. O progresso real de uma igreja é avaliado por seu alcance evangelístico, juntamente com seus frutos espirituais, como resultado da semeadura da Palavra de Deus. Todas as demais atividades são importantes, mas a prioritária e incessante é a evangelização.

O TESTEMUNHO DO CRENTE

1. No campo missionário. O mundo é o nosso campo missionário, o lugar onde a nossa fé é provada e evidenciada mediante o que falamos e fazemos (Tg 2.14-17). Logo, a vida cristã não deve restringir-se ao templo onde, semanalmente, reunimo-nos para adorar a Deus. A nossa fé deve ser irradiada por intermédio de uma vida santa e frutífera. Somos chamados a influenciar e transformar o mundo através de Cristo Jesus (Jo 15.16; 17.18,23).
2. Em sua comunidade. Ser sal e luz numa sociedade como a nossa implica na disposição de falar de Cristo aos milhões que perecem por não terem aceitado ainda o Evangelho. Quem não se entristece ao ouvir notícias de que adolescentes e jovens morrem todos os dias devido às drogas e ao álcool? Eles precisam desesperadamente do Evangelho. Quem não se angustia em saber que, neste exato momento, há milhares de pessoas, no Brasil, vivendo em extrema miséria espiritual, moral e material? E muitas destas pessoas estão morrendo ao nosso lado. Ignorar tal realidade e não fazer nada para amenizar essa situação é pecado: “Portanto, aquele que sabe que deve fazer o bem e não o faz, nisso está pecando” (Tg 4.17 – ARA).
3. Na igreja local. A Palavra de Deus nos ensina que a manifestação da luz de Cristo através de nossas boas obras tem uma finalidade: Glorificar o Pai Celestial (Mt 5.16). Quando a nossa mensagem coaduna-se às ações que praticamos, o nome do Senhor é exaltado. Você já se perguntou o que as pessoas dizem a seu respeito e da sua igreja local? Pense nisso!


I. DEFINIÇÃO DE TERMOS 

Existem três palavras interligadas na proclamação das Boas-Novas que merecem a nossa atenção: evangelho, evangelismo e evangelização. Estas definem e explicam a missão máxima da igreja na terra.

1. Evangelho (Mc 16.15). Só entenderemos a importância da missão evangelizadora da igreja compreendendo o significado de evangelho. O que é evangelho? No sentido mais simples, o evangelho é definido como “boas-novas de salvação em Cristo”. Noutras palavras, “evangelho” é o conteúdo da revelação de Deus, em Jesus como Salvador e Senhor de todas as criaturas que o aceitam como seu Salvador pessoal. Evangelho, portanto, é o conjunto das doutrinas da fé cristã que deve ser anunciado a toda criatura.

2. Evangelização. Mateus 28.19,20 apresenta o imperativo evangelístico de Cristo à sua igreja, com quatro determinações verbais:
a) Ir. No sentido de mover-se ao encontro das pessoas, a fim de comunicar a mensagem salvífica do evangelho;
b) Fazer discípulos. Com o sentido de “estar com” as pessoas e torná-las seguidoras de Cristo;
c) Batizar. É o ato físico que confirma o novo discípulo pela sua confissão pública de que Jesus Cristo é o seu Salvador e Senhor;
d) Ensinar as doutrinas da Bíblia, com o objetivo de aperfeiçoar e preparar o discípulo para a sua jornada na vida cristã.

3. Evangelismo. Possui um caráter técnico, pois se propõe a ensinar o cristão a cumprir, de modo eficaz, a tarefa da evangelização. O evangelismo na igreja local implica uma ação organizada e ativada pelos membros, para desenvolver três ações necessárias à pessoa do evangelista: informação, persuasão e integração do novo convertido.Evangelho, evangelização e evangelismo distinguem-se quanto à prática, mas possuem as mesmas formações lingüísticas. Evangelização é o anúncio da mensagem. Evangelismo é a técnica de comunicação da mensagem.

II. A BASE DA EVANGELIZAÇÃO

O Pastor Guilhermo Cook, da Costa Rica, declarou num congresso de missões que a tarefa da evangelização está firmada em três bases distintas: a base cristológica, a ministerial e a sociológica.

1. A base cristológica. É evidente que a mensagem que pregamos aos pecadores só pode ser a mesma que Cristo pregou quando esteve na Terra. Jesus, ao iniciar o seu ministério terreno, o fez a partir da cidade de Nazaré, quando entrou numa sinagoga e levantou-se para ler a Escritura. Foi-lhe dado o livro do profeta Isaías e, ao abri-lo, leu e explicou o texto de Isaías 61.1,2 (ver Lc 4.18,19). Nesta Escritura, Cristo se identificou com a missão para a qual viera (Jo 1.14), mas não restringiu a mensagem e a missão evangelizadora para si, pois outorgou-as a seus discípulos (Jo 20.21). Ora, o mesmo Espírito que ungiu a Jesus para proclamar as boas-novas habita na Igreja para que ela dê continuidade à proclamação da mensagem salvadora do evangelho de Cristo (Lc 24.49; At 1.8; Rm 1.16).
2. A base ministerial. No Antigo Testamento identificamos três ministérios distintos: o sacerdotal, o real e o profético.

a) O sacerdote representava o povo diante de Deus, orando e intercedendo por ele no exercício do ministério no Tabernáculo ou no Templo;
b) O rei representava a Deus perante o povo, e simbolizava o domínio do divino sobre o humano;
c) O profeta era o intermediário entre Deus e o povo, comunicando a mensagem de amor e de juízo.

Quando Jesus se fez homem, exerceu esse tríplice ministério. Como rei, nasceu da linhagem real de Davi (Lc 1.32; Rm 1.3). Como sacerdote, foi declarado sacerdote de acordo com a ordem de Melquisedeque, e não segundo a levítica (Hb 7.11-17,21-27). Como profeta, Cristo foi identificado pela mensagem que pregava (Lc 4.18,19). Porém, o Senhor Jesus transferiu para a igreja esse tríplice ministério. A igreja é vinculada à linhagem real de Jesus, porque somos o seu corpo glorioso na terra (Ap 1.6; 1 Co 12.27). O sacerdócio da igreja é identificado pela sua presença no mundo como intermediária entre Deus e os homens. Exercemos esse ministério, cumprindo as responsabilidades sacerdotais: interceder e reconciliar o mundo com Deus (2 Co 5.18,19; Hb 2.17). E, por último, a igreja, ao anunciar a Cristo como Senhor e Salvador, cumpre o seu papel profético (1 Pe 2.9; At 1.8).

3. A base sociológica. Em síntese, pessoas evangelizam pessoas, pois Jesus morreu pelos pecadores. É sociológica porque a igreja emprega os meios da comunicação pessoal para persuadir os indivíduos de que Jesus é o Salvador; e porque a mensagem não se restringe a um grupo, mas tem por objetivo alcançar todas as criaturas.Os três pilares, que alicerçam a evangelização - cristológico, ministerial e sociológico - descrevem os fundamentos por meio dos quais as igrejas locais realizam a missão evangelizadora. 


III. A EVANGELIZAÇÃO URBANA E A TRANSCULTURAL

1. Evangelização urbana. Sem prescindir da evangelização nos meios rurais, é um fato notório em nossos tempos que a vida urbana é uma realidade que desafia e exige da igreja uma pronta e veemente atitude para alcançá-la. Existe um fluxo migratório incontrolável de pessoas que deixam a vida rural e saem em busca de melhores oportunidades nas grandes cidades. Muitos problemas sociais resultam da desorganização da vida urbana, e a igreja deve estar preparada para responder a esses dilemas.
Estratégias adequadas devem ser desenvolvidas para alcançar as pessoas. Os problemas típicos da vida urbana, tais quais a diversidade cultural, a marginalização social, o materialismo, a invasão das seitas e as tendências sociais, desafiam a igreja no sentido de, sem afetar a essência da mensagem do evangelho, demonstrar o poder da Palavra de Deus que transforma e dá esperança a todos (Rm 1.16).

2. Evangelização transcultural. A evangelização transcultural começa na vida urbana com as diferentes culturas vividas pelos seus habitantes. Porém, ela avança quando requer dos missionários uma capacitação especial para alcançar as pessoas. É preciso que o missionário tenha uma visão nítida de que a mensagem do evangelho é global, pois o Cristianismo deve alcançar cada tribo, e língua, e povo, e nação até as extremidades da terra (Is 49.6; At 13.47).A missão evangelizadora da igreja é local e global Enquanto a evangelização local é intracultural (dentro da cultura do evangelista), a global é transcultural (fora da cultura do evangelista).A mensagem do evangelho deve ir a todas as extremidades da Terra, porque a salvação que Cristo consumou no Calvário visa a toda a humanidade. A igreja não pode negligenciar sua missão principal: alcançar todos os povos com a mensagem do evangelho. 

“Renovando e Alcançando Pessoas

Precisamos começar perguntando mais uma vez: Qual a nossa missão como igreja? A resposta está em reconhecer que somos o corpo de Cristo. Portanto, devíamos estar fazendo o que Ele fez na terra. A evangelização do mundo, portanto, tem de ser a missão, o objetivo norteador da Igreja, pois era a meta central de nosso Senhor — a única razão pela qual o Filho eterno, despojando-se de suas vestes de glória, assumiu nossa forma. Ele veio para ‘buscar e salvar o que se havia perdido’ (Lc 19.10) — ‘não veio para ser servido, mas para servir; e para dar a sua vida em resgate de muitos’ (Mt 20.28).
Uma senhora, num grupo de turistas que visitava o Mosteiro de Westminster, pinçou exatamente o problema. Voltando-se para o guia, perguntou-lhe: ‘Moço, moço! Pare um pouco essa conversa, e me responda: será que alguém foi salvo aqui por esses dias?’.

Um estranho silêncio recaiu sobre o grupo de turistas assustados e, quem sabe, já embaraçados. Salvo no Mosteiro de Westminster? Por que não? Não é essa a função da igreja? Uma igreja que esteja descobrindo o entusiasmo do avivamento saberá disso, e estará em atividade, procurando ganhar os perdidos. O avivamento e a evangelização, embora diferentes quanto à natureza, brotam da mesma fonte e fluem juntos. Uma igreja que não sai para o mundo anunciando as verdades do reino não reconheceria o avivamento, mesmo que este viesse”.(COLEMAN, R. Como avivar a sua igreja. 15.ed., RJ: CPAD, 2005, p. 87-88.)

APLICAÇÃO PESSOAL 

A Igreja não foi edificada por Cristo para construir escolas, fundar hospitais ou assumir cargos políticos, por mais dignas que sejam tais realizações, mas para cumprir com o mandato de “ir por todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15). Quando os crentes prescindem da evangelização, não resta mais nada a igreja do que ser uma associação religiosa em busca de privilégios e reconhecimento social. Somente um poderoso reavivamento na vida dos crentes será capaz de transformar uma igreja apática quanto à evangelização em uma comunidade rediviva. Cada crente deve envolver-se com a evangelização dos pecadores. Cada cristão deve ser uma fiel testemunha de Cristo.
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com