quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSSABILIDADE DO PASTOR

                                                           

 A ESCOLA DOMINICAL E A RESPONSABILIDADE DO PASTOR  

Como ministro do evangelho, sei que não são poucas e nem pequenas as responsabilidades do pastor. Comecemos com algumas de suas atribuições. Compete ao pastor: orar com o rebanho e por este; apascentá-lo na doutrina cristã; exercer as suas funções com zelo; orientar e superintender as atividades da igreja, a fim de tornar eficiente a vida espiritual do povo de Deus; prestar assistência pastoral; instruir os neófitos, dedicar atenção à infância e à mocidade, bem como aos necessitados, aflitos, enfermos e desviados; governar. 

Escrevendo aos efésios, diz o grande pastor e apóstolo Paulo: "E ele mesmo (Jesus) concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas, e outros para pastores e mestres, com vistas ao aperfeiçoamento dos santos para o desempenho do seu serviço, para a edificação do corpo de Cristo, até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro, e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro" (Ef 4.11-15). 

Pelo que podemos perceber das atribuições e vocação do pastor, o ensino (no mais amplo sentido do termo) é a característica prioritária do ministério pastoral. O zelo e a responsabilidade doutrinária do pastor o tornam necessariamente ligado à escola dominical. Ele é o superintendente ex-officio da escola dominical. Por isso mesmo, ao pastor nunca jamais deve faltar a informação necessária acerca do que está sendo ensinado na escola dominical. Para isso, o superintendente deve ser seu maior aliado. Um verdadeiro braço direito na condução da igreja. O superintendente que não estiver disposto a andar com o seu pastor não conseguirá promover a paz e a unidade no corpo de Cristo. Enfim, o pastor precisa saber o que os professores ensinam ao seu rebanho, quem ensina e como se ensina. Esta informação ele adquirirá primeiramente com o superintendente e através das constantes reuniões com o conselho de ensino. 

O pastor deve ser um verdadeiro conselheiro no meio de seus auxiliadores. Diálogo é fundamental. É imprescindível que o pastor e a liderança da escola dominical falem uma só língua e se ajudem mutuamente, conforme recomenda Paulo em 1 Coríntios 1.10: "Rogo-vos, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que faleis todos a mesma cousa, e que não haja entre vós divisões; antes sejais inteiramente unidos, na mesma disposição mental e no parecer". A escola dominical agradece! 

Ademais, pela experiência e formação pastoral que tem, o pastor precisa estar atento às carências de seus professores e superintendente. Ele deve zelar pelo aprimoramento de sua escola dominical investindo pesado em sua liderança. Precisa indicar e sugerir bons livros, mostrando a importância e valor da leitura. Também, é necessário que o pastor incentive a sua liderança a participar de e a promover eventos educacionais. Acredite: O pastor é a chave que abre a porta do sucesso da escola dominical. Se você, pastor, tiver visão pedagógica, além de administrativa é claro, ninguém segurará sua escola dominical. O Espírito Santo gosta de pessoas assim e quer usar pessoas assim. 


Além disso, é necessário que o pastor tenha propósitos permanentes e bem definidos para a escola dominical. Quais devem ser os objetivos do pastor para a escola bíblica dominical? São basicamente estes: 1) promover a edificação da igreja na Palavra para o serviço, 2) ganhar vidas para Cristo e discipulá-las e 3) formar líderes capacitadores.

fonte ebdwed.com

ENSINAR VOCE É UM CHAMADO TAMBÉM

           

         ENSINAR VOCE É UM CHAMADO TAMBÉM

Segundo a PEQUENA ENCICLOPÉDIA BÍBLICA a palavra DOM significa presente, dádiva, donativo; faculdade, privilegio adquirido por um modo sobrenatural. Faz parte da natureza divina, do seu caráter e de sua essência, conceder dádivas ou dons ao ser criado à sua imagem, conforme a sua semelhança. Existe em toda a Bíblia Sagrada pelo menos quatorze palavras para referir-se a dons, cinco delas em hebraico e nove em grego. Porém o Apóstolo Paulo emprega a palavra charisma, para indicar os dons do Espírito Santo, as suas graças, gratuitamente conferidas para obra do ministério (1 Co 12.4,9,28,30,31). 

I – OS DONS NA BÍBLIA 

1.   No Antigo Testamento.

No Antigo Testamento, escrito em hebraico, há várias palavras que traduzem o sentindo de “dom”. Dentre elas, destacaremos ‘minchach’, a mais usada, que aparece duzentas e nove vezes, com o significado de “oferta”, “presente” (Sl 45.12; 72.10). No Antigo Testamento, os Dons não estavam à disposição de todo o povo de Deus, como no Novo Testamento. Eles eram concedidos a pessoas especificas, chamadas por Deus para cumprir determinadas missões. 

2.   No Novo Testamento.

No Novo Testamento, escrito em grego, a palavra “dom” assume de igual modo significados diversos. O termo charisma é muito utilizado em estudos bíblicos, pois tem o significado de “dons do Espírito”, concedidos pela graça de Deus, com propósitos muitos elevados; é relacionado ao termo ta charismata, utilizado em 1 Coríntios 12.4,9,28,30,31, que tem o sentindo de “dons da graça”. Há o termo grego ta pneumática, usado por Paulo, em 1 Coríntios 12.1; 14.1, que se refere a “dons espirituais”. Em o Novo Testamento, os Dons de Deus estão à disposição de todos aqueles que fazem a Igreja do Senhor Jesus, os quais devem ser usados como ferramentas de trabalho com a finalidade de promover graça, poder e unção à Igreja no exercício de sua missão, de forma que Cristo seja glorificado.

 

II – OS DONS DE SERVIÇO, ESPIRITUAIS E MINISTERIAIS

 

1.   Dons relacionados ao serviço cristão.

Em Romanos 12 o apóstolo Paulo aconselha a Igreja, pois, cada membro tem o seu próprio dom. Pode ser para escrever sermões, construir casas, semear, manipular números, tocar piano, cantar, ensinar. Seja qual for, todos o têm e é um dom, alguma coisa em parte, que Deus lhes deu. Eles o devem a Deus. A relação de Romanos 12:6-8 envolve sete dons, dentre eles seis estão relacionados ao serviço cristão: 1º) Ministério (Rm 12.7); 2º) Ensinar (Rm 12.7); 3º) Exortar (Rm 12.8); 4º) Repartir (Rm 12.8); 5º) Presidir (Rm 12.8); 6º) Exercitar misericórdia (Rm 12.8).Por fim, qualquer que seja o dom que alguém tenha, deve usá-lo, e o motivo de seu uso deve ser, não seu prestígio pessoal, mas a convicção de que é ao mesmo tempo seu dever e um privilégio que Deus lhe deu para que faça sua própria contribuição ao bem comum.

 

2.   Conhecendo os dons espirituais.

O apóstolo Paulo diz: “Porque a um pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; E a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; E a outro a operação de maravilhas; e a outro a profecia; e a outro o dom de discernir os espíritos; e a outro a variedade de línguas; e a outro a interpretação das línguas.” (1 Coríntios 12.8-10). Não há crente sem dom nem crente com todos os dons (1 Co 12.29-31). O Espírito Santo é quem distribui, a fim de que não haja nenhuma falta, necessidade ou carência na Igreja de Deus. A Bíblia registra vários dons. Só em 1Coríntios 12:8-10 Paulo relacionou três grupos de Dons Espirituais, a saber: Três Dons de saber (Palavra de sabedoria, Palavra de ciência - ou conhecimento - e do Discernimento de espíritos); três Dons de fazer (Fé, Cura e Operação de milagres); três Dons de falar (Profecia, Variedade de línguas e Interpretação de línguas). É certo que em nenhuma deles o objetivo de Paulo foi o de quantificar os Dons, ou seja, definir quantos são, mas, o de qualificá-los, ou seja, discorrer sobre o objetivo e o uso correto de cada um. O homem é apenas um instrumento, mas o poder é do Espírito Santo. 

3.   Acerca dos dons ministeriais. 

Os Dons ministeriais são serviços ou funções exercidos na Igreja local, como parte do Corpo de Cristo, que é a sua Igreja. São dádivas vindas da parte de Jesus, para o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação da igreja. Os Dons Ministeriais são enumerados em Efésios 4.11 e 1 Coríntios 12.28,29, a saber: apóstolos, profetas, evangelistas, pastores e mestres. São os dons Ministeriais propriamente dito. 

III. CORINTO: UMA IGREJA PROBLEMÁTICA NA ADMINISTRAÇÃO DOS DONS ESPIRITUAIS (1Co 12.1-11) 

1.   Os dons são importantes.

Os dons foram dados para a edificação do corpo de Cristo. Pelo exercício dos dons a Igreja cresce de forma saudável. Assim, os dons são importantíssimos e vitais para a Igreja. Eles são os recursos que o próprio Espírito de Deus concedeu a Igreja para que ela pudesse ter um crescimento saudável e também suprir as necessidades dos seus membros.

 2.   Diversidade dos dons.

Paulo diz: “Ora, há diversidade de dons” (1 Coríntios 12.4). A palavra charismata vem de charis, graça. Assim, Paulo está falando da origem dos dons. O dom espiritual procede da graça de Deus. Nenhum homem tem competência para distribuir dons espirituais. Essa não é uma competência humana. Os dons São originados na graça de Deus e são ministrados, doados e distribuídos pelo Espírito Santo de Deus. Nenhum tem competência de distribuir dons espirituais. A origem dos dons nunca está no homem, mas sempre na graça de Deus. 

3.   Autossuficiência e humildade.

A Igreja de Deus não tem espaço para disputa de prestígio. Os dons são recebidos pela graça e não pelas obras (Rm 12.6; 1Pe 4.10). A maior prioridade é cuidar de seu irmão. Ninguém é autossuficiente, dependemos sempre de Deus e do próximo. Não use o dom que Deus lhe deu com orgulho, visando à exaltação pessoal. Isto é pecado contra o Senhor e contra a Igreja!

 

O estudo dos dons é de grande importância, o tema principal dos capítulos 12 a 14 de 1 Coríntios é o seguinte: os dons do Espírito Santo. Podemos subdividi-los da seguinte forma: 1º 12.1-11: A fonte dos dons espirituais – o Espírito Santo. 2º 12.12-31: Unidade e despeito da diversidade – um Espírito, um propósito, um corpo. 3º 12.31-13.13: Amor – o ingrediente essencial para que os dons espirituais operem com sucesso. 4º 14.1-25: A superioridade do dom de profecia em relação ao dom de línguas; condições e instruções para o correto uso desses dons. 5º 14.26-40: Regras e restrições para o uso dos dons de profecia e de línguas na casa de Deus.

SUPIRINTENDENTE GESTOR E PROFESSOR

                

               Superintendente: Gestor e Professor

Os líderes eficientes conhecem a arte de se entender com as pessoas que lideram.

Assumir a gestão de uma Escola Dominical é uma grande responsabilidade, um desafio a ser vencido no decorrer de um ano. Geralmente o superintendente dá início ao seu trabalho logo no primeiro mês do ano. Iniciamos, ainda que temerosos, com muito entusiasmo e muita disposição, apesar do grande desafio que é gerir, coordenar o trabalho de professores e alunos. Tanto os que estão assumindo a função pela primeira vez como os já veteranos na função estarão diante de novos alunos, novos professores, material didático novo, novas revistas, novos desafios, etc. Iniciamos com a cabeça repleta de boas ideias e uma vontade enorme de elaborar muitos projetos e de ver tudo funcionando bem, classes repletas de alunos, professores motivados, e por aí vai. Mas com o passar do tempo, o trabalho árduo e as adversidades nos fazem perder o vigor e o entusiasmo. Não demora muito para que os alunos também fiquem desanimados e deixem de comparecer às aulas. Os que ficam não estão preocupados com a aprendizagem: a ida à classe no domingo de manhã é mais uma questão de hábito, torna-se um ritual religioso. O tempo vai passando, e quando nos damos conta as classes estão vazias. Nessa hora o coração fica apertado e questionamos: “O que fazer?” “Onde encontrar ajuda?” Bom seria se todo superintendente fizesse esse tipo de questionamento. Infelizmente alguns não fazem, pois ficam mais preocupados em encontrar culpados do que resolver as questões que são cruciais para o crescimento de uma Escola Dominical. Não adianta tentar jogar a culpa nos alunos, nos professores, no Diabo ou na liderança da igreja. Também não adianta vir com o discurso de que a Escola Dominical é uma instituição já ultrapassada. 
Quando tentamos buscar culpados, perdemos o foco do problema e acabamos não chegando a lugar algum. Parta do princípio de que não existe um único culpado. Segundo Heloísa Lück, “o trabalho educacional, por sua natureza, demanda um esforço compartilhado”.1 Educação cristã não é diferente — exige a participação de todos os membros da igreja. Quando falamos em participação, vale lembrar que participação implica compartilhar a tomada de decisões.

Participação implica compartilhar poder, vale dizer, implica compartilhar responsabilidades por decisões tomadas em conjunto com uma coletividade e o enfrentamento dos desafios de promoção de avanços, no sentido da melhoria contínua e transformações necessárias.2

Como garantir o crescimento da Escola Dominical
Como atrair novos alunos e garantir a frequência deles na Escola Dominical? Como gestor, este é um dos nossos grandes desafios: atrair novos alunos e fazer com que os alunos “antigos” sejam assíduos e queiram continuar aprendendo. Estamos vivendo na era da informação, em que a concorrência com a mídia é grande e até desleal. Quantos não vão à Escola Dominical, que geralmente é no domingo pela manhã, porque não conseguem acordar cedo, já que passaram a madrugada toda conversando com os amigos nas redes sociais, como o Facebook e o Twitter? A Escola Dominical não é uma instituição ultrapassada, obsoleta. Todavia, é evidente que precisamos de novas estratégias, metodologias e recursos. Se não houver uma mudança de paradigmas, certamente veremos o esvaziamento de algumas classes. Precisamos refletir e discutir mais a respeito da educação cristã na atualidade, pois não existem “fórmulas mágicas” ou “receita” que seja eficiente e que caiba em todas as igrejas. A igreja é única, assim como cada Escola Dominical. O que dá certo em uma comunidade pode não dar certo em outra. Porém, sabemos que independentemente da especificidade de cada Escola Dominical, o ensino de qualidade ajuda a manter a frequência e o aprendizado.

Gestor e professor
Muitos superintendentes são excelentes gestores. Todavia, antes de ser um gestor o superintendente deve ser um professor. No ensino secular o professor assume, por um determinado período, o cargo de gestor, mas ele não deixa de ser um professor. Naquele período ele apenas está como gestor. É preciso que o superintendente tenha uma visão correta do que é ensinar. Precisa ser alguém que entenda de educação, pois sua função não se restringe à elaboração de relatórios e fichas de presença. Como gestor de uma instituição de ensino, ele precisa saber se relacionar bem com os professores, alunos, liderança. Necessita conhecer como se dá a aprendizagem. É preciso que se tenha várias competências para exercer a função, como por exemplo, a habilidade de gerenciar pessoas. Sabemos que na Escola Dominical nem todos têm formação profissional na área da educação, mas isso não é desculpa para não buscar o conhecimento e o crescimento. Atualmente temos uma infinidade de livros e revistas a respeito do assunto, além de vários congressos e conferências na área de educação cristã que nos capacitam e nos ajudam a alavancar o crescimento da Escola Dominical.

O que fazer para trazer os alunos de volta e investir no aprendizado
Que fique bem claro que não existe uma “fórmula mágica” que seja única para todas as igrejas. A Palavra de Deus é uma só, porém volto afirmar que cada igreja é única, singular e tem as suas especificidades. Mas existem algumas ações educativas que se enquadram bem em qualquer realidade, e devem fazer parte da rotina de um gestor que deseja ser bem-sucedido. Vejamos algumas dessas ações que podem melhorar a frequência e o aprendizado em sua Escola Dominical.
Aprenda a ouvir

Alguns gestores gostam de falar, mas na hora de ouvir deixam a desejar. Precisamos aprender a ouvir com atenção o outro. Ouça o que os alunos estão tentando lhe dizer, ouça os professores e secretários. O primeiro passo para uma mudança significativa está no ouvir o que o outro tem a dizer, mesmo que você discorde do posicionamento da pessoa. Não leve nada para o lado pessoal. Para se chegar a um diagnóstico de determinada situação é preciso primeiro ouvir. Um gestor que não sabe ouvir em breve verá o esvaziamento das classes. O esvaziamento de uma Escola Dominical é uma forma de comunicação, os alunos estão sinalizando que alguma coisa não vai bem. Não dá para tapar os ouvidos e fingir que nada está acontecendo. Muitos adotam o silêncio como uma fuga. Não falam nada e não fazem nada também. Estes estão fadados ao fracasso. Admiro Moisés como líder e gestor do povo de Deus. O Senhor falava com seu servo face a face, mas ele não hesitou em ouvir o que seu sogro, Jetro, tinha a lhe dizer: “O sogro de Moisés, porém, lhe disse: Não é bom o que fazes” (Êx 18.17). Moisés era humilde e “deu ouvidos à voz de seu sogro”, porém ele não somente ouviu, mas tomou a iniciativa de fazer tudo quanto Jetro dissera (Êx 18.24). Ouvir o que o outro tem a dizer é uma questão de humildade. Deixe de lado a soberba, pois ela precede à ruína. Estabeleça uma gestão participativa.
Faça reuniões periódicas

É importante reunir-se periodicamente com os professores, mas não use a reunião para apontar o fracasso ou as faltas de ninguém. Utilize as reuniões como um espaço democrático, participativo, onde prevaleça a troca de ideias e de informações. Um espaço onde todos possam compartilhar suas dificuldades sem medo de ser criticado ou sofrer represálias. Um espaço de aprendizado mútuo, onde a troca de experiências faz com que todos possam crescer. A Escola Dominical deveria incentivar os grupos de estudos entre os professores. Na China, umas das economias que mais crescem no mundo, os professores do Ensino Médio, procuram fazer parte de no mínimo três grupos de estudos. E nós professores da Escola Dominical, quando nos reunimos? Quando temos dúvidas, a quem recorremos? Por que não se reunir para aprender junto? Não estou falando aqui de classe de professores, onde alguém dá uma aula, digamos modelo, para os demais professores. Essas classes são até válidas, mas não estou falando de uma aula onde uma pessoa fala e os outros apenas ouvem, como acontece em algumas classes para professores. Refiro-me a um momento em que os professores tenham a oportunidade de trocar ideias e aprender uns com os outros.
Trate a sua Escola Dominical de forma individualizada 

Somos únicos, e como você já sabe, cada igreja é única. Mas sempre achamos que tudo funciona do mesmo jeito para todos. Criamos regras onde elas não existem. No Brasil, quando se trata de educação, temos a tendência de “copiar” modelos. Meu irmão é pastor de uma igreja onde a Escola Dominical não funcionava bem no domingo pela manhã. Depois de várias tentativas, chegou-se à conclusão de que aquele não era o melhor horário, pois muitas pessoas trabalhavam no sábado até tarde e não conseguiam chegar às 9 horas, e com disposição para estudar. A solução foi passar a Escola Dominical para a tarde, antes do horário do culto vespertino. O resultado foi bem positivo, e houve um crescimento quantitativo e qualitativo significativo. O que não se enquadra na sua localidade? Não tenha medo de mudar. A palavra mudança às vezes assusta, pois o novo sempre gera insegurança, mas mudar às vezes é preciso. O que precisa ser mudado em sua Escola Dominical? Metodologia? Recursos? Horário? Grade de professores? A única coisa que não podemos mudar é o ensino bíblico ortodoxo.
Seja ético e transparente

Em educação cristã, os fins não podem justificar os meios. Mesmo que tudo esteja dando errado, seja transparente e não abra mão da ética. Os professores e alunos precisam confiar em você, porém sabemos que confiança é algo que não se compra, não se obtém por intermédio de cargos, não se adquire nos bancos escolares, mas é algo que se conquista pelas atitudes. Não adianta ter um discurso, mas na prática agir de forma contrária. O gestor tem que agir com ética e transparência se deseja ser bem-sucedido em sua função. Por que as pessoas passavam horas ouvindo Jesus e aprendendo com o Mestre? Será que naquele tempo as pessoas não tinham nada para fazer? Ao contrário, a vida era bem dura, pois não existiam os recursos da chamada pós-modernidade. As pessoas passavam horas ouvindo o Mestre porque Ele não era como os escribas ou os publicanos. Jesus falava com autoridade, ou seja, ensinava aquilo que vivia (Mt 7.28,29). Seu discurso era coerente com a sua maneira de viver.
Cuide da sua saúde física e mental

Paulo adverte a Timóteo a fim de que ele tenha cuidado de si mesmo. Como um líder autêntico, ele prioriza a saúde física e mental de Timóteo. Observe que o cuidado com o ensino, com a doutrina, aparece em segundo plano. A prioridade não é a igreja, a instituição ou o ensino. A pessoa doente (seja no físico, seja no emocional) ou submetida a um grau elevado de estresse não tem condições de cuidar de ninguém, por isso Paulo faz a seguinte recomendação ao jovem pastor: “Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina. Continua nestes deveres; porque, fazendo assim, salvarás tanto a ti mesmo como aos teus ouvintes” (1 Tm 4.16, ARA). Segundo o psiquiatra Augusto Cury, “cuidar de nosso futuro emocional e interpessoal é de capital relevância”.3 O gestor da Escola Dominical tem como função cuidar de pessoas, por isso não pode colocar sua saúde em segundo plano. Uma mente cansada produz muitos males, um deles é o falar em demasia. Acabamos nos ferindo e ferindo outras pessoas com nossas palavras e atitudes. 

No decorrer da semana trabalhamos, estudamos e corremos de um lado para o outro para ganhar o pão nosso de cada dia. Além das obrigações profissionais, aqueles que são casados têm que cuidar do cônjuge e dos filhos. É muita correria. Quando chega o final de semana, nada de folga, pois é quando geralmente vamos preparar as aulas, caso algum professor venha a faltar e seja necessário substituí-lo. É a leitura da revista, da Bíblia, dos livros de apoio e por aí vai. Como reunir forças para, no dia de folga, estudar, preparar a aula e descansar a fim de que no domingo pela manhã esteja bem, tanto no físico como na mente? É um desafio! Mas esse desafio pode ser vencido com fé, determinação e planejamento. Procure estabelecer um planejamento anual e um trimestral. Um planejamento bem elaborado vai facilitar a sua vida e a dos professores. A desorganização também é causa de estresse. Já se foi o tempo em que tudo na Escola Dominical era tratado na base da improvisação.
Essas são apenas algumas sugestões que precisam ser observadas com cuidado por aqueles que querem ver o avanço da Escola Dominical. Quando falamos em avanço e crescimento da Escola Dominical, estamos falando do avanço do Reino de Deus na terra. A Igreja de Cristo tem uma missão integral a cumprir, e essa missão deve estar firmada em um tripé: evangelização (proclamação), comunhão e serviço.

Passos que podem ajudar na hora de realizar reuniões de avaliação
Os professores, secretários e coordenadores que trabalham com você precisam estar conscientes de que o trabalho desempenhado está atendendo às expectativas. Eles precisam de um feedback. Por isso, estabeleça em seu planejamento alguns encontros em que o desempenho da equipe possa ser avaliado. Essa avaliação deve ser feita com bastante cuidado. Observe algumas regras na hora de conduzir essas reuniões de avaliação.
1. Providenciar um lugar adequado. O primeiro cuidado para que a reunião seja produtiva é o espaço onde ela vai acontecer. Escolha um lugar reservado onde você possa conversar com tranquilidade, sem interferências de outras pessoas que não fazem parte da Escola Dominical. Avalie o crescimento de cada classe, porém tenha cuidado com as críticas, pois ouvir críticas quanto ao desempenho, ainda mais na frente de outras pessoas, não é nada agradável. Resista à tentação de conversar com os professores a respeito de desempenho ou problemas referentes a alunos ou direção nos corredores, dentro do templo ou em locais movimentados.

2. Aponte primeiro os pontos positivos. Inicie a reunião sempre destacando o esforço e a dedicação de cada um. Procure evidenciar as características positivas de todos, demonstrando o quanto são importantes na realização da obra de Deus e na Escola Dominical. Quem não gosta de receber um elogio? Nunca vá direto ao ponto que tem gerado problemas, como atrasos e faltas, por exemplo. É preciso ser franco e sincero, mas começar ressaltando os pontos positivos vai demonstrar que você sabe fazer críticas positivas.

3. Diga o que precisa ser mudado de forma polida. Fale de forma educada. Não aponte ou se dirija diretamente a uma pessoa, como por exemplo: “Você está fazendo a obra de Deus relaxadamente”. Mas diga que servir a Deus é um privilégio e que a Bíblia diz que se temos o ministério do ensino, devemos nos dedicar a ele. Você poderá citar Romanos 12.7.

4. Troque de posição. Abra um espaço para uma inversão de papéis. Isso mesmo! Pergunte à sua equipe se estão satisfeitos com o seu trabalho e com o ambiente da Escola Dominical. É hora de pedir sugestões para que os pontos negativos e de conflito sejam melhorados e solucionados.

5. Trabalhe com metas. Precisamos aprender a estabelecer metas a cada trimestre, pois na Escola Dominical a cada três meses temos um novo conteúdo e um novo material didático. A reunião em si não terá sentido caso você não tenha metas bem definidas. Todos que fazem parte da Escola Dominical, assim como o pastor da igreja, precisam estar conscientes das metas e saber exatamente o que você espera de cada um. Procure ter um caderno de registro e tome nota de cada resolução que foi tomada. Anote tudo para que nada caia no esquecimento.

Depois de se reunir e ouvir as sugestões, faça uma avaliação geral (essa avaliação é pessoal). Depois, mantenha o foco na solução dos problemas. Ore e nunca se esqueça de pedir a orientação e a ajuda de Deus. Ele é o maior interessado no crescimento quantitativo e qualitativo da Escola Dominical. Não confie na suas habilidades; confie sempre no Senhor! Ele tem a solução, a resposta certa para cada situação.
fonte cpad news

ENSINAR UM CHAMADO MINISTERIAL


CHAMADO PARA O MINISTÉRIO

TEXTO: Hebreus 5:4 - “Ninguém, pois, toma esta honra para si mesmo, senão quando chamado por Deus, como aconteceu com Arão.”


TESE:
  • Todo cristão capaz de pregar e disseminar o evangelho deve fazê-lo;
  • Pregar o evangelho é tanto um direito como um dever para todo verdadeiro cristão;
  • Há, porém um chamado específico para o ministério de ensinar, pastorear e liderar a igreja de Deus, e esta honra ninguém toma para si mesmo, senão quando é chamado.
INTRODUÇÃO:
  • As palavras usadas na Bíblia para chamada: No V.T. a palavra hebraica, arq [qara] e no N.T. a palavra grega kalew [Kaleo], tinham os seguintes significados:
  • Dar nome a uma coisa ou a uma pessoa (Gn 48:16; At 11:26)
  • O ato de convidar ou solicitar (Ex 2:7)
  • Nomear para algum ofício (Ex 31:2)
  • Criar, produzir coisas mediante o poder da palavra, ou por um ato da vontade (Rm 4:17; Ez 36:29)
  • Convidar alguém a assumir um dever, mediante a palavra, ou através do poder impulsionador do Espirito Santo (Is 22:12; Pv 1:24; Mt 22;14)
  • Convite feito aos pecadores para o estado de graça, por meio da pregação do evangelho. (Rm 8:28; II Tm 1:9)
  • Primeira questão sobre o ministério: Você foi realmente chamado para pregar o evangelho em tempo integral?
  • Os que não são chamados por Deus para o exercício do pastorado ou ministério missionário farão grande males se quiserem entrar no ministério apenas por vaidade.

I – A NATUREZA DISTINTIVA DO MINISTÉRIO DE TEMPO INTEGRAL

  • Todo cristão verdadeiro é chamado a pregar o evangelho (I Pe 2:9), pois todo crente é batizado no Espírito Santo e dele recebeu capacidade para testemunhar (At 1:8)
  • Cristo é o Senhor da Seara e da obra, ele coloca cada um em sua função especifica, dando o dom certo para cumprir cada função na sua igreja (Mt 9:38; Ef 4:11-16)
Mt 9:38 – “Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”
  • Homens e mulheres recebem um chamado a servir no ministério em uma área específica e cada um procure ser fiel naquilo em que foi chamado.
  • As mulheres foram proibidas expressamente de ensinarem publicamente na igreja (I Tm 2:12; I Co 14:34) à Seu ministério de ensino é com crianças e outras senhoras (Pv 31:26; Tt 3:3-5)
  • Os homens que têm capacidade para pregar, devem pregar sempre que lhe surgir oportunidade. – Porém, este é um chamado para pregar ocasionalmente, diferente do chamado do ministro que deve viver da pregação, sendo esta a sua obra máxima, exclusiva e prioritária.
1 Co 9:14 – “Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho;
  • Este é um estudo para aqueles que pregam e vivem do Evangelho, tendo sido chamados e separadosde todas as obras secularespara se consagrarem exclusivamente ao ministério da Palavra.
à O ministro do evangelho (Pastor ou missionário) têm o dever de dar tempo integral e exclusivo para o ministério da Palavra, para poder desempenhar bem o seu ministério, e é isso que Deus exige dele.
II Tm 2:4 “Nenhum soldado em serviço se envolve em negócios desta vida, porque o seu objetivo é satisfazer àquele que o arregimentou.”
At 6:2 – “Então, os doze convocaram a comunidade dos discípulos e disseram: Não é razoável que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas.”
  • Por isso Deus também exige das igrejas que cumpram com o seu papel de suprir amorosa e corretamente as necessidade do ministro, aquele a quem Deus chamou para servi-los de modo exclusivo e abnegado.
I Co 9:11 – “Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito recolhermos de vós bens materiais?”
I Tm 5:17-18 – “Devem ser considerados merecedores de dobrados honorários os presbíteros que presidem bem, com especialidade os que se afadigam na palavra e no ensino. Pois a Escritura declara: Não amordaces o boi, quando pisa o trigo. E ainda: O trabalhador é digno do seu salário. 
  • São a estes homem que Deus coloca um do mais pesados encargo que existem na terra, e diz através de Pedro:
I Pe 5:2 – “Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele 
  • Spurgeon, um dos maiores pregadores e pastores Batista, se referindo a obra do ministério disse:
Ora, nem todos de uma igreja podem superintender ou governar; alguns têm que ser dirigidos ou governados. E cremos que o Espírito Santo designa na igreja de Deus alguns para agirem como superintendentes, e outros para se submeterem á vigilância de outros, para o seu próprio bem. Nem todos são chamados para trabalhar na palavra e na doutrina, ou para serem presbíteros, ou para exercerem o cargo de bispo. Tampouco devem todos aspirar a essas obras, uma vez que em parte nenhuma os dons necessários são prometidos a todos. Mas aqueles que como o apostolo (Paulo), crêem que receberam “este ministério” [II Co 4:1], devem dedicar-se a essa importantes ocupações. “
  • Sobre a insensatez de querer ser um pastor ou missionário sem ser chamado ou ter a certeza do chamado divino, Spurgeon diz:
Homem nenhum deve intrometer-se no rebanho como pastor; deve Ter os olhos postos no Sumo Pastor, e esperar Seu sinal e Sua ordem. Antes que um assuma a posição de embaixador de Deus, deve esperar pelo chamamento do alto. Se não o fizer, mas se se lançar às pressas ao cargo sagrado, o Senhor dirá dele e de outros semelhantes: “Eu não os enviei, nem lhes dei ordem; e não trouxeram proveito nenhum a este povo, diz o Senhor” ( Jr.23:32)

II – O QUE O V.T. DIZ SOBRE A CHAMADA DIVINA

- Os profetas [ministros do V.T.] todos baseavam seu ministério na especifica chamada divina:
  • A chamada de Isaías: “A quem enviarei, e quem há de ir por nós...Eis-me aqui, envia-me a mim “ (Is 6:8)
  • A chamada de Jeremias: “Assim veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Antes que te formasse no ventre te conheci, e antes que saísses da madre, te santifiquei...Então disse eu: Ah Senhor Jeová! Eis que não falar; porque sou uma criança. Mas o Senhor me disse: Não digas: eu sou uma criança; porque aonde quer que eu te enviar, irás, e tudo o quanto de mandar dirás...“ (Jr 1:4-10)
  • A chamada de Ezequiel: “E disse-me: Filho do homem, põe-te em pé, e falarei contigo... em te enviou aos filhos de Israel, ás nações rebeldes que se rebelaram contra mim, até este mesmo dia... Filho do homem dizei-lhe a minhas palavras“ (Ez 2:1-3; 3:1-4)
  • Os pregadores do N.T. devem está tão certos de sua vocação e chamada celestial assim como estavam os profetas do V.T.

III – O QUE O N.T. DIZ SOBRE A CHAMADA DIVINA

  • Ninguém pense que a chamada dos ministros atuais são pura ilusão ou imaginação deles para a peculiar obra de ensino e direção da igreja.
  • NOMES DADOS AOS MINISTROS QUE REQUEREM UMA VOCAÇÃO ANTERIOR
  • Embaixadores em nome de Cristo – Um embaixador só passa a existir depois do chamado do governo que ele representa, e se tentar fazer isto sem o devido chamado ficará no ridículo (II Co 5:18-19)
  • Dispenseiros dos mistérios de Cristo – Um dispenseiro é alguém que toma conta da propriedade de alguém, e se quiser tomar conta da propriedade de alguém sem a devida chamada desagradará a dono da mesma (I Co 4:1).
à Por isso deve haver chamada [autorização] antes de alguém poder tornar-se legítimo bispo, “dispenseiro da casa de Deus”(Tt. 1:7)
  • Anjo que significa mensageiro – E como os homens poderão ser arautos de Cristo, senão por sua eleição e ordenação?
  • ERA REQUERIDO DO MINISTRO QUE DESSE PROVA DE QUE ERA UM CHAMADO
- Não se dizer ministro (pastor ou missionário) tem de provar isto:
  • Titorecebeu a exigência de só reconhecer como ministros aqueles que dessem provas de seu chamado
Tt 1:5 - “...constituísses presbíteros, conforme te prescrevi: alguém que seja irrepreensível..”
  • A Timóteo foi exigido que não se precipitasse a reconhecer alguém como ministro sem que antes houvesse provas de sua chamada
I Tm 5:22 – “A ninguém imponhas precipitadamente as mãos. Não te tornes cúmplice de pecados de outrem.”
  • Deus é soberano e decide o vaso que quer utilizar. à não escolhe qualquer vaso, ele mesmo descreve o tipo de vaso escolhido por ele:
II Tm 2:21 - “vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor, e preparado para toda a boa obra
  • O chamado de Paulo é um exemplo de como Deus escolhe os vaso que usa.
At. 9:15 - “Este é para mim uma vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios.
  • A escolha é de Deus, é Ele quem determina o papel de cada um na sua obra ou Seara,
Ef 4:11 – “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres,”
  • Ninguém determina para si mesmo se vai ou não ser um pastor à Deus é quem chama e constitui pastores dando-os a suas igrejas.
At 20:28 - “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constituiu bispos [pastores], para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue.”
  • O verdadeiro ministério deve vir de deus e não da parte dos homens – Cada pastor ou missionário deve poder dizer como Paulo:
Gl 1:1 – “Paulo, apóstolo, não da parte de homens, nem por intermédio de homem algum, mas por Jesus Cristo e por Deus Pai, que o ressuscitou dentre os mortos,”
  • Que cada pastor ou missionário possa ver a si mesmo como uma dádiva de Deus para a sua igreja:
Jr 3:15 – "Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração, que vos apascentem com conhecimento e com inteligência . ”
  • X

IV – SINAIS QUE AJUDAM A IDENTIFICAR A CHAMADA DIVINA

à Multidões tem errado quanto a chamada para o ministério, isso pode ser observado no número de pessoas que entram para o ministério pastoral ou missionário e fracassam e também do número de igrejas que tem sofrido a ação danosas de falsos pastores ou de pastores que se enganaram quanto a chamada e trouxeram grandes prejuízos a obra de Deus.
à É preciso ter certeza da chamada de Deus, antes de se aventurar em tão importante e exigente obra. De fato, a bíblia a tem como a obra mais excelente, porém a que exigirá a maior responsabilidade, e que atrairá os maiores perigos.
  • UM DESEJO INTENSO E ABSORVENTE DE REALIZAR A OBRA.
à “Para se constatar um verdadeiro chamamento para o ministério é preciso que haja:
  • Uma irresistível, incomtrolável, ardente e violenta sede de contar aos outros o que Deus fez por nossas almas.
  • ALLEINE – Grande conquistador de almas, alguém disse dele:
ele tinha infinita e insaciável avidez pela conversão de almas”.
c) Spurgeon disse: “Não entre no ministério se puder passar sem ele “ – “...A Palavra de Deus deve se um fogo em nossos ossos, do contrário, se nos aventurarmos ao ministério, seremos infelizes nisso, seremos incapazes de suportar as diversas formas de abnegação que lhe são próprias, e prestaremos pouco serviço àqueles aos quais ministramos
  • Este desejo deve ser resultado de reflexão. à Não deve ser um impulso repentino e irrefletido;
  • Este deve ser continuo, incondicional – que resista as tentadoras ofertas de riquezas e vida fácil, as provações e mil armadilhas que o inimigo é capaz de armar.
  • Deve ser um desejo totalmente desinteressado – Visando só a glória de Deus;
  • Deve ser um desejo imorredouro e crescente– Deve ser de natureza tal que permaneça conosco apesar de qualquer coisa;
  • DEVE HAVER APTIDÃO PARA ENSINAR E CERTA MEDIDA DE OUTRAS QUALIDADES NECESSÁRIAS AO OFÍCIO PÚBLICO.
- O ministro só pode segurar-se e fortificar-se na graça (força) que lhe foi dada na sua chamada e se não tem essa chamada do alto, não tem em que segurar-se (II Tm 2:1; II Ts 1:7-8)
  • Ninguém deve considerar-se chamado para pregar enquanto não provar que pode falar em público
  • Algumas pessoas simplesmente não têm o dom de ensinar e de pregar. Pode-se se melhorar muito estudando homilética para ser um pregador ocasional, mas se tornar um pregador sem –tem o dom de ensinar e pregar é querer desafiar o bom senso.
  • Há várias coisas que desabilitam alguém para pregar em público: Falta de voz, gagueira, voz fina e fanhosa, medo e pavor do público, mente que não consegue racionar de modo organizado, falta de coragem para dizer a verdade, etc...
  • Sua personalidade deve ter algumas características indispensáveis:
  • Inteligência e Piedade;
  • Maneiras gentis e qualidade amáveis;
  • Coragem e firmeza;
  • Dons para administrar a obra;
  • Deve ser um conselheiro e pai
  • Deve ter todas as características de I Tm 3:2-7; Tt 1:6-9)
  • É preciso que o aspirante veja realizar-se certo número de conversões sob seus esforços
à Ou poderá concluir que cometeu um engano -
- Daí poderá retornar pelo melhor caminho que encontrar.
  • Como um obreiro cristão comum pode continuar trabalhando em seu ministério que esteja tendo sucesso ou não;
  • Como ministro não poderá Ter certeza de sua chamada enquanto não puder ver os frutos de seu trabalho não puder ver os frutos de seu trabalho.
  • É necessário que a sua pregação seja aceitável pelo povo de deus que segue a sã doutrina

CONCLUSÃO

  • O Pregador Bíblico Vocacionado é :
  • É alguém que tem o chamado interior da parte do Espírito Santo e o chamadoou reconhecimento exterior da igreja, e que foi devidamente consagrado para proclamar o evangelho; (At 13:2-4);
  • Como Pastor (Administra, Edifica e Equipa o Rebanho):
  • Ele é constituído Bispo(administrador), Presbítero(conselheiro), Pastor (mestre) pelo Espírito Santo para pastorear a igreja de Deus. (At 20:28; I Pe 5:1-4; Ef 4:11))
  • Ele tem uma comissão sublime e de alta responsabilidade: Pastorear o rebanho de Deus (I Pe 5:2)
  • Ele é o guia do rebanho, e o guia basicamente através da pregação da Palavra (Hb 13:7)
  • Ele vela pelas almasorientando-as e alertando-as pela pregaçãoda Palavra (Hb 13:17)
  • Em tem um alvo: Uma igreja plenamente madura servindo de todo coração ao Senhor. Como pastor ele é um dom de Cristo à igreja, cuja missão é equipar (preparar) os santos para o pleno amadurecimento espiritual e para estarem plenamente capacitados (equipados) para exercerem o ministério cristão. Ele faz isto sendo um pastor-mestre, ou seja, um mestre na pregação da Palavra de Deus. (Ef 4:11-13)
  • Como Missionário (fundador de igrejas) e Evangelista (pregador do evangelho de tempo integral).
  • Ele é um enviado (não é um autônomo, que se envia a si mesmo)
  • Tem um campo permanente, o "mundo", ou mais especificamente, "cada criatura"
  • Primeiramente enviado por Cristo (Jo 20:21) - "vos envio"
  • Em segundo lugar pelo Espírito Santo - "enviados..."(At 13:2,3)
  • Em terceiro lugar pela igreja (At 13:2) - "separai-me ..."
  • Tem um plano do qual não pode fugir - "Ser testemunha"- At 1:8
  • Deve começar onde está e ir continuamente avançando a medida que Deus abre as portas.
  • Tem um alvo: Fundar um igreja missionária que amadureça o suficiente para se tornar autônoma que cuide de si mesma e que continue por si mesma a obra missionária de implantar novas igrejas.

    BIBLIOGRAFIA 

 “O chamado Divino” de Spurgeon. E definições da Enciclopédia de Teologia e filosofia de Rn. Champlin e J.M. Bentes [Hélio e SolaScriptura-TT rejeitam esta Enciclopédia].

PERSEVERAR NO ENSINO PORQUE?


É A BÍBLIA A ÚNICA AUTORIDADE DE FÉ E PRÁTICA? 


 É a Bíblia a única autoridade de fé e prática? A Igreja católica diz que não é. O Concílio Vaticano II diz que: "ambas, Escritura e Tradição, devem ser aceitas e honradas com igual sentimento de devoção e reverência." (Vatican II documents, "Dogmatic Constitution on Divine Revelation," Chap. 2, 9, p. 682).

Assim, Roma elevou de forma descarada suas tradições ao mesmo nível da Bíblia Sagrada.

Eu freqüentemente recebo cartas e e-mails de católicos me desafiando sobre a autoridade [total e única] da Bíblia. Eles sabem que não podem defender a doutrina católica estritamente a partir da Bíblia. Se a Bíblia é a única autoridade de fé e prática, pode ser facilmente demonstrado pelas Escrituras que a Igreja Católica é falsa. A autoridade da Bíblia é, portanto, o âmago da diferença entre católicos romanos e igrejas que baseiam sua doutrina e prática estritamente sobre as Santas Escrituras.

Segue um exemplo de muitos desafios que tenho recebido:

"Eu não tenho encontrado qualquer coisa na Bíblia que diga que ela deva ser usada como única autoridade. Parece-me que a própria Bíblia é um tipo de tradição, visto que, sua forma atual, não era considerada completa mesmo depois de muitos anos da morte de todos os apóstolos. Tivemos que confiar em alguém quanto à autenticidade e integralidade da mesma. Eu tenho encontrado nas Escrituras exortação para seguir as próprias tradições, quer sejam escritas ou faladas. É claro que entendo eu que "tradições de homens" está errado seguir." (e-mail de um católico que encontrou os artigos de Way of Life na internet, em 2 de março de 1999).



RESPOSTA DO IRMÃO CLOUD:

Você me diz que não encontrou nada na Bíblia que afirme que ela deve ser usada como única autoridade. Eu só posso dizer que você não deve ter lido a Bíblia muito cuidadosamente.


PRIMEIRAMENTE, 2 TIMÓTEO 3:16-17 ENSINA QUE A BÍBLIA É SUFICIENTE PARA A FÉ E PRÁTICA.

"Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça; Para que o homem de Deus seja PERFEITO, E PERFEITAMENTE INSTRUÍDO PARA TODA A BOA OBRA."

A Escritura, somente ela, é dada por inspiração de Deus e é apta para fazer o homem de Deus perfeito. Obviamente, portanto, nada mais é necessário além da Escritura.

A tradição católica não é Sagrada Escritura, e não é, portanto, inspirada por Deus, e não é, portanto, necessária para fazer o homem de Deus perfeito. Eu digo isso na autoridade de 2 Timóteo 3:16-17.

Essa passagem, basta ela sozinha, refuta o ensino de Roma de que a tradição é igual as Escrituras. Somente Escritura pode ser igual a Escritura pela razão de somente as Santas Escrituras terem sido inspiradas por Deus.

Paulo contrasta a palavra do homem contra a Palavra de Deus.

"Por isso também damos, sem cessar, graças a Deus, pois, HAVENDO RECEBIDO DE NÓS A PALAVRA DA PREGAÇÃO DE DEUS, A RECEBESTES, NÃO COMO PALAVRA DE HOMENS, MAS (SEGUNDO É, NA VERDADE), COMO PALAVRA DE DEUS, a qual também opera em vós, os que crestes." (I Ts 2:13)

Nós temos que continuar a fazer essa crucial distinção hoje. Se um ensino não é a Palavra de Deus então é a palavra do homem. As tradições de Roma não são a Palavra de Deus. Roma nem mesmo reivindica que suas tradições são a Palavra de Deus. Portanto, as tradições são palavras dos homens e não devem ser seguidas. A Palavra de Deus, a Bíblia, é tudo o que o crente precisa, porque é apta para fazê-lo perfeito, completamente equipado até para toda boa obra.


SEGUNDO, NÓS SABEMOS QUE A BÍBLIA É A COMPLETA PALAVRA DE DEUS PORQUE A NÓS FOI DITO QUE A FÉ FOI ENTREGUE AOS SANTOS DE UMA VEZ POR TODAS

"Amados, procurando eu escrever-vos com toda a diligência acerca da salvação comum, tive por necessidade escrever-vos, e exortar-vos a batalhar pela FÉ QUE UMA VEZ FOI DADA AOS SANTOS." (Judas 3).

A "fé" refere-se ao corpo da verdade do Novo Testamento entregue pelos apóstolos por meio da inspiração do Espírito Santo. O termo "uma vez entregue" diz que este corpo da verdade foi dado durante um período específico de tempo já completado. Isso refere-se as Escrituras do Novo Testamento que foram completadas durante os dias dos apóstolos.

Judas 3, basta este verso sozinho, refuta a idéia que a fé cristã está sendo progressivamente dada através da Igreja Católica Romana.


TERCEIRO, UM SELO FOI COLOCADO NO CAPÍTULO FINAL DO LIVRO FINAL DA BÍBLIA SIGNIFICANDO SUA CONCLUSÃO E ALERTANDO A CADA HOMEM A NÃO ADICIONAR OU SUBTRAIR DELA.

"Porque eu testifico a todo aquele que ouvir as palavras da profecia deste livro que, se alguém lhes acrescentar alguma coisa, Deus fará vir sobre ele as pragas que estão escritas neste livro; E, se alguém tirar quaisquer palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte do livro da vida, e da cidade santa, e das coisas que estão escritas neste livro." (Ap 22:18-19)

Os que reivindicam ter uma nova revelação ou tradição no mesmo nível da Bíblia caem sob o julgamento descrito nessa passagem. O livro de Apocalipse conclui e completa a Bíblia. Nada pode ser adicionado ou removido.


QUARTO, A CONCLUSÃO DO CÂNON DAS ESCRITURAS FOI RECONHECIDA NO SEGUNDO SÉCULO, MUITO ANTES DA IGREJA CATÓLICA EXISTIR.

Líderes cristãos no segundo século reconheceram o cânon do Novo Testamento e aceitaram os escritos apostólicos como Santas Escrituras em igual autoridade com o Antigo Testamento. Deus concedeu sabedoria nesse processo e eles não precisaram esperar por declarações de conselhos que vieram séculos depois. (Jo 16:13, 17:8, 1 Tes. 2:13; 1 Jo. 2:20).

Irineu (125-192), por exemplo, em seus escritos ainda existentes, fez 1800 citações dos livros do Novo Testamento e os usou "de tal maneira que se deduz que eles acerca dessa época tinham sido considerados de autoridade inquestionável." (Herbert Miller, General Biblical Introduction, p. 140). Irineu aceitou os quatro Evangelhos, e somente os quatro, como Escritura.

Clemente de Alexandria (150-217) citou e reconheceu os quatro Evangelhos e outros livros do Novo Testamento, chamando-os de "Divinas Escrituras".

Tertuliano (150-220) fez 7200 citações dos livros do Novo Testamento e os aceitou como Escritura.

A tradução da Bíblia para o latim, chamada Ítala, a qual foi provavelmente feita no segundo século, "contém todos os livros que agora compõem o Novo Testamento". (John Hentz, History of the Lutheran Version, p. 59).

Uma relação das Escrituras do Novo Testamento datando da metade do segundo século foi descoberta na biblioteca de Ambrósio em Milão, Itália, em 1740. Esta relação do segundo século contém todos os 27 livros do cânon do Novo Testamento. (Hentz, p.60).

Desse modo, as Escrituras do Novo Testamento completado estavam sendo difundidas e aceitas povo de Deus sob a orientação do Espírito Santo. Muitos [pseudo-] eruditos dos modernistas críticos textuais que escrevem hoje sobre este primitivo século negam, ou omitem totalmente, o trabalho do Espírito Santo na inspiração e canonicidade do Novo Testamento. Os apóstolos não foram deixados aos seus próprios [falhos] recursos [intelectuais e de memória e imaginação e honestidade] para transcrever os registros de Cristo, nem os cristãos primitivos foram deixados aos seus próprios [falhos] recursos [de discernimento e honestidade] para reconhecer quais escritos eram as Escrituras (I Ts 2:13). As palavras do Novo Testamento são as palavras do Senhor Jesus Cristo através de divina inspiração, e as ovelhas de Deus conhecem a voz do bom Pastor e podem distinguir Sua voz daquela dos falsos pastores (Jo 10:4,5,27).


QUINTO, PASSAGENS QUE INDUZEM OS CRISTÃOS SEGUIREM A TRADIÇÃO REFEREM À TRADIÇÃO INSPIRADA DADA PELOS APÓSTOLOS, NÃO A TRADIÇÕES NÃO INSPIRADAS DE HOMENS QUE VIERAM DEPOIS DELES.

O termo "tradição" é usado de dois modos no Novo Testamento. Primeiro refere-se à doutrina apostólica dada por divina inspiração (II Ts 2:15; 3:6). As igrejas são ordenadas a observar esta tradição que foi de modo sobrenatural registrada na Escritura do Novo Testamento. Segundo, tradição se refere a ensinos não inspirados que professores religiosos tentaram adicionar às Escrituras e pelos quais eles tentaram amarrar as vidas dos homens (Mt 15:1-6; Mc 7:9-13; Col 2:8). Neste sentido, a tradição é condenada, como nós vemos nas referências seguintes:

"Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens." (Mt 15:9).

"Invalidando assim a palavra de Deus pela vossa tradição, que vós ordenastes. E muitas coisas fazeis semelhantes a estas." (Mc 7:13)

"Tende cuidado, para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas, segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo;" (Cl 2:8)

Nós somos gratos a Deus que nos deu uma completa e suficiente revelação e que nós não somos dependentes de profecias extra-bíblicas, visões, vozes, línguas, ou tradições. Na Bíblia nós temos tudo o que as igrejas precisam para fé e prática.

Então, ainda que seja verdade que "a própria Bíblia é um tipo de tradição" isto não significa que somente é mais uma de várias tradições autorizadas. A Bíblia, somente ela, é a [única e completada] tradição de DEUS INSPIRADA. Isso é o que a coloca separada à parte de todas as outras escrituras. A Bíblia clama ser a inspirada palavra de Deus. Mais de duas mil vezes a Bíblia usa frases como "assim disse Deus."


SEXTO, A IGREJA CATÓLICA NÃO PODE SER ENCONTRADA NA ESCRITURA

A Igreja Católica não começou a existir senão vários séculos após a terminação da escrita do Novo Testamento. As igrejas [sempre e somente igrejas locais, não uma mega hierarquia universal com mega poderes espirituais e até mesmo seculares] descritas no Novo Testamento não parece em nada com a Igreja Católica Romana. Esta "igreja" foi formada em um período além dos séculos seguintes da morte dos apóstolos, com falsos mestres corrompendo o modelo de igreja do Novo Testamento e acrescentando as suas tradições humanas. No Novo Testamento nós não encontramos nenhum papado, nenhum sacerdócio à maneira de Roma, nenhum sacramento que são acrescentados à fé para salvação, nenhum arcebispo ou cardeal, nenhuma regeneração batismal, nenhuma missa, nenhum batismo infantil, nenhuma extrema unção, nenhuma Maria como rainha do céu, nenhuma Maria como Mãe de Deus, nenhuma Maria sem pecado, nenhuma oração aos santos, nenhuma tesouraria da graça, nenhum purgatório, nenhuma relíquia sagrada ou mantos sagrados ou água benta, nenhum crucifixo, nenhuma vela, nenhuma catedral, nenhum monge, nenhum pároco "celibatário", nenhum dia de jejum obrigatório, nenhuma proibição contra matrimônio ou contra comer carne, nada sobre a igreja de Roma que ser exaltada sobre outras igrejas [de outras cidades ou lugarejos].


SÉTIMO, TRADIÇÃO CATÓLICA, ROMANA NÃO PODE SER CORRETA PORQUE NÃO SOMENTE FAZ ACRÉSCIMOS À BÍBLIA, COMO A CONTRADIZ [!] .

A Sagrada Escritura Sagrada sempre se sustenta como o absoluto e único padrão da verdade.

Veja por exemplo, Isaías 8:20: "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles."

Aqueles que falam contrariamente [a isto] as estão na escuridão. O senhor Jesus Cristo reprovou severamente os fariseus porque eles adicionaram sua tradição humana como autoridade juntamente com as Escrituras e, desse modo, contradisseram as Escrituras:

“Então chegaram ao pé de Jesus uns escribas e fariseus de Jerusalém, dizendo: Por que transgridem os teus discípulos a tradição dos anciãos? pois não lavam as mãos quando comem pão. Ele, porém, respondendo, disse-lhes: Por que transgredis vós, também, o mandamento de Deus pela vossa tradição? Porque Deus ordenou, dizendo: Honra a teu pai e a tua mãe; e: Quem maldisser ao pai ou à mãe, certamente morrerá. Mas vós dizeis: Qualquer que disser ao pai ou à mãe: É oferta ao Senhor o que poderias aproveitar de mim; esse não precisa honrar nem a seu pai nem a sua mãe, E assim invalidastes, pela vossa tradição, o mandamento de Deus. Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito, dizendo: Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens. (Mt 15:1-9)

Não somente é a doutrina e a prática católica romana não baseada na Bíblia: elas contradizem a Bíblia; portanto, elas não podem ser a sua fonte [nem mesmo podem ser de Deus]. Dogmas católicos tais como o do papado, da mariolatria, dos culto a santos, o sacerdócio,a missa, e o purgatório, não são encontrados no Novo Testamento, e eles contradizem o claro ensino e a prática do Novo Testamento. O papado contradiz 1 Pe l. 5:1-4, entre muitas outras passagens. A mariolatria e os santos contradizem 1 Tim. 2:5. A missa contradiz 1 Co. 11:23-26. O purgatório contradiz 2 Co. 5:1-8 e Fl. 1:23. O O sacerdócio contradiz o Novo Testamento em que Cristo é o sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque (Heb. 7:21-27) e Cristo não estabeleceu nenhum sacerdócio das igrejas do Novo Testamento à exceção aquele do sacerdócio de todos os crentes (1 Pe 2:5, 9). Não há um exemplo no Novo Testamento de um sacerdote que é ordenado e colocado à parte ou executando o tipo do ministério que vemos na Igreja Católica Romana. O N.T. dá qualificações para pastores e diáconos, mas nenhum para padres.

Se obedecermos II Ts 2:15 e 3:6 e compararmos a tradição católica com o ensino dos apóstolos, temos que rejeitar o catolicismo por ser contrário a este padrão. Os apóstolos não ensinaram que há um sacerdócio especial entre os crentes. Os apóstolos não ensinaram que há um papa. Os apóstolos não ensinaram que a ceia do Senhor é para ser um tipo qualquer de sacrifício. Os apóstolos não ensinaram que Maria é sem pecado, e permaneceu eternamente virgem, ou ascendeu ao céu, ou que ela é a rainha dos céus, ou que os cristãos devem orar a ela. Os apóstolos não ensinaram que o ofício deles era para ser continuado após morrerem, e eles não deram nenhuma instrução para uma "sucessão apostólica". Os apóstolos não ensinaram que as igrejas devam ter sacramentos. Os apóstolos não ensinaram que há santos especiais a quem os cristãos podem orar. Essas são algumas poucas das tradições católicas que são contrárias ao ensino dos apóstolos nas Escrituras do Novo Testamento.

Você diz, "nós tivemos que confiar em alguém com respeito à sua autenticidade e integralidade." Você está certo. Eu tenho a escolha entre confiar na Bíblia como a Palavra de Deus autorizada e completa, ou confiar na igreja católica. Não podem ambas ser corretas, porque estão em contradição. A Bíblia prova ser a Palavra de Deus inspirada e infalível em maneiras incontáveis: profecias cumpridas, sua exatidão científica, sua coesa unidade embora tenha sido escrita durante um período de [muitas] centenas dos anos, seu poder para mudar vidas, sua universal atratividade e apelo, seu testemunho de Jesus Cristo, o testemunho dos apóstolos (estude o livro dos Atos, por exemplo, para ver o que os apóstolos pensam da Bíblia).

Por outro lado, a igreja católica prova ser falsa por qualquer padrão que eu use. É moralmente corrupta e doutrinariamente herética. A Bíblia não contradiz a si mesma, mas os papas se contradizem continuamente. Eu tenho a escolha entre confiar nos apóstolos e confiar nos papas. Os apóstolos não eram moralmente reprováveis nem eles contradisseram as Escrituras. Tudo que ensinaram estava em completa conformidade com as Escrituras. Eu acho muito fácil confiar nos apóstolos e rejeitar os papas.


OITAVO, A IGREJA CATÓLICA ROMANA NÃO TEM NENHUMA AUTORIDADE NA BÍBLIA. SUA REIVINDICAÇÃO À AUTORIDADE VEM DE FORA DA BÍBLIA.

A igreja católica romana reivindica que sua autoridade se encontra nos papas como os sucessores dos apóstolos e no sacerdócio. Não há nenhuma sugestão disso no Novo Testamento.

1. Mostre-me na Bíblia onde Jesus Cristo estabeleceu o ofício de papa como se encontra na igreja católica, e onde fez provisão para a continuidade de tal ofício.

2. Mostre-me no Bíblia onde Jesus Cristo estabeleceu o sacerdócio católico. Onde nós encontramos tal sacerdócio descrito? Onde nós encontramos os padrões para escolha de tais sacerdotes? Onde nós encontramos uma descrição de como ordenar tais sacerdotes? Onde nós encontramos uma descrição dos sete sacramentos que eles executam?

De minha parte, eu tenho autoridade bíblica:
A) para o evangelho que eu creio (isto é, que a salvação é somente pela graça de Jesus Cristo [sozinho], através somente de completa expiação feita por Ele [sozinho] na cruz, através somente da fé, sem obras e sem sacramentos - At 16:30-31; Rm. 3:23-26; 4:1-8; Ef. 2:8-10; 1 Cor. 15:1-4)
B) e para o tipo simples de igreja do Novo Testamento da qual eu tomo parte. Minha fé está em Jesus Cristo, e eu aprendo dEle com as Escrituras que Ele deu através de inspiração divina.

Tenho um teste infalível pelo qual julgar os ensinos do homem. Cada ensino e tradição que é contrário a inspirada Escritura eu rejeito, [apoiado] sobre a autoridade de Palavra de Deus.

Essas decisões têm conseqüências eternas, e eu recuso arriscar a salvação eterna da minha alma sobre qualquer coisa, exceto sobre o mais alto padrão de autoridade.

"De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus" (Rm 10:17)




Fonte http://www.wayoflife.org