quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Historia da reforma protestante (2)

                                          

                                    
                              Intransigência de Lutero
  
                                          Artigo Mauricio Berwald 



Era considerado pelo povo como sendo pouco menos que um papa, e realmente em algumas ocasiões os seus atos autorizam esta denominação. Sustentava a sua posição por meio de uma insistência brusca, e parece ter tido um certo receio de descer na estima dos seus semelhantes confessando qualquer erro. Quando lhe faltavam argumentos, ele servia-se de sofismas para manter a sua posição; e pelo menos em uma ocasião chegou a sacrificar os interesses do Evangelho às exigências do partido e à manutenção da sua autoridade. Isto parece forte demais, mas é provado por bastantes fatos, e a história deve ser verdadeira. O seu procedimento na conferência de Marburgo é prova suficiente. Esta conferência foi promovida por Filipe, príncipe de Hesse, e tinha por fim decidir a grande controvérsia sobre a Eucaristia, Porque havia tanto tempo se batiam os reformadores alemães e suíços.



                                          A Doutrina da Transubstanciação


Lutero nunca tinha podido livrar-se de tudo das redes do papismo; e a doutrina da presença verdadeira de Cristo na Eucaristia era um dogma a que ele se agarrou até o fim. É verdade que mudou a palavra transubstanciação por consubstanciação, e procurou modificar esta nociva e blasfema doutrina, mas a sua modificação foi um fraco expediente que não alterou o erro. Roma afirmava - custa escrevê-lo - que "as mãos dos sacerdotes são elevadas a uma altura que não é concedida a nenhum dos anjos, e podem criar Deus, o Criador de todas as coisas, e oferecê-lo para a salvação do mundo inteiro". 

Por outras palavras, que o pão e vinho eram convertidos no corpo e sangue de Cristo na Eucaristia, fazendo desta doutrina a pedra da esquina da sua fábrica de erros, e condenando como infiéis todos aqueles que a rejeitavam. Lutero mantinha a mais absurda e igualmente errônea noção de que os elementos depois da consagração ficavam sendo exatamente o que eram antes dela - verdadeiro pão e vinho, "mas que o pão e vinho tinham também em si a substância material do corpo humano de Cristo" - "Logo que sejam pronunciadas as palavras de consagração sobre o pão, o corpo está ali, por mais perverso que possa ser o sacerdote que as pronuncia!" - São estas as próprias palavras do reformador! Ora Zwínglio e o grupo dos reformadores suíços tinham horror a ambas estas doutrinas. Tinham restabelecido o ensino das Escrituras quanto a estas preciosas memórias; e tinham largamente espalhado as suas convicções, embora particularmente, entre os sábios da Europa. O amigo de Lutero, o Dr. Carlstadt, foi um dos primeiros a rejeitar a idéia luterana e abraçar a antiga doutrina restaurada, mas Lutero, desgostoso pelas medidas brandas, publicou no ano 1525 um panfleto vigoroso contra o seu antigo chefe; e daqui nasceu a controvérsia.



                                          Lutero contra Zwínglio


A réplica de Lutero, que apareceu no mesmo ano, era caracterizada por uma grande arrogância e aspereza, e ele não hesitou em atribuir a Satanás os piedosos esforços de Zwínglio. Isto era na verdade um desafio, e Zwínglio não pôde deixar de entrar na luta contra ele. Mas, ainda assim, durante a controvérsia, que durou para cima de quatro anos, a linguagem do reformador suíço foi extremamente moderada. Estando absolutamente convencido da justiça da sua causa, suportou a cólera dos seus adversários sem ressentimento, e furou-lhes as malhas da armadura da sua teima com as setas da verdade. O resultado foi o que se podia esperar. Muitos dos luteranos mais esclarecidos, vendo com tristeza que seu chefe não queria investigar a questão pacificamente, começaram a perder confiança nele, e passaram para o lado dos suíços. No entanto, os papistas viram com manifesta alegria o progresso da controvérsia; e esta observação de Erasmo: "Os luteranos estão-se voltando com ardor para o grêmio da igreja", tornou-se um provérbio na boca de todos.



                        Conferência dos Reformadores

A conferência, que foi muito concorrida, na qual apenas tomaram parte Lutero, Zwínglio, Melanchton e Oecolâmpade, não deu muito bons resultados. Lutero foi para lá com uma idéia fixa, e protestou desde o princípio que havia sempre de divergir da opinião dos seus adversários no que dizia respeito à doutrina da Ceia do Senhor. Pegando num bocado de giz, escreveu em letras grandes no pano de veludo da mesa: "Hoc est corpus meum" ("Este é o meu corpo"). "São estas as palavras de Cristo", disse ele, "e nenhum adversário será capaz de me fazer arredar daqui". Repetindo as mesmas palavras, acrescentou, momentos depois: "Que alguém me prove que um corpo não é um corpo. Eu rejeito a razão, ao senso comum e aos argumentos carnais: as provas são matemáticas. Deus está acima da matemática. Temos a palavra de Deus - devemos respeitá-la e fazer o que ela manda".

No prosseguimento da discussão, o acertado raciocínio de Zwínglio produziu um grande efeito, mas Lutero conservou-se teimoso e inflexível. Os argumentos apresentados pelo suíço, tirados das Escrituras, evidentemente perturbaram-lhe o espírito, mas ele tinha ido muito longe e já era tarde para retroceder. Por fim Zwínglio apresentou um argumento, que Oecolâmpade já tinha apresentado de manhã quanto à significação da frase "a carne para nada aproveita". Lutero então observou: "Quando Cristo diz que a carne para nada aproveita, não fala da sua carne, mas, sim da nossa". Zwínglio respondeu: "A alma alimenta-se do Espírito e não da carne". Lutero disse: "È com a boca que comemos o corpo; a alma não o come; comemo-lo espiritualmente com a alma". Zwínglio: "Assim faz do corpo um alimento corporal e não espiritual". Lutero: "O senhor é sofísmador". Zwínglio: "Não, mas o senhor é que está a dizer coisas contraditórias". Lutero: "Se Deus me apresentasse maçãs silvestres, eu as havia de comer espiritualmente. Na Ceia do Senhor a boca recebe o corpo de Cristo, e a alma crê nas suas palavras".

Lutero estava agora dizendo coisas sem nexo e Zwínglio procedeu com critério, apresentando novos argumentos e afirmando as suas idéias em lugar de combater as do seu adversário. Mas Lutero não se queria confessar vencido. "Este é o meu corpo", gritava ele de vez em quando, e era nesta frase que procurava um refúgio seguro em todas as suas dificuldades. "O demônio não me poderá afastar disto!" dizia ele, "procurar compreendê-lo é afastar-se da fé".

Daí um pouco Oecolâmpade, citando 2 Co 5.17 disse: "Nós não conhecemos Jesus Cristo segundo a carne". Lutero: "Segundo a carne significa, nessa passagem, segundo as nossas afeições carnais". Zwínglio: "Então responda-me a isto, Dr. Lutero, Cristo subiu ao Céu; e se Ele está no Céu, no que diz respeito ao seu corpo, como pode Ele estar no pão? A Palavra de Deus ensina-nos que Ele foi, em todas as coisas, feito igual aos seus irmãos. Portanto não pode estar ao mesmo tempo em cada um dos milhares de altares onde a Eucaristia se está celebrando". Lutero: "Se eu tivesse desejo de discutir assim, havia de procurar provar que Jesus Cristo teve uma esposa com olhos pretos, e que viveu no nosso belo país da Alemanha, pouco me importo com a matemática". Zwínglio: "Não se trata aqui de matemática; trata-se de S. Paulo que escreveu aos Filipenses que Cristo tomara a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens".

Vendo-se assim batido, Lutero ainda procurou refúgio na sua frase: "Meus caros senhores, visto que o meu Senhor Jesus diz: 'Hoc estcorpus meum', eu creio que o seu corpo está realmente ali".

Por um momento parecia que até a paciência de Zwínglio se ia esgotar. Aproximando-se nervoso de Lutero, e batendo na mesa, disse: "Então o doutor sustenta que o corpo de Cristo está literalmente na Eucaristia, visto dizer: 'O corpo de Cristo está ali'. Ali é um advérbio de lugar. Assim admite que o corpo de Cristo é de tal natureza que possa existir num lugar. Se está em algum lugar, está no Céu, donde se segue que não está no pão".

Contudo, mesmo este argumento foi baldado. "Repito", disse Lutero com calor, "que não tenho nada que ver com provas matemáticas. Logo que sejam pronunciadas sobre o pão as palavras de consagração, o corpo está ali, por mais perverso que seja o sacerdote que as pronuncia".



                             A Fórmula de Concórdia


Em vista de uma tal obstinação (não podemos usar uma palavra mais branda), é de admirar que os reformadores chegassem a termos amigáveis; especialmente porque no fim da discussão Lutero recusou apertar a mão a seus irmãos suíços. Não recordaremos esta cena. Folgamos mesmo não ter espaço para a incluir nesta história. Basta dizer que os esforços do príncipe de Hesse para efetuar a reconciliação tiveram bom êxito até certo ponto. Lutero apresentou uma "Forma de Concórdia", escrita em quatorze artigos, que foi assinada por ambos os partidos no dia 4 de Outubro de 1529. Os reformadores suíços cediam nobremente a Lutero em todos os pontos em que podiam fazer sem violar as suas próprias consciências; mas esta mesma condescendência tornou a sua vitória mais completa. Comentando o procedimento do grande reformador na conferência de Marburgo, diz o deão Waddington: "Afinal de contas ele perdeu a sua influência e reputação por causa daquela controvérsia. Pelo seu modo imperioso e estudo sofismado, enfraqueceu as afeições e o respeito de um grande partido de admiradores inteligentes. Muitos agora começaram a ter uma opinião menos elevada do seu talento e da sua franqueza. Em lugar da abnegação e magnanimidade que tanto brilho tinham dado aos seus primeiros esforços, parece que uma vã arrogância tomara posse de seu espírito; e foi por ele se entregar a essa ignóbil paixão que a Alemanha e a Suíça se separaram quando podiam ter vivido unidas. Ele deixou de ser o gênio da Reforma. Descendo desta magnífica posição, donde tinha dado luz a toda a comunidade evangélica, tornou-se agora o mais poderoso dos partidos dos reformadores, mas destinado no futuro a sofrer revezes e abandonos, que fizeram com que o nome de luterano fosse concedido a um número insignificante de protestantes".



                              Morte de Zwínglio


Quando Lutero se recusou a estender a mão ao seu irmão suíço, no castelo de Marburgo, mal pensava ele que, dentro de um ano, toda a oportunidade de a fazer passaria. No entanto assim foi. Zwínglio morreu num campo de batalha, quando acompanhava o exército protestante, como capelão. Não tentaremos justificar a conduta dos protestantes suíços em pegar em armas contra os seus inimigos. As Escrituras ensinam-nos que "ao servo do Senhor não convém contender" e podemos estar certos de que nunca deu bom resultado o emprego das armas carnais nos conflitos espirituais da igreja. Na batalha de Cappel, onde Zwínglio perdeu a vida, vinte e cinco ministros cristãos ficaram mortos nos campos de batalha! O grande reformador foi ferido logo no começo da luta, quando se abaixara para dirigir algumas palavras de consolação a um moribundo. A morte não foi instantânea; e quando jazia exausto no chão, ainda o ouviram dizer: "Ah! que calamidade esta! Na verdade mataram o corpo, mas não podem alcançar a alma". Oecolâmpade teve um grande pesar com a morte do seu amigo, e não lhe sobreviveu muito tempo. No ano seguinte foi vítima da peste, e assim no espaço de poucos meses desapareceram os dois principais agentes da Reforma Suíça: O ressentimento de Lutero não os pôde seguir à campa, e escrevendo a Henrique Bullinger, dizia-lhe: "A morte deles encheu-me de tão intensa tristeza, que eu próprio estive quase a morrer também".



                             Ultimos Anos de Lutero


Porém a hora de Lutero ainda não tinha chegado. O Senhor tinha outra obra para o seu querido servo: e durante mais de quinze anos o doutor de Wittenberg prosseguiu nos seus trabalhos, desenvolvendo, com as suas orações fervorosas, os seus sábios conselhos, a sua generosa simpatia, a sua ardente eloqüência, e a sua hábil pena a obra que tinha tido o privilégio de começar. Os seus últimos dias foram tranqüilos e cheios de paz; e a sua vida doméstica não era a menor das suas últimas alegrias. Foi abençoado com uma fiel esposa, sua companheira e a sua consolação em muitos desgostos e dificuldades, e os seus filhos eram o orgulho de seu coração. Temos notícias de uma anedota que lança nota brilhante sobre Lutero no meio da sua família. Ao entrar inesperadamente um dia no seu quarto, um dos amigos encontrou-o com um dos seus filhinhos escarranchado nas suas pernas, e rindo desmedidamente por o pai o estar fazendo "galopear". Lutero pediu desculpa ao amigo, por não se levantar para o saudar, dizendo: "O meu pequeno vai para Roma levar um recado do seu pai ao papa, e eu não podia interromper a sua jornada". Como tudo isto é belo, quando pensamos que procediam do homem que tinha abalado tronos e dado de pensar ao mundo inteiro!



                                      Morte de Lutero


Uma disputa se tinha levantado entre os condes de Mansfield, e pediram-lhe o seu arbítrio. Isso fê-lo comparecer à sua terra natal. "Nasci e fui batizado em Eisleben", disse Lutero a um amigo que o acompanhava, "seria curioso se eu ficasse e morresse aqui". E assim aconteceu. Pela tarde queixou-se de uma opressão e dor no peito, e, embora se sentisse aliviado com umas fomentações quentes, a opressão voltou mais tarde. Às nove horas encostou-se e dormiu até as dez. Ao acordar foi para o seu quarto, e, depois de dar as boas-noites aos que o rodeavam, acrescentou: "Orem pela causa de Deus". As dores continuavam a aumentar e, entre uma e duas horas da madrugada, levantou-se e foi para o seu escritório sem ajuda de ninguém. Ele sabia que o seu fim estava próximo, e repetiu amiúde estas palavras: "Oh! meu Deus! Nas tuas mãos ponho o meu espírito!" Entretanto muitos tinham tido conhecimento do seu estado, e em breve se viu rodeado de seus três filhos, vários amigos, o conde e a condessa Albert, e dois médicos.

 Então começou a transpirar, o que lhes deu algumas esperanças, mas ele disse: "É um suor frio, o precursor da morte; em breve darei o último suspiro". Então pôs-se a orar, e concluindo repetiu três vezes: "Nas tuas mãos entrego o meu espírito: Tu me remiste, ó Senhor Deus da verdade!" Em seguida Jonas perguntou-lhe: "Querido pai, confessas que Jesus Cristo é o Filho de Deus, e nosso Salvador e Redentor?" Lutero respondeu audível e claramente: "Confesso". Foi esta a sua última palavra, e assim, de madrugada, rendeu o espírito a Deus. O seu corpo foi removido para Wittenberg no dia 22 de Fevereiro, e Pomerano falou à imensa multidão que, no dia seguinte, se reuniu para presenciar o seu funeral. Melanchton em seguida fez uma oração fúnebre. Mas, para honra dos dois oradores, notou-se que os seus sentimentos eram mais notáveis do que a sua oratória, e as suas piedosas tentativas para consolar a tristeza dos outros não eram mais do que uma demonstração do seu próprio pesar.]


                        O Imperador Quer Outro Concílio


O imperador Carlos havia muito tempo que esperava a morte de Lutero, e muitas vezes se lamentara de o ter deixado partir de Worms depois da sua confissão perante o Conselho ali realizado. O desejo do imperador, desde o Conselho de Augsburgo, tinha sido sempre que o papa convocasse um grande concilio, com o fim de inquirir sobre os abusos da antiga igreja, e assim proporcionar aos dissidentes a volta à obediência ao papa. Por este meio esperava destruir a obra de Lutero, e restaurar a paz e a unidade no império. Porém sempre aparecia uma coisa ou outra para contrariar os seus desejos, e os sucessivos papas para quem apelara pareciam todos hesitar sobre o caso. As ameaças que tinha feito aos protestantes no fim do Conselho ainda os pôs mais de alerta, e uniram-se imediatamente para sua mútua defesa. Desde então tinham sempre diligenciado fortalecer esta união, e assim, apesar dos conselhos de Lutero, os protestantes tinham-se tornado um partido inteiramente político. Isto, em poucas palavras, descreve o estado das coisas na Alemanha até o período a que temos chegado.

A morte de Lutero trouxe novas esperanças ao partido católico; o imperador entendeu que era chegada a ocasião oportuna de satisfazer o seu desejo, e que podia impunemente ser convocado o concilio de que havia tanto tempo falara. Nos atos deste concilio, que se reuniu em Trent, cidade do Tirol, não podemos entrar. Os protestantes recusaram-se a reconhecê-lo, e o imperador tomou esta recusa como pretexto de declarar guerra contra eles. A história desta guerra e de outros acontecimentos mais que seguiram não são coisas que se possam tratar numa breve descrição, como esta, mas pertence à História, a uma história mais ampliada e de mais pretensão. Também devemos deixar a outros historiadores a descrição do progresso ulterior da Reforma na Alemanha e Suíça, e dos esforços para impedir esse progresso. As nossas referências devem ficar por aqui. Vimos a Reforma firmemente estabelecida naqueles países; e ao mesmo tempo que notamos a sua poderosa influência para o bem, também não omitimos os erros que a acompanharam. Deus permitiu estes para reprimir as vanglorias e para tirar o orgulho dos homens. Vamos concluir as nossas observações sobre este período importante e cheio de interesse, lançando uma rápida vista de olhos pelo progresso da Reforma em outros países.
(notas historia do cristianismo,A.Knight e W.Anglin,pp.241-249, 2009,cpad)



  Perseguições gerais na Alemanha no período da reforma


As perseguições gerais na Alemanha foram principalmente ocasionadas pelas doutrinas e ministério de Martinho Lutero. De fato, o papa estava tão apavorado com o sucesso desse reformador corajoso, que ele determinou para envolver o imperador Carlos V, de qualquer forma, no esquema para tentar seu desaparecimento.
Para este fim
  Ele deu o imperador duzentas mil coroas em dinheiro pronto.
  Prometeu manter doze mil pés, e cinco mil cavalos, pelo espaço de seis meses, ou durante uma campanha.
  Ele permitiu que o imperador a receber metade das receitas do clero do império durante a guerra.
  Ele permitiu que o imperador de prometer as terras da abadia por quinhentos mil escudos, para ajudar na realização de hostilidades contra os protestantes.
Assim solicitado e apoiado, o imperador empreendeu a extirpação dos protestantes, contra quem, na verdade, ele foi particularmente enfureceu-se; e, para este fim, um exército formidável foi criado na Alemanha, Espanha e Itália.
Os príncipes protestantes, entretanto, formou uma poderosa confederação, a fim de repelir o golpe iminente. Um grande exército foi criado, eo comando dado ao eleitor da Saxônia, eo de Hesse. As forças imperiais eram comandadas pelo imperador da Alemanha, em pessoa, e os olhos de toda a Europa foram transformados em caso de guerra.
Por fim, os exércitos se encontraram, e um compromisso desesperada se seguiu, em que os protestantes foram derrotados, eo eleitor da Saxônia eo de Hesse ambos os prisioneiros. Este golpe fatal foi sucedido por uma perseguição horrível, as severidades das quais eram tais que o exílio pode ser considerado um destino leve, e ocultação em uma passagem de madeira sombrio para a felicidade. Nesses tempos de uma caverna é um palácio, uma rocha de uma cama de baixo, e selvagens iguarias raízes.
Aqueles que foram tomadas experimentado as mais cruéis torturas que imaginações infernais poderia inventar; e por sua constância evidenciado que um verdadeiro cristão pode superar todas as dificuldades, e apesar de todos os perigos adquirir uma coroa do martírio.
Henry Voes e João Esch, sendo apreendido como protestantes, foram trazidos a exame. Voes, respondendo por si e do outro, deu as seguintes respostas a algumas perguntas feitas por um padre, que os examinou por ordem da magistratura.
Sacerdote. Você não era tanto, há alguns anos, frades Agostinho?
Voes. Sim.
Sacerdote. Como você chegou a sair do seio da Igreja de Roma?
Voes. Por conta de suas abominações.
Sacerdote. Em que você acredita?
Voes. No Antigo e Novo Testamentos.
Sacerdote. Você acredita nos escritos dos pais, e os decretos dos Concílios?
Voes. Sim, se eles concordam com as Escrituras.
Sacerdote. Não Martin Luther seduzi-lo tanto?
Voes. Ele nos seduziu até mesmo na mesma forma que Cristo seduziu os apóstolos; isto é, ele nos fez sensível da fragilidade de nossos corpos, eo valor de nossas almas.
Este exame foi suficiente. Ambos foram condenados às chamas, e logo depois sofreu com essa coragem viril que se torna cristãos quando recebem a coroa do martírio.
Henry Sutphen, um pregador eloqüente e piedoso, foi tirado de sua cama no meio da noite, e obrigada a andar com os pés descalços de maneira considerável, de modo que seus pés estavam terrivelmente cortados. Ele desejou um cavalo, mas seus condutores, disse, com escárnio: "Um cavalo para um herege!, Não, não, os hereges podem andar descalço." Quando ele chegou no local de seu destino, ele foi condenado a ser queimado; mas, durante a execução, muitas indignidades foram oferecidos a ele, como aqueles que não participaram contente com o que ele sofreu nas chamas, corte e reduziu-o de uma forma mais terrível.

Muitos foram assassinados em Halle; Middleburg sendo tomado de assalto todos os protestantes foram mortos à espada, e grandes números foram queimados em Viena.
Um oficial a ser enviada para colocar um ministro para a morte, fingiu, quando ele veio para a casa do clérigo, que suas intenções eram apenas a pagar-lhe uma visita. O ministro, sem suspeitar a crueldade a que se destina, entretido seu suposto convidado de uma forma muito cordial. Assim que o jantar acabou, o oficial disse que alguns de seus assistentes, "Tome este clérigo, e enforcá-lo." Os próprios atendentes foram tão chocado após a civilidade que tinham visto, que hesitou em executar as ordens de seu mestre;eo ministro disse: "Pense no que uma picada permanecerá em sua consciência, para violando assim as leis da hospitalidade." O oficial, no entanto, insistiu em ser obedecido, e os atendentes, com relutância, realizada no escritório execrável de carrascos.

Peter Spengler, a divina piedoso, da cidade de Schalet, foi jogado no rio e se afogou. Antes de ser levado para as margens do córrego que viria a se tornar seu túmulo, que o levou para o lugar de mercado que seus crimes pode ser proclamada; que eram, não vai à missa, não fazendo confissão, e não crer na transubstanciação. Após esta cerimônia acabou, ele fez um excelente discurso ao povo, e concluiu com um hino tipo, de natureza muito edificante.

Um cavalheiro protestante a ser condenado a perder a cabeça por não renunciar a sua religião, foi alegremente para o local da execução. Um frade veio a ele, e disse estas palavras em um tom baixo de voz: "Como você tem uma grande relutância publicamente a abjurar sua fé, sussurre sua confissão em meu ouvido, e eu vou absolver seus pecados." Para isso, o cavalheiro alto respondeu: "Não me incomodes, frade, eu confessei meus pecados a Deus, e obteve a absolvição através dos méritos de Jesus Cristo." Em seguida, voltando-se para o executor, ele disse: "Deixe-me não ser importunado com estes homens, mas realizar o seu dever ", em que a cabeça foi atingida fora em um único golpe.
Wolfgang Scuch, e John Huglin, dois dignos ministros, foram queimados, como era Leonard Keyser, um estudante da Universidade de Wertembergh;e George Carpenter, bávaro, foi enforcado por se recusar a negar o protestantismo.
As perseguições na Alemanha após ter desaparecido muitos anos, mais uma vez eclodiu em 1630, por conta da guerra entre o imperador eo rei da Suécia, para o último era um príncipe protestante, e, consequentemente, os protestantes da Alemanha abraçado a sua causa, o que muito exasperado o imperador contra eles.

Os imperialistas ter sitiou a cidade de Passewalk, (que foi defendida pelos suecos) conquistou-o, e cometeu os mais horríveis crueldades na ocasião. Eles puxaram para baixo as igrejas, queimaram as casas, pilharam as propriedades, massacraram os ministros, coloque a guarnição ao fio da espada, enforcado os homens da cidade, Forçaram as mulheres, sufocou as crianças, etc, etc

A tragédia mais sangrenta foi transacionado em Magdeburg, no ano de 1631 os generais Tilly e Pappenheim, tendo tomado aquela cidade protestante pela tempestade, mais de vinte mil pessoas, sem distinção de categoria, sexo ou idade, foram mortos durante o massacre, e seis mil morreram afogados ao tentar escapar sobre o rio Elba. Após essa fúria acalmou, os habitantes restantes foram despidos, severamente açoitado, tiveram suas orelhas cortadas, e sendo em jugo desigual como os bois estavam voltados à deriva.
A cidade de Hoxter foi feita pelo exército papista, e todos os moradores, bem como a guarnição foram mortos à espada; as casas ainda foram incendiados, os corpos que estão sendo consumidos pelas chamas.

No Griphenberg, quando as forças imperiais prevaleceu, eles fecharam-se os senadores na câmara do senado, e em torno dela por palha iluminada sufocado eles.
Franhendal rendeu sobre artigos de capitulação, mas os habitantes foram tão cruelmente usado como em outros lugares; e em Heidelberg muitos foram fechados na prisão e fome.
As crueldades utilizados pelas tropas imperiais, sob Contagem Tilly na Saxônia, são assim enumerados.

Metade estrangulamento, e recuperar as pessoas novamente repetidamente. Rolando rodas afiadas nos dedos das mãos e pés. Beliscar os polegares em um vício. Forçar as coisas mais sujas pela garganta, pelo qual muitos foram sufocados. Amarrar cordas em volta da cabeça com tanta força que o sangue jorrou dos olhos, nariz, ouvidos e boca. Queima de fixação corresponde aos dedos, pés, orelhas, braços, pernas, e até mesmo a língua. Colocar pó na boca e atear fogo a ele, por que a cabeça foi quebrada em pedaços.Amarrando sacos de pó de todas as partes do corpo, por que a pessoa foi explodido. Desenho cabos para trás e para a frente através das partes carnudas. Fazer incisões com furadores e facas na pele. Correndo fios através do nariz, orelhas, lábios, etc Hanging protestantes pelas pernas, com a cabeça durante um incêndio, pela qual foram fumo secas. Pendurado por um braço até que foi deslocado. Pendurado sobre ganchos pelas costelas. Forçar as pessoas a beber, até que estourou. Bicarbonato de muitos em fornos quentes. Fixação pesos para os pés, e elaboração de vários com polias. Pendurado, sufocante, torrefação, esfaquear, fritura, torturantes e arrebatadora, rasgando, quebrando os ossos, raspando fora da carne, rasgando com os cavalos selvagens, afogamento, estrangulamento, queimadura, grelhar, crucificando, immuring, envenenamento, cortando línguas, narizes , orelhas, etc, serrar os galhos, corte em pedaços e desenho pelos saltos pelas ruas.

As enormes crueldades será uma mancha eterna na memória do conde Tilly, que não só cometido, mas mesmo comandou as tropas para colocá-los em prática. Sempre que ele entrou, as barbaridades mais horríveis e depredações cruéis se seguiu: a fome ea conflagração marcou o seu progresso: para ele destruiu todas as disposições que não podia levar com ele, e queimou todas as cidades antes que ele os deixou; para que o resultado completo de suas conquistas foram de homicídio, pobreza e desolação.
Um divino idade e piedoso que despido, amarrado-o nas costas em cima de uma mesa, e prendeu uma grande, gato feroz em cima de sua barriga. Eles, então, picado e atormentado o gato de tal maneira que a criatura com raiva rasgou sua barriga aberta, e mordiam as suas entranhas.

Outro ministro e sua família foram apreendidos por esses monstros desumanos; Forçaram sua esposa e filha antes de seu rosto; enfiou o filho recém-nascido sobre o ponto de uma lança, e, em seguida, em torno dele, com toda a sua biblioteca de livros, eles atearam fogo a eles, e ele foi consumido no meio das chamas.
Em Hesse-Cassel algumas das tropas entraram num hospital, em que eram mulheres, principalmente, loucos, ao descascar todos os pobres miseráveis ​​nus, eles fizeram correr as ruas para o seu desvio, e depois colocá-los todos à morte.
Na Pomerânia, algumas das tropas imperiais que entram em uma cidade pequena, apoderou-se todas as mulheres jovens e meninas de mais de 10 anos, e depois de colocar seus pais em um círculo, ordenaram-lhes que cantem salmos, enquanto Forçaram os seus filhos, ou então eles juraram que iriam cortá-los em pedaços depois. Eles, então, tomou todas as mulheres casadas que tinham crianças pequenas e ameaçadas, se não concordar com a satisfação de seus desejos, para queimarem seus filhos diante de seus rostos em um grande incêndio, que eles acendido para esse fim.

Um grupo de soldados do conde de Tilly reunião um grupo de comerciantes pertencentes a Basel, que estavam voltando do grande mercado de Strassburg, tentou cercá-los; todos escaparam, no entanto, mas dez, deixando suas propriedades para trás. Os dez que foram levados implorou difícil para as suas vidas, mas os soldados assassinados lhes, dizendo: "Você deve morrer porque são hereges, e não tenho dinheiro."
Os mesmos soldados reuniram-se com duas condessas, que, juntamente com alguns jovens senhoras, as filhas de um deles, foram tomando uma aeração em um landau. Os soldados poupado suas vidas, mas tratou-os com a maior indecência e, tendo despojado-los todos nus Stark, pediu ao cocheiro dirigir.

Por meio da mediação e da Grã-Bretanha, a paz foi finalmente restaurado para a Alemanha, e os protestantes permaneceram sem serem molestados por vários anos, até que alguns novos distúrbios eclodiram no Palatinado, que foram assim ocasionado:
A grande Igreja do Espírito Santo, em Heidelberg, tinha, por muitos anos, foram compartilhados igualmente entre os protestantes e católicos romanos desta maneira: os protestantes realizaram serviço divino na nave ou corpo da igreja; e os católicos romanos celebrava a missa no coro.Embora este tinha sido o costume desde tempos imemoriais, o eleitor do Palatinado, por fim, levou-a para sua cabeça para não sofrer por mais tempo, declarando que, como Heidelberg foi o local de sua residência, ea Igreja do Espírito Santo a catedral de sua cidade principal, serviço divino deve ser realizada somente de acordo com os ritos da Igreja da qual ele era membro. Ele, então, proibiu os protestantes para entrar na igreja, e colocar os papistas na posse do todo.

As pessoas lesadas aplicada aos poderes protestantes de reparação, que tanto exasperou o eleitor, que suprimiu o catecismo de Heidelberg. As potências protestantes, no entanto, decidiu por unanimidade exigir satisfação, como o eleitor, com sua conduta, tinha quebrado um artigo do Tratado de Westphalia; e os tribunais da Grã-Bretanha, Prússia, Holanda, etc, enviaram representantes ao eleitor, para representar a injustiça de seus processos, e ameaçar, a menos que ele mudou de comportamento para os protestantes no Palatinado, que eles tratam os seus Roman assuntos católicos com a maior severidade. Muitas disputas violentas ocorreram entre os poderes protestantes e as do eleitor, e estes foram grandemente aumentada pelo seguinte incidente: o treinador do ministro holandês de pé em frente à porta da residência enviada pelo príncipe de Hesse, o anfitrião foi por acaso sendo levado para uma pessoa doente; o cocheiro não prestou a menor atenção, que aqueles que assistiram o anfitrião observando-se, puxou-o da sua caixa, e obrigou-o a se ajoelhar; essa violência ao interno de um ministro público foi muito mal vista por todos os deputados protestantes; e ainda mais para aumentar a essas diferenças, os protestantes apresentaram aos deputados de três artigos adicionais de queixa.
  Que as execuções militares foram ordenados contra todos os sapateiros protestantes que deve se recusam a contribuir para as massas de São Crispim.
  que os protestantes foram proíbem a trabalhar nos dias santos papistas, mesmo na época da colheita, sob penas muito pesadas, o que ocasionou grandes inconvenientes, e preconceituosas consideravelmente negócios públicos.
  Que vários ministros protestantes tinham sido despojados de suas igrejas, sob o pretexto de terem sido originalmente fundada e construída pelos católicos romanos.
Os deputados protestantes no comprimento tornou-se tão grave quanto à íntima com o eleitor, que a força das armas deve obrigá-lo a fazer a justiça que ele negou às suas representações. Esta ameaça levou-o à razão, como ele bem sabia a impossibilidade de continuar uma guerra contra os Estados poderosos que o ameaçavam. Ele, portanto, concordou que o corpo da Igreja do Espírito Santo devem ser restauradas para os protestantes. Ele restaurou o catecismo de Heidelberg, colocar os ministros protestantes novamente na posse das igrejas de que tinham sido expropriados, permitiu aos protestantes a trabalhar nos dias santos papistas, e ordenou que nenhuma pessoa deve ser molestado por não ajoelhado quando o anfitrião passou por.

Essas coisas que ele fez por medo; mas para mostrar seu ressentimento de seus súditos protestantes, em outras circunstâncias onde os estados protestantes não tinha o direito de interferir, ele totalmente abandonada Heidelberg, removendo todos os tribunais de justiça a Mannheim, que foi inteiramente habitada por católicos romanos. Ele igualmente construído um novo palácio lá, tornando-se o seu local de residência; e, sendo seguido pelos católicos romanos de Heidelberg, Mannheim se tornou um lugar florescente.
Enquanto isso, os protestantes de Heidelberg afundado na pobreza e muitos deles se tornaram tão angustiado como para sair do seu país natal, e procurar abrigo em estados protestantes. Um grande número deles entrar em Inglaterra, na época da rainha Anne, foram cordialmente recebidos lá, e encontrou-se com uma assistência mais humana, tanto por doações públicas e privadas.

Em 1732, acima de trinta mil protestantes foram, ao contrário do Tratado de Westphalia, expulsos do arcebispado de Salzburgo. Eles foram embora na profundidade do inverno, com escassamente roupas suficientes para cobri-los, e sem provisões, não tendo permissão para fazer qualquer coisa com eles. A causa dessas pessoas pobres não estão sendo defendida publicamente por estados como poderia obtê-los reparação, eles emigraram para vários países protestantes, e se estabeleceram em lugares onde pudessem desfrutar do livre exercício da sua religião, sem ferir suas consciências, e viver livre de das amarras da superstição papista, as cadeias da tirania papal.


Fonte livros dos martires Jhon Fox, CPAD 2004 

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