domingo, 8 de novembro de 2015

lições CPAD jovens amizades descartavel? 15/11/2015 N.7




                             Lições Bíblicas CPAD

                        Jovens  4º Trimestre de 2015


                                            


Título: Estabelecendo relacionamentos saudáveis — Vivendo e aprendendo a viver
Comentarista: Esdras Costa Bentho 

Lição 7: Relacionamentos descartáveis?
Data: 15 de Novembro de 2015


TEXTO DO DIA

O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos ameis (Jo 15.12).

SÍNTESE

Os relacionamentos descartáveis são frutos de uma sociedade que coisifica o outro e o instrumentaliza com propósitos fúteis, materiais e inumanos.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Gn 37.13-22
Sentença de morte ao irmão


TERÇA — 2Sm 13.1-22
Paixão efêmera leva a relacionamentos descartáveis


QUARTA — 1Sm 18.17-19
Planos impiedosos acompanham relacionamentos descartáveis


QUINTA — Rt 1.1-22
Relacionamentos maduros construídos em Deus


SEXTA — 1Sm 18.1-6
Relacionamentos maduros produzem amizades fiéis


SÁBADO — Jo 16.1-33
Jesus, fiel amigo

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·        REFLETIR sobre os relacionamentos nas redes sociais;
·        DEBATER as relações de consumo;
·        ESTABELECER relacionamentos duradouros.

INTERAÇÃO

“Devemos proporcionar ao aluno vivências enriquecedoras e favorecedoras à sua ampliação do saber”. Há muitas possibilidades de se interpretar essa expressão da professora Jussara Hoffmann, mas prefiro aquela que a traduz dentro do contexto da vida. O professor não é apenas um “arquiteto cognitivo” como se expressou importante pedagogo, mas também alguém que proporciona aos alunos experiências significativas que ampliam não apenas os aspectos cognitivos mas também afetivos e relacionais. A educação aperfeiçoa o ser humano e o conduz à maturidade humana.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, o uso das redes sociais é uma realidade na sociedade moderna. Com base nos dados sobre o uso da Internet no Brasil e no mundo, proponha um “debate” entre o alunato. Os dados apenas descrevem o crescimento da Internet, por isso desenvolva uma discussão a respeito do uso inteligente da web e das mudanças que esses novos hábitos provocam no indivíduo, na família e na sociedade. Os dados a seguir foram divulgados pelos meios de comunicação e adaptadas para este quadro: “As últimas estatísticas afirmam que até o final de 2014 houve cerca de 107,7 milhões de internautas no Brasil, enquanto em 2013 havia 99,2 milhões. A estimativa é que nesse ano o mundo atinja a marca de 3 bilhões de pessoas conectadas à Internet, o que equivale a 42,4% da população mundial. Segundo os observadores sociais, até 2018 quase a metade do mundo vai acessar a web pelo menos uma vez ao mês. Dados do IBGE afirmam que 24,2 milhões de lares com renda de até dois salários mínimos e cerca de 7,5 milhões de lares na área rural do país ainda não estão conectados à Internet”. Permita que os alunos se expressem; incentive-os a discutirem a questão.
Professor, para a próxima aula, solicite aos alunos que tragam uma descrição da presença da religião e da religiosidade no bairro ou comunidade que ele reside.

TEXTO BÍBLICO

Gênesis 37.13-20.

13 — Disse, pois, Israel a José: Não apascentam os teus irmãos junto de Siquém? Vem, e enviar-te-ei a eles. E ele lhe disse: Eis-me aqui.
14 — E ele lhe disse: Ora, vai, e vê como estão teus irmãos e como está o rebanho, e traze-me resposta. Assim, o enviou do vale de Hebrom, e José veio a Siquém.
15 — E achou-o um varão, porque ele andava errado pelo campo, e perguntou-lhe o varão, dizendo: Que procuras?
16 — E ele disse: Procuro meus irmãos; dize-me, peço-te, onde eles apascentam.
17 — E disse aquele varão: Foram-se daqui, porque ouvi-lhes dizer: Vamos a Dotã. José, pois, seguiu seus irmãos e achou-os em Dotã.
18 — E viram-no de longe e, antes que chegasse a eles, conspiraram contra ele, para o matarem.
19 — E disseram uns aos outros: Eis lá vem o sonhador-mor!
20 — Vinde, pois, agora, e matemo-lo, e lancemo-lo numa destas covas, e diremos: Uma besta-fera o comeu; e veremos que será dos seus sonhos.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

Alguns especialistas sentimentais falam das interações humanas como se fosse um território mapeado e plenamente explorado. Eles fornecem receitas para todos os tipos de relacionamentos, e os explicam com base na biologia, na psicologia e na sociologia como se o encontro entre duas pessoas fosse exato e fixo como uma equação matemática. Essas ciências ajudam a entender vários elementos ligados aos relacionamentos e não é sábio negar suas pesquisas e resultados, no entanto, não eliminam o mistério que circunda o amor, a vida, o encontro entre um homem e uma mulher e amizade entre as pessoas (1Sm 20.17; Ct 8.6).

I. OS RELACIONAMENTOS NAS REDES SOCIAIS

1. Da sociedade da informação à de redes (Ec 1.4). O mundo globalizado passou de uma sociedade da informação para uma sociedade de redes. Na primeira, a informação era seu produto principal, na segunda, é a comunicação (Dn 12.4; Ap 1.7). Ambas, porém, tem o mesmo ícone: o computador ligado à rede. Essa radical mudança fez ruir as fronteiras entre os países e trouxe novas formas de relacionamentos e identidades culturais. O mundo já não é mais o monobloco maciço de antigamente, mas um espaço multicultural e plural. Esta sociedade possui novas, interessantes e também perigosas formas de relacionamentos (virtuais), que devem ser discernidas de acordo com a perspectiva bíblica e cristã (1Co 2.14,15).
2. Proximidade virtual (Ec 3.14,15). As novas tecnologias (smartphones, tablets) permitiram o acesso aos centros de comunicação criados para relacionamentos (facebook, chats). Esses instrumentos permitem “permanecer em contato” com alguém ao mesmo tempo que mantém o usuário à parte dos relacionamentos concretos: familiares e amigos próximos. Por meios de tais redes, o indivíduo substitui um relacionamento sério por um recreativo, concreto por um abstrato, real por um virtual (Pv 14.21). Deste modo, são mais descartáveis (Pv 18.19). É mais fácil e menos constrangedor “deletar” um relacionamento virtual do que um no mundo real, de pessoas reais (Pv 26.18,19). A “proximidade” virtual tornou as relações humanas banais e breves, contrário ao que ensina a Bíblia (Pv 25.21,22).
3. Coisificação do sujeito (2Tm 3.1-4). Um dos grandes males provocados pela modernidade e que está muito presente nas redes de relacionamentos virtuais é a coisificação da pessoa humana — o equivocado conceito de que a pessoa é um objeto como qualquer outro. Nesta sociedade desumana, que prioriza o espetáculo e a instrumentalização do homem, o sujeito é desumanizado e transformado em simples mercadoria (v.3). O valor da pessoa é tido pela sua utilidade e, por isso, “deletada” ou descartada quando não é mais útil à instrumentalização do outro (1Tm 4.1,2).


Pense!

Relacionamentos saudáveis são duradouros!


Ponto Importante

Relacionamentos podem nascer virtualmente; se maduros, levarão à amizade sincera.


II. RELACIONAMENTOS DURADOUROS X RELACIONAMENTOS DESCARTÁVEIS

1. Relacionamentos de consumo (Ec 3.16). Entre os males causados pelas novas formas de relacionamentos virtuais, estão a afetividade e as interações humanas como mais uma mercadoria de consumo. Pela ilógica consumista, toda mercadoria deve ser descartada ao se tornar obsoleta ou trocada quando outra melhor surge no mercado. Se estabelece a troca, ou a substituição, causada pela perda de valor intrínseco do produto. Esse mesmo desvio é aplicado aos relacionamentos (Pv 27.10). Eles são descartados quando não oferecem mais vantagens, trocados quando uma nova oferta de interação humana se apresenta mais “lucrativa” (Pv 28.21). Os laços humanos tornaram-se frágeis no mundo virtual e facilmente substituíveis, sem qualquer remorso (Pv 18.19). Os relacionamentos são frágeis porque a moral, a virtude e os princípios divinos estão se tornando obsoletos para o homem moderno (Lv 19.11-18; Pv 30.5,6).
2. Relacionamentos sólidos (Ec 11.9-10). Cada vez mais raro, mas não completamente desaparecido, estão as interações humanas construídas com base no respeito, na confiança e no valor intrínseco da pessoa e de seu caráter. Um relacionamento sólido nega-se a coisificar o outro, mas valoriza-o pelo que ele é, não pelo que tem, ou vantagens que possam ser oferecidas (Pv 17.17; Ct 1.3). Há reciprocidade e satisfação pela realização do outro.
3. Padrões morais constroem relacionamentos sólidos. A base dos relacionamentos descartáveis é a moralidade relativa e pecaminosa da geração pós-moderna. Frouxidão moral resulta em interações humanas descartáveis (Mt 5-7). Sem padrão moral nas interações pessoais o humano se dissolve no relativismo e a humanidade no humano desaparece. Todavia, as interações humanas fundamentadas na virtude, ética e moral das Sagradas Escrituras, dignificam o homem e o insere na completa e perfeita humanidade vivida e ensinada por Jesus (Ef 4.22-24; 2Co 3.18).


Pense!

Não se constrói um sólido e verdadeiro relacionamento com as mentiras e falsidades do mundo virtual.


Ponto Importante

A coisificação da pessoa humana é responsável pela prostituição virtual e fragilidade dos relacionamentos.


III. ESTABELECENDO RELACIONAMENTOS DURADOUROS

1. Uma vida, muitos amigos (Ec 3.1-22). A vida humana é constituída de ciclos: infância, adolescência, juventude e velhice (Ec 1.4). Em cada uma dessas fases construímos relacionamentos na família, igreja, escola e trabalho. Alguns desses são laços consanguíneos (Gn 21.1-7), outros de afinidades (Rt 1.16; Dt 34.9) e alguns apenas circunstanciais (Gn 40). Nesses períodos, relacionamentos são construídos, desfeitos e fortalecidos. Alguns sobrevivem ao tempo e as circunstâncias, enquanto outros são breves e frágeis. Disto todos precisam estar conscientes.
2. Relacionamentos duradouros (Ec 4.9-12). Esses tipos de relacionamentos não surgem por acaso. Mesmo sem a percepção dos sujeitos envolvidos, estão imbricados diversos elementos ligados à personalidade, psique, afinidades entre outras características. Todavia é possível traçar as bases das interações humanas duradouras: a) respeito — tratar com apreço e polidez (1Tm 2.2; 3.8,11; Rm 13.7); b) confiança — certeza íntima do procedimento correto de outrem (2Ts 3.4; 1Sm 23.16; Sl 56.4); c) reciprocidade — responder positivamente a uma outra ação positiva (1Sm 20.12-17; 2Sm 19.26-28); d) afinidade — sintonia com o outro (2Sm 23.14-17). Se apenas uma dessas quatro colunas ruírem, o relacionamento entrará em crise (Pv 18.19; Ec 10.4). Deste modo, relacionamentos duradouros são construídos ao longo do processo das interações humanas e da maturidade afetiva dos indivíduos. Os relacionamentos humanos não são perfeitos, no entanto, podem e devem ser estabelecidos em fundamentos sólidos como o respeito, a verdade, a confiança, a reciprocidade, a afinidade e acima de tudo o amor fraterno. Sem essas bases, o relacionamento não subsiste às intempéries e desafios que a própria vida e a experiência impõem sobre ele. É necessário que cada indivíduo esteja plenamente cônscio de que relacionamentos maduros e sólidos são construídos em conjunto. Cada uma das partes precisa contribuir para o progresso e maturidade do relacionamento. A responsabilidade não pode ser atribuída apenas a um indivíduo, ambos são sujeitos responsáveis pela maturidade e firmeza do relacionamento.
3. Anjos do amor: idolatria e falsa espiritualidade (Ap 19.9,10; Hb 1.14). Entre as pessoas místicas, encontram-se aquelas que acreditam em “anjos do amor”. Segundo a religião do anticristo, a Nova Era, esses seres seriam os responsáveis por “curar” e “acertar” as “turbulências” nos relacionamentos. Deve-se rezar e acender velas em nome deles, porque “adoram ser paparicados”. Assim, um “anjo de conexão” entrará em ação a fim de harmonizar o relacionamento, e o da “guarda” dará conselhos afetivos. Ledo engano! Leia Colossenses 2.8-23 quanto à falsa reverência aos anjos.
Para o jovem cristão é redundante afirmar o perigo dessas práticas esotéricas. Todavia, o conselho mostra-se oportuno nos dias atuais em que a falsa espiritualidade grassa não apenas fora da igreja mas também dentro dela. Na sociedade existe toda uma plataforma mística e esotérica que procura harmonizar a pessoa consigo mesma e a restabelecer relacionamentos partidos por meio de recursos espiritualistas: jogo de búzios, tarologia, quiromancia, astrologia e energização de cristais, entre outros infindáveis recursos místicos e bruxarias. Infelizmente, muitíssimas pessoas em todo o Brasil estão dispostas a pagar o que for a qualquer especialista ou charlatão que garanta trazer o “seu amor” em trinta dias ou menos. Outras procuram lugares como a “Cidade da Paz”, o “Vale do Amanhecer” e a “Cidade Eclética”, todas situadas em Brasília, para submeterem-se a diversos procedimentos místicos a fim de solucionarem seus problemas, entre eles, amorosos.
Entre os brasileiros estes pecados são cada vez mais comuns e difundidos nas mídias eletrônicas e impressas. A Bíblia, entretanto, condena todas essas práticas, mesmo que seja o aparentemente inofensivo horóscopo, e proíbe terminantemente que as pessoas procurem tais especialistas (Lv 19.26, 31; Dt 18.9-12; 2Rs 21.6; Is 47.13; Jr 27.9; Ap 22.15).


Pense!

Os anjos não devem ser adorados, reverenciados ou cultuados.


Ponto Importante

O respeito, a confiança, a reciprocidade e a afinidade são os pilares dos relacionamentos maduros.


CONCLUSÃO

Os relacionamentos devem ser construídos tendo a Sagrada Escritura como fundamento e inspiração. Ela instrui a respeito dos relacionamentos do homem com Deus, consigo, com o próximo e com a criação. Atentai para sua instrução (Sl 119.9).

ESTANTE DO PROFESSOR

PALMA, Anthony D. O Batismo no Espírito Santo e Com Fogo. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2002.
BENTHO, Esdras C.
 Igreja: Identidade & Símbolos. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010.

HORA DA REVISÃO

1. Qual deve ser a atitude do jovem em relação as novas formas de relacionamentos virtuais?
Discernir de acordo com a perspectiva bíblica e cristã.

2. Qual a consequência que a proximidade virtual trouxe aos relacionamentos?
Tornou as relações humanas banais e breves.

3. Descreva o grande mal provocado pela modernidade e presente nas redes sociais.
Tornar a afetividade e as interações humanas como mais uma mercadoria de consumo.

4. Defina relação de consumo.
Relacionamentos descartáveis, quando não oferecem mais vantagens, trocáveis quando uma nova oferta de interação humana se apresenta mais “lucrativa”.

5. Quais os pilares dos relacionamentos maduros?
Respeito, confiança, reciprocidade e afinidade.

SUBSÍDIO

“Os cristãos interativos
Quando apareceu a telegrafia, uma das primeiras tecnologias de comunicação revolucionárias, a mensagem profética que Samuel Morse lançou para meditação pública foi; ‘O que foi que Deus fez’? Deveríamos fazer a mesma pergunta hoje com a explosão das novas tecnologias interativas de comunicação.

Depois de décadas de pesquisas sobre os efeitos anti-sociais da mídia, as nações ao redor do mundo descobriram o poderoso impacto positivo do entretenimento pró-social durante as décadas de 1980 e 1990 [...] O uso do entretenimento para a educação também está se espalhando rapidamente nos países ocidentais. Infelizmente, o pornógrafo está criando outra vez uma desconfiança das novas fronteiras da mídia, como a Internet. Em vez de permitir que os usos corruptores potenciais da tecnologia de comunicação nos façam bater em retirada por causa dos gigantes da Canaã do ciberespaço, o povo de Deus deveria estar agressivamente procurando saber como Ele quer usar os CD-ROMs, a realidade virtual interativa e a World Wide Web (a rede mundial) para o cumprimento de seus propósitos” (PALMER, M. D. Panorama do Pensamento Cristão. RJ: CPAD, 2001, p.412).

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