segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Lição Betel adoração em tempo integral n.10









TEXTO ÁUREO

“Porque d’Ele, e por Ele, e para Ele são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.” (Rm 11.36).

VERDADE APLICADA

Adoração envolve tudo o que está no interior da pessoa e tudo o que está fora dela.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

Destacar a objetividade da adoração na vida;
Enfatizar a adoração como centralidade da vida;
Mostrar exemplos de vidas que priorizaram a adoração.


TEXTOS DE REFERÊNCIA

Rm 12.1 - Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresentei os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.

Rm 12.2 - E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus, que é o vosso culto racional.

Rm 12.3 - Porque, pela graça que me é dada, digo a cada um dentre vós que não saiba mais do que convém saber, mas que saiba com temperança, conforme a medida da fé que Deus repartiu a cada um.


INTRODUÇÃO

Percebe-se que há uma forte negligência na adoração verdadeira em muitas igrejas e, muito do que é feito em nome da adoração hoje, na realidade desonra a Jesus Cristo.

1. O CONCEITO DE ADORAÇÃO DE PAULO

o apóstolo Paulo faz uma forte declaração em Romanos 12.1-2 sobre o conceito de adoração em tempo integral. Essas suas palavras vêm depois do que possivelmente é a maior exposição de teologia de toda a escritura.

1.1. ADORAÇÃO COMO UM NOVO ESTILO DE VIDA

As igrejas têm vivido uma crise no que diz respeito a adoração. Muitos são os cristãos que acreditam que, ao frequentar a igreja uma vez por semana, já estão cumprindo sua “quota” de adoração semanal. Mas isso é um engano! Um culto por semana na igreja, não é suficiente para que nos tornemos adoradores. É necessário buscar uma transformação de nossa vida para uma vida de adoração; é necessário também, aprender apresentar o nosso corpo “como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus” (Rm 12.1), é preciso ter a adoração como um compromisso. A adoração é tão importante no nosso relacionamento com Deus, porque é a única coisa que podemos dar a alguém que não precisa de nada (Sl 116.12-19). Pense nisso. O que você dá à pessoa que tem tudo? Será que existe alguém que tenha tudo? Sim, Deus tem tudo e não precisa de nada. “Do Senhor é a terra e a sua plenitude, o mundo e todos que nele habitam” (Sl 24.1). Então, o que podemos lhe dar? A não ser o que Ele realmente deseje, "a nossa adoração". Deus está à procura de adoradores verdadeiros (Jo 4.23). Temos que ter a adoração como um estilo de vida? Estamos prontos para adorá-lo publicamente em nossos sentimentos, em nossos pensamentos e por nossas palavras e atos? Estamos mergulhando na dimensão da adoração particular, daquele momento do dia onde estamos a sós com o Todo Poderoso? Estamos nos fortalecendo da adoração coletiva, na igreja, com o povo de Deus? Ou só sentamos naquela cadeira para cumprir um protocolo semanal? Meus queridos irmãos, que essas perguntas possam inquietar os nossos corações, e nos fazer refletir para a nossa condição de VERDADEIROS ADORADORES.


1.2. ADORAÇÃO ATRAVÉS DE NOSSO RELACIONAMENTO EXTERIOR

Uma demonstração de atitudes externas que deixam incandescente a luz da adoração é exaltada por Paulo partir do capítulo doze de Romanos, Paulo ensina a prática da graça de Deus, quando menciona que devem apresentar os corpos como oferta agradável a Deus, através do culto racional, não sendo conforme este mundo, mas renovando a mente para conhecer a perfeita vontade de Deus. Que cada um não pense de si nada além do que realmente é, sem soberba, pois assim como o corpo tem muitos membros, e cada um tem uma função, assim também os eleitos sendo muitos, não deixem de ser cada um como que membros uns dos outros. Cada um tem um dom diferente do outro, segundo a graça que foi dada a cada um. “Amai-vos” uns aos outros exorta Paulo, e que seja um amor sem hipocrisia. A paciência, oração e perseverança também devem ser constantes. Se possível, no que depender da pessoa, todos devem ter paz uns com os outros, pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer, se sede, de beber. A máxima é vencer o mal com bem. A maior luz do adorador é demonstrada através de suas atitudes para com Deus e ao próximo, ser exemplo dos féis, amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si próprio com atitudes reais, é realizar um dos maiores cultos de adoração a Deus; isso é demonstrado de muitas formas, mas principalmente, zelando da figura de Cristo em nós e levando o grande amor d’Ele, conquistando almas com atitudes e amor ao próximo, conduzindo-os para o seu reino. Isso é outro culto de adoração muito agradável a Deus (Mt 10.8).


1.3. ADORAÇÃO ATRAVÉS DE NOSSO COMPORTAMENTO PESSOAL

A adoração reflete-se num comportamento diferente e numa postura de vida onde o adorador passa a vigiar e toma uma posição muito mais radical em relação ao pecado, pois ele sabe que isso fere o coração de Deus. Muitos confundem adora com louvar, o povo de Israel realizava festas e havia muito "louvor" com danças e instrumentos musicais, havia louvor pela colheita, pelas bênçãos e por diversos outros motivos. A adoração vai muito, além disso, pois se trata de um sentimento de entrega e amor ao criador, que se reflete em comportamentos e gestos que demonstram uma profunda admiração e temor a Deus. O maior testemunho de um adorador é sua vida e sua entrega. Ganhar almas para Jesus é o grande objetivo e a maior evangelização não se faz com palavras e sim com exemplo. Levar os outros a conhecer o "Deus criador de todas as coisas" através de nosso comportamento é o maior presente que podemos levar a todos aqueles que ainda não o conhecem. Quando nós conhecemos verdadeiramente nosso Deus e nos apaixonamos por Ele, queremos que todos compartilhem deste sentimento envolvente e transformador.

2. A ADORAÇÃO COMO PRIORIDADE DE VIDA

Maria procurou sentar-se aos pés de Mestre em adoração. Resolveu priorizar a adoração em sua vida, escolheu a boa parte (Lc 10.41-42), o que não lhe seria tirada. A adoração de Maria teve significado eterno, enquanto a tarefa de Marta nada significou além daquela tarde especial.

2.1. O EXEMPLO DO CULTO DE ABEL

Nós não sabemos como se deu a “conversão” de Abel ao Senhor. Eu, no entanto, imagino que tenha vindo pela graça de Deus por instrumentalidade dos pais de Abel. Sim, creio que Adão e Eva tenham testemunhado a Abel sobre os efeitos da desobediência e do pecado. Creio que Adão e Eva tenham pregado a Abel sobre a promessa de Deus de enviar um descendente que “pisaria a cabeça da serpente”, desfazendo-lhe os efeitos e poder sobre a morte física e espiritual. E, sim, creio que o Senhor Deus deu a Abel a capacidade de crer nesta mensagem, uma espécie de pronto evangelho, a fim de poder oferecer ao Senhor um louvor e uma oferta (porque ofertas estão ligadas também à adoração) ao Senhor. O que Abel ofereceu parece ter vindo do grande cuidado e atenção que ele dava à sua relação com Deus. Hebreus diz que foi pela fé que ele ofereceu, como um justo, ou seja, como um justificado, perdoado, salvo. Abel ofereceu algo que, futuramente, seria prescrito pelo próprio Senhor e seria registrado em Êx 13.12, Nm 18.17 e Pv 3.9. Deus se agradou do louvor e oferta de Abel porque vinham conforme a vontade de Deus, e não conforme aquilo que Abel achava o melhor. Abel ouviu a Deus e quis agradá-lo. Abel creu no Senhor com todo seu coração e quis fazer a vontade de Deus e não a sua própria. Abel ofereceu uma oferta ao Senhor que foi fruto do seu louvor ao Senhor. Essa entrega de vida, essa autonegação, essa disposição em dar aquilo que lhe era melhor faz de Abel um exemplo para nós, faz de Abel um homem do qual o mundo não era digno (Hb 11.38).

2.2. O EXEMPLO DA ADORAÇÃO DE ENOQUE

Por quase cinco séculos depois da morte de Abel, ninguém se destacou como servo fiel de Deus. Ao contrário, a conduta pecaminosa e ímpia se tinha tornado a norma. Foi durante este período de degeneração espiritual que Enoque viveu para profetizar ao povo a necessidade de nos voltar para ele, chamando ao arrependimento. A cronologia bíblica fixa o seu nascimento em 3.404 aC. Dessemelhante dos seus contemporâneos, Enoque mostrou ser um homem aceitável para Deus. O apóstolo Paulo o incluiu entre os servos de Deus, cuja fé se destaca como exemplo de adoração para os cristãos. Quem era Enoque? Com que desafios se confrontou? Como os enfrentou? E de que importância é a sua integridade para nós? Enoque foi o sétimo depois de Adão. Ele vem da geração que começou após a morte de seu irmão Abel. Podemos encontrar todos os detalhes das sete gerações no início do capítulo 5 de Gênesis. A versão resumida, encontramos em 1 Crônicas 1.1-4: “Adão, Sete, Enos, Cainã, Maalalel, Jarede, Enoque, Metusalém, Lameque, Noé, Sem, Cam e Jafé.” Sabemos muito pouco sobre Enoque. O pouco que sabemos, contudo, nos permite compreender o porque de Deus tê-lo colocado na lista de heróis da fé, na lista daqueles cujo testemunho devemos imitar, enquanto perseveramos nós também em nossas próprias histórias de vida. Mas, o diferencial na vida de Enoque é o que está no início do verso 22: “Andou Enoque com Deus”. O que significa andar om Deus? Andar com Deus significa andar com pensamentos em Deus. Significa também andar com atos de amor pelo Senhor e pelo próximo, dizendo não ao pecado e a tudo que sua geração lhe oferecia e chamando-os ao arrependimento. Significa que o coração de Enoque estava o tempo todo em atitude de adoração a Deus.

2.3. O EXEMPLO DE ADORAÇÃO DE NOÉ

É conhecido que Noé foi o sobrevivente do dilúvio e tornou-se uma peça chave no recomeço da história humana, porém isso foi o resultado de uma vida integra e justa diante de Deus. Noé desfrutava de uma comunhão muito grande com Deus com um caráter justo e integro totalmente diferente do restante da população de sua época que possuíam um nível moral completamente corrompido pelo pecado. Ele também é descrito nas Escrituras como um homem de fé, devoto e obediente a Deus. Noé já tinha quase 500 anos de experiência de vida quando recebeu de Deus o aviso da destruição da raça humana e a ordem para que construísse a Arca. Embora com toda essa experiência ele parecesse ser um homem totalmente qualificado para a missão dada pelo Senhor, foram suas qualificações espirituais que realmente fizeram diferença. A Bíblia diz que Noé achou graça aos olhos do Senhor. A civilização da época de Noé já era suficientemente desenvolvida para que a notícia dos feitos de Noé e a pregação de arrependimento fossem divulgadas por toda a terra (Gn 6.11). Mesmo com todos os avisos do juízo de Deus sobre os ímpios, Noé foi ridicularizado pela população de sua época. Mesmo com toda dificuldade no processo de construção da Arca, pela dificuldade de se imaginar um evento nunca visto antes (Hb 11:7) e tendo que suportar todo o escárnio de seus contemporâneos, Noé foi fiel a Deus, construiu a Arca, colocou sua família e os casais de cada espécie de animais dentro dela conforme a ordem de Deus. Quando todos estavam dentro da Arca, Deus trancou a porta pelo lado de fora e a terra foi inundada. Após o Dilúvio, Noé ofereceu um sacrifício de ação de graças a Deus com animais limpos e aves.

3. CENTRALIDADE DA ADORAÇÃO NA BÍBLIA

Desde o início (Gênesis) até a consumação (Apocalipse), a adoração está entrelaçada na urdida e na trama do texto bíblico (Dt 6.4-5; Mc 12.29-30).

3.1. ADORAÇÃO NO ANTIGO TESTAMENTO

O primeiro culto. O primeiro registro de culto que temos está em Gênesis 4.1-7. Ali os dois irmãos Caim e Abel vão juntos prestar culto ao Senhor. Supõe-se que a oferta de Caim foi rejeitada porque não foi acompanhada de um espírito de adoração, mas ele estava apenas se conformando com a tradição familiar. Caim traz apenas dos frutos, não há especificação; Abel traz do melhor do rebanho, aqui há especificação. Caim é superficial, cumpre sua religiosidade. Abel dá o melhor, intenso, homem de fé (Hb. 11.4), é adorador. Nesta cena quem vai oferecer os sacrifícios são os próprios sacrificantes, não existe sacerdote intermediário, é tudo muito simples. Nos inícios da adoração no Antigo Testamento é sempre assim, há uma grande ênfase na adoração doméstica, é o pai de família quem invoca Deus, constrói altares, oferece sacrifícios (Gn. 8.20; 12.7; 26.25; 35. 1; Êx. 17.15). Esta adoração doméstica, mesmo depois da construção do Tabernáculo não perece, a Páscoa que a família israelita celebrava em casa é seu exemplo (Êx. 12).

3.2. O TABERNÁCULO

O povo saiu da adoração particular para o culto coletivo no templo, com muito simbolismo e liturgia rebuscada (1Cr. 29. 20-36; Sl. 42.4). A construção da Tenda da Congregação ou tabernáculo estabelece todo um sistema de adoração coletiva. Este sistema comportava: 1- Sacerdotes. Estes agiam como intermediários entre o povo e Deus (Êx. 28); 2- Sacrifícios. Desde o começo os holocaustos faziam parte da adoração bíblica. O livro de Levítico divide-os em diversas categorias (Lv 1-6); 3- Festas. A adoração do povo quase toda se concentrava em torno de grandes festas (Lv 23). Nestes dias todos os fieis deveriam se apresentar diante de Deus com ofertas apropriadas; ninguém deveria ir a presença do Senhor de mãos vazias (Dt 16.16-17). O sistema de culto visto no Tabernáculo e depois no templo restringia a adoração a um lugar (templo), e a uma casta de pessoas (sacerdotes), mostrando com isso a imperfeição que permeava aquela dispensação (não se assuste dispensação é termo bíblico (Ef 3.2)). O autor de Hebreus diz que tudo aquilo tinha prazo de validade, e acabaria quando Cristo, a realidade que cumpriu aqueles símbolos chegasse (Hb. 8-10). Adoração na sinagoga. Quando o povo do Reino do Sul foi levado ao cativeiro para a Babilônia (o Reino do Norte já havia ido para a Assíria (2 Rs. 17; 25)) perdeu seu templo, seu centro de culto. Então se desenvolve nesta situação as sinagogas, casas de instrução da Lei do Senhor, onde o povo se reunia mesmo no exílio para estudar a Lei e adorar a Deus (veja André Paul. Judaísmo Tardio, p. 170). O povo a terra, perde a liberdade, mas não perde a adoração, ela é essencial na vida e é Deus quem o exige.

3.3. A ADORAÇÃO NO NOVO TESTAMENTO

A adoração na Igreja Primitiva era algo essencial, vital. Todos os dias, de casa em casa ou no templo, os irmãos se reuniam para celebrar ao Senhor (At. 2. 46). Entende-se que a adoração era vista como serviço reverente a Deus, por meio de Jesus Cristo, e impulsionada pelo Espírito Santo. O culto racional dos irmãos era prestado visando o bem comum, e em ação de graças ao Senhor que tudo fez e proporcionou a salvação. Assim, como soberano, Ele, e só Ele, deveria ser adorado. Esta era a compreensão daquele povo. Para aqueles irmãos a adoração poderia ser espontânea e carismática, sem implicar em desordem ou bagunça. O Espírito que os unia, também os levava a ordem e a decência, sem com isso transformar-se o culto num ritualismo morto. Se a Igreja atual quiser cultuar a Deus, fazendo um culto que Ele aceite, deve urgentemente se espelhar na adoração do NT. Evitar espetáculos e show que exaltam unicamente a figura humana e dar muito valor à oração e Palavra de Deus debaixo da unção divina que deve ser a estrela principal de um culto agradável a Deus.

CONCLUSÃO


Através do estudo da longanimidade, pudemos perceber que o amadurecimento dessa característica do fruto do Espírito Santo fará com que venhamos a nos sentir muito melhor diante das adversidades da vida.

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