quarta-feira, 2 de novembro de 2016

Estudo do Apocalipse (igreja de Laodicéia)




                                         Professor Mauricio Berwald
  
O Nome

A forma grega dessa palavra é Laodikia (Laodikeia), que indicava a cidade da Ásia Menor desse nome, e seus habitantes. Essa palavra significa «justiça do povo», dando a entender alguma forma de governo democrático. Todavia, a referência poderia ser a algum juiz do povo, conforme outros têm opinado. O adjetivo pátrio para os habitantes da cidade, no grego, é laodikoi.

Várias Laodicéias na Antiguidade

Três eram as cidades desse nome, na antiguidade bíblica:

1.      Laodicéia ad Mare, atual Lataquia, o principal porto de mar da Síria.

2.      Laodicéia Combusta, atual Ladique, na Tur­quia, a cinquenta e três quilômetros a sudoeste de Samsun.

3.      A Laodicéia do Novo Testamento (ver Ap 3:14-22), onde havia uma das sete igrejas para onde foram endereçadas as cartas do Apocalipse.

Havia ainda outras três cidades que tinham esse nome na antiguidade, mas que não se revestem de qualquer interesse bíblico.


                    Geografia da cidade de Laodicéia


A cidade da província romana da Asia,na área da Frigia.Situa-se sobre uma colina de 280 metros de atitude,a 16 km de Colosso,no grande vale do rio Lico,um afluente,do rio Meandre.Estava cerca de 144 km,na grande rota comercial que ia da costa até o interior,da ASIA Menor.Laodicéia foi fundada pelo rei Selêucida Antíoco 2°(261-246),que deu o nome de sua irmã e de sua esposa.Laódice.Ele a colonizou com povos sírios,e judeus trazidos da Babilônia.Sua grande riqueza provinha do comércio e da produção de uma mundialmente famosa lã negra de fina qualidade.Era cidade tão prospera que recusou um subsidio imperial quando foi destruída por um desastroso terremoto no ano 60.Os cidadãs a reconstruíram com seus própios recursos.(notas dic,Wycllif).

O nome Laodicéia é em alusão a esposa de Antíoco como vimos.Outros porem vem essa palavra grega o significado de "poko",e"juizo",ou"costume".Antes se chamava "Diospolis",cidade de Zeus,e foi melhorada e ampliada por Antico 2°,que lhe deu o nome em homenagem a sua esposa,que tinha o nome Laódice.Já que Laodice era o nome Fenicio,nos tempos do novo testamento,seis cidades receberam esse nome,no periodo Helenista,e Antíoco 2°,povou com sirios e judeus.Laodicéia era chamada de "Laodice do Lico',isto é conforme asseverava Estrabão,578,a provincia creceu consideravelmente romana da Asia Menor,no segundo século A.C.
Era cidade principal da Frigia Pacatiana da Asia Menor e estava sobre os rios Licos,tributário do Meanbro,situava-se perto de colossos..Havia grande movimento de comercio,estava em comunicação com o oriente e ocidente da Asia.A cidade possuía fabrica de panos e de vestúarios de lã escura,predileto de ovelhas criadas nas suas vizinhança.Tinha uma escola de medicina,onde se preparava um pó aplicado para cura de moléstias dos olhos.Estando situada numa região em que eram criados grandes rebanhos de ovelhas negras,Laodicéia tornou-se o centro comercial de lã preta e lustrosa,bem como de vestimentas pretas de fabricação local.A cidade também era conhecida como centro exportador do famoso pó frígio para os olhos.
Esta cidade se distinguiu ´por sua grande riqueza,,era um importante centro comercial devido as cidades que passaram por ali em direção ao oriente.Por estar situada numa região fertil,surgiram varias industrias em Laodicéia,como lã e de roupas,tornando uma cidade comercial e lançaria além de uma estação de agua que atrai muitos turistas,la havia uma escola  famosa de medicina como vimos.Era forte o centro financeiro ,com grandes casas bancarias que atraíram muita riqueza.Além disso obteve fama por ficar perto do templo de Caru,onde funcionara bem conhecida escola de medicina.
Assim Laodicéia distinguiu-se nos tempos do império Romano como uma das cidades mais ricas do Oriente.Tudo isso proporcionava a cidade muita riqueza,embora sendo constantemente castigada por terremotos,o que naturalmente,forçou o seu abandono.A religião local conserva-se em idolatria.O povo adorava o deus frigio"men karou",original da região.

Continha grande numero de judeus ali residentes(Antig,14.10,20).Epafras trabalhou ali como evangelista e fundou a igreja cristã,quando Paulo escreveu a carta aos Colossenses(62 d.c)já havia cristãos em Laodicéia(COL4.12,13,16).Paulo demonstrou grande interesse pelo progresso da igreja em Colossos bem como pelos irmãos que estavam em Laodicéia(COL2.1).Enviou-lhes saudações e escreveu-lhes uma carta de que talvez só um exemplar foi deixado em Laodicéia(COL 4.15,16).Creen alguns que a carta referida é a carta aos Efésios.Uma das sete igrejas mencionada no apocalipse,como vimos chama-se Laodicéia.A mensagem a igreja contem amargas repreensões e nela as riquezas que a tornaram famosa.
Pelo ano de 65 d.c,Laodicéia,Colossos e Hierapolis,foram destruídos por um terremoto.Os habitantes reconstruíram a cidade a sua propia custa,sem auxilio do governo.As ruínas de Laodicéia  poder ser vista no lugar chamado(Eski Hissar),perto de"Deniziu"a uns 93 km a sudeste de Esmirna,(hoje atual porção Asiatica).Esta ultima carta é a mais lamentável.Paulo escreveu sua carta aos colossenses,embora ele ainda não tivesse visitado essa cidade pessoalmente.A grande preocupação de Epafras com os cristãos sugere que ele pode ter sido o fundador dessa igreja(COL4.13).Paulo conclamou os crentes de Colossos a saudar os irmãos e trocar cartas com eles(4.15-160Provavelmente a carta de Paulo a Laodicéia foi perdida,assim outras de suas cartas(1COR 5.9),embora alguns estudiosos mais devotos tenham afirmado que o livro canônico dos Efésios foi originalmente enviado aos laodicenses.A última das cartas de João as sete igrejas da Asia foi enviada a Laodicéia.Na época em que ele escreveu essa carta,a maior parte da igreja de Laodicéia havia se tornado(APÓSTATA).(notas dic,Wycliff).


A Laodicéia do Novo Testamento

Essa cidade era chamada Laodicéia ad Lycum, e ficava próxima da moderna cidade de Denizli, na atual Turquia ocidental. Ficava cerca de cento e oitenta quilômetros a suleste de Esmirna, atual Izmir, na Turquia. Supõe-se que Laodicéia foi fundada em cerca de 250 A.C., por Antíoco II. Posteriormente, tornou-se a sede de uma das igrejas cristãs primitivas da Ásia Menor. Seu nome lhe foi dado em honra a Laodice, esposa de AnfíocoII.

A mensagem da carta aos laodicenses tem sido vista, tradicionalmente, como uma advertência clássica contra uma igreja corrupta e míope, dotada de uma fé cristã superficial. O desafio contido em Ap 3:20,21 não tem igual na literatura religiosa, considerando-se a brevidade dessa passagem.

Ai pelo século IV D.C., essa cidade era a sede episcopal central da Frigia, porém, foi destruída e abandonada durante as sangrentas guerras que houve entre os islamitas da Idade Média. As ruínas chamadas Eski Hissar, são tudo o que resta da cidade de Laodicéia, antes tão orgulhosa e autossuficiente. Eski Hissar, no turco, significa «castelo antigo».

Descrições

Essa era uma cidade da província romana da Ásia Menor, na parte ocidental da moderna Turquia Asiática. No século III A.C., foi fundada uma cidade no local, por Selêucida Antíoco II, quando então recebeu nome baseado no nome próprio de sua esposa, «Laodice». Nos tempos romanos, sua posição geográfica favorecia seu desenvolvimento e prosperi­dade. Jazia na importante intersecção de estradas principais da Ásia Menor, que de Laodicéia ia para o ocidente, até os portos de Mileto e Éfeso, cerca de cento e sessenta quilômetros de distância. Para o oriente, essa mesma estrada conduzia ao planalto central e, dali, até à Síria.
 Uma outra estrada, que atravessava Laodicéia, corria para o norte, para a capital principal, Pérgamo, e também para o sul, até às costas de Ataléia. Essas estradas encorajavam o comércio em Laodicéia, que se tornou um centro bancário e comercial. Várias indústrias surgiram ali, como a da lã, a de tabletes medicinais e a de fabrico de roupas. Após os tempos neotestamentários, aumentou mais ainda a prosperidade material de Laodicéia. Até mesmo durante os dias da república, e nos dias dos primeiros imperadores, já era uma das mais importantes e florescentes cidades da Ásia Menor. Laodicéia, na qualidade de cidade-mãe, veio a incorporar uma área onde havia nada menos de vinte e cinco aldeias, de tal modo que era uma autêntica «metrópole», conforme é chamada em inscrições daquele lugar, que sobreviveram até nós.

A cidade estava sujeita a constantes terremotos, o que, finalmente, forçou o seu abandono. Atualmente, é um lugar desértico, mas muitas ruínas testificam sobre sua antiga grandeza. A arqueologia tem conseguido recuperar uma pista de corridas, três teatros (um dos quais tem cento e trinta e seis metros de diâmetro), além de numerosos outros itens.

O trecho de Cl 4:15,16 mostra-nos que, nos tempos de Paulo, Laodicéia já contava com uma comunidade cristã. Poderia ter sido iniciada mediante o trabalho de evangelistas enviados de Éfeso, a capital cristã daquela região, talvez um trabalho patrocinado pela igreja de Colossos. Alguns estudiosos têm pensado que a epístola chamada aos Efésios, na realidade foi a carta mencionada naqueles versículos da epístola aos Colossenses, mas essa teoria não tem muita coisa que a recomende.

Já que Laodice era um nome feminino comum, nos tempos do N.T., seis cidades receberam tal nome, nos período helenista. Por essa razão, a Laodicéia de Ap 3:14 era chamada de Laodicéia do Lico, isto é, do rio Lico, conforme assevera Estrabão (578). Ficava localizada na margem sul desse rio, a dez quilômetros ao sul de Hierápolis e a dezesseis quilômetros a oeste de Colossos.


                                A IDENTIFICAÇÃO DE JESUS


Tendo em vista a soberba e a presunção espiritual da igreja em Laodiceia, uma das principais cidades da Ásia Menor, apresenta-se o Senhor Jesus com irrecorríveis credenciais: “Isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus” (Ap 3.14).

 A testemunha fiel e verdadeira. Se Laodiceia vive de mentiras e de aparências, Jesus não tem outra alternativa senão a de apresentar-se, ao seu pastor, como a Testemunha Fiel e Verdadeira. Conclui-se, pois, que a Igreja de Cristo tem a obrigação de sustentar a verdade evangélica neste século maligno e mentiroso (1 Tm 3.15). Mas como poderá uma igreja morna e que tem a cara do mundo levantar-se como a voz profética de Deus?

 O princípio da criação de Deus. O anjo da igreja em Laodiceia, ignorando a suficiência divina, extravasa-se em presunções: “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta” (Ap 3.17).
Agora, porém, ele terá de saber que Jesus, como o princípio da criação de Deus, é o dono de todas as coisas, porque todas as coisas foram por Ele criadas (Jo 1.3). Sim, tudo quanto há no mundo existe por causa dele e para Ele (Rm 11.36).
Igreja rica não é aquela que tem ouro e prata, mas aquela que ainda pode declarar no poder do Espírito Santo: “Em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, levanta-te e anda” (At 3.6). Sim, igreja abastada é aquela que, embora pobre, consagra ao Senhor preciosas almas.


.                     A SITUAÇÃO ESPIRITUAL DA IGREJA DE LAODICEIA


Onisciente que é, conhecia o Senhor Jesus a real situação de Laodiceia. Esta igreja, que vivia uma vida de aparências e mentiras, é desmascarada pela Testemunha Fiel e Verdadeira.

 Mornidão espiritual. Se Laodiceia fosse fria, buscaria o calor de um avivamento; se quente, espalharia esse mesmo avivamento até aos confins da terra. Morna, porém, faz-se indiferente a Deus e à sua Palavra. Por isto, o Senhor repreende-a: “Eu sei as tuas obras, que nem és frio nem quente. Tomara que foras frio ou quente!” (Ap 3.15).

 Arrogância espiritual. Além dessa indiferença doentia e crônica às coisas de Deus, o anjo da Igreja em Laodiceia era soberbo e arrogante. Supunha que, por ser rico e de nada ter falta, achava-se acima das providências divinas. A prosperidade levara-o ao orgulho fatal. Somente um tolo diria tal coisa: “Rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta” (Ap 3.17).
O que nos lembra esse discurso? A retórica do querubim ungido ao apostatar-se de sua posição junto ao trono do Altíssimo (Is 14.13,14). Comportam-se assim as igrejas que, por causa de sua prosperidade material, julgam-se ricas, mas espiritual e ministerialmente são paupérrimas.

 Falta de percepção do próprio eu. Apesar de todos os seus bens materiais, Laodiceia em nada diferia de um esmoler espiritual: “e não sabes que és um desgraçado, e miserável, e pobre, e cego, e nu” (Ap 3.17).
Se Adão logo após a Queda percebeu-se nu, o pastor da igreja em Laodiceia julgava-se bem vestido e ornado. Se o primeiro homem teve os olhos abertos para enxergar a própria nudez, o anjo de Laodiceia achava-se, mesmo despido, em trajes de gala. E se Adão, reconhecendo a própria carência, coseu aventais da figueira, aquele obreiro, embora descoberto, desfilava toda a sua nudez diante das ovelhas. Infelizmente, ninguém tinha coragem de dizer que o pastor estava nu. Foi preciso que o Pastor dos pastores endereçasse-lhe uma enérgica carta apontando-lhe a nudez, a pobreza e a cegueira espiritual.
Como estão as suas vestes espirituais? São ainda alvas? Ou anda você nu sem o saber? “Em todo tempo sejam alvas as tuas vestes, e nunca falte o óleo sobre a tua cabeça” (Ec 9.8).


                                COMO REAVIVAR UMA IGREJA MORNA


Temos a impressão de que Laodiceia era um caso perdido. Todavia, o Senhor Jesus não havia desistido dessa ainda amada e querida igreja. Juntamente com a reprimenda e a censura, envia-lhe Ele a receita de um grande e poderoso avivamento: “Aconselho-te que de mim compres ouro provado no fogo, para que te enriqueças, e vestes brancas, para que te vistas, e não apareça a vergonha da tua nudez; e que unjas os olhos com colírio, para que vejas” (Ap 3.18).
O anjo daquela igreja deveria fazer, com a máxima urgência, as seguintes aquisições junto ao Cordeiro de Deus:

 Ouro refinado pelo fogo. A menos que o anjo da Igreja em Laodiceia adquirisse os tesouros da sabedoria e da ciência em Cristo, continuaria a levar uma vida miserável (Cl 2.2,3). Como adquirir tais tesouros? Cristo no-los coloca à disposição. Não quer você apossar-se desses tesouros e ter uma comunhão mais íntima com o Senhor?

 Vestiduras brancas. Redimidos pelo sangue do Cordeiro, nossas vestes tornaram-se mais alvas que a neve (Is 1.18). Sim, Ele mudou-nos as vestiduras que, manchadas pela iniquidade, envergonhavam-nos diante de sua justiça e santidade (Zc 3.1-10).
Como está você diante de Deus? Nu? Ou revestido da graça divina?
 Colírio. A cegueira espiritual era o grande problema da igreja em Laodiceia: não conseguia ver a própria miséria nem podia perceber a sua nudez. Por isso o Senhor Jesus aconselha o seu anjo: “aconselho-te que de mim compres [...] colírio, para que vejas” (Ap 3.18).
Sabe onde poderá você encontrar o colírio recomendado pelo Senhor? Nas Sagradas Escrituras. Lendo-a, conseguimos ver todas as coisas perfeitamente (Sl 119.105).
Embora abastada e próspera, a orgulhosa Laodiceia não era rica diante de Deus. Voltemos à manjedoura! Enriqueçamo-nos daquEle que se fez pobre por amor de nós. Vençamos a mornidão espiritual, pois o Senhor Jesus promete-nos uma grande e verdadeira recompensa: “Ao que vencer, lhe concederei que se assente comigo no meu trono, assim como eu venci e me assentei com meu Pai no seu trono” (Ap 3.21). 

“Laodiceia era um rico centro de comércio. A prosperidade era a causa da mornidão daquela igreja. Eles haviam se tornado ricos e cheios de bens materiais. Com o dinheiro que já tinham, multiplicavam ainda mais suas posses. Estavam, agora, tão envolvidos com a vida material que eram induzidos a negligenciar a espiritual (Mt 13.22). Esta igreja não havia sofrido nenhuma perseguição. Não havia sido invadida pelas falsas doutrinas nem pelos falsos apóstolos. Para as outras igrejas, sua situação era excelente, ideal. Os cristãos de Laodiceia haviam se tornado tão satisfeitos e eufóricos com as coisas que o dinheiro pode comprar, que foram levados a perder o desejo pelas coisas de Deus. Infelizmente , não haviam aprendido ainda a ‘viver em prosperidade’ (Fp 4.12) Como resultado, sua satisfação era falsa por ignorarem as coisas de Deus” (HORTON, S. M. Apocalipse.As coisas que brevemente devem acontecer. 2.ed., RJ: CPAD, 2001, pp.57,58).



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