terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Subsidio (3) BETEL etica omissão e submissão no casamento

            


                   ETICA NO CASAMENTO SUBSIDIO N.3   
                        
                            1 Pedro 8.1,2,7.




1 - Semelhantemente, vós, mulheres, sede sujeitas ao vosso próprio marido, para que também, se algum não obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra,
2 - considerando a vossa vida casta, em temor.
7 - Igualmente vós, maridos, coabitai com ela com entendimento, dando honra à mulher, como vaso mais fraco; como sendo vós os seus coerdeiros da graça da vida; para que não sejam impedidas as vossas orações.

Confiança significa entre outras coisas “entregar-se aos cuidados de outrem” e “deixar-se persuadir”. Ela representa um pilar do relacionamento conjugal por isso é imprescindível. Imagine um casamento entre um homem e uma mulher em que não haja confiança. Sobreviveria uma relação onde habitam a suspeita e a dúvida? Há algum limite para a confiança? Oculta-se alguma coisa de quem se confia? Pense nisso.
Para que a família viva feliz e vitoriosa, o casal deve desempenhar fielmente o propósito para o qual Deus o designou, cumprindo com todas as responsabilidades determinadas. A mulher deve submeter-se ao seu marido e através de seu procedimento conquistá-lo para Cristo. Da mesma maneira, os maridos devem amar, respeitar e honrar a sua própria mulher; apesar delas serem fisicamente mais frágeis, são espiritualmente iguais aos homens, afinal para Deus todos os salvos são um em Cristo Jesus (Gl 3.28). Se o casal não exercer o seu papel, esta instituição será prejudicada: os filhos ficarão suscetíveis a deformações no caráter e no comportamento porque os meninos precisam ter um referencial de pai, marido e chefe de família, e as meninas necessitam de um modelo de mãe, esposa e dona de casa.

ORIENTAÇÃO

Leve para a sala de aula um quebra-cabeça infantil (poucas peças) e uma tira de pano. Solicite a colaboração de dois voluntários. Coloque as peças em cima da mesa. Um aluno terá os olhos vendados e poderá ficar sentado ou em pé, mas sempre diante da turma. Este deverá montar o quebra-cabeça somente com a orientação do outro aluno, pois não é permitido receber qualquer ajuda com as mãos. Observe o comportamento dos participantes e veja que será impossível montarem o quebra-cabeça se não desenvolverem a confiança, a cooperação e a interação. Relacione o resultado desta atividade ao assunto da lição.
A Bíblia quando trata de pessoas, quase sempre o faz juntamente no seu espaço social e no tempo em que viveram, mas também discorre sobre o papel que lhes coube nesse espaço ou contexto. São raros os casos expostos pela Bíblia sem tal contexto, como o de Agur (Pv 30.1), Lemuel (Pv 31.1), Noadias (Ne 6.14), etc.
Deus, ao estabelecer neste mundo a família, determinou também a missão, os deveres e as responsabilidades de seus membros a partir do marido e da mulher que são os esteios da família. A Bíblia é também o manual da família.

I. O PADRÃO BÍBLICO DO PAPEL DO MARIDO

1. O pai/marido: modelo masculino para os filhos. Hoje, verifica-se um elevado e crescente percentual de crianças e adolescentes do sexo masculino com atitudes e gesticulações femininas. Isso não é apenas influência furtiva e pestilenta do Príncipe das Trevas, mas também a condenável ausência do modelo masculino no lar, isto é, falta-lhes o referencial masculino do pai, do marido e do chefe de família.

2. Comprometido com o amor. Raramente a Bíblia exorta a mulher para amar o seu marido. O marido, porém, é advertido a amar a sua mulher (Ef 5,25.28.33; Cl 3.19). O homem naturalmente se volta com muita facilidade e exagero para o sucesso profissional e para o poder, negligenciando o seu compromisso maior com o casamento: o cultivo do amor pela esposa, acompanhado do esforço prático e sincero para agradá-la (1Co 7.33). Por sua vez, a esposa retribui ao amor do marido e tudo faz para também agradá-lo (1Co 7.34).

3. Modelo afetivo para os filhos. Quando o marido manifesta seu amor espontâneo pela mulher na prática, e ao mesmo tempo procura agradá-la, ele torna-se um modelo específico para os filhos. Só assim, é que o lar se torna um laboratório para a formação de jovens qualificados para suprir e abençoar a sociedade, construir lares estáveis, tementes a Deus e abençoados e servir na causa do Senhor.

4. Cabeça do lar. Quanto ao homem, a sua predisposição psíquica é mais racional que emocional, por isso Deus lhe confiou a condução do lar. A ele compete enxergar os problemas, estudar e prover as suas soluções. O marido deve também ser o líder espiritual da família, a começar por uma vida cristã de testemunho santo, leitura da Bíblia no lar, prática da oração e do jejum, a frequência à Casa do Senhor, o dízimo e as ofertas como atos de adoração a Deus, os cânticos de louvor, o culto doméstico, a participação no trabalho do Senhor, etc. Além disso, se requer dele maturidade, sabedoria e equilíbrio em cada situação que surgir.

5. Companheiro. O companheirismo conjugal amoroso, pleno, mútuo e franco é um princípio essencial da estabilidade do casamento e de toda família. Quando os filhos do casal deixam o lar, o marido e a esposa superam o vazio deixado, desde que haja esse companheirismo sob as bênçãos de Deus.

II. O PADRÃO BÍBLICO DO PAPEL DA MULHER

1. A mulher: modelo para as filhas. O apóstolo Paulo diz que as mulheres de mais idade devem ser um exemplo para as mais novas (Tt 2.3-5). Quem está no primeiro círculo de influência destas mulheres são suas filhas, dentro de casa. Assim, as mulheres precisam estar conscientes de que devem ensinar (principalmente com o exemplo) suas filhas a serem cristãs dedicadas, a amarem seus maridos, a serem boas donas-de-casa, bondosas e submissas a seus cônjuges.

2. Companheira: parceira em tudo. Da mesma forma que o marido, a mulher deve investir no companheirismo. Ela é a auxiliadora do marido (Gn 2.18).

3. Comprometida com o amor. Nenhuma mulher pode pensar que o marido é apenas um meio de torná-la feliz. Ela deve amá-lo de coração. É importante que ela compartilhe, dê de si mesma e se dedique à busca da felicidade familiar.

4. Administradora do lar. As pressões e demandas sociais e econômicas dos últimos tempos têm levado multidões de mulheres a buscar o incremento dos recursos financeiros da família, o que não fere os princípios bíblicos. Porém, isso não a isenta da responsabilidade de cumprir as orientações do seu marido no lar, principalmente na educação dos filhos, além da própria manutenção e bem-estar da família (Pv 31). Por mais que esta mulher disponha de pessoas para executar as tarefas rotineiras do lar, sobre ela recai a responsabilidade final das atribuições de uma mãe de família e dona de casa.

III. OS MALES DA OMISSÃO DOS PAPÉIS

1. Quando o homem não assume. Muitos maridos e pais acham que basta gerarem filhos e tão somente marcarem sua presença em casa. Entretanto, se ele não cumpre seu papel como referencial para os filhos do sexo masculino, bem como na liderança em geral da família, é como se estivesse ausente, de maneira a não imprimir nos filhos um padrão de formação e comportamento social ideal. Se este homem é um cristão, está desqualificado para exercer qualquer função na casa de Deus (1Tm 3.4,12).

2. Quando o homem é omisso no lar (1Pe 3.7). O matrimônio é uma situação de “dar e receber”. Quase todas as dificuldades e problemas matrimoniais surgem do egoísmo de um dos cônjuges ou de ambos. Em 1Pe 3.7, o apóstolo Pedro exorta o marido cristão a coabitar (vocábulo que inclui todos os aspectos físicos, psíquicos e espirituais da vida cotidiana) com sua esposa, com entendimento (ou seja, prudência e compreensão embasadas num bom conhecimento da constituição psicológica da mulher).

3. Quando a mulher é negligente com sua casa (Pv 14.1). Muitas famílias estão arruinadas por causa da má administração, desleixo ou preguiça das mulheres. É papel da mulher ser prudente e diligente nas questões do lar. As ocupações da mulher na igreja não devem sacrificar estes deveres. Do contrário, ao invés de edificar a sua casa, ela a destrói. Novamente colocamos que não é proveniente do Pai celestial um cristão trabalhar tanto que prejudique a família. A prioridade da mulher casada é cuidar dos seus encargos familiares e agradar a seu marido (1Co 7.34).

Como acabamos de ver, os noivos antes do casamento precisam conhecer plenamente à luz da Bíblia os deveres e responsabilidades conjugais, éticos e sociais de cada um. Quando isto não ocorre, a ruína é certa. Se você que é casado percebeu que não está cumprindo seu papel no casamento, ainda é tempo de mudar. Reconheça seu erro, busque o perdão de Deus, do seu cônjuge e dos seus filhos, e recomece com oração e fé em Deus, firmado nas promessas da sua Palavra. O Senhor lhe dará graça e força. O propósito original de Deus é que tanto você quanto sua família vivam uma vida feliz e vitoriosa.
“Pedro observa que a submissão de uma esposa cristã a seu marido pode ter um propósito evangelístico: ‘Para que também, se algum não obedece à palavra, pelo procedimento de sua mulher seja ganho sem palavra’.
Ao dirigir-se a essas esposas, Pedro emprega um jogo de palavras. Embora, seus maridos desobedeçam às palavras do evangelho (1.12,23-25), essas mulheres testemunham sem dizer sequer uma palavra; isto é, em silêncio. Segundo a opinião de Pedro, o bom comportamento e a submissão da esposa serão muito eficientes para conseguir que o desobediente passe a obedecer a Cristo.


Este testemunho silencioso torna-se ainda mais eficaz quando cada marido considera a ‘vida casta, em temor’ de sua esposa. 0 comportamento das esposas deve incluir conduta e atitude: deverão ser moralmente castas ou puras e respeitosas. Nesse ponto, Pedro aplica características que devem ser válidas para todos os cristãos, especialmente para as esposas. Isto é, assim como todos os cristãos devem ser santos (1.15,16), as esposas devem ser castas. Além disso, pelo fato de todos os cristãos e os escravos terem de respeitar seus senhores (2.18), as esposas deverão respeitar (literalmente ‘temer’) seus maridos” (Comentário Bíblico Pentecostal — Novo Testamento. CPAD, p.1712).FONTE CPAD

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