sábado, 27 de fevereiro de 2016

Teologia Sistematica criacionaisno (2)





                                          CRIACIONISMO

          I. O PROCESSO DA CRIAÇÃO (Gn 1.1 — 2.4)




1. Deus criou todas as coisas. As Escrituras Sagradas afirmam que Deus criou todas as coisas: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1.1). A Bíblia não fala a data exata de quando ocorreram essas criações, nem quanto tempo tem a Terra, mas em diversos textos mostra que ela não surgiu pelo acaso ou por uma junção de fatores aleatórios. O profeta Isaias disse: “Porque assim diz o SENHOR que tem criado os céus, o Deus que formou a terra e a fez: ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que fosse habitada: Eu sou o SENHOR, e não há outro” (Is 45.18).
2. Deus criou e mantém todas as coisas (Hb 1.3). Antes que os homens tivessem a certeza de que o planeta Terra tem o formato arredondado, Deus já tinha dito isso. “Ele é o que está assentado sobre o globo da Terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos: ele é o que estende os céus como cortina e os desenrola como tenda para neles habitar” (Is 40.22). Devemos levar em conta que a Terra é o centro da atividade divina tanto da criação quanto dos planos divinos para a humanidade, e que o Universo foi criado de forma inteligente para favorecer a vida na Terra. Se a lua fosse um pouco maior do que é, sua atração gravitacional causaria alterações nos movimentos das marés de tal forma que a Terra teria seriíssimos problemas. Caso a Terra estivesse mais próxima do sol, o calor excessivo impossibilitaria a vida no planeta. Portanto, podemos crer que uma mente sábia coordenou todos esses fatores para que pudéssemos estar aqui, e a Bíblia nos diz que Deus é que mantém todas as coisas no seu lugar (Hb 1.3). Ele não apenas criou, mas também zela pela segurança da criação.
3. A ordem da criação. Deus primeiramente se preocupou em desenvolver um ambiente adequado para que vivêssemos, para depois nos criar. Por isso, Ele começou originando a luz e separando-a das trevas. Depois Deus fez os céus e separou-os das águas, e a seguir fez surgir a terra seca ordenando que as águas se concentrassem em um lugar separado. Da terra Deus fez surgir plantas, depois criou o sol e a lua. Criou os répteis, peixes e aves, os animais terrestres e o homem. Como bom planejador, Deus organizou antes o ambiente em que os seres vivos seriam colocados, para depois formá-los. Essa ordem na criação é descrita na Bíblia em Gênesis, o livro dos começos.Segundo Charles Colson, “as experiências não provam que a vida pode surgir espontaneamente na natureza. Ao contrário, elas dão evidências experimentais de que a vida só pode ser criada por um ser inteligente que dirige e controla o processo”.

II. DARWIN E O EVOLUCIONISMO

1. O que é o evolucionismo? Evolucionismo é a teoria que ensina que todos os seres vivos são fruto de uma junção aleatória de elementos, ou seja, que todas as coisas que existem hoje surgiram sem que houvesse um planejamento prévio e direcionado por Deus. Essa é uma teoria, e não uma lei, pois não pode ser comprovada em laboratório. Basta dizer que se a evolução tivesse realmente ocorrido, até hoje teríamos animais evoluindo. Entretanto Deus criou todos os animais de acordo com a sua espécie: “E disse Deus: Produza a terra alma vivente conforme a sua espécie: gado, e répteis, e bestas-feras da terra conforme a sua espécie. E assim foi” (Gn 1.24).
De acordo com Charles Colson, precisamos tomar cuidado quanto à maneira como os cientistas definem a palavra evolução. Segundo ele, é necessário distinguir “microevolução” de “macroevolução”. O que seria uma microevolução? Segundo Colson, “é a variação cíclica dentro da espécie”. Isso pode ocorrer? Sim! De acordo com alguns cientistas, algumas espécies, como alguns pássaros nas Ilhas Galápagos, sofreram mudanças ao longo dos anos no tamanho do bico, devido a questões ambientais. Já a macroevolução “é um processo que supostamente cria inovações como novos órgãos complexos ou novas partes do corpo”. As experiências e estudos científicos têm mostrado que as pequenas mudanças (microevolução) não são capazes de construir estruturas complexas (macroevolução).
2. Quem foi Darwin. Charles Darwin foi um inglês naturalista que nasceu em 12 de fevereiro de 1809 e morreu em 19 de Abril de 1882. Chegou a cursar teologia e medicina, mas abandonou os cursos. Não existem registros de que Darwin tenha concluído um curso superior, mas ele divulgou a teoria de que todas as espécies existentes no mundo sofreram modificações a partir de espécies pré-existentes, e que por meio dessas mutações essas espécies foram aperfeiçoadas.
Darwin casou-se com uma prima e teve 10 filhos desse casamento, e quando morreu, foi sepultado na Abadia de Westminster, na Inglaterra.
3. Em que Darwin baseou sua ideia. Darwin acreditava que o homem e o macaco vieram de um ancestral comum, e que apenas os seres com genes mais fortes e mutáveis se adaptariam melhor às mudanças na natureza e poderiam perpetuar sua espécie. Essa foi uma ideia inovadora, mas destituída de respaldo científico, pois nunca se descobriu esse ancestral comum, e as diferenças entre o homem e o macaco são mais acentuadas e distintivas do que as supostas semelhanças.
Segundo Phillip Johnson, “as evidências de fósseis deveriam, de modo geral, apoiar a reivindicação de que os organismos complexos de hoje evoluíram. Porém, hoje se admite, de forma generalizada, que as espécies fósseis permanecem estáveis por longos períodos de tempo, e que o aparecimento de novas formas é tipicamente abrupto”.
III. POR QUE O EVOLUCIONISMO NÃO PODE SER LEVADO A SÉRIO
1. O acaso não pode criar nada. A palavra “acaso” vem do latim a casu, e significa “sem causa”, podendo significar algo que ocorre de forma aleatória, sem intervenção prévia. O acaso não é uma força nem um poder, e pode ser definido como um conjunto de fatores aleatórios não intencionais. Portanto, é difícil crer que esses elementos se juntaram de forma aleatória e acidental para que pudessem originar a vida na sua forma mais simples.
2. Seres que passam por modificações não se tornam mais fortes. Uma das premissas do evolucionismo é que a constante mutação dos seres vivos os torna mais fortes. Mas o que aconteceria se um peixe, que respira por brânquias, desenvolvesse um pulmão? Ele simplesmente morreria afogado. Essa mutação destruiria a espécie, em vez de aperfeiçoá-la.
E os cientistas que apoiam a evolução nunca chegam a descobrir qual foi a espécie que definitivamente deu origem à constante evolução. A Bíblia diz que Deus fez os animais dentro das suas espécies: “E Deus criou as grandes baleias, e todo réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as suas espécies, e toda ave de asas conforme a sua espécie. E viu Deus que era bom” (Gn 1.21). Enquanto os evolucionistas nunca chegam a um acordo sobre que tipo de espécie começou a “evoluir”, a Bíblia mostra que Deus criou os seres vivos da forma como eles o são, ou seja, não se utilizou da evolução para os aperfeiçoar.
3. A Teoria da Evolução carece de respaldo científico. Na prática, a teoria da evolução não pode ser reproduzida em laboratórios, e por isso não passa de uma teoria que é apoiada por pessoas que rejeitam o fato de que Deus criou todas as coisas. E, na verdade, a evolução é um sistema de crenças que exige muito dos seus adeptos, pois é preciso muita ingenuidade para acreditar que tudo o que existe foi criado por uma mistura acidental de elementos e condições para que a vida existisse.
A Bíblia Sagrada dá o crédito da existência de todas as coisas a Deus, e não a uma combinação de fatores aleatórios que acidentalmente se juntaram e deram origem à vida. Por isso, é preciso ter mais fé para acreditar no evolucionismo do que no criacionismo. Além disso, a teoria da evolução não pode ser comprovada cientificamente, pois se baseia em um sistema de crenças que não se firma nem pode ser reproduzido. Como cristãos, não desprezamos a ciência, mas destacamos que certas teorias científicas, como a da evolução, não podem ter o peso de verdade por não terem o devido respaldo científico.
  “Hoje, muitos cristãos afirmam que os milhões de anos de história da Terra se ajustam à Bíblia e que Deus usou o processo evolucionário para criar. Essa ideia não é uma invenção recente. Há mais de duzentos anos, muitos teólogos tentam essas harmonizações em resposta a trabalhos como de Charles Darwin e de Charles Lyell, escocês que ajudou a popularizar a ideia de milhões de anos da história da Terra e de um moroso processo geológico.
Quando consideramos a possibilidade de que Deus usou o processo evolucionário para criar ao longo de milhões de anos, confrontamo-nos com sérias consequências: a Palavra de Deus não é mais competente e o caráter de nosso Deus amoroso é questionado.
Já na época de Darwin, um dos principais evolucionistas entendia o problema de fazer concessão ao afirmar que Deus usou a evolução. Uma vez que você aceite a evolução e suas implicações para a história, então o homem está livre para escolher as partes da Bíblia que quer aceitar” (HAM, Ken. Criacionismo: Verdade ou Mito? 1ª Edição. RJ: CPAD, 2011, pp.35.36).FONTE CPAD



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