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domingo, 28 de fevereiro de 2016

A comissão de evangelismo

               
                          A COMISSÃO DO EVANGELISMO
                                      Marcos 16



15 - E disse-lhes: Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura.
16 - Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado.
17 - E estes sinais seguirão aos que crerem: em meu nome, expulsarão demônios; falarão novas línguas;
18 - pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará dano algum; e imporão as mãos sobre os enfermos e os curarão.
20 - E eles, tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram. Amém!
Missão Integral: Proclamação da mensagem da salvação mediante a pregação e as ações que seguem-se a esta, tendo sempre a visão total do homem.Como Igreja do Senhor, fomos chamados para ser sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13). Por conseguinte, é urgente que façamos a diferença neste presente século. Temos nós cumprido esta missão como Jesus o requer? Ou já nos tornamos insípidos?
Temos uma missão a cumprir. Não podemos perder tempo. Sirvamos fielmente ao Senhor e observemos a sua vontade, pois somente assim haveremos de alcançar nações, povos e etnias com a mensagem salvadora, libertadora e transformadora do Evangelho de Cristo Jesus.

I. MISSÃO INTEGRAL — UMA ORDENANÇA DIVINA

1. Uma responsabilidade que vai além da evangelização. Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1.26). Este, porém, pecou e afastou-se de Deus. Por causa disto, recebeu a sentença sombria: a morte física e espiritual (Rm 3.23). A solução divina para tal castigo foi o sacrifício vicário de Cristo (Jo 3.16). Jesus tomou, pois, a sentença que era nossa e levou-a sobre si (Is 53.4-6). Esta verdade, narrada nos Evangelhos, deve ser proclamada pela Igreja a todo o mundo a tempo e fora de tempo (2 Tm 4.2).
Uma vez que o ser humano não é composto apenas de alma e espírito, mas também possui necessidades físicas e emocionais, a evangelização deve contemplá-lo como um todo (Tg 2.14-17). Por conseguinte, cuidemos do homem integralmente (1 Co 6.18-20; 1 Ts 5.23), promovendo a sua reconciliação com o Criador e proporcionando-lhe as condições necessárias para que ele sinta a plena comunhão da família de Deus.
2. A Missão Integral da Igreja. Proclamar a mensagem da salvação mediante a pregação e as ações que a esta se seguem, tendo sempre a visão total do homem, equivale ao que se conhece como “Missão Integral”. No primeiro século da era cristã, a proclamação do Evangelho e a diaconia (serviço) da igreja eram inseparáveis (At 4.34,35; 6.1-7). Isto fez com que a igreja em Jerusalém caísse na graça do povo (At 2.46,47). A Missão Integral é apenas uma nova expressão que abrange tudo o que a Igreja pode e deve fazer para expandir o Reino de Deus no mundo atual.
3. O marco histórico da Missão Integral. No período de 16 a 25 de julho de 1974, foi realizado na cidade de Lausanne, Suíça, o Congresso Internacional para a Evangelização Mundial sob o tema: “Que a Terra ouça a voz de Deus”. O objetivo do Congresso era discutir os rumos das missões cristãs mundiais. No final dos trabalhos, foi divulgado um documento denominado O Pacto de Lausanne. Composta de 15 artigos, a declaração resgata a noção de que a Igreja de Cristo tem uma responsabilidade terrena e celestial a cumprir: contemplar e atender a todas as necessidades do ser humano conforme o Evangelho de Cristo. 
II. COMISSÃO CULTURAL — UMA CONVOCAÇÃO À IGREJA

1. Um chamado à responsabilidade. Deus ordenou a Adão e Eva que administrassem a terra, tornando-a produtiva e habitável (Gn 1.26). Desde então, cada homem faz-se responsável pela criação diante do Criador. Por isto, convida-nos Ele a refletir a respeito dos princípios e valores, que se encontram em sua Palavra, em todos os níveis de nossas relações: na família, na igreja, na escola, na empresa e nas amizades.
Isto equivale dizer que o Evangelho de Cristo não visa apenas salvar o homem do pecado e do inferno, mas também levá-lo a agir como instrumento transformador da sociedade na qual acha-se inserido. Pois, Deus nos criou como seres sociais para que cuidemos de nós e da terra que Ele nos entregou (Gn 1.28-30 cf. Ef 6.1-9). Esta é a ordenança cultural que nos confiou o Senhor.
2. Restaurando a dignidade humana. Embora a Queda tenha introduzido o pecado na história humana, a Comissão Cultural não foi anulada. Continuamos responsáveis pela administração da terra que nos destinou o Senhor (Gn 3.23). Conforme afirma Nancy Pearcey, Jesus veio restaurar no homem, sem Deus, “a dignidade originalmente concedida na criação, recuperando nossa verdadeira identidade e renovando a Sua imagem em nós”.
III. GRANDE COMISSÃO — A IGREJA PROCLAMA O EVANGELHO NO MUNDO

1. A Grande Comissão. O Senhor Jesus comissionou-nos a pregar, a batizar e a fazer discípulos em todo mundo (Mc 16.15; Mt 28.19). Esta ordenança é conhecida como a Grande Comissão. E tem como objetivos:
a) proclamar o Evangelho em palavras e ações a toda criatura; b) discipular os novos conversos, tornando-os fiéis seguidores de Cristo; c) integrá-los espiritual e socialmente na igreja local, a fim de que cresçam na graça e no conhecimento por intermédio da ação do Espírito Santo em sua vida, desfrutando sempre da comunhão dos santos.
2. O “ide”. O “ide” de Jesus significa também atravessar fronteiras. Anunciar o Evangelho em uma cultura diferente é o grande desafio da obra missionária. Não podemos desprezar a cultura de um povo a quem pretendemos evangelizar, nem impingir-lhe a nossa (1 Co 1.1,2).
A cultura de um povo deve ser avaliada e provada pelas Escrituras. Se por um lado toda cultura tem a sua beleza e bondade, pois o homem foi Criado por um Deus bom e amoroso, por outro, em consequência da Queda, as culturas foram manchadas pelo pecado e dominadas, em parte, por ações demoníacas. Você está pronto a pregar o Evangelho além de suas fronteiras? Prepare-se para este desafio.
3. A ordem é fazer discípulos em todas as nações. A palavra “nação” é a tradução do termo ethnos que se refere a grupos étnicos e não primariamente a países. Um país é uma nação politicamente definida. A etnia é um povo culturalmente definido com uma língua e cultura próprias. De acordo com alguns missiólogos, há no mundo 24.000 etnias. Quase a metade desse total ainda não foi evangelizada. Será que isto não o comove? Há milhões de pessoas que ainda não ouviram o Evangelho de Cristo. É urgente e imperioso o lema do apóstolo Paulo: “Esforçando-me deste modo por pregar o evangelho, não onde Cristo já fora anunciado” (Rm 15.20 — ARA). A Missão Integral da Igreja realça a dupla vocação dos seguidores de Cristo revelada nos Evangelhos: sal da terra e luz do mundo (Mt 5.13-16). A pregação da igreja local deve refletir o que ela é, faz e diz. O Senhor busca pessoas que não apenas ouçam o Evangelho, mas que o obedeçam prontamente (Lc 6.47,48). Obedeçamos, pois, as comissões que nos entregou o Senhor, mas principalmente a Grande Comissão ordenada por Jesus (Mc 16.15) consoante o lema da Missão Integral da Igreja: O Evangelho todo para o homem todo.
“Afirmamos que Deus é o Criador e o Juiz de todos os homens. Portanto, devemos partilhar o seu interesse pela justiça e pela conciliação em toda a sociedade humana, e pela libertação dos homens de todo tipo de opressão. Porque a humanidade foi feita à imagem de Deus, toda pessoa, sem distinção de raça, religião, cor, cultura, classe social, sexo ou idade possui uma dignidade intrínseca em razão da qual deve ser respeitada e servida, e não explorada. Aqui também nos arrependemos de nossa negligência e de termos algumas vezes considerado a evangelização e a atividade social mutuamente exclusivas. Embora a reconciliação com o homem não seja reconciliação com Deus, nem a ação social evangelização, nem a libertação política salvação, afirmamos que a evangelização e o envolvimento sociopolítico são ambos parte do nosso dever cristão. Pois ambos são necessárias expressões de nossas doutrinas acerca de Deus e do homem, de nosso amor por nosso próximo e de nossa obediência a Jesus Cristo. A mensagem da salvação implica também uma mensagem de juízo sobre toda forma de alienação, de opressão e de discriminação, e não devemos ter medo de denunciar o mal e a injustiça onde quer que existam.
[...] A salvação que alegamos possuir deve estar nos transformando na totalidade de nossas responsabilidades pessoais e sociais. A fé sem obras é morta” (Pacto de Lausanne, Suíça, 1974).
“Evangelização e Cultura
O desenvolvimento de estratégias para a evangelização mundial requer metodologia nova e criativa. Com a bênção de Deus, o resultado será o surgimento de igrejas profundamente enraizadas em Cristo e estreitamente relacionadas com a cultura local. A cultura deve sempre ser julgada e provada pelas Escrituras. Porque o homem é criatura de Deus, parte de sua cultura é rica em beleza e em bondade; porque ele experimentou a queda, toda a sua cultura está manchada pelo pecado, e parte dela é demoníaca. O evangelho não pressupõe a superioridade de uma cultura sobre a outra, mas avalia todas elas segundo o seu próprio critério de verdade e justiça, e insiste na aceitação de valores morais absolutos, em todas as culturas. As missões muitas vezes têm exportado, juntamente com o evangelho, uma cultura estranha, e as igrejas, por vezes, têm ficado submissas aos ditames de uma determinada cultura, em vez de às Escrituras. Os evangelistas de Cristo têm de, humildemente, procurar esvaziar-se de tudo, exceto de sua autenticidade pessoal, a fim de se tornarem servos dos outros, e as igrejas têm de procurar transformar e enriquecer a cultura; tudo para a glória de Deus” (Pacto de Lausanne, Suíça, 1974).

“Comissão Cultural

Entender o Cristianismo como uma cosmovisão de mundo é importante não somente para o cumprimento da comissão cultural — a chamada para criar uma cultura debaixo do senhorio de Cristo. Deus se importa não só com a redenção das almas, mas também com a restauração de sua criação. Ele nos chama para sermos agentes não apenas de sua graça salvadora, mas também de sua graça comum. Nosso trabalho não é somente construir a Igreja mas também construir uma sociedade para a glória de Deus” (COLSON, C.; PEARCEY. E Agora, Como Viveremos? 2.ed., RJ: CPAD, 2000, pp.53,54). fonte CPAD 

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