domingo, 28 de fevereiro de 2016

A importancia da doutrina biblica





                         A IMPORTANCIA DA DOUTRINA
                       2 Timóteo 3.14-17; Tito 2.1,7,10.



2 Timóteo 3
14 - Tu, porém, permanece naquilo que aprendeste e de que foste inteirado, sabendo de quem o tens aprendido.
15 - E que, desde a tua meninice, sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus.
16 - Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça,
17 - para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído para toda boa obra.

Tito 2
1 - Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.
7 - Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade,
10 - não defraudando; antes, mostrando toda a boa lealdade, para que, em tudo, sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador.

Doutrina é...
  1. Vida (Dt 32.2).
  2. Santificação (Jo 17.17).
  3. Sólido mantimento (Hb 5.14).
  4. Um escudo contra as sutilezas de Satanás (Mt 7.15).
  5. Liberdade em Cristo Jesus (Mt 22.33; Mc 1.27).

Doutrina é o ensino sistematizado das verdades encontradas na Bíblia Sagrada. E o seu principal objetivo é levar o crente a ter uma vida perfeita diante de Deus e dos homens. Você quer ser realmente feliz e bem-sucedido em todas as coisas? Guarde os ensinos da Palavra de Deus; aplique-os em seu cotidiano.
Nesta lição, estudaremos a importância e a aplicabilidade da doutrina cristã no dia-a-dia do crente.

I. A DOUTRINA BÍBLICA E O HOMEM

1. Alimentando a alma. Alimentar as ovelhas com a Palavra de Deus é o principal dever do pastor (Jo 21.15-17; At 20.27,28). Além de prover alimento para o rebanho, tem ele a obrigação de protegê-lo e zelar por sua integridade moral e espiritual (At 20.28-31).
Muitos são os que pervertem o Evangelho, ensinando doutrinas estranhas e corrompidas (1 Tm 1.3). O ensino deve ser genuinamente bíblico. O pastor que não ensina a Palavra de Deus terá uma igreja problemática e suscetível às apostasias.
2. Doutrina é vida. A doutrina bíblica é algo suave e prazenteiro; é como a chuva que produz abundante vida (Dt 32.2).
Ela alcança-nos como um todo, para que sejamos santos em toda a nossa maneira de viver, conforme escreve Paulo: “O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” (1 Ts 5.23). Você quer realmente uma vida plena? Coloque em prática a sã doutrina. Não há outro meio de ser feliz. Leia o Salmo Primeiro e veja a bem-aventurança daquele que, dia e noite, medita na Palavra de Deus.
3. Doutrina e cultura. Em toda cultura há coisas boas e más. Devemos, por conseguinte, rejeitar tudo aquilo que contraria os preceitos bíblicos. Como saber se algo é ruim ou bom num contexto cultural? Em que devemos nos basear? Obviamente, na Palavra de Deus. Somente através da Bíblia Sagrada teremos condições de discernir entre o certo e o errado. O ensino sistemático das verdades bíblicas é imprescindível.
Quanto a este assunto, a recomendação de Paulo é urgente e não contempla aquilo que o mundo chama de politicamente correto: “Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus” (Rm 12.2).
II. RESISTÊNCIA À SÃ DOUTRINA

1. A inversão de valores. Muito se fala a respeito da perda dos valores morais e éticos, pois vivemos numa sociedade permissiva, que rejeita sistematicamente todos os valores absolutos. Até mesmo alguns que se dizem crentes vêm rejeitando a ética e a moral cristãs, apegando-se a filosofias mundanas e perversas (Is 5.18-25). O Deus do Antigo e do Novo Testamento, porém, não mudou, Ele exige que sejamos santos porque Ele é santo (1 Pe 1.15).
2. Desviando os ouvidos da verdade. O espírito da mentira e do engano está em plena operação no mundo, levando até mesmo alguns crentes a rejeitarem a autêntica pregação bíblica e a sã doutrina (2 Tm 4.3,4). Muitos são os que, já desviados da verdade, andam a procura de um evangelho light e descompromissado com a verdade (2 Tm 2.18; 3.7,8). Os tais rejeitam os textos bíblicos que estimulam os filhos de Deus a ter uma vida santa, humilde, quebrantada e perfeita diante de Deus e dos homens (2 Tm 3.15-17; Ez 33.31,32).
3. Fábulas e mitos. Muitos são os que, abandonando a verdade do Evangelho de Cristo, apegam-se às fábulas e mitos (2 Tm 4.4). E andam atrás daqueles que lhes falem somente o que eles querem ouvir. Assim, desprezam a sã doutrina e pisam no sangue do Cordeiro de Deus. A advertência bíblica é grave: “De quanto maior castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?” (Hb 10.29).
III. ATITUDES EM RELAÇÃO À SÃ DOUTRINA

1. Fidelidade a Deus. Apesar de a iniquidade multiplicar-se incontrolavelmente, os autênticos cristãos porfiam em servir a Deus e guardar a sã doutrina. Estes, por amor à justiça, enfrentam perseguições e sofrimentos (2 Tm 3.10-12; Mt 5.10-12), mas perseveram até ao fim. O crente fiel não sente vergonha em declarar a sua crença em Deus e nas Escrituras, esteja ele onde estiver (Mc 8.38). Nossos valores devem ser vistos por todos mediante a nossa conduta exemplar e irrepreensível. A doutrina cristã tem de ser vivida no dia-a-dia. O que adianta conhecê-la, mas não colocá-la em prática?
2. Discernindo os enganos e sutilezas. Uma das principais estratégias de Satanás é a formulação de doutrinas estranhas à Palavra de Deus. Estas, por suas sutilezas, parecem verdades, mas são mentiras. A mídia é o principal instrumento de difusão desses enganos (2 Tm 3.13). Se a nossa mente não estiver instruída pela verdade, seremos levados pelas ondas do erro e arrastados pelos ventos da apostasia (Ef 4.14). Guiados pela Palavra de Deus, porém, estaremos sempre atentos contra as sutilezas do Maligno e dos que se deixam ser usados por ele.
3. Plenitude de vida. A vida abundante, de que fala a Bíblia Sagrada (Jo 10.10), envolve todos os aspectos de nosso ser: físico, espiritual, emocional e mental. Uma de suas evidências é um relacionamento íntimo com Deus mediante o Espírito Santo. O amor do Pai em nossos corações leva-nos a obedecer aos seus preceitos: “Porque este é o amor de Deus: que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são pesados” (1 Jo 5.3). Vivamos, pois, de acordo com a Bíblia Sagrada e coloquemos em prática, em nosso cotidiano, todos os seus valores. O Espírito Santo habilita-nos a viver dessa forma, para que sejamos, de fato, luz do mundo e sal da terra.

“Introdução à doutrina
Uma das maiores necessidades da presente hora, no seio da Igreja é uma sólida base bíblica doutrinária para a fé.
Doutrina significa literalmente ensino normativo, terminante, como regra de fé e prática. É coisa séria. É fator altamente influente para o bem e o mal. A sã doutrina é uma bênção para o crente e para a Igreja, mas a falsa — corrompe, contamina, ilude e destrói.
O plano de Deus é que depois de salvos, ‘todos cheguem ao pleno conhecimento da verdade’ (1 Tm 2.4 — ARA). A tragédia espiritual de inúmeros crentes, é que não atentam para isso. Podemos pagar muito caro por uma só ignorância espiritual.
A doutrina bíblica gera bons costumes, mas bons costumes não geram doutrina bíblica. Igrejas há que têm um somatório imenso de bons costumes, mas quase nada de doutrina. Isso é muito perigoso! Seus membros naufragam com facilidade por não terem o lastro espiritual da Palavra.
Uma das atividades prediletas do Diabo é subtrair a Palavra de Deus (Mt 13.19), inclusive no púlpito, onde, muitas vezes ela é substituída por coisas vãs.
O Diabo é o autor ou inspirador de todo ensino falso (1 Tm 4.1) e perversão dos verdadeiros” (2 Pe 3.16) (GILBERTO, A. Manual da Escola Dominical. 17.ed., RJ: CPAD, 1999, pp.91-93).
“O Desvio da Verdade
Todas as falsas doutrinas têm um traço em comum: o desvio da verdade revelada. Os que encorajam o erro, além de serem deficientes em moralidade pessoal, terminaram onde estão por causa do que deixaram para trás. Eles deixaram o que é verdade para buscar o que é falso (1 Tm 1.3; 6.3). Paulo usa uma série de palavras vívidas para impressionar seus leitores com esse desvio.
Desvio. Em 1 Timóteo 1.6, a palavra grega astocheō retrata a ideia de ‘longe da marca’ ou ‘de ultrapassar a marca’. Essa é uma expressão conveniente desde que, no versículo anterior, Paulo afirma que o objetivo da instrução dele ‘é a caridade de um coração puro, e de uma boa consciência, e de uma fé não fingida’. É óbvio que os falsos mestres ignoram esse propósito definidor à medida que eles se ‘desvia[m]’ para outros interesses.
Rejeição. É igualmente vívido o termo para a rejeição da fé e da boa consciência por parte deles (1 Tm 1.19). Em Atos 7.39; 13.46 e Romanos 11.2 usam esse termo (apōtheō) para descrever a rejeição violenta e proposital. Até mesmo o resultado no contexto imediato de 1 Timóteo 1.19 ilustra essa violência, já que ele indica o ‘naufrágio’ da fé de Himeneu e Alexandre (v.20). De acordo com Paulo, a expectativa futura não parece nem um pouco mais luminosa.
Apostasia. Paulo, por meio de revelação do Espírito de Deus, prediz uma apostasia moral e espiritual (apostasia, 1 Tm 4.1) com a aproximação dos últimos dias. O que se inicia como desvio da verdade resulta em sedução pelos demônios e suas doutrinas” (vv.2,3) (ZUCK, R. B. (Ed.). Teologia do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2008, pp.373,374).
fonte CPAD 



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