segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Subsidio (3) Reino milenal de Jesus 6/3/2016






  SUBSIDIO ADULTOS O MILENIO E REINO DE JESUS                    
                                   Apocalipse 20.1-7.




O Milênio é alvo de muitas profecias através da Bíblia. Porém, hoje, há pessoas que materializam e outras que espiritualizam excessivamente o assunto. Precisamos evitar tais extremos e conduzir a classe para interpretação correta das profecias bíblicas.Nesta lição estudaremos acerca do mais esplendoroso reino que existirá neste mundo, predito pelos profetas do Antigo Testamento e confirmado pelo próprio rei Jesus. Chegamos a um ponto altamente importante da escatologia bíblica, pois trata-se da época em que Cristo tomará as rédeas do governo do mundo e reinará aqui por mil anos, com Seus santos (a Igreja), tendo Israel como sede do governo mundial.

ORIENTAÇÃO

Para fazer um elo com a lição anterior e introduzi-los ao novo assunto, converse com os alunos sobre o final da Grande Tribulação e a vinda do Senhor em glória, antes de explicar os tópicos da lição. Pergunte-lhes sobre os objetivos da vinda de Jesus em glória. Ajude-os no raciocínio, lembrando a seqüência dos eventos e explicando-lhes o propósito de cada um, os quais são: 1º) derrotar o Anticristo; 2º) prender o Anticristo e o Falso Profeta; 3º) derrotar o poder das nações sob o domínio do Anticristo, que estarão no fragor da batalha contra Israel; 4º) ressuscitar os que, na Grande Tribulação, morreram por não aceitarem adorar o Anticristo; e 5º) estabelecer o trono de Glória de Cristo Jesus. Veja, agora, qual o conceito que cada um possui de um reino perfeito, e apresente-lhes o Reino Milenial de Cristo.

A volta pessoal e visível de Cristo à Terra está prevista em toda a Bíblia. Deus estabeleceu o programa de um reino teocrático, iniciado com o povo de Israel, prosseguindo no período milenial e culminando no reino eterno.

I. O FIM DA GRANDE TRIBULAÇÃO

1. A volta pessoal de Cristo. O texto de Zacarias 14.3,4 indica a intervenção divina sobre o monte das Oliveiras, em Israel. As nações reunidas pelo Anticristo para combater e destruir Israel serão surpreendidas pela vinda do Senhor. O texto de Jl 3.2,12 fala do vale de Josafá, identificado também como o Cedrom, localizado entre Jerusalém e o monte das Oliveiras. Será nesse lugar o encontro do Senhor contra as nações inimigas de Israel. O monte das Oliveiras, o lugar exato de onde Cristo subiu ao céu, também sobre ele descerá gloriosamente.

2. A seqüência dos eventos finais (Mt 24.27-30). Nesses versículos Jesus apresentou a realidade da Tribulação (Mt 24.21). No v.27, Ele fala de sua vinda visível como “o relâmpago que sai do Oriente e se mostra até o Ocidente”. No v.28, Jesus retrata mais uma vez a visibilidade de Sua vinda usando a ilustração dos abutres atraídos pela matança. No v.29, dá a entender que a Sua vinda será logo depois da tribulação daqueles dias. No v.30, fala do sinal dessa vinda no céu, uma prova de que Ele, o Messias, virá sobre as nuvens do céu.

3. A derrota do Anticristo e seus exércitos (Ap 19.15-21). Nos versículos anteriores ao 14, Cristo aparece como um grande general de exército (como nos tempos bíblicos), e o v.15 mostra um Cristo preparado para fazer juízo sobre a impiedade do Anticristo. Diz o texto que “saía da sua boca uma espada afiada, para ferir com ela as nações”. A partir do v.17, uma grande ceia é apresentada para comer as carnes de todos os inimigos do povo de Israel que se ajuntaram para destruí-lo. Mas eles serão aniquilados pelos exércitos de Cristo. No v.20, a Besta, que é o Anticristo, juntamente com o Falso Profeta são presos e lançados vivos no Lago de Fogo. Esses dois personagens não são meras figuras ou metáforas, mas realmente dois homens da parte do Diabo, que se levantarão naqueles dias.

4. A vinda em glória (Ap 19.11-16). Refere-se especialmente a forma da descida gloriosa de Cristo sobre um cavalo branco. O cavaleiro que monta o cavalo do capítulo 19 de Apocalipse é Jesus, porque é identificado como “Fiel e Verdadeiro”. Nada tem a ver com o cavaleiro do cavalo branco do capítulo 6 de Apocalipse o qual se refere ao Anticristo. O v.14 de Apocalipse fala dos santos que acompanham a Cristo na Sua volta à Terra. Eles montam cavalos brancos e os seus cavaleiros estão vestidos de linho finíssimo. São os anjos e a Igreja de Cristo que gloriosamente participam da Sua conquista.

II. PREPARAÇÃO PARA O REINO MILENIAL

Com a derrota do Anticristo e seus exércitos, Israel verá que Aquele a quem rejeitaram na primeira vinda, não é outro senão o seu Messias.
1. A conversão a Cristo da parte dos judeus. Zc 12.10 fala do espírito de súplicas que será derramado sobre a casa de Davi, e prantearão pelo que fizeram a Cristo na sua primeira vinda. Vários textos bíblicos da profecia indicam essa conversão e renovação (Zc 13.9; Ez 36.24-31; Is 25.9; Rm 11.26). Todas estas passagens mostram que os judeus sobreviventes daqueles dias serão leais a Cristo, aceitando-o como o Messias. Porém, haverá, também, muitos judeus rebeldes os quais sofrerão o juízo de Cristo (Ez 20.33-38; Ml 3.1-5).
2. A prisão de Satanás (Ap 20.1-3). Antes que o Senhor instale o seu reino milenial, Satanás será preso por mil anos com todos os seus anjos, e assim não estarão livres para tentar as criaturas nos dias do reino milenial de Cristo.

III. O REI JESUS

Será um período de completa manifestação da glória de Cristo no Seu domínio, governo, justiça e reino (Is 9.6; Sl 45.4; Is 11.4; Sl 72.4; Dt 18.18,19; Is 33.21,22; At 3.22).Vários são os títulos e nomes de Cristo no Milênio. Ele é chamado: o Renovo (Is 4.2; 11.1; Jr 23.5; 33.15; Zc 3.8,9; 6.12,13); Senhor dos Exércitos (Is 24.23; 44.6); o Ancião de dias (Dn 7.13); o Altíssimo (Dn 7.22-24); o Filho de Deus (Is 9.6; Dn 3.25); o Rei (Is 33.17,22; 44.6; Dn 2.44); o Juiz (Is 11.3,4; 16.5; 33.22; 51.4,5); o Messias Príncipe (Dn 9.25,26). Muitos outros títulos destacam as atividades do Rei Jesus.

IV. CARACTERÍSTICAS DO REINO MILENIAL

1. Justiça. Somente os justos serão admitidos no reino (Mt 25.37; Is 60.21; 26.2). A justiça será sinônimo do Messias (Ml 4.2; Is 46.13; 51.5).
2. Obediência. Foi o propósito original de Deus na criação do mundo o estabelecimento de um princípio de obediência completa e voluntária a Deus. A árvore da vida foi colocada no Éden como uma prova de obediência (Gn 2.16,17). Diz a Bíblia que Deus sujeitou todas as coisas Àquele que é o Senhor (Ef 1.22).
3. Conhecimento universal de Deus (Is 11.9; Jr 3134). O conhecimento estará disseminado e determinado em toda a Terra. Na verdade, todas as pessoas terão conceitos corretos sobre Deus, porque o mal estará detido naquele tempo.
4. Paz e prosperidade (Is 2.4; 35.1,2). A maldição do pecado estará detida, sem poder de alastramento. A paz será universal porque a sua base será a justiça do Messias.
5. Longevidade (Is 65.20,21,22; 33.24). Uma vez que o mal estará detido, a vida física dos habitantes da Terra naqueles dias não sofrerá tanto como hoje. E verdade que as pessoas não estarão isentas da morte. Mas viverão muito mais.

V. FINAL DO MILÊNIO

1. A soltura de Satanás e seus anjos. Vemos uma descrição na Terra que mostra o fim do período milenial (Ap 20.2,3,7-9). A razão pela qual Satanás será solto é discernida pela sua atividade no tempo de sua soltura. Ele sairá para enganar as nações e promover sua última batalha contra o povo de Deus.
2. Gogue e Magogue (Ap 20.8). Esses dois nomes referem-se aos inimigos de Israel. Podem representar dois tipos de inimigos: povos vindos do Norte; e, também, povos em geral. O que prevalece mais fortemente é a representação de povos vindos do norte. Na verdade, a batalha não será muito extensa, porque haverá a intervenção divina.


VI. PÓS-MILÊNIO

Todos esses fatos conduzem ao Grande Trono Branco, que é o Juízo Final (Ap 20.11), símbolo do poder de Deus para executar a justiça. Jesus será o Juiz (At 17.31; Jo 5.22,27). Diante do Supremo Juiz, todos haveremos de comparecer. Os perdidos não escaparão ao Lago de Fogo (Ap 19.20; 20.10,14,15; 21.8). O Lago de Fogo é um lugar, e não um conceito, uma idéia ou estado mental.
Na segunda fase de Sua vinda em glória (visível em todo o mundo), Cristo vai julgar as nações (Juízo das Nações) e inaugurar o Milênio, a gloriosa era de paz a ser implantada na Terra. Seguindo-se o Grande Trono Branco, o Juízo Final, ocasião em que somente haverá dois destinos: a morte eterna ou a vida eterna. Os crentes em Jesus estarão livres de qualquer condenação e irão desfrutar da eternidade.
“O Apocalipse não oferece nenhum pormenor do Milênio, provavelmente porque as profecias anteriores já sejam suficientes. Depois dos mil anos, Satanás será solto, provavelmente para levar a uma vindicação final da justiça de Deus. Isto é: embora as pessoas tenham experienciado o governo maravilhoso de Cristo, parece que seguirão a Satanás na primeira oportunidade que se lhes ofereça. Assim fica demonstrado que, com ou sem conhecimento de como é o reino de Cristo, os inconversos se rebelam. Na Sua justiça, Deus nada mais poderá fazer senão separá-los eternamente das suas bênçãos. Satanás, o grande enganador, também engana a si mesmo, a ponto de acreditar que ainda conseguirá derrotar a Deus. Mas sua derradeira tentativa fracassará. Nunca mais haverá rebelião contra Deus e o seu amor”. (Teologia Sistemática, CPAD)
“O apóstolo Paulo tinha um grande amor pelo povo de Israel, que então rejeitara o Evangelho. Estava disposto a desistir da própria salvação eterna, se isto garantisse a salvação deles (Rm 9.1 -5). Ele sabia que isso seria impossível, mas demonstra o quanto os amava. E pergunta, em Romanos 11.1: ‘Porventura, rejeitou Deus o seu povo?’ Ele mesmo responde: ‘De modo nenhum!’ (no grego, me genoito). Deus jamais permitirá que isso aconteça. Está claro que Deus não rejeitou o seu povo! E o contexto mostra que a Bíblia está falando de um Israel literal, e que Deus não alterou suas promessas.
“Lembremo-nos, ainda, que os 12 apóstolos julgarão, ou governarão, as 12 tribos de Israel (Mt 19.28; Lc 22.30). Isso requer uma restauração literal de Israel. Não há como a Igreja possa vir a ser dividida em 12 tribos.
“Assim, a visão pré-milenista é a única que permite a restauração de Israel como nação e o cumprimento literal das profecias de paz e bênção que Isaías e outros profetas previram.” (Doutrinas Bíblicas, CPAD)
“À medida que a eternidade for ‘passando’, conheceremos mais e mais da sabedoria e do poder insondáveis de Deus. As infinitas belezas celestiais irreveladas começarão a ser conhecidas. ‘Mas como está escrito: Nem olhos viram, nem ouvidos ouviram, nem jamais penetrou em coração humano o que Deus tem preparado para aqueles que o amam’ (1Co 2.9). Os maravilhosos e profundos mistérios de Deus começarão a ser conhecidos. 1 Coríntios 4.5 diz: ‘Portanto, nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não somente trará à luz as cousas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações; e então cada um receberá de Deus o louvor’. Esta é uma das razões por que Jesus vem revelar e explicar os grandes segredos que hoje tanto nos intrigam, mas que nossa mente não os alcançaria se hoje fossem revelados.
“Os salvos oriundos do Milênio viverão para sempre na terra, mediante a árvore da vida (Ap 22.2), não mediante a ressurreição, nem porque passaram do estado mortal para o imortal.

“Jesus, em sua forma humana, pessoal, a qual jamais deixará, estará eternamente associado ao Pai na regência do Universo, conforme a promessa divina feita a Davi: ‘Este edificará uma casa ao meu nome, e eu estabelecerei para sempre o trono do seu reino’. ‘Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti: o teu trono será estabelecido para sempre’(2 Sm 7.13,15). ‘Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai’. ‘Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim’ (Lc 1.32.33). ‘O reino do mundo se tornou de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos’ (Ap 11.15).” (O Calendário da Profecia, CPAD)


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