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terça-feira, 30 de maio de 2017

Estudo livro de Exôdo (7) מחקר שמות



                                             CONTINUAÇÃO      
                         
  Segunda medida - A matança de meninos hebreus recém-nascidos (w. 15-21). Se esse plano tivesse dado certo, o Faraó teria exterminado o povo hebreu. A futura geração de homens estaria morta, e as meninas acabariam se casando com escravos egípcios e sendo assimiladas pela raça egípcia. No entanto, de acordo com Gênesis 3:15 e 12:1-3, Deus não permitiu que isso acontecesse e usou duas parteiras hebréias para frustrar o plano do Faraó. Esse é o primeiro caso nas Escrituras daquilo que chamamos, hoje, de "desobediência civil", a recusa em obedecer a uma lei perversa tendo em vista o bem comum.

Textos das Escrituras, como Mateus 20:21-25, Romanos 13 e 1 Pedro 2:1 T, admoestam os cristãos a obedecer às autoridades humanas. Contudo, Romanos 13:5 nos lembra de que essa obediência não deve ofender nossa consciência. Quando as leis de Deus são contrárias às leis dos homens, "Antes importa obedecer a Deus do que aos homens" (At 5:29). Vemos um exemplo disso não apenas no caso das parteiras, mas também no de Daniel e de seus amigos (Dn 1; 3; 6) e no dos apóstolos (At 4, 5).

As parteiras estavam mentindo para o Faraó? Provavelmente não. Os bebês nasciam antes que as parteiras chegassem, pois Sifrá e Puá haviam pedido a suas assistentes que se atrasassem! Deus abençoou às duas parteiras-chefes por arriscarem a vida a fim de salvar a nação israelita da extinção. No entanto, honrou-as de um modo estranho: deu-lhes filhos numa época em que isso era tão arriscado! Talvez tenha lhes dado filhas ou, então, protegido seus filhos como fez com Moisés. De qualquer modo, essa bênção de Deus mostra quão preciosas são as crianças para o Senhor: ele desejava conceder a essas mulheres a mais alta recompensa e, assim, deu filhos a Sifrá e a Puá (Sl 127:3).

Terceira medida - o afogamento de bebês do sexo masculino (v. 22). Quando o Faraó descobriu que havia sido enganado, mudou seu plano e ordenou a todo o povo que providenciasse para que os bebês hebreus do sexo masculino fossem afogados no sagrado rio Nilo. Os guardas do Faraó não tinham como vigiar cada uma das parteiras hebreias, mas o povo egípcio podia ficar de olho nos escravos hebreus e avisar quando um menino nascia. No entanto, estava para nascer um menino que o Faraó não conseguiria matar.WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 235.

As Parteiras Hebreias

Os versículos finais deste capítulo oferecem-nos uma lição edificante com a conduta dessas mulheres tementes a Deus, Sifrá e Puá. Arrostando com a ira do rei não executaram o seu plano cruel e por isso Deus lhes fez casas."...aos que me honram, honrarei" (1 Sm 2:30). Recordemos sempre esta lição e atuemos de acordo com ela.C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.

O FRACASSO DE SATANÁS

Esta parte do Livro do Êxodo abunda em princípios profundos de verdade divina— princípios que podemos subdividir da seguinte forma: o poder de Satanás, o poder de Deus e o poder da fé.

No último versículo do primeiro capítulo lemos: "Então, ordenou Faraó a todo o seu povo, dizendo: A todos os filhos que nascerem lançareis no rio". Este era o poder de Satanás. O rio era o lugar da morte; e, por meio da morte, o inimigo procurou frustrar os propósitos de Deus. Tem sido sempre assim. A serpente sempre tem vigiado com olhar maligno os instrumentos que Deus está prestes a usar para realizar os Seus desígnios. Vejamos o caso de Abel, em Gênesis, capítulo 4. A serpente não estava espreitando aquele vaso de Deus para o pôr de parte por meio da morte? Vejamos o caso de José, em Gênesis, capítulo 37. Aí o inimigo procura pôr o homem escolhido por Deus num lugar de morte. Vejamos o caso da "semente real", em 2 Crônicas, capítulo 22; a matança promovida por Herodes, em Mateus 2; e a morte de Cristo, em Mateus 27. Em todos estes casos vemos o inimigo procurando, com a morte, interromper a corrente de atuação divina.
Mas, bendito seja Deus, há qualquer coisa depois da morte. Toda a esfera de ação divina, pelo que respeita à redenção, está para além dos limites do domínio da morte. Quando o poder de Satanás se esgota é que o de Deus começa a mostrar-se. A sepultura é o limite da atividade de Satanás; mas é aí que começa também a atividade divina. Isto é uma verdade gloriosa. Satanás tem o poder da morte; porém, Deus é o Deus dos vivos e dá a vida que está fora do alcance e poder da morte—uma vida na qual Satanás não pode tocar. O coração encontra doce refrigério nesta verdade, num mundo onde reina a morte. A fé pode contemplar calmamente Satanás empregando a plenitude do seu poder; ela pode apoiar-se sobre a potente intervenção de Deus na ressurreição. Pode postar-se junto da sepultura que acabou de fechar-se sobre um ente amado e beber dos lábios d'Aquele que é "a ressurreição e a vida" a elevada garantia de uma imortalidade gloriosa. Ela sabe que Deus é mais forte que Satanás e pode portanto esperar, serenamente, a manifestação desse poder superior, e enquanto assim espera encontra a sua vitória e a sua paz. Temos um nobre exemplo deste poder da é nos primeiros versículos do capítulo que estamos considerando.C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.

3. A mãe de Moisés (Êx 6.20).

A Bíblia apresenta a mãe de Moisés como uma mulher que descendia de Levi, um dos irmãos de José. Ela teve um menino, e tentou escondê-lo por três meses. Precisamos concordar que esse foi realmente um grande feito, pois em uma época em que os egípcios caçavam bebês meninos dos hebreus, essa mulher arriscou-se muito para preservar em vida o fruto do seu ventre. Foi um ato de fé. Observe que a Palavra de Deus não cita o nome dos pais de Moisés nesse momento, mas cita o de Miriá. Léo G. Cox, comentarista do livro de Êxodo no Comentário Beacon, sugere que Moisés não era o primeiro filho do casal, pois a irmã Miriã tinha idade suficiente para cuidar do irmão (4; Nm 26.59). Além disso, o irmão de Moisés, Arão, era três anos mais velho que ele (6.20; Nm 26.59). Parece que o édito do rei entrou em vigor depois do nascimento de Arão, sendo Moisés o primeiro filho deste casal cuja vida estava em perigo por causa da proclamação do rei.
O certo é que essa mulher colocou seu filho em um cesto de juncos pela fé, e pela fé viu a vida de seu filho ser preservada por Deus. O Senhor não apenas guardou a vida do menino, mas fez com que a mãe de Moisés fosse remunerada para cuidar do próprio filho.COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 11-12.

Êx 6. 20 Joquebede. No hebraico, glorificada por Deus ou Yahweh é a glória. Esse era o nome de uma filha de Levi, irmã de Coate, esposa de Anrão, mãe de Míriã, Arão e Moisés (Êxo. 6.20; Núm. 26.59). Alguns eruditos põem em dúvida o sentido desse nome, que parece ser composto com o nome divino Yahweh (ver no Dicionário). Isso eles alegam porque estão convencidos de que o uso do nome divino, Yahweh, vem da época de Moisés. Há evidências, porém, de que esse nome realmente pré-datava os dias de Moisés, e que era usado entre os povos semitas antigos. Em Êxodo 6.20 está registrado que Joquebede era irmã de Anrão, pelo que era tia de seu próprio marido. Visto que casamentos entre parentes assim chegados foram posteriormente proibidos (Lev. 18.12), várias tentativas têm sido feitas para aliviar a situação de incesto. Mas essas tentativas são inúteis, visto que há provas claras de tais relações de sangue em outros casos. Abraão casou-se com Sara, sua meia-irmã (Gên. 20.12). A Septuaginta faz de Joquebede uma prima de Anrão, mas isso somente reflete uma antiga modificação no texto sagrado. Expus um estudo detalhado sobre as incidências de incesto no Antigo Testamento, na introdução ao décimo oitavo capítulo do livro de Levítico. Os costumes sociais se modificam, e há ensinos bíblicos que têm acompanhado essas mudanças. A revelação é progressiva, e não fixa e estagnada. Coisas que antes não eram consideradas erradas passavam a ser consideradas erradas, acompanhando o progresso da iluminação espiritual, e vice-versa.
Anrão viveu até ao cento e trinta e sete anos. E esse detalhe é mencionado por ter sido ele o pai de Arão e Moisés.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 328.

Êx 6. 20. Anrão se casou com sua tia paterna. Tal casamento seria proibido pela lei mosaica (Lv 18:12,13), logo tal detalhe jamais poderia ter sido inventado mais tarde. Quanto a outras “ transgressões” antigas, compare o casamento de Abraão com sua meia-irmã.Joquebede. Muito já se debateu quanto à possibilidade de a primeira sílaba deste nome conter o nome YHWH ;em sua forma abreviada Yo (como em Josué, por exemplo). Caso isso seja verdade, segue-se o argumento de que o nome YHWH poderia já ser conhecido e usado pela família de Moisés como um título familiar para Deus, antes de ganhar uso mais amplo em todo o Israel. Mesmo se fosse conhecido apenas pelos descendentes de Coate, seria válido pensar que tivesse havido mais de uma única ocorrência. Se a vocalização tradicional é correta, o nome significa “ YHWH é glória” (compare Icabô, “ não há glória” ).
Provavelmente é melhor vocalizar a palavra como yakbid, “ que Ele (o Deus não identificado) glorifique” , que segue um padrão comum entre os nomes israelitas: assim vocalizado, não haveria referência ao nome YHWH. Nomes formados a partir da terceira pessoa do singular são frequentes: cf Jacó e Ismael.
Arão e Moisés. Em todas as genealogias, os dois aparecem como a quarta geração a partir dos patriarcas. Isso pode ser irrelevante. Em árvores genealógicas israelitas é comum a omissão de alguns ramos, quer seja por simetria (como aparentemente é o caso na genealogia de Cristo) ou por outra razão qualquer. Se “ quatro gerações” for tomado literalmente, então a permanência no Egito não deve ter excedido em muito um século, e os “ quatro séculos” de Gênesis 15:13 devem ser vistos como uma aproximação geral, “ quatro gerações” .R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 84.

Os pais de Moisés eram Anrão e Joquebede (Êx 6:20), e, enquanto o texto de Êxodo enfatiza como a mãe teve fé, Hebreus 11:23 elogia tanto o pai quanto a mãe por terem confiado em Deus. Sem dúvida, foi preciso que os dois tivessem fé para ter relações conjugais numa época perigosa em que os bebês hebreus estavam sendo mortos.Moisés tornou-se um grande homem de fé e aprendeu sobre isso primeiramente com seus pais, um casal temente e Deus. Anrão e Joquebede tinham mais dois filhos: Miriã, a mais velha, e Arão, três anos mais velho que Moisés (Êx 7:7).
Desde o princípio, Moisés foi considerado "formoso aos olhos de Deus" (At 7:20; ver Hb 11:23),9 e ficou claro que Deus tinha um propósito especial para ele. Crendo nisso, os pais contrariaram o édito do Faraó e protegeram a vida de seu filho. Não foi nada fácil, uma vez que todos os egípcios haviam se tornado espiões oficiais do Faraó à procura de bebês para serem afogados (Êx 1:22).

Joquebede obedeceu à lei ao pé da letra quando colocou Moisés nas águas do Nilo, mas certamente desafiou as ordens do Faraó na forma como seguiu essa lei. Confiou na providência de Deus e não foi decepcionada. Quando a princesa foi até o Nilo para realizar suas abluções religiosas, viu o cesto, descobriu o bebê e ouviu-o chorar. Seguindo seus instintos maternos, salvou o menino e cuidou dele.Deus usou as lágrimas de um bebê para controlar o coração de uma princesa poderosa.

Usou as palavras de Miriã a fim de providenciar para que o bebê fosse criado por sua mãe e ainda recebesse por isso! A expressão "frágil como um bebê" não se aplica ao reino de Deus, pois quando o Senhor deseja realizar sua obra poderosa, com frequência começa enviando um bebê. Foi o que aconteceu quando ele mandou Isaque, José, Samuel, João Batista e, especialmente, Jesus. Deus pode usar as coisas mais fracas para derrotar os inimigos mais poderosos (1 Co 1:25-29). As lágrimas de um bebê foram as primeiras armas de Deus em sua guerra contra o Egito.WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 235-236.

"E foi-se um varão da casa de Levi e casou com uma filha de Levi. E a mulher concebeu, e teve um filho, e, vendo que ele era formoso, escondeu-o três meses. Não podendo, porém, mais escondê-lo, tomou uma arca de juncos e a betumou com betume e pez; e, pondo nela o menino, a pôs nos juncos à borda do rio. E a irmã do menino postou-se de longe, para saber o que lhe havia de acontecer" (versículos l-4).

Aqui temos uma cena de tocante interesse, qualquer que seja o ponto de vista por que a encaramos. Na realidade, era simplesmente o triunfo da fé sobre as influências da natureza e da morte, deixando lugar para que o Deus da ressurreição agisse na Sua esfera e no caráter que Lhe é próprio. É certo que o poder do inimigo está patente, visto a criança ter de ser colocada em tal posição — em princípio, uma posição de morte. E, além disso, era como se uma espada atravessasse o coração da mãe ao ver o seu filho precioso exposto à morte. Satanás podia agir e a natureza podia chorar; contudo, o Vivificador dos mortos estava detrás daquela nuvem sombria e a fé via-O ali iluminando o cume dessa nuvem com os Seus raios brilhantes e vivificadores. "Pela fé, Moisés, já nascido, foi escondido três meses por seus pais, porque viram que era um menino formoso; e não temeram o mandamento do rei" (Hb 11:23).C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.

4. A Filha de Faraó (Êx 2 5,6).

A filha de Faraó entra em cena na história do povo hebreu. Deus tem um senso de humor interessante: Se o rei do Egito ordenara a morte dos meninos hebreus, Deus graciosamente usaria a filha do Faraó para preservar em vida o menino que seria, anos mais tarde, o libertador dos israelitas. Quase nada é falado acerca dessa mulher, mas o que temos aqui é suficiente para entender que a providência divina pode utilizar pessoas que desconhecemos, e que nem mesmo têm o mesmo temor a Deus que nós, para nos ajudar e fazer prosperar os planos divinos.
A filha de Faraó não apenas se sentiu comovida com a situação daquele menino colocado no cesto de juncos. Ela soube imediatamente que aquele bebê era dos hebreus, e apesar de haver uma ordem para que os egípcios jogassem os bebês do sexo masculino do rio, a filha de Faraó decidiu não obedecer. Ela guardou o menino em vida."Dwight L. Moody comentou sabiamente que 'Moisés passou seus primeiros quarenta anos pensando que era alguém. Os segundos quarenta anos, passou aprendendo que era um ninguém! Os últimos quarenta anos ele os passou descobrindo o que Deus pode fazer com um ninguém'."COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 12-13.

Êx 2.5 A filha de Faraó. Ver as notas sobre Êxo. 1.8 e 2.1 quanto a conjecturas sobre quem seria esse Faraó. Ver também no Dicionário 0 artigo Faraó, em sua terceira seção, quanto aos faraós ligados ao Antigo Testamento. As tradições judaicas fantasiam a história, dizendo que a filha do Faraó era leprosa, mas, ao tirar 0 cesto de dentro da água, ficou curada. A arqueologia desenterrou 0 mural de uma antiga sinagoga em Dura-Europos que retrata a cena deste versículo. As mentes estavam ligadas. A mente da mãe de Moisés; a mente da princesa egípcia; a mente do infante Moisés. As coincidências não ocorrem por acaso. Nada sucede por acidente. Deus estava envolvido em tudo aquilo. “Com frequência não podemos ver nenhum sentido ou razão na maneira como as coisas sucedem a outras pessoas, mas conforme envelhecemos vamos vendo uma espécie de providência na maneira como as coisas têm acontecido conosco mesmos... Somos por de- mais adolescentes, espiritualmente falando, para chegarmos àquela fé que Jesus possuía, mas percebemos que há algo ali que podemos seguir de longe” (J. Edgar Park, in loc.).

As Donzelas Perderam a Oportunidade. Elas estavam por demais preocupadas em obedecer ao decreto do Faraó. Mas a princesa não teve medo, e, por isso, a recompensa foi dela.Josefo chamou essa princesa pelo nome de Thermuthis, adicionando elementos fabulosos à história. Esses elementos tornam-se uma leitura agradável, mas são distantes da realidade. A princesa foi à beira do rio tomar banho, sem dúvida um lugar onde as mulheres estavam acostumadas a fazê-lo. Talvez a mãe de Moisés 0 tenha deixado propositadamente onde as mulheres egípcias costumavam ir, na esperança de que alguma delas usasse de misericórdia. E foi precisamente 0 que aconteceu.

Êx 2.6 O menino chorava. O choro de um infante derrete o coração de qualquer mulher, e também da maioria dos homens. Nada existe tão impotente quanto um infante humano, o qual, por tanto tempo, se mostra tão dependente. A princesa teve compaixão, embora soubesse muito bem que o menino era um hebreu. Mas o amor não faz as distinções que o ódio faz. O choro da criança representava o choro do mundo inteiro que Deus amou, pois os homens, diante de Deus, nada mais são do que infantes impotentes. Alguns homens, por meio de sua teologia, fazem esses “infantes” ser odiados e destruídos, em vez de ser tirados das águas perigosas. Mas o amor de Deus é suficiente para todos (João 3.16), e houve provi- são para todos (I João 2.2; I Ped. 4.6). Assim como a princesa estendeu a mão e salvou o bebê, assim também o longo braço da provisão divina realmente acode a todos os homens, e não apenas potencialmente. Não bastava que, potencialmente, a princesa pudesse tirar Moisés das águas. Foi mister tirar Moisés das águas, ou nada mais teria sentido. A providência de Deus mostra-se claramente evidente na natureza e em todos os aspectos da vida humana. Portanto, permitamos que flua o amor de Deus.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 308-309.

"E a filha de Faraó desceu a lavar-se no rio, e as suas donzelas passeavam pela borda do rio; e ela viu a arca no meio dos juncos e enviou a sua criada, e a tomou. E, abrindo-a, viu o menino, e eis que o menino chorava; e moveu-se de compaixão dele e disse: Dos meninos dos hebreus é este" (versículo 5-6). Aqui, pois, começa a soar a resposta divina em doce murmúrio aos ouvidos da fé. Deus intervinha em tudo isto. O racionalismo, o cepticismo, a infidelidade, e o ateísmo, podem rir-se desta ideia. E a fé também; mas são risos diferentes. Os primeiros riem com desprezo da ideia da intervenção divina num banal passeio duma princesa real pela margem do rio. A segunda ri de cordial contentamento ao pensar que Deus está em tudo. E, de fato, se alguma vez Deus interveio em qualquer coisa foi neste passeio da filha do Faraó, embora ela o não soubesse.

Uma das mais ditosas ocupações da alma regenerada é seguir as pegadas divinas em circunstâncias e acontecimentos que a mente irrefletida atribui ao acaso ou à fatalidade. Por vezes a coisa mais banal pode ser um importantíssimo elo numa cadeia de acontecimentos de que Deus Se está servindo para levar avante os Seus grandiosos desígnios. Vejamos, por exemplo, Ester 6:1; que encontramos? Um monarca pagão que passa uma noite inquieta.Nada há de extraordinário nisso, podemos supor; e no entanto, esta circunstância constitui um elo numa grande cadeia de acontecimentos providenciais, ao fim da qual surge a maravilhosa libertação dos descendentes oprimidos de Israel.

Assim sucedeu com a filha do Faraó e o seu passeio pela margem do rio. Mas ela não pensava que estava ajudando os intentos do "Senhor Deus dos hebreus"! Mal ela sabia que o bebé que chorava na arca de juncos viria ainda a ser o instrumento do Senhor para abalar a terra do Egito até aos seus alicerces! E contudo era assim. O Senhor pode fazer com que a cólera do homem redunde em Seu louvor (SI 76:10) e restringir o restante dessa cólera. Como a verdade deste fato transparece claramente nas palavras que se seguem!"Então, disse sua irmã à filha de Faraó: Irei eu a chamar uma ama das hebreias, que crie este menino para ti! e a filha de Faraó disse-lhe: Vai. E foi-se a moça e chamou a mãe do menino. Então, lhe disse a filha de Faraó: Leva este menino e cria-mo; eu te darei teu salário. E a mulher tomou o menino e criou-o. 

E, sendo o menino já grande, ela o trouxe à filha de Faraó, a qual o adotou; e chamou o seu nome Moisés e disse: Porque das águas o tenho tirado" versículos (7a 10).

A fé da mãe de Moisés encontra aqui a sua inteira recompensa; Satanás fica embaraçado e a sabedoria maravilhosa de Deus é revelada. Quem poderia supor que aquele que havia dito às parteiras das hebreias "se for filho, matai-o", acrescentando, "a todos os filhos que nascerem lançareis no rio", havia de ter na sua própria corte um desses próprios filhos? O diabo foi vencido com as suas próprias armas, porque Faraó, de quem queria servir-se para frustrar os propósitos de Deus, foi usado por Deus para alimentar e educar esse Moisés, que havia de ser o Seu instrumento para confundir o poder de Satanás. Providência notável! Maravilhosa sabedoria! Certamente, "até isto procede do Senhor" (Is 28:29). Possamos nós confiar n'Ele com mais simplicidade, e então a nossa carreira será mais brilhante e o nosso testemunho mais eficaz.C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.

Êx 2. 5. A filha de Faraó. O livro Apócrifo de Jubileus (47:5) a chama de Tarmute; o comentário de Hyatt (p. 64) menciona “ Merris” e “ Bitia” como outros nomes que lhe são atribuídos. É difícil descobrir uma razão por que tais nomes seriam inventados, de modo que é bem possível que tenhamos aqui um fragmento de uma tradição extra-bíblica digna de confiança. Compare o caso de Janes e Jambres, os nomes dos mágicos que se opuseram a Moisés (2 Tm 3:8). Se o Faraó em questão foi realmente Ramessés II, ele tinha perto de sessenta filhas. Ele também possuía vários ‘ ‘chalés de caça’ ’ espalhados pela área do delta, onde havia uma abundância de patos e outros tipos de caça, assim, não há necessidade de presumirmos que os pais de Moisés viviam perto da capital, Zoã.

Êx 2. 6. Teve compaixão dele. Mãe alguma no oriente seria capaz de abandonar um menino robusto como aquele. Podemos suspeitar que uma menina não teria tido sorte tão favorável, mas elas não estavam sujeitas à pena de morte decretada por Faraó. Em tudo isso, a providência divina estava em ação.R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 56.

A graça de Deus está revelada na compaixão mostrada pela filha de Faraó (6). Mesmo quando os homens maus fazem o pior que podem, Deus, por seu gracioso poder, coloca boa vontade e amor tenro no coração das pessoas que estão perto do tirano. Mal sabia o rei ímpio que Deus estava executando seu plano secretamente, mesmo quando parecia que o monarca mundano estava tendo sucesso. Também é interessante notar que, para criar o próprio filho, a mãe hebreia foi paga com parte do dinheiro de Faraó (9). Este é outro exemplo de que a ira do homem é posta para louvar a Deus.Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 144.III - O ZELO PRECIPITADO DE MOISÉS E SUA FUGA (ÊX 2.11 22)

1. Moisés é levado ao palácio (Êx 2.10).

Êx 2.10 Adoção de Moisés pela Princesa. Com a passagem do tempo, averiguou-se que Moisés não era um menino ordinário. Veio a ter duas mães: sua mãe natural, que foi quem 0 criou, e sua mãe adotiva, a princesa egípcia, que o adotou oficialmente como seu próprio filho. É lindo quando uma criança tem duas mães, pois há tantas crianças que não têm ao menos uma. O trecho de Atos 7.22 conta que Moisés foi educado nas escolas do Egito, tendo absorvido toda a sabedoria dos egípcios. Filo nos dá uma informação similar. Moisés recebeu uma educação de primeira classe como parte de sua preparação para a missão que lhe competi- ria realizar. Finalmente, depois de quarenta anos, Moisés repudiou a sua herança egípcia, porquanto, em sua vida, já havia ultrapassado aquele estágio preparatório (Heb. 11.24,25). Mas durante os primeiros quarenta anos, tal educação lhe era necessária, tendo-lhe sido útil para o resto de seus dias, embora ele não quisesse viver como egípcio.
Filo dizia que a princesa egípcia era uma mulher casada, mas sem filhos, e que corrigiu essa falha da natureza ao adotar a Moisés (De Vita Mosis, c. 1 par. 604 e 605). Artafanos ajunta a isso que o marido da princesa era homem revestido de grande autoridade no Egito, que governava o Egito na região que ficava ao norte de Mênfis (Apud Euseb. Praepar. Evan. 1.9 c. 27, par. 432).
Sendo o menino já grande. Sem dúvida depois de desmamado. O menino cresceu de forma extraordinária, física e espiritualmente. Josefo via nessas palavras algo de extraordinário [Antiq. Jud. ii.9 par. 6). Moisés era um vaso escolhido para uma elevada missão; e desde  começo deu sinais disso.Esta lhe chamou Moisés. Mui provavelmente, esse nome vem do egípcio Mes, que significa “filho” ou “criança". A forma hebraica desse nome, com som semelhante, Mosheh, quer dizer “tirado”, uma referência ao modo como foi tirado do Nilo, talvez também prevendo a “retirada" para fora do Egito, quando o êxodo tivesse lugar.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 309. (estudaalicao.blogspot.com).
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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