terça-feira, 30 de maio de 2017

Estudo de livro Exôdo (9) מחקר שמות



                                               CONTINUAÇÃO
                            
 As ações prematuras de Moisés (2.11-15). As injustiças que os israelitas sofriam deram a Moisés um senso de missão. Quando tinha idade para agir por conta própria, examinou pessoalmente a carga que seus irmãos suportavam. Quando viu que um varão egípcio feria a um varão hebreu (11), seu desejo de ajudar o povo veio à tona.Percebeu que tinha razão em punir o malfeitor, ainda que soubesse que tal ação seria perigosa. Feriu ao egípcio (12), matando-o, depois de se certificar de que ninguém estava olhando. Moisés não tinha autoridade do Egito para corrigir estes males, e Deus ainda não o comissionara. Agindo por conta própria, entrou em dificuldades.
No dia seguinte, quando tentou resolver uma diferença entre dois hebreus, Moisés ficou sabendo que o assassinato do egípcio fora descoberto (14). Também ficou sabendo que havia injustiça entre seus irmãos. O povo que não apoiava o homem que queria ajudá-lo ainda não estava preparado para ter um libertador. E um autodesignado maioral (ou “príncipe”, ARA) e juiz também não estava preparado para ser o libertador. Moisés teve de esperar o tempo de Deus para receber mais instruções de uma Autoridade superior. O rei logo tomou conhecimento do que Moisés fizera, mas antes de Faraó agir, Moisés fugiu para a terra de Midiã 15 onde quarenta anos depois (At 7.30) seria comissionado.
c) Moisés em Midiã (2.16-25). Os midianitas eram descendentes de Quetura e Abraão (Gn 25.1-4). Habitavam pelas redondezas do monte Sinai, na península do Sinai a leste do Egito, do outro lado do mar Vermelho. Esta montanha também era conhecida por “Horebe” (3.1).13 O sacerdote de Midiã (16) chamava-se Reuel (18), que significa “amigo de Deus”.14 Em outros pontos do texto, é conhecido por Jetro (e.g., 3.1; 4.12). Tinha sete filhas que apascentavam as ovelhas do pai, mas que passavam maus momentos com os pastores que maltratavam as moças. Moisés, sempre pronto a ajudar os desvalidos, levantou-se para socorrê-las. O texto não fala como conseguiu lidar sozinho com o grupo de pastores, mas conseguiu mantê-los afastados enquanto as moças davam de beber ao rebanho (17). 
Em consequência desta bondade, Moisés achou uma casa e uma esposa (21). Aqui se tornou pai do primeiro filho em terra estranha (22). O nome Gérson “não sugere apenas ‘estranho’, mas indica exílio, banimento”. Durante o tempo da permanência de Moisés em Midiã, o povo oprimido no Egito sentiu mais intensamente o peso esmagador da escravidão (23). Os líderes do Egito tinham recorrido à servidão cruel para manter os hebreus em sujeição, descontinuando a política de matar os recém-nascidos do sexo masculino.
Mas Deus estava cuidando dos seus. Ele ouviu o gemido do povo e se lembrou do concerto (24). Deus adiou a libertação de Israel até que Moisés e Israel estivessem prontos. Moisés precisava das disciplinas do deserto, e o desejo de Israel por liberdade precisava aumentar. A escravidão continuada no Egito uniu o povo de Israel no desejo por liberdade e na fé de que só Deus podia livrá-lo. Deus ouve os clamores do seu povo, mas espera até “a plenitude do tempo” para dar a vitória. Conheceu-os Deus (25) significa “Deus se preocupava com eles” (VBB).
Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 144-145.
Fracasso (w. 11-14)
. Apesar de algumas pessoas se confundirem com a etnia de Moisés (v. 19), ele sabia que era hebreu, não egípcio, e não podia evitar identificar-se com o sofrimento de seu povo. Certo dia, tomou a corajosa decisão de ajudá-los, mesmo que isso significasse perder sua posição de nobre como filho adotivo da princesa (Hb 11:24-26). Os prazeres e tesouros do Egito desvaneceram quando ele se viu ajudando a libertar o povo escolhido de Deus.

É possível que o oficial egípcio não estivesse apenas disciplinando o escravo hebreu, mas espancando-o com a intenção de mata-lo, pois é isso que pode significar a palavra hebraica usada nesse caso. Assim, quando Moisés interferiu, provavelmente estava salvando a vida de um homem. E se o egípcio voltou-se contra Moisés, o que deve ter acontecido, então Moisés também estava defendendo a própria vida.
Contudo, se o plano de Moisés era libertar os hebreus matando os egípcios um por um, estava prestes a ter uma surpresa. No dia seguinte, descobriu que os egípcios eram apenas parte do problema, pois os hebreus não conseguiam nem chegar a um entendimento entre si! Quando tentou reconciliar os dois hebreus, eles rejeitaram sua ajuda! Além disso, Moisés também ficou sabendo que seu segredo havia sido revelado e que o Faraó estava atrás dele para matá-lo. A única coisa que lhe restava fazer era fugir.

Esses dois episódios revelam Moisés como um homem compassivo e de motivações sinceras, mas ao mesmo tempo impetuoso em suas atitudes. Sabendo disso, é de se admirar que, mais tarde, ele tenha sido considerado "mais [manso] do que todos os homens que havia sobre a terra" (Nm 12:3).

Moisés deve ter ficado desolado com sua tentativa fracassada de ajudar a libertar os hebreus. Por isso, Deus o levou a Midiã e fez dele um pastor de ovelhas durante quarenta anos. Ele precisava aprender que o livramento viria das mãos de Deus e não das mãos de Moisés (At 7:25; Êx 13:3).
Solidão e serviço humilde (w. 15-25). Moisés tornou-se um fugitivo e escondeu-se na terra dos midianitas, parentes dos hebreus (Gn 25:2). Agindo de acordo com sua natureza corajosa, ajudou as filhas de Reuel, o sacerdote de Midiã (Êx 2:18). Com isso, recebeu a hospitalidade daquele lar, casou-se com Zípora, uma das filhas de Reuel, e esta lhe deu um filho.11 Posteriormente, Zípora teve outro filho ao qual deu o nome de Eliezer (Êx 18:1-4; 1 Cr 23:15). Reuel ("amigo de Deus") também era conhecido como Jetro (Êx 3:1; 18:12, 27), mas é possível que Jetro ("excelência") fosse seu título como sacerdote e não seu nome.12 O homem "poderoso em palavras e obras" encontrava-se, agora, em pastos solitários cuidando de ovelhas obstinadas, mas era justamente esse tipo de preparo que precisava para liderar uma nação de pessoas obstinadas. Israel era o rebanho especial de Deus (Sl 100:3), e Moisés, o pastor escolhido pelo Senhor. 
Assim como nos treze anos que José viveu como escravo no Egito e como o intervalo de três anos na vida de Paulo, depois de sua conversão (Gl 1:16, 1 7), os quarenta anos de espera e de trabalho de Moisés preparam-no para toda uma vida de ministério fiel. Deus não envia seus servos imediatamente, mas capacita-os para sua obra.
Quando há demora, não se trata de desinteresse de Deus, pois ele ouve nossos gemidos, vê nossas lutas, sente nossas tristezas e lembra-se de sua aliança. Cumprirá o que prometeu, pois jamais quebra sua aliança com seu povo. Quando chega a hora certa, Deus põe-se imediatamente a trabalhar.WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 236-237.

"E aconteceu naqueles dias que, sendo Moisés já grande, saiu a seus irmãos e atentou nas suas cargas; e viu que um varão egípcio feria a um varão hebreu, de seus irmãos. E olhou a uma e a outra banda, e, vendo que ninguém ali havia, feriu ao egípcio e escondeu-o na areia" versículos (11-12). Moisés mostra aqui zelo por seus irmãos "mas não com entendimento" (Rm 10:2). Ainda não chegara o tempo determinado por Deus para julgar o Egito e libertar Israel, e o servo inteligente deve aguardar sempre o tempo de Deus. Moisés era "já grande" e "instruído em toda a ciência dos egípcios"; e, além disso, "cuidava que seus irmãos entenderiam que Deus lhes havia de dar liberdade pela sua mão" (At 7:25). Tudo isto era verdade, todavia, ele correu, evidentemente, antes de tempo, e quando alguém procede assim o resultado é o fracasso (1).
E não só o fracasso como também manifesta incerteza, falta de serena devoção e santa independência no progresso de um trabalho começado antes do tempo determinado por Deus. Moisés olhou a uma c outra banda." Não há necessidade disto quando se age com e para Deus e na plena compreensão dos Seus pensamentos quanto aos pormenores da Sua obra. Se o tempo determinado por Deus tivesse realmente chegado, e se Moisés sentisse que havia sido incumbido de executar a sentença de Deus sobre o egípcio, se sentisse ainda a presença divina consigo, não teria olhado "a uma e outra banda."

A Morte do Egípcio, um Ato Impensado e Prematuro

Este ato de Moisés encerra uma lição profundamente prática para todos os servos de Deus. Duas circunstâncias se ligam com ela, a saber: o receio da ira do homem e a esperança do favor humano. O servo do Deus vivo não deve atentar numa nem outra. Que importa a ira ou o favoritismo dum pobre mortal àquele que está investido da incumbência divina e que goza da presença de Deus?-Para um tal servo estas coisas têm menos importância que o pó dos pratos duma balança. "Não o mandei eu!- Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares" (Js 1:9). "Tu, pois, cinge os teus lombos, e levanta-te, e dize-lhes tudo quanto eu te mandar-, não desanimes diante deles, porque eu farei com que não temas na sua presença. Porque eis que te ponho hoje por cidade forte, e por coluna de ferro, e por muros de bronze, contra toda a terra; e contra os reis de Judá, e contra os seus príncipes, e contra os seus sacerdotes, e contra o povo da terra. E pelejarão contra ti, mas não prevalecerão contra ti; porque eu sou contigo, diz o SENHOR, para te livrar" (Jr 1:17-19).

Colocado assim sobre este terreno elevado, o servo de Cristo não olha a uma e outra banda, mas atua de acordo com o conselho da sabedoria celestial: "Os teus olhos olhem direitos e as tuas pálpebras olhem diretamente diante de ti" (Pv 4:25). A sabedoria divina faz-nos sempre olhar para cima e para a frente. Sempre que olhamos em redor para evitar o olhar desdenhoso de um mortal ou para merecer o seu sorriso, podemos estar certos que há qualquer coisa que está mal; estamos fora do terreno próprio de serviço divino. Falta-nos a certeza de termos a incumbência divina e de sentirmos a presença do Senhor, ambas as coisas tão essenciais.
É verdade que há muitos que, por ignorância profunda ou excessiva confiança em si próprios, entram para uma esfera de serviço para a qual Deus nunca os destinou e para a qual, portanto, os não preparou. E não só o fazem como aparentam uma frieza de ânimo e uma confiança em si próprios perfeitamente espantosas para aqueles que podem formar um conceito imparcial dos seus dons e dos seus méritos. Contudo essas aparências depressa cedem à realidade, e não podem modificar em nada o princípio que nada pode impedir realmente o homem de olhar "a uma e outra banda" senão a convicção íntima de ter recebido uma missão de Deus e de desfrutar a Sua presença. Quando possuímos estas coisas somos inteiramente livres das influências humanas e estamos independentes dos homens. Ninguém está em tão boas condições de servir os homens como aquele que é independente deles; contudo, aquele que conhece o seu verdadeiro lugar pode baixar-se e lavar os pés dos seus irmãos. Quando desviamos o olhar do homem e o fixamos sobre o único Servo verdadeiro e perfeito, não o encontramos "olhando a uma e outra banda", pelo simples motivo que nunca procurou agradar aos homens mas a Deus. Não temia a ira do homem nem cortejava o seu favor. 
Os Seus lábios nunca se abriram para provocar os aplausos dos homens, nem jamais os fechou para evitar as suas críticas. Por isso, o que dizia e fazia tinha uma santa estabilidade e elevação. Jesus é o único de quem se pôde dizer com verdade, "cujas folhas não caem e tudo quando fizer prosperará" (Sl 1:3). Em tudo que fazia prosperava, porque fazia todas as coisas para Deus. Cada ação, cada palavra, cada movimento, cada olhar, cada pensamento era como um belo cacho de frutos enviados ao alto para refrescar o coração de Deus. Jamais receou pelos resultados da Sua obra, porquanto sempre trabalhou com e para Deus na compreensão plena da sua vontade. A Sua própria vontade, posto que fosse divinamente perfeita, nunca se confundiu com o que, como homem, fazia sobre a terra, e assim podia dizer: "Porque eu desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou" (Jo 6:38). Por isso, deu "o seu fruto na estação própria" (Sl 1:3), e fez sempre o que agradava ao Pai (Jo 8:29), e, portanto, nada teve que temer, nem necessidade de arrependimento nem de "olhar a uma e a outra banda".C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.(estudaalicao.blogspot.com).

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