quarta-feira, 31 de maio de 2017

Estudo livro de Exôdo (32) מחקר שמות

                       ESTUDO E COMENTARIO LIVRO DO EXÔDO 
                                     ADORAÇÃO NO DESERTO



   Eis a grande lição desses últimos capítulos do livro de Exodo.

A seguir, vejamos e analisemos as orientações divinas dadas a Moisés para uma verdadeira adoração a Ele, e notemos como elas refletem verdades neotestamentárias sobre a verdadeira adoração. Afinal, a adoração a Deus no Antigo Testamento pode se diferenciar externamente da adoração no Novo Testamento — além, claro, do fato de contarmos hoje com um acesso maior a Deus por meio do sacrifício perfeito e definitivo de Cristo —, mas os princípios que subjazem na adoração a Deus no Antigo Testamento são os mesmos no Novo Testamento.
Como afirma o escritor da Epístola aos Hebreus, tudo que envolvia o ritual de adoração a Deus no Antigo Testamento era “sombra” das verdades celestiais evidenciadas no Novo Testamento por meio de Cristo (Hb 8.5). Ou, como bem resume a Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal ao comentar essa passagem de Hebreus, “o padrão para o Tabernáculo construído por Moisés foi dado por Deus. Era um padrão da realidade espiritual do sacrifício de Cristo e, deste modo, antecipava a realidade futura. [...] O Tabernáculo terrestre era uma expressão dos princípios eternos e teológicos”.

Aprendamos, portanto, um pouco mais sobre a verdadeira adoração com os princípios eternos subjacentes nas instruções divinas para a construção do Tabernáculo.

"E Habitarei no Meio Deles"

Depois da entrega da Lei, encontramos, bem no início do capítulo 25, as primeiras instruções de Deus a Moisés para a construção do Tabernáculo. O homem de Deus estava já há algum tempo na presença divina no alto do monte, quando o Senhor começa a transmitir-lhe o projeto de um santuário a ser erguido entre o povo e o propósito de sua construção: “... e habitarei no meio deles” (Ex 25.8).

“Habitarei no meio deles.” Até aquele momento, Deus já havia se manifestado várias vezes em favor de Israel, mas não fora visto ainda “no meio deles”. Quando Deus falava a Moisés no monte, o povo assistia a distância, impactado pela visão dos raios projetados lá de cima. Agora, porém, Deus está dizendo que a sua presença, que os assistira até ali, estaria permanentemente no meio do arraial, representada por e habitando um santuário erguido sob sua orientação.
Enfim, Deus queria que o povo tivesse um relacionamento mais íntimo com Ele, e hoje não é diferente: Ele deseja o mesmo conosco por meio do seu Santo Espírito, que, como asseverou Jesus, habita em nós desde o dia em que entregamos nossa vida a Cristo: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre, o Espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco e estará em vós” (Jo 14.16,17 — grifo meu).COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 88-91.

História
Estritamente falando, houve três tabernáculos históricos, cada qual tomando o lugar de seu predecessor, na maioria dos aspectos.

1. Um tabernáculo provisional foi erigido após o incidente do louvor ao bezerro de ouro. Essa "barraca de reunião" não tinha nenhum ritual e nenhum sacerdócio, mas era tratada como um oráculo (Êxo. 33.7). Moisés, é claro, estava encarregado de todos os procedimentos.
2. O tabernáculo sinaítico, cuja construção e equipamento foram instruídos por Yahweh.

3. O tabernáculo provisional de Davi, erigido em Jerusalém como o predecessor do Templo de Salomão (II Sam. 6.12). O antigo tabernáculo (sinaítico) permaneceu em Gibeão com o altar insolente, e sacrifícios continuaram sendo feitos ali (I Cro. 16.39; II Cro. 1.3).

O tabernáculo de Moisés passou os seguintes processos históricos:

1. Depois do incidente do bezerro de ouro, devido à intercessão de Moisés, outra cópia da lei foi fornecida, o pacto foi renovado e foram coletados materiais para a construção do tabernáculo (Êxo. 36. 5,6). O povo colaborou com grande generosidade, até o ponto de excesso.
2. O tabernáculo foi terminado em um curto período de tempo, no primeiro dia de nisã, do segundo ano após o Êxodo. O ritual complexo foi iniciado (Exo. 40.2).
3. O tabernáculo provisional estava fora do campo, mas se tomou o centro com as várias tribos estacionadas em uma ordem específica estendendo-se para fora (Núm. Capo 2). Uma observação histórica curiosa, em tempos modernos, é o fato de que Salt Lake City, em Utah, EUA, o Sião norte-americano, quartel-general da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, tem todas suas ruas chamadas por nomes e numeradas em relação à posição da Praça do Templo, onde estão localizados o tabernáculo e o templo. Assim, a cidade toda está centralizada ao redor dessa praça, a partir da qual qualquer endereço pode ser determinado, e qualquer distância pode ser calculada usando essa referência. Um exemplo: 668 Oeste Segundo Norte significa cerca de sete quadras ao oeste e duas quadras ao norte da Praça do Templo.
4. O tabernáculo continuou em Silo durante o período dos juízes. Na época de Eli, o sumo sacerdote (I Sam. 4.4), a arca foi removida desse local e o próprio tabernáculo foi destruído pelos filisteus. A época era cerca de 1050 a.c.
5. Quando Samuel era um juiz, os cultos de louvor central foram movidos a Mispa (I Sam. 7.6) e então a outros lugares (l Sam. 9.12; 10.3; 20.6).
6. Nos primeiros anos de Davi, o pão da proposição era mantido em Nobe, o que implica que pelo menos parte dos móveis do tabernáculo de Moisés era mantida ali (I Sam. 21.1-6). O lugar alto em Gibeão reteve o altar de ofertas queimadas e talvez alguns outros remanescentes do tabernáculo de Moisés (I Cro. 16.39; 21.39).
7. Depois de capturar Jerusalém e tomar essa cidade sua capital, Davi levou a arca da aliança àquele lugar e montou um tabernáculo provisional, no aguardo da construção do templo por seu filho Salomão. Isto foi feito no monte Sião (l Crõ. 15.1; 61.1; II Sam. 6.17). Esse local também era chamado de "Cidade de Davi", pois esse rei a tomou sua capital. A época era em tomo de 1000 a C.
8. Quando o templo foi construído, os móveis do antigo tabernáculo que restavam foram ali colocados, e o local sagrado e o local mais sagrado foram incorporados na estrutura do prédio novo. Assim, o tabernáculo tomou-se o centro do templo. Ver o verbete Templo de Jerusalém.
CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 308-309.

Deus cria um plano (Êx 25:9, 40; 26:30)

Sempre que Deus realiza uma obra, tem um plano, seja a construção do tabernáculo, do templo (1 Cr 28:11, 12, 18, 19), de uma igreja local (Fp 2:12, 13), da vida cristã ou do ministério de indivíduos (Ef. 2:10). Deus advertiu Moisés para que fizesse tudo de acordo com os planos revelados a ele no monte (Êx 25:40; Hb 8:5).
O tabernáculo na Terra era uma réplica do tabernáculo celestial, onde nosso Senhor encontra-se agora ministrando a seu povo e para ele (Hb 8:1-5; 9:1). O Livro de Apocalipse menciona um altar de bronze (6:9-11), um altar de incenso (8:3-5), um trono (4:2), anciãos/sacerdotes (vv. 4, 5), lâmpadas (v. 5), um "mar" (v. 6) e querubins (vv. 6, 7), sendo que todas essas coisas encontram paralelos nos principais móveis e utensílios do tabernáculo aqui na Terra. Um princípio básico do ministério é que devemos seguir o plano que recebemos do céu e não o deste mundo (Rm 12:2).WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 304.

I - AS INSTRUÇÕES PARA A CONSTRUÇÃO DO TABERNÁCULO
1. O propósito divino.

Os capítulos 25 a 31 apresentam as diretrizes para a construção do Tabernáculo, e os capítulos 35 a 40, a execução dessas diretrizes. Alguns pontos chamam a atenção nessas instruções divinas.COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 91.O tabernáculo (no hebraico, Mishkan), "local de moradia", é local onde Yahweh torna conhecida Sua presença, por assim dizer, seu "lar longe de seu lar", onde ele trata com Seu povo e faz conhecido Seu desejo. Ver Exo. 25.8. O tabernáculo era uma tenda portátil que os israelitas carregaram nos 40 anos de vagueações no deserto e durante seus anos na Terra Prometida até que Salomão construiu o Primeiro Templo. A época era por volta de 1450 a 950 a.C., o que significa que o tabernáculo teve uma "carreira" de cerca de 500 anos! O livro de Êxodo representa Yahweh como dando a Moisés todas as ordens necessárias para a construção e os cultos do Tabernáculo, incluindo suas medições e especificações (Êxo. caps. 2527) e um diminuto relato de sua execução (Êxo. 36.8- 38.1). Os críticos atribuem todo esse material à fonte P (de sacerdote) do Pentateuco e pensam que sua composição ocorreu muito depois da época em que Moisés esteve vivo. Ver sobre J.E.D.P.(S.) na Enciclopédia de Bíblia. Teologia e Filosofia. Ver os comentários sobre as visão dos críticos na seção VIII deste artigo. O relato no Êxodo informa-nos que, após a entrega da Lei no Sinai, Yahweh ordenou que artesãos especiais construíssem a tenda e seus móveis de materiais doados pelo povo (Exo, 31.11; 35.36.7). O local onde Yahweh manifestou Sua presença também era chamado de "Tenda da Reunião" (Êxo, 29.42-45).

Propósitos do Tabernáculo. O principal propósito desta estrutura é explicado em Êxo, 25.8, 21,22: " ... para que eu (Yahweh) possa habitar no meio deles"; "... dentro dela porás o Testemunho..."; " ... ali virei a ti ... falarei contigo acerca de tudo o que eu te ordenar para os filhos de Israel".
O tabernáculo, como o templo posterior, tinha o objetivo de centralizar o louvor de Israel, evitando que muitos "oráculos" lá fora, que poderiam corromper os cultos a Yahweh ou permitir alguma espécie de sincretismo, se misturassem com influências pagãs. Altares isolados (ver Gên. 12.7, 8) onde render sua autoridade àquela investida no tabernáculo. Isto não aconteceu de uma forma absoluta.CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 308.
25:1—40: 38 Deus no meio de seu povo O último versículo do livro de Êxodo é a chave para a seção final: “De dia, a nuvem do Senhor repousava sobre o tabemáculo, e, à vista de toda a casa de Israel, em todas as suas jornadas” (40:38). Este versículo é importante, pois a última parte do livro trata do lugar da habitação de Deus, o tabemáculo (25:1— 31:18); de como Israel quebrou a aliança e Deus ameaçou se retirar do meio deles (32:1—34:35); e. por fim, da presença permanente de Deus no meio de seu povo ao longo de toda a jornada até a terra prometida. O tabemáculo, o lugar da habitação de Deus é, agora, o local onde ele se manifesta (35:1—40: 38).
25:1—31: 18 O planejamento do tabemáculo Deus dá ordens para a construção de um lugar de adoração. Uma vez que o povo estava viajando pelo deserto a caminho da terra prometida, esse lugar de adoração deveria ser desmontável e móvel como o restante do acampamento israelita.
Os vários nomes usados na Bíblia para esse lugar de adoração nos ajudam a entender seu papel no meio do povo. Ele é chamado de santuário (25:8a), ou seja, um lugar sagrado e um centro visível de adoração. Também recebe o nome de tabemáculo (25:9; 26:1), uma palavra que significa “tenda” em latim e descreve a aparência desse santuário. Mas, no hebraico, o significado mais exato do termo traduzido como “tabemáculo” é o verbo “habitar”, lembrando que o santuário simboliza a habitação de Deus no meio do povo (25:8ô). Essa tenda (26:7,11-14,36) seria o local onde Deus se encontraria com seus adoradores ali reunidos. Daí o nome tenda da congregação (27:21). Por fim, também é chamado de tabemáculo do Testemunho (38:21), pois as tábuas da lei guardadas nesse local eram conhecidas como tábuas do Testemunho (31:18).
Moisés recebe instruções detalhadas para a construção do tabemáculo e seus utensílios. Combinando as informações encontradas nos capítulos 25—28, 30 e 35— 40, podemos deduzir que o tabemáculo era dividido em duas partes:

• Um átrio externo (27:9-17; 38:9-20) medindo 100% e cinquenta côvados (45 x 22,5 metros). Essa área cercada indicava a exclusão dos gentios do tabemáculo.
Era aberta apenas para israelitas e para aqueles que haviam se identificado com o povo de Deus pela circuncisão.
Nesse átrio ficava a bacia de bronze (30: 17-21; 38:8) e o altar revestido de bronze para os holocaustos (27:1-8; 38:1-7).
• O tabemáculo propriamente dito (26:1-37; 36:8-38) medindo trinta côvados de comprimento, dez côvados de largura e dez côvados de altura (13,5 x 4,5 x 4,5 m).
Essas medidas não são especificadas claramente, mas podem ser deduzidas dos detalhes fornecidos em 26:15-23. (Vinte tábuas, cada uma com um côvado e meio de largura, num total de trinta côvados. Cada tábua tinha dez côvados de comprimento.) o tabemáculo em si era dividido em dois cômodos: o Santo Lugar medindo vinte côvados por dez (9 x 4,5 m) e o Santo dos Santos, medindo dez côvados por dez (4,5 x 4,5 m).
No Santo Lugar ficavam três objetos revestidos de ouro: a mesa dos pães da proposição (25:23-30; 37:10-16), um candelabro com sete hastes (25:31-40; 37:17-24) e o altar de incenso (30:1-10; 37:25-29). Estes três objetos são associados a conceitos do NT. Jesus se refere a si mesmo como pão da vida (Jo 6:32,35) e luz do mundo (Jo 8:12). E a oração (representada pelo incenso) deve ser o modo de vida do cristão (lTs 5:17).
O Santo dos Santos abrigava a arca da aliança que simbolizava a presença de Deus (25: 10-22; 37:1-9) e continha as duas tábuas da lei. Diante da arca, ficava um pote de maná e o bordão de Arão que havia florescido (cf. Ex 16:33; Nm 17:10; tb. Hb 9:4). O maná e o bordão de Arão eram uma lembrança de como Deus havia conduzido os israelitas e provido suas necessidades. Esses objetos serão descritos em detalhes mais adiante.
Abel Ndjerareou. Comentário Bíblico Africano. Êxodo. Editora Mundo Cristão. pag.121-122.

2. As ofertas.

O primeiro deles é que esse santuário, onde Deus estaria habitando no meio do seu povo, deveria ser construído com ofertas espontâneas (Êx 25-2). As ofertas deveriam ser voluntárias. Essa mesma orientação é vista em outras passagens bíblicas relativas a ofertas alçadas (1 Cr 29.17; 2 Co 9.7). Isso nos ensina que o princípio basilar para encetar qualquer relação mais íntima do homem com Deus é a disposição sincera do coração. Não se pode construir um relacionamento com Deus sem esse item inicial. Ele vem antes de qualquer “tijolo” a ser colocado e permanece durante todo o processo, porque, como bem disse Davi, ainda que tenhamos um templo belo e o sacrifício que levemos ao altar seja perfeito, se não há, antes de tudo, esse coração aberto, sensível e voltado para Deus, não adianta nada: “Os sacrifícios para Deus são o espírito quebrantado; a um coração quebrantado e contrito não desprezarás, ó Deus” (SI 51.17).COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 91.

Êx 25.2 Que me tragam oferta, Várias oferendas faziam-se necessárias. A edificação da primeira congregação da tradição judaico-cristã exigiu generosas oferendas por parte do povo, porque o deserto não dispunha de recursos próprios para tal edificação. Grande parte derivar-se-ia das coisas que os egípcios tinham dado aos israelitas, mediante uma generosidade forçada. Ver Êxo. 3.22; 11.2. Além disso, cumpre-nos lembrar que os israelitas haviam amealhado muitas riquezas por si mesmos, no Egito, apesar da opressão a que tinham sido sujeitados. Moisés, pois, exortou 0 povo de Israel a sacrificar parte dessas riquezas em favor da ereção do santuário portátil, o tabernáculo.
As ofertas seriam voluntárias, inspiradas pela generosidade espiritual. Ver Êxo. 35.29. A gratidão inspira o homem à generosidade. Fazer parte de algo maior do que o próprio indivíduo abre o seu coração para a generosidade. Posteriormente, quando o templo foi renovado (I Reis 12.4,5), ofertas voluntárias novamente acudiram à necessidade. Deus ama a quem dá com alegria (II Cor. 9.7).

“A ereção de santuários é uma das melhores ocasiões para os homens mostrarem sua gratidão a Deus, dando-Lhe algo que lhe pertence, abundante e liberalmente” (Ellicott, in loc.).

Êx 25.3 Ouro, prata e bronze. Três metais preciosos, alistados segundo a ordem de seu valor. Todos os três metais, do mais dispendioso ao mais barato, serviriam para o fabrico de itens do templo. Cf. a metáfora de Paulo sobre os materiais de edificação na vida espiritual (I Cor. 3.12 ss.). Os homens mais pobres, que não pudessem doar nem ouro e nem prata, podiam dar cobre. Cada dádiva teria sua utilidade; e cada indivíduo seria abençoado por dar o que pudesse.
Israel Tinha Recursos Próprios: Aquilo que eles tinham tomado dos egípcios (Êxo. 3.22; 11.2). Também devemos pensar no que eles tinham acumulado durante 0 exílio, e também o que haviam tomado dos amalequitas como despojo (Êxo. 17). Ver em Êxo. 35.22,24 0 que seria possível amealhar. O ferro não é mencionado, pois esse metal limitar-se-ia ao fabrico de instrumentos agrícolas e armas de guerra. Há vários artigos sobre os metais mencionados, no Dicionário. A tenda, um lugar pacífico, não precisaria de um metal usado em matanças.
Tipos. Os eruditos cristãos exageram sobre a questão dos tipos envolvidos no tabernáculo. Dou apenas alguns exemplos disso, Os materiais e suas cores recebem sentidos simbólicos: o ouro (a deidade em suas manifestações, e até mesmo a deidade de Cristo, João 1.1,14). A prata (a redenção, Êxo. 30.12-16; 38.27). O bronze (julgamento, como foi do caso do altar e da serpente de bronze, Núm. 21.6-9). Na décima seção do artigo intitulado Tabernáculo, no Dicionário, apresentei aqueles tipos que considero válidos e mais importantes. Mas outros tipos podem ter algum valor e validade.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 413.

2. Todo homem cujo coração o mover. Esta é a maneira pitoresca do hebraico expressar “ todo homem que desejar” : o indivíduo não o podia evitar.
3. Ouro, prata e bronze. A última palavra seria melhor traduzida “ cobre” . Driver ressalta que há um princípio definido pelo qual a proximidade a Deus está relacionada ao valor do metal usado. A Arabá, ao sul do Mar Morto, era rica em minas de cobre: o ouro também era encontrado na península do Sinai. Se, como é provável, os midianitas fossem mineiros, Israel teria fácil acesso aos metais: além disso, o “ despojo ” do Egito, quando da partida, deve ser levado em conta (12:35). O fato de um povo nômade viver em tendas não implica em que não possua objetos preciosos: testemunha disso são os valiosos e raros tapetes em algumas tendas orientais hoje em dia. A despeito da opinião de Hyátt, a ausência de qualquer menção ao ferro nesta passagem é provavelmente uma indicação de uma data remota de composição.R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 182-183.

“Fala aos filhos de Israel que me tragam uma oferta alçada”. E havia todas as razões do mundo para que eles fizessem isto, pois (v. 1): [1] Quem solicitou foi o próprio Deus, o Deus que não somente os tinha engrandecido, mas os tinha enriquecido com os despojos dos egípcios. Ele os tinha instruído a tomar empréstimos, e tinha predisposto os egípcios a emprestar, de modo que por Ele eles tinham a sua riqueza, e por isto era adequado que a devotassem a Ele e a usassem por Ele, desta maneira proporcionando um reconhecimento agradecido dos favores que tinham recebido. Observe, em primeiro lugar, que o melhor uso que podemos fazer da nossa riqueza terrena é honrar a Deus, com ela, em obras de piedade e caridade. Em segundo lugar, que quando formos abençoados com algum sucesso notável nos nossos negócios, e tivermos recebido, como dizemos, um favor, pode-se, com razão, esperar que devamos fazer alguma coisa extraordinária para a glória de Deus, consagrando o nosso ganho, em alguma proporção razoável, ao Senhor de toda a terra, Miquéias 4.13. [2] O santuário que devia ser erigido destinava-se ao beneficio e conforto do próprio povo, e por isto eles deveriam arcar com as despesas para a sua construção. Eles teriam sido indignos do privilégio, se tivessem reclamado desta incumbência. 
Eles podiam muito bem permitir-se oferecer livremente, para a honra de Deus, enquanto vivessem livremente e sem despesas, tendo alimentos para si mesmos e para suas famílias, que choviam diariamente do céu sobre eles. Também devemos reconhecer que tudo o que temos é devido à generosidade de Deus, e por isto devemos usar tudo para a sua glória. Uma vez que vivemos por Ele, devemos viver para Ele.

Esta oferta deveria ser oferecida voluntariamente, e de coração, isto é: [1] Não lhes foi prescrito o que ou quanto deveriam dar, mas este particular foi deixado a critério da sua generosidade. Assim, eles poderiam demonstrar a sua boa vontade para com a casa de Deus, e as suas funções, fazendo todas as coisas com uma santa emulação. O zelo de poucos estaria estimulando a muitos, 2 Coríntios 9.2. Nós devemos perguntar, não somente “O que devemos fazer?”, mas “O que podemos fazer, por Deus?” [2] Seja o que for que eles dessem, deveriam dá-lo alegremente, não reclamando e com relutância, pois “Deus ama ao que dá com alegria”, 2 Coríntios 9.7. Podemos considerar aquilo que é colocado a serviço de Deus, como sendo bem empregado.
Aqui é especificado o que eles deveriam oferecer (w. 3-7): Todas as coisas para as quais haveria razão de ser, no tabernáculo, ou para o seu serviço. Alguns observam que aqui se fazia provisão de ouro, prata e cobre, mas não ferro. Este é um metal militar, e esta deveria ser uma casa de paz. Tudo o que foi provido era muito rico e elegante, e o melhor do seu tipo. Pois Deus, que é o melhor, deve receber o melhor.
O próprio Deus forneceria o modelo a Moisés: “Conforme tudo o que eu te mostrar”, v. 9. Deus lhe mostrou um modelo exato do tabernáculo, em miniatura, ao qual ele devia obedecer, em todos os pontos. Da mesma maneira, Ezequiel viu a forma de uma casa e a sua figura, Ezequiel 43.11. Observe que o que quer que seja feito a serviço de Deus deve ser feito segundo a sua orientação, e não de outra maneira. Deus não somente mostrou a Moisés o modelo, mas também lhe deu instruções particulares sobre como adequar o tabernáculo àquele modelo, em todas as suas partes, prosseguindo nisto neste capítulo e nos seguintes. 
Quando Moisés, no início do livro de Gênesis, teve que descrever a criação do mundo, embora isto fosse uma criação tão grandiosa e curiosa, feita de tal variedade e quantidade de detalhes, ele fez um relato muito curto e genérico, em nada comparável com o que a sabedoria deste mundo teria desejado e esperado de alguém que escrevia por revelação divina. Mas, quando ele passa a descrever o tabernáculo, ele o faz com a maior meticulosidade e precisão imagináveis. Aquele que não nos explicou as linhas e os círculos do globo, o diâmetro da terra, ou a altura e a magnitude das estrelas, nos contou, detalhadamente, a medida de cada tábua e cortina do tabernáculo. Pois a igreja de Deus e a sua religião instituída são mais preciosas para Ele, e mais importantes do que todo o restante do mundo. E as Escrituras foram escritas, não para nos descrever as obras da natureza, das quais uma visão geral é suficiente para nos levar ao conhecimento e ao serviço do Criador, mas para nos familiarizar com os métodos da graça, e aquelas coisas que são puramente questões de revelação divina. A bem-aventurança da nação futura é mais completamente representada sob a noção de uma nova Jerusalém do que sob a noção de novos céus e nova terra.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 312.

As Ofertas para a Construção do Tabernáculo (25.1-9; cf. 35.4-19)

Antes da construção de um lugar de habitação para Deus, o povo teria de levar suas ofertas. Cada israelita daria conforme o coração o movesse voluntariamente (2). A oferta para a casa de Deus não era um imposto, mas uma doação de livre e espontânea vontade.

Os metais preciosos que Israel possuía nesta época eram provenientes da riqueza dos ancestrais e dos ricos presentes recebidos dos egípcios na saída do Êxodo. A pilhagem que os israelitas realizou entre os amalequitas angariou mais riquezas. A provisão de ouro (3) foi abundante; também levaram prata e cobre (bronze, provavelmente).
O azul, a púrpura e o carmesim (4) se referiam a fios de linho dessas cores. O linho fino era uma linha macia e branca torcida da fibra do linho. Pêlos de cabras eram comumente usados para confeccionar tendas, e tais materiais ainda hoje são utilizados para esse fim no Oriente Próximo.O norte da África era famoso por suas peles de carneiros tintas de vermelho (5); Israel trouxe estes materiais do Egito. Visto que os texugos não eram naturais do norte da África, é provável que a palavra original se refira a alguma criatura marinha (cf. NVI, nota de rodapé; “peles finas”, ARA; NTLH). A madeira de cetim provinha da acácia, árvore encontrada com abundância na península do Sinai.

A descrição do azeite para a luz (6) é mais detalhada em 27.20. As especiarias eram necessárias para fazer o óleo da unção e o incenso. Não está claro o que seriam as pedras sardónicas (7).

Israel tinha de fazer um santuário no qual Deus habitaria (8). Embora o Senhor não possa ser contido em uma habitação, era do seu agrado se manifestar por meio de um edifício. O santuário seria feito de acordo com o modelo do tabernáculo mostrado no monte (9; cf. Hb 8.5).
O santuário, ou santo lugar, era alusão geral à totalidade das instalações do edifício, inclusive o pátio, ao passo que o termo tabernáculo ou “Tenda do Encontro” (27.21, NVI) se aplicava somente à tenda. Outros nomes usados para se referir ao santuário são o “tabernáculo do SENHOR” (Nm 16.9) e o “tabernáculo do Testemunho” (38.21).
Mais tarde, o nome “templo” foi aplicado ao santuário depois de ficar mais permanentemente situado em determinado local (1 Sm 1.9; 3.3).
Leo G. Cox. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 206-207.

3. Tudo segundo a ordenança divina (Êx 25.8, 9,40)

O segundo ponto é que o Tabernáculo também não poderia ser feito de qualquer jeito. Seus detalhes não foram entregues ao gosto de Moisés ou do povo. Não! O Tabernáculo deveria ser construído seguindo as minuciosas diretrizes divinas: “Conforme tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis” (Êx 25.9). Deus não habitaria no meio do povo em um Tabernáculo construído como o povo queria, mas em um Tabernáculo construído como Ele queria.
O modelo tanto do santuário como de seus utensílios foi dado pelo próprio Deus. E justamente por causa desse modelo preestabelecido, as ofertas alçadas também teriam que se enquadrar dentro de uma lista predeterminada pelo Senhor (Ex 25.3-7). O povo deveria ofertar espontaneamente, mas não poderia ofertar qualquer coisa. Ofertar espontaneamente não significa ofertar o que você quer, mas ofertar porque você quer.
Isso nos ensina que não podemos nos relacionar com Deus e chegar a Ele como nós queremos, mas segundo os parâmetros estabelecidos por Ele para as nossas vidas. Não podemos apresentar ao altar de Deus qualquer coisa, mas só aquilo que lhe agrada, que está dentro de sua vontade. Mais à frente, vemos Deus afirmando que não receberia sacrifícios com animais imperfeitos nem aceitaria fogo estranho no seu altar (Lv 1.1-3; 10.1-3). Ou seja, a verdadeira adoração se dá segundo os parâmetros estabelecidos pelo próprio Deus, os quais nos são expressos pela sua Palavra. Por exemplo: só podemos chegar a Deus por meio de Cristo (Jo 14.6); a verdadeira adoração deve ser em espírito e em verdade (Jo 4.23); o nosso culto deve ser racional (Rm 12.1); devemos envolver todo o nosso ser na adoração a Ele (SI 103.1; Rm 12.1); nosso zelo diante de Deus deve ser com entendimento (Rm 10.2); devemos viver uma vida de santidade (Hb 12.14); devemos pedir a Deus somente o que está dentro da sua vontade (1 Jo 5-14); devemos fazer tudo para glória de Deus (1 Co 10.31); devemos colocar em primeiro plano em nossas vidas o Reino de Deus e a sua justiça (Mt 6.33); em tudo o que fizermos deve haver uma intenção pura e genuína norteada pelo verdadeiro amor (1 Co 13.1-7); tudo que ocorrer no culto público deve ser “para edificação” (1 Co 14.26); o culto público deve ter louvor, Palavra e manifestação sadia de dons (1 Co 14.26); tudo deve ser feito “com decência e ordem” (1 Co 14.40); etc.COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 91-92. estudalicao.bogspot.com
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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