quarta-feira, 31 de maio de 2017

Estudo livro de Exôdo (31) מחקר שמות

                  OS AUXILIARES DE MOISÉS NO MINISTÉRIO
  
                                                 CONTINUAÇÃO
                                         FIDELIDADE HUMANA.

 O adjetivo pistós é simplesmente usado para crentes sem distinção entre início e continuação na fé. Ele tem o significado específico de digno de confiança quando refere-se a despenseiros do Evangelho (ICo 4.1s.) e ministros (Ef 6.21; Cl 1.7; 4.7). Paulo pode julgar-se ser reconhecido digno de confiança pelo Senhor (ICo 7.25; lTm 1.12) e ter o Evangelho confiado (pisteúõ) a ele (lTm. 1.11; Tt 1.3). Ele incita Timóteo a encontrar pessoas idôneas ou dignas de confiança para ensinar os outros (2Tm 2.2). A ideia de continuar firmemente na fé é encontrada também como um tema importante (ICo 16.13; 2Co 1.24; 2Ts 1.4), embora a palavra mais frequentemente usada seja hupomonê, “paciente resistência.”
A fidelidade também precisa ser demonstrada a outros como parte do fruto do Espírito (G1 5.22). A fé em Cristo está ligada ao amor (Ef 1.15; 3.17; 6.23; l Ts 1.3; 3.6; 2Ts 1.3). Fé e amor são duas das "virtudes teológicas” (1 Co 13.13). Paulo resume a relação das duas dizendo que "a fé que atua pelo amor” (G1 5 .6).MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 2. pag. 788.

Nm12.7 Não é assim com 0 meu servo Moisés. Essas palavras mostram a superioridade de Moisés em relação aos demais profetas. Todavia, é algo lindo receber sonhos e visões espirituais, que são modos de comunicação divina, segundo comentei nas notas sobre 0 versículo anterior. Moisés, contudo, gozava de um tipo de comunicação superior a isso. Ele se encontrava com Deus face a face, e recebia revelações diretas (vs. 8; ver também Êxo. 33.11). O papel de Moisés como mediador entre Yahweh e Israel foi assim reiterado. Ver Exo. 19.9; 20.19. Cf. Deu. 34.10-12.
Fiel em toda a minha casa. O fulcro dessa casa, naqueles tempos, era 0 tabernáculo; assim, a casa metafórica aqui referida era a esfera de sua atividade em toda a nação de Israel. Israel era a casa de Deus, nesse sentido metafórico. Moisés desincumbia-se fielmente de todos os seus deveres, e Yahweh não tinha do que se queixar contra ele, em contraste com Miriã e Arão, que se queixavam de Moisés.

Uso no Novo Testamento. O trecho de Hebreus 3.2-6 informa-nos que Cristo também foi fiel na casa de Deus, e também que atuava na capacidade de Filho, e não na capacidade de servo. Isso posto, Ele era muito maior do que Moisés, tal como Moisés era muito maior do que os profetas comuns. E, sendo muito superior a Moisés, Cristo superou-o em uma nova dispensação, a saber, a era do evangelho, na qual vivemos. O Novo Testamento tomou 0 lugar do Antigo Testamento. Aparecera um novo Legislador, Cristo, 0 qual trouxe Sua mensagem de graça e fé para substituir a antiga mensagem severa da lei.

Nem Moisés nem Cristo eram meros profetas comuns. Ambos foram media dores, respectivamente do Antigo e do Novo Testamentos. Miriã e Arão se tinham posto na mui ridícula posição de profetas comuns que atacavam a autoridade e a pessoa do mediador do antigo pacto.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 647-648.

Nm 12. 7 Moisés era um homem de grande integridade, cuja fidelidade foi posta à prova. Ele “fiel em toda a minha casa”. Isto é colocado em primeiro lugar nas suas características, porque a graça se destaca acima dos dons. O amor, acima do conhecimento. E a sinceridade na obra de Deus confere uma honra maior ao homem, e o recomenda ao favor divino, mais do que o aprendizado, as especulações de difícil compreensão, e a capacidade de falar em línguas. Esta era aquela característica de Moisés que o apóstolo menciona quando desejava mostrar que Cristo era maior que Moisés, sugerindo que Ele o foi neste exemplo principal da sua grandeza. Moisés foi fiel em toda a sua casa, como servo, mas Cristo, como Filho, Hebreus 2.2,5,6.
 Deus confiava em Moisés para transmitir a sua vontade em todas as coisas a Israel. Israel confiava nele, para tratar, por seu intermédio, com Deus. E ele era fiel a ambos. Ele dizia e fazia tudo na administração daquela grande missão como convinha a um homem bom e honesto, que não desejava nada além da honra de Deus e do bem-estar de Israel. (2) Moisés foi, portanto, honrado com as revelações mais claras da vontade de Deus, e uma comunhão mais íntima com Deus, do que qualquer outro profeta. Ele:
 [1] Ouve mais de Deus do que qualquer outro profeta, mais claramente e distintamente: “Boca a boca falo com ele”, ou face a face (Ex 30.11), como um homem fala com seu amigo, com quem ele conversa com liberdade e familiaridade, e sem nenhuma confusão ou consternação, como às vezes acontecia com outros profetas. Como Ezequiel, e o próprio João, quando Deus falou com ele. Por intermédio dos outros profetas, Deus enviava ao seu povo repreensões e predições do bem ou do mal, que eram transmitidas, de maneira suficientemente adequada, em palavras, exemplos e tipos sombrios, e em parábolas. Mas por meio de Moisés, Ele deu leis ao seu povo, e a instituição de santas ordenanças, que, de nenhuma maneira, poderiam ser transmitidas por palavras sombrias, mas deveriam ser expressas da maneira mais clara e inteligível. 
[2] Ele via mais de Deus do que qualquer outro profeta: Ele via a semelhança do Senhor, como viu em Horebe, quando Deus proclamou seu nome diante de si. Mas ele via somente a semelhança do Senhor. Os anjos e os santos glorificados sempre contemplam a face do nosso Pai. Moisés tinha o espírito de profecia de uma maneira peculiar a si mesmo, e que o colocava muito acima de todos os outros profetas. Ainda assim, aquele que é o menor no reino do céu é maior do que ele.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 478-479.

Nm 12. 7. Moisés, é fiel Neeman, um prefeito ou superintendente. Samuel é chamado, 1 Samuel 2:35; 3:20; Davi é chamado, 1 Samuel 18:27, Neeman, e o genro do rei. Jó 12:20, fala da Neemanim como um nome de dignidade. Ele também parece ter sido um título de respeito dado aos embaixadores, Provérbios 13:17; 25:13. Calmet bem observa que a fidelidade palavra é usada frequentemente para um emprego, escritório, ou dignidade, e refere-se a 1 Crônicas 9:22,26, 31; 2 Crônicas 31:12,15; 34:12, Moisés era um fiel, servo na casa de Deus, bem tentou, e, portanto, ele usa-o como um familiar, e coloca a confiança nele.ADAM CLARKE. Comentário Bíblico de Adam Clarke.

Hb 3.2. Cristo é Apóstolo e Sumo Sacerdote por determinação e «nomeação» de Deus, tal como Moisés foi nomeado para o seu ofício. A essa tarefa Cristo foi «fiel», «leal», «digno de confiança», mostrando a fidelidade apropriada ao Pai, que o nomeara para tão elevado encargo. Evidentemente o autor sagrado tem em mente a passagem de Núm. 12:7. Moisés foi um «servo» que, conforme Deus disse, foi «fiel em toda a minha casa». Essa declaração indica que lhe foi dado um serviço a fazer na economia divina, o serviço de governar a Israel, de edificar espiritualmente àquela nação. Moisés se caracterizou pela «fidelidade». No entanto, alguém maior do que Moisés viera a este mundo ultimamente; e esse alguém fora incumbido de maior comissão ainda; uma casa maior (a igreja) estava sendo edificada; Cristo é co-edificador e Senhor sobre essa casa. Já Moisés fora apenas um servo fiel—mas Cristo é o Filho fiel. O trecho de Heb. 2:17 já declarara que Cristo fora fiel. Cristo é tanto o criador do edifício físico como o criador do edifício espiritual, tanto do universo físico como da família celestial. (Ver Heb. 1:2 e 2:11 e ss.). Em ambas as coisas ele é o agente fiel de Deus, que edifica a casa de Deus—nessa casa ele é o Filho, e não algum mero servo. Sua fidelidade suprema é que o colocou naquela elevadíssima posição, em acréscimo ao fato de que a comissão por ele recebida ultrapassava em importância à missão de Moisés, ou à missão de qualquer outro simples «servo».

A fidelidade de Cristo ficou demonstrada em toda a sua vida e atividade. Conforme diz Friedrich Rittelmeyer, em seu livro, Behold the Man (págs. 49:50): «...Quando ele curava os enfermos e quando os evitava; quando se retirava perante os seus inimigos ou quando os enfrentava; quando ele limitava suas atividades aos judeus, ou quando ministrava aos gentios; quando se retirava para lugares obscuros e quando resolveu firmemente dirigir-se a Jerusalém; quando ele tomou a azorrague na mão e quando ofereceu a mesma mão para ser cravada na cruz—a mesma consistente e inquebrantável vontade se manifestava em tudo quanto fazia, emergindo, das profundezas de sua alma, derramando-se dos mananciais de sua própria vida... E assim, ressoa através de tudo quanto Cristo faz e diz, algo que parece vir dos mais profundos recessos do mistério do próprio mundo.
A fidelidade de Moisés era grande, pelo que também foi aprovado. Mas a fidelidade de Cristo é maior, em pelo menos três particulares: 1. Porque, acima de todos, ele foi fiel; sua fidelidade ultrapassou a de todos, incluindo a de Moisés (ver Heb. 1:9). 2. Porque ele foi fiel em um ofício mais elevado, a saber, na fundação do edifício. Moisés fora apenas um servo nesse edifício. 3. Porque, na qualidade de Filho de Deus, que compartilhou de sua natureza com os «filhos», permitiu que o edifício de Deus tivesse as características apropriadas, o que envolvia uma missão e uma capacidade muito acima do que Moisés seria capaz de fazer.
«...a casa de Deus...» As operações divinas são aqui pintadas como se fossem a ereção de uma casa. A criação original talvez esteja parcialmente em foco—foi uma obra de Deus, mas também foi do Filho, como co-criador (ver Heb. 1:3); porém, é particularmente enfatizada aqui a «edificação espiritual», o que é uma ideia frequente no N.T. (Ver Heb. 2:19 e ss.). Os homens se tornam um «templo», edificado e habitado pelo Espírito Santo, tornando-se assim moradia divina. Desse modo os remidos ganham supremo acesso a Deus. Cristo é o principal edificador dessa casa espiritual, que inclui a igreja. Moisés meramente tomou lugar como um dos servos,' dentro dessa família. Mas Cristo é ao mesmo tempo o Filho e o Principal Edificador.
O termo «...casa...» sugere-nos a ideia de «família». Já foi salientado que existe certa comunhão de natureza entre o Filho e os filhos, pois ambos têm um só Pai. (Ver Heb. 2:11-13). Faz parte do desígnio do «edifício» de Deus que o Filho seja duplicado, e isso no sentido mais pleno e literal, ficando infundida a sua natureza em outros filhos, de modo que venham a participar—de sua natureza, de seus atributos e de suas perfeições. É exatamente nisso que consiste o evangelho. A filiação é a natureza inerente da salvação. Deus «edifica» a fim de fazer disso uma realidade. Ora, Moisés não podia fazer tal coisa, por ser ele uma mera criatura, e não o criador. Ele é apenas um outro dos filhos, embora estivesse encarregado de elevadíssima missão, por parte do Chefe da casa.
É mediante esses argumentos que o autor sagrado estabelece a superioridade do Filho de Deus sobre Moisés; e isso requer que Cristo receba uma atenção superior e uma lealdade superior àquelas conferidas a Moisés (ver o primeiro versículo deste capítulo). Seus argumentos são claros como cristal, plenamente em consonância com a doutrina cristã normal, que aparece no restante do N.T.
Mais adiante, o autor sagrado estenderá a superioridade de Cristo sobre os «sacerdotes da lei do A.T.», já nos capítulos quinto em diante. Mas agora ele se concentra sobre a superioridade de Cristo em relação a Moisés, porquanto sabia que seus leitores ficavam profundamente impressionados ante a menção do nome de Moisés. Por longos e longos anos tinham sido treinados a respeitar esse nome. Mas agora deveriam aprender que nenhum treinamento deveria levá-los a respeitar a Moisés acima de Cristo. De fato, o respeito por Moisés deveria levá-los a respeitar a Cristo acima de todos, porquanto Moisés era apenas um dos servos de Cristo.
No texto aludido, Moisés é elevado acima dos profetas, pois a este Deus fala mediante visões e sonhos. Em contraste com isso, falava face a face com Moisés, mostrando assim a elevadíssima estatura espiritual a que chegara este, dentro da «casa de Deus», da família teocrática. No entanto, agora Cristo é elevado acima dos profetas e. de Moisés; porquanto não apenas figura como um servo fiel, mas como o próprio edificador da casa. Todavia, Cristo é também servo de Deus (o que é exposto em Atos 3:13); mas esse aspecto não é enfatizado aqui. Antes, agora ele é visto como infinitamente superior a qualquer servo.Assim como Cristo é o Filho e o Construtor da casa, assim também age como Apóstolo e Sumo Sacerdote, segundo devemos entender a conexão entre o primeiro e o segundo versículos deste capítulo.Hb 3.5.« ...fie l...» (ver o segundo versículo deste capítulo , quanto a notas expositivas sobre essa palavra, onde ela se aplica tanto a Moisés como a Cristo).

«...em toda a casa de D eu s...» Essa expressão também se acha e é comentada no segundo versículo deste capitulo, embora ali haja uma variante textual que põe em dúvida a autenticidade da palavra «toda». Neste ponto, não há qualquer dúvida sobre a legitimidade desse termo. Moisés é declarado como «fiel em toda a casa de Deus». É possível que essa expressão indique que a autoridade de Moisés penetrava em toda a casa de Deus naquela época, e que ele se mostrou fiel no cumprimento de todos os seus deveres, atinentes àquela casa. Ou talvez o intuito seja o de dar a entender que a Missão de Moisés se revestia de importância universal, tendo algo a ver com todos os planos espirituais de Deus, para todos os séculos. Dessa maneira, Moisés transcendeu em importância a todos os outros profetas, e não somente à sua própria geração; e, tal como Cristo, foi revestido de um serviço muito maior e duradouro. Todavia, por maior que tivesse sido Moisés, foi apenas um servo. Foi um super-servo, mas o Filho de Deus é quem dirige todos os servos. E Cristo Jesus é o Filho de Deus.
«O ponto da comparação está no fato de que Moisés e Cristo estiveram ambos ocupados, não apenas como outros mensageiros divinos, com uma parte, mas com a ‘totalidade’ da economia divina. Os profetas trataram variegadamente deste ou daquele aspecto da verdade; os reis tiveram outra região da vida a dirigir; e os sacerdotes, outra ainda. Mas Moisés e Cristo cuidaram da casa inteira de Deus». (Westcott, in loc.). Mui provavelmente, isso significa que a autoridade de Moisés permeava a todos os recantos do governo de Deus, naquela dispensação. Ele foi legislador, sacerdote e assumiu autoridade monárquica. Isso é verdade; mas também é provável que ele seja visto como alguém que transcendeu à sua própria geração e dispensação, no tocante à ordem de importância. Sua grandeza, entretanto, se devia exclusivamente ao fato de que ele foi feito grande pelo Filho de Deus, que lhe confiou uma importantíssima missão, acima da de seus companheiros.

«...servo...» No grego temos o vocábulo «therapon», que em todas as páginas do N.T. é usada exclusivamente para indicar a Moisés. Outras alusões, na literatura bíblica, quanto ao uso desse termo, também plicam esse adjetivo somente a Moisés. A forma verbal, «therapeuo», significa «esperar», «prestar serviço aos deuses» (como um sacerdote), «atender aos enfermos».

Daí é que se originou nosso vocábulo moderno, «terapia». Sua forma nominal, pois, pode indicar todos os tipos de «servos», ainda que o termo seja usado para contrastar com os «escravos» (douloi), aqueles que servem não sem vontade própria. O «servo» é um homem livre, e seu serviço pode ser honorário, dado a ele em reconhecimento de seu valor; seja como for, seu serviço não é forçado. Talvez o autor sagrado tenha empregado essa palavra para indicar a posição de Moisés. E verdade, porém, que, na Septuaginta, essa palavra algumas vezes é usada para traduzir o termo hebraico que significa «escravo», casos em que nenhuma distinção ou prestígio fica subentendido no termo; contudo, é lógico pensarmos que o autor sagrado quis dizer algo dessa ordem, pois, do contrário, provavelmente teria usado o termo grego «doulos», «escravo». Porém, apesar de tão honrado , Moisés, como «servo», agiu de modo subserviente ao Filho—e essa é a lição principal aqui ensinada.

«...para testemunho ...» Essa declaração tem sido entendida como afirmativa que quer dar a entender que a fidelidade de Moisés foi um meio de autenticar sua mensagem falada e posteriormente escrita; mas essa ideia fica muito aquém do espírito do contexto. Pelo contrário, tudo quanto Moisés fez e disse, a sua missão inteira, teve o efeito de autenticar a vinda do Messias. Tal como tudo quanto fazia parte do A.T., em seu sistema de preceitos e sacrifícios, em seu sacerdócio, em seus reis, de algum modo prefigurava a pessoa de Cristo, assim também Moisés, por maior que ele tivesse sido, foi apenas uma figura simbólica do grande Legislador e Sumo Sacerdote que é Cristo. O particípio futuro, aqui usado, no original grego, parece dar a entender, ainda que essa maneira de entender não seja requerida, algum tempo subsequente ao próprio Moisés.
«Disse, na verdade, Moisés: O Senhor Deus vos suscitará dentre vossos irmãos um profeta semelhante a mim; a ele ouvireis em tudo quanto vos disser...» (Atos 3:22, referindo-se à predição em Deut. 18:15). Era isso que estava na mente do autor sagrado, quando ele escreveu este versículo, embora não tivesse pensado especificamente sobre alguma passagem particular do A.T., que assim o afirme.
O contexto do décimo segundo capítulo do livro de Números, onde a autoridade de Moisés foi posta em dúvida, talvez pudesse limitar o sentido deste versículo à autenticação da missão de Moisés, como legislador, naqueles dias, e que a sua «fidelidade» seja vista como aquilo que lhe cabia fazer. O autor sagrado alicerça suas declarações sobre aquela secção; ou então a tinha em mente, conforme já pudemos observar no segundo versículo deste capítulo. Porém, é tolice supormos que o autor sagrado limita a compreensão dessas palavras ao contexto do trecho do A.T. Antes, ele lhes dava propositadamente uma aplicação mais vasta, vendo em Moisés uma prévia autenticação de Cristo. Isso se adapta bem ao seu desígnio geral de exaltar a Cristo como Filho, fazendo de Moisés servo de Cristo. Assim sendo, até mesmo em tempos tão remotos, Moisés já era servo de Cristo'.
Nisso, naturalmente, percebe-se como a importância de Cristo penetra em todas as eras. Cristo é uma figura cósmica. (Ver Heb. 9:9 acerca da tese do autor sagrado que as coisas do A.T. eram apenas símbolos das coisas por vir, na dispensação a ser introduzida por Cristo). E o que ele diz aqui faz parte dessa tese.
«Moisés, apesar de arauto daquela doutrina que por algum tempo seria publicada ao povo antigo, ao mesmo tempo prestou testemunho acerca do evangelho, cuja publicação não começara ainda a ser feita; pois é evidente que o fim e término da lei é que seja atingida aquela perfeição de sabedoria contida no evangelho. Essa exposição parece estar inclusa no tempo futuro do particípio». (Calvino, in loc.).CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 503-505.

Hb 3.2 Ao Senhor Jesus Cristo, que representa absolutamente tudo na confissão cristã e na vida da igreja, o apóstolo contrapõe o homem de Deus, Moisés, que ocupava uma posição central no pensamento de Israel. O que a obra redentora de Cristo significa para a igreja do NT era para os judeus a saída de Israel do Egito sob Moisés. Jesus e Moisés são comparados entre si, sendo que determinados termos-chave da explicação do texto do AT são singularmente importantes para o apóstolo. Ele é (“foi” [BLH]) fiel àquele que o constituiu, como também o era Moisés em toda a casa de Deus. Comopeculiaridade é destacada a fidelidade (o termo grego pistós “fiel” tem parentesco com a palavra pístis “fé”).

Ambos, Moisés e Jesus, comprovaram sua fidelidade e sua fé na tribulação. As palavras “que o estabeleceu” não significam que Deus tivesse criado o Senhor Jesus Cristo como qualquer outro de suas criaturas celestiais ou terrenas, mas elas indicam ou para a instalação de Jesus como Apóstolo e Sumo Sacerdote por parte de Deus, o Pai, ou para a sua encarnação. Em todo caso o presente versículo destaca a dependência consciente de Deus em que Jesus viveu durante sua existência humana. Ele próprio assegurou aos judeus: “O Filho nada pode fazer de si mesmo, a não ser aquilo que vê seu Pai fazer; porque tudo o que este fizer, o Filho também o faz de modo semelhante” (Jo 5.19; cf. Jo 17.8a).
A casa que foi confiada a Moisés era a tenda da revelação, o tabernáculo. O termo grego kataskeuázein “estabelecer”, “construir” (RC), “instalar” no v. 4 tem um significado peculiar em correlação com a edificação do tabernáculo em Hb 9.6. Exegetas do judaísmo tardio relacionaram essa palavra com todo o povo de Israel, que no AT é muitas vezes chamado de “casa de Israel”. Uma decisão segura e definitiva a esse respeito não é possível. Pelo contrário, ambas as explicações complementam-se de modo significativo.
Hb 3.3 Jesus e Moisés são comparados entre si com respeito à sua “glória” e “honra”. Jesus está para Moisés como o construtor de uma casa para a própria casa. Ele possui glória maior que Moisés, assim como o serviço da nova aliança ultrapassa em muito a glória do serviço da antiga aliança (2Co 3.7-11). Também Jo 1.17 ressalta a mesma realidade: “Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo”. Nisso reconhecemos que, apesar de toda a convergência entre Moisés e Jesus, de fato existe uma diferença não apenas gradual, mas qualitativa! – No presente versículo Jesus Cristo é chamado de “construtor”. Isso nos conduz ao próximo pensamento.
Hb 3.5 A comparação entre Jesus e Moisés é levada adiante. Mais uma vez destaca-se aquilo que ambos têm em comum: ambos receberam de Deus o atestado de serem fiéis. Depois, porém, segue-se a ênfase nos contrastes: Moisés é somente o servo, ele governa em toda a sua casa que lhe foi confiada por Deus. Porém Jesus Cristo é imensamente superior a Moisés. Ele não é servo, mas Filho. Não está na casa para administrá-la, e sim estabelecido acima dela como Senhor e ao mesmo tempo como seu construtor. Sua “casa” é sua igreja. Nessa constatação o apóstolo une-se a todos os que creem: a […] casa somos nós!Fritz Laubach. Comentário Esperança Cartas aos Hebreus. Editora Evangélica Esperança.

Hb 3. 2-6 Outro argumento é extraído da glória e da excelência de Cristo, que eram superiores às de Moisés (w. 3-6); por isso eram eles ainda mais obrigados a considerar a Cristo. (1) Cristo era o edificador da casa, Moisés, apenas um membro dela. Por “casa” devemos entender a igreja de Deus, o povo de Deus incorporado sob o senhorio de Cristo, seu Criador e cabeça, e sob ministros subordinados, de acordo com a sua lei, observando as instituições. Cristo é o edificador dessa casa da igreja em todos os tempos. Moisés era um ministro na casa, era instrumento sob Cristo ao governar e edificar a casa, mas Cristo é o Criador de todas as coisas; pois Ele é Deus, e ninguém menos do que Deus poderia h edificar a igreja, nem colocar o fundamento, nem levantar a construção acima da terra. Não foi necessário nenhum poder menor para edificar a igreja do que o necessário para criar o mundo; o mundo foi feito do nada, a igreja foi feita de materiais completamente inadequados para tal edificação. Cristo, que é Deus, projetou a planta da igreja, proveu os materiais, e por força superior os dispôs para receber a forma; Ele ligou firmemente e uniu essa sua casa, estabeleceu a ordem nela e coroou tudo com sua própria presença, que é a verdadeira glória dessa casa de Deus. (2) Cristo era o senhor dessa casa, como também o seu edificador (w. 5,6). Essa casa é chamada casa dele, como Filho de Deus. Moisés era somente um servo fiel, como testemunha das coisas que seriam reveladas posteriormente. Cristo, como o eterno Filho de Deus, é o proprietário legal e o governante soberano da igreja. 
Moisés era apenas um tipo de governante, como testemunha de todas as coisas relacionadas à igreja que seriam mais claramente, mais completamente e mais satisfatoriamente reveladas no evangelho pelo Espírito de Cristo; e por isso Cristo é digno de mais glória do que Moisés, como também de maior atenção e consideração. O apóstolo conclui esse argumento: 
[1] Com uma adaptação satisfatória dele a si mesmo e a todos os verdadeiros crentes (v. 6). “...a qual casa somos nós”: cada um de nós pessoalmente, à medida que somos o templo do Espírito Santo, e Cristo habita em nós pela fé; todos nós juntos, à medida que somos unidos pelos laços da graça, das verdades, das ordenanças, da disciplina do evangelho e das devoções. 
[2] Com uma descrição característica das pessoas que constituem essa casa: “...se tão-somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim; isto é, se mantivermos uma profissão ousada e franca das verdades do evangelho, sobre as quais estão edificadas nossas esperanças de graça e glória, e vivermos sob elas e de acordo com elas, de modo que tenhamos uma santa alegria nelas, que permanecerão até o final, não importa o que enfrentarmos ao fazê-lo”. Assim você vê que não é necessário somente que haja um bom começo nos caminhos de Cristo, mas uma perseverança e constância neles até o fim. Temos aqui as orientações que devem seguir os que são participantes da dignidade e dos privilégios da casa de Cristo. Em primeiro lugar, eles precisam receber as verdades do evangelho na sua cabeça e coração. Em segundo lugar, precisam edificar suas esperanças de felicidade sobre essas verdades. Em terceiro lugar, precisam fazer uma profissão franca dessas verdades. Em quarto lugar, precisam viver de acordo com elas de tal forma que as mantenham claramente em evidência, para que se alegrem em esperança, e então precisam perseverar até o fim. Em uma palavra, eles precisam caminhar íntima, coerente, corajosa e constantemente na fé e na prática do evangelho, para que o seu Senhor, quando vier, os reconheça e aprove.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 768.
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