quarta-feira, 31 de maio de 2017

Estudo livro de Exôdo (29) מחקר שמות

                    ESTUDO E COMENTARIO LIVRO DO EXÔDO 
                  OS AUXILIARES DE MOISÉS NO MINISTÉRIO


                             1. Deus levanta auxiliares (Êx 18.21).

JETRO No hebraico, «abundância», «excesso», «superioridade», «excelência». Esse era o nome do sogro de Moisés. Ele foi sacerdote e príncipe de Midiã. Parece que, entre os midianitas, os seus príncipes automaticamente também oficiavam como sacerdotes. Há uma certa confusão no tocante ao nome desse homem, que a Bíblia não se dá ao trabalho de explicar. Ele é chamado Reuel, em Êxo. 2:18 e Núm. 10:29. Em Juí. 4:11, ele é chamado de Hobabe; mas, em Núm. 10:29 Hobabe parece ser o filho de Reuel (Jetro). Todas as demais passagens, onde aparece esse homem, dão o seu nome como Jetro. É possível que os nomes Reuel e Jetro fossem ambos nomes desse homem, o que não era um caso único. Moisés passou quarenta anos em seu exílio em Midiã, enquanto se preparava para o seu ofício de Libertador de Israel, em companhia de Jetro, e de uma de suas filhas, e de com a qual se casou, Zípora (vide) (Êxo. 3:1; 4:18).

Não somos informados quanto à religião que Jetro promovia; mas é vão tentar ligá-lo a Yahweh, o Deus dos judeus, conforme este se revelou a Moisés, na sarça ardente (ver Êxo. 6:3). Todavia, segundo alguns estudiosos, Yahweh pode ter sido uma das divindades dos midianitas, embora muito duvidemos disso. Seja como for, residindo Moisés com seu sogro, aquele recebeu uma teofania da parte do Deus de Abraão. Na oportunidade, Moisés estava cuidando das ovelhas de seu sogro. Então, ele reconheceu sua comissão divina como libertador de Israel da servidão egípcia. Moisés tomou sua esposa e seus filhos e viajou para o Egito. Posteriormente, entretanto, os enviou de volta a Midiã, talvez como uma medida de segurança. O décimo oitavo capítulodo livro de Êxodo registra a narrativa comovente de como, depois que Moisés conseguiu retirar, com sucesso, do Egito, o seu povo de Israel, e estava acampado no deserto, Jetro, juntamente com seus familiares (incluindo a esposa e os filhos de Moisés, que tinham sido deixados em Midiã), vieram visitar Moisés, no deserto. Jetro estava muito satisfeito com o que Moisés fizera, e deu ao Deus de Israel o crédito pela operação inteira. Foi então que Jetro reconheceu a superioridade de Yahweh sobre todos os deuses das nações, tendo-lhe oferecido sacrifícios e ofertas queimadas.
 Jetro observou como Moisés estava trabalhando arduamente, a fim de tentar solucionar os inúmeros problemas que o povo de Israel lhe trazia para julgar; e o aconselhou a nomear assessores, em vez de tentar atuar como juiz exclusivo. E Moisés aceitou o conselho de seu sogro, tendo nomeado juízes e líderes de mil, de cem, de cinquenta e de dez (ver Êxo. 18:24,25). Após esse incidente, Jetro partiu para a sua própria terra.

Por causa do crítico envolvimento de Jetro nessas questões práticas atinentes ao começo da história do povo de Israel, alguns estudiosos têm pensado que a sua influência também se fez sentir até na religião, ensinada por Moisés. E alguns deles vão ao extremo de ensinar que Yahweh não era um nome de Deus conhecido e usado por Moisés, e, sim, que Jetro foi quem teria introduzido esse nome divino na religião hebréia. Ver o artigo sobre Jeová, quanto a uma discussão sobre essa questão. Se essa sugestão é verdadeira, então Jetro seria um sacerdote de Yahweh entre os midianitas; podemos presumir que Yahweh era uma espécie de deus de algum sistema quase henoteísta. Ver o artigo sobre o Henoteísmo. Contra essa idéia, porém, encontramos a menção a Yahweh em Gên. 4:26; 6:3,5; 12:1,4 e em outros trechos desse mesmo livro. Alguns afirmam, todavia, que, nessas passagens, temos material posterior que veio a ser combinado com o material mais antigo, mediante o trabalho de um editor ou editores. Damos informações sobre a questão, no artigo sobre Jeová, além de mais detalhes no artigo intitulado Jeovista (Eloísta). Ver também o artigo sobre J. E. D. P.(S) acerca da teoria de muitos documentos complicados que teriam servido de fontes do Pentateuco ou Hexateuco. Uma coisa que parece indiscutível, entretanto, é que Yahweh não era um nome de Deus exclusivamente usado pelos hebreus (e talvez nem mesmo originalmente). 

Antes, era um nome de Deus bem conhecido entre as tribos do Oriente Médio e Próximo. Sabemos que os midianitas descendiam de Abraão por meio de Quetura (Gên. 25:2,4; I Crô. 1:32,33), sendo possível que Yahweh fosse um dos nomes do Sar divino entre eles. Em português, usamos a palavra latina para Deus, isto é, Deus; mas isso não significa que adoramos alguma divindade pagã romana. Há evidências arqueológicas, entretanto, em favor de amálgamas e empréstimos, nas religiões antigas, e a fé de Israel exibe evidências desse fato. Parece melhor confessarmos que nenhuma fé religiosa, à face da terra, incluindo o cristianismo, é destituída de qualquer mistura, com elementos provenientes do passado. É indubitável que todos erramos em algumas de nossas crenças e práticas, por mais sinceros que possamos ser, e por mais que gostemos de afirmar que a nossa fé é pura.

Uma ilustração de mistura com a religião dos queneus (midianitas):
No vale de Tinra, não muito longe do extremo norte do mar Vermelho, vários objetos de interesse têm sido achados pelos arqueólogos. Um desses objetos é uma serpente de cobre dourado. Os estudiosos bíblicos lembram-se de que enquanto os israelitas vagueavam pelo deserto, Moisés fez uma serpente de metal (Núm. 21:9). Mui provavelmente, a serpente de cobre era um item religioso vinculado à adoração à serpente dos midianitas. Moisés, como é sabido, casou-se com Zípora, filha de um sacerdote midianita, tendo passado nada menos de quarenta anos convivendo com aquele povo. Embora, como é provável, ele não desse à serpente o mesmo valor que eles davam, é facilmente possível que seu uso, naquele incidente da serpente de metal, tenha sido inspirado por experiências que ele tivera entre os midianitas e com a religião deles.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 4542.

JETRO Também foi aparentemente chamado de Reuel (Êx 2.18) e Hobabe ou Raguel (Nm 10.29). Era um sacerdote dos nómades midia-nitas (q.v.) que residiam nas proximidades do monte Sinai (Êx 2.16; 3.1; 4.18). Era descendente de Abraão com Quetura (Gn 25.1,2) e, por conseguinte, possuía os vestígios do verdadeiro conhecimento de Jeová (Êx 18.10-12). Moisés se casou com Zípora, uma das sete filhas de Jetro, durante os 40 anos que permaneceu ao lado deste homem (Êx 2.22; 4.20; 18.3,4; At 7.29). Moisés pediu e recebeu de Jetro a permissão para retornar ao Egito (Êx 4.18-20). Foi acompanhado por Zípora e seus dois filhos, porém Moisés mandou-os de volta a Jetro por alguma razão desconhecida (Êx 4.24-26; 18.2).

Depois do êxodo do Egito, e enquanto os israelitas estavam nas proximidades do monte Sinai (cf. Êx 3.12 com 19.2,3), Jetro trouxe Zípora e seus dois filhos de volta para Moisés (18.1-6). Jetro fez coisas notáveis nessa reunião: (1) iniciou e observou, junto com os líderes de Israel, o sacrifício de ação de graças pela recente libertação do Egito (18.10-12); (2) sabiamente aconselhou Moisés a fazer certas mudanças em seu penoso sistema de julgar as pessoas que, aparentemente, foram adotadas imediatamente (18.13-26). Veja Juiz. Jetro então retornou à sua própria terra (18.27).

Seus futuros contatos com os israelitas estavam ligados ao problema quase insolúvel relacionado à identidade de Hobabe, mencionado em Números 10.29. Ele podia ser Jetro, seu filho, ou seu neto, de qualquer forma um parente de Moisés. Os descendentes dessa família viviam entre os israelitas depois da conquista de Canaã (Jz 1.16; 4.11; 1 Sm 15.6).PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 1049.

JOSUÉ (PESSOAS)

Ver o artigo separado sobre o livro de Josué, relacionado ao primeiro homem que, na Bíblia, recebeu esse nome. Houve um total de quatro homens com esse nome, nas páginas do Antigo Testamento:

1. Josué, filho de Num, assistente e sucessor de Moisés.

a. Nome. Esse nome deriva-se do hebraico, Yehoshua, «Yahweh é salvação». Moisés mudou o nome dele, de Oséias («salvação»), para Yehoshua. Ver Núm. 13:16 e 13:8. Esse é o equivalente veterotestamentário de Jesus. A Septuaginta traduziu aquele nome hebraico para o grego, lesous, a forma grega do nome hebraico.

b. Família. Ele era filho de Num, que era filho de Elisama, príncipe da tribo de Efraim (Êxo. 33:11; Núm. 1:10).

c. Informes Históricos 1. Considerando-se a habilidade de Josué como estrategista militar, é possível que ele tivesse sido um soldado profissional, treinado no Egito. A arqueologia dá-nos conta de que estrangeiros eram contratados pelo exército egípcio. Moisés usou Josué como seu comandante militar, contra o ataque dos amalequitas, em Refidim (Êxo. 17:8-16). A tarefa de Josué era organizar aquele bando de ex-escravos, que tão recentemente haviam obtido a liberdade, organizando com eles um exército respeitável. A tarefa, pois, não era nada pequena. 2. Josué era o ministro pessoal e assistente de Moisés, quando este recebeu a lei (ver Êxo. 24:13; 32:17). 3. Josué foi um dos espias enviados para obter uma visão geral da terra a ser conquistada. Ele foi um dos dois únicos que deram um relatório bom, e encorajaram o ataque (Núm. 14:6-9). 4. O povo de Israel, como um todo, foi proibido de entrar na Terra Prometida, em face de desobediência e incredulidade. Somente Josué e Calebe tiveram permissão, dentre aquela geração inteira, de entrar na Terra Prometida (Núm. 26:65; 32:12; Deu. 1:34-40). 5. Josué foi comissionado para ocupar aliderança, após o falecimento de Moisés. Josué, pois, tornou-se o novo pastor de Israel (Núm. 27:12-17). Ele recebeu a autoridade divina de Moisés (Núm. 27:20). Foi ordenado por Moisés para assumir seu novo posto (Núm. 27:21-23; Deu. 3:21-28). 6.

 A tarefa de Josué consistia em liderar Israel na conquista da terra de Canaã (Jos. 1- 12). Se excetuarmos uma comunidade que, através de engodo, conseguiu assinar um acordo de não-agressão com Josué, ele conseguiu exterminar os habitantes de Canaã até o último homem, excetuando aqueles lugares onde obteve vitórias apenas parciais. 7. Quando a totalidade da Palestina havia sido conquistada, Josué recebeu a tarefa de averiguar que a mesma fosse dividida entre as doze tribos (Jos. 13-21). 8. Josué foi homem de notável habilidade como líder, conforme se vê em seu trabalho capaz, como o general dos exércitos de Israel (Jos. 1-12), em sua capacidade de conduzir espiritualmente os israelitas, estabelecendo os acordos apropriados (Jos. 8:30-35); ao orar pedindo poder e orientação espirituais, e recebendo as mesmas (Jos. 10:10-14); em seu respeito pela mensagem espiritual e pelo uso que fazia da mesma, o que tanto o ajudou a conduzir corretamente o povo de Deus (Jos. 1:13-18; 8:30-35,11:12,15; 14:1-5, 23:6). Quando da divisão da terra, ele mostrou ser um hábil administrador (Jos. 13-21). 9. Foi Josué quem deu ao sistema tribal dos israelitas sua forma fixa, impondo o elemento do acordo para fixação de terras específicas entre as diversas tribos (Jos. 24:1-28). 10. Idade avançada e morte. 

Quando o fim de sua vida terrena aproximava-se, Josué quis consolidar os ganhos que obtivera. Convocou uma assembleia, com representantes de todo o povo de Israel, e apresentou um solene discurso e incumbência, relembrando-os sobre o que fora realizado, e exortando-os a guardarem a aliança e continuarem na fé de seus pais. Em Siquém, foi renovada a aliança com o Senhor. Josué faleceu com a idade de cento e dez anos, e foi sepultado em sua cidade, Timnate-Sera, pertencente à tribo de Efraim (Jos. 24:29). Isso ocorreu em cerca de 1365 A.C.

d. Tipos. Na seção IX, no artigo sobre Josué (Livro), em seu primeiro ponto, mostramos como Josué é símbolo de Cristo. Ele foi o Jesus do Antigo Testamento. Ambos conduzem à Terra Prometida, e ambos receberam uma autoridade acima da de Moisés. Aquela seção sublinha certo número de outros tipos que se encontram no livro de Josué, e que nos são instrutivos.
e. Caráter de Josué. Foi Josué quem disse a Israel: «...escolhei hoje a quem sirvais... Eu e a minha casa serviremos ao Senhor». (Jos. 24:15). Isso exprimiu a atitude que Josué teve durante toda a sua vida. Ele foi uma personagem das mais fulgurantes do Antigo Testamento, a quem o próprio Moisés não fez muita sombra. Sentimo-nos infelizes diante de tanta matança que houve na conquista da terra de Canaã. Ver sobre Josué (Livro), seção VI. Problemas Especiais, segundo ponto, O Tratamento Dado aos cananeus, quanto a uma discussão sobre essa questão. É óbvio que Josué sempre cumpriu o seu dever, sem nenhum grande desvio, sem nunca haver cometido qualquer grave infração, o que também se vê no caso de todos os outros grandes vultos do Antigo Testamento. Josué sen/e de ilustração do homem que confronta alguma imensa dificuldade, mas a vence, porquanto nele não havia nem dúvida e nem hesitação, de tal modo que, com coragem e resolução, ele foi capaz de realizar a tarefa que o Senhor lhe deu.

2. Josué, um nativo de Bete-Semes. Esse foi um israelita, proprietário do campo onde chegou a carruagem que trazia a arca da aliança, ao retornar da terra dos filisteus. Ver I Sam. 6:14,18. Ele viveu em cerca de 1076 A.C.

3. Josué, governador de Jerusalém, no começo do reinado de Josias. Um dos portões da cidade recebeu nome, com base em seu nome. Ver II Reis 23:8. Ele viveu em cerca de 621 A.C.

4. Josué, também chamado Jesus, filho de Jeozadaque. Ver sobre Jesua, terceiro item.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 4581

JOSUÉ Líder dos israelitas em sua conquista da terra prometida. Seu nome completo "Jehoshua" (Nm 13.16) significa "Jeová é salvação" e tem a mesma forma grega do nome de Jesus (At 7.45; Hb 4.8). Seu nome está escrito como "Josué" em Neemias 8.17, mas seu nome original era Oséias (Nm 13.8). Josué era filho de Num, da tribo de Efraim (Nm 13.8). Depois de dirigir a distribuição de terras, ele se instalou nas terras altas de Efraim em Timnate-Sera, onde foi sepultado (Js 19.50; 24.30).

Como tinha mais de 40 anos de idade quando deixou o Egito, e parecia bem qualificado para assumir o comando das forças israelitas que lutaram contra os amalequitas em Refidim (Êx 17.8-16), é possível que tivesse sido treinado pelo exército do Faraó. Durante aquele ano, no monte Sinai, Josué serviu como auxiliar direto de Moisés quando esse último recebeu as leis, e todas as vezes que ia à tenda onde encontrava e ouvia o Senhor (Êx 24.13; 32.17; 33.11). Mesmo depois de deixar o Sinai, Moisés considerava Josué como um "moço" e achava necessário censurá-lo por proibir dois anciãos do acampamento de profetizar (Nm 11.27-29).
Além dos possíveis contatos que pode ter tido antes do Êxodo com Canaã e seus habi tantes, que vinham comercializar com os egípcios, ou mesmo que pudesse ter viajado ao Egito em alguma campanha militar, Josué adquiriu experiência dessa terra por ser um dos doze espias. Foi escolhido para ser o representante da tribo de Efraim (Nm 13.8). Eles exploraram cuidadosamente desde o Neguebe até Reobe, perto de Lebo-Hamate (Lebweb, pouco mais de 20 quilómetros a noroeste de Baalbek, entre os limites do Líbano). 
Como Josué e Calebe se opunham ao difamatório relatório da maioria, e insistiam que os israelitas deviam entrar na terra que era "muito boa" (Nm 14.7) ao invés de se rebelar contra o Senhor, eles cresceram em sua estatura espiritual. Os outros dez que não creram na promessa da terra, que fora feita pelo Senhor, morreram devido à praga (Nm 14.36-38). Dos que iniciaram a jornada, somente Josué, Calebe e aqueles que tinham menos de 20 anos permaneceram vivos ao final dos 40 anos, e receberam permissão para entrar em Canaã (Nm 26.65; 32.12; Dt 1.34-40). O Senhor ordenou a Moisés que desse a Josué o encargo de ser o novo pastor de seu povo, quando o legislador entendeu que logo morreria ao invés de entrar em Canaã (Nm 27.12-23; Dt 3.21-29). Moisés solenemente investiu Josué com honra e autoridade perante Eleazar, o sumo sacerdote, e toda a congregação, e compartilhou o espírito de sabedoria ao impor as mãos sobre ele (Nm 27.18,23; Dt 34.9). Como parte dos preparativos finais de Moisés para a continuidade da aliança, ele publicamente advertiu Josué a ser corajoso e forte a fim de levar Israel à terra de sua prometida herança (Dt 31.3,7,8).
 Quando Moisés e seu sucessor se dirigiram à porta da tenda, Deus comissionou Josué de uma forma direta (Dt 31.14,15,23). Depois da morte de Moisés, o Senhor bondosamente repetiu essa ordem particularmente a Josué, aumentando as suas promessas com a finalidade de encorajá-lo na véspera da invasão de Canaã (Js 1.1-9).
Acampado a leste do Jordão, Josué enfrentou dois imensos problemas: (a) como cruzar o rio transbordante; e (6) como vencer os adversários cananeus. Será que estariam esperando na margem oposta com espadas desembainhadas? Ele enviou dois espias para fazer o reconhecimento da fortaleza de Jericó e ordenou-lhes que mantivessem a missão em segredo caso seu relatório pudesse desencorajar o povo, como os dez espias anteriores haviam feito (Js 2; cf. Nm 13; 14). Deus lhes deu a vitória sobre os dois obstáculos, enchendo de terror os habitantes da terra (Js 2.9-11) e interrompendo as águas do Jordão, quando o povo marchou cheio de fé em sua direção e na hora em que os sacerdotes que carregavam a arca pisaram em suas águas (3.14-17).
Obedecendo ao Senhor, Josué ordenou a circuncisão de todos os homens que haviam nascido no deserto (5.2-9). A nação estava novamente disposta a caminhar pela fé com Jeová, o seu Deus, nas promessas da aliança que havia sido feita com Abraão, e se submeter à circuncisão, que era o sinal desta aliança. Dessa forma, Deus eliminou toda reprovação e desgraça que foram trazidas pelo comportamento idólatra e sensual que haviam demonstrado no Egito (5.9).
Josué demonstrou ser possuidor de grande disciplina ao obedecer às inusitadas táticas de Deus para vencer Jericó. Ele ordenou aos sacerdotes e ao povo que marchassem em volta da cidade e ignorassem os gritos e as réplicas mordazes cheias de visível deboche dos defensores cananeus (6.6-10). Exceto no caso de Acã, as tropas israelitas seguiram suas ordens de não saquear as ruínas em benefício próprio. Sentindo-se pessoalmente responsável, Josué teve um grande sofrimento pela derrota e pela perda de 36 de seus homens em Ai, e prostrou-se sobre a sua face, desesperado, perante o Senhor (7.6-9).
Os detalhes do segundo ataque a Ai demonstram o cuidadoso planejamento e a estratégia que estavam presentes nas campanhas de Josué. Ele era cuidadoso e decisivo em suas atitudes, como mostra a marcha noturna de Gilgal para aliviar o cerco de Gibeão (10.9). Quando as fileiras dos amorreus foram rompidas, ele induziu o seu exército a prosseguir rumo às vitórias (10.19,20). Josué havia pedido que Deus o ajudasse a destruir, em campo aberto, o potencial de luta do inimigo e, depois da saraiva que fora divinamente enviada, ele continuou a utilizar a vantagem alcançada, enquanto os exércitos amorreus fugiam para fortalezas situadas a 30 quilómetros de distância (10.10-14).
 Com incrível velocidade, ele atacou as principais fortalezas do sul, uma após outra, com o objetivo maior de matar as tropas e não de ocupar e dominar as cidades (10.28-43). Ele contava muito mais com a direção e o suporte divino (10.25,30,31,42; 11.6-9,15), com a surpresa e a astúcia, a disciplina e o incentivo aos seus homens e com o colapso moral do inimigo, do que com a superioridade e a quantidade das armas e homens. Como o seu exército havia sido formado no deserto, e não estava treinado para operações de cerco, ele não podia se arriscar a ficar atolado do iado de fora de uma cidade murada. É provável que muitos cananeus tenham fugido para as montanhas e cavernas, para depois retornar e reocupar as suas cidades. 
Outras cidades, como Gibeão e seus aliados, capitularam imediatamente. Dessa forma, exceto no caso de Jericó, Ai e Hazor, que Josué incendiou (11.13), os arqueólogos podem esperar encontrar poucas e claras evidências da destruição de uma cidade por causa das incursões de Josué. Ele subjugou o país como um todo, e promoveu a necessária segurança para permitir que cada tribo entrasse e reclamasse a herança que lhe fora destinada. Gradualmente se seguiram a instalação dos israelitas e a construção dos edifícios durante o período que decorreu desde os juízes até Davi. Veja Êxodo, O

Josué possuía as qualidades de um verdadeiro líder. Exibiu grande coragem desde a primeira batalha contra os amalequitas em Refidim, mantendo-se firme todas as vezes que começavam a prevalecer, até o seu ataque contra a associação de reis cananeus junto às águas de Merom. Era rápido ao receber e obedecer às ordens de seu divino Comandante-em-Chefe (por exemplo, 5.13-6.5), e suficientemente humilde para reconhecer sua constante necessidade de depender do Senhor - embora tenha deixado de buscar a Deus na questão da identidade dos enviados de Gibeão (9.14,15).
 Josué era um homem de honra. Ele cumpriu o acordo feito com os dois espias sobre o lar de Raabe, e poupou a família desta mulher quando a cidade de Jericó foi derrotada (6.22-25). Também não invalidou o tratado feito pelos príncipes israelitas com os gibeonitas (9.18-26). Porém, a melhor qualidade que ele demonstrava era a sua total devoção à lei de Deus. Saturava a sua mente e o seu coração com a Palavra do Senhor. Dessa maneira, a nação confiava em suas decisões (veja 1.13-18; 11.11,15; 14.1-5). Em meio às suas primeiras campanhas, Josué dedicou tempo ao estabelecimento da aliança de Israel com a nova lei da terra em seu próprio centro, em Gerizim e Ebal (8.30-35). Em seu discurso de despedida apelou ao povo, pedindo que cada um renovasse o compromisso de sua aliança com o Senhor, exortando-os a guardar e a fazer "tudo quanto está escrito no livro da Lei de Moisés" (23.6).
Seu santo exemplo de temor e obediência ao Senhor continuou a influenciar a nação mesmo depois de sua morte, e durante o período dos anciãos que a ele sobreviveram (24.31).PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 195-197.

III - QUALIDADES DE MOISÉS COMO LÍDER
1. Mansidão e humildade (Nm 12.3).

Não é incomum as pessoas buscarem qualidades em seus líderes. Bons líderes servem como bons exemplos, e o mesmo ocorre quando um líder deixa a desejar com seu comportamento; logo é visto como uma pessoa indigna de crédito por divorciar suas palavras de sua vida prática.
Moisés tinha suas limitações, como todos nós. Como homem, inicialmente resistiu à voz de Deus quando foi chamado para libertar Israel, mas depois obedeceu à ordem divina. Neste capítulo, vimos que ele dedicava-se mais ao trabalho que à sua vida familiar, até receber a orientação de seu sogro. Por não perceber que estava sozinho na liderança do povo, acabava sendo cercado de problemas de todos os tipos, que poderiam ser resolvidos por outras pessoas.

Mas Moisés tinha também suas qualidades. Entre elas, destacamos:

Mansidão
A Palavra de Deus apresenta Moisés como uma pessoa de coração manso. “E era o varão Moisés mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Nm 12.3). Mansidão é a capacidade de enfrentar problemas sem que se perca a calma. Essa foi a atitude de Moisés quando atacado por Miriã e Arão, seus irmãos, no deserto. Ele não perdeu a calma naquela situação e deixou que Deus resolvesse o problema de rebeldia que seus próprios irmãos trouxeram.

Humildade
Moisés não era um líder soberbo. Ele não temeu partilhar sua autoridade com seus auxiliares a fim de que o povo pudesse ser mais bem atendido em suas demandas. Ele aceitou com humildade o conselho de Jetro, e viu como acatar aquele conselho permitiu que ele focasse sua liderança onde ela era mais importante: conduzir o povo de acordo com os planos de Deus. “A soberba precede a ruína, e a altivez do espírito precede a queda” (Pv 16.18).COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 86-87.

HUMILDADE
“Nenhum homem será um grande líder, se quiser fazer tudo sozinho, ou se quiser receber todo o crédito só para ele” . (Andrew Carnegie) Cuidado com os perigos de extrapolação do ego.Qualquer líder que se propõe a aprender mais sobre humildade, precisa ouvir Jesus falar: “Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou MANSO E HUMILDE de coração” (Mt. 11: 29). No convite ao discipulado, aparece embutido o mandamento da humildade.O que é humildade? Uma das mais lindas definições de humildade que já ouvi é: “Humildade é fazer silenciar todo o nosso saber diante da sabedoria de Jesus, é afirmar a nulidade de todo nosso poder. Se Cristo não estiver conosco, é ter a coragem de admitir que se está assentado no banco primário da sabedoria de Deus, é se ver na real medida da graça divina, nem acima e nem abaixo do que se é. Na fila da História, humildade é considerar o próximo em primeiro lugar em relação a você. É ter a coragem de servir aos iguais”.

Como a humildade de Jesus se manifestava na prática, no seu dia a dia.
1. Modéstia - Jesus viveu uma vida modesta (Lc. 4:16). Ele teve sua humanidade talhada por Deus em uma cidade simples e modesta, de onde ninguém esperava que dali saísse Alguém que iria fazer história;
2. Submissão - Na Sua submissão aos seus pais como criança, adolescente e jovem (Lc.2:51);
3. O trabalho duro - Jesus aprendeu a humildade, trabalhando duro para pôr o pão na mesa (Mc 6:3). Jesus, o carpinteiro, que furou os dedos com farpas, que enfiou pregos na madeira, apesar da Sua onisciência, bateu com o martelo no dedo. Ele também talhou móveis e desgastou-se na perspectiva de torná-los úteis e bonitos;
4. Honrar - Ele honrava os profetas, falava de João Batista com uma admiração muito grande (Mt. 11:7-15);
5. Atenção -Ele dava atenção aos velhos, tratava-os com carinho (Mc 1:30,31); e tratava com carinho e atenção às crianças (Mt. 19:13-15);
6. O improviso da vida - Ele aceitava o improviso de noites mal dormidas (Jo 7:53; 8:1). As noites mal dormidas não era algo que ofendia a sua realeza divina;
7. A interrupção das coisas programadas - Ele era capaz de interromper um discurso para responder a uma pergunta (Lc 14:15,16);
8. Aceitação da ajuda dos outros com humildade – Ele aceitou ser servido com os bens dos outros (Lc. 8:3);
9. Servir ao próximo - Ele preparou comida para os seus próprios discípulos (Jo 21:9). Mesmo ressuscitado, a glória não lhe subiu à cabeça. Ele ressuscitou e venceu a morte, mas continuou humilde de coração. Ao convidar os discípulos para um lanche, foi Ele quem preparou o  fogo, trouxe o peixe e o pão;
10. Sujeitando-se à autoridade absoluta - Ele afirma, em Jo 5:19, que estava sujeito à autoridade do Pai e disse algo tremendo que, retraduzindo o texto, seria: “Eu sou discípulo do meu Pai”;
11. Saber não saber tudo - Ele fez questão de não saber tudo (Mc. 13:32). Certas datas, prazos e eventos definidos não competia a ninguém saber, nem a Ele; somente ao Pai.
O que é orgulho? Podemos dizer que orgulho é o homem transferir o centro do seu pensamento e de suas afeições do Criador (Deus) para si mesmo. O maior perigo, quando uma liderança alcança o sucesso, é a extrapolação do ego. Nada é mais destruidor do que o “orgulho alimentado A pessoa orgulhosa é aquela que se coloca acima do que ela realmente é.

Fazendo uma auto avaliação, é comum você dizer...
► “Eu admito que cometi um erro
► “Eu estou orgulhoso de você”.
► “Qual é a sua opinião
► “Poderia, por favor”.
► “Muito obrigado”.
► “Nós...”
► “Eu...” (Apalavra menos importante.)
Humildade: marca característica dos grandes.

William Carey foi reconhecido e chamado o Pai das Missões Modernas. Poucos homens fizeram o que ele fez. Seus incansáveis trabalhos pela cristianização na índia são os de um gigante impulsionado por uma paixão apostólica. A lista de suas realizações em quarenta anos de trabalho missionário é simplesmente impressionante.
Quando enfermo, já nos seus últimos dias de vida, William Carey foi visitado pelo jovem escocês Alexandre Duff, que se preocupou em elogiar o valente missionário pela sua obra grandiosa.
Diante desses elogios, Carey disse: “Sr. Duff, o senhor tem estado a falar de um lado para o outro de meus feitos, mas eu lhe peço: quando eu estiver morto, não diga nada do Dr. Carey, fale apenas do Salvador de William Carey”. Em sua sepultura há uma única inscrição que ele permitiu: 
Willian Carey,Nascido em 17 de agosto de 1761.Falecido em 9 de junho de 1834.Um verme miserável, pobre, desamparado.Em Teus bondosos braços eu caio.Apesar de todos os seus trabalhos e conquistas, certa vez ele escreveu: “A indolência é o meu pecado dominante” . A humildade deste gigante do Reino de Deus é a marca de todos os homens que ficaram registrados na galeria dos heróis da fé. S.Júlio Schwantes escreveu : “O rio da humildade se alimenta de duas fontes inesgotáveis: a da reverência frente a grandeza de Deus a quem adoramos, e a do reconhecimento de nossa insignificância individual. A primeira tem sua razão de ser fora de nós; e, a segunda, em nós”.

Os líderes que monitoram sempre os perigos da extrapolação do ego e mantém a vida centralizada em Deus, não serão corrompidos por causa do sucesso. Ao encerrar sua autobiografia, Franklin concluiu falando sobre a humildade de forma muito interessante. Veja o que ele escreveu: “Na realidade não há, talvez, entre nossas paixões naturais, nenhuma tão difícil de dominar como o orgulho. Disfarce-a, lute com ela, submeta-a, afogue-a, mortifique-a à vontade e ela ainda estará viva, e reaparecerá de tempos em tempos; vê-la-á, talvez, frequentemente nesta história, pois, ainda que pudesse conceber tê-la vencido, provavelmente orgulhar-me-ia da minha humildade”.
Aquele que disse, “aprendei de mim que sou humilde”, também disse, “Bem-aventurados os humildes, porque deles é o reino dos céus” (Mt. 5:3). Um dos maiores gênios da história, Isaac Newton dizia em seus últimos anos de vida: “Se pude enxergar mais longe do que os outros, foi por haver subido nos ombros de gigantes” .Josué Gonçalves. 37 Qualidades do Líder que Ninguém Esquece!. Editora Mensagem para todos. pag. 85-89.

Nm 12.3 Mui manso. A humildade era uma das grandes características de Moisés. Ver Êxo. 3.11. A palavra hebraica aqui traduzida por “manso" é ‘anaw, “humilde”. A raiz desse termo hebraico é ‘ana, “forçar à submissão". A melhor tradução, pois, é mesmo “humilde”. Contrariamente à maioria dos ditadores, Moisés não era um homem arrogante. Ocupava a posição que ocupava por atribuição de Deus, e não porque tivesse ascendido à sua posição mediante poder e arrogância, impondo aos outros a sua vontade. Isso nos mostra que Moisés não era o tirano que Miriã e Arão queriam que ele parecesse ser. Sua autoridade era divinamente conferida. Ele era o homem apropriado para o momento, e não um indivíduo que se tivesse exaltado a algum elevado ofício por meio de sua poderosa personalidade.
A autoria mosaica do Pentateuco é um dos problemas levantados por este versículo. Uma terceira pessoa nos descreve aqui Moisés, e não ele mesmo.O livro de Números sempre alude a Moisés na terceira pessoa do singular. Mas visto que Yahweh falava por meio dele, suas tradições foram preservadas, sem importar se ele foi o compilador real de algum livro, quanto à sua forma final.As tentativas feitas por alguns intérpretes para forçar o texto a dizer que Moisés fora “alquebrado” e “oprimido” por suas cargas e pelos ataques contra sua pessoa, em vez de ser um homem humilde, não convencem. O texto não dá apoio a esse tipo de tratamento.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 647.

Nm 12. 3. Ele tinha muita razão para se ressentir da afronta. Ela era mal intencionada e inoportuna, em um momento em que o povo se dispunha a um motim, e tinha recentemente lhe causado muita irritação com suas queixas, e isto podia irromper novamente quando encabeçado e estimulado por Arão e Miriã. Mas ele, como surdo, não ouvia. Quando a honra de Deus estava em questão, como no caso do bezerro de ouro, ninguém era mais zeloso que Moisés. Mas, quando a sua própria honra era atacada, não havia homem mais manso. Corajoso como um leão na causa de Deus, mas doce como uma ovelha em sua própria causa. O povo de Deus são “os mansos da terra” (Sf 2.3), mas alguns são mais notáveis que outros, por esta graça, como Moisés, que assim se adequava ao trabalho ao qual fora chamado, que exigia toda a mansidão que ele tinha, e às vezes, ainda mais. E às vezes a aspereza dos nossos amigos é uma prova maior para nossa mansidão do que a maldade dos nossos inimigos. O próprio Senhor Jesus Cristo recorda a sua própria mansidão (Mt 11.29: “sou manso e humilde de coração”). A mansidão que Cristo estabeleceu era imaculada. Mas a de Moisés, não o era.HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 478.

I. Taberá (11:1-3). Saindo da região ao redor do Monte Sinai, que tinha relativa fertilidade, os israelitas depressa se descobriram no inóspito deserto de Et-Tih, e começaram a se queixar. Um viajante moderno os entenderia. Mas os escritores bíblicos não os entenderam (cf. Dt 9:22; SI 78:17ss.). Para eles, as queixas de Israel eram prova de rebeldia e incredulidade nacional. Números dá a mesma ideia, descrevendo Deus como zangado, e o Seu fogo consumindo as “extremidades do arraial” (1). O fogo é um sinal da atividade divina, para bênção ou julgamento (cf. Lv 9:24; 10:1). O texto não esclarece o que foi queimado nessa ocasião, se apenas arbustos perto das tendas, ou mesmo algumas das tendas. Todavia, o povo percebeu o perigo em que estava, e apelou a Moisés, pedindo-lhe que orasse por eles. Como em ocasiões anteriores, Deus acedeu à sua intercessão (Êx 15:25; 32:11-14). Para comemorar o acontecimento, aquele lugar foi chamado Taberá, “queima.” Visto que Taberá não é incluído na lista de lugares de acampamento citado em Números 33, provavelmente foi o nome dado a uma região próxima a Quibrote-Taavá (cf. versículos 4-35).

Este episódio leva a uma série de historietas em que todos os grupos entre os israelitas se rebelam com a provisão e os planos de Deus. Em cada ocasião é descrito o pecado, e em seguida vem o julgamento divino subsequente. Como resultado da incredulidade e desobediência, todos os adultos do sexo masculino, exceto Josué e Calebe, morrem no deserto, e não entram na terra da promessa. Até mesmo Moisés e Arão morrem antes de chegar em Canaã. Enfatiza-se a inversão completa das atitudes nacionais nas tradições a respeito de Quibrote-Taavá. O otimismo triunfante de Moisés, recomendando que Hobabe acompanhasse Israel para a boa terra prometida pelo Senhor, é substituído por murmurações a respeito do mal (Aia-sorte, versículo 1, miséria, versículo 15) que na verdade está experimentando. 
Ao invés de olhar à frente para Canaá os Israelitas anelam nostalgicamente para o Egito(10.29; 11.5; 18, 20.) Enquanto Moisés assegurava a Hobabe que o Senhor trataria bem a Israel, pouco antes, agora ele apressava-se em perguntar: “Por que fizeste mal a teu servo?” (10:32; 11:11). Outros grandes santos passaram por crises de fé semelhantes em tempos de adversidade, v.g. Elias, João Batista e Pedro (I Re 19:4ss.; Mt ll:2ss.; 26:69ss.). Tanto Moisés quanto o povo são tratados gentilmente a princípio; o fogo se acende apenas nas extremidades do acampamento (versículo 1), e Moisés não é repreendido por suas dúvidas. Os seus repetidos atos de incredulidade é que levaram à sua exclusão de Canaã.Gordon J.Wenhan. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 113.

2. Piedoso e obediente.

Moisés era um homem temente a Deus. Piedade não se refere a fazer boas obras e caridade, mas a ter o respeito por Deus e por sua obra. Ser piedoso é o contrário de ser uma pessoa ímpia, que despreza a Deus e não trata sua Palavra de forma respeitosa.
Jetro sabia que Moisés era o líder escolhido por Deus e que era importante que estivesse bem, com procedimentos administrativos adequados para a condução do povo e preservando a si mesmo de uma vida estafante e de pouca praticidade. Ele não aconselhou Moisés a empurrar os problemas para que outros resolvessem; estava recomendando ao legislador que ensinasse a Lei de Deus com a ajuda de outros homens, que o auxiliariam na condução do povo.
Que isso nos sirva de lição. Podemos confiar em Deus para recebermos ajuda de pessoas comprometidas com o seu Reino, pessoas que podem ser ensinadas nos estatutos e leis do Senhor, e que poderão ampliar o campo de atuação de Deus em nossos dias.COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 87.

PIEDADE Normalmente, o termo "piedade" é uma tradução da palavra grega eusebeia. Em um sentido amplo, piedade significa pra ticar a piedade cristã. Ela encontra sua base em um conhecimento apropriado de Deus (1 Jo 5.18), sua realização em uma vida entregue a Deus por meio de Jesus Cristo (Rm 12.1), e seu objetivo final no desenvolvimento da consciência em relação a Deus, e de características similares como a justiça, a fé, o amor, a paciência e a mansidão (1 Tm 6.11; 2 Pe 1.6). O conceito é amplamente exposto nas Epístolas Pastorais, e cristalizado nas palavras: "Mas é grande ganho a piedade com contentamento" (1 Tm 6.6; cf. 1 Tm 2.3,10; 3.16; 4.7,8; 6.3,5,11; 2 Tm 3.5,12; Tt 1.1; 2.12).PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 1534-1535.

PIEDOSO, TEMENTE A DEUS. Estas palavras são traduzidas de maneira variada nas VSS brasileiras, como “piedoso”, “reverente”, “religioso” e “temente a Deus”. Fora poucas exceções, elas são peculiares a Lucas, em cujos escritos são traduzidas como “temente a Deus” somente na ARC. Ele a aplicou à descrição de Simeão (Lc 2.25), de Cornélio e seu “piedoso soldado” (At 10.2,7) e de Ananias, por meio de quem Paulo recuperou sua visão (At 22.12). E coletivamente aos “homens piedosos [que] sepultaram Estevão” (8.2); “prosélitos piedosos” (13.43); “mulheres piedosas de alta posição” em Antioquia da Pisídia (13.50); “gregos piedosos” em Tessalônica (17.4); e “gentios piedosos”, provavelmente prosélitos, na sinagoga de Atenas (17.17). Além dos dez usos por Lucas, Isaías fala de “homens piedosos” em suas profecias (Is 57.1).
MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 4. pag. 969. estudalicao.blogspot.com
fonte www.mauricioberwaldofical.blogspot.com

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