terça-feira, 30 de maio de 2017

Estudo livro de Exôdo (10) מחקר שמות



                                                 CONTINUAÇÃO 
                      
Neste capítulo examinaremos duas situações que ocorreram por ocasião da presença dos israelitas no Egito: as pragas enviadas por Deus e as propostas de Faraó no sentido de manter os israelitas cativos.
Deus havia dito a Faraó, por meio de Moisés e Arão, que deixasse seu povo ir embora daquela terra. Deus poderia simplesmente retirar Ele mesmo o povo da escravidão, mas preferiu usar Moisés como instrumento para aquela obra. Isso nos deve fazer lembrar de que Deus tem todo o poder, e pode fazer o que desejar, mas ainda assim, em muitas situações, prefere se valer de instrumentos humanos para executar sua vontade. Que isso nos sirva de lição, tendo em vista que, não raro, somos tentados a imaginar que Deus realmente precisa muito de nós para a sua obra, e que sem nós Ele não faria nada. Na verdade, Ele pode usar quem quiser para fazer a sua vontade, e opera apesar de nós, e não apenas por nossa causa.

O Encontro de Faraó e Moisés

E curioso observar a capacidade que certas pessoas possuem de tentar negociar com Deus. Faraó fora advertido de que deveria libertar os israelitas, mas preferiu resistir à voz de Deus. Se analisarmos a forma com que Deus se utilizou para falar àquele monarca, veremos que foi dada a ele oportunidade de reconhecer o poder de Deus antes que males terríveis assolassem o Egito.

Primeiro o Senhor falou através de Moisés

Deus prioriza advertir Faraó por meio de Moisés, o octogenário pastor do deserto. Como já nos é sabido, o rei não acreditou nas palavras do libertador.E, depois, foram Moisés e Arão e disseram a Faraó: Assim diz o Senhor, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto. Mas Faraó disse: Quem é o Senhor, cuja voz eu ouvirei, para deixar ir Israel? Não conheço o Senhor, nem tampouco deixarei ir Israel. (Êx 5.1,2)
Essa foi a resposta de Faraó. Quem é o Senhor? Não o conheço, e como não o conheço, não deixarei os hebreus saírem livres. Não raro, essa tem sido uma resposta comum da própria humanidade: Porque devo obedecer a Deus se nem sei quem é Ele? Parece uma lógica correta levando em consideração que o Egito tinha vários deuses, e que o próprio Faraó era tido como uma divindade. Como seria possível reconhecer como Deus um Ser que envia um pastor do deserto para falar com o rei da maior potência da época? Esse Deus poderia ter embaixadores melhores para representá-lo. Mas à medida que o texto se desenrola, Faraó percebe que está lidando com um Deus que escolhe bem seus enviados, e que não se permite ser ridicularizado por ninguém.COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 24-25.

Os Dez Juízos

Toda a terra do Egito tremeu debaixo dos golpes sucessivos da vara de Deus. Todos, desde o monarca sentado no seu trono à criada moendo no moinho, tiveram de sentir o peso terrível dessa vara. "Enviou Moisés, seu servo, e Arão, a quem escolhera. Fizeram entre eles os seus sinais e prodígios, na terra de Cam. Mandou às trevas que a escurecessem; e elas não foram rebeldes à sua palavra. Converteu as suas águas em sangue, e assim fez morrer os peixes. A sua terra produziu rãs em abundância, até nas câmaras dos seus reis. Falou ele, e vieram enxames de moscas e piolhos em todo o seu território. Converteu as suas chuvas em saraiva e fogo abrasador, na sua terra. Feriu as suas vinhas e os seus figueirais e quebrou as árvores dos seus termos. Falou ele, e vieram gafanhotos e pulgão em quantidade inumerável, e comeram toda a erva da sua terra e devoraram o fruto dos seus campos. Feriu também a todos os primogênitos da sua terra, as primícias de todas as suas forças" (SI 105:26 -36).
Aqui, o Salmista dá-nos uma ideia resumida desses terríveis castigos que por dureza do seu coração Faraó trouxe sobre a sua terra e o seu povo. Este soberbo monarca havia empreendido a tarefa de resistir à vontade soberana e ao caminho do Deus Altíssimo; e, como consequência justa desta atitude, foi entregue à cegueira judicial e dureza de coração. "Porém o SENHOR endureceu o coração de Faraó, e não os ouviu, como o SENHOR, tinha dito a Moisés.
Então, disse o SENHOR a Moisés: Levanta-te, pela manhã cedo, e põe-te diante de Faraó, e dize lhe: Assim diz o SENHOR, o Deus dos hebreus: Deixa ir o meu povo, para que me sirva. Porque esta vez enviarei todas as minhas pragas sobre o teu coração, e sobre os teus servos, e sobre o teu povo, para que saibas que não há outro como eu, em toda a terra. Porque agora tenho estendido a mão para te ferir a ti e ao teu povo com pestilência e para que sejas destruído da terra; mas deveras para isto te mantive, para mostrar o meu poder em ti e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra" (capítulo 9:12-16).C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editoração: Associação Religiosa Imprensa da Fé.)

As ofertas do Faraó (w. 25-32). Durante o tempo das pragas, o Faraó ofereceu quatro acordos a Moisés e Arão. Os dois primeiros encontram-se registrados nestes versículos, durante a praga das moscas (vv. 25, 28). O terceiro foi durante a praga dos gafanhotos (Êx 10:7-11) e o quarto durante os três dias de escuridão (vv. 24-26). O fato de o Faraó chegar a pensar que poderia negociar com Deus é outra prova de seu orgulho. Quem é um homem mortal, mesmo o rei de uma grande nação, para ousar negociar com a vontade de Deus? Essas ofertas todas faziam parte do plano hipócrita do Faraó de enganar Moisés e Arão, pois seu coração ainda estava obstinado e irredutível. Não estava interessado nem na vontade de Deus nem no bem-estar dos judeus; tudo o que queria era fazer cessar as pragas.

O povo de Deus enfrenta "concessões egípcias" semelhantes hoje em dia, quando buscamos servir ao Senhor. O inimigo nos diz que não precisamos ser separados do pecado, pois podemos servir a Deus "nesta terra". A resposta de Deus encontra-se em 2 Coríntios 6:14-18."Não exagere", sussurra o inimigo, "ou as pessoas vão chamá-lo de fanático". Tiago 1:27 e 4:4 derrubam essa proposta.O verdadeiro serviço significa dar autoridade a Deus sobre nossas posses e todas as pessoas em nossa família pelas quais somos responsáveis. Não fazê-lo é desobedecer àquilo que encontramos em Marcos 10:13-16; Efésios 6:4; e Deuteronômio 6:6-13. Uma vez que começamos a negociar a vontade de Deus e a ver quão perto do mundo podemos chegar, já desobedecemos ao Senhor em nosso coração.
Em sua primeira proposta, o Faraó ofereceu permissão para que os hebreus fizessem sua comemoração religiosa na terra do Egito (Êx 8:25), oferta esta que Moisés e Arão rejeitaram.Sabiam que alguns dos animais que os hebreus sacrificariam eram sagrados aos egípcios,3 e aquilo que começaria como um encontro de adoração solene se transformaria rapidamente num tumulto. Os hebreus eram um povo separado, vivendo em Gósen, a terra que Deus havia destinado a eles, e era preciso que se separassem do Egito com uma jornada de três dias a fim de agradar ao Senhor.
A segunda oferta do Faraó foi para que Israel deixasse a terra, mas que não se afastasse muito (v. 28). O pedido acrescentado pelo Faraó ("Orai também por mim"), no final da proposta, mostra que sua verdadeira preocupação era livrar-se dos enxames de moscas. A primeira vista, temos a impressão de que Moisés e Arão aceitaram essa segunda oferta, uma vez que Moisés prometeu livrar-se das moscas. Talvez acreditassem que, tendo saído da terra, poderiam viajar para algum lugar mais distante, mas certamente os dois sabiam que o Faraó não cumpriria sua promessa. O rei do Egito costumava implorar por ajuda quando precisava (v. 8; 9:28; 10:16, 17) e, depois, mudar de ideia, uma vez que a praga fosse retirada (Êx 8:15, 32; 9:34, 35; 10:20). Deus respondeu à oração de Moisés e retirou as moscas, mas o Faraó só endureceu o coração ainda mais.WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 250-251.

Êx 3.18 irás, com os anciãos de Israel.
 Os líderes formariam uma frente unida. A primeira vitória de Moisés seria que os anciãos de Israel (ver o vs. 16) concordariam com o seu plano. Alguns representantes do povo estavam destinados ajudar Moisés em seus esforços por convencer o Faraó. Isso não seria fácil porquanto, por muitos anos, ele desfrutara a vantagem de contar com 0 trabalho escravo dos filhos de Israel. E esse trabalho era sempre importante em grandes projetos públicos, como os que estavam em andamento no Egito. “A predição sobre a acolhida que seria dada pelos anciãos preparou 0 caminho da exibição de fidelidade por parte de Moisés (4.1-16)” (J. Coert Rylaarsdam, in loc.).

O Senhor, o Deus dos hebreus.

 No hebraico temos aqui os nomes divinos Yahweh Elohim. Esses são os nomes divinos tradicionais dos hebreus (ver 0 vs. 15). Os egípcios eram um povo extremamente religioso, embora politeísta. Talvez o Faraó se mostrasse sensível a um apelo que envolvesse uma diretiva divina. Não se tratava apenas de uma greve ou de um movimento social. Era um projeto divino, o qual deveria ser apresentado ao Faraó. Essa expressão reflete o monoteísmo. De cada vez em que o Faraó fazia alguma concessão, as demandas eram aumentadas (Êxo. 10.9-11). O propósito era demonstrar a onipotência de Deus, contra uma crescente teimosia e endurecimento de Faraó. A expressão “o Deus dos hebreus” também figura em Êxo. 5.3; 7.16; 9.1,13 e 10.3.

Caminho de três dias, Moisés deveria começar com um pedido pequeno e razoável, uma breve jornada com propósitos religiosos, que o Faraó poderia entender facilmente. Moisés, todavia, não revelou seu real intuito, seus planos a longo prazo: a total redenção do povo de Israel do exílio no Egito. Alguns supõem que a distância comparativamente grande a que Israel iria, a fim de sacrificar, tinha por finalidade evitar as objeções dos egípcios ao sacrifício de animais sagrados. Talvez, por esse tempo, tais ideias já tivessem penetrado na teologia dos egípcios. Ao sair do Egito, finalmente, Israel foi até ao monte Sinai, para o que precisou de três meses (Êxo. 19.1), embora fosse fazendo pausas ao longo do caminho. Essa pequena viagem de três dias seria feita na direção do Sinai, mas não seria feita nenhuma tentativa de chegar a Horebe, “o monte de Deus” (Êxo. 3.1).

Êx 3.19 O rei do Egito não vos deixará ir.

 Em vez de permitir a caminhada de três dias, 0 Faraó reagiria de forma radical à sugestão, e aumentaria a carga de trabalho dos escravos israelitas. Às vezes, um bom projeto começa lentamente, ou mesmo chega a falhar a principio. Mas se Deus está presente, haverá provisão para o sucesso, afinal. A recusa do Faraó tinha sido claramente prevista, mas mesmo assim era mister fazer o esforço. Aquilo era apenas um começo, apenas uma introdução. Conforme fosse aumentando a obstinação do Faraó, também aumentaria a pressão divina, até que, por fim, haveria uma notável vitória. O episódio indica um modelo de persistência. Nenhum projeto de importância pode lograr êxito sem que, primeiramente, haja entusiasmo. E, em segundo lugar, deve haver persistência.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 315-316.

Êx 3.19. Se não for obrigado. Esta é a leitura da LXX, com ’im lõ ’ em lugar de v^lõ’. A tradução antiga poderia permanecer, se entendermos o texto da seguinte maneira: “ não, nem mesmo quando ferido duramente” , referindo-se à obstinação de Faraó.20. Prodígios. nipla’ôt é provavelmente a palavra hebraica que mais se aproxima, etimologicamente, a “ milagres” , mas tem uma conotação muito diferente. Pensamos em “ milagre” como uma transcendência, uma suspensão ou uma reversão da ordem natural pelo Deus que tudo criara e sustentava. Num sentido, portanto, o israelita não distinguia entre o “ natural” e o “ sobrenatural” , pois tudo era obra de Deus. As pragas do Egito são a série de prodígios aqui mencionados, embora a travessia do mar e o sustento e direção no deserto sejam outros exemplos.R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 69-70.

Êx 7.4 Porei a minha mão. A pesada mão de Deus seria descarregada contra o Egito. A derrota do Faraó seria, ao mesmo tempo, a derrota dos deuses falsos do Egito. Cada uma das dez pragas seria um golpe dado pela mão de Deus.As minhas hostes. Em algumas traduções, mais de acordo com o original hebraico, lemos aqui “famílias”. Ver as notas sobre essa expressão em Exo. 6.26.O meu povo. Ver essa expressão em Êxo. 3.7,10; 8.1; 9.13; 10.3 etc. Israel era o povo pertencente a Deus, em razão do Pacto Abraâmico (ver as notas sobre esse pacto em Gên. 15.18).

Os Números Envolvidos. O trecho de Números 1.46 mostra-nos que havia cerca de seiscentos mil homens capazes de pegar em armas, em Israel, por ocasião do êxodo. Isso indica que o total do povo de Israel deveria ser de cerca de três milhões de pessoas. Talvez esse povo tivesse sido organizado em unidades quase militares, conforme a palavra “hoste”, aqui usada, dá a entender. É possível mesmo que os israelitas tivessem saído armados do Egito, preparados para combater contra os egípcios, se estes saíssem ao seu encalço.

Êx 7.5 Eu sou o Senhor. No original hebraico temos aqui o nome divino Yahweh. Este deveria ser conhecido pelo mundo todo, destacando-se sobretudo que Ele é o Deus único; que Ele favorece Israel e opera através desse povo; que os deuses do Egito são falsos; que todos os povos devem prestar lealdade a esse Deus único. O Faraó não sabia quem era Yahweh (Êxo. 5.1-2), e não queria obedecer aos Seus mandamentos. Os muitos sinais, milagres e pragas serviriam de vividas lições teológicas quanto à identidade e 0 poder de Yahweh. Ver 0 artigo detalhado sobre esse nome divino no Dicionário, como também os artigos Deus, Nomes Bíblicos de e Monoteismo.

“O Egito era a maior monarquia do mundo inteiro. Agora essa monarquia estava no máximo de seu resplendor. Dentre todas as formas de politeísmo existentes, a forma egípcia era a mais famosa; e os seus deuses devem ter parecido, não somente para os egípcios, mas para todas as nações circundantes, os mais poderosos. Lançar esses deuses no descrédito era lançar no descrédito 0 politeísmo em geral” (Ellicott, in loc.).CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 329.

Ele lhe diz o pior, que Faraó não lhe daria ouvidos, e, apesar disto, o trabalho seria feito. Por fim, o povo de Israel seria libertado e Deus, então, seria glorificado, w. 4,5.
 Os egípcios, que não desejavam conhecer o Senhor, seriam forçados a conhecê-lo. Observe que é, e deve ser, suficiente satisfação para os mensageiros de Deus o fato de que, qualquer que seja a contradição e oposição que lhes possa ser feita, ainda assim eles conseguirão seu objetivo, pois Deus será glorificado no sucesso da sua missão, e todo o seu Israel escolhido será salvo, e então não terão razões para dizer que se esforçaram em vão. Veja aqui: (1) Como Deus se glorifica. Ele faz o povo saber que Ele é Jeová, o Senhor. Israel é forçada a saber disto, pelo cumprimento das suas promessas a eles (cap. 6.3), e os egípcios são forçados a saber disto, pelo derramamento da sua ira sobre eles. Assim o nome de Deus é exaltado, tanto naqueles que são salvos quanto naqueles que perecem. (2) O método que Ele utiliza para isto: Ele humilha os soberbos, e exalta os pobres, Lucas 1.51,52. Se Deus estender em vão a sua mão aos pecadores, no final Ele estenderá a sua mão sobre eles. E quem poderá suportar o peso?HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Gênesis a Deuteronômio. Editora CPAD. pag. 246.

7:4. A s minhas hostes, o meu povo. Literalmente traduzido, “ meus exércitos” e, se tal, compare com a afirmação de que os filhos de Israel saíram do Egito “ equipados para batalha” (se esta é a tradução correta de 13:18, SBB — “ arregimentados” ). A figura de linguagem não é incorreta, desde que não a interpretemos em termos de um exército moderno disciplinado. Todo homem era um soldado em antigas “ hordas” e sem dúvida todo homem em Israel possuía sua arma, mesmo que fosse apenas uma faca ou uma funda. Davi, por exemplo, podia descrever YHWH para Golias como: “ o Deus dos exércitos de Israel” e “ YHWH dos Exércitos” (1 Sm 17:45), ao passo que 15:3 afirma abertamente que “ YHWH é homem de guerra” . Sem sombra de dúvida o pensamento flutuava imediatamente dos “ exércitos de Israel” para os exércitos celestes, igualmente sob as ordens de Deus.
Com grandes manifestações de julgamento. Cf 6:6, pois Israel está certo e Faraó errado, como ele mesmo admitirá em 9:27. Esta é outra maneira de ver os sinais do versículo 3, pois cada praga é também uma atividade judicial de Deus, ao mesmo tempo justo Juiz e Salvador.R. Alan Cole, Ph. D. ÊXODO Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 85.(estudaalicao.blogspot.com)
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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