quinta-feira, 1 de junho de 2017

Estudo livro de Exôdo (38) מחקר שמות

                     ESTUDO E COMENTARIO LIVRO DO EXÔDO
                A ESCOLA DO SACERDOCIO ARÃO E SUS FILHOS 

                         
                                 Princípios do Sacerdócio Bíblico.
                        Alguns informes Históricos Cronológicos

1. Aarão foi o primeiro sumo sacerdote de Israel. Depois tabernáculo foi erigido, de acordo com os planos Divinos, e sacerdote de Israel que os ritos tiveram início (Exo. I8-24: 12-31; 35: I - 40:38), Aarão e seus filhos foram solenemente consagrados a seus ofícios sacerdotais respectivos, por Moisés (ver Lev. 8:6). Isso teve. Lugar por volta de 1440 a.C. As elaboradas descrições das vestes do sumo sacerdote, que aparecem em Êxo. 28:3 ss, certamente indicam um oficio distintivo, superior ao dos sacerdotes.
2. Por ocasião da morte de Aarão, o oficio passou para seu filho mais velho, Eleazar (Núm. 20:28). Então os descendentes de Finéias passaram a ocupar a linhagem de onde o oficio era herdado (Juí. 20-28), 3. Por razões desconhecidas, o oficio sacerdotal foi entregue a EIi, que pertencia à linhagem de Itamar.
Isso continuou até que Salomão mudou o sistema e nomeou Sadoque, na pessoa de quem o encargo passou novamente para os descendentes de Eleazar (I Reis 2:26 ss).
4. Os sumos sacerdotes antes de Davi, sete em número, foram os seguintes: Aarão, Eleazar, Finéias. EIi, Aitúbe (l Crô.9: 11; Nee, 11: 11; 1 Sam. 14:3), Alas e José. Josefo assevera que o pai de Buqui a quem ele chamou de José (mas que na Bíblia é chamado de Abiezer, equivalente a Abísua), foi o último sumo sacerdote da linhagem de Finéias, antes de Sadoque.
5. Nos dias de Davi havia dois sumos sacerdotes, a saber, Sadoque e Abiatar, que parecem ter brandido igual autoridade (I Crô. 15: 11; 11 Sam. 8:17; 15:24,25). Alguns estudiosos têm conjeturado que Sadoque era um aliado importante de Davi, embora tendo sido nomeado por Saul. Davi não perturbou a situação, mas a sucessão coube, por direito, a seu amigo, Abiatar. Diplomaticamente, Davi deixou ambos no cargo; mas o Urim e o Tumim, com aestola sacerdotal, permaneceram com Abiatar, o qual, por  isso mesmo, ficou encarregado dos serviços especiais que circundavam a arca da aliança.
6. Nos tempos de Salomão há certas dificuldades históricas, pois é difícil reconciliar os dados históricos xistentes. Josefo (Anti. 10:8,6) diz que quem ocupava o ofício sumo sacerdotal, nesse tempo, era Sadoque; mas o trecho de 1 Reis 4:2 diz que era Azarias, que era neto de Sadoque. Temos de supor, assim sendo, que há algum defeito nos registros históricos, que não nos permitem precisar a situação que envolvia o oficio sumo sacerdotal nos dias de Salomão. Mas, considerando-se todos os fatores, parece ter havido quinze sumos sacerdotes que foram contemporâneos dos reis de Judá, Seja como for, os sumos sacerdotes dessa série terminaram com Seraías, que foi aprisionado por Nabucodonosor e executado em Ribla, por ordem daquele monarca caldeu (lI Reis 25:18), ao tempo do cativeiro babilônico.
7. Por causa do cativeiro, passaram-se cerca de cinquenta e dois anos sem alguém para ocupar o oficio sumo sacerdotal em Israel. Jeozadaque (ver Ageu 1:1,14) deveria ter herdado o oficio de seu pai, Seraías; mas Jeozadaque viveu e morreu durante o período do cativeiro babilônico. Então o oficio foi ocupado por seu filho, Josué (vidé), depois que um remanescente do povo de Israel regressou a Jerusalém, em companhia de ZorobabeI. A Bíblia alista os sucessores dele, chamados Joiaquim, Eliasibe, Jeoiada, Joanã e Jadua. Jadua foi sumo sacerdote de Israel na épocade Alexandre, o Grande, tendo sido sucedido por seu filho, Onias I, e este por seu filho, Simão. Quando Simão faleceu, quem veio a ocupar o oficio foi seu irmão, Eleazar, visto que seu filho, na época, ainda era um jovem menor de idade. Foi durante o reinado de Eleazar que teve lugar a famosa tradução do Antigo Testamento para o grego, chamada Septuaginta ou LXX. 8. Menelau, o último dos Onias, trouxe desgraça ao oficio sumo sacerdotal. E o oficio ficou vago por sete anos. E então Alcimo ocupou o cargo, embora também tivesse sido umainfame personagem.

9. Em seguida veio o período dos hasmoneanos (vide).
Essa família era do turno sacerdotal de Joiaribe (I Crô. 24:7), que havia retomado do cativeiro babilônico com Zorobabel (I Crô. 9: 1O~ Nee. 11:1O). Eles ocuparam esse oficio até 153 a.c., quando a família foi destruída por Herodes, o Grande. Aristóbulo, o último sumo sacerdote dessa linhagem, foi assassinado por ordem de Herodes, embora eles fossem cunhados. Isso ocorreu em 35 a.C. 10. Roma começou a nomear os sumos sacerdotes de Israel, de acordo com os ventos do poder e do favor político. Houve nada menos de vinte e oito sumos sacerdotes desde o reinado de Herodes, o Grande, até à destruição do templo de Jerusalém, pelo general Tito, em 70 d.C. Esse período foi de cerca de cento e sete anos; assim, na média, houve um novo sumo sacerdote a cada três ou quatro anos! O Novo Testamento, por sua vez, fornece-nos alguns dos nomes de pessoas envolvidas nesse oficio, como Anãs, Caifás e Ananias, sobre quem damos artigos separados. O sumo sacerdote que deu a Paulo cartas que lhe permitiam perseguir e encarcerar a judeus cristãos chamava-se Teófilo, filho de Anano. Ver Atos 9:1,14. Panias foi o último dos sumos sacerdotes. Ele fora nomeado pelo lançamento de sortes, pelos zelotes, dentre o turno de sacerdotes que Josefo chamou de Eniaquim, provavelmente, uma forma corrupta de Jaquim.CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag.293-294.

Os Deveres Levíticos e Sacerdotais, 18.1 -32
1. As Responsabilidades Misturadas (18.1-7)

Não são novas as informações registradas neste lugar concernentes aos deveres dos sacerdotes e dos levitas (cf. 3.1—4.49). São repetidas para destacar o princípio que acabara de ser dramaticamente demonstrado: as coisas sagradas não devem ser profanadas.
A repetição também serve para lembrar os sacerdotes e os levitas que junto com altos privilégios vêm sérias responsabilidades. Os sacerdotes eram responsáveis pelo santuário e os levitas tinham de ajudá-los. Mas os levitas não deviam tocar no altar ou em outra mobília sagrada e tinham de cuidar para que as pessoas não se aproximassem muito, pois caso isso ocorresse, sofreriam a pena de morte (17.13).

2. A Lista dos Benefícios dos Sacerdotes (18.8-20)

Considerando que os sacerdotes eram os servos espirituais do povo, não podiam trabalhar para ganhar a vida da mesma maneira que os outros. Por conseguinte, o sustento tinha de vir do corpo principal da congregação. A promessa de Deus para Arão era: “Agora estou te dando todas as ofertas especiais que forem trazidas a mim e que não forem queimadas como sacrifício. Eu dou essas ofertas a ti e aos teus descendentes como a parte a que vós tendes direito para sempre” (8, RSV). Em seguida, aparece uma lista das porções dos sacrifícios que pertenciam aos sacerdotes e instruções detalhadas sobre como deviam lidar com isso. Concerto... de sal (19) era “um concerto indissolúvel”.

3. Os Deveres dos Levitas (18.21-32)

Os levitas tinham de receber o sustento dos dízimos dos israelitas. Em troca, administrariam o ministério da tenda da congregação (23) e assumiriam a responsabilidade pelas necessidades espirituais do povo. Justamente por isso, deviam dar aos sacerdotes o dízimo dos dízimos (26) que recebiam. Esta oferta seria considerada o equivalente do aumento do grão da eira e da plenitude do lagar (27) das outras tribos. Deus honra o dízimo e ninguém está isento da entrega propositada e sistemática do dízimo como parte vital da adoração. E o que Deus espera. Que ninguém seja tentado a guardar o que deve ser dado (32) e que ninguém roube a Deus (Ml 3.8-10).Lauriston J. Du Bois. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 1. pag. 358-350

Outra Crise em Cades (Números 18 – 20)

E provável que as instruções, nos capítulos 18 e 19, tenham sido dadas pelo Senhor enquanto Israel ainda estava em Cades-Barnéia. No entanto, ao chegarmos ao capítulo 20, vemos que a nação completou seus trinta e oito anos vagando pelo deserto e está de volta em Cades (20:1, 16).
Números diz pouca coisa sobre os anos em que Israel vagou pelo deserto, apesar de haver uma lista de seus locais de acampamento em Números 33. Miriã faleceu no primeiro mês do quadragésimo ano (20:1), quando a nação havia voltado a Cades, e Arão faleceu no quinto mês do mesmo ano (33:38). Quando Moisés faleceu, no final do quadragésimo ano (Dt 1:3; 34:5), toda a geração mais velha havia morrido, com exceção de Calebe e de Josué, a quem foi permitido entrar em Canaã.
O povo de Deus havia sido obstinado e rebelde, e o Senhor os havia castigado por isso, mas, apesar da desobediência dos israelitas, o Senhor fora fiel em cuidar deles."Mas ele os salvou por amor do seu nome, para lhes fazer notório o seu poder" (SI 106:8). Considere algumas das preocupações do Senhor com seu povo, conforme expressas pelas instruções e acontecimentos encontrados nos capítulos 18 a 20.

1. Guardando o santuário (N m 18:1-7)

Por causa dos juízos do Senhor contra os rebeldes no tabernáculo (Nm 16:31-35) e e sua defesa miraculosa do sumo sacerdócio de Arão (Nm 17:10-13), os israelitas estavam aterrorizados só de ter o tabernáculo no meio deles. "Acaso expiraremos todos?" (Nm 17:13), lamentou o povo. Na verdade, a presença de Deus em seu acampamento era a marca distintiva do povo de Israel (Êx 33:1-16), pois era a única nação a ter a glória do Deus vivo presente com ela e indo adiante dela (Rm 9:4).
Deus falou especificamente a Arão (Nm 18:1, 8, 20), exaltando ainda mais seu ministério como sumo sacerdote. O Senhor deixou claro que era responsabilidade dos sacerdotes ministrar no tabernáculo e guardá-lo da profanação, e era responsabilidade dos levitas assistir os sacerdotes em seu ministério no tabernáculo. Desde que os sacerdotes e levitas obedecessem a essas regras, o povo não seria julgado (v. 5).
O ministério sacerdotal era assunto sério, pois se os sacerdotes não seguissem as instruções de Deus, poderiam morrer. Se permitissem que uma pessoa não autorizada entrasse no tabernáculo ou ministrasse nele, Deus poderia dar cabo deles. Qualquer desobediência, até mesmo no modo de se vestir (Êx 28:35, 42, 43) ou de se lavar (Êx 30:17-21), era arriscada. Deus considerava Arão e seus filhos responsáveis pelas ofensas cometidas contra o santuário e o sacerdócio. O sacerdócio era uma dádiva de Deus a Israel, pois sem os sacerdotes o povo não poderia chegar a Deus. Os levitas eram a dádiva de Deus aos sacerdotes, aliviando-os de tarefas servis de modo que pudessem dedicar-se inteiramente a ministrar ao Senhor e a atender o povo. Os sete homens escolhidos em Atos 6, normalmente chamados de diáconos, tinham uma relação semelhante com os apóstolos. Não há menosprezo em servir mesas, mas os apóstolos tinham um trabalho mais importante a fazer.
O sucesso ou o fracasso dependem da liderança, e Arão era o líder da família sacerdotal. Devia prestar contas a Deus de tudo o que acontecia no santuário. Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (At 7:48), mas sim em nosso corpo, pelo Espírito Santo (1 Co 6:19, 20), e no meio de seu povo na congregação local (1 Co 3:16ss).

Devemos ter cuidado com a forma como tratamos nosso corpo e com aquilo que fazemos à Igreja de Jesus Cristo. "Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado" (1 Co 3:17).

2. Cuidando de seus servos (N m 18:8-32)

Como servos de Deus, os sacerdotes e levitas mereciam os cuidados do povo de Deus. Ao contrário das outras tribos, os levitas não teriam herança na terra prometida, pois o Senhor era a herança deles (v. 20; Dt 10:8, 9; Js 13:14, 33; 14:13; 18:7), e receberiam quarenta e oito cidades para habitar (Nm 35:1-8; Js 21).2 As necessidades dos sacerdotes bem como dos levitas eram supridas pelos sacrifícios, ofertas e dízimos do povo. Os sacerdotes (vv. 8-20). Deus determinou que os sacerdotes teriam porções das ofertas de manjares, dos sacrifícios pelo pecado, dos sacrifícios pela culpa e dos sacrifícios pacíficos (Lv 6:14 - 7:38), bem como as primícias (Dt 26:1-11) e os animais primogênitos que o povo levasse para o Senhor. Uma parcela dessa comida só podia ser consumida pelos sacerdotes, mas a maior parte podia ser dividida com suas famílias. Contudo, qualquer um da família sacerdotal que comesse dos sacrifícios oferecidos a Deus tinha de estar cerimonialmente limpo e de tratar o alimento com reverência, pois ao ser apresentado ao Senhor, havia sido santificado.

Os levitas (vv. 21-32).

Recebiam os dízimos que o povo levava ao santuário de Deus, pois 10% de toda a produção pertenciam ao Senhor. Os israelitas deveriam pagar três dízimos: um para os levitas (vv. 21-24), um que era comido "ali perante o S e n h o r " (Dt 14:22-27) e um a cada três anos, que era dado aos pobres (Lv 27:28, 29). Os levitas, por sua vez, deveriam separar o dízimo daquilo que recebiam, oferecê-lo ao Senhor e entregá-lo ao sumo sacerdote. O princípio encontrado nessa passagem é claro e recebe ênfase frequente nas Escrituras: aqueles que servem ao Senhor e ao povo de Deus devem ser sustentados pelas bênçãos materiais que Deus dá a seu povo. 
Jesus disse: "Digno é o trabalhador do seu salário" (Lc 10:7; Mt 10:10), e Paulo escreveu: "Assim ordenou também o Senhor aos que pregam o evangelho que vivam do evangelho" (1 Co 9:14). Paulo explicou esse princípio em mais detalhes em Gálatas 6:6-10; Filipenses 4:10-19 e 1 Timóteo 5:17, 18.
O povo de Israel nem sempre obedecia à lei levando os dízimos ao Senhor e, como conseqüência, o ministério no tabernáculo e no templo sofria (ver Ne 10:35-39; 12:44-47; 13:10-14; Ml 1:6 - 2:9). Se os levitas e sacerdotes não tinham alimento para as famílias, precisavam deixar o santuário e trabalhar nos campos (Ne 13:10). É triste quando o povo de Deus não ama o Senhor e sua casa o suficiente para sustentá-la fielmente. Deus esperava que os levitas dessem o dízimo daquilo que recebiam, entregando-o ao sumo sacerdote (Nm 18:25-32). Às vezes, encontro obreiros cristãos que não dão o dízimo pois se consideram isentos disso. Usam como argumento o fato de que estão servindo ao Senhor e de que tudo o que têm pertence a ele, mas esse argumento não é válido. Os levitas serviam a Deus em tempo integral e, ainda assim, davam o dízimo daquilo que recebiam.
O dízimo não é, necessariamente, uma prática associada à lei, pois Abraão e Jacó deram o dízimo séculos antes de a lei ser apresentada (Gn 14:20; 28:22). Se os israelitas sob a antiga aliança podiam dar 10% da sua renda (produção) ao Senhor, os cristãos da nova aliança podem dar menos? Para nós, o dízimo é só o começo! Se compreendermos o significado de 2 Coríntios 8 - 9, nossas ofertas irão muito além do dízimo.WIERSBE. Warren W. Comentário Bíblico Expositivo. A.T. Vol. I. Editora Central Gospel. pag. 448-449.

Nm 18.2-4 — Os levitas eram os servos dos sacerdotes, mas possuíam limitações quanto ao que podiam ou não fazer. Isso foi o que incomodou Corá (cap. 16). Ele era um levita que desejava a função de sacerdote.
18.5-7 — Somente os sacerdotes podiam realizar os deveres concernentes ao santuário e ao altar. O termo estranho — em e o estranho que se chegar morrerá (v. 7)— não fazia referência ao estrangeiro, mas a qualquer pessoa não autorizada a aproximar-se dos locais e objetos sagrados.
Quando aquele que não tinha permissão se aproximava dos lugares santos, ele recebia uma punição. Nesse contexto, sempre há o sentido do sacerdote se colocando entre os vivos e os mortos, entre a graça e a misericórdia, entre o pecado e o perdão. Isso faz com que o leitor cristão pense no Salvador.

18.8-20 — Os sacerdotes obtinham seu sustento pelo seu trabalho para Deus (Lv 6.14— 7.36). As ofertas que não eram queimadas no altar, mesmo que feitas para o Senhor, convertiam-se em alimento para os sacerdotes. Vamos entender melhor a expressão pronunciada pelo Senhor a Arão: Eu sou a tua parte. Os sacerdotes não herdavam propriamente a terra. Eles tampouco viviam o dia-a-dia de cultivo desta, porque Deus provia seu sustento por meio das ofertas das pessoas. Consequentemente, os sacerdotes possuíam uma relação especial com Deus, que representava a herança sacerdotal deles. Exatamente como os sacerdotes, os cristãos de hoje não têm a promessa de herança neste mundo. Apesar disso, há, para os fiéis, a promessa de um legado no Reino futuro (Rm 8.17).

18.21-24 — Os levitas também eram os beneficiários dos serviços realizados para Deus. Como os sacerdotes, eles também não herdavam a terra, mas tinham suas necessidades supridas por causa do trabalho feito para Deus. Por isso, recebiam os dízimos dos filhos de Israel. 18.25-32 — Os levitas que viviam dos dízimos do povo tinham a obrigação de fazer ofertas a Deus, neste caso, um décimo do dízimo. Aqueles que viviam do dízimo também deveriam dá-lo, pois assim mostrariam a Deus seu agradecimento por aquilo que receberam. Em todo o seu trabalho, os levitas deveriam lembrar-se do sentido de santidade. Como servos do Senhor, como o povo, estavam sob a misericórdia e a justiça de Deus, e poderiam ser castigados caso se comportassem de maneira imprópria.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 289-290.

II - A INDUMENTÁRIA DO SACERDOTE
1. A túnica de linho e o éfode (Êx 28.4-28).
A Indumentária do Sacerdote

Duas coisas chamam a atenção de início no texto bíblico que fala das vestes dos sacerdotes. Em primeiro lugar, quem confeccionou essas vestimentas não foram quaisquer alfaiates em Israel. O texto bíblico afirma que foram homens “sábios de coração”, a quem Deus havia “enchido do Espírito de Sabedoria” (Ex 28.3). Como frisa o Comentário Bíblico Beacon, “Deus, que criou a beleza, dá ao homem a apreciação divina pela beleza e a aptidão divina para criá-la. Certas produções que o mundo chama arte não passam de imoralidade, mas a verdadeira arte é de Deus”.
Em segundo lugar, o propósito da indumentária sacerdotal era “santificar”, isto é, distinguir, destacar, honrar os sumos sacerdotes, dar-lhes ornamentação, beleza e glória diante do povo; enfim, enfatizar o significado e a importância do seu ofício perante todos. Suas vestes foram pensadas para refletir a dignidade do seu ofício.
Os materiais para fazer as vestes sacerdotais eram os mesmos das cortinas e do véu do Tabernáculo (Ex 26.1,31,32; 28.5,6). Ou seja, o sacerdote não poderia ministrar “com roupas simples e sem brilho” em um Tabernáculo que era “graciosamente colorido”. Deus, “o Autor de tudo o que é bom e bonito, deseja que seu povo seja formoso e que haja beleza nos procedimentos de adoração”.

Como observa Matthew Henry,"Estas gloriosas vestes foram indicadas: (1) para que os próprios sacerdotes pudessem ser lembrados da dignidade da sua função e pudessem comportar-se com o devido decoro; (2) para que o povo pudesse ser imbuído de uma santa reverência com relação ao Deus cujos ministros se apresentavam com tal grandeza; (3) para que os sacerdotes pudessem ser um exemplo de Cristo, que se ofereceu imaculado a Deus, e de todos os cristãos, que têm a beleza da santidade conferida a si, na qual são consagrados a Deus.
Henry lembra ainda que “o nosso adorno agora, sob o evangelho, tanto o dos ministros quanto o de todos os cristãos, não deve ser de ouro ou pérolas, nem custoso, mas deve ser composto das vestes da salvação e do manto da justiça (Is 61.10; SI 132.9,16)”.
Assim como as vestes sujas do sumo sacerdote Josué, na visão do profeta Zacarias, representavam a sua iniquidade (Zc 3.3,4), as vestes santas dos sumos sacerdotes representavam a pureza e a perfeição de Cristo como o nosso Sumo Sacerdote definitivo e por excelência (Hb 7.26).
Havia quatro vestes que eram comuns aos sacerdotes e ao sumo sacerdote:
Os calções de linho, que serviam para cobrir as partes íntimas e as coxas do sacerdote (Êx 28.42);
O manto ou túnica de linho (Êx 28.39,40);
O cinturão de linho, com bordados e usado para prender as roupas (Êx 28.39,40);

As tiras para a cabeça, isto é, para o turbante (Êx 28.37,40).
O linho fino utilizado na confecção dessas peças era um símbolo de pureza. Mas, além dessas quatro peças básicas, havia outras quatro que eram usadas apenas pelo sumo sacerdote:

1. O éfode com um cinturão diferenciado (Êx 28.6-14). Ele consistia em um colete com as partes da frente e de trás unidas por tiras sobre cada ombro e por um cinturão à altura da cintura. Esse cinturão era colorido e habilmente tecido (“De obra esmerada”, Êx 28.6) conforme a criatividade que Deus dera aos sábios que confeccionariam as vestes (Êx 28.3). Nas tiras sobre os ombros, havia duas pedras sardónicas, uma de cada lado, trazendo o nome das doze tribos de Israel — seis nomes em uma pedra e os outros seis nomes na outra (Êx 28.9,10). O texto bíblico diz que a ordem dos nomes era “segundo as suas gerações” (Êx 28.10), o que significa dizer que a disposição dos nomes nas pedras obedecia à ordem de nascimento dos doze filhos de Israel que davam nome às tribos. Esses nomes deveriam ser engastados — isto é, encravados — em ouro nas pedras e esses filigranas de ouro deveriam ser colocados, mais precisamente, ao redor das pedras, em seu entorno (Êx 28.11). Finalmente, havia ainda os engastes de ouro (fechos ou prendedores) e as correntes de ouro, que provavelmente serviam para firmar o peitoral ao éfode (Êx 28.13,14,22-26). 
O fato de o sumo sacerdote levar o nome das doze tribos nos ombros tinha um significado claro: o sumo sacerdote, como intercessor entre o povo e Deus, levava em seus ombros o povo. Essa grande responsabilidade, que era a essência do seu ofício, ele não deveria nunca esquecer (Êx 28.12). O propósito divino era que, cada vez que o sumo sacerdote vestisse o éfode, se lembrasse disso.
2. O peitoral do juízo (Êx 28.15-30), que era feito do mesmo material do éfode. Também era “obra esmerada” (Êx 28.15). A designação “do juízo” dada ao peitoral era uma referência, sem dúvida, ao “Urim e Tumim”, uma peça muito importante dessa indumentária. Essas palavras significam “luz e perfeição” e, provavelmente, era o nome dado a dois objetos, talvez duas pedras, que eram trazidas pelo sumo sacerdote no peitoral de sua roupa cerimonial (Êx 28.30). Através da consulta ao “Urim e Tumim”, o sumo sacerdote tomava conhecimento da vontade divina em situações muito difíceis (Êx 29.10; Nm 16.40; 27.21; Ed 2.63).
Havia ainda no peitoral quatro fileiras de pedras preciosas contendo três pedras cada uma (doze pedras ao todo). O nome das doze tribos de Israel também era gravado nessas pedras, sendo uma pedra para cada nome (Êx 28.21). O significado aqui também é claro: o intercessor deveria ter em seu coração o povo por quem intercedia (Ex 28.29). Isso fala de compaixão e amor do intercessor pelos intercedidos. Cristo, o nosso Sumo Sacerdote e perfeito intercessor entre Deus e os homens, nos amou até o fim (1 Tm 2.5; Jo 13.1; 17.9,20-26).
O peitoral era unido ao éfode por peças de ouro (engastes e anéis) na parte de cima, conectadas às tiras dos ombros do éfode, e na parte de baixo, conectadas ao cinturão do éfode (Ex 28.13,14,22-28).
3. O manto do éfode, com suas campainhas e com romãs nas bordas (Ex 28.31-35). Esse manto, diferente do manto de linho, ia até os joelhos e tinha nas bordas um material que se supõe ser uma espécie de “cota de malha” para não se romper (Ex 28.32). Ele era uma peça única, sem emendas e com abertura para a cabeça. Não tinha mangas, era de cor azul (Ex 28.31) e usado debaixo do éfode e do peitoral. Nas bordas, alternavam-se romãs bordadas e com cores diferentes cada uma e campainhas de ouro — uma romã, depois uma campainha; outra romã, depois outra campainha, e assim sucessivamente (Êx 28.33,34).
As romãs significavam alimento, fertilidade e alegria, provavelmente alegria no serviço a Deus. Já os sinos eram para que se ouvisse o sonido do sumo sacerdote quando andava. Elas chamavam a atenção das pessoas para a atividade do sumo sacerdote lá dentro, que deveria sempre estar movimentando as campainhas. O texto bíblico afirma que se o sumo sacerdote não movimentasse as campainhas enquanto estivesse lá dentro, perante o Senhor, ele morreria (Êx 28.35). Ou seja, quando o som parava, era porque o sumo sacerdote, achado em falta diante do Senhor, havia morrido lá dentro. O sonido constante dessas campainhas, chamando a atenção do povo para o que estava acontecendo, falam que a verdadeira adoração não deveria se tornar uma mera formalidade para o povo. Os israelitas deveriam estar atentos e voltados para tudo que estava acontecendo ali, no Santuário. Não poderiam estar, como dizemos hoje, “desligados” do culto, mas “sintonizados” e envolvidos com tudo o que está acontecendo. Ora, ainda hoje Deus deseja o nosso envolvimento total no culto de adoração a Ele (SI 29.9; 51.16,17; 103.1; Jo 4.24; Rm 12.1; Hb 10.19-23; 13.15).
4. A lâmina de ouro à sua testa (Êx 28.36-38) era usada na frente da mitra sacerdotal, isto é, do turbante (Êx 28.37). Nessa lâmina, estava gravado: “Santidade ao Senhor” (Êx 28.36). O significado da lâmina com esses dizeres é explicitado no texto bíblico: Deus queria que o povo se lembrasse dos seus pecados e da necessidade de serem santos, o que era evidenciado todas as vezes que o sacerdote adentrava o Santuário para levar “a iniquidade das coisas santas”, isto é, executar a expiação pela culpa do povo (Êx 28.38).Quando entrarmos na presença de Deus, devemos nos lembrar que somos pecadores e Ele é Santo; que é pelo sacrifício de Cristo, o nosso Sumo Sacerdote, que podemos entrar com confiança na presença do Senhor; e que devemos viver uma vida santa. Sede santos “em toda a vossa maneira de viver” (1 Pe 1.15; Lv 11.44).COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 132-126.

O Sacerdócio de Arão

O sacerdócio de Arão era um dom de Deus por um povo que, por natureza própria, estava distante e necessitava de alguém que aparecesse em seu nome continuamente na Sua presença. O capítulo 7 da epístola aos Hebreus ensina-nos que a ordem do sacerdócio estava ligada com a lei, que fora estabelecida segundo "a lei do mandamento carnal" (versículo 16) e que fora impedida de permanecer pela morte (versículo 23) e que os sacerdotes dessa ordem estavam sujeitos às fraquezas humanas. Portanto, esta ordem não podia dar perfeição, e por isso devemos bendizer a Deus por não ter sido instituída com "juramento". 
O juramento de Deus só podia fazer-se em ligação com aquilo que devia durar eternamente, e isto era o sacerdócio perfeito, imortal, e intransmissível do nosso grande e glorioso Melquizedeque, que dá ao Seu sacrifício e ao Seu sacerdócio todo o valor, e a dignidade e glória da Sua incomparável Pessoa. O simples pensamento de que temos um tal sacrifício e um tal Sacerdote faz com que o coração palpite com as mais vivas emoções de gratidão.

O Éfode e as Pedras Preciosas

Mas devemos prosseguir com o exame dos capítulos que ainda temos à nossa frente. Em capítulo 28 temos as vestes sacerdotais, e em capítulo 29 trata-se dos sacrifícios. Aquelas estão mais em ligação com as necessidades do povo, enquanto que estes se relacionam com os direitos de Deus. As vestes representam as diversas funções e atributos do cargo sacerdotal. O "éfode" era o manto sacerdotal, e estando inseparavelmente ligado às umbreiras e ao peitoral, ensina-nos, claramente, que a força dos ombros do sacerdote e o afeto do seu coração estavam inteiramente consagrados aos interesses daqueles que representava, e a favor dos quais levava o éfode. Estas coisas, que eram simbolizadas em Arão, são realizadas em Cristo. O Seu poder onipotente e amor infinito pertencem-nos eternamente e incontestavelmente. Os ombros que sustém o universo protegem até o mais fraco e obscuro membro da congregação redimida a preço de sangue. O coração de Jesus bate com afeto imorredouro até mesmo pelo membro menos considerado da assembleia redimida.
Os nomes das doze tribos, gravados sobre pedras preciosas, eram levados tanto sobre os ombros como sobre o peito do sumo sacerdote (vide versículos 9al2,15a29).A excelência peculiar de uma pedra preciosa consiste no fato que quanto mais intensa é a luz que sobre ela incide, tanto maior é o seu brilho esplendente. A luz nunca pode obscurecer uma pedra preciosa; apenas aumenta e desenvolve o seu brilho. As doze tribos, tanto uma como outra, a maior como a menor, eram levadas continuamente à presença do Senhor sobre o peito e os ombros de Arão. Eram todas, e cada uma em particular, mantidas na presença divina em todo este resplendor perfeito da formosura inalterável que era próprio da posição em que a graça perfeita do Deus de Israel as havia colocado. O povo era representado diante de Deus pelo sumo sacerdote. Quaisquer que fossem as suas fraquezas, os seus erros, ou faltas, os seus nomes resplandeciam sobre o "peitoral" com imarcescível esplendor. O Senhor havia-lhes dado esse lugar, e quem poderia arrancá-los dali?- Jeová tinha-os posto assim, e quem podia pô-los de outra formai Quem teria podido penetrar no santuário para arrebatar de sobre o coração de Arão o nome de uma das tribos de Israel? Quem teria podido manchar o brilho que rodeava esses nomes no lugar onde Deus os havia colocado? Ninguém. Estavam fora do alcance de todo o inimigo — longe da influência de todo o mal.

Quão animador é para os filhos de Deus, que são provados, tentados, zurzidos e humilhados, pensar que Deus os vê sobre o coração de Jesus! Perante os Seus olhos, eles brilham sempre em todo o fulgor de Cristo, revestidos de toda a graça divina. O mundo não pode vê-los assim; mas Deus vê-os desta maneira, em isto está toda a diferença. Os homens, ao considerarem os filhos de Deus, veem apenas as suas imperfeições e defeitos, porque são incapazes de ver qualquer coisa mais; de sorte que o seu juízo é sempre falso e parcial. Não podem ver as joias brilhantes com os nomes dos remidos gravados pela mão do amor imutável de Deus. É certo que os cristãos deveriam ser cuidadosos em não dar ocasião a que os homens do mundo falem injuriosamente; deviam procurar, fazendo bem, tapar a boca à ignorância dos homens maus (lPe2:15). Se ao menos compreendessem, pelo poder do Espírito Santo, a graça em que brilham sem cessar, aos olhos de Deus, realizariam certamente as características de uma vida de santidade prática, pureza moral e engrandecimento perante os olhos dos homens. Quanto mais compreendermos, pela fé, a verdade objetiva, ou tudo o que somos em Cristo, tanto mais profunda, prática e real será a obra subjetiva em nós, e maior será a manifestação do efeito moral na nossa vida e caráter.
Mas, graças a Deus, não temos que ser julgados pelos homens, mas por Ele Próprio: e misericordiosamente mostra-nos o nosso sumo sacerdote levando o nosso juízo sobre o seu coração diante do Senhor continuamente (versículo 30). Esta segurança dá paz profunda e sólida ao coração—uma paz que nada pode abalar. Podemos ter de confessar e lamentar as nossas falta se de feitos constantes; a nossa vista pode estar, por vezes, obscurecida de tal maneira por lágrimas de um verdadeiro arrependimento que não possa ver o brilho das pedras preciosas com os nossos nomes gravados, e todavia eles estão nelas. Deus os vê, e isto é suficiente. É glorificado pelo seu brilho; brilho que não é conseguido por nós, mas com que Ele nos dotou. Nada tínhamos senão trevas, tristeza, e deformidades; mas Deus deu-nos brilho, pureza e beleza. A Ele seja dado o louvor pelos séculos dos séculos!

O Cinto

O "cinto" é o símbolo bem conhecido do serviço; e Cristo é o Servo perfeito o Servo dos desígnios divinos e das necessidades profundas e variadas do Seu povo. Com espírito de sincera dedicação, que nada podia impedir, Ele cingiu-se para a Sua obra; e quando a fé vê assim o Filho de Deus cingido julga, certamente, que nenhuma dificuldade é grande demais para Si. No símbolo que temos perante nós vemos que todas as virtudes, méritos, e glórias de Cristo, na Sua natureza divina e humana, entram plenamente no Seu caráter de servo. "E o cinto de obra esmerada, do seu éfode, que estará sobre ele, será da mesma obra, da mesma obra de ouro, e de pano azul e de púrpura, e de camesim e de linho fino torcido" (versículo 8).A fé disto deve satisfazer todas as necessidades da alma e os mais ardentes desejos do coração. Não vemos Cristo apenas como a vítima imolada no altar, mas também como o cingido Sumo Sacerdote sobre a casa de Deus. Bem pode, pois, o apóstolo inspirado dizer, "cheguemo-nos,... retenhamos... consideremo-nos uns aos outros" (Hb 10:19-24).C. H. MACKINTOSH. Estudos Sobre O Livro De Êxodo. Editora Associação Religiosa Imprensa da Fé.

Êx 28.4 As Seis Peças do Vestuário. As seis peças distintivas das vestes do sumo sacerdote são mencionadas neste versículo. O resto do capítulo descreve esses itens de forma detalhada. Os crentes também dispõem de suas vestes (ou armadura) distintivas, próprias para o conflito espiritual em que estão envolvidos (ver Efé. 6.10 ss.). Oferendas de estofo azul e linho fino torcido foram feitas, tudo de modo voluntário, aos artífices, que passaram a empregar suas habilidades à confecção das vestes sacerdotais.
A lista de itens não inclui o turbante de Arão (que figura nos vs. 36-38), e também os calções curtos (vs. 42). Não se sabe dizer por qual motivo foram deixados fora da lista, mas 0 mais provável é que isso tenha acontecido por mero esquecimento do autor sagrado, na preparação da lista de itens. Nada é dito sobre como os pés dos sacerdotes eram calçados, mas o mais provável é que usassem simples sandálias. Quanto a tipos e símbolos presumíveis dessas peças do vestuário sumo sacerdotal.
Êx 28.5 Foram usados materiais especiais, a saber: ouro, estofo azul, púrpura, carmesim e linho fino, as cores dos véus usados no Lugar Santo e no Santo dos Santos. Ver Êxo. 26.1,31,36. A isso foram acrescentadas pedras de ônix e várias outras pedras preciosas (Êxo. 28.9,17-21).
Êx 28.6 A estola sacerdotal. No hebraico, ephod, palavra que significa “cobertura”. Há um artigo detalhado a esse respeito, no Dicionário, intitulado Estola, que inclui informes arqueológicos, que o leitor precisa examinar. Os sacerdotes levíticos usavam estolas de linho, mas o sumo sacerdote dispunha de estolas bordadas em ouro, azul, púrpura e carmesim. Uma estola especial era usada quando dos pronunciamentos do sumo sacerdote, em seus oráculos. Essa estola ficava pendurada no interior do templo (I Sam. 21.9).
Alguns estudiosos supõem que o ephod foi a mais antiga das vestes sacerdotais. Naturalmente, havia um uso anterior ao tabernáculo, e que era um artigo comum entre as vestes de povos não-israelitas. Talvez houvesse nisso simbolismos místicos; nesse caso, porém, não nos é dito quais poderiam ter sido esses sentidos simbólicos.

28.7 A estola dispunha de duas peças para os ombros, as ombreiras, que talvez também protegessem as costas. O artigo Sacerdotes, Vestimentas dos ilustra esse item. Havia laços que prendiam as peças uma à outra, formando uma única peça com frente e costas. Era uma espécie de malha sem mangas (Êxo. 39.4). As peças eram unidas por duas pedras, que atuavam como se fossem botões (vs. 12). Alguns intérpretes diziam que as duas peças eram costuradas uma à outra (Maimonides, Hilchot Cafe Hamikdash, c. 9, see. 9). Nesse caso, as duas pedras eram meros adornos.
28.8 O cinto de obra esmerada. Ver no Dicionário 0 artigo Cinto. O cinto do sumo sacerdote era altamente decorativo, completo com bordados (cf. Êxo. 28.39 e 39.29). Além de deixar no lugar peças de roupa, em torno do corpo, 0 cinto tinha sentidos místicos. O material (linho) do cinto era da mesma cor e do mesmo estilo do véu do santuário, servindo de indício de que as vestes do sumo sacerdote mostravam ser ele 0 administrador do santuário, em suas diversas funções sacerdotais. Ver 0 artigo geral intitulado Sacerdotes, Vestimentas dos. O cinto apertava a estola em tomo da cintura (Lev. 8.7). O cinto fazia parte inseparável da estola e era feito do mesmo material que esta.
Êx 28.9-10 Duas pedras de ônix. Ver as notas sobre essa pedra em Gên. 2.12. Cf. Êxo. 25.7. Em cada uma dessas pedras foram gravados os nomes de seis das tribos de Israel, alistadas segundo a ordem de idade dos patriarcas que deram nomes às tribos. E na mesma ordem foram gravados os nomes sobre as doze pedras preciosas do peitoral (vss. 17-21). As pedras enfatizavam 0 prestígio das doze tribos, como também os deveres que os sacerdotes tinham de servir bem Israel, ou seja, 0 povo inteiro, a congregação de Deus. “.. .assim sendo, quando Arão entrava no tabernáculo, apresentava os nomes das tribos de Israel na presença de Deus (vs. 12)” (John D. Hannah, in Ioc.).
Os Nomes por Ordem de Nascimento: Uma das duas pedras de ônix continha os nomes: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Dã e Naftali. E a outra continha os nomes: Gade, Aser, Issacar, Zebulom, José e Benjamim. Mas alguns autores judeus sugeriram outros arranjos de nomes.
Os eruditos também discordam quanto à identidade dessas duas pedras. Alguns opinam em favor da esmeralda ou do berilo. Josefo (Antiq. 3.7 par. 5) dizia que essas pedras eram o ônix e a sardônica. Têm sido encontradas muitas pedras dessa qualidade, sendo uma pedra comum na joalheria.
28.11,12 Essas pedras eram lapidadas em forma de roseta e incrustradas em ouro, sob a forma de selos. “Eram símbolos de autoridade e dedicação, em todo 0 mundo antigo (Gên. 41.42; Jer. 22.24; Ageu 2.23). O papel de Arão como sacerdote, e a sua autoridade, dependiam do pacto da graça de Yahweh. Ele apresentava diante do Senhor os nomes das tribos de Israel. Israel era 0 fulcro de interesse de seu serviço” (J. Coert Rylaarsdam, in Ioc.). “Os sinetes... como os do Egito, em sua maioria eram anéis... mas os da Babilônia eram cilíndricos...” (Ellicott, in Ioc.).
Lapidação de Pedras Preciosas na Antiguidade. As pedras preciosas de maior dureza (na escala de 1, talco, a 10, diamante), ou seja, a esmeralda, a safira, 0 topázio, 0 rubi e 0 diamante, que eram tão duras que desafiavam os antigos lapidadores, de tal modo que aparecem com menor frequência, eram menos usa- das que as pedras de dureza menor (na mesma escala, 6 ou 7 pontos de dureza), que atualmente chamamos de pedras semipreciosas, como o ônix, o jaspe, o lapis-lazuli, o sárdio, o berilo, e 0 cristal de rocha.
As pedras de ônix gravadas ficavam sobre os ombros da estola sacerdotal, talvez funcionando como se fossem botões ou colchetes, juntando as duas peças da estola. Ou, então, na opinião de outros intérpretes antigos, as duas peças eram costuradas uma à outra, e aquelas pedras eram meras peças decorativas e simbólicas, sem exercer qualquer outra função na estola sacerdotal. As variegadas pe- dras do peitoral também continham nomes, cada pedra um nome de tribo, pelo que havia um duplo lembrete do povo de Israel, ao qual o sumo sacerdote servia. estudalicao.blogspot.com).
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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