quinta-feira, 1 de junho de 2017

Estudo livro de Exôdo (37) מחקר שמות


                       

                                Princípios do Sacerdócio Bíblico

1. Deus Pai ordena sacerdotes; esse é um privilégio e um ato divino. Ver Heb. 5:4-6.
2. Os sacerdotes eram nomeados mediadores entre Deus e os homens, sobretudo no tocante ao pecado, à expiação e à reconciliação dos homens, com Deus. Ver Heb. 5: 1.
3. A expiação pelo sangue de animais sacrificados ocupava o centro das funções sacerdotais. Ver Heb. 8:3.
4. O trabalho intercessor dos sacerdotes do Novo Testamento (os crentes) repousa sobre a natureza eficaz da expiação de Cristo. E é aí que os crentes alcançam a Deus. Ver Heb. 8: Iss.
5. O novo pacto, com base no sacerdócio superior de Cristo. envolve melhores promessas que aquelas do antigo pacto (Heb. 8:6). De fato, o novo pacto anulou totalmente o antigo (a totalidade da epístola aos Hebreus).CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 19.

2. O ministério dos sacerdotes.

No início do capítulo 28 de Êxodo, vemos Deus ordenando a Moisés que separasse a Arão e seus filhos para o serviço sacerdotal. Todos os que trabalhariam no Tabernáculo deveriam pertencer à tribo de Levi (Dt 18.1- 8), a qual pertencia Moisés e sua família, mas os sacerdotes responsáveis pela liturgia diária deveriam pertencer exclusivamente à descendência de Arão, seu irmão, que seria o primeiro sumo sacerdote da história de Israel (Êx 28.1-3).

No ministério do Tabernáculo, havia três classes de obreiros: o sumo sacerdote, os sacerdotes e os levitas (Nm 3.6-10).

O sumo sacerdote era a mais alta função da religião judaica. Como já vimos no capítulo 9, ele era responsável por fazer a expiação anual em favor de todo o povo e também pelos sacrifícios nos dias de descanso estabelecidos por Deus. Era ainda o supervisor geral de todo o Tabernáculo e do trabalho exercido pelos sacerdotes. O sumo sacerdote era também o presidente do Sinédrio, o principal tribunal de Israel.
Os sacerdotes, por sua vez, faziam os sacrifícios diários, ofereciam incenso ao Senhor, cuidavam da mesa dos pães da proposição, abençoavam o povo, ensinavam a Lei de Deus (Lv 10.10,11) e julgavam as causas civis entre a população (Nm 5.5-31). Já os levitas serviam de auxiliares dos sacerdotes e eram responsáveis por trabalhos menores dentro do Tabernáculo. De certa forma, seriam comparados, nos dias de hoje, com os que exercem o ministério diaconal na igreja.
Na época de Davi, os sacerdotes foram divididos em 24 turmas, para ordenar melhor o serviço de cada um no Santuário (1 Cr 24); e os levitas passaram a exercer trabalhos ainda mais especializados, como os de cantores e músicos (1 Cr 25), porteiros (1 Cr 26.1-19), guardas dos tesouros e zeladores do Templo (1 Cr 26.20-28), oficiais e juízes (1 Cr 26.29-32).
Com o passar dos séculos, surgiria entre os levitas ainda a figura dos escribas, que inicialmente eram “escreventes, cuja principal função era copiar as Escrituras”, mas que, “com o transcorrer do tempo, lograram conhecê-las de tal modo que passaram a interpretá-las, notadamente a Lei de Moisés”.1 Na época de Jesus, justamente por causa desse conhecimento profundo da Lei, eles eram chamados de “mestres da Lei” (Lc 5.17), que seria hoje “o equivalente a eruditos bíblicos”.2 O mais notório escriba da história de Israel foi, sem dúvida alguma, Esdras, que era sacerdote e autor do livro bíblico que leva o seu nome. Segundo a tradição judaica, foi ele quem “coligiu todos os livros do Antigo Testamento e os reuniu numa só obra, instituiu a liturgia do culto na sinagoga e fundou a Grande Sinagoga em Jerusalém, a qual fixou o cânon das Escrituras do Antigo Testamento”.3
O ministério sacerdotal era, essencialmente, um ministério de intercessão. O sacerdote era o mediador entre o povo e Deus, e não apenas no que diz respeito ao oferecimento de sacrifícios para expiação das culpas do povo, mas também no sentido mais comum, de orar em favor do povo. Era responsabilidade do sacerdote também ensinar a Lei de Deus para a população (Êx 28.1-29.45; Lv 21.1-23; 1 Cr 24.1-31).
Em síntese, o sacerdote deveria ministrar no Santuário perante Deus e ensinar ao povo a guardar a Lei de Deus. E, eventualmente, ele também tomava conhecimento da vontade divina em situações muito difíceis por meio da consulta ao Urim e Tumim, sobre o qual falaremos mais adiante.
É importante lembrar que o ministério sacerdotal não começou com Arão, uma vez que a Bíblia menciona o rei de Salém, Melquisede- que, como “sacerdote do Senhor” (Gn 14.18; Hb 7.1-3).

Para que Apontava o Ministério Sacerdotal Levítico?

O sacerdócio de Arão apontava para Cristo, o único mediador entre Deus e os homens e que intercede diante do Pai por nós (Jo 14.6; 1 Tm 2.5). No Novo Testamento, não há mais linhagens de sumo sacerdotes, porque o nosso único e definitivo Sumo Sacerdote é Cristo, que através do seu sacrifício acabou com a necessidade de novas ofertas e sacrifícios (Hb 7.1-8.13). E mais: todos os cristãos hoje são sacerdotes diante de Deus (1 Pe 2.5,9; Ap 1.5,6; 5.9,10) — esta é uma das doutrinas bíblicas que os primeiros protestantes ressaltaram na época da Reforma e que se chama Sacerdócio Universal dos Santos. Ela nos ensina que, em Cristo, todos pertencentes ao povo de Deus podem se apresentar diretamente a Deus para oferecer-lhe sua adoração (Hb 10.19-23; 13.15). Aliás, a Bíblia diz que originalmente Deus desejava tornar a nação de Israel, como um todo, em um reino sacerdotal (Êx 19.5,6), entretanto, devido ao comportamento da nação, Ele escolheu a família de Arão como linhagem sacerdotal (Êx 28.1; 40.12-15; Nm 6.40).

O sacerdócio universal dos santos envolvendo todo o povo de Israel terá o seu cumprimento no milênio, conforme Isaías 61.6: “Vós sereis chamados sacerdotes do Senhor, e vos chamarão ministros de nosso Deus”.

Não se pode comparar, sob vários aspectos, a função do sacerdote levítico com a do ministro do evangelho dos dias de hoje, porém há, sem dúvida alguma, certas características do ministério sacerdotal que são, de forma geral, princípios válidos para todo ministro do Senhor em nossos dias.
As características gerais do ministério sacerdotal são: chamado divino (Hb 5.4); purificação (Êx 29.4); unção e santificação (Lv 8.12); submissão (Lv 8.24-27) e vestes santas para glória e ornamento (Êx 28.2; 29.6,9). Ademais, o sacerdote só poderia tomar mulher de sua própria nação, e ela deveria ser ou virgem ou viúva de outro sacerdote (Lv 21). Outra característica importante: o sacerdote não podia ministrar como ele queria, pois estava sujeito às leis divinas especiais para ministrar (Lv 10.8).
Não há dúvida de que o ministro do Senhor nos dias de hoje também deve observar o chamado divino para sua vida, a santificação e a unção de Deus para exercer o seu ministério, o princípio da submissão no seu dia a dia e a necessidade de exercer o seu ministério conforme a vontade de Deus (1 Tm 3.1-7; 6.11,12; Tt 1.7-9; 1 Pe 5.1-4).COELHO, Alexandre; DANIEL, Silas. Uma Jornada de Fé. Moisés, o Êxodo e o Caminho a Terra Prometida. Editora CPAD. pag. 128-132.

O vs. 10 increpa o uso de bebidas alcoólicas por parte dos sacerdotes oficiantes. Em estado de intoxicação alcoólica, como poderia ele cumprir direito os seus deveres no tabernáculo, dando bom exemplo à congregação de Israel? Um sacerdote precisa ter pensamentos claros para poder agir e ensinar (vs. 11). Era o sacerdote quem ensinava ao povo a diferença entre o santo e o profano, e o sistema mosaico era complicado e exigente. Antes de tudo, o sacerdote precisava de conhecimento. Yahweh falava. E o sacerdote precisava saber o que tinha sido dito. E, então, precisava de toda a sua habilidade para transmitir a mensagem e para dar bom exemplo. O serviço prestado pelos sacerdotes era complexo e preciso. Para tanto, eles necessitavam de mente clara. Êxodo 20, 22 e 23 mostram-nos a complexidade das instruções. Ver Eze. 44.23 quanto a um comentário sobre os elementos dos versículos à nossa frente. Quanto ao ensino da lei, ver Deu. 33.10; Eze. 22.26 e Mal. 2.7. A referência em Ezequiel contém a queixa desse profeta de que os sacerdotes já não sabiam distinguir entre o santo e o profano, entre o limpo e o imundo. Ver na Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia os artigos intitulados Ensino e Ensinos de Jesus.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 510.

Lv 10. 10-11. Porque os sacerdotes precisam dar conselhos que afetam as vidas dos israelitas, devem ter plena posse das suas faculdades enquanto cumprem seus deveres. Nada deve ter licença de interferir com seus processos mentais, senão, serão incapazes de discernir e mediar a vontade de Deus para Seu povo. Se estiverem sob o efeito do álcool, a distinção entre o santo e o profano logo ficará ofuscada, talvez até ao ponto de perder seu significado. Tal coisa frustraria um propósito importante do relacionamento da aliança, que visava, entre outras coisas, tornar os israelitas o grupo mais distintivo no mundo antigo (cf. Dt 7:6; 14:2). Teoricamente, este aspecto distintivo capacitaria o povo, ao receber perguntas, a testificar da sua fé no Deus vivo do Sinai, que, acima de todas as demais divindades no Oriente Próximo antigo, era único e sem igual. Destarte, o povo da aliança poderia testificar àqueles ao seu redor quanto ao significado verdadeiro da santidade. Enquanto este povo se conformava progressivamente ao mundo da cultura secular (cf. Rm 12:2), sua qualidade distintiva desapareceu, e seu testemunho foi transigido de modo correspondente.
Visto que o sacerdote também era um mestre da Torá, era questão de grande importância para ele não meramente saber os regulamentos cerimoniais e rituais, mas também ser convencido na sua própria mente quanto à diferença entre o bem e o mal, o comportamento moral e imoral, o sagrado e o profano. Jesus no Seu ensino tinha conselhos semelhantes para Seus discípulos (cf. Mt 7:6), de modo que, tendo a capacidade de distinguir entre o santo e o comum, não profanarias as coisas sagradas. Como resultado de uma visão (At 10:10-16), o apóstolo Pedro foi relembrado da capacidade de Deus de purificar aquilo que era comum, atividade esta que é característica do evangelho cristão. As leis a respeito do imundo e o limpo são citados com pormenores em Levítico 11-15.
O dever do sacerdote como instrutor do povo nos caminhos do Senhor é inculcado em Arão (11). O sacerdote não é um oficiante mecânico, programado para seguir automaticamente uma série de regulamentos cultuais, mas, sim, é uma pessoa autoconsciente, consagrada ao serviço do Senhor, e, consequentemente, encarregado de responsabilidades espirituais importantes. Ao invés de pronunciar blasfêmias ou profanidades, seus lábios ensinarão o conhecimento de Deus. Longe de ser influenciado pelo gênio distinto do mundo pagão, o sacerdote se deleitará em fazer a vontade de Deus (SI 40:8), e conhecerá tão bem a lei de Deus que poderá indicar aos outros a direção que suas vidas devem seguir (cf. Ml 2:7). Não é, portanto, por acidente que o Novo Testamento emprega o conceito do sacerdócio para descrever o grupo dos crentes em Cristo, porque fala da dedicação, da entrega, da santidade, e comunhão estreita e contínua com o Senhor.RK. Harrison. Levíticos. Introdução e Comentário. Editora Vida Nova. pag. 106-107.

É ainda significativa a revelação particular, acompanhada duma proibição, feita diretamente a Arão (8-11) e não através de Moisés. É pelo menos possível embora sem absoluta certeza, que deste capítulo da Bíblia se possa deduzir a proibição aos sacerdotes que ministravam, do uso do vinho e de outras bebidas alcoólicas (cf. Ez 44.21), uma vez que Nadabe e Abiú cometeram o seu crime sob a influência do álcool. Em todo o caso, fica pelo menos bem vincada a ideia da gravidade do pecado, que vem a ser a presunção e a leviandade.
Em presença das declarações expostas no manual das porções das ofertas animais e vegetais a conceder ao sacerdote, verifica-se não existir qualquer referência a ofertas de bebidas. Nada impede, todavia que as possamos admitir, que esta oferta de bebida seja derramada sobre o altar ou junto dele, sendo as sobras entregues ao sacerdote, como fazendo parte da sua porção, para serem tomadas à refeição logo após os atos do culto. A analogia da Páscoa (cf. Mt 26.29) vem confirmar esta opinião. Mas segundo a tradição judaica, as ofertas de bebidas eram derramadas no altar do holocausto (Êx 30.9), ou na base do altar (Eclesiástico 50.15), ou ainda parte no altar, parte na sua base.
A causa de tal determinação vem expressa no verso 10: para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo, admitindo que aos sacerdotes competia observarem cuidadosamente todas as prescrições rituais da Lei, e ao mesmo tempo ensinarem aos filhos de Israel os mandamentos dessa mesma Lei. Cf. Dt 17.11; 24.8; 33.10; cf. Mq 3.11.
Quanto ao trágico fim que tiveram aqueles dois sacerdotes, convém frisar que pelo menos serviu para inculcar na mente de todos os israelitas, -- quer fossem sacerdotes, quer não, -- a infinita santidade de Deus, que os punha de sobreaviso contra qualquer presunção ou leviandade no cumprimento da lei do sacrifício, expressamente determinada nos primeiros sete capítulos do Levítico. Juntamente, serve-se Deus deste incidente para provar que não há homens indispensáveis, uma vez que reduziu à metade o número dos sacerdotes, já tão poucos para o culto do Santuário, onde alguns milhões de adoradores prestavam o seu culto ao Senhor. Mas a desobediência não agrada ao Deus, bondoso mas justo, que "das pedras pode suscitar filhos de Abraão".E assim, com a narração deste acontecimento, termina a "lei do santuário". Passamos agora a considerar "a lei da vida quotidiana".DAVIDSON. F. Novo Comentário da Bíblia. Levíticos. pag. 25-27.

SUMO SACERDOTE, CRISTO COMO
Esboço:
I. Detalhes de Heb. 8: 1-10: 18
II. Sumário de Ideias
III. Sumo Sacerdote no Lugar de Arão e Melquisedeque
IV A Superioridade de Jesus
I. Detalhes de Heb. 8:1-10:18

Estendendo-se até o vigésimo - oitavo versículo deste capitulo, encontramos uma analogia (entre os sacrifícios no santuário terrestre e aqueles efetuados no santuário celestial) que reenfatiza diversos pontos já discutidos, mas agora mencionados novamente, como sumário. A esses pontos foi adicionada a afirmação de crença, por parte do autor sagrado, na "parousia" ou segunda vinda de Cristo, no vigésimo oitavo versículo.
1. Há dois santuários, o terreno e o celestial. O terreno era apenas uma cópia ou imitação do celestial. Nisso se vê, uma vez mais, a metaflsica em "dois andares" do autor, em que as ideias de Filo e de Platão foram cristianizadas.
Na terra, tudo apenas cópia dos elementos existentes nos céus. Essa idéia era comum no judaísmo helenista. E os judeus tinham ideias literais a esse respeito; imaginavam um templo celeste literal, com todas as peças de mobiliário e alguma forma de sistema de sacrifícios, segundo os moldes do templo terreno. O autor sagrado, porém, não vê nada tão cru e materialista como isso, mas apenas que o templo terreno, seus ritos, etc., simbolizavam alguma realidade superior. Assim, o próprio templo (ou a tenda, antes dele) indicaria os céus, uma pluralidade de esferas celestes, cada uma com seu nível mais elevado de acesso. (Ver Heb. 7:26). O Santo dos Santos fala sobre a presença de Deus, sobre como os homens podem obtê-la, juntamente com a transformação de vida e de ser, necessária para a admissão àquele lugar
2. Cristo é O Sumo Sacerdote do santuário celeste, e não do terrestre, como se dava com os sacerdotes arônicos, Este capítulo inteiro foi calculado para ensinar isso. O ministério de Cristo não só é melhor, mas também ultrapassou e abrogou todo outro sacerdócio terreno. Dentro da antiga dispensação havia uma lei, seu sacerdócio e seu pacto. Em Cristo entretanto, tudo isso foi eliminado. Agora há uma nova lei, um novo sacerdócio e um novo pacto (ver os capítulos sétimo a nono deste tratado). Sendo essa a verdade da questão, pode-se supor corretamente que o ministério de Cristo é superior àquele que era realizado no antigo tabernáculo. Sim, é tão superior que o antigo tabernáculo perdeu toda a razão para sua existência. E, na realidade, só existia para funcionar como tipo simbólico do novo.
3. O acesso provido no ministério de Cristo é real, e não simbólico e dá-nos o direito de penetrar no mais alto céu, o Santo dos Santos celeste. Já o antigo acesso era apenas simbólico, em que o sumo sacerdote nunca foi reputado como precursor de ninguém até à presença de Deus. Seu serviço se reduzia a um ato simbólico de expiação de pecados. (Ver Heb. 6:20 e 10:19).
4. Cristo ofereceu um único sacrifício, mas foi um sacrifício muitíssimo melhor do que a soma total de todos os milhares e milhares de sacrifícios levíticos. Pois todos eles tão-somente simbolizavam o sacrifício de Cristo. (Ver os versículos 25 e 26 deste capítulo).
5. O sacrifício de Cristo foi eficaz - eliminou o pecado; foi o sacrifício da sua própria pessoa. Ver Heb. 7:27.
6. O ministério de Cristo jamais terminou: ele voltará. E mesmo agora está empenhado em uma eterna intercessão. Mas, finalmente, tudo quanto ele fizer estará completamente divorciado do problema do pecado. Esse problema será solucionado completa e absolutamente, de tal modo a não permanecer uma questão espiritual, sem qualquer vinculação com a inquirição espiritual.
7. É declarada aqui a necessidade de purificar o santuário celestial. O sacrifício de Cristo mostrou-se eficiente e final quanto a esse mister.
"Após a breve digressão do 22° versículo, o escritor sagrado focaliza agora o aparecimento de Cristo, no santuário perfeito dos céus, munido do perfeito sacrifício o qual, por ser perfeito e absoluto, não precisa de repetição". (Mofatt, in loc.).

II. Sumário de Ideias

1. Ele entrou nos verdadeiros céus, no real Santo dos Santos; os sacerdotes terrenos manuseavam apenas com sombras e símbolos (ver Heb. 4: 14).
2. Ele ofereceu o verdadeiro sacrifício, ao passo que os demais ofereciam apenas sacrifícios simbólicos (ver Heb. 9:23 e ss).
3. O sacrifício de Cristo foi final; os deles eram simbólicos (ver Heb. 9:25 e ss).
4. Sua expiação foi eficaz, a expiação oferecida por eles era apenas uma representação simbólica (ver Heb. 9:28).
5. Ele foi Sumo Sacerdote maior e mais elevado que Arão, por ser o Filho de Deus (ver Heb. SA-7:28).
6. Ele administrou um melhor pacto (ver Heb.8: 1-13).
7. Ele ministra em um melhor santuário (ver Heb. 9: 142).
8. Seu sacrifico é melhor que o de todos, por ser o fim de todos os sacrifícios (ver Heb. 9: 13-10: 18).
9. Seu ministério se alicerça sobre melhores e mais permanentes promessas (ver Heb. 10: 19-113).

Cristo, pois, é visto como nosso caminho de acesso a Deus Pai. Os crentes judeus são aqui avisados a não perderem sua obra intercessória em favor deles, afastando-se de Cristo, retornando às suas anteriores formas religiosas, que serviam somente para apontar para Cristo simbólica e profeticamente.

lII. Sumo Sacerdote no Lugar de Arão e Segundo a Ordem de Melquisedeque.

O ofício sumo sacerdotal, no tocante a Cristo, envolve tanto Arão quanto Melquisedeque. Posto que nossas informações sobre Melquisedeque são tão escassas, quase todos os tipos simbólicos sobre o ofício de Cristo se acham no sacerdócio arônico. Quais são as idéias envolvidas no sacerdócio de Cristo, que é conforme a ordem de Melquisedeque? Eilas:

1. Cristo é o rei- sacerdote, tal como Melquisedeque (ver Gên. 14: 18 e Zac. 6: 12,13).
2. Cristo é o rei justo de Salém, ou Jerusalém (ver Isa. 11:5 e 6:9).
3. Ele é eterno, não havendo registro de seu início no tempo (ver João 1: I), nunca tendo sido nomeado por homem algum para seu ministério (ver Sal. 110:4; ver também Heb. 7:23-25 e Rom, 6:9).
Vê-se. pois. que a obra de Cristo seguiu o padrão do sacerdócio arônico, mas que a alusão a Melquisedeque fala sobre sua autoridade real, sobre sua eternidade. Sobre a natureza perene de sua obra. ideias essas que não estavam vinculadas ao sacerdócio arônico. Desse modo. certos aspectos de superioridade são atribuídos ao sacerdócio de Cristo. que é segundo a ordem de Melquisedeque.

IV. A superioridade de Jesus

Eis cinco particulares que mostram que Jesus é superior como Sumo Sacerdote:
I. Nele mesmo. ele é melhor sacerdote que os sacerdotes arônicos (ver Heb. 8:1-6, como uma unidade; o sétimo capítulo contém muitos argumentos a respeito; ver também Heb. 4:15-7:28, como uma unidade).
2. Sua esfera de atividades é no santuário celeste, e não na cópia terrena, onde labutavam os sacerdotes arônicos.
Portanto. seu ministério é "melhor" que o deles, e não apenas a sua própria pessoa. (Ver Heb. 8:2-5).
3. Ele ofereceu melhor sacrifício (ver Heb. 8:3 e ss), a saber, a si mesmo (ver Heb. 7:27).
4. Ele é o Mediador de um pacto melhor, o "novo pacto" (ver Heb. 8:6).
5. Seus labores sacerdotais se baseiam sobre promessas superiores (ver Heb. 8:6). Todos esses aspectos mostram a superioridade do ministério de Cristo, que agora é introduzido, ao passo que, antes disso, até este ponto no tratado, a ênfase recaíra sobre a superioridade da pessoa de Cristo.CHAMPLIN, Russell Norman, Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia. Vol. 6. Editora Hagnos. pag. 295-296.

«...Mediador...» No g rego temos a palavra «mesites», que significa «árbitro», «mediador». (Ver Gál. 3:19,20). Na epístola aos Hebreus, esse termo é usado em vários trechos para referir-se a Cristo (ver Heb. 8:6; 9:15 e 12:24). Cristo, na qualidade de mediador, torna realidade os propósitos salvadores de Deus para os homens. Sua missão terrena inteira foi efetuada dentro do âmbito dessa mediação. Mas, além disso, nos céus, Cristo continua ocupando a posição de mediador, intercedendo incessantemente por seus remidos. (Isso é comentado em Rom. 8:34). O Espírito de Deus também intercede por nós, em nome de Cristo (ver R om. 8 :2 7 ) , e isso envolve nosso progresso espiritual e nossas necessidades diárias. Já a passagem de Heb. 9:15 ensina-nos que Cristo é o mediador do «novo pacto» ou «novo testamento», c om o algo incluso em seu labor expiatório, porquanto isso é que dá aos homens o direito à herança eterna, através das provisões de seu testamento, porquanto Cristo «morreu por nós». (Ver Rom. 8:17 e as notas expositivas ali existentes, sobre a ideia de «herança»). 
Todo o bem-estar espiritual nos é proporcionado através de seu ofício intermediário. Como um último aspecto, o verdadeiro acesso a Deus Pai nos é dado através de Cristo, permitindo-nos que nos tornemos habitação de Deus (ou templo de Deus) no Espírito (ver Efé. 2:22). 

Acerca disso, levemos em conta os pontos abaixo:

1. Houve a mediação preencarnada de Cristo: (ver João 1:3,10; Col. 1:6 e Heb. 1:2). Isso teve lugar na criação, pois Cristo foi o criador, que fez o trabalho de Deus Pai. E nos próprios decretos divinos Cristo já agira como mediador da salvação dos homens, desde a eternidade passada (ver Efé. 1:3,4). A eleição é «em Cristo» (ver Rom. 8:29), e todas as bênçãos celestiais fluem da parte de Cristo, sendo mediadas por ele (ver Efé. 1:3).
2. Houve a mediação na salvação e na redenção, quando do ministério terreno de Cristo. (Ver Heb. 9:15; João 3:17; Atos 15:11; 20:28; Rom. 3:24,25; 5:10,11; 7:4; II Cor. 5:18; Efé. 1:7; Col. 1:20 e I João 4:9). 
A vida, a morte, a cruz e o sangue de Cristo são os elementos dessa mediação. Além disso, Cristo é o Filho de Deus, enviado por Deus Pai, para redimir os filhos. O trecho de João 3:17 tem esse tema, o qual se repete por mais de quarenta vezes no quarto evangelho. O Pai enviou o Filho, para que este realizasse sua missão remidora. Essa declaração envolve muitas implicações teológicas acerca da natureza do F ilho, o que é comentado naquela referência. Acrescente-se a isso que a mediação de Cristo produz a paz com Deus, a reconciliação entre o homem e Deus, que eram partes antes alienadas entre si. (Ver Rom. 5:1 e Efé. 2:12-17). A propiciação pelo sangue de Cristo visa a ira justa e o julgamento reto de Deus; e Jesus, na qualidade de sacrifício expiatório, torna Deus favorável aos homens. (Ver I João 2:2).

3. Há uma mediação contínua de Cristo: ele continua viva e continua sendo o nosso mediador. (Ver João 14:6; Rom. 5:2 e 8:34). Por meio dele entramos na posse de todas as bênçãos espirituais (ver Efé. 1:3; Rom. 1:5; II Cor. 1:15,30 e Fil. 1:11).

Uma aplicação moderna: 

Se Cristo é o único e suficiente mediador, de onde surge a necessidade de supostos mediadores angelicais e humanos? As doutrinas da mariolatria, das orações endereçadas aos «santos», da confissão auricular, etc., são outros tantos descendentes da ideia gnóstica de muitos mediadores. Mas há descendentes doutrinários mais sutis, como é o caso da posição atribuída a Jesus Cristo, por parte dos russelitas, auto-intitulados Testemunhas de Jeová. Segundo eles, Yahweh seria o único verdadeiro Deus. Jesus Cristo seria um «deus» secundário, apenas. (Isso equivaleria a um dos «aeons» dos antigos gnósticos. Tanto isso é verdade que Cristo é tido, entre os russelitas, como uma manifestação de um arcanjo dos mais elevados, mas nunca como o próprio Deus que se manifestou em carne). Em vista disso, aceitemos ós avisos contidos, por exemplo, em I João 4:2,3: «...todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa Jesus, não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem, e que presentemente já está no mundo».
4. Há uma mediação futura: A obra de Cristo é aplicável a todas as fases de nossa redenção. A sua glorificação será por nós compartilhada, e isso envolverá um processo eterno, e não um acontecimento isolado. (Ver as notas em II Cor. 3:18 acerca desse conceito). Jamais chegará o tempo em que essa mediação de Cristo tornar-se-á desnecessária e obsoleta. E posto que a glorificação é o aspecto celestial da salvação, então a própria salvação precisa ser considerada como um processo eterno, mediante o qual iremos passando de um estágio de glória para outro, indefinidamente. Pois assim como o Cristo foi o criador de tudo (ele é o Alfa), também é o alvo da criação inteira (ele é o Ômega). E isso jamais deixará de ser verdade.CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 5. pag. 299.
I Tm 2.5 Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, (a saber) o Messias Jesus, homem.

Provavelmente temos diante de nós a citação de uma oração prefigurada usada na ceia do Senhor (QI 25e). A universalidade da salvação, de acordo com uma fundamentação típica para Paulo, baseia-se na singularidade de Deus e por isso na singularidade da salvação e de seu Mediador. Talvez se vise enfatizar aqui, em contraposição aos muitos deuses locais, que o Deus único faz anunciar para uma só humanidade uma só salvação por meio de um só Mediador.
Porque Deus e ser humano foram unidos em Jesus Cristo, este se tornou o Mediador entre Deus e ser humano. Como verdadeiro ser humano, como ser humano real, como segundo Adão ele se tornou representante da humanidade adâmica perante Deus. No entanto, a sequência de palavras “Cristo Jesus” deixa claro que ele veio da parte de Deus para expiar os pecados de todo o mundo. Ele é o Messias, que como ser humano se chamava Jesus.Hans Bürki. Comentário Esperança Cartas aos I Timóteo.. Editora Evangélica Esperança.

A divagação sob análise é uma perfeita pedra preciosa de discernimento cristológico: Porque há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem (5). Nunca conseguiremos exaurir a riqueza de significação que percorre estas palavras. A forma literária nos diz que o trecho faz parte de uma declaração de credo, ou de uma fórmula batismal ou de um hino da igreja primitiva. A ênfase em um só Deus é parte da herança que o cristianismo recebeu do judaísmo, ênfase que nosso Senhor reafirma muitas vezes. A revelação neotestamentária de pluralidade no ser de Deus de modo algum degrada o entendimento fundamental da unidade divina.
A posição de Cristo como um só mediador entre Deus e os homens não é declarada desta forma em nenhuma outra passagem dos escritos paulinos. O texto de Gálatas 3.19,20 dá indícios desta ideia, embora ali não esteja desenvolvido como ofício de Cristo. E lógico que a Epístola aos Hebreus trata frequentemente deste conceito. Identificamos ideia paralela em 1 João 2.1, que associa Cristo como nosso “Advogado para com o Pai”. Aqui, na passagem sob estudo, este ministério exclusivo de nosso Senhor é enunciado sem rodeios e de forma clara. Em um sermonário de G. Campbell Morgan,2 há um sermão sobre o tema: “O Clamor por um Arbitro”. O primeiro dos dois textos que ele emprega é Jó 9.33: “Não há entre nós árbitro que ponha a mão sobre nós ambos”. O segundo texto é esta passagem que estudamos: Há... um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, homem. Ser árbitro é ser juiz, alguém que aprecia ou julga algo, intermediário, alguém que faz intercessão a nosso favor; em uma palavra: mediador. Há muitas relações na vida em que os serviços de um mediador tornam-se importantíssimos. Que alegria saber que na relação que nos é mais importante na vida — a relação entre Deus e nós — temos tão sublime Mediador!J. Glenn Gould. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 9. pag. 463.

Há um Mediador, e esse Mediador se deu a si mesmo em preço de redenção por todos. Como a misericórdia de Deus estende-se a todas as suas obras, assim a mediação de Cristo estende-se a todos os filhos dos homens. Ele pagou um preço suficiente para a salvação de toda humanidade; Ele fez com que a humanidade estivesse debaixo de novos termos diante de Deus, assim que eles não estão mais debaixo da lei como um pacto de obras, mas como uma regra de vida. Eles estão debaixo da graça; não debaixo do pacto da inocência, mas debaixo do novo pacto: Ele se deu a si mesmo em preço de redenção.Observe: A morte de Cristo foi uma redenção, um “contra preço”. Merecíamos morrer. Cristo morreu por nós, para salvar-nos da morte e do inferno. Ele se deu a si mesmo em preço de redenção, voluntariamente.

Uma redenção para todos; assim, toda a humanidade é colocada numa condição melhor do que a dos demónios.Ele morreu para executar uma salvação comum: dessa forma, Ele se colocou na posição de Mediador entre Deus e os homens. Um mediador pressupõe uma controvérsia.

O pecado tinha provocado uma discórdia entre nós e Deus; Jesus Cristo é um Mediador que tem como finalidade fazer paz, unir Deus e os homens, na forma de um árbitro, que põe a mão sobre nós ambos (Jó 9.33).
Ele é uma redenção que deveria servir de testemunho a seu tempo; isto é, nos tempos do Antigo Testamento, seus sofrimentos e a glória que seguiriam eram falados como coisas a serem reveladas nos últimos tempos (1 Pe 1.10,11). E eles são adequadamente revelados. Paulo foi ordenado pregador e apóstolo, para anunciar aos gentios as boas novas da redenção e salvação em Jesus Cristo. Paulo foi encarregado de pregar essa doutrina da mediação de Cristo a toda criatura (Mc 16.15). Ele foi designado para se tornar doutor dos gentios; além do seu chamado geral para o apostolado, ele foi comissionado especificamente a pregar aos gentios, na fé e na verdade.

Observe: (1) E bom e aceitável aos olhos de Deus,nosso Salvador, que oremos pelos reis e por todos os homens, e também que levemos vidas quietas e sossegadas; e essa é uma razão muito boa para fazermos tanto um quanto o outro.
 (2) Deus tem uma boa vontade para a salvação de todos. Então a falha não é que Deus não tenha vontade para salvar os homens, mas a falta de vontade deles mesmos para serem salvos da maneira de Deus. O nosso bendito Senhor declara a falha: E não quereis vir a mim para terdes vida (Jo 5.40). Quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, e tu não quiseste (veja Mt 23.37). 
(3) Esses que são salvos devem chegar ao conhecimento da verdade, porque esse é o caminho delineado por Deus para salvar os pecadores. Sem conhecimento,  o coração não pode ser bom; se não conhecemos a verdade, não podemos ser governados por ela. 
(4) Podemos perceber que a unidade de Deus é reivindicada e unida à unidade do Mediador; e a Igreja de Roma também pode manter uma pluralidade de deuses bem como uma pluralidade de mediadores. 
(5) Esse que é um Mediador no sentido do Novo Testamento deu-se a si mesmo em preço de redenção. Então é vã a pretensão da Igreja Católica Romana de que há somente um Mediador de penitência, mas muitos de intercessão; porque, de acordo com Paulo, quando Cristo deu-se a si mesmo com preço de redenção, essa era uma parte necessária do ofício do Mediador; e, na verdade, isso coloca o fundamento para sua intercessão. (6) Paulo foi ordenando ministro, para anunciar aos gentios de que Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens, que se deu a si mesmo em preço de redenção por todos. Essa é a verdade que todos os ministros devem pregar, até o final dos tempos; e Paulo glorificou seu ministério, como apóstolo aos gentios (Rm 11.13). 
(7) Os ministros devem pregar a verdade, aquilo que compreendem dela e, eles próprios, devem crer nela. Semelhantemente aos apóstolos, eles devem pregar em fé e verdade, e devem também ser fiéis e de confiança.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 688-689.

3. O sumo sacerdote.

História O sumo sacerdote ocupava o oficio eclesiástico mais elevado do sistema religioso dos judeus. As tradições bíblicas apresentam-no como alguém que descendia de Aarão; mas que isso sempre aconteceu não pode ser historicamente demonstrado. Os eruditos de inclinações liberais supõem que o oficio sumo sacerdotal só começou em 411 a.C.; mas há passagens bíblicas que certamente indicam que o oficio era muito mais antigo do que isso. Para admitirmos essa data tão posterior, teremos de supor duas coisas: Primeira, que as porções da Bíblia que abordam a questão foram escritas posteriormente; Segunda que o próprio oficio não antecedeu, por muito tempo, as narrativas escritas. O que podemos dizer é que a formalização do oficio resultou de um desenvolvimento de responsabilidades, embora a essência do ofício retroceda, verdadeiramente, até Aarão. Uma vez estabelecida a adoração no templo de Jerusalém, o sumo sacerdote tornou-se o principal ministro eclesiástico do judaísmo, oficiando durante as grandes festividades e observações religiosas, como no dia da Expiação. Além disso, ele presidia o Sinédrio (vide), o que lhe emprestava grandes poderes não somente eclesiásticos, mas também políticos. Todavia, o ofício sumo sacerdotal chegou ao fim quando os romanos destruíram a cidade de Jerusalém e seu templo, quando o Sinédrio também foi dissolvido.

O ofício sumo sacerdotal teve suas origens mais primitivas nos dias em que qualquer homem podia edificar um altar, onde quer que Deus se tivesse dado a conhecer.

Aquele que se tornasse associado aos ritos do altar levantado tornava-se conhecido como um levita, isto é, alguém vinculado a um lugar, ou então como um kohen, ou "sacerdote". De um sacerdote esperava-se que ele fosse um revelador da vontade divina, como um mediador entre Deus e os homens. Além disso, encontramos a primitivíssima instituição em que O chefe de uma casa também era o sacerdote de sua família. Quando as formas religiosas passaram a ser institucionalizadas, um grande sacerdote ou sumo sacerdote, tornou-se necessário, afim de organizar as funções religiosas do povo, preservando, promovendo e protegendo as instituições religiosas. No século VIII a.C; os levitas surgiram como uma classe distinta, ocupando-se, essencialmente, da direção da adoração religiosa em Israel.
E no código sacerdotal, chamado S pelos eruditos, que encontramos a kohen hagadol, ou "sumo sacerdote". Os eruditos liberais datam essa fonte do Pentateuco no século V a.c., quando, para eles, consequentemente, teria surgido o ofício sumo sacerdotal.
Porém, mesmo se admitirmos que esse material é de data comparativamente tardia, isso não provaria que as coisas ali referidas, no tocante a instituições religiosas, só tivessem começado naquele tempo. A tradição do próprio sumo sacerdote parece ser antiquíssima, e o próprio Aarão ocupou o oficio, sob sua forma mais primitiva.A posição do sumo sacerdote de Israel atingiu seu ponto de maior influência em 105 a.C., quando o sumo sacerdote, Aristóbulo I, também assumiu o título de rei. Em 63 a.c., Roma tomou sobre si mesma a tarefa de nomear os sumos sacerdotes; e, desse ponto em diante da história, houve mudanças frequentes-nos oficio, o qual começou como uma posição hereditária e vitalícia.~(estudalicao.blogspot.com)
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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