segunda-feira, 12 de junho de 2017

Lição Betel 2 trim-2017 n.12 cativeiro Babilonico



 JUDÁ É LEVADO PARA O CATIVEIRO DA BABILÔNIA

TEXTO ÁUREO

“E queimou a casa do Senhor, e a casa do rei, e também a todas as casas de Jerusalém, e incendiou todas as casas dos grandes.” (Jr 52.13).

VERDADE APLICADA
Os graves erros cometidos por seus líderes fizeram com que o povo de Judá se afundasse cada vez mais em seus pecados.

OBJETIVOS DA LIÇÃO

 Entender o propósito de Deus a respeito do exílio;
 Ter a certeza que o Senhor é Soberano entre as nações;
 Mostrar as consequências do pecado do povo de Judá.

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Jr 52.14 – E todo o exército dos caldeus, que estava com o capitão da guarda, derrubou a todos os muros que rodeavam Jerusalém.
Jr 52.15 – E dos mais pobres do povo, e a parte do povo, que tinha ficado na cidade, e os rebeldes que se haviam passado para o rei de babilônia, e o resto da multidão, Nebuzaradã, capitão da guarda, levou presos.
Jr 52.16 – Mas dos mais pobres da terra deixou Nebuzaradã, capitão da guarda, ficar alguns para serem vinhateiros e lavradores.
Jr 52.28 – Este é o povo que Nabucodonosor levou cativo no sétimo ano: três mil e vinte e três judeus.

INTRODUÇÃO

O castigo através da subjugação as nações pagãs vizinhas sempre foi uma alternativa para o Senhor para trazer Israel para o centro de sua vontade, nesta ocasião esta subjugação culminou no exílio, depois de um período Deus traz o seu povo de volta a terra da aliança, nunca mais de maneira soberana, mas sempre mostrando sua justiça e amor.

1. O PROPÓSITO DE DEUS QUANTO AO EXÍLIO

Deus chamou a nação de Israel através de seu patriarca Abraão para que esta fosse um referencial para todas as nações da terra, o propósito era que Israel fosse uma fonte para os povos vizinhos (vide Gn 12.03), e ao contrário disto Israel se tornou exclusivista, ora se posicionando superior aos demais povos, ora negligenciando a fonte que eles mesmos recusavam a emanar para os outros povos, o conceito monolátrico também conhecido como henoteísmo, cria na força soberana de Deus porém não negava a existência dos ‘deuses’ das terras vizinhas, esta inverdade apesar de refutada por Deus já na saída do Egito só fora erradicado tempos depois e se consolidou apenas no pós-exílio (vide Dt 6.4; Is 44.6; 45.5), porém esta crença por diversas situações levava o povo a se corromper e buscar outros “deuses” se esquecer dos mandamentos de Deus e viverem uma vida imprópria para a aliança que portavam. Apesar de todas as advertências que Deus conduzira ao povo, Israel se recusou a entender a voz de Deus, e consequentemente o atributo da justiça de Deus foi executado conduzindo o povo ao subjugo e posteriormente exílio em terra estranha, a Babilônia.

1.1. As causas que levaram o povo ao exílio

A eminência do exílio fora amplamente alertado por Deus ao seu povo através de seus profetas (vide 2 Reis 20.16-17; Jeremias 25.8-11), foram vários os pecados do povo contra Deus, vejamos alguns deles, (Jeremias 5.1-31):

REFERÊNCIA

Juraram por falsos deuses Jeremias 5.7
Adulteraram após meretrizes Jeremias 5.7
Negaram ao Senhor Jeremias 5.12
Serviram a deuses estranhos Jeremias 5.19
Rebelarem-se contra Deus Jeremias 5.23
Tornaram-se perversos Jeremias 5.26
Tornaram-se fraudulentos Jeremias 5.27
Desprezaram a causa dos órfãos e necessitados Jeremias 5.28
Corromperam-se os profetas e profetizavam falsamente Jeremias 5.30

1.2. Uma vida Sem perspectiva

A inobservância as leis de Deus levou o povo de Israel a uma cegueira espiritual, a nação passou a viver uma vida vazia de sentidos e até mesmo quando buscavam o nome do Senhor não havia sinceridade no coração do povo nem dos sacerdotes e profetas Jr 6.14, os profetas e sacerdotes anunciavam tempos de paz e tranquilidade enquanto a situação carecia de arrependimento e mudança de comportamento, o culto ao Senhor precisa ser sincero e com base nas verdades centrais da bíblia:

1) Antiga Aliança (Malaquias 1.6-14):
a) Elementos simbólicos;
b) Sacrifício de animais;
c) Ofertas;
d) Esporadicamente louvor.
2) Nova Aliança. São várias a passagens que norteiam o culto na nova aliança, vejamos então:
a) Pregação das Escrituras (1 Timóteo 4.14-16);
b) O louvor Congregacional (Efésios 5.19);
c) A oração (1 Timóteo 2.8);
d) A oferta (2 Co 9.7);
e) Batismo e Santa ceia quando oportunos (Mt 28.19; 1 Co 11.17-34).

1.3. O cativeiro agora era uma realidade

Apesar de o lamento levantado por Jeremias o fato dele levar os oráculos de Deus ao rei e ao povo de Israel o fez saber que o juízo não tardaria e era uma realidade para a nação, logo esta realidade se abateu sobre aquela nação, houve uma primeira deportação não oficial em 605 a.C quando a Nabucodonosor derrotou e anexou o Egito ao seu território junto a palestina, neste momento Daniel fora levado para Babilônia (vide Daniel 1.1-2), a primeira deportação oficial ocorreu em 597 a.C.. Jerusalém é sitiada e o jovem Joaquim, Rei de Judá, rende-se voluntariamente. O Templo de Jerusalém é parcialmente saqueado e uma grande parte da nobreza, os oficiais militares e artífices, inclusive o Rei, são levados para o Exílio em Babilônia. Zedequias, tio do Rei Joaquim, é nomeado por Nabucodonosor II como rei vassalo. Precisamente 11 anos depois, em 587 a.C., houve uma nova rebelião no Reino de Judá, ocorre a terceira deportação e a consequente destruição de Jerusalém e seu Templo.

2. A CONVOCAÇÃO AO ARREPENDIMENTO

Apesar dos constantes convites ao arrependimento, o povo se imbuiu cada vez mais no pecado, isto levou ao povo a uma situação totalmente vulnerável, pois o pecado afasta o homem de Deus e dá legalidade ao inimigo de nossas almas para requerer atuar com legitimidade sobre nós. O povo se afastou de Deus assim não tinha mais clareza de vida e visão.

2.1. Os profetas no exílio

Deus sempre levantou durante o ministério Profético que se encerrou com João Batista (vide Lucas 16.16) homens para ser seu representante e sua voz no meio de seu povo, não obstante durante o exílio não seria diferente, Jeremias ficou em Jerusalém e segundo a tradição judaica morreu apedrejado enquanto vivia no Egito, enquanto ele servia como voz de Deus na corte subjugada de Zedequias o Eterno levantou na Babilônia Daniel e Ezequiel, o Ministério profético mudou de posicionamento durante a vida de Israel, ele começou como centro do poder com Moisés que era líder e profeta, passando por servir dentro da corte para orientar os reis como no caso de Davi e Natã e com Elias e Eliseu se inaugurou uma nova época onde os profetas não se subjugavam a corte e atendia somente a voz de Deus para levar mensagem aos reis, este período foi até o fim do ministério profético com João Batista.

2.2. É preciso louvar ao Senhor

O cativeiro babilônico foi um marco para uma nova fase do judaísmo, com a deportação e a destruição do templo, a necessidade de buscar e adorar ao Senhor se intensifica e a ausência de um templo cria novas necessidades para o povo, os sacerdotes não tendo mais preocupações com o templo dedicam-se à escrita, ampliando o material que já existia e reinterpretam a história, segundo a visão sacerdotal, daí surge a reprodução e criação literárias dos livros históricos que compõem o THANAK, fechado no concílio pós-exílio de Esdras, surgem a criação das Sinagogas como ponto de encontro do povo judeu para as praticas religiosas que se estendem ate os dias de hoje.

2.3. Mesmo em seu cativeiro Deus cuida do seu povo

Deus em sua soberania e onisciência usaria o cativeiro para trazer o povo de volta a sua vontade como também escrever a trajetória de seu povo na face desta terra e influenciar as nações com sua verdade, Deus cuidou de seu povo na babilônia, manteve sua unidade religiosa, não deixou seu povo se contaminar a exemplo de Daniel que não participou dos manjares da mesa do rei em respeito a doutrina alimentar Mosaica e a oferta destes manjares a falsos deuses, mesmo com todo povo disperso a unidade da palavra foi mantida.

3. A HORA DE VOLTAR PARA CASA

O retorno a terra que Deus concedeu ao povo era uma certeza, porém existem várias incertezas nas correntes de interpretação sobre sua cronologia, a primeira dúvida, com certeza, é apresentada por Daniel, quando não consegue entender a profecia sobre este período dada ao profeta Jeremias por Deus (70 anos) e por isto ele ora durante 21 dias até o Senhor enviar o anjo Gabriel para dar a ele entendimento da profecia e como interpretá-la.
Jeremias 25.11-12: E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei de babilônia setenta anos. Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, visitarei o rei de babilônia, e esta nação, diz o SENHOR, castigando a sua iniquidade, e a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas.
Jeremias 29.10: Porque assim diz o SENHOR: Certamente que passados setenta anos em babilônia, vos visitarei, e cumprirei sobre vós a minha boa palavra, tornando a trazer-vos a este lugar.
Das interpretações: 1) Literal - A interpretação literal desta profecia estabelece estes 70 anos como um período literal de 70 anos conforme nosso calendário como o período que Deus estabeleceu para o povo ficar cativo na Babilônia.

Contagem dos 70 anos:

SAÍDA
RETORNO
ANOS
* 1 Deportação oficial 597 a.C 539 a.C 58 anos
* Deportação anterior 605 a.C 539 a.C 66 anos
* Inicio do Reinado de Joaquim 609 a.C 539 a.c 70 anos
* Queda de Jerusalém 586 a.c até a reconstrução do templo 515 a.C.
+\- 70 anos
* Terceira deportação 586 a.C.

539 a.C. 47 anos

Se contarmos o período de 70 anos com base no início do reinado de Jeoaquim que se deu em 609 temos 70 anos, porém isto contrasta com o período de dominação babilônica que começou em 605 a.C depois que ela venceu o Egito e findou-se em 539 a.C. (vide Jeremias 46.2), logo isto não bate com a revelação profética. Se contabilizarmos o período da queda de Jerusalém ate a reconstrução do templo que se deu em 515 a.C., como fazem muitos interpretes, ferimos o princípio da literalidade da profecia que terá um período de fechamento da conta depois da queda da Babilônia que fora em 539 a.C. o castigo não poderia vir antes dos 70 anos conforme a profecia. A Linha de interpretação literal desta profecia embasa varias vertentes de leitura escatológica como: a) Tradicional; b) Romana; c) Escola de Antíoco literal; d) Períodos sobrepostos; e) Dispensacionalista I (esta prevalece no Brasil); f) Dispensacionalista II; g) Dispensacionalista III. Existem várias outras dificuldades da linha interpretativa literal, entre as quais podemos citar: a) Partem de traduções e não do texto hebraico massorético; b) As teorias usam calendário ocidental gregoriano e não os calendários correntes da época; c) Mesmo convertendo para os calendários vigentes no tempo da profecia não encontraremos um resultado coerente com o literalismo.

2)Interpretação Simbólica - A maioria dos exegetas é aderente à interpretação simbólica e sua aplicação nas vertentes escatológicas e não literal do espaço de tempo do texto. Assim como o primeiro período do cativeiro as demais vertentes da profecia de Jeremias e cada unidade dos “sete” não pode ser definida com uma contagem de “ano”, pois são unidades divinas de mensuração do tempo, além do fato de que, diferente de outros textos de cálculos das Sagradas Escrituras, aqui o anjo revelador não explicita o termo “ano” ou “dia”. As referências são aproximadas aos eventos conhecidos pelos leitores originais. A Revelação das 70 semanas apenas sinaliza ao leitor que Deus tem seu próprio prazo e está no controle do curso da História, o desenrolar dos eventos não devem causar espanto, tudo corre em direção a um fim previsto e controlado. A linha de consolidação escatológica desta linha de interpretação se chama visão macabaica.

3.1. A restauração do povo de Israel

Deus em sua infinita sabedoria utiliza deste tempo para restabelecer seus princípios na casa de Israel, apesar das dores dos que foram e também dos que ficaram o Eterno salvador trouxe junto a este período uma renovação no entendimento do povo sobre a necessidade de se alinhar com Deus de forma exclusiva, após este período ficou claro para Israel que fora Deus não existe outro, a nova Israel vinda deste exílio terá historicamente muitos problemas a resolver, mas a visão do povo e da nação quanto a Deus será infinitamente outra, os profetas pós exílio, Ageu, Zacarias e Malaquias trataram respectivamente da restauração do templo (Ageu), da restauração Espiritual (Zacarias), e do culto a Deus (Malaquias).

3.2. O Senhor é Soberano

O Salmo de número 24 afirma claramente que do Senhor é a terra sua plenitude e todos os que nela habitam, partindo desta afirmação fica claro que todos os seres da terra incluindo os homens pertencem e servem aos propósitos de Deus, Adonai usa uma nação pagã para trazer o juízo sobre a terra de Israel e no fim deste período levanta Ciro para dar fim ao cativeiro na Babilônia e possibilitar o retorno de Israel a sua terra, é impressionante a profecia em Isaías 45 a respeito de Ciro e como Deus se refere a ele.

Isaías 45.1-6: Assim diz o SENHOR ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater as nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis, para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão. Eu irei adiante de ti, e endireitarei os caminhos tortuosos; quebrarei as portas de bronze, e despedaçarei os ferrolhos de ferro. Dar-te-ei os tesouros escondidos, e as riquezas encobertas, para que saibas que eu sou o Senhor, o Deus de Israel, que te chama pelo teu nome. Por amor de meu servo Jacó, e de Israel, meu eleito, eu te chamei pelo teu nome, pus o teu sobrenome, ainda que não me conhecesses. Eu sou o Senhor, e não há outro; fora de mim não há Deus; eu te cingirei, ainda que tu não me conheças; Para que se saiba desde o nascente do sol, e desde o poente, que fora de mim não há outro; eu sou o Senhor, e não há outro.

3.3. Deus é Deus em qualquer circunstância

Apesar de o homem pensar estar no controle das coisas e das circunstâncias, Deus sempre revelou sua forte mão na condução da história da humanidade, Deus não utiliza as Circunstâncias a seu favor mais ele mesmo decreta as circunstâncias e escreve o rumo dos reinos e de toda terra, este é o princípio da soberania de Deus, ele escreve toda história com sua mão forte, isto ficou claro na forma como Daniel interpreta o sonho do rei Beltsazar, mostrando como deveria ocorrer toda história da humanidade daqueles dias ate o advento da vinda de cristo e seu reino, nada ocorre fora do controle da mão forte de Deus.

CONCLUSÃO

As coisas acontecidas ao povo de Israel mostram como Deus conduz tudo com sua forte mão e como o pecado pode nos colocar em situações complicadas, os juízos de Deus sempre virá para alinhar seu povo a sua vontade, e isto durará tempo suficiente para que nos voltemos ao Senhor da maneira que ele quer vindo depois disto uma nova história com Deus.
FONTE WWW.MAURICIOBERWALDOFICIAL.BLOGSPOT.COM

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