quinta-feira, 28 de maio de 2015

Lições Bíblicas CPAD 2º Trimestre de 2011 O genuíno culto pentecostal



           Lições Bíblicas CPAD   2º Trimestre de 2011


Título: Movimento Pentecostal — As doutrinas da nossa fé
Comentarista: Elienai Cabral


Lição 8: O genuíno culto pentecostal
Data: 22 de Maio de 2011

TEXTO ÁUREO


Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação (1 Co 14.26).

VERDADE PRÁTICA


O genuíno culto pentecostal é marcado pela reverência, ordem e profundo temor a Deus, propiciando, assim, o contínuo derramamento do Espírito Santo sobre a igreja de Cristo.

LEITURA DIÁRIA


Segunda - Mt 4.10
Adorar somente ao Senhor


Terça - Sl 95.1,2
Apresentemo-nos com júbilo ao Senhor


Quarta - Sl 96.7,8
Dai a glória devida ao Senhor


Quinta - 1 Co 14.26
A necessidade de ordem no culto


Sexta - Jo 4.23
Adorar a Deus em espírito e em verdade


Sábado - Sl 128
A família que teme e adora ao Senhor

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE


1 Coríntios 14.26-33,39,40.

26 - Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.
27 - E, se alguém falar língua estranha, faça-se isso por dois ou, guando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
28 - Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja e fale consigo mesmo e com Deus.
29 - E falem dois ou três profetas, e os outros julguem.
30 - Mas, se a outro, que estiver assentado, for revelada alguma coisa, cale-se o primeiro.
31 - Porque todos podereis profetizar, uns depois dos outros, para que todos aprendam e todos sejam consolados.
32 - E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas.
33 - Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos.
39 - Portanto, irmãos, procurai, com zelo, profetizar e não proibais falar línguas.
40 - Mas faça-se tudo decentemente e com ordem.

INTERAÇÃO


Nesta lição, estudaremos a respeito do genuíno culto pentecostal e o seu verdadeiro significado. Este assunto é importante, pois o culto deve ser evidenciado pela ordem e profundo temor a Deus, pois trata-se de um ato de adoração. É o momento em que, juntos, bendizemos e glorificamos o nome do Senhor Deus. Enfatize que não podemos transformar o culto em um ponto de encontro ou vê-lo simplesmente como parte de nossa vida social. Que em cada culto possamos, pura e unicamente, adorar o Senhor em espírito, e em verdade (Jo 4.24).

OBJETIVOS


Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
·        Conscientizar-se sobre o verdadeiro significado do culto.
·        Definir os elementos do genuíno culto pentecostal.
·        Saber que a Casa de Deus é lugar de adoração.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA


Professor, reproduza o quadro abaixo e utilize-o para explicar aos alunos que nos cultos da Igreja Primitiva, havia uma liturgia a ser seguida. O próprio apóstolo Paulo ensinou às igrejas de Corinto, Colossos e Éfeso a importância dessa liturgia em suas reuniões. Explique que liturgia não significa um culto tradicional ou “engessado”, mas que há elementos básicos que devem estar presentes para que se possa prestar um culto racional ao Senhor. Na Casa de Deus deve haver ordem e decência.


COMENTÁRIO


introdução

Palavra Chave
Culto: Tributação voluntária de louvores e honra ao Criador.

Estudaremos, nesta lição, os elementos do autêntico culto pentecostal. Veremos, outrossim, os perigos que há na adoção de modismos litúrgicos que, apesar das aparências, sempre acabam por acarretar sérios prejuízos à sã doutrina e aos costumes genuinamente cristãos. Como Igreja de Cristo, ofereçamos a Deus uma adoração segundo nos prescreve a Bíblia, sem quaisquer misturas.
Adorar e cultuar ao Senhor requer reverência, rendição e amor, pois o Pai continua a buscar os que o adoram em “espírito e em verdade” (Jo 4.23,24).

I. ADORAÇÃO E CULTO

1. O verdadeiro significado de culto. Será que realmente cultuamos a Deus como a Bíblia o requer? Vejamos em primeiro lugar, o que significa culto. O próprio significado da palavra “culto”, ou “serviço”, já sugere, em si mesmo, o ato de adoração que, por sua vez, implica na reverência que todos devemos prestar ao Todo-Poderoso (Sl 29.2). Cultuar a Deus significa adorá-lo, exaltá-lo, prestar-lhe a devida reverência (Sl 96.9).
Infelizmente, muitos vão ao culto, cantam e até oram, mas não adoram ao Senhor, pois o seu coração acha-se distante de sua presença (Is 29.13). O culto para os tais é apenas um ponto de encontro, um momento de interatividade social.
Deus se compraz naqueles que o buscam com um coração puro e sincero, e alegra-se naqueles que o adoram “em espírito e em verdade” (Sl 15.1-5; Jo 4.23,24). Por conseguinte, não devemos prestar-lhe culto como se estivéssemos a barganhar-lhe as bênçãos e os favores. Há muitos que, desprezando a soberania divina, passam a determinar seus “direitos” e a decretar suas “posses” como se o Senhor lhes fosse um mero empregado. Isso é falta de reverência e temor diante dAquele a quem devemos adorar pelo que é e pelo que já fez por nós (Jo 3.16; Ef 2.8,9; 1 Jo 4.19; Ap 4.10).
2. A essência do culto a Deus é a adoração. O ato de adorar a Deus constrange-nos a submetermo-nos incondicionalmente à sua vontade (Mt 6.10) e a nos humilharmos até ao pó diante de sua presença (Gn 18.27). A mulher pecadora, que ungiu a Jesus com fino unguento, “beijava-lhe os pés” em santa adoração (Lc 7.38). Se adorar é um ato de rendição, gratidão e exaltação ao Deus que nos criou (Sl 95.6), cheguemo-nos, pois, diante do Todo-Poderoso com temor e tremor, reconhecendo-lhe o senhorio sobre nossas vidas.
3. Adoração completa e incondicional. Se todo culto é um ato de adoração, nem todo ato de adoração é necessariamente um culto. Os judeus dos tempos de Isaías e Miqueias não sabiam fazer tal distinção, por isso o Senhor repreendeu-os energicamente (Is 1.11; Mq 6.3-8). Aliás, até mesmo nossas atividades profissionais têm de ser realizadas como atos de sincera adoração ao Senhor (Ef 6.5-9). O que isto significa? A vida do crente deve ser um contínuo ato de adoração e louvor a Deus (Sl 146.1).


SINOPSE DO TÓPICO (I)

O culto, assim como todas as nossas ações, deve ser um ato de adoração sincera a Deus onde reconhecemos a sua grandeza e magnitude.


II. COMPOSIÇÃO DO CULTO PENTECOSTAL

1. Liturgia do culto pentecostal. Apesar de suas características, o culto pentecostal também possui a sua liturgia. Mas o que significa liturgia? Não devemos assustar-nos diante dessa palavra, nem tê-la como sinônimo de formalismo. Liturgia, de acordo com o grego, significa serviço público. Nesse sentido, o culto cristão pode ser definido como um serviço que, em espírito e em verdade, prestamos a Deus (Sl 100.2).
Paulo apresenta a liturgia ideal para o culto cristão: “Que fareis, pois, irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação” (1 Co 12.26). Embora a igreja em Corinto fosse autenticamente pentecostal, o seu culto deveria primar pela boa condução: “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem” (1 Co 14.40). O culto deve ser racional e consciente, conforme exige a Palavra de Deus (Rm 12.1). Caso contrário, ou cairá no formalismo, ou em algo desordenado e sem forma.
Queremos deixar bem claro que a liturgia realmente bíblica jamais impedirá a manifestação do poder de Deus, batismos com o Espírito Santo, curas divinas, milagres e, principalmente, salvação de almas.
2. Elementos do genuíno culto pentecostal. Vejamos, a seguirmos elementos que, de acordo com Paulo, devem compor o verdadeiro culto cristão:
a) Leitura da Palavra. No Antigo Testamento, a leitura e a dissertação das Sagradas Escrituras tinham um sentido especial no serviço de adoração a Deus (Ed 8.1-12). Na Igreja Primitiva, quando o Novo Testamento ainda não havia sido escrito, os crentes utilizavam as Escrituras do Antigo Testamento em suas reuniões (At 2.42; 17.11).
Por conseguinte, o verdadeiro culto de adoração a Deus não pode ficar sem o ensino ou a pregação bíblica. A sua igreja ouve regularmente a leitura da Palavra de Deus? O culto sem a leitura e a explanação das Sagradas Escrituras é incompleto.
b) Cânticos na adoração. Uma das formas mais expressivas da adoração cristã é manifestada através de hinos e cânticos (Ef 5.18-21). Infelizmente, essa área da liturgia cristã muito tem sofrido com a proliferação de músicas que, sublimando o homem, minimizam o Senhor. Por outro lado, glorificamos a Deus porque nosso hinário oficial, a Harpa Cristã, tem como o seu primeiro compromisso exaltar o Senhor além de cantar as doutrinas da Bíblia Sagrada.
c) As orações e as ofertas voluntárias. Os crentes na Igreja Primitiva, por não disporem de templos, oravam nas casas. Os de Jerusalém oravam também no Santo Templo (At 3.1; 4.23,24; 12.12). Além da oração, eles adoravam a Deus com a entrega voluntária de dízimos e ofertas (1 Co 16.2; 2 Co 9.7; Fp 4.18). A oração e a intercessão jamais devem ausentar-se do culto pentecostal.


SINOPSE DO TÓPICO (II)

O culto ao Senhor deve ter ordem e decência. A leitura da Palavra, cânticos de adoração ao Senhor, orações e as ofertas voluntárias são elementos indispensáveis para a realização do culto racional a Deus.


III. MODISMOS LITÚRGICOS

1. Adoção de movimentos estranhos ao cristianismo do Novo Testamento. A maneira como uma igreja adora ao Senhor reflete a sua crença e os seus valores. A igreja Primitiva, por exemplo, era autenticamente pentecostal tanto na forma quanto no conteúdo: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações. Em cada alma havia temor, e muitas maravilhas e sinais se faziam pelos apóstolos” (At 2.42.43).
O segredo do avivamento, por conseguinte, não se acha na adoção de modismos litúrgicos nem na criação de gestos e posturas artificiais que, mostra a experiência, sempre acabam por roubar a reverência do culto cristão. O verdadeiro avivamento espiritual torna-se realidade quando a igreja se volta à Palavra de Deus (2 Cr 34.15). A partir daí, a igreja não mais se escraviza à liturgia, porque a sua preocupação, doravante, será adorar a Deus através de um culto ordeiro e decente. Sua adoração também será demonstrada por meio de um serviço cristão completo: evangelismo, missões, ensino sistemático das Escrituras, assistência social, etc. Isto é avivamento.
2. Cultos exóticos. Há tantas inovações e exotismos invadindo nossos cultos, que, algumas dessas extravagâncias, em nada diferem do misticismo pagão. Recomenda-nos Paulo: “Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto de humildade e culto dos anjos, metendo-se em coisas que não viu; estando debalde inchado na sua carnal compreensão, e não ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de Deus” (Cl 2.18).
Infelizmente, tais coisas não ficaram no passado. Haja vista as igrejas que, ao invés de adorar ao Criador, acabam por adorar a criatura, por causa da ênfase que dão aos seres angélicos. Ora, que os anjos existem, todos sabemos. Mas eles existem para ministrar aos santos e não para serem adorados por estes (Hb 1.14). A presença mais importante no culto cristão é a do Espírito Santo. Cuidado, pois, com esses elementos estranhos ao culto pentecostal.


SINOPSE DO TÓPICO (III)

Os modismos e cultos exóticos não podem produzir nada mais que movimentação, pois o avivamento só acontece quando a igreja se volta à Palavra de Deus.


CONCLUSÃO

Você tem cultuado a Deus conforme recomenda a Bíblia? Cultuar ao Senhor não é apenas ir à igreja e se reunir com os irmãos, pois muitos vão à casa do Senhor, mas não lhe prestam culto; não passam de meros expectadores. Adoremos a Deus, pois, em espírito e em verdade.

VOCABULÁRIO


Modismos Litúrgicos: Inovações estranhas que são incorporadas à liturgia do culto cristão, com a finalidade de transformá-lo em um espetáculo ou show para os presentes.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA


ANDRADE, C. As Disciplinas da vida cristã. 1.ed., RJ: CPAD, 2008.

EXERCÍCIOS


1. Defina, com suas palavras, o que é cultuar a Deus.
R. Cultuar a Deus significa adorá-Lo, exaltá-Lo, prestar-lhe a devida reverência.

2. Qual é a essência do culto a Deus?
R. A essência do culto é a verdadeira adoração a Deus.

3. Cite os elementos do genuíno culto cristão.
R. Leitura da Palavra, cânticos de adoração, orações e ofertas voluntárias.

4. Qual é o propósito principal de um culto?
R. Adorar a Deus em espírito e em verdade.

5. De acordo com a lição, qual a presença mais importante no culto cristão?
R. Espírito Santo.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO


Subsídio Devocional

Atos dos Apóstolos
“Com que me apresentarei diante do Senhor? Pergunta o escritor sacro ao Todo-Poderoso. Vejamos algumas coisas a serem observadas quando entrarmos na Casa de Deus para cultuá-lo:

  •  Reverência e profundo temor
‘Guarda o teu pé, quando entrares na Casa de Deus; chegar-se para ouvir é melhor do que oferecer sacrifícios de tolos, pois não sabem que fazem mal’ (Ec 5.1). Quando entramos na Casa do Senhor, que o nosso espírito seja imbuído de um profundo espírito de reverência e santo temor. Goethe, poeta alemão, fala da importância da reverência: ‘A alma da religião cristã é a reverência’.

  •  Alegria e regozijo
‘Alegrei-me quando me disseram: vamos à Casa do Senhor’ (Sl 122.1). Quando os filhos de Israel dirigiam-se ao Santo Templo, em Jerusalém, para celebrar as festas sagradas, eles o faziam com o espírito de regozijo. Estar no santuário divino era o seu maior prazer, pois ali todos os israelitas reuniam-se para enaltecer o Senhor.

  •  Predisposição e discernimento espirituais

‘Acordado, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o Senhor está neste lugar, e eu não o sabia. E temeu e disse: Quão terrível é este lugar! Esse não é outro lugar senão a Casa de Deus; e esta é a porta dos céus’ (Gn 28.16,17). Não se encontrava o patriarca num suntuoso templo; achava-se no relento. Mas ali, tendo por cobertura os céus, viu Jacó os anjos de Deus subirem e descerem por uma escada que ligava os céus à terra. Em simplicidade contemplou Jacó o Eterno. Tem você igual predisposição para enaltecer a Deus?” (ANDRADE, C. As Disciplinas da Vida Cristã. 1.ed., RJ: CPAD, 2008, pp.65-7).

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