sexta-feira, 29 de maio de 2015

Lições Bíblicas CPAD 1º Trimestre de 2012 Uma igreja verdadeiramente próspera


                 
             Lições Bíblicas CPAD 1º Trimestre de 2012

Título: A Verdadeira Prosperidade — A vida cristã abundante
Comentarista: José Gonçalves


Lição 10: Uma igreja verdadeiramente próspera
Data: 4 de Março de 2012

TEXTO ÁUREO

E, a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Deus (Gl 6.16).

VERDADE PRÁTICA

A Igreja prospera quando cumpre integralmente a missão que lhe confiou o Senhor.

HINOS SUGERIDOS

18, 394, 602.

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Êx 19.5
Israel deveria ser propriedade particular


Terça - Ef 3.2-10
O “mistério” no plano da salvação


Quarta - 1 Co 1.2
A igreja como comunidade local


Quinta - 1 Co 10.32
A igreja como comunidade universal


Sexta - Fp 1.1
A igreja como comunidade santa


Sábado - 1 Pe 2.9
A igreja como comunidade missionária

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Efésios 2.11-13; Romanos 11.1-5.

Efésios 2
11 - Portanto, lembrai-vos de que vós, noutro tempo, éreis gentios na carne e chamados incircuncisão pelos que, na carne, se chamam circuncisão feita pela mão dos homens;
12 - que, naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos aos concertos da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.
13 - Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, já pelo sangue de Cristo chegastes perto.

Romanos 11
1 - Digo, pois: porventura, rejeitou Deus o seu povo? De modo nenhum! Porque também eu sou israelita, da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim.
2 - Deus não rejeitou o seu povo, que antes conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura diz de Elias, como fala a Deus contra Israel, dizendo:
3 - Senhor, mataram os teus profetas e derribaram os teus altares; e só eu fiquei, e buscam a minha alma?
4 - Mas que lhe diz a resposta divina? Reservei para mim sete mil varões, que não dobraram os joelhos diante de Baal.
5 - Assim, pois, também agora neste tempo ficou um resto, segundo a eleição da graça.

INTERAÇÃO

Professor, pela fé em Jesus, mediante a graça divina, hoje fazemos parte do “Israel de Deus”, a Igreja de Cristo. Como membros desta Igreja, temos uma missão a cumprir - proclamar o evangelho a toda criatura (Mc 16.15). Para que possamos desfrutar da prosperidade divina, precisamos cumprir a nossa missão com fidelidade e afinco. As bênçãos do Senhor devem ser repartidas com os necessitados, pois somos “sal” e “luz” deste mundo. Que fique gravado na mente e no coração de nossos alunos que a missão principal da Igreja é representar a Deus perante todos os povos com o Evangelho de Cristo. Boa aula!

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
  • Analisar alguns aspectos do povo de Deus na Velha e na Nova Aliança.
  • Compreender qual é a verdadeira natureza da Igreja.
  • Conscientizar-se de que a Igreja tem como missão a adoração, a instrução, a edificação e a proclamação.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Professor, para a introdução do terceiro tópico da lição, escreva no quadro de giz o seguinte enunciado: “A Igreja tem como missão a adoração, a instrução, a edificação e a proclamação”. Em seguida divida a turma em quatro grupos. Cada grupo deverá ficar com um aspecto da missão. Peça que os grupos nomeiem um relator. Será discutida a seguinte questão: “O que a igreja local tem feito ou precisa fazer para cumprir esse aspecto da missão?”. Em seguida, reúna todos formando um só grupo. Dê um minuto para que os relatores exponham as respostas. Conclua dizendo que para a Igreja cumprir sua missão, todos devem contribuir fazendo a sua parte.

COMENTÁRIO

introdução

Palavra Chave
Igreja: Organismo místico composto por todos os que, pela fé, aceitaram a Jesus como único e suficiente Salvador, e têm a Palavra de Deus como única regra de fé e conduta.

A expressão “Israel de Deus”, em Gálatas 6.16, divide a opinião dos estudiosos. Há os que acreditam que Paulo refere-se à Igreja, deduzindo que esta suplantou por completo a Israel nos projetos de Deus. Por outro lado, outros defendem que o apóstolo faz alusão, de fato, a Israel, e que a Igreja entrou no Plano da Salvação até que Deus cumpra seus propósitos com o Povo da Promessa.
A Bíblia de Estudo Pentecostal explica que a expressão “Israel de Deus” refere-se “a todo o povo de Deus debaixo do novo concerto”, isto é, a “todos os salvos, tanto judeus como gentios”. Vejamos por que a Igreja de Cristo é o Israel de Deus e que implicações tem este fato na doutrina da prosperidade.

I. O POVO DE DEUS NA VELHA E NOVA ALIANÇA

1. O Israel Nação. O Senhor elegeu Israel para ser a sua propriedade exclusiva (Êx 19.5,6; Dt 7.6,7). Por conseguinte, a nação hebreia deveria ser santa por ser sacerdotal, profética e real (Êx 19.5,6). Dessa forma, os judeus tinham por missão levar o nome do Senhor a todas as nações. Logo, tanto as bênçãos decorrentes da obediência como as maldições advindas da desobediência, na Antiga Aliança (Dt 27-28), devem ser entendidas no contexto da vocação de Israel.
O Senhor promete restaurar o seu povo através de uma “nova aliança” (Jr 31.31-34; Ez 36.26). Mas os judeus, devido à sua incredulidade e dureza de coração, vieram a rejeitar a Jesus como o mediador do novo concerto (Hb 9.15; 12.24; Jo 1.12). Por causa disso, o propósito de Deus de ter um povo que o representasse continuou com a Igreja de Cristo — o Israel do Novo Testamento. Isso não significa que Deus haja se esquecido do povo hebreu (Rm 11.2). Pelo contrário. Afirma Paulo que “todo o Israel será salvo” (Rm 11.26).
2. O Israel do Novo Testamento. A igreja é vista na Bíblia como a comunidade dos chamados para fora, “separada”. Paulo mostra que a Igreja entra no plano da salvação como um mistério (Ef 3.2-10; Rm 16.25-26; Cl 1.25-27). Tal mistério, explica ele, consiste no fato de a Igreja de Cristo ser o “povo de Deus” formado agora tanto por judeus como por gentios (Gl 6.16; Rm 2.28,29; Ef 2.14-22; Fp 3.3; 1 Pe 2.9). Como já foi dito isso não quer dizer que a Igreja tenha suplantado ou substituído a Israel. Paulo realça que Cristo é o “descendente” prometido por Deus, através do qual todas as nações da terra foram abençoadas com a proclamação das boas novas de salvação (Gl 3.16). Em Cristo, Deus não substituiu, mas deu continuidade ao processo de autorrevelação anteriormente iniciado no Antigo Testamento.
3. O povo único de Deus. Donald Hagner observa que a Igreja não assume o lugar de Israel, mas que Israel encontra sua verdadeira identidade na Igreja! O Novo Testamento revela que Deus, através de Jesus, renovou a aliança com seu povo e que nesse ato, tanto judeus como gentios formam um só povo. Ser parte da Igreja é reconhecer Jesus como o Messias — a plenitude das promessas divinas. Essa é a verdadeira prosperidade.


SINOPSE DO TÓPICO (I)

A Igreja de Cristo é o “povo de Deus” formado tanto por judeus como por gentios.


II. A IGREJA E SUA NATUREZA

1. Localidade e universalidade. Quando fazemos referência à igreja que está em uma determinada cidade, falamos do aspecto local da Igreja de Cristo (1 Co 1.2; At 13.1). Paulo também fala da universalidade da Igreja (1 Co 10.32). A Igreja é local, mas também é universal. Isto é, ela é formada por todos os crentes das mais diferentes culturas, raças e nações.
2. O ensino neotestamentário revela que a Igreja é una (Ef 4.4). Ela é um corpo e como tal seu funcionamento assemelha-se a um organismo vivo (1 Co 12.12). A Igreja é o Corpo de Cristo formado por todos os crentes regenerados em toda a parte do mundo através do sangue do Cordeiro.
3. A santidade é tanto posicional como progressiva. No primeiro caso, o crente é santo porque espiritualmente encontra-se em Cristo e, assim, participa de sua natureza santa. Todavia, no seu viver diário, o crente tem sua parte a fazer, isto é, ajustar-se ao que a Palavra de Deus ensina sobre um viver de pureza e integridade (2 Co 7.10).


SINOPSE DO TÓPICO (II)

A Igreja é o corpo místico de Cristo na Terra. Ela é tanto local quanto universal.


III. A IGREJA E SUA MISSÃO

1. Adoração. Em sua primeira epístola aos Coríntios, Paulo dá diretrizes acerca de como deve ser o culto cristão (1 Co 14.26). Entre outras instruções, ele diz: “cada um de vós tem salmo”. Salmo aqui é uma referência ao hinário da Igreja Primitiva, embora saibamos que havia também expressões espontâneas de louvores e cânticos espirituais entre os primeiros crentes (Ef 5.19; Cl 3.16). A essência do culto cristão, portanto, é a adoração.
2. Instrução e edificação. No mesmo texto de 1 Coríntios 14.26, o apóstolo também diz que “cada um de vós tem [...] doutrina”. A palavra grega didaché, traduzida aqui como doutrina, é uma referência à instrução que era ministrada aos crentes através da exposição da Palavra de Deus. Toda igreja verdadeiramente bíblica necessita da exposição das Sagradas Escrituras. Pedro exorta aos crentes a desejarem ardentemente o genuíno leite espiritual capaz de dar crescimento para a salvação (1 Pe 2.2). É por isso que a igreja em Antioquia possuía mestres (At 13.1). O próprio Deus colocou-os na Igreja, visando o pleno desenvolvimento dos santos (Ef 4.11,12).
Paulo afirma que o propósito disso tudo é a edificação da Igreja (1 Co 14.3,26). Outro aspecto a ser observado é que, embora a Escritura mostre o lado comunal da Igreja Primitiva, o Novo Testamento não é avesso aos bens materiais desde que estes sejam usados para a glória de Deus, para a expansão de seu Reino e para o socorro dos mais necessitados (At 4.32-35). O exemplo de Barnabé é bastante significativo (At 4.36-37).
3. Proclamação. Uma igreja adoradora, instruída na Palavra e verdadeiramente próspera, tem como foco principal a proclamação do Evangelho de Cristo. A missão da Igreja é colocar em prática a Grande Comissão (Mt 28.19). Fomos chamados para sermos proclamadores das boas novas do Reino de Deus (1 Pe 2.9). Uma igreja que não prega e não evangeliza está longe de ser realmente próspera, por mais rica que seja.


SINOPSE DO TÓPICO (III)

A igreja tem como missão a adoração, a instrução, a edificação e a proclamação.


CONCLUSÃO

A Igreja é o “Israel de Deus” e, como tal, tem a missão de representá-lo nessa terra. O importante não é apenas ser abençoado, mas ter plena comunhão com o Abençoador. Isso significa fazer parte do corpo místico de Cristo que é a sua Igreja. Celebremos o fato de sermos o Israel de Deus, mas não nos esqueçamos das responsabilidades que isso também nos traz. A igreja realmente próspera é aquela que cumpre plenamente a missão que nos confiou o Senhor Jesus.

VOCABULÁRIO

Comunal: Pertencente a dois ou a mais de dois, à maioria ou a todos; comum.

BIBLIOGRAFIA SUGERIDA

DAMIÃO, V. A Igreja no Século XXI. 1.ed., RJ: CPAD. 2008.
RICHARDS, L. O.
 Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1.ed., RJ: CPAD, 2007.

EXERCÍCIOS

1. Como povo de Deus, qual era a missão dos judeus?
R. Os judeus tinham por missão levar o nome do Senhor a todas as nações.

2. Quem é o Israel de Deus do Novo Testamento?
R. A Igreja de Cristo.

3. Explique a universalidade da Igreja.
R. A Igreja é local, mas também é universal. Isto é, ela é formada por todos os crentes das mais diferentes culturas, raças e nações.

4. De acordo com a lição, quais são as quatro principais missões da Igreja?
R. Adoração, instrução, edificação e proclamação.

5. O que você tem feito para que sua igreja cumpra a missão que sobre ela pesa?
R. Resposta pessoal.

AUXÍLIO BIBLIOGRÁFICO

Subsídio Missiológico

“Igreja e a missiologia urbana
Outro aspecto importante da vida eclesiástica tem a ver com o processo de urbanização do mundo, uma realidade desafiadora que exige pronta e contínua resposta da igreja como agente do Reino de Deus na Terra. O fluxo migratório constante dos países pobres para os países mais desenvolvidos e do interior para os grandes centros, em busca de melhores oportunidades, aliados a outros fatores da vida pós-moderna, indica com segurança que nos próximos anos a maior parte da população do planeta estará vivendo nas grandes cidades, transformadas em metrópoles e megalópoles.
A estratégia urbana de Paulo. Para se conhecer como a igreja pode desempenhar bem o seu papel como comunidade terapêutica na urbe pós-moderna, nada melhor do que descobrir a metodologia empregada pelo apóstolo Paulo em suas viagens missionárias. A primeira observação é que ele procura instalar-se nos grandes centros, onde a mensagem seria mais bem repercutida para então irradiar-se pelas regiões adjacentes (At 13.4-6,13,14).

Obediente ao plano divino de universalizar o evangelho mediante a transição da igreja para o mundo gentílico, o apóstolo usou a mesma estratégia quando transpôs os limites da Ásia e alcançou as fronteiras europeias através da Macedônia, atual norte da Grécia (At 16.11,12)” (COUTO, G. Teologia Sistemática Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 2008, pp.414,415).

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