sábado, 18 de junho de 2016

Historia da reforma protestante (2)


          LOCAL ONDE NASCEU  WYCLIFF





Supõe-se que João Wycliff nasceu nas proximidades de Richmond, no condado de York, na Inglaterra, pouco mais ou menos em 1324. A pobreza de seus pais, que parece terem sido camponeses, não o impediu de entrar, na idade própria, na universidade de Oxford, onde aproveitou todas as ocasiões para se instruir, ganhando bem depressa as boas graças do seu tutor, o piedoso e sábio Thomas Bradwardine, que fazia dele muito bom juízo. Durante os seus estudos adquiriu um bom conhecimento não só das leis civil, canônica e municipal, mas também da ruína da natureza humana, como as Escrituras a ensinam, da inutilidade do merecimento humano para a salvação, e da grandeza da graça divina, pela qual o homem pode ser justificado sem as obras da Lei. Diz-se também que, por conselho do seu tutor, estudara as obras de Grostete, e dali lhe viera a idéia de que o papa era o Anticristo.

Os seus ataques às ordens mendicantes, que atraíam os estudantes da universidade para os seus mosteiros, tornaram-no notável em Oxford. Ele escreveu alguns folhetos sobre o assunto. Era Wycliff nesse tempo professor da universidade, mas isso não o impediu de continuar no seu trabalho pelo Senhor, e, aos domingos, despia a toga de professor e pregava ao povo o Evangelho simples na linguagem popular.

A fama das suas pregações bem depressa chegou a Roma, e os frades mendicantes, cuja influência estava muito abalada pelo seu ensino, apressaram-se a dar a saber ao papa os seus receios. Para isso usaram de um meio muito eficaz extraindo dos escritos de Wycliff dezenove artigos, e mandando-os ao papa, juntamente com as suas cartas; e, como a maior parte destes artigos, combatiam de uma maneira muito clara as pretensões temporais do papa, pode-se facilmente imaginar qual foi o resultado. Nove dos extratos foram logo condenados como heresias e outros declarados errados, e foram mandadas imediatamente ordens à Inglaterra para que o ousado herege fosse levado aos tribunais pelas suas opiniões. Isto foi o princípio do conflito, mas Roma ainda desta vez se enganou.NOTAS historia do cristianismo,A.Knight e W.Anglin,2009,cpad)

                                      

O Dr. William P. Grady, erudito bíblico americano, traça um perfil dogrande reformador John Wycliff, em seu livro "Final Authority". Vejamos o que ele diz:
Biografia: Nascido de sangue saxônico, perto da Vila de Wycliff, em Yorkshire, John Wycliff tornou-se o principal porta voz dos patriotas ingleses, através do período de emancipação política do seu país. Sua escalada a um lugar de erudita eminência foi rápida. Brilhando em Oxford, ele foi nomeado capelão do rei em 1366, enquanto recebia o seu doutorado, em 1374. Contudo, bem depressa voltou suas armas intelectuais contra Roma, conforme Schaff declara:
Em sermões, folhetos e escritos mais extensos, Wycliff apresentou a Escritura e o senso comum como testemunhas. Sua pregação era tão cortante como a "Espada de Damocles". Ele nunca hesitava em usar a ironia e a invectiva, nas quais era mestre; a objetividade e a pertinência de seus apelos traziam tudo facilmente à compreensão da mente popular.
Em sua condenação do abuso doutrinário, Wycliff condenava a complacência dos últimos reformadores contra os prelados imorais, excesso de posses territoriais, extorsão religiosa, e heresias tais como o purgatório, a transubstanciação, o sacerdócio e a confissão auricular. Poucos eram poupados da "Espada de Damocles". Ele acusava o papa de ser o Anticristo, o orgulhoso sacerdote universal de Roma e o mais amaldiçoado dos tosquiadores e caçadores níqueis. Como os frades de seu tempo eram conhecidos pelo seu apego "à boa comida e às mulheres" Wycliff depreciava os seus mosteiros, chamando-os de covis de ladrões, ninhos de serpentes, casas de habitação de demônios vivos, etc.
Numa linguagem que iria rivalizar com a de Lutero, ele escreveu que os padres: Roubam o sustento dos pobres, os quais não podem se opor à opressão; cobram mais alto por um tostão furado do que pelo sangue precioso de Cristo; rezam apenas para se mostrar e coletam taxas por qualquer serviço religioso que oficiam; vivem na luxúria, cavalgando gordos cavalos forrados de prata e ouro; são roubadores... raposas maliciosas... lobos vorazes... glutões... demônios... chimpanzés.
Como nenhum país pode crescer além da moral de suas mulheres, uma narrativa da época demonstra as baixas marcas no barômetro de todas as mulheres importantes em matéria de pureza (como no caso de Alexandria): Naqueles dias havia um grande rumor e clamor entre o povo de que, sempre que havia uma competição, ali acontecia uma grande afluência de mulheres da mais alta vaidade e beleza, porém não as melhores do reino; algumas em número de quarenta ou cinqüenta, como se fizessem parte dos torneios, vestidas de roupagens masculinas diversas e maravilhosas, com túnicas ostentando as cores do partido, usando pequenos bonés atados às suas cabeças, cintos bordados de ouro e prata e adagas em bolsinhas penduradas ao corpo, com palavreado grosseiro, que o rumor popular escutava em toda parte; e desse modo, elas nem só deixavam de temer a Deus como não ligavam para a voz do povo.
Entende-se que esse declínio moral assegurava à Inglaterra, pelo menos, uma queda em seu horizonte. O Dr. Green resume: Era um tempo de vergonha e sofrimento, como a Inglaterra jamais havia conhecido. Suas conquistas foram perdidas, suas fronteiras insultadas, suas frotas aniquiladas, seu comércio varrido do mar enquanto interiormente ela se exauria por causa de longas e custosas guerras, bem como pela corrupção e pestilência.
Embora a pátria de Wycliff precisasse de arrependimento, seus detratores religiosos de dura cerviz lhe apresentavam tremenda oposição. À medida em que se intensificavam suas cáusticas denúncias, assim também a ameaça de violência física. Para contrabalançar este perigo o Senhor levantou-lhe um poderoso protetor na pessoa de John de Gaunt, Duque de Lancaster (filho predileto de Eduardo e irmão mais novo do melhor conhecido, embora pouco lembrado, Príncipe Negro).
Quanto mais Wycliff laborava, mais convencido ficava de que sua amada Inglaterra precisava de algo mais do que seus sermões e folhetos. Precisava de uma Bíblia! Neste escrito intitulado "The Wycket" (A Posição) ele exclama com emoção:
Se a Palavra de Deus é a vida do mundo e cada palavra de Deus é a vida da alma humana, como pode qualquer Anticristo, para o horror divino, tirá-la de nós, que somos cristãos, e desse modo levar o povo a morrer de inanição, na heresia e na blasfêmia das leis dos homens, que corrompem e assassinam a alma?
Por causa dessa necessidade, Wycliff dedicou o resto de sua vida a completar a primeira tradução da Bíblia inteira para a língua inglesa. Conhecendo bem o Grego e o Hebraico, primeiro ele embasou a sua obra em manuscritos latinos. Embora a erudição moderna goste de frisar a confiança de Wycliff na leitura da Vulgata, uma revisão posterior da obra por John Purvey, que trouxe de volta a tradução de acordo com Jerônimo, traz a evidência de que Wycliff teve acesso aos manuscritos latinos. O abandono posterior de Purvey de Roma acrescenta uma luz a este assunto.
Apesar da consistência latina, a nova Bíblia representava a primeira em existência para o povo de língua inglesa. Como a imprensa ainda não fora inventada, o manuscrito teve de ser copiado à mão, exigindo um exorbitante custo diário. (Foram precisos quase dez meses de trabalho árduo de um copista experiente). A taxa da mão de obra, de uma hora apenas, com essa obra custava o mesmo que um carregamento inteiro de feno). Enquanto isso, McClure nos conta que o preço de compra se aproximava de "quatro marcos e quarenta pences", o qual eqüivalia ao salário total anual de um clérigo.
A chegada da imprensa cumpriu a estranha profecia: "Esperemos que o baixo custo da Bíblia jamais ocasione o baixo apreço pela mesma". (Os crentes dos dias atuais, infelizmente, podem constatar o cumprimento desta profecia).
Foxe nos informa: Tão escasso era o suprimento de Bíblias, nesses tempos, que apenas uns poucos entre aqueles que suspiravam pelo seu ensino podiam ter a esperança de possuir o volume sacro. Mas essa escassez decorria parcialmente da firmeza daqueles, cujo interesse fora despertado pela Bíblia. Se apenas uma simples cópia era possuída na vizinhança, esses denodados trabalhadores e artesãos seriam encontrados juntos, após um exaustivo dia de trabalho, lendo em turnos e escutando as palavras da vida; e tão doce era o frescor dos seus espíritos, que algumas vezes o romper da manhã os surpreendia com a chamada para um novo dia de trabalho, sem que tivessem pensado em dormir.McClure cita um poema contemporâneo, que descreve esse espírito de gloriosa libertação:
Mas para compensar todo o dano, o Livro Sagrado, em poeirento esconderijo guardado tanto tempo, agora assume o falar de nossa língua nativa. E o que dirige o arado, ou maneja o bordão, com espírito de compreensão, pode agora olhar sobre o seu registro e ouvir sua canção e examinar suas leis – mais querendo saber do que errar qual a fé que tem mantido. E o céu pôde suportar calmamente o transcendente favor! Mais nobre do que o rei terreno sempre concedido para igualar e abençoar sob o peso da desgraça mortal.
Uma porção da Bíblia de Wycliff de João 17:1-3 diz: "Jesus falou assim e, levantando seus olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a teu Filho, para que também o teu Filho te glorifique a ti; assim como lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos lhe deste. E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste". Claro que a reação católica foi de tremendo pânico! Enquanto um padre se lamentava: "Agora a jóia do clero se tornou um brinquedo do laicato", Henry Knighton elaborava:
Este mestre John Wycliff traduziu o Evangelho do Latim para o Inglês, o qual Cristo havia confiado ao clero e aos doutores da Igreja, para que o ministrassem ao laicato e aos menos afortunados, conforme a declaração dos tempos e necessidades dos homens. Assim, por esse meio, o evangelho se tornou vulgar e mais aberto ao laicato... do que costumava ser para os mais letrados do clero e os de melhor compreensão! E o que antes era dádiva principal do clero e doutores da igreja, agora se torna para sempre comum ao laicato.
Como seria o caso de Martinho Lutero, Wycliff foi providencialmente poupado do martírio na estaca, sofrendo um ataque, enquanto oficiava na igreja, com a idade de sessenta e quatro anos, em 1384. Seus inimigos ficaram extasiados, com o prelado Walsingham "elogiando":
Na festa da Paixão de S. Tomás de Canterbury, John Wycliff – esse órgão do diabo, inimigo da igreja, esse autor da confusão entre o povo comum, esse ídolo de hereges, essa imagem dos hipócritas, esse restaurador do cisma, esse armazenador de mentiras, esse poço de lisonja – sendo abatido pelo terrível julgamento de Deus, foi atacado de paralisia e continuou a viver nessa condição até o dia de S. Silvestre, quando entregou o seu malicioso espírito nas regiões das trevas.
Contudo, embora a história tinha esquecido o nome de Walsingham, o nome de Chaucer tem sobrevivido, talvez em razão do seu memorial a Wycliff:
Ele foi um grande homem da religião; Ele foi uma personalidade que chamou a atenção de uma cidade. Mais rico ele foi de sagrado pensamento e realização. Era também um homem letrado, um funcionário que o evangelho de Cristo verdadeiramente quis pregar. Este nobre exemplo às suas ovelhas ele deu de primeiro praticar para depois ensinar. Um pastor melhor não existe em parte alguma. Ele não gostava de pompa nem de reverência, nem jamais lisonjeou qualquer consciência, mas pregou a Cristo e seus doze apóstolos. Ele ensinou, mas primeiro ele mesmo praticou.
Como um interessante aparte, a influência de Wycliff pode ter sido um fator na última renúncia de Chaucer das obras de sua vida – "The Canterbury Tales, Troilus and Criseyde", e "The Book of the Duchess" - como " vaidades do mundo" tendo expressado a preocupação de que "eu devo ser um daqueles do tempo da condenação, que serão salvos."
A ira dos nicolaítas explodiu em 1410, com o seguinte decreto sendo levado ao Parlamento: Nosso soberano senhor, o Rei... pelo consentimento dos estados e de outros homens discretos... reunidos no Parlamento, tem concedido, estabelecido e ordenado que nenhum dentro do... reino, ou de quaisquer outros domínios sujeitos a Sua Majestade Real, presumirá pregar aberta ou secretamente, sem primeiro procurar e obter a licença do diocesano local, sempre excetuando os curas em suas próprias igrejas, pessoas que até agora têm sido tão privilegiadas, e outras permitidas pela lei canônica; e que, a partir de agora, ninguém, quer aberta ou secretamente, deve pregar, manter, ensinar ou instruir ou produzir ou escrever qualquer livro contrário à fé católica ou à determinação da Santa Igreja, nem permitirá qualquer (Lolardo) seita organizar reuniões (ajuntamentos desorganizados para adoração) em parte alguma, ou de qualquer maneira conservar ou manter escolas com as suas malignas doutrinas e opiniões; e também que, daqui para a frente, ninguém, de modo algum, favoreça qualquer pessoa que pregue dessa maneira, informe ou excite o povo... E se qualquer pessoa dentro do reino e domínio for condenada por sentença diante do diocesano local, ou dos seus comissários, por essas mencionadas pregações malignas, doutrinas, opiniões, escolas e instrução herética e errônea, ou se qualquer uma delas, se recusar devidamente a abjurar a mesma... então o xerife do condado... e o prefeito e os xerifes ou xerife, ou o prefeito e os oficiais da cidade, cidadezinha ou condados agregados... mais próximos do dito diocesano e seus comissários... receber, após terem sido proclamadas essas sentenças, essas pessoas... isso poderá levá-las a serem queimadas diante do povo em local de destaque, a fim de que esse castigo possa desencadear o medo nas mentes dos demais, para que nenhumas doutrinas malignas e heréticas e opiniões errôneas contra a fé católica a lei cristã é a determinação da Santa Igreja) nem os seus autores e favorecedores sejam mantidas... ou de qualquer forma toleradas.
No ano de 1415, o Concílio de Constança determinou que os livros e ossos de Wycliff fossem queimados e suas cinzas atiradas no rio Severn (que desaguava em sua cidade). Thomas Fuller observa: Desse modo, este pequeno arroio levou suas cinzas até Avon, de Avon até Severn, de Severn até os estreitos mares e destes até o mar aberto. E assim, as cinzas de Wycliff são o emblema de suas doutrinas, que agora estão dispersas pelo mundo inteiro.
Por causa desses editos, muitos Lolardos piedosos não tiveram a mesma sorte do seu afortunado pai. Os registros dos perseguidores locais nos contam de grupos se reunindo, aqui e ali, para ler "num grande livro de heresias, a noite inteira, certos capítulos dos evangelistas em inglês".
Foxe acrescenta: Os Lolardos eram levados a locais ermos e não freqüentados para se encontrar, muitas vezes sob as sombras da noite, a fim de adorar a Deus. Vizinho era ordenado a espiar vizinho; maridos e esposas; pais e filhos; irmãos e irmãs eram duramente forçados a dar testemunho um contra o outro. A prisão dos Lolardos também ecoou com o ranger das correntes; o cadafalso e estaca mais uma vez calmavam por sua vítimas.
Para aumentar a culpa dos cristãos indiferentes de hoje, uma das acusações comuns feitas contra aqueles crentes piedosos era, não apenas o fato de possuírem a Bíblia de Wycliff, mas também a sua habilidade de "repetir a mesma de cor".
Entre as muitas vítimas estavam: John Badby, alfaiate, (1410). Dois comerciantes de Londres: Richard Turming e John Claydon, em Smithfield, (1415). William Taylor, (1423). William White, (1428). Richard Hoveden, (1430). Thomas Bagley, (1431) e Richard Wyche, (1440). Joan Broughton foi a primeira mulher queimada na estaca, na Inglaterra, perecendo em Smithfield com a filha, Lady Young, ao seu lado.
A história da verdadeira Bíblia Inglesa é bem diferente da história da New International Version e de outras falsificações construídas com a preferência pelos Códices Alfa e B. É uma história banhada em sangue.
Foxe prossegue: Um certo Christopher Shoemaker, que foi queimado vivo em Newbury, foi acusado de ter ido à casa de John Say e "ler para ele, em um livro, as palavras que Cristo falou aos seus discípulos..." Em 1519, sete mártires forma jogados ao fogo em Coventry, por terem ensinado a seus filhos e empregados a "Oração do Senhor" e os "Dez Mandamentos" em Inglês... Jenkins Butler acusou o seu próprio irmão de ler para ele um certo livro da Escritura e de tê-lo persuadido a dar ouvidos ao mesmo. John Barret, joalheiro de Londres, foi preso por ter recitado para sua esposa e criada a epístola de São Tiago ... Thomas Phillip e Lawrence Taylor foram presos porque leram a Epístola aos Romanos e o primeiro capítulo de São Lucas, em inglês.
Em estranho cumprimento da analogia de Fuller, as cinzas de Wycliff nem haviam chegado ainda à Bohêmia (atual Checoslováquia) quando o piedoso inglês foi homenageado postumamente com o título de "O Quinto Evangelista".
Exatamente treze anos antes que o cadáver do reformador fosse profanado, John Hus (1372-1415) foi reconhecido como o apologista da "heresia Wyclifiana", na universidade de Praga. A difusão da doutrina de Wycliff por Hus resultou em que a Bohêmia recebesse a herança de "Berço da Reforma". Schaff escreve sobre Hus:
É fato bem conhecido que era a causa de Wycliff que ele estava representando e as visões wyclifianas que ele estava defendendo, e os escritos de Wycliff eram abertamente expostos aos olhos dos membros das faculdades da Universidade. Ele não fazia segredo de que seguia Wycliff e de que desejava morrer pelas visões que Wycliff ensinava. Quando escreveu a Richard Wiche, ele se confessou grato porque: "sob o poder de Jesus Cristo" a Bohêmia havia recebido tanto bem da abençoada terra da Inglaterra.
Durante o Concílio de Constança, quando Hus foi traído e condenado à morte, a sentença oficial também provou ter sido uma centelha inglesa que acendeu as chamas da Reforma Européia: O Sagrado Concílio, tendo somente Deus diante dos seus olhos, condena John Hus por ter sido e ainda ser um verdadeiro, real e declarado herege, discípulo, não de Cristo, mas de John Wycliff.
A influência do primeiro tradutor da Bíblia pode ser rastreada, indiretamente, ao reformador florentino Savanarola (1452-1498). Colocado aos pés de Lutero e ao lado de Wycliff e Hus, no Monumento da Reforma, em Worms, o dominicano convertido foi alcançado primeiramente através do ministério dos irmãos da Bohêmia.
A preocupação de Wycliff na Escritura pode ser vista no desdém de Savanarola pelos seus contemporâneos ignorantes, escrevendo: Os teólogos do nosso tempo têm manchado todas as coisas com o seu piche, através de suas incomparáveis disputas. Eles não conhecem o mínimo de Bíblia, sim, eles nem sequer sabem os nomes dos seus livros.
A coragem de Wycliff pode ser vista nos sermões de Savanarola descritos por Schaff como "os raios de um coruscante e estrondoso trovão".
Denunciando os abusos costumeiros do Catolicismo ele escreveu: Começa em Roma, onde o clero zomba de Cristo e dos santos; sim, eles são piores do que os turcos e mouros. Fazem o tráfico de sacramentos. Vendem benefícios para quem paga mais. Os sacerdotes de Roma não têm cortesãs, namorados, cavalos e cachorros? Não têm palácios cheios de tapeçarias, de sedas, de perfumes e parasitas? Esta parece ser a igreja de Deus?
Dois anos antes de incitar a multidão a levar Savanarola até a estaca, o perverso Alexandre VI deu ao seu corretor de apostas um "chapéu vermelho" (ofício de cardeal) pelo que este foi zombado pelo reformador, declarando sua preferência por uma coroa de púrpura "tinta de sangue".
Com tanta influência brotando de um solitário tradutor inglês durante a época do primitivo manuscrito, a invenção do tipo móvel de Gutenberg veio destinada a "arrebentar as portas" e com o primeiro livro completo impresso, a Bíblia de Gutenberg, em 1456 (uma Vulgata Latina que levou seis meses para ser impressa), a proverbial "caligrafia" foi pendurada na parede. Enquanto Martinho Lutero chamava a arte de imprimir "o último e melhor presente da Providência" (54), o católico Howland Phillips, num sermão pregado no "Saint Paul Cross", em Londres, no ano de 1535, observou ameaçadoramente: "vamos destruir a imprensa para que a imprensa não nos destrua".
A paranóia de Roma com o ressurgimento da Palavra de Deus também se manifestou contra o estudo do Grego e do Hebraico (vigorando desde a queda de Constantinopla em 1458, o que forçou uma retirada ocidental dos manuscritos dos eruditos gregos). A Universidade Conrad Hersbach de Colônia admoestou:
Eles descobriram uma língua chamada grego, contra a qual devemos ter o cuidado de nos guardar. Ela é a mãe das heresias. Nas mãos de muitas pessoas tenho visto um livro que chamam de Novo Testamento. É um livro cheio de espinhos e veneno. Quanto ao hebraico, meus irmãos, é certo que aqueles que o aprendem, mais cedo ou mais tarde irão se tornar judeus 

.(notas blog Pastor Zico -São Paulo) 

 Wycliff parte para o Senhor 1384

        Próximo de 60 de idade ;31 de dezembro de 1384;sofreu um derrame e morreu.Passado 30 anos o Concilio de Constança;convocado pelo papa João 23;reuniu-se em 1415 e ;sob a condenação de heresia ;decidiu exumar o corpo de Wycliff e queima-lo em praça pública.como pode-se observar ;o poder arbitario tomou conta da igreja .Absurdo como a punição de um homem depois de morto e outros mais preencheram a sua história.Mas tudo isso não foi suficiente para calar a voz do Evangelho.O clero não percebeu que estava lutando conta o próprio Deus.(notas;rev. palavra viva p.7;cultura cristã).
  Wycliff não viveu para ver a oposição dos   bispos.Pois que em 31 de dezembro de 1384;depois de uma vida agitada de 60 anos entrou no descanço eterno;e posto que seus amigos receassem que lele morresse de morte violenta;Deus tinha determinado outra cisa e assim faleceu pacificamente em Leterworth.
  Os agentes de roma pois logrados na esperança de lançar a desejada presa;mas ainda assim o seu corpo foi mais tarde desterrado como vimos;e as cinzas lançaram num regato próximo ;"o regato";diz Fuller ;"levou as cinzas ao rio Avon;o Avon levou ao Saverna;o SAVERNA AO CANAL ;E ESTE AO GRANDE OCEANO.e ASSIM AS CINZAS DE wYCLIFF SÃO OS EMBLEMAS DA SUA DOUTRINA ;QUE SE ACHA AGORA ESPANHA DA PELO MUNDO INTEIRO"(w.knight;e w.anglin p.185 cpad).   
  Vimos  que a escuridão da idade média começa a ser  vencida pelos primeiros raios de luz da manhã.Deus prepara um homem ;coloca-o numa posição de influencia e autoridade e começa a trazer a igreja para o seu e único salvador Jesus.John W. envolveu-se numa batalha de fé pela verdade das Escrituras ;coloca a Biblia na mão do povo ;ensina e tenta tirar este povo das mãos daqueles que exploravam suas vidas.Morre wycliff ;mas deixa uma mensagem vivia ;um exemplo de luta pelo Evangelho.Certo autor escreveu que a luta dos pré-reformadores terminou com insucesso.Entretanto ;devemos crer que a perseguição e morte do homens como Wycliff e huss não foram empreendimento frustrados ;e;sim soberano de Deus abrindo caminho para acontecimentos maiores.  Anos mais tarde os reformadores levantaram a bandeira da "Sola Escriptura";em favor da suficiência e autoridade exclusiva da Palvra de Deus sobre qualquer dogma ou direção humana.A semente do ensino de Wycliff  e Huss estava lá;e;até hoje;dá os seus frutos.(notas rev. palavra viva;p.7-8;cult.cristã ed.).


       Toda reforma verdadeira começa com a descoberta da palavra de DEUS e prossegue de acordo com a fidelidade a essa palavra. O movimento de Wycliff e hus também foi uma descoberta da bilbia.Graças á tradução de Wycliff ;que coloca a bilbia no idioma do povo ;e ao zelo ardente de huss pela Palavra ;aquele obscuro período da igreja não ficou sem um testemunho fiel.      




                        A    tradução do novo testamento
      
          Com fervor espiritual ;Huss foi mais além.Traduziu ;pela primeira vez ;o novo testamento para o idioma da Boemia.O seu povo começou a ler a Bilbia ;a qual não tinha acesso ;e a perceber os erros de Roma.
        É importante lembrar ou dizer que John Huss não foi sempre assim.No inicio de sua vida;era alinhado a Roma;apesar  de ao ler a Bíblia em latim ;começar a discordar de  de alguns pontos defendidos pelo romanismo por não encontrar base biblica para eles.Com o passar do tempo;suas convicções do distanciamento de roma em relação á Palavra de Deus só cresceram.
        E sabendo que na Inglaterra já havia algum tempo que os chamados Lollardos -seguidores do reformador inglês John Wycliff(1329-13840).tinham convicções semelhantes ;entrou em contato com a obra do reformador Ingles e encontrou ainda mais argumentos bíblicos contra romanismo.

                       Coragem para estabelecer a verdade

          Apesar da cobertura do rei;surge no cenário o Arsebispo de Praga ;chamado Zbynek;um ex-militar e agora superior de Huss.Um estrategista ;que usou de seus recursos financeiros e políticos para obter este cargo no arcebispo de Praga.Zbynek não teve qualquer preparo teológico ou formação eclesiastica.Amissão dele era a de erradicar a heresia de Wycliff naquela região e com isso ganhar favores do papa.Zbynik tornou-se grande inimigo da sua causa reformista de Huss.(notas rev.palavra viva;ed.cult.crist.).

                   Radicalismo ou  fidelidade a Deus? 

          Huss ;influenciado pelos escritos de John Wycliff ;torna-se cada vez mais dedicado pela reforma da igreja de Jesus Cristo.Começa então a andar em terreno perigoso .Em 1405 declara que a suposta aparição do sangue de Cristo nos elementos da comunhão não passava de embuste.Em seus sermões ;condenava o pecado dos padres ;bispos e arcebispos .Declarava que os crentes tinham o mesmo direito que os sacerdotes de participar do cálice na ceia ;e não somente do pão.Ridiculariza o pretenso poder dos sacerdotes de concederem o Espirito Santo a uma pessoa ou mandarem-na para o inferno.Foram muitas e reais criticas expostas por Huss do púlpito de sua igreja e da tinta e pena (ele escrevia tambem).
        Huss via a igreja de Cristo em uma situação de calamidade e não pôde se conter diante de tantas irregularidades.Consequentemente a liderança da igreja começou a reagir .Zbnek ficou enfurecido ao saber que muitos pregadores ;seguidores de Huss ;acusavam Zbynek de simonia (venda de milagres)e imoralidade.Zbnek resolveu cala-los.Entretanto;Huss respondeu:"Como pode haver sacerdotes imorais e criminosos andando pelas ruas livremente;enquanto que os humildes homens de DEUS estão enjaulados como hereges e sofrendo privações por causa da proclamação do evangelho"? O arcebispo ZBYNEK PASSOU A ENVIAR ESPIAS a IGREJA DE HUSS para houvir seus sermões.Huss sabia disso ;mas não se intimidava.
         Com a força do Espirito Santo Huss tornou-se um gigante em plena idade média.Huss enfrentou o poder corrupto dentro de sua própia igreja e não temeu.Seu único temor era reservado aquele que é o Senhor da igreja.Ao constatarmos isso podemos perceber quão omissos alguns são até hoje.Diante da corrupção ;da violência e injustiça que verificamos em nossos dias e audácia de John Huss não deveria nos mover em favor do reino de Deus?(notas rev.palavra viva;p.10-11 cult.crist.ed.).

                                  Uma Cilada para John Huss

          Huss recebeu ordens do própio papa para se calar ;mas não se calou.Em 1412;o papa João 23;proclamou uma cruzada contra o rei de Napoles ;que tornara-se rebelde.Para levantar fundos contra a guerra ;o papa intruiu a venda de indulgencias(perdão) em larga escala por todo o império para.Huss ficou horrorizado com isso e declarou;"mesmo que o fogo para queimar o meu corpo seja colocado diante dos meus olhos ;eu não obedecerei".
         E ainda diante de grande pressão;declarou:"ficarei em silencio?Deus não permita;Ai de mim ;se me calar.É melhor morrer ;do que não me opor diante desta impiedade ;o que me faria participar da culpa e do inferno". 
         Excomumungado já quatro vezes;Huss resolveu exilar-se voluntariamente ;para que sua igreja não fosse privada das ministrações .Foi para o sul da Boemia;Sigismund;meio irmão do rei Vaclav;que prometeu conceder-lhe salvo conduto enquanto estivesse em Constança;Huss aceitou o convite.Na segunda semana que estava em Constança ;Huss foi preso e ficou nesta condição por vários meses enquanto o concilio prosseguia.(notas rev.palavra viva cult. crist.ed.).  
          No começo de junho de 1415e antes de estar completamente restabelecido ;começou o seu julgamento público;mas apesar de estar tão fraco ;foi-lhe proibido ter um advogado ;porque ;diziam seus inimigos ;um herege não podia ter defensor.Houve duas acusações contra ele;a primeira de crer nas doutrinas de Wycliff ;a segunda ;de estar "infectado com a lepra dos valdensses'.
           Quando foi chamado para responder pela primeira acusação apelou para a autoridade das Escrituras ;mas a sua voz foi imediatamente abafada por um tumulto de escarnario e zombaria.Era pois impossível tentar qualquer defesa em tais circunstacias ;e quando lhe apresentaram o segundo ponto;focou silencioso.Isto mesmo condenou-o ;visto que seu silencio foi tomado como uma tacida confissão da sua culpa.Por fim a exitação tornou-se tão grande que foi impossível continuar o julgamento ;e a assembleia retirou-se.(notas;A.KNIGHT;w.ANGLIN;hist.da igrej;p.193;cpad.).
          No segundo dia apareceu o imperador em pessoa para manter a ordem ;e desta vez parece que tudo correu com muito mais sossego;apesar de os prelados não poderem conservar até o fim.Quando ;no decurso do julgamento;Huss concordou que tinha dito que Wycliff era um verdadeiro crente ;e que a sua alma estava agora no Céu;e que não podia desejar maior salvação para a sua própia alma do que a que estava desfrutando a alma de Wycliff;os 'santos'padres não puderam conter uma gargalhada.No terceiro dia concluía-se o julgamento ;e Huss foi de novo mandado para prisão enquanto se lavrava a sentença.(notas A.knit;Wanglim;hist;da igrejap.193-194;cpad).
          Durante todo o julgamento parece que houve um amigo que se pôs ao seu lado de uma maneira própia de uma grande afeição;este amigo foi um cavaleiro Boêmio chamado Chulm.Em todos os dias do julgamento esteve sempre com ele;e acompanhou durante todo o seu penoso e aborrecido cativeiro ;e tudo isto com grande risco para si própio."meu querido mestre";disse ele depois de passar o terceiro dia do julgamento:"eu sou um ignorante ;e portanto incompetente para dar conselhos a um homem de tanto saber como o Senhor.
        Contudo ;se está intimamente convencido de alguns desses erros que lhe atribuíram publicamente ;peço muito encarecidamente que não se  envergonhe de se retratar;mas se;pelo contrario ;está convencido da sua Inocência ;não quero de modo algum aconselha-lo suportar qualquer espécie de toretura a renunciar a qualquer coisa que considere como verdade".
         Huss  ficou profundamente comovido pelo sincero e bondoso conselho do seu amigo;e disse lhe com lagrimas nos olhos que Deus bem sabia como ele de boa vontade se retrataria;debaixo do juramento ;de qualquer exposição que tivesse feito contraria ás Escrituras Sagradas.Decorreu um mê ;e parece que durante esse tempo o cavaleiro esteve sempre com ele;precavendo ;assim ;que era um fiel discipulo e um verdadeiro amigo.(notas A.knit;W.anglin;hist;da;igreja;p.194.). 
          No dia 6 de julho de 1415 ele compareceu pela ultima vez perante o concilio  ;e ouviu então a sua sentença.Ascessão teve lugar na catedral;e Huss esteve no portótico enquanto se celebrava a missa;por isso que a um herege não podia ser permitida a entrada na igreja durante a cerimonia.O bispo de Lodi pregou o sermão e escolheu para seu tema (rm6.6).As suas observações foram uma furiosa exposição contra as heresias de Huss.
         Os artigos de acusação foram então lidos ;e a sentença pronunciadas.Durante a leitura dos artigos  Huss fez varias tentativas para falar ;mas sempre em vão ;e quando depois disso ele ofereceu uma oração a Deus a favor dos seus inimigos ;pedindo-lhe que lhes perdoa-se as suas injustiças;as suas palavras foram recebidas com escarnario.O mártir ;forte na sua integridade ergueu as mãos ;e exclamou:"eis ; aqui ;bendito Salvador;como o concilio condena como erro o que Tu tens prescrito e feito ;quando ;dominado pelos inimigos;entre wgastes a tua causa a Deus teu Pai;mostra-nos por este meio que quando estamos oprimidos podemos recorrer á justiça de Deus".(notas W.knight;W.anglin;hist.crist;p.195 cpad).
          O fervor da sua eloquencia tinha chamado atenção dos seus inimigos ;e durante as poucas observações que ainda fez;guardaram um silencio própio de quem não se sente á vontade.Apenas sigismundo parecia estar tranquilo ;mas a sua tranquilidade durou pouco.
           Huss ;desviando a vista dos prelados e fixando os olhos com firmeza no imperador ".Um vivo rubor coloriu então as faces desse homem;e Huss não disse mais uma palavra.Foram-lhe en seguida arrancada as vestes sacerdotais ;e puseram -lhe na cabeça uma mitra de papel;O cálix sacerdotal que lhe tinha sido colocado nas mãos ;foi lhe tirado com estas palavras:"maldito judas que tendo abandonado o conselho da paz entraste no dos judeus;arrancamos-te das suas este santo cálix onde está o sangue de Cristo'."pelo contrario';disse Huss numa voz forte';confio que pela graça de Deus ainda hoje hei de beber dele no seu reino".
          Os bispos retorquiram então"nos entregamos a tua alma aos demônios do inferno";ao que huss respondeu:"e eu entrego  o meu espirito nas tuas mãos ;ó Senhor Jesus Cristo;a ti entrego a alma que tu salvaste".(ibid p.195).

                              O falecimento de Jonh Huss 

   Tendo sido assim privado de um modo aviltante do seu cargo sacerdotal;foi entregue ao imperador ;o representante do poder secular:'Pertence o alto cargo";disse-lhe o bispo de Lodi';de destruir as heresias e cismas e com especialmente os obstinados hereges'.O imperador desempenhou 'esse alto cargo' sem demora.O lugar de suplicio não era longe;e Huss foi para ali conduzido imediatamente sob a guarda do eleitor palatianoe 800 a cavalo.Quando ali se encaminhava;o sue rosto brilhava de alegria e o povo que se apoiava no caminho estava admirado das suas piedosas orações.
  Chegando o lugar de execução ;na presença de homens ;mulheres;crianças ;Huss foi amarrado numa estaca e lhe deram mais uma oportunidade para rever seu ensino.Mas em grito respondeu:"Deus é minha testemunha de que a principal intenção foi tão somente libertar os homens de seus pecados e baseado na verdade do evangelho que preguei e ensinei ;estou realmente feliz em morrer hoje".Neste lugar de execução não lhe foi permitido a palavra ao povo ;mas a oração que fez enquanto o estava amarrando ao poste chegou aos ouvidos de todos :'Senhor Jesus ;eu sofro humildemente esta morte cruel por amor de ti;rogo-te ;Senhor que perdoes aos meus inimigos".
           No ultimo momento ainda fizeram uma tentativa para o induzir a voltar atrás;para assinar a retratação ;mas não conseguiram:Tudo o que escrevi e assinei foi com fim de livrar as almas do poder do demônio e livra-las da tirania do pecado ;e sinto alegria em selar com meu sangue o que escrevi e assinei".O eleitor que tinha feito esta ultima tentativa afastou-se então do lugar e largaram fogo a lenha.Por entre as chamas e fumaça Huss entoou uma melodia "Jesus ;Filho do Deus vivo ;tem misericordia de mim".Huss morreu cantando.
  O sofrimento do mártir acabaram depressa ;e enquanto ainda orava a Deus decaiu -lhe a cabeça o peito e sufocou´lhe uma nuvem de fumaça.Assim pois Huss que tinha dado uma boa confissão obteve a coroa do martírio e partiu para estar com o SENHOR.(notas;A.knight;W.anglin;hist.da igreja;p.(195-196;cpad).
   Huss enfrentou pressões .Poderia viver uma vida confortável;desfrutando de seu status de mestre e líder religioso;mas como Moisés(hb 11.25-26).Apesar de morto John Huss não foi derrotado.Deixou um legado para a causa da reforma protestante que surgiria decadas depois;com Martinho Lutero.Tanto Wycliff como Huss FORAM SEMENTES SEMEADAS A SEU TEMPO;QUE BROTARAM ANOS MAIS TARDE;CUJOS FREUTOS COLHEMOS AINDA HOJE.que POSSAMOS como verdadeiros cristãos defender a verdade do evangelho .     (notas;A.knight;W.anglin;hist.da igreja;p.(195-196;cpad).


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