sábado, 25 de junho de 2016

Lições BETEL adultos temperança n.13



            TEMPERANÇA: UMA VIDA CONTROLADA PELO ESPIRITO

(Lição 13 – 26 de Junho de 2016) 

TEXTO ÁUREO

“Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança”(Gl 5.22).

 

VERDADE APLICADA

Temperança é a total moderação desenvolvida por aquele que vive sob o domínio do Espírito Santo. 

OBJETIVOS DA LICÃO

ENSINAR como viver sob o controle do Espírito Santo;

MOSTRAR que a tentação não é derrota;

REVELAR que igrejas temperantes servem para mudar o mundo. 

TEXTOS DE REFERÊNCIA

Tt 2.7 - Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade,

Tt 2.8 - Linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.

Tt 2.11 - Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,

Tt 2.12 - Ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, e justa, e piamente.

 

INTRODUÇÃO

Nesta lição, a última do trimestre, estudaremos mais uma das características do fruto do Espírito: A Temperança. O crente, que aceita que o Espírito Santo o transforme segundo a imagem de Jesus, desenvolverá esta virtude em todas as áreas da vida (2Co 3.18). O fruto da temperança, domínio próprio ou autocontrole como é conhecido, não é simplesmente natural ou aprendido por meios de cursos, mas somente é concedido através da presença real do Espírito Santo na vida da pessoa. A ideia principal de “temperança” é força, poder ou domínio sobre o ego, inclusive petulância, arrogância, brutalidade e vanglória. É o controlar a si mesmo sob a orientação do Espírito Santo. 

1. VIVENDO SOB O CONTROLE DO ESPÍRITO

Essa temperança, autocontrole ou domínio próprio não é algo natural, é uma ação do Espírito Santo em nossas vidas como um delimitador para nós. Não é como uns dizem, “conta até dez”, ou ainda “mentaliza”... é muito mais do isso, é deixar ser controlado pelo Espírito Santo. O crente que nele há a temperança vive sobre total controle do Espírito Santo. 

1.1. Controlando os desejos e paixões

Todos nós temos desejos pecaminosos e não podemos ignorá-los. A fim de podermos seguir a orientação do Espírito Santo, devemos, decididamente, enfrentá-los, crucificá-los (Gl 5.24). Esses desejos incluem pecados evidentes como imoralidade sexual, incluem, também, outros que são menos óbvios, como hostilidade, ciúme e ambição egoísta. Aqueles que ignoram esses pecados, ou se recusam a enfrentá-los, mostram que não receberam o dom do Espírito que leva a uma vida transformada. Para se viver de modo que agrade ao Senhor, é preciso crucificar as paixões que brotam na carne e as concupiscência, e ter a certeza de que Deus sempre nos dá o êxito (1Co 15.57; Gl.5:24). É necessário deixar que Jesus domine sobre nós, estando submissos a Ele. 

1.2. Ser temperante é uma escolha do homem

Ser temperante é ter uma vida equilibrada, é viver com moderação. Isto significa que devemos evitar os extremos de comportamento ou expressão, conservando os apropriados e justos limites. Paulo descreve as duas forças opostas que lutam em nosso interior: o Espírito Santo e a nossa natureza pecaminosa (os iníquos desejos ou inclinações gerados pelo nosso corpo). Observe que Paulo não está dizendo que essas forças são iguais, na verdade, o Espirito Santo é infinitamente mais poderoso. Porém, contando apenas com nossa própria sabedoria, faremos escolhas erradas. Se tentarmos seguir o Espírito Santo apenas com nossos esforços humanos, fracassaremos. O único caminho para nos libertarmos de nossos desejos pecaminosos é nos deixar ser guiado por intermédio do poder recebido do Espirito Santo (ver Rm 8.9; Ef 4.23,24; Cl 3.3-8). 

1.3. Náo andando segundo a carne, mas segundo o Espírito

Andar "segundo o Espírito" é buscar a orientação e a capacitação do Espírito Santo e submeter-nos a elas e concentrar nossa atenção nas coisas de Deus. É estar sempre consciente de que estamos na presença de Deus, e nEle confiarmos para que nos assista e nos conceda a graça de que precisamos para que a sua vontade se realize em nós e através de nós. É impossível obedecer à carne e ao Espírito ao mesmo tempo (Gl 5.17,18). Se alguém deixa de resistir, pelo poder do Espírito Santo, a seus desejos pecaminosos e, pelo contrário, passa a viver segundo a carne, torna-se inimigo de Deus (Tg 4.4) Aqueles cujo amor e solicitude estão prioritariamente fixados nas coisas de Deus, podem esperar a vida eterna e a comunhão com Ele. Sem o auxílio do Espírito de Deus, nossas inclinações naturais cedem facilmente aos desejos pecaminosos. Todavia, ao nascermos do Espírito, a nova natureza divina em nós esforça-se por cumprir toda a sua vontade e agradá-lo.

 

2. A TENTAÇÃO NÃO É DERROTA

No mundo de hoje, há muitas atrações e passatempos através dos meios de comunicações, que são aparentemente inofensivos, mas com o objetivo de afastar-nos de nossas responsabilidades para com Deus. O que lemos, vimos, ou ouvimos causa impacto em nossa mente, por isso precisamos da ajuda do Espírito Santo a fim de conservá-la pura (Fp 4.8). O servo de Deus pode até ser tentado no mundo onde não se conhece a Deus. Todavia, o Espírito Santo nos capacita para sermos mais que vencedores naquele que nos fortalece.(Fp 4.13). 

2.1. O domínio próprio sufoca os desejos da carne

O desejo de Deus é que todos vivam de modo correto, exercendo o autodomínio, não cedendo as tentações, procurando ter um coração mais puro e santo. Ter o pensamento voltado nas coisas de Deus é indispensável para sufocar os desejos da carne. Pois, são tantos os meios que podem nos distanciar da presença de Deus. Quando não há domínio próprio nos pensamentos, nas palavras e ações, logo aparecerá o mau testemunho. Veja as recomendações da Palavra de Deus em (Pv 15.1; 1Co 10.31; Fp 4.8). O êxito na carreira cristã é algo que precisa ser buscado por todo cristão. Deus quer sempre conduzir o Seu povo em triunfo (1Co 2.14). 

2.2. Domínio próprio, agente da santificação

É certo que o domínio próprio é necessário para a santificação, como bem disse o autor da revista. Para termos domínio próprio temos que deixarmos ser primeiramente dominados pelo Espírito Santo que é agente de santificação na vida do homem. A santificação é uma obra de Deus, com a cooperação do seu povo (Fp 2.12,13; 2Co 7.1). Para cumprir a vontade de Deus quanto à santificação, o crente deve participar da obra santificadora do Espírito Santo, ao cessar de praticar o mal (Is 1.16), ao se purificar “de toda imundícia da carne e do espírito” (2Co 7.1; cf. Rm 6.12; Gl 5.16-25) e ao se guardar da corrupção do mundo (Tg 1.27; cf. Rm 6.13,19; 8.13; Ef 4.31; 5.18; Tg 4.8). A santificação requer que o crente mantenha profunda comunhão com Cristo (ver Jo 15.4), mantenha comunhão com os crentes (Ef 4.15,16), dedique-se à oração (Mt 6.5-13; Cl 4.2), obedeça à Palavra de Deus (Jo 17.17), tenha consciência da presença e dos cuidados de Deus (Mt 6.25-34), ame a justiça e odeie a iniquidade (Hb 1.9), mortifique o pecado (Rm 6), submeta-se à disciplina de Deus (Hb 12.5-11), continue em obediência e seja cheio do Espírito Santo (Rm 8.14; Ef 5.18). 

2.3. O domínio próprio eleva o nosso nível

Existem ainda muitas pessoas para as quais o “domínio próprio” tem relação a uma bebida forte, mas é quase desnecessário salientar que o domínio próprio tem uma aplicação ampla para cada um dos nossos apetites, não só os apetites físicos, mas os mentais e espirituais também. ‘Em tudo se domina’ é o objetivo de Paulo (1 Co 9.25); é o alvo para o crente. É possível ser abstêmio até o ponto da ‘disciplina do corpo’ (Cl 2.23), e, ainda assim, ser totalmente imoderado no domínio próprio, falando demais ou na busca de elogio e poder. A falta de domínio próprio nos apetites físicos é uma das formas mais predominantes da fraqueza e do pecado. Um cristão com domínio próprio irá desfrutá-las com gratidão quando lhes forem convenientes e proveitosas, mas continuará, igualmente sereno quando não puder dispor delas. Quando Jesus entra no coração, seu Espírito, controlando o interior, produz, como fruto final, domínio próprio e amor em todas as coisas.

 3. LIÇÕES PRÁTICAS

Os meios de comunicações tentam de todas as formas nos atrair através de seus programas, apesar de expor alguns conteúdos bons, nem tudo que é apresentado pela mídia deve ser considerado proveitoso. Algumas informações não condizem com a verdade dos fatos, coisas erradas estão sendo considerados certas. É preciso ficar atentos e agir com discernimento espiritual e seguir a recomendação sábia do apóstolo Paulo que nos manda examinar tudo e reter o bem e abster-se de toda espécie do mal (1 Ts 5.21-22). 

3.1. Igrejas temperantes para mudar o mundo

A Igreja do Senhor Jesus é uma agência do reino de Deus no mundo. Ela deve se portar com pureza e zelar pelas coisas de Deus, não deve aceitar como certo o que a Bíblia considera errado, embora os meios de comunicações tente impor como certos na sociedade aquilo que é duvidoso. A Igreja está no mundo, mas não é do mundo. A igreja está firmada em Cristo e caminha para a glória, enquanto o mundo jaz no maligno e segue rumo à perdição. Jesus diz: “Vós sois o sal da terra” (Mt 5.13). De modo semelhante ao sal que tem o poder de preservar contra qualquer decomposição. A igreja é fundamental para preservar e proclamar a verdade aos que vivem na ilusão do pecado. A igreja é a luz do mundo, que anuncia aos pecadores Jesus que ilumina o homem. A igreja deve ter o cuidado de nunca deixar de ser temperante, a igreja não pode ser sal inútil e insípido, ela é sal no mundo a fim de coibir o mal e dá sabor à vida. 

3.2. Uma igreja transformada vivendo em meio a uma geração perversa

vivemos em meio a uma geração perversa obcecado na contemplação visual da imoralidade, iniquidade, brutalidade, violência, pornografia e todos os tipos de males, a fim de satisfazer sua concupiscência e desejo pelo prazer. No entanto, Aqueles que verdadeiramente servem ao Senhor, jamais deverão apegar-se a esse tipo de coisa e perder a comunhão com o Senhor, muito pelo contrário, eles aborrecerão a tudo isso, e deles se apartarão (Sl 97.10). Que Deus nos guarde em meio a essa geração que contemplam interesses materiais e tem uma vida diária caracterizada pela indiferença e pelos desejos pecaminosos. A igreja é o aroma de Cristo e o aroma tem o poder de atrair. O aroma de Cristo não passa despercebido. Assim é a igreja. Ela é o bom perfume de Cristo, tanto nos que são salvos como nos que se perdem (2 Co 2.15,16). 

3.3. Operando Deus quem impedirá?

O fruto do Espírito é a obra espontânea do Espírito Santo dentro de nós. O Espírito produz certos traços de caráter que são encontrados na natureza de Cristo. O cristão que confia plenamente da presença do Espírito santo em sua vida, nenhuma artimanha do inimigo pode fazê-lo cair, pois quem poderá impedir o agir de Deus na vida de um crente fiel? Todavia, devemos está ciente que é o Espírito Santo que nos capacita a superar as adversidades. De modo algum conseguiremos obtê-los se tentarmos alcançá-los sem sua ajuda. Se quisermos que o fruto do Espírito cresça em nós, devemos ser obedientes a Sua Palavra, temos que unir nossa vida a d'Ele (ver Jo 15.4.5). Devemos conhecê-lo, amá-lo, lembrá-lo e imitá-lo.

 

CONCLUSÃO


O fruto da temperança suscitado pelo Espírito Santo opõe-se a todas as obras da natureza pecaminosa carnal e humana. No momento em que somos salvos, o Espírito Santo passa a habitar em nós. A partir de então, não podemos estar mais sob a escravidão do pecado. Ao longo da vida terrena, precisamos exercer o governo disciplinado sobre os desejos da carne. Esta (a natureza inatamente pecaminosa) fará tudo para recuperar o seu domínio sobre nós. Busquemos todos, sempre, a renovação espiritual e tenhamos uma vida inteiramente rendida a Jesus como Senhor. Nessa dimensão espiritual nasce e cresce o fruto do Espírito. A falta de temperança leva a pessoa a cometer excessos ao dar vazão aos desejos pecaminosos da carne. O melhor antídoto contra isso é estar cheio do Espírito Santo, porque desta maneira estaremos sob o seu controle. Ele nos ajuda a dominar nossas fraquezas, e submetermo-nos à sua vontade.


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