quarta-feira, 22 de junho de 2016

Porque estudar apologética ?



                    PORQUE ESTUDAR APOLOGETICA?




Grandes religiões para escolher, sedutores caminhos para trilhar, livros iluminados para ler, filosofias sacras para pensar, dogmas milenares para crer, comportamentos padronizados para seguir. Milhares e milhares de almas espalhadas por todos os continentes.
Pessoas regidas por suas religiões, maestrinas de suas vidas. Vidas que depositam suas esperanças no invisível pelo poder avassalador de alguma fé que lhes confere razões para viver e morrer.
Divindades. Paraísos. Verdades. Mentiras. Tudo permeando o misto labirinto das religiões. Como encontrar uma saída diante de tantos corredores? Aliás, existiria alguma saída? Eureca! A “saída” nos remete à idéia de direção, rumo, sentido, destino… Palavras interessantes para a nossa reflexão.
Se nos concentrarmos somente na razão, não parecerá tarefa fácil decidir-se por uma religião. Os “porquês” se avultam e as respostas nem sempre respondem (leia-se satisfazem). Às vezes, são cheias de palavras, mas vazias de sentido. Entretanto, exigir radicalmente respostas para tudo o que é transcendente obviamente gera um enfrentamento com o ato de crer.
Em algumas circunstâncias, soa como querer explicar o inexplicável. É o antigo impasse desenvolvido em torno da fé e da razão, conceitos que cremos caminhar de mãos dadas no cristianismo bíblico (1Pe 3.15).
As religiões foram concebidas ao longo da história e atravessaram os tempos. Hoje, no século XXI, crenças antiqüíssimas tentam conquistar a fé dos homens pós-modernos. Os deuses (e deusas) se candidatam à veneração exibindo supostos atributos e favores.
Uma boa estratégia tem sido pregar apenas o que é aprazível aos ouvidos da “clientela”. Com o receio de alguns movimentos religiosos de se extinguirem, muitos deles têm-se ajustado ao rigor do secularismo hodierno. É o que podemos chamar de utilitarismo religioso.
Todavia, nem todos se reconhecem no universo militante das religiões. Afinal, indagam: “Para que tomar partido por uma delas? Para que cultivar diferenças?”.
Temos a impressão de que a complexidade do objeto em questão pode ter corroborado para o surgimento e a proliferação de uma solução simplista e pragmática.
A pós-modernidade decidiu não decidir. Como assim? Explicamos.
O mundo que marcha e atropela obstáculos buscando intensificar a globalização censura as religiões exclusivistas, ou seja, aquelas que advogam seguir ou deter o único caminho para a salvação espiritual dos homens. Diante das múltiplas escolhas, a atitude mais política e simpática tem sido não decidir por nenhuma delas. Ou, melhor ainda: decidir por todas elas! Daí, surge no cenário o famigerado clichê: “Todos os caminhos levam a Deus”, uma espécie de moda ou tendência atual.
Enfim, encontraram uma saída. Repentinamente, como num “passe de mágica”, o denso labirinto das religiões abriu portas de salvação em todas as direções. Agora, as coisas foram facilitadas e o resultado da decisão tornou-se algo indiferente.
Dentro desta concepção, uma religião poderia mesmo ser escolhida lançando sortes, como se fosse uma singela brincadeira de criança ao som do “bem-me-quer, malmequer”.
A declaração de que todos os caminhos levam a Deus tornou-se um chavão constante nos lábios de muitas pessoas e em muitos idiomas, apresentando-se com o meigo sorriso da tolerância. Interessante notar é que, mesmo com todo o teor de racionalidade e lógica deste discurso, muitas pessoas não se dão conta de que a tolerância genuína deveria ser capaz de tolerar a própria intolerância. E essa insensibilidade faz que, sem perceberem, hasteiem a bandeira de uma tolerância maquiada e vacilante.
Neste ínterim, a apologética, injustamente, assume em nossa sociedade um caráter fortemente pejorativo e primitivo (bárbaro).
A questão em voga é que não há razões para se defender uma verdade relativa, ou, sendo mais sensato, uma verdade relativa é uma verdade indefensável. Neste contexto, certo educador cristão, citando palavras de Charles Colson, lembra-nos que mesmo uma discussão religiosa pode ter um ponto positivo, ao declarar: “… debater pode ser, algumas vezes, desagradável, mas pelo menos pressupõe que há verdades dignas de serem defendidas, idéias dignas de se lutar por elas.
Em nossa era pós-moderna, todavia, as suas ‘verdades’ são as suas ‘verdades’, as minhas ‘verdades’ são as minhas, e nenhuma é significativa o suficiente para alguém se apaixonar por ela. E se não há verdade, então não podemos persuadir um ao outro por meio de argumentos racionais”.1
O chavão, alvo de nosso comentário aqui, se encaixa, em certo sentido, com a declaração de Colson. Porquanto, se todos os caminhos conduzem ao céu, então, nenhum deles precisa ser defendido em detrimento de outro. Também podemos depreender que fazer apologia de uma fé implica considerá-la digna de tal ato e isso nos faz pensar. Será que cremos que a nossa fé é digna de ser defendida? Por quais idéias estamos lutando?
As verdades bíblicas são suficientemente significativas para que sejam defendidas por seus seguidores? Bem, se a resposta for positiva, então deve refletir-se em atitudes concretas.
Portanto, o ministério do apologista cristão é dignificar a ortodoxia bíblica e esse é o papel que mais este ano pretendemos cumprir, com a graça de Deus e auxílio de todos aqueles que estão ao nosso lado.
Nota:
1 COLSON, Charles. E agora como viveremos, CPAD: Rio de Janeiro, 2000 , citado pelo educador cristão Valmir Nascimento Santos no artigo A Defesa da fé cristã na era pós-moderna.


O perigo das seitas
por Prof. Paulo Cristiano da Silva - dom set 09, 3:08 pm
Seitas – O que lhe vem à mente quando ouve esta palavra? Talvez você imagine um grupo de pessoas alienadas da sociedade em algum vilarejo longínquo com roupas esquisitas e rituais macabros.
Infelizmente a verdade é bem diferente do que se pensa. Elas estão em toda parte da sociedade e se alastram como epidemia. Não escolhe posição social, raça ou credo. Estão entre as camadas pobres e também entre a elite social. Muitos artistas são verdadeiros cartões postais das seitas, que através dos meios de comunicação entram em nossos lares e difundem seus ensinamentos.. Quase sempre aparecem na TV um ou outro artista famoso falando sobre os “benefícios” da Meditação Transcendental, de “poder” dos cristais ou indicando seu guru favorito, e tudo isso fundamentado nos moldes “novaerensense”(relativo a Nova Era). Atualmente calcula-se que existam no mundo mais de 10.000 seitas e cada ano que passa surge mais uma com doutrinas e ensinamentos contrários à Palavra de Deus, levando mais e mais pessoas para o engodo satânico da religião. A virada do milênio fornece um clima propício para o fanatismo religioso que parece não ter fim. O próprio Senhor Jesus Cristo já havia profetizado à este respeito quando disse que nos finais dos tempos apareceriam falsos cristos e falsos profetas e enganariam a muitos. E o que temos visto é exatamente isto; engano, falsidade e corrupção entre esses movimentos. Seus líderes são verdadeiros carrascos, impondo o medo, controle espiritual e psicológicos sobre seus adeptos, que recebem uma verdadeira lavagem cerebral. Suas organizações são verdadeiros impérios financeiros, muitas vezes construído com dinheiro ilícito de fontes obscuras e ilegais. Mas o que os fascinam mesmo, é o poder e o dinheiro, e para conseguí-los, não medem esforços, chegando a empregar até mesmo a violência. A proliferação religiosa hoje, é um fenômeno que recebe cada vez mais atenção, dos teólogos, sociólogos e psicólogos que estão perplexos diante da caótica situação religiosa do nosso mundo. As seitas constituem atualmente um grande desafio para a Igreja de Cristo sobre a face da Terra. Pregando uma falso evangelho com falsas promessas, elas conseguem arregimentar um grande número de pessoas para as suas fileiras e o perigo não é só do ponto de vista teológico, mas também público, já que trazem com o seu “modus vivendi”(modo de viver) um grande transtorno para a sociedade de modo geral. Há seitas que proíbem a transfusão de sangue, uso de anticoncepcionais para o controle da natalidade, que sirvam as forças armadas, que votem, que trabalhem em determinado dia da semana, etc…
É só lermos os jornais e revistas ou ligarmos a TV e encontraremos manchetes tais como: “Adeptos Da Seita “X” Cometeram Suicídio Coletivo”. De fato, notícias como esta não são raras hoje em dia.
Quem não se lembra do caso “Jim Jones” em 1978? Esse líder fanático que se intitulava “pastor”, e possuía guarda costas chamados de “anjos”, levou aproximadamente 900 pessoas ao suicídio na Guiana.
CRONOLOGIA DE SUICÍDIOS ENTRE AS SEITAS
Vamos mostrar agora o que tem acontecido nos últimos anos entre estes movimentos e o fim macabro que tiveram.
1993 – Oitenta seguidores da seita, “Ramo Daviniano”, morreram carbonizados.
1993 – Cinqüenta e três pessoas de uma vila do interior do Vietnã, cometeram suicídio coletivo.
1994 – Cinqüenta e três membros da seita “Ordem do Templo Solar”, cometeram igualmente suicídio coletivo.
1995 – A seita japonesa “Ensino da Verdade Suprema” provocou um atentado com gás tóxico no metro de Tóquio, matando dez pessoas e ferindo cerca de cinco mil.
1997 – A seita americana “Porta do Céu” cometeu suicídio coletivo, o saldo de mortos chegou a trinta e nove pessoas.
2000 – Cerca de oitocentas pessoas que estavam envolvidas com a seita “Movimento Pela Restauração dos Dez Mandamentos” morreram carbonizadas na sede da seita em Uganda na África. Antes de cometerem o suicídio o líder da seita os incentivou a abandonar os seus bens, pois iriam se encontrar com a virgem Maria. Pelo jeito o único mandamento que a seita não quis restaurar foi o “Não Matarás”.
Estes são só alguns exemplos, dentre muitos, que não caberia nesse artigo por falta de espaço, mas com certeza já deu para perceber que o perigo das seitas já está virando uma questão para as autoridades públicas se preocuparem. Felizmente muitos governos já estão tomando providências nessa questão. Talvez você esteja raciocinando neste momento: “Eu nunca participaria de tais movimentos”. Será? É possível que você faça parte de uma seita e não saiba, talvez não tão perigosa como as citadas acima, mas perigosa do ponto de vista espiritual e teológico. Não são só as seitas exóticas como as da África que oferecem sacrifícios humanos, ou as apocalípticas de Marshal Applewhite (Porta do Céu) que precisamos nos preocupar. Existem aquelas que estão talvez perto de sua casa, que aparentemente são inofensivas, que são classificadas até mesmo de “cristã”, quem sabe você conheça um amigo ou parente que faça parte dela, essas não deixam de ser também perigosas.


Por que estudar apologética?
Alguns cristãos não se interessam em estudar as seitas, não busca conhecer as outras religiões, suas doutrinas, como surgiram e outras informações sobre elas.
Quando são visitados por pessoas de outras religiões não sabem como responder, refutar suas afirmações e preferem não atender. Esquecem que tais pessoas também necessitam de conhecer a verdade e que nós cristãos temos a obrigação de procedermos devido esclarecimento dos assuntos espirituais da fé (I Pe 3.15)

O que devemos fazer? Deixar que elas continuem no caminho que estão ou conversar educadamente sobre a Palavra de Deus mostrando a verdade que liberta?

Para quem escolheu a segunda opção, existe um preço a pagar – estudar a Palavra do Senhor. Encontramos muitos crentes sinceros que lêem a Bíblia, mas poucos dedicados em examiná-la. 
Ler a Bíblia é muito bom, mas estudar, analisar, examinar é melhor.

O meu convite para você é estudar a cada semana, as religiões, as seitas e saber responder o porquê cremos na Palavra de Deus, na pessoa de Cristo e seus ensinamentos.

Eu quero dar algumas razões do porquê devemos estudar apologética cristã.
1 – Evangelização: Se conhecemos o que as religiões pregam e adotam como regra de fé, não vamos ser pegos de surpresa quando evangelizarmos. Sabemos que existem pessoas sinceras em diversas religiões, mas elas precisam conhecer a verdade. Devemos estar preparados para evangelizar estas pessoas com amor.

2 – Defesa da fé – Muitas religiões ou seitas preparam seus seguidores para sair nas ruas para conseguir novos adeptos. Estas preparações são feitas através de cursos, seminários, palestras e estudos sistemáticos das suas doutrinas.
Existem seitas que são especializadas em trabalhar com evangélicos, tendo como objetivo, alcançar os novos convertidos.
Por isso, é necessário os cristãos estarem preparados, saber manejar bem a Palavra da Verdade, conhecer os versículos que são distorcidos para saber responde-los.

3 – Proteção ao rebanho – Todo pastor ou líder de ministério, congregação ou alguém que está à frente de algum ponto de pregação deve se dedicar a conhecer outras religiões e seitas para proteger o seu rebanho.
É necessário repassar estes estudos aos membros, alertando-os de como as seitas são disseminadas. A escola bíblica dominical deveria ter a preocupação de levar ao conhecimento do membro, estudos apologéticos.
Uma necessidade que vejo nas igrejas é realizar cursos especializados para as pessoas que chegam de outras religiões.
Muitos aceitam Jesus como Senhor e Salvador, mas têm diversas dúvidas e questionamentos e a igreja não têm um curso especializado na apologética.
Imagine alguém que vem do catolicismo!
Esta pessoa necessita saber o porquê a Bíblia católica possui mais livros que a bíblia evangélica, o que são livros apócrifos, porque não se deve adorar aos santos, porque não devemos praticar a repetição das orações e outras práticas que tinha em sua vida espiritual.
Quem vem das Testemunhas de Jeová tem muitas perguntas, dúvidas e necessitam saber quem é realmente Jesus e conhecer as doutrinas básicas.
Muitas vezes, os adeptos que são doutrinados com certa freqüência, mesmo quando descobrem que sua religião não leva ao céu, não aceitam facilmente e dependendo a influência e o trabalho ativo que tinha em sua ex-religião, até se suicidam ou preferem caminhar pelo ceticismo.
É necessário que o pastor ou alguém preparado venha a ensinar os ex-adeptos, dar respostas a eles para que não venham se desviar do caminho e conhecer a Palavra de Deus.
I Pedro 3 v. 15-16 : “… antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da esperança que há em vós;tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, fiquem confundidos os que vituperam o vosso bom procedimento em Cristo.”

4 – Preparar os missionários – Todo e qualquer missionário deve estudar apologética. Se a igreja envia o missionário para qualquer lugar do mundo sem o conhecimento da região, da cultura, das doutrinas religiosas nativas, o missionário poderá se frustrar ao evangelizar e até correr risco de morte.
Com o conhecimento prévio, ele poderá ter estratégias para alcançar o perdido. Um missionário bem preparado em todas as áreas é um missionário abençoado.
FONTE CACP 



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