quarta-feira, 22 de junho de 2016

Teoria mid-tribulacional



                               TEORIA DO ARREBATAMENTO
                              EM MEIO A TRIBULAÇÃO



                             OBS;NÃO ADOTAMOS ESTA TEORIA

Visão menos comum que o arrebatamento pós-tribulacionista, como explicação para o arrebatamento durante a Tribulação é a teoria mesotribulacionista. De acordo com essa interpretação, a Igreja será arrebatada ao final da primeira metade (três anos e meio) da septuagésima semana de Daniel. A igreja suportará os acontecimentos da primeira metade da Tribulação, que segundo os mesotribulacionistas, não são manifestações da ira de Deus. Ela será arrebatada antes que comece a segunda metade da semana, que segundo essa teoria, contém todo derramamento da ira de Deus. Afirma-se que o arrebatamento ocorrerá junto com o soar da ultima trombeta e a ascensão das duas testemunhas de Apocalipse 11. 
A teoria do arrebatamento mesotribulacionista é essencialmente uma via média entre as posições pós-tribulacionista e pré-tribulacionista. Concorda com o pré-tribulacionismo ao afirmar que o arrebatamento da igreja é um acontecimento distinto da segunda vinda de Cristo. Tem em comum com o pós-tribulacionismo as crenças de que a igreja tem promessas de tribulação aqui na terra e necessita de purificação.

Os pontos principais desta teoria são:

A)    A última trombeta, mencionada com relação ao arrebatamento em 1 Coríntios 15.52, é identificada com a sétima trombeta tocada em Apocalipse 11.15, que ocorre em meio à Tribulação (Ap 11.2-3). Se as duas trombetas são a mesma coisa, o arrebatamento ocorre então em meio à Tribulação. 
B)    Desde que a Igreja é arrebatada antes da Grande Tribulação (os últimos três anos e meio), a Igreja escapa da “ira” de Tessalonicenses 5.9 e da “hora da provação” de Apocalipse 3.10. 
C)    A ressurreição das duas testemunhas em Apocalipse 11.11,12 é declarada como sendo uma referencia ao arrebatamento e à ressurreição dos santos, ou como acontecendo simultaneamente com o arrebatamento. 

Argumentos apresentados contra a teoria do arrebatamento em meio a tribulação:

A)    As trombetas em 1 Coríntios 15.52 e Apocalipse 11.15 não são as mesmas. A trombeta de Deus narrada por Paulo é um toque de vitória sobre a morte (1Co 15.52-57). A sétima trombeta narrada por João é uma série de anúncios de juízo sobre os perversos e de triunfo final sobre o reino de Satanás. 
B)    As setenta semanas de Daniel tem caráter judaico e, portanto a Igreja não está incluída em parte alguma delas. A ira de Deus é também derramada na primeira metade do período de Tribulação (Ap 6.12-17). Também 1 Ts 5.9; Ap 3.10; 2 Pe 2.9. 
C)    As duas testemunhas parecem ser judias, segundo os símbolos do Antigo Testamento – o templo, as oliveiras e os castiçais (Zc 4.3,12), as chuvas deixam de cair e o povo atacado por pragas (Êx 7.20; 8.1-12, 29). Se a Igreja estivesse na terra, por que Deus designaria profetas judeus para a missão de testemunhar às nações? Até o fim da era da Igreja, é missão desta dar testemunho a todas as nações. 
D)   A mesma objeção pode ser feita à posição do arrebatamento em meio a Tribulação, isto é, que essa posição remove a expectativa da vinda de Cristo a qualquer instante. O período da Tribulação começa com a aliança entre o Anticristo e os judeus, um evento que não será oculto. Então seria fácil a partir dessa aliança do Anticristo com os judeus, prever o momento da vinda de Cristo. 




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