quarta-feira, 22 de junho de 2016

O final da grande tribulação



                           O FIM DA GRANDE TRIBULAÇÃO  
                            A volta pessoal de Cristo. 



                                  ARTIGO MAURICIO BERWALD


O texto de Zacarias 14.3,4 indica a intervenção divina sobre o monte das Oliveiras, em Israel. As nações reunidas pelo Anticristo para combater e destruir Israel serão surpreendidas pela vinda do Senhor. O texto de Jl 3.2,12 fala do vale de Josafá, identificado também como o Cedrom, localizado entre Jerusalém e o monte das Oliveiras. Será nesse lugar o encontro do Senhor contra as nações inimigas de Israel. O monte das Oliveiras, o lugar exato de onde Cristo subiu ao céu, também sobre ele descerá gloriosamente.


                      A seqüência dos eventos finais (Mt 24.27-30). 

Nesses versículos Jesus apresentou a realidade da Tribulação (Mt 24.21). No v.27, Ele fala de sua vinda visível como “o relâmpago que sai do Oriente e se mostra até o Ocidente”. No v.28, Jesus retrata mais uma vez a visibilidade de Sua vinda usando a ilustração dos abutres atraídos pela matança. No v.29, dá a entender que a Sua vinda será logo depois da tribulação daqueles dias. No v.30, fala do sinal dessa vinda no céu, uma prova de que Ele, o Messias, virá sobre as nuvens do céu.

Em Seu discurso no Monte das Oliveiras, respondendo às interrogações dos discípulos, Jesus mencionou a vinda dum período de tributação sem paralelo em toda a história do povo de Deus. Mt 24.21,22. Não devemos confundir essa profecia com os sofrimentos dos habitantes de Jerusalém por ocasião da queda dessa cidade no ano 70, provocada pelos exércitos romanos sob o general Tito. Há várias coisas que não aconteceram em 70 que deverão acontecer em algum tempo futuro, por exemplo, a vinda de Cristo logo depois dessa tribulação. Mt 24.30.
O profeta Jeremias teve uma visão profética concernente a Israel em que viu como essa nação ficou liberta do jugo das nações gentílicas, sendo restaurada ao favor divino. Mas antes que isso acontecesse, ele viu que Israel passou por um tempo de "tribulação" sem igual. Jeremias o chamou do "tempo da angústia para Jacó". Jr 30.4-9.
O profeta Ezequiel teve a mesma revelação, vendo Israel trazido de novo para a sua terra, procedente das nações gentílicas para onde fora espalhado. Israel, segundo esta visão, será purificado, sendo os rebeldes contra o Senhor separados do seu meio, "passando debaixo do cajado" do Senhor, como um pastor de ovelhas separa o seu rebanho. Ez 20.33-44. Em Ez 22.17-22 o mesmo processo de purificação é repetido sob a figura do fogo do refínador. Ml 3.1-3.
Daniel recebeu do Senhor uma revelação especifica sobre este tempo de tribulação no fim deste "século" presente em que temos um vislumbre da relação entre as regiões celestiais e as terrestres. As hostes celestiais, sob o comando de Miguel, o arcanjo, entrarão em choque com os inimigos de Israel, tanto os visíveis como os invisíveis, conseguindo libertar os israelitas fiéis.
Em várias profecias do Velho Testamento encontramos a expressão "o dia do Senhor" (ou Jeová) que se refere ao juízo de Israel e das nações gentílicas e ao tempo da Grande Tribulação de modo geral. Is 2.10-22; Jl 1.15; 2.1; 3.14; Am 5.18-20. Estas profecias às vezes referem-se a algo que ia acontecer em futuro imediato, no tempo do profeta, mas, no entanto o contexto revela que muitas vezes se referem também a um juízo muito remoto e que precede por pouco o tempo da restauração de Israel. Sem dúvida a expressão "o dia do Senhor" refere-se à Tribulação. No Novo Testamento também encontramos semelhante expressão, "o dia do Senhor". I Co 5.5; II Ts 2.2,3, e "o dia de Cristo" (I Co 1.8; II Co 1.14; Fl 1.6-10), expressões que se referem ao período de tempo entre o Rapto da Igreja e a Revelação de Jesus Cristo. Será nesse "dia" em que a Igreja receberá o seu galardão e será unida com Cristo nas Bodas do Cordeiro. Encontramos ainda no Novo Testamento a expressão "o dia de Deus", a qual evidentemente se refere à renovação da terra por fogo e o início do perfeito estado eterno. II Pe 3.12.
2. A Duração da Tribulação. A duração deste período é calculada pelo estudo da passagem em Daniel 9.24-27. Foi revelado a Daniel na ocasião de sua fervorosa oração em favor do seu povo, Israel, que "Setenta Semanas" (ou seja "setes" de anos e não de dias, como o versículo 2 indica) foram determinadas (ou "marcadas") sobre o seu povo e a cidade santa, Jerusalém. Nesse período seriam realizados os seguintes seis importantes eventos: 1) "fazer cessar a transgressão" (vers. 24), isto é, por fim à rebelião secular de Israel contra Deus. Israel crucificou o Messias quando Ele chegou ao mundo, e conseqüentemente foi castigado. Sua incredulidade será transformada em fé à segunda vinda de Cristo, quando essa nação aceitar Jesus como Messias. Toda a nação "nascerá de novo". Rm 11.25-29; Is 66.7-10; Ez 36.24-30. 2) "dar fim aos pecados" (vers. 24), isto é, por um ponto final aos muitos pecados e à rebelião de Israel, evento que se realizará depois da Tribulação. Ez 36.24-30; 37.24-27; 43.7; Zc 14.1-21. 3) "expiar a iniqüidade" (vers. 24), isto é, realizar a expiação em favor desse povo espiritualmente perverso. Isso aconteceu na cruz do Calvário em favor do mundo todo, mas Israel, como nação, até hoje não se valeu dessa maravilhosa providência divina. Mas à vinda de Cristo, Israel se arrependerá dessa atitude. Zc 13.1-7; Rm 11.25-27. 4) "trazer a justiça eterna" (vers. 24), isto é, a justiça que Cristo proveu pela morte na cruz. Is 9.6,7; 12.1-6; Dn 7.13,14,18,27; Mt 25.31-46; Rm 11.25-27. 5) "selar a visão e a profecia" (vers. 24), isto é, chegar ao cumprimento das profecias concernentes a Israel e Jerusalém. Todos conhecerão ao Senhor, desde o menor até ao maior deles. Jr 31.34; Is 11.9. 6) "ungir o Santo dos Santos" (vers. 24), isto é, a purificação do lugar santíssimo do templo dos judeus e a cidade de Jerusalém dos efeitos da "abominação da desolação" e demais sacrilégios praticados pelos gentios durante a Tribulação. Incluirá também a consagração do templo milenial previsto em Ez 40-43; Zc 6.12,13.
Este período de "Setenta Semanas", ou seja setenta vezes sete anos, corresponde, portanto, a 490 anos sacros de 360 dias em cada ano. O período teria início com um decreto para reconstruir a cidade de Jerusalém. Tal decreto foi realmente expedido por Artaxerxes, rei da Pérsia, no "dia 4 de março do ano 445 antes de Cristo. Na profecia ficou revelado a Daniel que esse tempo de 490 anos seria dividido em três períodos da seguinte maneira: 1) Sete "setes", ou seja 49 anos sacros. Dn 9.25. Reinaram sobre a Pérsia os reis Ciro, Xerxes e Artaxerxes. Foi este último rei que lavrou o decreto ao qual se refere a profecia, em 445 a.C, que é mencionado em Neemias 2.1-6.19. A profecia cumpriu-se com a restauração de Jerusalém no tempo de Neemias, 49 anos depois, quando havia terminado o cativeiro babilônico. 2) Sessenta e dois "setes", ou seja 434 anos sacros. Este período teve início logo após o primeiro período de 49 anos é continuou sem interrupção até ao tempo quando Jesus, o Messias foi morto. Dn 9.26. A palavra hebraica "karath", traduzida "tirado" (Almeida) refere-se à crucificação de Cristo, fato que se deu no dia 10 de Nisan, do ano 30 a.D. que corresponde ao dia 6 de abril do nosso calendário. Com esse acontecimento haviam decorrido exatamente as "Sessenta e nove Semanas", ou seja 483 anos sacros. Isso deixa ainda "uma semana" de anos, ou seja sete anos, a se cumprir depois da crucificação de Cristo. 3) Um "sete" de anos sacros, ou seja um período de 7 anos sacros que completará o período de 490 anos previsto na profecia de Dn 9.24-27. Com a morte de Cristo por crucificação, que significou a recusa total do Messias por parte de Israel, Deus também suspendeu suas relações com esse povo. Israel ficou "quebrado" na sua incredulidade. Rm 11.17. Temos esperado por dezenove séculos para o início deste último período de 7 anos da profecia. Agora que Israel está novamente na posse de sua terra, parece iminente a realização desta "semana" que ainda está faltando. Estes sete anos serão o fim da Dispensação da Graça e durante este período haverá um pacto entre Israel e o Anti-cristo e todos os eventos previstos em Ap 6.1 a 19.21 terão então seu cumprimento. Esta "semana" terá seu início logo depois do Rapto da Igreja, à segunda vinda de Cristo. O período de intervalo que tem havido entre a 69a. e a 70a. "semana" tem sido o período da Igreja, du-rante o qual Israel é rejeitado. O plano de Deus foi este que as nações gentilicas tivessem a sua grande oportunidade de encontrar a salvação em Cristo, o Messias.
Agora, o que acontecerá durante a Grande Tributação, este período de sete anos? Vamos considerar Dn 12.1 e as profecias que a antecedem. No fim do capítulo 11, vers. 36 a 45, está prevista a chegada ao poder, nos últimos dias, de um imponente governante que é "o rei" (vers. 36). Esse personagem é o Anti-cristo (II Ts 2.3-10), que proferirá blasfêmias e se exaltará muito num regime o mais autocrático possível. Não respeitará as leis estabelecidas e nem as religiões, vers.37. Por meio de suas conquistas militares e sua riqueza (vers. 38,39), ele terá o domínio do Oriente Médio (Síria, Egito e Palestina) e se colocará como rei em Jerusalém, vers. 40-45. Certos judeus apóstatas (Dn 12.10) aliar-se-ão a ele, mas um remanescente permanecerá fiel a Deus. Em favor desse grupo Deus agirá por meio do anjo Miguel. Dn 12.1. Isso ocorrerá durante a segunda metade desse período de sete anos (Dn 12.7), que o profeta denominou "tempo, tempos e metade dum tempo", significando três anos e meio.
O apóstolo João em sua visão na ilha de Patmos (Ap 12) tomou conhecimento do mesmo período da grande Tribulação concernente a Israel. Na visão, Israel era representado simbolicamente como uma mulher vestida do sol, com a lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas na cabeça. Ela deu à luz um "filho varão", que por alguns é tido como sendo o grupo dos 144.000 israelitas. Ap 7.1-9; 12.5; 14.1-5. O mesmo arcanjo Miguel vem proteger Israel nos últimos dias (Ap 12.7), por ocasião da guerra nos céus. Nota-se que as passagens Ap 12.6,14 e Dn 12.7 são cronologicamente idênticas. Esta peleja espiritual tem por alvo vencer Satanás e preservar a "mulher", para que ela não seja destruída nesta derradeira investida do Diabo visando destruir o povo de Israel. Esse esforço da parte das nações, de inspiração satânica, para destruir os judeus, será para esse povo "o tempo da angústia de Jacó". Durante a Segunda Guerra Mundial o ditador alemão Hitler ordenou o massacre de 6 milhões de judeus. Foram asfixiados em câmaras de gás e seus corpos cremados. O autor destas linhas teve oportunidade de visitar um desses campos de concentração em Dachau, na Alemanha, onde centenas de milhares dessas pobres vítimas pereceram. Não duvidamos em dizer que essa perseguição anti-semita de tão tremendas proporções constitue ao menos uma parte do cumprimento das profecias a respeito do povo de Israel.
Os Eventos que acontecerão durante a Tributação. No princípio deste período de sete anos o Anti-cristo fará uma aliança com o povo de Israel que na maioria será um povo apóstata. Dn 9.27. No meio da semana, ou seja depois de três anos e meio, ele quebrará a aliança cujas cláusulas certamente permitiriam o restabelecimento da antiga religião judaica e a reconstrução do Templo no mesmo lugar onde Salomão o construiu. Por enquanto o local é ocupado pela Mesquita de Ornar, um dos mais sagrados lugares da religião muçulmana. O Anti-cristo então erguerá no Santo dos Santos desse Templo reconstruído o que Daniel e Jesus chamaram "a abominação da desolação". Dn 9.27; Mt 24.15. Isso bem pode ser uma imagem de si próprio, como os antigos imperadores romanos costumavam fazer, a qual seria obrigatoriamente adorada por todos. Veja Ap 13.15. Assim, a segunda metade da septuagésima "semana" de Daniel será a GRANDE TRIBULAÇÃO propriamente dita. Mt 24.15,21.

Em resumo, vemos então como a Grande Tributação concerne diretamente a Israel e constitue o juízo de Deus sobre essa nação em face de sua prolongada apostasia e negligência para com seu Rei, Jesus Cristo, o Messias. A Grande Tribulação será ao mesmo tempo um processo de refinamento para preparar alguns para receber Cristo e expurgar os rebeldes entre eles. A Tribulação também afetará o mundo todo, pois o problema do povo judeu é um problema mundial. O novo Estado de Israel foi reconhecido em 1948 pela Organização das Nações Unidas. As quatro guerras entre Israel e as nações árabes, em 1948, 1956, 1967 e 1973, têm sido causa de agitação e preocupação em todos os meios políticos em todo o mundo. Não deixam de ser sinais dos tempos da Tributação que estão chegando. A Guerra do "Yom Kippur" em outubro de 1973 teve repercussões as mais intensas, provocando a crise mundial do petróleo, que também ameaça lançar toda a civilização moderna na maior depressão deste século. Já se nota as características dos dias descritos no livro do Apocalipse. Aparentemente, o início da Grande Tribulação será um tempo de grande prosperidade quando todos estarão proclamando "paz e segurança" (I Ts 5.3), por terem alcançado o estado muito deseja o de "Utopia" sob o governo do "superhomem", o grande dirigente político universal que a Bíblia chama de Anti-cristo.

Na segunda parte da Grande Tribulação Deus derramará seus juízos, cada vez mais severos (V. Ap 16) e a terra sofrerá grandes pragas como o Egito sofreu as pragas nos dias de Moisés. Esses juízos virão porque os homens serão mais depravados ainda do que os homens nos dias de Noé e Ló. Gn 6; Mt 24.37-39; Lc 17.22-37; II Tm 3.1-12. Os homens rejeitarão a verdade ao ponto de acreditar no "engano de injustiça" propagado pelo Anti-cristo, que resultará em sua condenação. II Ts 2.8-12; II Pe 3.1-9. Mesmo depois que se iniciaram esses juízos terríveis sobre os homens, esses desafiarão ao próprio Deus. Ap 9.20,21, 6.2-11; 17.1-18; 18.1-24. Não há palavras para descrever a rebelião e a iniqüidade praticadas pelos homens durante este período da derradeira luta entre Deus e Satanás pela posse da Terra. Ap 11.15; 12.7-12; 19.11-21; 20.1-3. No fim deste período, quando Jerusalém estiver cercada pelos exércitos nas nações aliadas sob o Anti-cristo (Zc 14.1-4; Jl 3.9-17), e quando Israel não dispuser de mais nenhum meio de resistência, e quando parecer que Israel desaparecerá como nação e sendo totalmente destruído, nesse momento esse povo se arrependerá, invocando o nome do Senhor, pedindo-lhe socorro. Is 64; Zc 12.8-10. O Senhor se manifestará do céu, vindo como seu Libertador e vingando-se dos seus inimigos. Ele julgará as nações e implantará seu glorioso governo de 1.000 anos de paz sobre a terra. A capital desse governo será a própria cidade de Jerusalém. Mt 24.27-31; 25.31-46.


             A derrota do Anticristo e seus exércitos (Ap 19.15-21).



Nos versículos anteriores ao 14, Cristo aparece como um grande general de exército (como nos tempos bíblicos), e o v.15 mostra um Cristo preparado para fazer juízo sobre a impiedade do Anticristo. Diz o texto que “saía da sua boca uma espada afiada, para ferir com ela as nações”. A partir do v.17, uma grande ceia é apresentada para comer as carnes de todos os inimigos do povo de Israel que se ajuntaram para destruí-lo. Mas eles serão aniquilados pelos exércitos de Cristo. No v.20, a Besta, que é o Anticristo, juntamente com o Falso Profeta são presos e lançados vivos no Lago de Fogo. Esses dois personagens não são meras figuras ou metáforas, mas realmente dois homens da parte do Diabo, que se levantarão naqueles dias. 

                                    A vinda em glória (Ap 19.11-16)  

Refere-se especialmente a forma da descida gloriosa de Cristo sobre um cavalo branco. O cavaleiro que monta o cavalo do capítulo 19 de Apocalipse é Jesus, porque é identificado como “Fiel e Verdadeiro”. Nada tem a ver com o cavaleiro do cavalo branco do capítulo 6 de Apocalipse o qual se refere ao Anticristo. O v.14 de Apocalipse fala dos santos que acompanham a Cristo na Sua volta à Terra. Eles montam cavalos brancos e os seus cavaleiros estão vestidos de linho finíssimo. São os anjos e a Igreja de Cristo que gloriosamente participam da Sua conquista.






                     O renascimento do Império Romano


O Novo Império Romano já é uma realidade. É através dele que o espírito do Anticristo está implantando a sua plataforma de governo.Os versículos 33-35 do capítulo 2 do livro de Daniel referem-se ao final do período dos gentios, no vale do Armagedom, onde os dez reinos escatológicos (que são uma extensão do Império Romano), serão destruídos pela pedra, que é Cristo, surgindo um novo reino.

No capítulo 7 de Daniel, temos a visão dos quatro animais que representam a história moral e religiosa desses quatro reinos: o leão — Babilônia (4); o urso — Média e Pérsia (5); o leopardo — Grécia (6); o animal terrível — Roma (7). Os dez dedos da estátua correspondem aos dez chifres do animal e aos dez da besta (Dn 2.41; 7.24; Ap 13.1; 17.12), que representam dez regiões administrativas que abrangerão um território maior do que o Antigo Império Romano. O Novo Império Romano dará apoio ao Anticristo (Dn 7.25), mas será um governo instável (Dn 2.41-43), marcado por guerras (Dn 7.24) e por sistemas políticos distintos — ferro e barro (Dn 2.33). 

O renascimento do Império Romano não é uma hipótese. Se ao término da Segunda Guerra Mundial, parecia ele utopia numa Europa humilhada e destruída, hoje mostra-se mais real do que nunca. Não importa o nome que se lhe dê: União Europeia ou Novo Império Romano. O terrível animal, visto por Daniel, acha-se prestes a pisar e a despedaçar a quantos se lhe opuserem. Esse reino, que não terá paralelo na história dos grandes impérios, devido a sua maldade, dará todo o suporte político, econômico e religioso ao Anticristo, a fim de que este venha a dominar o mundo todo.

O Senhor Jesus, porém, o abaterá, reduzindo-o a um monturo. O Rei dos reis e Senhor dos senhores não tolerará a soberba do inimigo.A Europa reunificada, por conseguinte, não é um mero fenômeno político, mas o cumprimento da profecia bíblica. É o que veremos nesta lição.


 A ORIGEM DO IMPÉRIO ROMANO


Fundada em 753 a.C, foi a cidade de Roma estendendo-se até assenhorear-se dos mais distantes e desconhecidos reinos. Seus domínios iam da Europa à Babilônia, englobando o Norte da África e o Oriente Médio.Em 66 a.C, as forças romanas chegaram à Terra Santa. Comandadas pelo general Pompeu, conquistaram o território israelita e subjugaram Jerusalém. Mostrando nenhum respeito ao vencido, Pompeu invade a Casa de Deus, escarnece dos ministros do altar e profana o Santo dos santos.O terrível animal começava a exibir suas garras.

 O IMPÉRIO ROMANO NA BÍBLIA


 A profecia de Moisés. A Europa era praticamente desabitada, quando Moisés profetizou a ascensão de Roma como a grande opressora dos filhos de Israel: “O SENHOR levantará contra ti uma nação de longe, da extremidade da terra, que voa como a águia, nação cuja língua não entenderás; nação feroz de rosto, que não atentará para o rosto do velho, nem se apiedará do moço” (Dt 28.49,50).
Foi exatamente isso o que aconteceu no ano 70 de nossa era, quando os exércitos romanos, comandados por Tito, destruíram Jerusalém, derribaram o Santo Templo e dispersaram os poucos judeus que sobreviveram à ira romana.

A profecia de Daniel. Em duas ocasiões distintas, o profeta Daniel refere-se tipologicamente ao Império Romano. No capítulo dois, descreve ele a aparência exterior deste; ao passo que, no capítulo sete, revela sua índole e caráter.

a) Sua aparência exterior. “E o quarto reino será forte como ferro; pois, como o ferro esmiúça e quebra tudo, como o ferro quebra todas as coisas, ele esmiuçará e quebrantará” (Dn 2.40).

b) Seu caráter. “Depois disso, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso e muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas” (Dn 7.7).

No capítulo 13 de Apocalipse, o Império Romano é mostrado como a base para os dois representantes de Satanás: a Besta e o Falso Profeta. Veja como as profecias de Daniel acham-se em perfeita harmonia com as de João.

 TENTATIVAS DE SE ERGUER O IMPÉRIO ROMANO


Não foram poucas as tentativas de se ressuscitar o Império Romano. O que dizer do Sacro Império Romano Germânico? Ou das tentativas da Igreja Católica em ocupar o espaço deixado pelos imperadores de Roma?No início do século XIX, o imperador francês, Napoleão Bonaparte, à frente de um formidável exército, saiu a unificar uma Europa retalhada por ódios e nacionalismos irreconciliáveis. Ele, porém, fracassou como haveria de fracassar Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.Se por um lado, ostenta a Europa a dureza do ferro; por outro, mostra ser tão frágil quanto o barro. Além do mais, como pode o ferro unir-se ao barro?

 O IMPÉRIO ROMANO NA ERA ESCATOLÓGICA

Que ninguém se engane! A era escatológica já chegou. E uma de suas maiores evidências é o ressurgimento do Império Romano que, desta feita, terá as seguintes características:

 Apesar das aparências, estará cronicamente dividido. “E, como os artelhos eram em parte de ferro e em parte de barro, assim por uma parte o reino será forte e por outra será frágil. Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro se não mistura com o barro” (Dn 2.42,43).

Houve um tempo na Europa que, não obstante o parentesco de seus monarcas, estavam estes sempre em guerra. Foram-se quase todos os reis, e veio a União Europeia; a situação, porém, em nada foi alterada. Os ingleses continuam a não aturar os franceses, que desconfiam dos alemães, que não se dão com os italianos, que não aturam os espanhóis...É justamente sobre bases tão frágeis que está sendo construído o Novo Império Romano.

A formação administrativa do Novo Império Romano. Tanto Daniel como João mostram o Novo Império Romano constituído a partir de dez unidades (Dn 2.41,42; Ap 13.1). Pensava-se, de início, que seria ele formado por apenas dez nações. Hoje, porém, já são 25 os países que formam a União Europeia. Como entender esta aparente contradição?

Na verdade, não são dez países; e, sim, dez regiões administrativas que abrangerão um território maior do que o Antigo Império Romano. Logo, o Novo Império Romano ocupará não somente a Europa, mas também o Norte da África e o Oriente Médio. Por conseguinte, cada região administrativa será composta por mais de um país.

 O objetivo do Novo Império Romano. Terá o Novo Império Romano, por objetivo, sustentar o governo que Satanás, através da Besta e do Falso Profeta, implantará no mundo logo após o arrebatamento da Igreja. De acordo com Apocalipse 13, o domínio do Anticristo abrangerá tanto a economia e a política como a religião. Todavia, este reino não subsistirá; Cristo fará dele um monturo.

 A destruição do Novo Império Romano. Ainda que o Império Romano se reerga, Cristo o destruirá. Nosso Senhor é aquela pedra que, sem esforço humano, abateu-se sobre a estátua vista por Nabucodonosor (Dn 2.34,35,44).

Daniel continua a descrever a ruína do Novo Império Romano, agora mostrado como aquele animal terrível: “Estive olhando até que o animal foi morto, e o seu corpo, desfeito e entregue para ser queimado pelo fogo” (Dn 7.11). Por quem foi o animal morto? Pelo Filho de Deus! E. assim, recebe o Senhor Jesus o poder, a glória e a majestade.Por mais poderosos que se mostrem os reinos deste mundo, não subsistirão ante a soberania divina. Roma dominou nações e reinos; pisou os mais aguerridos povos e humilhou os mais altivos soberanos. Mas nada poderá fazer contra o Senhor Jesus. Ele é o Rei dos reis e o Senhor dos senhores.

Não tarda o dia em que o Império Romano, base do governo do Anticristo, haverá de prestar contas a Deus por todos os seus pecados e iniquidades. Ainda que renascido, não subsistirá.Senhor Jesus, quem poderá subsistir ante o teu poder? Que a honra, a força e a glória sejam-te tributadas para todo o sempre.

 “[...] Consideração das principais escolas escatológicas:

Preterista. Interpreta as profecias de Daniel e do Apocalipse como já cumpridas, com exceção de umas poucas....

Nessa visão das profecias, quase todo o livro de Daniel se cumpriu no período interbíblico (antes de Cristo) e o Apocalipse, na sua quase totalidade, foi cumprido nos primeiros três séculos da Era Cristã....

Progressista. Como o próprio nome já indica, interpreta Daniel e o Apocalipse como o desenvolvimento histórico do mundo. [...] Ela procura os cumprimentos proféticos nos grandes eventos, como o papado, a Reforma, a Revolução Francesa etc, e seus adeptos chegaram a marcar diversas datas para a volta de Cristo, sendo a principal delas a de 22 de outubro de 1844....Futurista. Segundo essa escola, quase todas as profecias de Daniel e do Apocalipse se cumprirão durante os sete anos que se seguirão ao arrebatamento da Igreja, que, por sua vez, ocorrerá repentinamente.” (ALMEIDA, A. Israel, Gogue e o Anticristo.11.ed., RJ: CPAD, 1999, pp.122-3).

          EIXO CENTRAL DO PROGRAMA ESCATOLÓGICO DIVINO


A história do plano divino em relação à humanidade tem seu eixo central na existência do povo de Israel. É o relógio pelo qual podemos acompanhar todos os eventos históricos e escatológicos do mundo. Jesus apontou-nos esse sinal de Sua vinda no sermão profético registrado em Lc 21.27-30: “E, então, verão o Filho do Homem numa nuvem, com poder e grande glória. Ora, quando essas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai a vossa cabeça, porque a vossa redenção está próxima. E disse-lhes uma parábola: Olhai para a figueira e para todas as árvores. Quando já começam a brotar, vós sabeis por vós mesmos, vendo-as, que perto está já o verão”.

Encontramos respaldo para crer na Palavra de Deus através das profecias bíblicas cumpridas e, a se cumprirem, nos fatos da vida de Israel.

 Dispersão e regresso. Tanto as profecias sobre a dispersão do povo de Israel entre as nações quanto as referentes ao retomo à sua terra, têm tido o fiel cumprimento (Gn 12.1,2,7; Dt 32.9-11; Lv 26.33,36,37; Jr 24.6; Ez 36.24,28).

 A reunião progressiva de Israel em sua terra. Há duas importantes reuniões de Israel na sua terra que mostram a veracidade da profecia bíblica. A primeira diz respeito ao sentimento de volta ao lar que tiveram todos os israelitas dispersos pelas nações. Esse sentimento se tornou forte com o movimento sionista iniciado em 1897 por Teodoro Herzl. Pouco a pouco, sistemática e continuamente, o povo começou a voltar. Não era um simples sentimento de um homem ou de um povo e, sim, um impulso do Espírito de Deus na mente e no coração de cada judeu disperso, em cumprimento da Palavra de Deus (Jr 24.6; Ez 36.24,28).

Em 1948, Israel já estava bem instalado na Palestina e a sua proclamação pela ONU como Estado foi o clímax da efetivação da promessa divina quanto ao seu retorno.

 A segunda reunião de Israel. Esta reunião acontecerá no futuro próximo por ocasião da “angústia de Jacó”, conhecida como a Grande Tribulação (Ap 16.12-21). Esse evento escatológico será terrível e indescritível para o povo de Israel. Ele estará mobilizado para a grande batalha do Armagedom. Os reis da terra, isto é, os governantes do mundo todo estarão reunidos com seus exércitos e armas destrutivas para o maior combate já registrado na história mundial. Talvez seja esta a terceira guerra mundial. Será no clímax dessa batalha que Jesus, o Messias, anteriormente rejeitado pelos israelitas, virá e destruirá os inimigos do seu povo, e implantará o Seu reino milenial (Ap 19.11-21).

A profecia de Ezequiel 37.1-11 trata da restauração nacional, moral e espiritual de Israel. Alguns aspectos dessa profecia já tiveram o seu cumprimento e outros estão se cumprindo. Porém, o cumprimento cabal só acontecerá no período da Grande Tribulação e com a intervenção de Cristo, o Messias, em Jerusalém. Nesse período, a Igreja não estará na Terra, porque foi antes arrebatada para estar com o Senhor.


                     A DESTRUIÇÃO PROGRESSIVA DO POVO DO NORTE

Os textos de Ez 38 — 39 e Jl 2.20 tratam a respeito da profecia bíblica sobre um bloco de nações ao norte de Israel.

 As nações do Norte. Por causa da etnia dos povos que habitam aquela região vários nomes geográficos podem ser identificados. O profeta fala de Magogue, Meseque e Tubal (Ez 38.2,3), regiões ocupadas pelos antigos citas e tártaros, as quais hoje correspondem à Rússia. Nome como o de Meseque converteu-se em Moscou ou Moskva. Tubal é a moderna cidade russa de Tobolsk. Em Ez 38.2 temos a palavra “chefe”, tradução do termo rosh, dando a idéia do nome Rússia. No bloco das nações aliadas aparecem os nomes de Gômer, Togarma (Ez 38.6). Gômer veio a ser a Germânia (atual Alemanha) e, Togarma corresponde à Armênia e Turquia. Em Ez 38.5 destacam-se os persas, os etíopes e Pute. Hoje, os persas são o Irã; os etíopes, a Etiópia; e, Pute, a Líbia.

Queda e ressurgimento da confederação do Norte. Devemos entender que a queda da União Soviética não significa que a profecia tenha perdido sua validade. Na verdade, essa potência mundial está se levantando e mostrando sua força, quando se esforça para participar das conversações de paz entre Israel e os países árabes, aos quais ela sempre apoiou. Ela perdeu o seu poder sobre o aludido bloco de nações, e alguns estudiosos interpretam essa queda como algo para acontecer em plenitude no futuro. Parte dessa profecia já começou a ter o seu cumprimento porque a Rússia caiu como potência bélica e econômica.

 A Confederação do Norte combaterá a Besta na Grande Tribulação. A profecia diz que a confederação do Norte, tendo como líder Gogue, colocará seus exércitos contra a autoridade da Besta, ou seja, o Anticristo (Ez 38.2-6). A profecia indica que Gogue, chefe da terra de Magogue invadirá a terra de Israel nos últimos dias (Ez 38.8,16). É possível que essa invasão venha acontecer no período da Grande Tribulação. Os motivos principais para a invasão do “rei do norte” estão expostos em Ez 38.11,12. A idéia de “tomar o despojo e de arrebatar a presa” não é difícil entender pelo fato de a antiga União Soviética ter perdido seus principais intelectuais e cientistas (na maioria judeus), os quais retornaram para Israel. Diz a Bíblia que esse invasor será destruído pela intervenção divina (Ez 38.20), nos montes de Israel (Ez 39.4). Então, as nações da Terra reconhecerão o Deus de Israel (Ez 39.21,22). Devemos entender que essa invasão nada tem a ver com a batalha do Armagedom, e a guerra decorrente que acontecerá no início da “semana profética” de Daniel (Dn 9.27). A batalha do Armagedom se dará no final da “semana”, pois o seu líder será o Anticristo, a Besta (Zc 12.3; 14.2; Ap 16.14).

                    O RESSURGIMENTO DO ANTIGO IMPÉRIO ROMANO

Os textos de Dn 2.33,34,44; 9.24-27; 7.7,8,24,25; Ap 13.3,7; 17.12,13 são relativos à profecia sobre uma confederação de nações formada na área geográfica do antigo Império Romano.

 O sentido duplo de interpretação. Essa profecia, numa parte refere-se literalmente àquelas nações adjacentes ao Mediterrâneo, as quais formavam o núcleo do Império Romano e, na outra parte, figuradamente refere-se apenas às características daquele Império. Tal como existiu o Império Romano, também, se levantará um da mesma forma dentro da realidade atual.

 A União Européia, uma sombra do antigo Império Romano. Especula-se muito sobre a atual União Européia como um retrato dessa confederação profetizada. Não temos base consistente na Bíblia para afirmar positivamente. Mas não podemos evitar o fato de que as características dessa confederação profetizada (Dn 2.33,34,44) conferem com a profecia de Daniel. E perigoso estabelecer suposições como fatos. Por isso, o aconselhável é ficarmos dentro dos limites impostos pela profecia bíblica. No entanto, a evidência dos sinais da vinda do Senhor Jesus em nossos dias é fortalecida pela clareza da profecia e do seu cumprimento.

A UNIDADE MUNDIAL E A MANIFESTAÇÃO DO ANTICRISTO
"Têm estes um só pensamento e oferecem à besta o poder e a autoridade que possuem" (Ap 17.13).
Esse texto das Escrituras é um versículo-chave das profecias para os fins dos tempos. As palavras um só pensamento referem-se à síntese da unidade mundial. Devemos notar bem que os "dez reis" não são forçados a entregar o poder ao maligno, à besta, mas que eles "oferecerão à besta o poder e a autoridade que possuem". Obviamente é decisão unânime dos dez reis permitirem que uma pessoa governe, ao invés de dez.
O velho provérbio: "Unidos, resistiremos; divididos, cairemos", aplica-se a este caso. Com que propósito os "dez reis" entregarão seu poder e sua autoridade? No versículo seguinte temos a resposta: "Pelejarão eles contra o Cordeiro..."
Quanta arrogância! Não se trata de um mal-entendido causado por um erro de comunicação, mas claramente de uma ação deliberada contra o Senhor. O versículo 12 nos mostra que estes dez reis"...recebem autoridade como reis, com a besta, durante uma hora", indicando que a besta faz parte da estrutura de poder dos dez reis que voluntariamente transfere sua autoridade à pessoa chamada "a besta". O ímpeto final de todas as nações é dirigido contra o Cordeiro. Por quê? Porque todas as nações estão sujeitas ao governo do príncipe das trevas, o deus deste mundo!
Mil anos antes de Cristo, o salmista escreveu: "Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o Senhor e contra o seu Ungido, dizendo: Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas" (Sl 2.2-3). Não devemos minimizar a afirmação de que as nações se opõem ao Senhor e escolhem o deus deste mundo. Esses versículos bíblicos acabam com qualquer dúvida de que todas as nações são fundamentalmente contrárias ao Senhor e Seu Ungido.
Alguém pode fazer uma pergunta legítima: "Por que as nações se levantariam contra o Senhor?" O apóstolo Paulo responde: "Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhes manda a operação do erro, para darem crédito à mentira" (2 Ts 2.9-11).
Eles optarão entre "sinais, e prodígios da mentira" e "o amor da verdade". Essa é a obra do pai da mentira que engana as nações. As massas humanas o seguirão voluntariamente, de maneira que no final os dez líderes mundiais eleitos entregarão sua autoridade e seu poder ao anticristo.
Em contraste, a intenção de Deus está claramente revelada em João 3.16: "Porque Deus amou ao mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". A rejeição intencional da oferta da salvação é o motivo pelo qual Deus "lhes manda a operação do erro".
Quero salientar que: pelas aparências, o mundo imagina que segue a justiça. Os líderes políticos e religiosos pretendem estabelecer a verdade e a prosperidade na terra através da imposição pacífica da democracia em toda parte. Pouco se pode dizer contra os surpreendentes progressos alcançados no que se refere ao nosso padrão de vida – em especial no Ocidente. Que o digam as classes inferiores da sociedade! Poucos sonhavam, há 50, 60, ou 70 anos atrás, adquirir tanto com seus salários. O conforto com que contamos hoje era inconcebível há algumas décadas. Quem, no início deste século, imaginaria possuir telefone, geladeira, ar-condicionado, e um automóvel deslizando suavemente pelas rodovias? Quem alguma vez pensou que teríamos acesso a qualquer tipo de alimento fresco no mercado 24 horas por dia? Estes avanços tornaram-se tão abundantes, graças à unificação dos países. O Estado norte-americano da Carolina do Sul, por exemplo, testemunhou a triplicação da economia num período de apenas duas décadas. Mas, apesar de todo este progresso em benefício da humanidade, o homem continua insatisfeito; há um vazio em seu íntimo.
Em minha visita ao Parlamento Europeu em Bruxelas, na Bélgica, um professor enfatizava entusiasticamente, numa conferência de duas horas, que o sucesso e a riqueza da Europa são apenas o começo. Mais de 30.000 funcionários em inúmeros escritórios trabalham com os 626 representantes eleitos do Parlamento, comunicando-se em 11 idiomas com a ajuda de 7.500 tradutores profissionais. O conferencista enfatizou de forma clara a pretensão da União Européia em assumir as responsabilidades dos países-membros soberanos. "Precisamos de mais europeização", enfatizou o orador. "Identidades nacionais", continuou, "são prioridades secundárias". Tornar-se membro da União Européia é extremamente difícil, mas é impossível retirar-se dela. A constituição não prevê o desligamento de membros. "Isso é para sempre!", disse o orador.
O espírito de unificação é irresistível e infindáveis são as possibilidades. No passado se perguntava: Quem são estes dez reis? Referem-se a dez nações européias? Em 1967 o Dr. Wim Malgo, fundador da "Obra Missionária Chamada da Meia-Noite", escreveu: "Não procuremos por dez países-membros do Mercado Comum Europeu como sendo o cumprimento de Apocalipse 17.12. Ao invés disto, procuremos as dez estruturas de poder que se desenvolverão por iniciativa européia, mas serão de alcance mundial."
Vemos a globalização não só na política e na economia mas também na religião. A maioria dos conflitos militares, tanto no passado como no presente, têm sido basicamente em torno de questões religiosas. No Sudão, os muçulmanos estão assassinando cristãos, mas na antiga Iugoslávia os maometanos foram dizimados por "cristãos" sérvios mais fortes. O conflito entre a Índia e o Paquistão, na verdade, é uma questão religiosa entre muçulmanos e hindus.
Desta forma, a unificação é o próximo passo para a Nova Ordem Mundial globalmente democrática que prosperará pacificamente. Por isso, não fico surpreso ao ver o grande sucesso de movimentos que têm por objetivo unir as denominações. Depois de conseguido isto, o anelo dos homens se voltará para um líder que, de acordo com muitos estudiosos da Bíblia, só espera a hora de se manifestar. Um rei terrível, de "feroz catadura" (Dn 8.23), a besta, o anticristo, está por vir!

À luz de todos estes fatos, como crentes no Senhor Jesus Cristo, o que devemos fazer? A resposta está em 2 Tessalonicenses 2.15-17: "Assim, pois, irmãos, permanecei firmes e guardai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. Ora, nosso Senhor Jesus Cristo mesmo e Deus, o nosso Pai, que nos amou e nos deu eterna consolação e boa esperança, pela graça, consolem o vosso coração e vos confirmem em toda boa obra e boa palavra."



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