sábado, 18 de junho de 2016

História da igreja no Brasil (3)




                 A ORIGEM DAS ASSEMBLEIAS DE DEUS
                           


A vida do jovem  pastor GUNNAR VINGREN E DO operario DANEL BERG ,foram afetadas pelo derramamento do ESPIRITO SANTO  em chicago em 1909.O que  chamou a atenção de GUNAR VINGREN para as missões transculturais foi a palavra profética de um irmão na fé e patricio olo ukiin,que dizia ser o para ,o lugar onde deus os enviara.Procurando uma biblioteca ,viram os dois jovens ,que era no brasil.bordo do navio clement rumaram ao brasil.Quando daniel e gunar chegaram a cidade de belem ,no para ,ninguém os estava esperando ,não sabiam falar portugues e vieram sem recursos finaceiros.Chegaram em belem ,os missionarios foram recebidos pelo pr.eurico nelson,também pastor da igreja batista de belem por ele fundada em 1897.Em principio ,foram residir no porão da igreja batista em belem,la PERMANECERAM HORAS E HORAS EM ORAÇÃO E JEJUM.os missionarios não tinham intenção de fundar uma nova denominação. 
    Enquanto não falavam portugues não tiveram problemas ,mas quando aprenderam portugues começaram a evangelizar e a ensinar a doutrina do batismo no ESPIRITO SANTO enfrentaram grande luta.DEUS SE FAZIA PRESENTE e os dons do ESPIRITO SANTO fluiam atravez dos missionarios .Irmã celina alburquerque recebeu o batismo no ESPIRITO SANTO,mas antes foi curada de um cancer ,ela foi batizada em 1911,no outro dia ,sua irmã maria nazaré recebeu o batismo de poder.Na pequena igreja houve opsições e grande resistencia aos ensinos dos missionarios.Desta maneira ,acirrando -se os animos ,os missionarios e o grupo de 19 pessoas que aderiam a promessa foram expulsos da igreja batista de belem entre jose placido da costa (o dirigente da igreja)e manoel rodrigues ,1°secretario da igreja.Gunar tornou-se o pastor do pequeno grupo de irmãos e daniel ocupou-se do trabalho de colportagem .Daniel singrou os rios ,e falou do amor de JESUS as pessoas que viviam isoladas da sociedade em matas e lugares inóspitos ,a nestes lugares levantaram-se vibrantes igrejas .gunar focou pastoreando na capital.
     EM 18/6/1911,na residencia de henrique albuquerque ,organizou -se a "missão da fé apostólica"que em 1918 passou a chamar-se "ASSEMBLEIA DE DEUS"..a PRIMEIRA IGREJA PENTECOSTAL DO BRASIL" foi ferozmente perseguida ,difamada ,não apenas pelos católicos ,mas também pelos evangélicos '"o evangelista raimundo nobre e o pr.erik nelson escreviam folhetos em que compatibilizavam  com as igrejas protestantes os dois missionarios "entretanto estes folhetos serviram de propaganda para o trabalho ,pois ,aguçava e não poucos eram salvas pelo SENHOR. 

Os historiadores que se ocupam com o estudo do avivamento pentecostal do nosso século, são unânimes em mencionar Azuza Street (Rua Azuza), cidade de Los Angeles, estado da Califórnia, Estados Unidos, como o centro irradiador de onde aquele despertamento se espalhou por outras cidades e nações.

Dentre as grandes cidades americanas que foram visitadas pela influência do avivamento pentecostal, destaca-se a cidade de Chicago. Enquanto o avivamento conquistava terreno e dominava a vida religiosa da cidade, fatos de alta importância estavam acontecendo também nas cidades vizinhas, entre dois jovens, que ficaram intimamente ligados à história da Assembléia de Deus no Brasil. São eles: Gunnar Vingren e Daniel Berg.


Gunnar Vingren

Em Menomiee, Michigan, morava um jovem pastor batista, que se chamava Gunnar Vingren, nascido em Ostra Husby, Ostergöthand, Suécia, em 8 de agosto de 1879. Atraído pelos acontecimentos de avivamento em Chicago, Vingren foi a essa cidade, a fim de certificar-se da verdade. Ante a demonstração do poder divino testemunhado, o jovem pastor creu e foi batizado com o Espírito Santo.


O Encontro com Daniel Berg

Pouco tempo depois, Gunnar Vingren participava de uma convenção de igrejas batistas, em Chicago, onde conheceu outro jovem que se chamava Daniel Berg que também fora batizado com o Espírtio Santo. Daniel Berg nasceu na aldeia de Vargön, na Suécia, onde viveu até a idade de dezessete anos. Os dois jovens trocaram idéias e chegaram à feliz conclusão de que Deus os guiava para a obra missionária; restava saber onde.

Algum tempo depois, Daniel Berg foi visitar Gunnar Vingren. Nessa ocasião, em uma reunião de oração na casa de um irmão de nome Adolpho Ulldin, através de uma mensagem profética, Deus falou ao coração de Gunnar Vingren e Daniel Berg, que partissem a pregar o Evangelho em terras distantes. O lugar para onde deviam seguir foi mencionado na profecia, como sendo o Pará. Eles não sabiam onde ficava essa região, mas após consultarem mapas, verificaram que se tratava do Brasil.

Rumo ao Brasil

Gunnar Vingren e Daniel Berg, despediram-se da Igreja e dos irmãos em Chicago, e com uma pequena ajuda financeira e orações de irmãos e amigos, a bordo do navio Clement, partiram a 5 de novembro de 1910, da cidade de Nova Iorque, para Belém do Pará. Quatorze dias depois, isto é, a 19 de novembro do mesmo ano, os dois missionários desembarcaram na cidade de Belém. Não possuíam eles amigos ou conhecidos nessa cidade. Não traziam endereço de alguém que os encaminhasse a algum lugar. Vinham encomendados unicamente à graça de Deus, e tinham a protegê-los o Deus de Abraão. Sentados num banco da atual Praça da República, em Belém, fizeram a primeira oração em terras brasileiras.

                    A FUNDAÇÃO DA ASSEMBLEIA DE DEUS NO BRASIL (continuação)

 A viagem a bordo do navio Clement. Decididos a atender ao chamado divino para a obra missionária no Brasil, Vingren deixou em 12 de outubro de 1910, o pastorado da igreja em South Bend e Daniel Berg saiu do seu emprego numa quitanda em Chicago.
Após terem experiências marcantes em relação ao dinheiro de que precisariam para viajar, embarcaram em Nova Iorque na terceira classe do navio Clement rumo ao Brasil. Na viagem de quatorze dias, tiveram de experimentar uma comida nada agradável. Mas, eles ficaram ali, deitados na terceira classe, orando durante todo o tempo. Certo dia, Daniel profetizou que o Senhor estava com eles, e verdadeiramente sentiram isso em seus corações.
Durante o período em que estavam no navio, oraram por um companheiro de viagem e evangelizaram um outro que veio a aceitar a Cristo como Salvador.
A chegada ao Pará e a doutrina pentecostal. Chegaram a Belém do Pará em 19 de novembro de 1910. Em Belém, moraram no porão da Igreja Batista. Nos cultos e reuniões de oração da igreja, Vingren e Berg, quando começaram a falar o idioma português, pregavam a respeito do batismo com o Espírito Santo. O objetivo deles era pregar o evangelho de poder aos seus ouvintes.
Celina Martins Albuquerque, membro da Igreja Batista, creu na mensagem pentecostal pregada pelos jovens missionários e recebeu o batismo com o Espírito Santo quando orava de madrugada em sua casa, no dia 2 de junho de 1911, juntamente com outra irmã da sua igreja, Maria de Nazaré.
 Nasce a Assembleia de Deus. O batismo com o Espírito Santo da irmã Celina Albuquerque, e também, da irmã Maria de Nazaré, que ocorreu na noite do dia 2 de junho, fez surgir uma discussão na Igreja Batista de Belém, que culminou na expulsão de 13 membros, no dia 13 de junho de 1911. No dia 18 do mesmo mês e ano, domingo, com 18 pessoas presentes mais Vingren e Berg, nasceu, na casa de Celina Albuquerque, a Missão de Fé Apostólica, que, em 11 de janeiro de 1918, foi registrada oficialmente como Sociedade Evangélica Assembleia de Deus.

                                         DO NORTE PARA TODO O BRASIL

1. O trabalho evangelístico e a expansão nacional. Daniel Berg e Gunnar Vingren, juntamente com os primeiros membros da igreja, começaram a realizar cultos em outros locais em Belém e a evangelizar em lugares distantes dessa cidade, principalmente nas ilhas paraenses.
Logo, novos companheiros missionários foram chegando. Os primeiros foram Otto e Adina Nelson (1914), Samuel e Lina Nyström (1916), Frida Vingren (1917) e Joel e Signe Carlson (1918). Também, a igreja começou a ordenar seus primeiros pastores: Isidoro Filho (1912); Absalão Piano (1913); Crispiniano de Melo; Pedro Trajano; Adriano Nobre; Clímaco Bueno Aza (1918); José Paulino Estumano de Morais (1919); Bruno Skolimowski (1921).
Membros das igrejas, missionários estrangeiros e pregadores nacionais, impelidos pelo ardor evangelístico pentecostal, começaram a visitar outros Estados, principalmente onde tinham parentes. Dessa maneira, apesar das muitas lutas e perseguições, aconteceram os primeiros passos para a fundação de igrejas em todas as regiões do país: Ceará (1914); Alagoas (1914); Paraíba (1914); Roraima (1915); Pernambuco (1916); Rio Grande do Norte (1911, 1918); Maranhão (1921); Espírito Santo (1922); Rondônia (1922); São Paulo (1923); Rio de Janeiro (1924); Rio Grande do Sul (1924); Bahia (1926); Piauí (1927); Minas Gerais (1927); Sergipe (1927); Paraná (1928); Santa Catarina (1920, 1931); Acre (1932); Goiás (1936); Mato Grosso (1936); Mato Grosso do Sul (1944) e Distrito Federal (1956).
2. Os missionários e o desenvolvimento doutrinário nas ADs. Atuaram entre as Assembleias de Deus, missionários escandinavos (suecos, noruegueses e finlandeses) e norte-americanos. Nas primeiras cinco décadas das Assembleias de Deus, os missionários escandinavos tomaram iniciativas que contribuíram para o desenvolvimento doutrinário da igreja. Eles fundaram jornais (Boa SementeO Som AlegreMensageiro da Paz), criaram as Lições Bíblicas para a Escola Dominical, editaram os primeiros hinários (Cantor Pentecostal e Harpa Cristã), publicaram livros e folhetos evangelísticos, promoveram as primeiras Escolas Bíblicas que duravam um mês, e fundaram a Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD) em 1940.
Em 1936, os primeiros missionários das Assembleias de Deus norte-americanas chegaram oficialmente ao Brasil. Eles passaram a atuar juntamente com a liderança sueca, principalmente no ensino bíblico e, investiram na publicação de livros teológicos, no ensino teológico formal e no estabelecimento gráfico da CPAD.
Dentre os missionários pioneiros nessas áreas do desenvolvimento bíblico-doutrinário, estão: Gunnar Vingren, Frida Vingren, Samuel Nyström, Nils Kastberg, Otto Nelson, Nels Nelson, Joel Carlson, Eurico Bergstén, Orlando Boyer, N. Lawrence Olson, John Peter Kolenda, João Kolenda e Ruth Dóris Lemos, Thomas Reginald Hoover e Bernhard Johnson Jr.
A Assembleia de Deus nos dias atuais. A igreja chegou ao seu primeiro centenário apresentando um crescimento vertiginoso e acelerado, consolidando-se como a maior expressão do pentecostalismo brasileiro. Numa estimativa feita em 2005, com bases em números do Censo Brasileiro, divulgada no jornal Mensageiro da Paz, as Assembleias de Deus teriam chegado a 20 milhões de fiéis espalhados por todo o país em 2010, e representariam 40% dos evangélicos brasileiros ao completar 100 anos de fundação. São mais de trinta mil pastores, mais de seis mil igrejas-sede, mais de dois mil missionários, milhares de obreiros e mais de 100 mil locais de cultos nos mais de cinco mil municípios brasileiros. 
Somos a continuidade do trabalho iniciado pelos pioneiros Gunnar Vingren e Daniel Berg. O Centenário não deve ser apenas um fato para comemorarmos, mas para despertar-nos a continuar pregando a mensagem que deu início à nossa caminhada em território nacional: Jesus salva, cura, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará! 
Daniel Berg e o seu trabalho no Brasil
“No Pará, Daniel, com 26 anos de idade, que logo se empregou como caldereiro e fundidor na Companhia Porto do Pará, recebendo salário mensal de 12 mil réis, passou a custear as aulas de português ministradas a Vingren por um professor particular. No fim do dia, Vingren ensinava o que aprendera a Daniel. Justamente por isso, Berg nunca aprendeu bem a língua portuguesa. O dinheiro que sobrava era usado para comprar Bíblias nos Estados Unidos.
Tão logo começou a se fazer entender na língua portuguesa, passou a evangelizar nas cidades e vilas ao longo da Estrada de Ferro Belém-Bragança, enquanto Vingren cuidava do trabalho recém-nascido na capital. Como o evangelho era praticamente desconhecido no interior do Pará, Berg se tornou o pioneiro da evangelização na região. É que as igrejas evangélicas existentes na época não tinham recursos suficientes para promover a evangelização no interior.
Após a evangelização em Bragança, tornou-se também o pioneiro na evangelização na Ilha de Marajó, onde peregrinou por muitos anos, a bordo de pequenas e grandes canoas. Berg ia de ilha em ilha, levando a mensagem bíblica aos pequenos grupos evangélicos que ia se formando por onde passava. Daniel Berg sempre foi muito humilde e simples. Em suas pregações e diálogos, sempre demonstrou essas virtudes. Ninguém o via irritado ou desanimado” (ARAUJO, I. Dicionário do Movimento Pentecostal. 1.ed., RJ: CPAD, 2007, p.123). 
“Escolhido por Deus.Nasci em Östra Husby, Östergötland, Suécia, em 8 de agosto de 1879. Meu pai era jardineiro. Por serem crentes, meus pais procuraram desde a minha infância ensinar-me os caminhos e preceitos do Senhor. Quando eu ainda era bem pequeno, ia à Escola Dominical, da qual, meu pai era dirigente. Aos 11 anos de idade concluí o curso primário e comecei a ajudar meu pai no ofício de jardineiro. Continuei nessa atividade até os 19 anos.
Eu era um menino de apenas 9 anos de idade quando senti a chamada de Deus na minha vida. Senti-me atraído por Deus de uma forma especial, e costumava orar muito. Às vezes reunia outras crianças comigo e orava com elas. Porém, com 12 anos de idade desviei-me do Senhor e tornei-me um filho pródigo. Caí profundamente no pecado até os 17 anos, quando o Senhor outra vez me chamou. Isso aconteceu em 1896. Eu resolvera ir ao culto de vigília de ano-novo e entregar-me outra vez ao Senhor. Fui com meu pai para esse culto, e fiz o que havia resolvido. Aleluia!
Aos 18 anos fui batizado nas águas. Isto aconteceu numa igreja Batista em Wraka, Smaland, Suécia, no mês de março ou abril de 1897. Neste mesmo ano tornei-me sucessor de meu pai no trabalho da Escola Dominical. Isto aumentou muito a minha necessidade de Deus e de sua graça. Ainda neste ano, em 14 de julho, li numa revista um artigo sobre as grandes necessidades e sofrimentos de tribos nativas no exterior, o que me fez derramar muitas lágrimas. Subi para o meu quarto e ali prometi a Deus pertence-lhe e pôr-me à sua disposição para honra e glória do seu nome. Orei também insistentemente para que Ele me ajudasse a cumprir essa promessa.
No mês de outubro realizamos uma festa para levantar dinheiro a fim de ajudar um irmão que ia sair para o campo missionário como evangelista. Tudo o que eu tinha nessa oportunidade eram 6 coroas, e eu as entreguei como oferta. Quando voltei para casa depois da festa, senti uma alegria imensa, e ouvi uma voz que me dizia: ‘Tu também irás ao campo de evangelização da mesma forma que Emílio!’.

Fiquei um ano mais no meu trabalho, mas sempre participando dos cultos, testificando e tratando de ganhar almas para Jesus. Continuei à frente da Escola Dominical até o fim de outubro de 1898. Depois de muitas orações dos irmãos, fui para uma escola bíblica em Götabro, Närke. Os dirigentes daquela escola eram os pastores Emílio Gustavsson e C. J. A. Kihlstedt” (VINGREN, I. O Diário do Pioneiro. 1.ed., RJ: CPAD, 2010, pp.19,20).



O Espirito Santo e a obra missionaria

Gunnar Vingren, pioneiro da obra pentecostal no Brasil, foi para Chicago em 1904, a fim de estudar quatro anos de teologia no seminário sueco. Em maio de 1909, foi diplomado e, no mês seguinte, assumiu o pastorado da Primeira Igreja Batista em Menominee, Michigam. No verão desse mesmo ano, Deus o encheu de uma grande sede de receber o batismo com o Espírito Santo e com fogo. Em novembro de 1909, Vingren dirigiu-se até Chicago a fim de participar de uma conferência realizada pela Igreja Batista Sueca. Foi com o firme propósito de buscar o batismo com o Espírito Santo. Depois de cinco dias buscando o Senhor, Jesus o batizou com o Espírito Santo e com fogo, falando em novas línguas conforme está escrito em Atos 2. Assim se expressou Vingren em seu diário “É impossível descrever a alegria que encheu o meu coração. Eternamente o louvarei, pois Ele me batizou com o seu Espírito Santo e com fogo”.
O movimento pentecostal crê que a efusão do Espírito foi concedida a Igreja, a fim de que esta cumpra a grande comissão no poder e autoridade do Espírito Santo (Mt 28.18-20; Mc 16.15-18; Lc 24.40; At 1.8; 2.1-4). No contexto de Atos dos Apóstolos é o Espírito Santo, o responsável direto pela expansão e multiplicação da igreja, constituindo-se em modelo para a igreja atual. O Espírito Santo, por exemplo, capacita (At 2.4; 1.8), escolhe (At 13.2), envia (At 13.2), impede (At 16.7). Os resultados da ação do Espírito atestam o crescimento e sucesso da igreja primitiva em Jerusalém (At 6.7), na Palestina (At 9.31), na Ásia Menor (At 16.5), na Europa (At 19.20) e Roma (28.31).

A Igreja Cristã Primitiva cumpriu cabalmente a sua missão evangelística. A expansão da igreja nas cinco regiões (Jerusalém, Palestina, Ásia Menor, Europa e Roma) é resultado da ação do Espírito na mesma. Atente para o fato de que as condições de transportes daqueles dias não se comparam com os dias atuais. E, no entanto, em menos de 40 anos o cristianismo havia chegado a todo Império Romano oriental. No gráfico abaixo, temos uma demonstração da Expansão do Cristianismo até 100 d.C.  
Ao aceitar o convite divino para a maravilhosa salvação em Cristo (Mt 11.28; Tt 3.5), recebemos a bendita tarefa de anunciar as virtudes do Senhor Jesus Cristo, que nos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz (1 Pe 2.9). Ele nos confiou “a palavra desta salvação” (At 13.26). Mas, para termos êxito nessa Grande Comissão do Senhor, conforme Mc 16.15, precisamos da capacitação do Espírito Santo (Jo 14.17; Mc 16.20; 2 Co 3.5), pois é Ele quem nos unge para evangelizar (2 Co 1.21) e convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11).


Chegada ao Brasil

Por insistência de alguns passageiros com os quais viajaram, Gunnar Vingren e Daniel Berg hospedaram-se num modesto hotel, cuja diária completa era, na época, 8.000 réis. Em uma das mesas do hotel o irmão Vingren encontrou uma revista que tinha o endereço do pastor metodista Justus Nelson. No outro dia procuraram esse pastor, e, graças à sua ajuda, Vingren e Berg foram levados à Igreja Batista de Belém, quando foram apresentados ao responsável pelo trabalho, evangelista Raimundo Nobre. Logo os missionários passaram a residir numa das dependências do templo daquela igreja.

No mês de maio de 1911, mais ou menos seis meses após a chegada de Vingren e Berg ao Brasil, falando um português de nível regular, Vingren teve a sua primeira oportunidade de dirigir um culto a pedido dos diáconos da Igreja Batista. Vingren leu alguns versículos que tratavam da obra do Espírito Santo no crente, enquanto que os diáconos abriam suas Bíblias para conferir se o que Vingren lia estava correto. Aparentemente eles ficaram contentes com o que Vingren dizia, de sorte que convidaram-no a continuar dirigindo os cultos das noites seguintes, durante uma semana. Pela maneira extraordinária com que Deus operou, ao longo daquela semana, batizando com o Espírito Santo e curando enfermos, Vingren foi advertido. Quanto a isto escreve o próprio Gunnar Vingren:

"Todos os demais que tinham vindo da Igreja Batista creram então que isto era uma obra de Deus, todos menos dois, o evangelista Raimundo Nobre e a mulher de um diácono... Na terça-feira seguinte ele (Raimundo) convocou os membros da igreja para um culto extraordinário e não permitiu que o pastor falasse. Ele (o evangelista) somente disse: 'Todos os que estão de acordo com a nova seita, levantem-se'. Dezoito irmãos levantaram-se e foram imediatamente cortados da comunhão da igreja. Estes dezoito irmãos saíram então da Igreja Batista para nunca mais voltar. Isto aconteceu no dia 13 de junho de 1911." (Gunnar Vingren, DIÁRIO DO PIONEIRO, p. 33).

Consumada a exclusão, o pequeno grupo de dezoito irmãos, convidou os missionários Gunnar Vingren e Daniel Berg para dar-lhes a necessária orientação espiritual naqueles momentos decisivos da vida. Foi assim que, juntos, no dia 18 de junho de 1911, à rua Siqueira Mendes, 67, na cidade de Belém, deu-se a fundação da Assembléia de Deus no Brasil.

Repercutiram profundamente entre as várias denominações evangélicas, os acontecimentos que culminaram com a fundação da Assembléia de Deus. Essas denominações se uniram para combater o Movimento Pentecostal. Quem ler os livros "Gunnar Vingren, O Diário do Pioneiro" e "Enviado por Deus - Memórias de Daniel Berg", há de conscientizar-se que duras e injustas foram as perseguições e injúrias sofridas pela Assembléia de Deus no princípio. Perseguições injustas mas nem sempre inúteis.

Progresso no Interior do Estado

Não obstante as perseguições e dificuldades sofridas, as boas novas do Evangelho e o ardor pentecostal, espalhavam-se pelo interior do Estado do Pará com tanta rapidez, como se fossem conduzidos por asas de anjos velozes.

Fortes trabalhos surgiram da noite para o dia aqui e ali, numa demonstração incontestável de que essa obra nascera do rio das intenções de Deus. Enquanto Gunnar Vingren concentrava maior parte de seus esforços com a obra em Belém, Daniel Berg, com infatigável labor, visitava o interior do Estado, distribuindo exemplares das Sagradas Escrituras e pregando o Evangelho transformador.

Separados os Primeiros Pastores

Antes do trabalho haver completado dois anos, a falta de obreiros já era sentida em várias localidades onde se íam estabelecer igrejas e congregações. Foi assim que, por orientação divina, o missionário Gunnar Vingren separou no mês de fevereiro de 1913, Absalão Piano, como o primeiro pastor da Assembléia de Deus no Brasil. O segundo foi Isidoro Filho, o terceiro, Crispiniano de Melo, o quarto, Pedro Trajano, e o quinto Adriano Nobre.

O Espírito Missionário da Igreja

Haviam passado apenas dois anos desde que a Assembléia de Deus iniciara suas atividades, e já iniciava as suas atividades missionárias, enviando, a 4 de abril de 1913, o pastor José Plácido da Costa como missionário a Portugal. Era a primeira demonstração viva e prática do espírito missionário ao estrangeiro, de uma igreja que contava apenas dois anos de organização.

A Chegada de Reforços


A partir de 1914 outros misisonários foram chegando a Belém. Nesse ano chegou o missionário Otto Nelson. Em 1916 chegou Samuel Nystron. No dia 21 de março de 1921, chegou a Belém, vindo da América do Norte, o missionário Nels Nelson. Muitos obreiros nacionais de indescritível valor, surgiram nessa época, os quais fizeram da cidade de Belém o ponto catalizador de esforços para expansão da Assembléia de Deus e do movimento pentecostal em todo o Brasil.( notas CPAD LIÇÕES EBD 2010)



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