quarta-feira, 30 de março de 2016

Lições antigas parabolas de Jesus (10)

               
            Lição 11 - REALIZANDO A VONTADE DO PAI
                2º Trimestre 2005 - As Parábolas De Jesus

                                   

TEXTO ÁUREO: “Porque a tristeza segundo Deus opera arrependimento para a salvação, da qual ninguém se arrepende; mas a tristeza do mundo opera a morte” (2 Co 7.10).
7.10 TRISTEZA SEGUNDO DEUS... TRISTEZA DO MUNDO. Aqui, Paulo identifica dois tipos de tristezas.
(1) Há a tristeza autêntica, causada pelo pecado, que leva ao arrependimento. Consiste numa mudança de atitude, que nos leva a voltar-nos contra o pecado, e para Deus. Esse tipo de arrependimento leva à salvação. Para Paulo, o arrependimento do pecado e a fé em Cristo são responsabilidades humanas quanto à salvação (ver Mt 3.2).
(2) Em contraste, os que não se arrependem, se entristecem repetidamente devido às conseqüências do seu pecado; tal tristeza conduz à morte e à condenação eternas (Mt 13.42,50; 25.30; Rm 6.23).

VERDADE PRÁTICA: A graça de Deus não discrimina ninguém; até o mais vil pecador pode ser salvo.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE: MATEUS 21.23-32
23 E, chegando ao templo, acercaram-se dele, estando já ensinando, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, dizendo: Com que autoridade fazes isso? E quem te deu tal autoridade?
24 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma disserdes, também eu vos direi com que autoridade faço isso.
25 O batismo de João donde era? Do céu ou dos homens? E pensavam entre si, dizendo: Se dissermos: do céu, ele nos dirá: Então, por que não o crestes?
26 E, se dissermos: dos homens, tememos o povo, porque todos consideram João como profeta.
27 E, respondendo a Jesus, disseram: Não sabemos. Ele disse-lhes: Nem eu vos digo com que autoridade faço isso.
A parábola dos dois filhos
28 Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha.
29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi.
30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi.
31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: sEm verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus.
32 Porque João veio a vós no caminho de justiça, te não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isso, nem depois vos arrependestes para o crer.

LEITURA DIÁRIA
Segunda – Tt 2.11 Graça salvífica para todos 
Terça – Lc 3.7-9 A autoridade espiritual de João Batista 
Quarta – Jo 3.27-30 A humildade de João Batista 
Quinta – Mt 21.28,29 Um filho arrependido 
Sexta – Mt 21.30 Um filho enganador
Sábado – Sl 37.37 Deus se agrada da sinceridade

OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Narrar os fatos que antecederam à parábola.
2- Expor o propósito central do ensino de Cristo nesta narrativa.
3- Explicar a aplicação prática da parábola nos versículos

PONTO DE CONTATO: A Parábola dos dois filhos contrasta duas classes de pessoas: a primeira, refere-se aos publicanos, às meretrizes, aos gentios em geral, representados pelo primeiro filho. A segunda, às autoridades religiosas judaicas, representadas pelo segundo filho. A narrativa diz que todos foram convidados para trabalhar na vinha de Deus.
A primeira classe facilmente desobedeceu às ordens de divinas, mas, depois, caiu em si, arrependida. A segunda, obedeceu apenas aparentemente, mas na prática, no íntimo, transgrediu.
O Senhor da vinha também nos convida: “Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha?” O que responderemos?
Deus não nos chamou à preguiça ou à indolência, mas a uma vida de perseverante trabalho. Respondamos, pois, “sim” ao Senhor! E lancemo-nos, prontamente, à sua obra.

SÍNTESE TEXTUAL: Nesta significativa história, o filho desobediente representa os falsos líderes religiosos que obedecem apenas de lábios, enquanto o filho obediente, aquele que a princípio não acatara a ordem do pai, é figura dos pecadores arrependidos.
Esta parábola assevera-nos que Deus requer obediência de fato e não meramente “boas intenções”. Elas podem ser louváveis, no entanto, o Senhor requer o serviço real de seus servos.
O principal propósito desta parábola é censurar a hipocrisia religiosa dos fariseus. Por isso, a mensagem de Jesus foi contundente: Os pecadores, por piores que sejam, adentram no Reino de Deus à medida que se arrependem. Ao passo que, os falsos religiosos, por não obedecerem e nunca sentirem a necessidade de arrependimento, ficam de fora.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA: Utilize o quadro abaixo para explicar a parábola em estudo. Analise junto com os alunos as semelhanças e diferenças entre os dois filhos do vinhateiro. Enfatize a importância da obediência e do arrependimento.


Dono Da Vinha
Convida Para Trabalhar
Convite para segundo Filho
- Disse Sim
Segundo Filho porém
não foi Trabalhar

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

A vontade de DEUS é perfeita, porém existe a vontade permissiva de DEUS.
DEUS permite que recusemos trabalhar em sua obra, mas espera que nos arrependamos e nos entreguemos à sua vontade perfeita que é nossa salvação e nosso serviço em sua obra, como representantes de DEUS na Terra, como seus filhos legítimos, através de JESUS CRISTO, que por nós morreu na Cruz.
Por causa da inveja dos líderes religiosos que já não agüentavam mais verem seu súditos seguirem outro que ensinava a Palavra de DEUS com autoridade e poder, JESUS agora é confrontado em Jerusalém pouco antes de morrer por nós na cruz. Agora era chegada a hora do filho de DEUS enfrentar os falso religiosos e suas doutrinas puramente humanas.
O povo em geral era tratado como escória e por mais que fizessem para agradar a DEUS, nunca era o bastante para os pretensos representantes de DEUS, os Sacerdotes, Escribas, Fariseus, Saduceus e os Herodianos; cada qual reivindicava para si e seu grupo a preeminência junto ao povo, mas para se livrarem do "intruso" JESUS, se uniram em um só grupo de aves de rapina.
O grupo mais odiado e mais criticado entre o povo se constituía de publicanos (cobradores de impostos para os romanos) e de meretrizes (prostitutas).

I. CONSIDERAÇÕES INICIAIS DA PARÁBOLA (MT 21.23-27)

Mt 21.23 E, chegando ao templo, acercaram-se dele, estando já ensinando, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, dizendo: Com que autoridade fazes isso? E quem te deu tal autoridade? 24 E Jesus, respondendo, disse-lhes: Eu também vos perguntarei uma coisa; se ma disserdes, também eu vos direi com que autoridade faço isso. 25 O batismo de João donde era? Do céu ou dos homens? E pensavam entre si, dizendo: Se dissermos: do céu, ele nos dirá: Então, por que não o crestes?
26 E, se dissermos: dos homens, tememos o povo, porque todos consideram João como profeta. 27 E, respondendo a Jesus, disseram: Não sabemos. Ele disse-lhes: Nem eu vos digo com que autoridade faço isso.

A pergunta dos príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo foi: Com que autoridade fazes isso? E quem te deu tal autoridade?
Os sacerdotes sabiam que a autoridade deles provinha de sua linhagem sacerdotal, descendência de Levi, portanto, incontestável para JESUS ou outro qualquer. Eles tinham a "autoridade de DEUS" para representarem o judaísmo. JESUS não era descendente de Levi, portanto não poderia ensinar como um sacerdote.

Como de costume lhes respondeu JESUS com outra pergunta: O batismo de João donde era? Do céu ou dos homens?
Como o batismo de João era reconhecido por todo o povo como sendo vindo diretamente de DEUS e o próprio JESUS dele participou, a pergunta tinha resposta certa, porém os sacerdotes já sabiam o que JESUS lhes diria se os mesmos respondessem que era de DEUS: JESUS lhes diria: Então, por que não o crestes? Se acaso respondessem que não era de DEUS o batismo de João, então o povo se revoltaria contra eles, pois haviam ali muitos que foram transformados em seu caráter e e em sua religião após se arrependerem de seus pecados durante o batismo efetuado por João. Então responderam: Não sabemos.
JESUS, agora podia dizer-lhes que Ele sabia mais do que eles, pois se batizou no batismo de João e acreditava neste batismo como vindo de DEUS, mas para complementar seu ensino propôs-lhes ainda uma parábola que mais chegou a eles como uma chicotada:

II. AS LIÇÕES DERIVADAS DOS DOIS FILHOS (V.28)
A parábola dos dois filhos

Mt 21.28 Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. 29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi. 30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. 31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus. 32 Porque João veio a vós no caminho de justiça, te não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isso, nem depois vos arrependestes para o crer.
1. O que representam os filhos (v.28).
Os filhos representavam respectivamente os pecadores comuns dentre o povo em geral e os pecadores religiosos e líderes do povo (tanto líderes políticos como religiosos e até anciãos) que se escondiam por detrás de suas capas de santidade, porém eram como sepulcros caiados.
Os pecadores entre o povo eram os que em resumo, não observavam a Lei para fazerem as purificações, ritos, separações e sacrifícios.
Os pecadores religiosos eram os "representantes de DEUS" na terra, ou seja as autoridades de Israel.
2. Filhos do mesmo pai (v.28).
O pedido ou a ordem não foi seguida de repreensão ou de obrigação, porém cada filho teve a oportunidade de corresponder ao pai de acordo com sua própria vontade; é o livre-arbítrio concedido pelo pai aos filhos.

Deus espera que todo crente, por amor, gratidão, chamada, privilégio e oportunidade, e não apenas o dever, sirva-O com alegria, dedicação, zelo e resignação.

DEUS não colocou robôs na terra para lhe obedecerem forçadamente, mas colocou seres pensantes e deseja que estes seres, os homens, o sirvam de livre e espontânea vontade e com desejo de agradar-lhe em tudo.
3. O pai: figura de Deus.
O pai é a figura principal da parábola. O pai é quem chama, quem dá oportunidade de trabalho, quem vai até ao filho, quem quer recompensar o filho.
“Filhos”, aqui, não deve ser visto apenas como um mero termo de tratamento, mas uma expressão da nossa filiação, santificação e justificação.
Temos uma posição no reino dos céus ao aceitarmos a CRISTO como Senhor e Salvador, posição espiritual em Cristo Jesus (Jo 1.12; Rm 8.14; Gl 4.5).

III. A CONDUTA DIFERENCIADA DOS FILHOS (VV.29,30)

Mt 21.28 Mas que vos parece? Um homem tinha dois filhos e, dirigindo-se ao primeiro, disse: Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha. 29 Ele, porém, respondendo, disse: Não quero. Mas, depois, arrependendo-se, foi. 30 E, dirigindo-se ao segundo, falou-lhe de igual modo; e, respondendo ele, disse: Eu vou, senhor; e não foi. 31 Qual dos dois fez a vontade do pai? Disseram-lhe eles: O primeiro. Disse-lhes Jesus: Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus. 32 Porque João veio a vós no caminho de justiça, te não o crestes, mas os publicanos e as meretrizes o creram; vós, porém, vendo isso, nem depois vos arrependestes para o crer.
Os dois filhos receberam do pai a mesma ordem ou pedido:
 “Filho, vai trabalhar hoje na minha vinha”(vv.28,30),
Veremos agora qual a resposta de cada um e qual a reação de cada um diante do chamado do pai:
Sabemos que todos os dois deram resposta ao chamado do pai no mesmo instante em que foram chamados, não pensaram antes de responder, não analisaram o trabalho antes de responder; o primeiro que foi chamado disse logo, Não quero; o segundo, porém respondeu imediatamente, Eu vou, senhor.

1. O espírito de rebeldia.

O PRIMEIRO "FILHO":  mostrou-se desobediente, grosseiro e indelicado; não procurou analisar o pedido do pai e a primeira resposta que lhe veio à boca, respondeu:
“Não quero” - Não era seu desejo no momento, pois não sabia direito o que representava trabalhar na vinha de seu pai.
Pv 25.11 Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo.

Ele respondeu: “Não quero”, mas não justificou; não esclareceu nada. E o pai tinha urgência: “Hoje” (v.28). A vinha era da família (“minha vinha”); portanto, era dos próprios filhos. O primeiro filho, inicialmente, desobedeceu, mas depois se arrependeu e foi para o trabalho.

O SEGUNDO "FILHO":  mostrou-se obediente, amoroso e delicado;  procurou agradar o pai e a primeira resposta que lhe veio à boca, respondeu:
"Eu vou, senhor" - Era seu desejo no momento, sabia o que representava trabalhar na vinha de seu pai, porém não foi trabalhar, era um preguiçoso.
Pr 21.25 O desejo do preguiçoso o mata; porque as suas mãos recusam-se a trabalhar.

Ambos eram dominados por sentimentos de rebeldia. O pecado de rebeldia e insubmissão é igualado aos de feitiçaria, iniqüidade e idolatria (1 Sm 15.22,23).

2. Diferenças entre os dois filhos (vv.28,29).

a) O PRIMEIRO "FILHO":  Nele vemos a importância da reflexão. Ele pensou no que fez de errado e arrependeu-se ainda em tempo. Muitos se arrependem tarde demais como Judas e o homem citado em Lc 16.23-30.

Um nome igualmente apropriado para esta parábola dos Dois Filhos séria "A Parábola do Arrependimento", porque é nela que temos o ensino e registro mais claro do ponto de vista de Cristo sobre este assunto tão importante.

   I.O Arrependimento é a primeira e uma das mais importante verdades do Novo Testamento:

A. Foi o teor da mensagem de João Batista: Mc 1:4;
B. Foi mencionado na primeira mensagem de Cristo; Mc 1,14-15;
C. Jesus enviou seus discípulos a pregar e o que eles pregaram? Mc 6,12;
D. Examinando o livro de Atos, a primeira pregação da Igreja de Cristo, Pedro pede aos ouvintes que se arrependessem; Atos 2,38;
E. Paulo, outro grande pregador da igreja primitiva, ressalta aos Atenienses idólatras: Atos 17,30;
F. O arrependimento era básico na mensagem primitiva;

*** O arrependimento é o ponto de partida pelo qual todos que entram no reino dos céus precisam chegar a entendê-lo:

A. Jesus deixa claro que todos os fariseus, sacerdotes e anciãos precisavam se arrepender da mesma forma que os publicanos e as meretrizes;
B. Essa é uma verdade fundamental e vital. Não é um desses pontos que podem haver variações de pensamentos;
C. Paulo pregava que não havia nenhum justo capaz de fugir dessa realidade; Rm 3,10-19;
D. Professar uma religião ou ter sido criado num ambiente religioso não faz diferença;
E.  O fato do filho mais novo ter dito sim ao pai não faz diferença. Ele não obedeceu;
F. Podemos dizer com segurança que o templo da salvação começa no arrependimento;

 Jesus enfatiza que o que condena os homens é o fato de não se arrependerem:
A.  Mateus 21,32; Foi o caso dos fariseus mencionados nesta parábola;
B. Ai de ti Cafarnaum... Luc. 10:13;

IIIA falta de entendimento sobre a importância do arrependimento é a causa de muitos problemas encontrados dentro do cristianismo nominal:
A. A fraqueza das igrejas;
B. A Falta de um testemunho forte e corajoso;
C. A confusão das massas que mal sabem o que é ser cristão, ou que é uma igreja;
D. Elas não entendem que para ser cristão é preciso haver uma transformação interna, operado pelo Espírito Santo, a qual, transforma-o interna e externamente;

*** O Arrependimento em algum ensinos ilustres do Senhor Jesus:
A. Na parábola do filho pródigo encontramos o momento em que ele se arrependeu, e nada é mais comovente do que a palavras que Jesus usou para descrevê-la: "E tornando em si..."
B. Na parábola do fariseu e do publicano. Toda a oração do publicano é um ato notável de um homem arrependido de seus pecados e que precisa de ajuda;
C. As pessoas perdoadas por Cristo eram pessoas sofredoras

 O que é o arrependimento - forma simplificada:
A. Primeiro: Admitiu o seu erro: a si mesmo; a quem de direito; a Deus; ao mundo;
Êx. O filho pródigo: "Caindo em si, disse: Quantos jornaleiros de meu pai têm abundância de pão e eu aqui pereço de fome?" Lc 15:17 ou em outras palavras: "Que bobagem é essa que eu fiz em recusar de viver com meu Pai e achar que este mundo era melhor que minha casa?
B.  Segundo: Sentiu vergonha do que fez, achando-se indigno de receber o perdão;
"Pai, pequei contra o céu, e perante ti, e já não sou digno de ser chamado seu filho; faze-me como um dos teus jornaleiros..." Lc 15:18-19;
C.  Terceiro: Provou e confirmou seu arrependimento, fazendo aquilo que de princípio havia se recusado a fazer; "E levantando-se foi para seu pai" Lc 15:20;
Estes três passos pode ser visto na vida do primeiro filho. Ele ficou com o coração constrangido em não obedecer a seu pai, admitiu o erro a si próprio, e foi para o trabalho humilhado;

O terceiro Passo é o mais difícil
A. É nesse ponto que muitos chegam e desistem. Assumem o erro, envergonham-se mas tem medo de assumir publicamente que "realmente mudou" com suas atitudes;
B. O Jovem Rico é um bom exemplo de como ele foi bem até este ponto;

 A quem é concedido o arrependimento?
A. Na parábola não fala de “religiosos’ ou “santos”;
B. A parábola usa os termos "publicanos" e "meretrizes";
C. Os publicanos eram a pior espécie de homens entre os judeus:
Tidos como ladrões por defraudarem o povo;
Tidos como carrascos por ordenar a prisão dos que não conseguiam pagar os impostos;
Tidos como traidores da pátria. Cobravam impostos a César e não a um rei judeu;
Tidos como os mais indignos de entrarem no reino dos céus;
D. As meretrizes eram a pior espécie entre as mulheres;
A Lei mandava apedrejá-las;
Sinônimo de imoralidade eram tidas como "um nojo" para a sociedade;
Até hoje ser identificada como meretriz é por si uma ofensa à família;
E. Porque Jesus usou dois exemplos tão vis:
Primeiro: Mostrar que para Deus a condição do homem está nivelada em "pecadores"; Romanos 3:23;
Segundo: Que a morte de Cristo é suficiente para tirar os mais vis pecados; 1 Co 6:20;
Terceiro: Que meretrizes e publicanos são capazes de chegar ao arrependimento quando muitos religiosos não o são; João 1:1; e Mat. 21:32;

 Mas temos ainda um último ensinamento nesta parábola: Está na palavra "depois"
A.  Ela expressa ao mesmo tempo a misericórdia e o amor de Deus;
B.  Que seria desse primeiro filho sem esta palavra. No começo negou-se a ir, mas "depois",  mas depois ele foi;
C. Que seria de Paulo se não houvesse essa palavra após aquele dia que ele segurou as vestes dos assassinos de Estevão; Após ele perseguir a Igreja de Cristo; Graças a Deus temos essa palavra;
D.  Quantos já recusaram servir a Deus como a Bíblia ensina e estão tendo a oportunidade de ter em sua vida, neste dia, a palavra "depois";
E.  Você pode um dia dizer: "Por muitos anos eu recusei aceitar o evangelho e entregar minha vida a Jesus. Mas "depois", num dia 12 de Dezembro, ouvi a Palavra da Salvação e me entreguei a meu Mestre e Senhor Jesus Cristo;

b) O SEGUNDO "FILHO": Este respondeu afirmativamente ao pai, porém não foi trabalhar na vinha. Outrossim, pode indicar preguiça, um mal que continua a se instalar nos filhos e filhas da atualidade, prejudicando os lares por toda parte. Se dependesse dele, a vinha do pai logo mais seria um campo de urtigas (Pv 24.30-34). A urtiga causa coceira, queimadura e inquietação. “Urtiga” na igreja, vem da ociosidade; de crente desocupado. Disse uma coisa e fez outra (v.30). “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no Reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus” (Mt 7.21). Era hipócrita; de duas caras; de duas palavras. “Eu vou, senhor; e não foi”. Um cristão nessa situação perde a identidade bíblica, ou seja, perde a visão de salvação em JESUS CRISTO.
Quantos, antes de serem batizados no ESPÍRITO SANTO, prometeram evangelizar, visitar enfermos e fazer tantas outras coisas; agora estão ociosos, estão a assistir cultos, não cultuam a DEUS e nem fazem sua obra, são os preguiçosos que vêem a vinha, porém não entram nela; vão acabar ficando de fora da fazenda.

IV. A APLICAÇÃO DA PARÁBOLA (VV.31,32)

1. “Qual dos dois fez a vontade do pai?” (v.31). Eram filhos de um mesmo pai. A filiação era uma só, mas tinham características diferentes. "Filhos' aqui é criatura de "DEUS". A nossa filiação proveniente de Deus é outorgada a nós quando aceitamos a JESUS CRISTO como Senhor e Salvador e vem de cima; o caráter é formado em nosso interior pelo ESPÍRITO SANTO e manifesta-se em nosso exterior.
Balaão queria “morrer a morte do justo”, mas não queria viver a vida do justo, e deu-se mal (Nm 23.10; 31.15,16; Ap 2.14).
2. As pessoas representadas pelos dois filhos (v.32). Os que desconhecem a Deus e vivem na ignorância, alienados dEle são os publicanos e meretrizes, disse Jesus (v.32); estão representados no primeiro filho.
Há os que afirmam que conhecem a Deus, no entanto, o negam com seu viver (Tt 1.16). Assim eram os sacerdotes e outros líderes religiosos do povo (v.23), representados no segundo filho.

CONCLUSÃO

Nesta lição a importância maior é a obediência e reconhecimento da vontade perfeita de DEUS em nossa vida que só vem do arrependimento de nossos pecados e total entrega a DEUS. Se isso é de alto valor na vida secular, o é muito mais na esfera espiritual. Há cristãos que honram a Deus com seus lábios, mas seus corações estão longe dEle, como afirmou Jesus (Mt 15.8,9). Ler também 1 Jo 3.18. Outra verdade decorrente da lição é que nossas intenções para com Deus serão reveladas principalmente por meio de nosso comportamento.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES: Subsídio Teológico

“Jesus continua contra-atacando os inimigos com três parábolas que tratam da rejeição dos líderes de Israel. Mateus introduz estas parábolas com a expressão: ‘Mas que vos parece?’ (Mt 17.25; 18.12). De acordo com os profetas, a vinha nas duas primeiras parábolas representa Israel (Sl 80.8-19; Jr 2.21). Na Parábola dos Dois Filhos, o primeiro filho representa os pecadores arrependidos que agora servem ao Pai, ao passo que o segundo filho retrata os líderes que honram a Deus com os lábios mas cujo coração está longe (Is 29.13). Anteriormente Jesus já tinha se associado com os publicanos e pecadores, e os inimigos lançaram-lhe isso em rosto (Mt 9.9-13). Agora, ele menciona os pecadores para reprovar os principais sacerdotes e anciãos. A chamada de João Batista ao arrependimento teve profundo impacto nos pecadores arrependidos que viviam na periferia da respeitabilidade (Lc 3.10-14; 7.29,30).
O uso do título respeitoso ‘senhor’ (kyrie, Mt 21.30) é típico de Mateus e provavelmente tem significado duplo para ele e sua audiência. Nos lábios do filho hipócrita, faz o leitor lembrar das palavras ditas anteriormente por Jesus (Mt 7.21). [...] ‘Em verdade vos digo que os publicanos e as meretrizes entram adiante de vós no Reino de Deus’ (Mt 21.31). Jesus deixa aberta a possibilidade de que a elite ‘respeitável’ venha a seguir os publicanos e pecadores no Reino de Deus, mas considerando o caráter apocalíptico da parábola, soa friamente como palavras de julgamento final.” (ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. (eds.). Comentário bíblico pentecostal: Novo Testamento. RJ:CPAD, 2003, p. 120.).Leia mais Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 22, pág. 41.



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