quarta-feira, 30 de março de 2016

Lições antigas o fruto do Espirito Santo 2005 (13)


Lição 13 - FRUTIFICAÇÃO ESPIRITUAL: CONTRA ISSO NÃO HÁ LEI.



Lições Bíblicas Aluno - Jovens e Adultos - 1º TRIMESTRE DE 2005


TEXTO ÁUREO: “Mas o fruto do ESPÍRITO é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei” (Gl 5.22,23). AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO

VERDADE PRÁTICA: O cristão, que produz o fruto do ESPÍRITO  deve saber que não há lei restritiva sobre isso.
Nada na Palavra de DEUS condena aquele que quer viver nos moldes de CRISTO, antes, pelo contrário, lha faz promessas de vida eterna e abundante com DEUS.
Rm 8. 1 Portanto, agora já não há condenação para os que estão em CRISTO JESUS{1}, 2 porque por meio de CRISTO JESUS a lei do ESPÍRITO de vida me libertou da lei do pecado e da morte.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

ROMANOS 12.9-18; 9 O amor seja não fingido. Aborrecei o mal, e apegai-vos ao bem.10 Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros. 11 Não sejais vagarosos no cuidado, mas sede fervorosos no espírito, servindo ao Senhor. 12 Alegrai-vos na esperança, sede pacientes na tribulação, perseverai na oração. 13 Partilhai com os santos nas suas necessidades, segui a hospitalidade. 14 Abençoai aos que vos perseguem; abençoai, e não amaldiçoeis. 15 Alegrai-vos com os que se alegram, e chorai com os que choram. 16 Sede unânimes entre vós. Não ambicioneis as coisas altivas, mas acomodai-vos às humildes. Não sejais sábios em vós mesmos. 17 A ninguém torneis mal por mal. Procurai as coisas honestas perante todos os homens.  18 Se for possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.

AMAI-VOS CORDIALMENTE UNS AOS OUTROS. Todos os que se dedicam a JESUS CRISTO pela fé, também devem dedicar mútuo amor uns aos outros, como irmãos em CRISTO (1 Ts 4.9,10), com afeição sincera, bondosa e terna. Devemos preocupar-nos com o bem-estar, as necessidades e a condição espiritual dos nossos irmãos, sendo solidários e assistindo-os nas suas tristezas e problemas. Devemos preferir-nos em honra uns aos outros, i.e., devemos estar dispostos a respeitar e honrar as boas qualidades dos outros crentes (ver Jo 13.34,35)

GÁLATAS 5.16-18, 16 Digo, porém: Andai no Espírito, e não satisfareis à concupiscência da carne. 17 Pois a carne deseja o que é contrário ao ESPÍRITO, e o ESPÍRITO o que é contrário à carne. Estes opõem-se um ao outro, para que não façais o que quereis. 18 Mas, se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei.
O ESPÍRITO... CONTRA A CARNE. O conflito espiritual interiormente no crente envolve a totalidade da sua pessoa. Este conflito resulta ou numa completa submissão às más inclinações da "carne", o que significa voltar ao domínio do pecado; ou numa plena submissão à vontade do ESPÍRITO SANTO, continuando o crente sob o senhorio de CRISTO (v. 16; Rm 8.4-14). O campo de batalha está no próprio cristão, e o conflito continuará por toda a vida terrena, visto que o crente por fim reinará com CRISTO (Rm 7.7-25; 2 Tm 2.12; Ap 12.11; ver Ef 6.11)

GÁLATAS 5.22-25  22 Mas o fruto do ESPÍRITO é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade,  fidelidade, 23 mansidão, domínio próprio. Contra estas coisas não há lei. 25 Se vivemos no ESPÍRITO  andemos também no Espírito. 26 Não nos tornemos convencidos, irritando-nos uns aos outros, invejando-nos uns aos outros.

AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO

LEITURA DIÁRIA

Segunda - Gl 5.16 O antídoto contra as concupiscências da carne
Terça - Rm 7.5 A natureza pecaminosa produz fruto para a morte
Quarta - Rm 6.14 O pecado não tem domínio sobre quem está sob a graça de DEUS.
Quinta - Gl 5.25 Viver no ESPÍRITO é andar conforme a doutrina bíblica.
Sexta - Rm 8.14 Os filhos de DEUS deixam se guiar pelo ESPÍRITO de DEUS.
Sábado - Rm 6.22 O fruto espiritual conduz à santificação do crente


OBJETIVOS: Após esta aula, seu aluno deverá estar apto a:
1- Explicar o conceito bíblico de liberdade cristã.
2- Estabelecer a diferença entre liberdade em CRISTO e escravidão da lei.
3- Citar o fruto do Espírito.

PONTO DE CONTATO:

Professor, chegamos ao final de mais um trimestre! Durante esses encontros dominicais, nossos alunos foram abençoados por DEUS através do ensino de diversos temas bíblicos edificantes. Quantos momentos agradáveis passamos com a classe! Fomos instrumentos nas poderosas mãos do Pai para exortar, consolar e edificar os amados filhos de DEUS. Algumas vezes, sem que os alunos percebessem, comparecemos diante deles atribulados, preocupados. Em outros momentos, enfermos, com necessidades materiais não supridas. Não foi fácil perseverar ante as adversidades enfrentadas neste trimestre. Mas graças ao nosso DEUS, cumprimos a nossa missão. Na tristeza, desfrutamos da alegria; na tribulação, mostramo-nos pacientes e perseverantes; na tempestade, usufruímos da mais profunda paz. Ensinamos porquanto primeiramente aprendemos com o ESPÍRITO SANTO a ser como CRISTO.

SÍNTESE TEXTUAL:

A carta de Paulo aos Romanos foi considerada o principal livro do Novo Testamento e o mais puro Evangelho pelo reformador Martinho Lutero. O impacto que as palavras desta carta causaram no ‘Cisne de Eisleben’ fê-lo afixar na capela de Wittemberg suas ‘noventa e cinco teses’. Outros estudiosos e fiéis têm encontrado semelhante conforto e segurança salvífica ao estudar os temas doutrinários contidos em Romanos.
A pergunta crucial encontrada nos capítulos seis e sete é: ‘Pecaremos porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum’ (Rm 6.15). Ser livre do jugo da lei não significa que o crente pode fazer o que lhe apraz, todavia, antes, implica ser escravo da graça: ‘mas agora libertados do pecado e feitos servos de DEUS, tendes o vosso fruto para a santificação, e por fim a vida eterna’ (Rm 6.22). É ser transportado do Diabo para DEUS, do pecado para a santidade, das obras da carne para o fruto do ESPÍRITO  da morte para a vida eterna (Rm 6.16-23). Há diversas leis bíblicas que condenam o pecado em todas as suas dimensões, no entanto, não há qualquer restrição à manifestação do fruto do Espírito.

ORIENTAÇÃO DIDÁTICA:

 Professor, como já é de seu conhecimento, a ilustração de um tema possibilita múltiplas aprendizagens, pois o aluno não assimila a matéria apenas por aquilo que ouve, mas também pelo que vê, apalpa etc. Por exemplo, quantos sentidos seriam despertados através do uso de uma simples fruta para ilustrar o ensino do fruto do Espírito! Por isso, nesta última lição, reproduza o desenho abaixo no quadro de giz. Explique resumidamente a importância de cada virtude do fruto do Espírito. Se for possível, leve tangerinas ou laranjas, ou qualquer outra fruta de sua região semelhante a estas, para ilustrar melhor a aula.

DINÂMICA: Estou utilizando uma laranja para falar sobre os aspéctos ou qualidades do FRUTO DO ESPÍRITO. Pegue uma laranja e divida-a em 9 gomos, depois junte-os para formar novamente uma laranja, envolva-a com uma fita para ficarem juntos os gomos. Você precisará também de uma laranja com casca e fechada. Também precisará de uma outra laranja com nove gomos para distribuição na classe. Dê no início da aula gomos de laranja para cada um de nove alunos. Repare no modo de chupar estes gomos, é muito importante. Um aluno come tudo de uma só vez, outro vai mordendo aos poucos, outro vai guardar para depois, outro come metade e dá para outro a outra metade, etc... Depois é só fazer a comparação entre a laranja e o FRUTO DO ESPÍRITO: Uma laranja (O FRUTO é um); Nove gomos (Nove qualidades); Um aluno come tudo de uma só (Do jeito que deveríamos aproveitar todos os gomos ou qualidades, porém não conseguimos); outro vai mordendo aos poucos (modo correto de aproveitar todos as qualidades durante nossa vida cristã); outro vai guardar para depois(negligente e preguiçoso); outro come metade e dá para outro a outra metade (É individual o aproveitamento); etc... Existem mil maneiras de se usar este ensino, ache a que melhor lhe aprouver e boa aula!!

COMENTÁRIO: INTRODUÇÃO

A vontade de DEUS é que sejamos cristãos frutíferos, isto é, que manifestemos as virtudes de CRISTO diariamente, assim como os ramos apresentam as qualidades da videira à qual estão ligados. Isso só é possível com a presença e o domínio soberano do ESPÍRITO SANTO em nós. Há na Bíblia leis contra muitas coisas, porém não há nenhuma contra o fruto do ESPÍRITO e sua abundância no crente.

I. A LEI E A LIBERDADE CRISTÃ

1. A Liberdade da Escravidão. Por que temos leis? Imagine como seria sua comunidade se não houvesse leis? Certamente, cada um faria o que bem quisesse, sem pensar nos direitos de ninguém.

A LEI DO ANTIGO TESTAMENTO

 Êx 20.1,2 “Então, falou DEUS todas estas palavras, dizendo: Eu sou o SENHOR, teu DEUS, que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.”

Um dos aspectos mais importantes da experiência dos israelitas no monte Sinai foi o de receberem a lei de DEUS através do seu líder, Moisés. A Lei Mosaica (hb. torah, que significa “ensino”), admite uma tríplice divisão: (a) a lei moral, que trata das regras determinadas por DEUS para um santo viver (20.1-17); (b) a lei civil, que trata da vida jurídica e social de Israel como nação (21.1 — 23.33); e (c) a lei cerimonial, que trata da forma e do ritual da adoração ao Senhor por Israel, inclusive o sistema sacrificial (24.12 — 31.18). Note os seguintes fatos no tocante à natureza e à função da lei no Antigo Testamento.
(1) A lei foi dada por DEUS em virtude do concerto que Ele fez com o seu povo. Ela expunha as condições do concerto a que o povo devia obedecer por lealdade ao Senhor DEUS, a quem eles pertenciam. Os israelitas aceitaram formalmente essas obrigações do concerto (24.1-8)
(2) A obediência de Israel à lei devia fundamentar-se na misericórdia redentora de DEUS e na sua libertação do povo (19.4).
(3) A lei revelava a vontade de DEUS quanto a conduta do seu povo (19.4-6; 20.1-17; 21.1—24.8) e prescrevia os sacrifícios de sangue para a expiação pelos seus pecados (Lv 1.5; 16.33). A lei não foi dada como um meio de salvação para os perdidos. Ela foi destinada aos que já tinham um relacionamento de salvação com DEUS (20.2). Antes, pela lei DEUS ensinou ao seu povo como andar em retidão diante dEle como seu Redentor, e igualmente diante do seu próximo. Os israelitas deviam obedecer à lei mediante a graça de DEUS a fim de perseverarem na fé e cultuarem também por fé, ao Senhor (Dt 28.1,2; 30.15-20).
(4) Tanto no AT quanto no NT, a total confiança em DEUS e na sua Palavra (Gn 15.6), e o amor sincero a Ele (Dt 6.5), formaram o fundamento para a guarda dos seus mandamentos. Israel fracassou exatamente nesse ponto, pois constantemente aquele povo não fazia da fé em DEUS, do amor para com Ele de todo o coração e do propósito de andar nos seus caminhos, o motivo de cumprirem a sua lei. Paulo declara que Israel não alcançou a justiça que a lei previa, porque “não foi pela fé” que a buscavam (Rm 9.32).
(5) A lei ressaltava a verdade eterna que a obediência a DEUS, partindo de um coração cheio de amor (ver Gn 2.9; Dt 6.5) levaria a uma vida feliz e rica de bênçãos da parte do Senhor (cf. Gn 2.16; Dt 4.1,40; 5.33; 8.1; Sl 119.45; Rm 8.13; 1Jo 1.7).
(6) A lei expressava a natureza e o caráter de DEUS, i.e., seu amor, bondade, justiça e repúdio ao mal. Os fiéis israelitas deviam guardar a lei moral de DEUS, pois foram criados à sua imagem (Lv 19.2).
(7) A salvação no AT jamais teve por base a perfeição mediante a guarda de todos os mandamentos. Inerente no relacionamento entre DEUS e Israel, estava o sistema de sacrifícios, mediante os quais, o transgressor da lei obtinha o perdão, quando buscava a misericórdia de DEUS, com sinceridade, arrependimento e fé, conforme a provisão divina expiatória mediante o sangue.
(8) A lei e o concerto do AT não eram perfeitos, nem permanentes. A lei funcionava como um tutor temporário para o povo de DEUS até que CRISTO viesse (Gl 3.22-26). O antigo concerto agora foi substituído pelo novo concerto, no qual DEUS revelou plenamente o seu plano de salvação mediante JESUS CRISTO (Rm 3.24-26; ver Gl 3.19, com matéria adicional sobre a natureza e função da lei no AT).
(9) A lei foi dada por DEUS e acrescentada à promessa “por causa das transgressões” (Gl 3.19); i.e., tinha o propósito (a) de prescrever a conduta de Israel; (b) definir o que era pecado; (c) revelar aos israelitas a sua tendência inerente de transgredir a vontade de DEUS e de praticar o mal, e (d) despertar neles o sentimento da necessidade da misericórdia, graça e redenção divinas (Rm 3.20; 5.20; 8.2).

A lei do Antigo Testamento não evitava que as pessoas procedessem erroneamente, contudo, através dela podiam distinguir entre o certo e o errado. A decisão para obedecer ou desobedecer à lei era individual. Se alguém escolhesse desobedecer à lei, teria de arcar com as inevitáveis conseqüências.
DEUS sabia que o homem, devido ao pecado inato em sua natureza, não podia por seu próprio esforço cumprir a lei divina. DEUS, pois, estabeleceu a oferta de sacrifícios como expiação pelo pecado. No devido tempo, JESUS veio e cumpriu toda a lei ao oferecer-se de uma vez por todas como nossa expiação. Ele estabeleceu uma nova aliança entre DEUS e o homem, através da qual somos perdoados mediante a graça de DEUS pela fé no Salvador JESUS. Ver Lc 2.10,11; Gl 4.4-6. Agora não estamos sob a escravidão do antigo pacto. Por CRISTO, somos libertos da lei (Jr 31.31-34).

2. A Lei de Liberdade.


Vira-Latas - Sem Lei     Acorrentado - Lei da Condenação   Por Amor - Lei Espiritual
Desgarrados com         Tentativa de auto-justificação         Servindo alegremente
ovelhas sem pastor      Pisar o sangue de CRISTO            Justificação pela Fé em JESUS

DINÂMICA 2 :

Pegue três fotos de cães, uma com um cão vira-latas, outra com um cão acorrentado, outra com um cão abraçado a seu dono. (Se tiver Retroprojetor e puder usar transparências com esses tres tipos de cães será maravilhoso; se puder pegar a foto da laranja no site e colocar no retro também será maravilhoso seu ensino e a aprendizagem dessa lição.) 1- Considere o cão vira-latas como aquele que vive sem lei, andando segundo sua próprias concupiscências. 2- Considere o cão acorrentado como aquele que vive preso à lei (no cão, sua lei é a corrente que só lhe permite ir até aonde a corrente o permite), procura se justificar perante DEUS por suas obras, pesando em uma balança imaginária o que fêz de certo e o que fêz de errado, caso pender o prato para o lado bom, então está tudo bem, caso pender para o lado mal é só dar umas esmolas ou ajudar alguém e pronto, a balança está no lado bom novamente. é a falsa religião da busca por justificação própria, recusando o sacrifíco de JESUS. 3- Considere o cão de legítima raça e cheio de amor, que não vive sem dono e nem está acorrentado como o cristão que tem um dono, JESUS, porém não o serve por obrigação e nem precisa de vigia ou de lei para o servir, pois, o serve por amor e nunca fica distante de seu dono.

Rm 8.1 Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em CRISTO JESUS, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito.
2 Porque a lei do ESPÍRITO de vida, em CRISTO JESUS, me livrou da lei do pecado e da morte.
3 Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, DEUS, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne,
4 para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito.
5 Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o ESPÍRITO  para as coisas do Espírito.
6 Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do ESPÍRITO é vida e paz.
7 Porquanto a inclinação da carne é inimizade contra DEUS, pois não é sujeita à lei de DEUS, nem, em verdade, o pode ser.
8 Portanto, os que estão na carne não podem agradar a DEUS.
9 Vós, porém, não estais na carne, mas no ESPÍRITO, se é que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós. Mas, se alguém não tem o ESPÍRITO de CRISTO, esse tal não é dele.
10 E, se CRISTO está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça.
11 E, se o ESPÍRITO daquele que dos mortos ressuscitou a JESUS habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a CRISTO também vivificará o vosso corpo mortal, pelo seu ESPÍRITO que em vós habita.
12 De maneira que, irmãos, somos devedores, não à carne para viver segundo a carne,
13 porque, se viverdes segundo a carne, morrereis; mas, se pelo espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.
14 Porque todos mos que são guiados pelo ESPÍRITO de DEUS, esses são filhos de DEUS.

8.1 OS QUE ESTÃO EM CRISTO JESUS. Paulo acaba de demonstrar que a vida sem a graça de CRISTO é derrota, miséria e escravidão do pecado. Agora, em Rm 8, Paulo nos diz que a vida espiritual, a liberdade da condenação, a vitória sobre o pecado e a comunhão com DEUS nos vêm pela união com CRISTO, mediante o ESPÍRITO SANTO que em nós habita. Ao recebermos o ESPÍRITO e sermos por Ele dirigidos, somos libertos do poder do pecado e prosseguimos adiante para a glorificação final em CRISTO. Essa é a vida cristã normal, segundo a plena provisão do evangelho.
8.2 A LEI DO ESPÍRITO. Esta "lei do ESPÍRITO de vida" é o poder e a vida do ESPÍRITO SANTO, reguladores e ativadores operando na vida do crente. O ESPÍRITO SANTO entra no crente e o liberta do poder do pecado (cf. 7.23). A lei do ESPÍRITO entra em plena operação, à medida que os crentes se comprometem a obedecer ao ESPÍRITO SANTO (vv. 4,5,13,14). Descobrem que um novo poder opera dentro deles; poder este que os capacita a vencer o pecado. A "lei do pecado e da morte", neste versículo, é o poder dominante do pecado, que faz da pessoa uma escrava do pecado (7.14), reduzindo-a à miséria (7.24).
8.4 PARA QUE A JUSTIÇA DA LEI SE CUMPRISSE EM NÓS. O ESPÍRITO SANTO operando dentro do crente, capacita-o a viver uma vida de retidão que é considerada o cumprimento da lei moral de DEUS. Sendo assim, a operação da graça e a guarda da lei moral de DEUS não conflitam entre si (cf. 2.13; 3.31; 6.15; 7.12,14). Ambas revelam a presença da justiça e da santidade divinas.
8.5-14 SEGUNDO A CARNE... SEGUNDO O ESPÍRITO. Paulo descreve duas classes de pessoas: as que vivem segundo a carne e as que vivem segundo o Espírito. (1) Viver "segundo a carne" ("carne", aqui, é o elemento pecaminoso da natureza humana) é desejar e satisfazer os desejos corrompidos da natureza humana pecaminosa; ter prazer e ocupar-se com eles. Trata-se não somente da fornicação, do adultério, do ódio, da ambição egoísta, de crises de raiva, etc. (ver Gl 5.19-21), mas também da obscenidade, de ser viciado em pornografia e em drogas, do prazer mental e emocional em cenas de sexo, em peças teatrais, livros, vídeo, cinema e assim por diante (ver o estudo AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO). (2) Viver "segundo o Espírito" é buscar a orientação e a capacitação do ESPÍRITO SANTO e submeter-nos a elas e concentrar nossa atenção nas coisas de DEUS (ver o estudo AS OBRAS DA CARNE E O FRUTO DO ESPÍRITO). É estar sempre consciente de que estamos na presença de DEUS, e nEle confiarmos para que nos assista e nos conceda a graça de que carecemos para que a sua vontade se realize em nós e através de nós. (3) É impossível obedecer à carne e ao ESPÍRITO ao mesmo tempo (vv. 7,8; Gl 5.17,18). Se alguém deixa de resistir, pelo poder do ESPÍRITO SANTO, a seus desejos pecaminosos e, pelo contrário, passa a viver segundo a carne (v.13), torna-se inimigo de DEUS (8.7; Tg 4.4), e a morte espiritual e eterna o aguarda (v.13). Aqueles cujo amor e solicitude estão prioritariamente fixados nas coisas de DEUS, podem esperar a vida eterna e a comunhão com Ele (vv. 10,11,15,16)
Os cristãos, pela fé em CRISTO, estão sob o novo concerto, portanto, livres da observância dos ritos cerimoniais e dias especiais relacionados ao antigo. A nova aliança, mediante o sangue de JESUS, é uma aliança de liberdade, justiça e vida (Mt 26.28). Em Gálatas 6.2, o evangelho é chamado “a lei de CRISTO”, a lei da liberdade para servirmos a DEUS e não ao pecado.

2Co 3.6 o qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo 1Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o ESPÍRITO vivifica.7 E, se o ministério da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual 2era transitória, 8 como não será de maior glória o ministério do Espírito?

3.6 A LETRA MATA. Não é a lei nem a Palavra de DEUS escrita, em si mesmas, que destroem. Trata-se, pelo contrário, das exigências da lei, que sem a vida e o poder do Espírito, trazem condenação (vv. 7.9; cf. Jr 31.33; Rm 3.3). Mediante a salvação em CRISTO, o ESPÍRITO SANTO concede vida e poder espiritual ao crente para que este faça a vontade de DEUS. Mediante o ESPÍRITO SANTO, a letra da lei já não mata
3.8 O MINISTÉRIO DO ESPÍRITO. Aqui, Paulo chama o "novo testamento" ou o novo concerto "o ministério do Espírito", referindo-se à ministração do ESPÍRITO SANTO. Mediante a fé em CRISTO, recebemos o ESPÍRITO SANTO, nascemos de novo, e recebemos a promessa do batismo no ESPÍRITO (At 1.8; 2.4). Todos os benefícios redentores em CRISTO, vêm através do ESPÍRITO SANTO. É Ele quem nos transmite a presença de CRISTO e todas as suas bênçãos (v. 9)

II. UM DESENVOLVIMENTO PROGRESSIVO

O fruto do ESPÍRITO é a obra espontânea do ESPÍRITO SANTO dentro de nós, ou melhor, é o crescimento gradual da vida e natureza de JESUS CRISTO no crente. Mediante o ESPÍRITO SANTO, o caráter de JESUS pode ser contemplado em você no trabalho? Na rua? Na igreja? No culto? No lar? Na escola? No lazer? Nos relacionamentos? (Ver 1 Pe 1.15,16). Qual a sua reação diante das provações? (Rm 12.12).
Este modo de viver santo e honesto realiza-se no crente à proporção que o ESPÍRITO SANTO controla e influencia sua vida. O propósito deste estudo é encorajá-lo a buscar este desenvolvimento progressivo. Quem anda em ESPÍRITO  não cumpre os desejos da carne, pelo contrário, o seu principal anelo é viver como JESUS, agir como Ele, e refletir o seu caráter.

2Co 3.17 Ora, o Senhor é ESPÍRITO; e onde está o ESPÍRITO do Senhor, aí há liberdade. 18 Mas todos nós, com cara descoberta, refletindo, como um espelho, a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória, na
mesma imagem, como pelo ESPÍRITO do Senhor.

3.17 ONDE ESTÁ O ESPÍRITO... AÍ HÁ LIBERDADE. A liberdade que vem através de CRISTO (Gl 5.1) é, acima de tudo, libertação da condenação e escravidão do pecado (vv. 7-9; Rm 6.6,14; 8.2; Ef 4.22-24; Cl 3.9,10) e do domínio total de Satanás (At 26.18; Cl 1.13; 1 Pe 5.8). (1) A verdadeira libertação começa quando o crente se une a CRISTO (At 4.12; Ef 1.7) e recebe o ESPÍRITO SANTO (ver o estudo A REGENERAÇÃO). A libertação da escravidão espiritual é mantida através da presença contínua do ESPÍRITO SANTO no crente, e pela obediência deste à orientação do ESPÍRITO (Rm 8.1ss; Gl 5.18; cf. Jo 15.1-11). (2) A liberdade proporcionada por CRISTO não é uma liberdade para o crente fazer o que quer (1 Co 10.23,24), mas para fazer o que deve (Rm 6.18-23). A liberdade espiritual nunca deve ser usada como pretexto para o mal, nem como justificativa para conflitos (Tg 4.1,2; 1 Pe 2.16-25). A liberdade cristã deixa o crente livre  para servir a DEUS (1 Ts 1.9) e ao próximo (1 Co 9.19), segundo a justiça (Rm 6.18ss.). Agora somos servos de CRISTO (1 Co 7.22; Rm 1.1; Fp 1.1), vivendo para agradar a DEUS, pela graça (Rm 5.21; 6.10-13)
3.18 REFLETINDO... A GLÓRIA DO SENHOR. Significa experimentar a sua presença, o seu amor, a sua justiça e o seu poder através da oração e do ESPÍRITO SANTO, quando permanecermos nEle e na sua Palavra. Isto resulta em sermos transformados à sua semelhança (4.6; cf. Cl 1.15; Hb 1.3). Na presente era, essa transformação é progressiva e parcial. Quando, porém, CRISTO voltar, nós o contemplaremos face a face, e a nossa transformação será completa (1 Jo 3.2; Ap 22.4).


III. UM RETROSPECTO DO FRUTO DO ESPÍRITO

No intuito de concluirmos o estudo deste trimestre, revisaremos cada qualidade do fruto do Espírito.

FRUTO DO ESPÍRITO

 Atributos, aspectos ou qualidades do FRUTO DO ESPÍRITO
1. Amor.

 A primeira virtude do fruto do ESPÍRITO é o amor divino ou ágape, o qual é abnegado, profundo e constante; sua maior expressão encontra-se em DEUS e no ato de CRISTO na cruz. É paciente, benigno e altruísta. Alegra-se com a verdade. Não é invejoso, imprudente, orgulhoso, arrogante ou rude, e nem se ira facilmente. Tudo espera, tudo suporta, tudo crê (1 Co 13). Reparou que muitas definições de outras dimensões do fruto espiritual aplicam-se ao amor?

2. Alegria.

 Esta característica é uma graça divina cujo resultado é satisfação, deleite tranqüilo e contentamento no Espírito. É proveniente da fé em DEUS e não é afetada pelas circunstâncias da vida. Alegramo-nos por causa da salvação e das bênçãos que a seguem. Há um forte elo entre o sofrimento e a alegria, pois esta concede-nos força para suportar aquele.

3. Paz.

 A paz outorgada pelo ESPÍRITO SANTO implica tranqüilidade, quietude, unidade, harmonia, segurança, confiança, abrigo e refúgio. É um senso de bem-estar espiritual, e a convicção de que DEUS supre todas as nossas necessidades. A Bíblia nos exorta a fazer o melhor que pudermos para viver em paz com todos, a buscar a paz e a segui-la. A paz com os homens também requer que sejamos pacificadores.

4. Paciência, ou Longanimidade

 Esta virtude trata da longanimidade, calma e autodomínio. Paciência é a perseverança ou a capacidade de suportar as circunstâncias adversas. É manifestada nos atributos de DEUS conforme descritos em Êxodo 34.6 — misericordioso, piedoso, tardio em iras, beneficente, verdadeiro, perdoador.
5. Benignidade.
 A pessoa que manifesta a benignidade possui uma disposição graciosa, a qual abrange ternura, compaixão e brandura, e flui da pureza interior. Ela nos predispõe a fazer o que é bom. A benignidade está estreitamente associada à bondade, isto é, à prática de ações benignas.

6. Bondade.

 Esta característica é a prática ou expressão da benignidade — fazer o que é bom. Inclui servir aos outros e ser generoso. Pode ser afável e forte, mas também implica repreensão e disciplina com a finalidade de conduzir ao arrependimento e ao perdão.

7. Fidelidade.
 Esta é a qualidade de quem possui fé. Fidelidade está relacionada à probidade, integridade, fidedignidade, lealdade, honestidade e sinceridade. A fidelidade baseia-se em nossa confiança de que JESUS nos salva e em nossa absoluta rendição a Ele como nosso Senhor e Salvador. O indivíduo fiel é digno de crédito — age corretamente e cumpre suas promessas. É fiel na mordomia — realiza a obra de DEUS de maneira diligente, porquanto reconhece que seu tempo, talentos e posses pertencem ao Senhor.

8. Mansidão
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 As três principais idéias deste aspecto são: submissão à vontade de DEUS; suscetibilidade para aprender; e atenciosidade. A mansidão abrange o controle da raiva. As analogias de CRISTO com o cordeiro, do ESPÍRITO SANTO com a pomba e dos crentes com as ovelhas ilustram a importância desta virtude em nossa vida.
9. Temperança, ou Domínio Próprio

A dimensão final do fruto do ESPÍRITO é a temperança ou autocontrole, isto é, o domínio sobre o ego. É ilustrada através do treinamento rígido e da disciplina de atletas dos antigos tempos, que se empenhavam em conquistar o prêmio (Hoje, isso acabou e os chamados atletas são apenas profissionais e não mais vocacionais). A temperança implica dominar as paixões sensuais e moderar os hábitos diários, ao invés de satisfazer os próprios desejos.

CONCLUSÃO

O fruto nônuplo do ESPÍRITO é uma necessidade para o cristão que deseja refletir a imagem de CRISTO nestes últimos dias. Não somos apenas exortados por JESUS a carregar a cruz e a segui-lo, mas também a revestirmo-nos de seu caráter santo. Os atributos morais do Senhor se manifestam no crente à medida que este permanece ligado à Videira Verdadeira. Estas virtudes são produzidas pelo ESPÍRITO SANTO — o Executivo divino das qualidades morais de CRISTO no crente.
Em suma: ou o crente produz o fruto do ESPÍRITO  ou não tem fruto nenhum. Esse fruto é um só, com diferentes aspectos como já vimos. Um fruto não permanece na árvore mutilado, bichado e incompleto. É “o” fruto do ESPÍRITO segundo Gl 5.22.

AUXÍLIOS SUPLEMENTARES:

Subsídio Teológico

“Vários fatores contribuíram para que o estado néscio dos cristãos gálatas se tornasse ainda mais grave. A doutrina da cruz lhes foi pregada, e a ceia do Senhor lhes era ministrada. Em ambas, CRISTO crucificado e a natureza de seus sofrimentos lhes haviam sido expostos de modo pleno e claro. [...] Não são sábios aqueles que toleram ser desviados do ministério e da doutrina em que foram abençoados para o seu próprio proveito espiritual. Ah! Que os homens não se desviem da doutrina de CRISTO crucificado, que é uma doutrina de importância absoluta, para ouvirem distinções inúteis, pregações puramente morais ou loucas imaginações! O DEUS deste mundo cegou o entendimento dos homens usando diversos homens e meios, para que aprendessem a não confiar no Salvador crucificado. Podemos perguntar de modo direto: Onde há o fruto do ESPÍRITO de modo mais evidente? Naqueles que pregam a justificação por meio das obras da lei, ou naqueles que pregam a doutrina da fé? Com toda segurança, nestes últimos” (HENRY, Matthew. Comentário bíblico de Matthew Henry. RJ: CPAD, 2002, p. 983). Leia mais na Revista Ensinador Cristão CPAD, nº 21. pág. 42.



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