segunda-feira, 11 de julho de 2016

Lições CPAD jovens o dia do Senhor n.3


3º Trimestre de 2016


Título: Isaías — Eis-me aqui, envia-me a mim
Lição 3: O Dia do Senhor
Data: 17 de Julho de 2016

TEXTO DO DIA
“Mas o Dia do Senhor virá como o ladrão de noite, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, e a terra e as obras que nela há se queimarão” (2Pe 3.10).

SÍNTESE

O Dia do Senhor para a Igreja expressa o dia da gloriosa vinda do Senhor Jesus Cristo para arrebatar a sua Igreja, quando os salvos se reunirão para sempre com o seu amado, mas para os ímpios representa dia de juízo e angústia.

AGENDA DE LEITURA

SEGUNDA — Is 2.1-5
Julgamento e restauração 
TERÇA — Dn 12.1-3
O final da história 
QUARTA — Is 4.2
A glória de Deus sobre seu povo 
QUINTA — Mt 25.1-13
O encontro entre o Noivo e a Noiva 
SEXTA — Mt 24.26-28
A vinda de Jesus será clara e sem confusão 
SÁBADO — Ap 21.1-4
O Dia do Senhor é um dia de restauração e glória

OBJETIVOS

Após esta aula, o aluno deverá estar apto a:
ENTENDER que a altivez do povo foi resultado da prosperidade;
COMPREENDER o que significa o Dia do Senhor para o povo de Israel;
SABER o que significa o Dia do Senhor para a Igreja.

INTERAÇÃO

Professor, o tema dessa lição é escatológico, por isso você vai encontrar assuntos que se aplicam a Israel e à Igreja. No que se refere à Igreja, em virtude dos acontecimentos que sobrevirão ao mundo, é bom não assustar os alunos. Porém explique o quanto é importante que eles estejam preparados para a segunda vinda de Jesus Cristo. Conscientize-os de tudo o que a Bíblia ensina a respeito do Dia do Senhor. Incentive os alunos a obedecerem a Cristo por amor, e não por medo. Ressalte a misericórdia, o amor e o cuidado de Deus para com aqueles que lavaram suas vestes no sangue do Cordeiro.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA

Caro professor, a lição dessa semana fala a respeito do Dia do Senhor. Para uma compreenção melhor a respeito do tema, confeccione um quadro comparativo mostrando o que será o Dia do Senhor para Israel e para a Igreja.


TEXTO BÍBLICO 
Isaías 2.2-5,12,17.

2 — E acontecerá, nos últimos dias, que se firmará o monte da Casa do Senhor no cume dos montes e se exalçará por cima dos outeiros; e concorrerão a ele todas as nações.
3 — E virão muitos povos e dirão: Vinde, subamos ao monte do Senhor, à casa do Deus de Jacó, para que nos ensine o que concerne aos seus caminhos, e andemos nas suas veredas; porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do Senhor.
4 — E ele exercerá o seu juízo sobre as nações e repreenderá a muitos povos; e estes converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças, em foices; não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerrear.
5 — Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do Senhor.
12 — Porque o dia do Senhor dos Exércitos será contra todo o soberbo e altivo e contra todo o que se exalta, para que seja abatido;
17 — E a altivez do homem será humilhada, e a altivez dos varões se abaterá, e só o Senhor será exaltado naquele dia.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO

O Dia do Senhor refere-se à intervenção divina contra a altivez humana, expressada no apego excessivo às riquezas, desvios morais e éticos, que culminam em corrupção e idolatria. Porém, também se refere às histórias de proezas e grandes feitos de Deus ao intervir milagrosamente na história do seu povo. A expressão é utilizada dezenove vezes no Antigo Testamento, especialmente pelos profetas. Pode referir-se a um dia específico como também a um período de tempo mais longo, dependendo do contexto. No caso de Isaías, é específica para Judá e Jerusalém, mas também se aplica aos dias atuais, pois a maioria das profecias bíblicas tem um cumprimento imediato e um cumprimento remoto, ou seja, aplicam-se num período de tempo próximo, mas também são aplicáveis a tempos mais distantes e escatológicos, pois Deus, conhecedor de todas as coisas, ao inspirar sua Palavra, tinha propósitos muito mais amplos do que aquilo que o profeta entendia para seus dias.

I. A ALTIVEZ ORIUNDA DA PROSPERIDADE

No período profético de Isaías, Israel experimentou muita riqueza e prosperidade. Isso levou o povo a praticar uma série de pecados que podem vir acompanhados da riqueza e prosperidade quando usadas indevidamente, como a ganância, a corrupção, a idolatria e todos os desvios morais e éticos deles consequentes, pois a Bíblia afirma que um abismo chama outro abismo (Sl 42.7). A arrogância era tão crônica que perpassou várias instâncias sociais (Is 5.14; 32.9).
1. Riqueza e prosperidade. Os governantes e o povo acumularam para si ouro, prata, cavalos, carros e muitos tesouros. Deus havia dito que os reis de Israel não deveriam acumular prata ou ouro (Dt 17.17), pois isso desviaria o coração deles, e foi justamente o que aconteceu no período de Isaías. A Palavra de Deus não fala contra a riqueza e a prosperidade, inclusive é vista como uma bênção de Deus, mas adverte seriamente contra o acúmulo desnecessário dela e a consequente ganância e exploração que se manifestam nesse ambiente. A autossuficiência econômica, social e militar, aliada ao orgulho, não poderia vir junto com o culto ao Deus verdadeiro.
2. A corrupção. A corrupção acompanhou a raça humana desde a Queda; logo, não é uma novidade dos dias atuais. Cidadãos honestos, diante da corrupção, são considerados ultrapassados e em desacordo com a ordem vigente, que é obter vantagem em tudo. A corrupção não está apenas entre o meio político como muitos pensam; ela pode estar acontecendo ou sendo praticada por nós. Qualquer desvirtuação que altere o curso correto de um determinado caminho para que eu seja beneficiado com alguma vantagem é corrupção.
3. A idolatria. Jesus afirmou que onde estivesse o tesouro de alguém ali estaria seu coração (Mt 6.21), ou seja, o coração pode seguir as ações de alguém e vice-versa. O povo de Israel demonstrou isso ao permitir que a riqueza e a prosperidade começassem a desviar seus corações do Senhor. Isso os levou a adorar falsos deuses e ídolos. Qualquer coisa que tome o lugar do Senhor, como prioridade última, torna-se um ídolo, e este sempre é opaco, ou seja, ele ofusca aquilo que se quer buscar, passando a apontar para si mesmo. O ídolo serve como um substituto muito fútil para Deus. Inclusive a religiosidade pode se tornar um ídolo, quando passa a manipular o povo para obter vantagem própria e adquirir poder (não do Espírito, mas de forças humanas), ou quando ela se torna um fim em si mesma. O povo havia se dobrado diante da loucura dos povos pagãos e se ajoelharam diante de ídolos feitos por mãos humanas. Assim, a arrogância fez com que se instalasse a degradação moral, ética, social, econômica e religiosa, muito semelhante aos dias atuais. 

Pense! 
Quando a riqueza se torna prioridade em nossa vida, devemos ter o cuidado para que ela não se torne o motivo da cegueira de nossa vida espiritual. 

Ponto Importante 
Na história de Israel, Deus sempre desejou abençoar seu povo, assim como quer abençoar a sua Igreja na Terra. No entanto, a sua presença gloriosa nunca deve ser trocada pelas bênçãos financeiras. 

II. O DIA DO SENHOR PARA ISRAEL

A expressão Dia do Senhor simboliza eventos futuros e escatológicos, e quer expressar o sentido de iminência e gerar expectativa. Para Israel, era símbolo de que Deus viria destruir o mal e vingar os pecadores (Is 13.9; Jl 1.15; Sf 1.7), mas também como símbolo de estabelecimento de paz e prosperidade. O lado negativo da profecia se cumpriu quando o povo de Deus foi levado para o cativeiro babilônico, tendo as consequências que veremos adiante.
1. O abatimento do orgulho. A idolatria é o ápice do orgulho humano. A demonstração da ira do Senhor contra os obstinados será violenta, de acordo com a estupidez que o orgulho traz consigo. Deus não permitirá que o fraco seja espoliado para sempre, conforme a profecia de Isaías. O Dia do Senhor seria tão pesado para Israel diante do pecado do orgulho, que o profeta aconselha o povo a entrar nas rochas e se esconder no pó (Is 2.10). O pó era sinônimo de extrema humilhação. Nos tempos antigos, quando alguém queria demonstrar humilhação diante de uma atitude errada, sentava-se literalmente no pó, por vontade própria, mas aqui o profeta está dizendo ao povo que, como eles não o fizeram por vontade própria, seriam forçados a fazê-lo diante da calamidade que viria.
2. A destruição da idolatria. Haverá um reconhecimento de que a idolatria para nada serve (Is 2.20) e quando perceberem que toda inclinação aos ídolos lhes colocou em mais apuros, eles lançarão todos ao chão (Is 2.18,20), demonstrando que finalmente reconhecem que não têm valor. O Dia do Senhor para eles será tão angustiante que se meterão nas cavernas das rochas e nos buracos da terra (Is 2.19,21). Nesse dia, reconhecerão que há somente um Deus verdadeiro.
3. O estabelecimento da paz completa. Quando Israel reconhecer o senhorio do Senhor, recebendo o Messias como o enviado de Deus para restaurar a nação, então se estabelecerá verdadeira paz e prosperidade. Será um período tão esplendoroso para Israel, que as nações de toda a terra afluirão para Jerusalém para aprender sobre os caminhos do Senhor e haverá justiça em toda a terra. Não haverá mais violência nem guerra, pois os povos “converterão as suas espadas em enxadões e as suas lanças, em foices” (Is 2.4). Isso também se aplica à violência urbana presente em muitas cidades brasileiras. 

Pense! 
A idolatria é o ápice do orgulho humano, pois é o desvio do olhar daquEle que realmente fez, é e pode todas as coisas para se fixar em coisas fúteis, passageiras e infinitamente menores do que realmente representam.

Ponto Importante

O Dia do Senhor é um conceito teológico próprio da mensagem escatológica. Simboliza ao mesmo tempo julgamento e triunfo de Deus sobre a história e seus acontecimentos. O profeta Isaías usa constantemente esse conceito.

III. O DIA DO SENHOR PARA A IGREJA

O Dia do Senhor para a Igreja expressa o dia da gloriosa vinda do Senhor Jesus Cristo para arrebatá-la, quando os salvos se reunirão para sempre com o seu Amado.
1. A preparação para a vinda de Jesus. Assim como o povo de Israel se voltou para os ídolos e se corrompeu, nós facilmente podemos fazer o mesmo. Assim, devemos estar preparados para esse glorioso dia, que para os salvos será de muita alegria e regozijo. Convém atentarmos para a Palavra de Deus em obediência para que estejamos incluídos no grupo dos salvos (Tg 1.22). A vinda de Cristo será precedida por uma grande proliferação de abandono das leis do Senhor, querendo a humanidade estabelecer substitutos para o culto a Deus (2Ts 2.3,4). Certamente que invenções humanas como o consumismo e a ganância podem ser maneiras de expressar essa apostasia quando usadas de forma a expressar a ganância humana.
2. Como será esse dia. A Bíblia se refere a ele como um dos mais terríveis diante dos acontecimentos aos que ficarem. Mas para os salvos será o encontro com o seu Senhor e Salvador, um evento de grande celebração (1Pe 4.13), pois culminará na redenção final. Para estes, Jesus voltará do mesmo modo que partiu, ou seja, descerá dos céus (At 1.11). O apóstolo Paulo dá-nos uma ideia de como será essa volta em 1Tessalonicenses 4.16,17.
3. Atitudes diante do Dia do Senhor. Precisamos cuidar para não ficarmos focados no quando e no como será o Dia do Senhor a ponto de nos esquecermos de quem está voltando. A atitude deve ser de grande expectativa para com o Amado das nossas almas, aquEle que por nós deu sua vida para nos resgatar da morte e do inferno. Jamais a riqueza, a prosperidade ou o trabalho devem servir de impedimento para a expectativa da espera. Não pode haver a fuga do presente, um descaso com tudo como desculpa de sua vinda, nem viver ignorando a volta de Jesus como se Ele nunca fosse voltar.

Pense!

A vinda de Jesus será imprevisível, por isso devemos estar sempre preparados para o Dia do Senhor mediante a perseverança nos caminhos do Evangelho. 

Ponto Importante 
Precisamos cuidar para não ficarmos focados no quando e no como será o Dia do Senhor a ponto de nos esquecermos de quem está voltando. A atitude deve ser de grande expectativa para com o Amado das nossas almas, aquEle que por nós deu sua vida para nos resgatar da morte e do inferno e nos levar ao eterno lar. 

CONCLUSÃO

O Dia do Senhor será terrível para os que estão entregues ao pecado e aos valores perniciosos que algumas coisas do mundo oferecem. Mas para aqueles que foram lavados no sangue do Cordeiro e, consequentemente, amam seu Senhor e vivem uma vida de acordo com seus preceitos, o Dia do Senhor será um dia glorioso, pois para sempre se estabelecerá a justiça, o juízo e a equidade, não haverá mais rico nem pobre, opressor ou oprimido e valores de morte serão substituídos pela eterna vida dos salvos com Cristo, aquEle que os salvou da condenação eterna.


HORA DA REVISÃO

1. Explique o que significa o Dia do Senhor.
O Dia do Senhor refere-se à intervenção divina contra a altivez humana e a idolatria, também refere-se às histórias de proezas e grandes feitos de Deus intervindo milagrosamente na história do seu povo, Israel.

2. Por que Deus abomina a idolatria?
O ídolo serve como um substituto muito fútil para Deus. 
3. O que significa contexto imediato e remoto de uma profecia?
O contexto imediato aplica-se a um período de tempo próximo, o contexto remoto é aplicável a tempos mais distantes e escatológicos. 
4. Quando a paz e a prosperidade completa se estabelecerão para Israel?
Quando Israel reconhecer o senhorio do Senhor, recebendo o Messias como o enviado de Deus para restaurar a nação. 
5. Que atitudes devemos tomar diante do Dia do Senhor?
Não pode haver o extremo da fuga do presente, um descaso com tudo como desculpa de sua vinda, nem viver ignorando a volta dEle como se nunca fosse voltar.

SUBSÍDIO

“O significante dia de bravura do homem empalidece em comparação com o grande dia do Senhor. Isaías vê chegar o dia em que os idólatras deverão se esconder em terror diante da manifestação do Senhor, a quem eles desprezaram (cf. Ap 6.15-16). As concavidades das rochas (vv.10,19) refletem o fato de que a Palestina está cheia de cavernas calcárias que os homens têm usado como refúgio em tempos de terror.
[...] O dia do Senhor dos Exércitos virá. Esse é um dia no qual o homem orgulhoso se encontra nas mãos de um Poder Superior. O orgulho do homem é comparado com os grandes cedros do Líbano e os carvalhos de Basã, símbolos de força e vigor. [...]

A presença temível do Eterno e o esplendor da sua majestade farão com que pessoas arrogantes se escondam nas cavernas da terra quando Deus afligi-la com terror (Jl 3.16; Ag 2.6; Hb 12.26; Ap 5.15-16). O homem lançará seus ídolos às toupeiras e aos morcegos, roedores cegos que habitam as trevas. Aqueles ídolos se mostrarão impotentes para salvar seus adoradores humanos pagãos. [...] Assim o profeta lamenta: Ah! Meu povo! Os que te guiam te enganam” (Comentário Bíblico Beacon. Volume 4. Isaías e Daniel. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2005, pp.35-36).

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