quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Administrando as finanças (4)




O dízimo é sobre o bruto ou sobre o líquido?
Depende da sua atividade. Se você é funcionário de uma empresa, e os descontos na sua folha pagamento são para os seus benefícios, tais como: INPS, imposto de renda, caixa da previdência, clube, seguros, etc, então você tem que dizimar sobre o bruto. Se você é autônomo, você dízima sobre o seu lucro. Por exemplo: você compra um carro por R$1.000,00 e vende por R$1.200,00, então o seu dízimo é sobre os R$200,00. Você gastou R$10.000,00 para plantar a sua safra e vendeu a mesma por R$15.000,00, o seu dízimo é sobre R$5.000,00. Em suma: tire o investimento e dê o dízimo sobre o lucro daquele investimento. Você ê dono de uma empresa e não tem rendimentos fixos, então dê o dízimo sobre tudo o que você gasta para a sua sobrevivência. Tenha certeza do seguinte: se você quer fugir de dizimar você achará uma desculpa, assim como se você quer ser dizimista, você saberá como fazê-lo, pois o Espírito Santo lhe orientará.
Eu posso dar o dízimo em outra igreja?
Normalmente a minha resposta é não, com algumas exceções. Eu creio que o dízimo deve ser dado na igreja onde você é alimentado espiritualmente. Quem compra o material da Escola Dominical das suas crianças? Quem paga as contas da igreja onde você louva a Deus? Quem compra o som da igreja? Não acho que é justo que você frequente uma igreja e dela receba seu alimento espiritual e então dê o dízimo para uma outra Igreja. A exceção é quando você é transferido de uma cidade para outra, e já comprometeu o seu dízimo com algum projeto da sua ex igreja como reformas e construções e ela agora depende daquele seu dízimo. Todavia, quando este projeto chegar ao seu fim, você deve tornar-se dizimista da sua nova Igreja. Avise, porém, a liderança sobre o que você está fazendo.
Eu posso dar o meu dízimo para um missionário amigo meu?
Também não! O dízimo não é para ser administrado por você. Se você quer entregar alguma verba para um missionário, isto é chamado de oferta voluntária ou missionária e isto está além do dízimo. Eu acho estranho que os crentes queiram fazer o bem com o dinheiro alheio. "Eu sustento um missionário na África," dizem alguns, quando na verdade isto não deveria nem ser mencionado, pois está sustentando com o dízimo. Quando alguém afirma que sustenta um missionário, eu estou pensando que a pessoa faz isto e ainda é dizimista na sua igreja local. Veja a possibilidade da sua Igreja ajudar aquele missionário.
Eu não dou o meu dízimo na Igreja porque não concordo com o pastor ou a liderança!
O problema é seu que não faz nada sobre o assunto a não ser reter o seu dízimo e falar mal da sua liderança. Se você não concorda com a liderança, isto significa que você pode manipular o dízimo do Senhor? De maneira alguma, pois as famílias carentes que são ajudadas através do dízimo precisam do auxílio da igreja, a congregação necessita construir, os obreiros no campo missionário precisam de seus salários. Se você não concorda com a liderança, você deve conversar com ela e não chantagear com o seu dízimo. Já vi pessoas depositando o dízimo em caderneta de poupança para entregá-lo em outros momentos!
Eu ganho muito e não acho certo dar 10% na Igreja!
A solução para o seu problema é simples: ore para que Deus diminua o seu ganho até o limite em que você julga capaz de dizimar sem nenhuma dor no coração. Eu tenho certeza que Deus lhe ajudará a diminuir os seus recursos se estes estão atrapalhando o seu desenvolvimento espiritual. Se você ganha muito, louvado seja Deus. Leia o Salmo 67 e aplique aqueles ensinos no seu coração.
Não está escrito em II Co 9:7 "Cada um contribua segundo tiver proposto no coração"?
Sim, está escrito, mas para o seu conhecimento isto tem referência a uma oferta voluntária que Paulo estava levantando em favor dos pobres em Jerusalém. Se é oferta, cada um oferte o quanto o Senhor colocar no coração.
Creio que deu para perceber que eu sou um fervoroso defensor do dízimo. Eu o sou porque eu experimentei e tenho experimentado a grande benção que é ser fiel ao Senhor. Eu tenho provado as verdades de Malaquias 3:10 e Deus tem sido fiel em todas as minhas necessidades e mais ainda: ele tem provido a minha vida com coisas que eu nunca pensei que um dia viesse a ter. Todavia, mesmo que eu nunca venha a ter nada extra, isto jamais me levará a desistir do dízimo. Eu sou dizimista porque eu sou obediente a Deus e não porque eu quero receber mais e mais do Senhor.
E quanto as ofertas voluntárias? Creio que as ofertas partem sempre de um coração generoso e não legalista. Muitos pensam que porque cumprem com o dízimo, já não tem mais necessidade de ofertar algo extra para o reino de Deus. O dízimo, na verdade, é somente o ponto de partida, ou seja: até o dízimo (10%) você tão somente cumpriu com o dever bíblico. Deus agora lhe concede 90% para que você administre para ele, e é destes 90% que você poderá realizar alguma oferta voluntária. A oferta voluntária é sempre um ato alegre, proveniente de um coração que ama ao Senhor com grande paixão. Você irá descobrir que muitas agências missionárias, grupos evangelísticos serão tremendamente abençoados com as suas ofertas.
BARRO, Antônio Carlos. Até Que O Dinheiro Nos Separe. Editora Verbum.
A história de "Zé Durão"
Certa vez ouvi em uma convenção de pastores um trovador contar a história de "Zé Durão", mas é a versão na sua forma de narrativa que reproduzirei neste capítulo.  "Zé Durão" simboliza aquele tipo de crente que ainda é muito comum em nossas igrejas: concorda com o dízimo, mas se exime da sua prática. Vamos acompanhá-lo no decorrer do ano:
1° mês - Não contribui com os dízimos porque faltou liquidar algumas dívidas do ano anterior. 2° mês - Ao receber o pagamento, pagou todos os devedores, fez compras e não sobrou dinheiro; lamentou não ter separado o dízimo em primeiro lugar. Prometeu não agir assim no próximo mês. 3° mês - Foi impossível dar o dízimo, pois a esposa adoeceu e teve de comprar remédios. 4° mês - Separou o dízimo, mas foi obrigado a emprestá-lo a um irmão necessitado que não pagou até hoje. Sabe, família é família! 5° mês — Precisou do dinheiro para pagar uma prestação atrasada, não pôde dar o dizimo. 6° mês — Deu uma pequena oferta para a igreja, pois a situação não estava muito boa. 7° mês — Foi convidado para uma festa de aniversário, teve muitas despesas, não deu o dízimo. 8° mês — Precisou reformar casa, comprou material de construção, a situação "apertou". 9° mês — O dinheiro com que poderia dar o dízimo teve de dar ao pedreiro; ficou para o próximo mês. 10° mês - Agora, ia separar o dízimo. Neste mês, ainda não vou dar, mas no mês seguinte darei, haja o que houver. 11° mês — Foi mandado embora do emprego, infelizmente não poderia dar o dízimo, pois ficou desempregado. 12° mês — Prometeu ao Senhor que, se lhe desse um bom emprego, no próximo ano seria dizimista fiel.
A história é bem divertida, mas o assunto que ela aborda é muito sério. Quando se trata de dízimos e ofertas, o que se observa são posições polarizadas: uma parte transforma o dízimo em algo extremamente meritório. A ideia, por exemplo, de enxergar o dízimo como uma troca fica evidente nas palavras de um determinado pregador, que assegura:
Deus promete ao dizimista ricas bênçãos e, dentre elas, a de repreender o devorador. Certamente Deus está se referindo a todo espírito de miséria, de pobreza e de injustiça que rouba, mata e destrói o homem. Existem demônios atuando sob a direção de Satanás no sentido de levarem os homens à miséria e à pobreza indignas [...] O negócio que Deus nos propõe é simples e muito fácil: damos a Ele, por intermédio da Sua Igreja, dez por cento do que ganhamos e, em troca, recebemos dEle bênçãos sem medida [...] Quando damos nossas ofertas para a obra de Deus, estamos nos associando a Ele em seus propósitos. E maravilhoso saber que Deus deseja ser nosso sócio e que podemos ser sócios de Deus em sua missão de salvar o mundo. Ser sócios de Deus significa que nossa vida, nossa força, nossos dons e nosso dinheiro passam a pertencer a Deus, enquanto suas dádivas como paz, alegria, felicidade e prosperidade passam a nos pertencer.
Um bispo de uma famosa igreja apresenta uma visão sobre o dízimo ainda mais radical, em que a ideia de barganha parece ficar evidente:
Comece hoje, agora mesmo, a cobrar dele tudo aquilo que Ele tem prometido [...] O ditado popular de "promessa é dívida" se aplica também para Deus. Tudo aquilo que Ele promete na sua Palavra é uma dívida que tem para com você [...] Dar dízimos é candidatar-se a receber bênçãos sem medida, de acordo com o que diz a Bíblia [...] Quando pagamos o dízimo a Deus, Ele fica na obrigação (porque prometeu) de cumprir a sua Palavra, repreendendo os espíritos devoradores [...] Quem é que tem o direito de provar a Deus, de cobrar dEle aquilo que prometeu? O dizimista! [...] Conhecemos muitos homens famosos que provaram a Deus no respeito ao dízimo e se transformaram em grandes milionários, como o Sr. Colgate, o Sr. Ford e o Sr. Caterpillar.
Por outro lado, outra parte não menos significativa não vê razão nenhuma para sustentar a prática do dízimo nos dias de hoje. Jerônimo Gasques (2008, p. 79-84) observou que essa última parte, formada por não dizimistas, costuma apresentar oito justificativas para se abster da prática do dízimo:
Justificativa teológica — "Não sou dizimista porque o dízimo é da lei. E eu não estou debaixo da lei, mas sim da graça".
Justificativa sentimental - "Não sou dizimista porque ainda não senti ou tive vontade, e a Bíblia diz que deve ser dado com alegria, e não com tristeza".
Justificativa financeira — "O que eu ganho não sobra ou mal dá para o meu sustento".
Justificativa assistencial — "Prefiro dar meu dízimo diretamente aos pobres. Prefiro eu mesmo administrar meu dízimo".
Justificativa política — "Eu não entrego os meus dízimos porque eles não estão sendo bem administrados".
Justificativa míope — "A igreja é rica e não precisa do meu dízimo". Justificativa contábil — "Não tenho salário fixo e não sei quanto ganho". Justificativa eclesiológica — "Não sou membro da igreja".
Com extremos tão bem definidos, é necessário, portanto, analisarmos com cuidado o que a Bíblia ensina sobre a prática dos dízimos e ofertas. Essa análise visa não somente fundamentar um correto juízo de valor sobre essa prática, mas nos fazer conhecer os seus princípios, que ao longo da história do povo de Deus fez com que ele prosperasse.
O vocábulo dízimo quer dizer a décima parte, e traduz a palavra hebraica rna"aser e a grega apodekatoo.  No contexto bíblico, refere-se àquilo que é devolvido ao Senhor, quer seja a parte de uma determinada produção, quer seja de outra propriedade (Pv 3.9). Por outro lado, o vocábulo oferta traduz o hebraico terumah e o grego doron, com o sentido de contribuição ou oferta alçada. A lei mosaica não criou a prática do dízimo, mas apenas lhe deu conteúdo e forma. Isso foi feito por meio das diversas normas ou leis que a regulamentaram. Na verdade, a prática das ofertas já era observada nos dias de Abel (Gn 4.4); e da mesma forma o dízimo já era praticado pelos patriarcas Abraão e Jacó (Gn 14.20; 28.22). O profeta Malaquias associa a prosperidade do povo de Deus à devolução dos dízimos  e das ofertas (Ml 3.10,11).  Esse mesmo princípio é destacado no Novo Testamento quando Paulo diz que Deus é poderoso para tornar abundante em toda graça aqueles que demonstram voluntariedade em contribuir para o Reino de Deus (2 Co 9.8).
GONÇALVES. José,. A Prosperidade a Luz da Bíblia. Editora CPAD. pag. 139-142.
Pv 17.16 De que serviria o dinheiro na mão do insensato para comprar a sabedoria... Um insensato, se tivesse dinheiro suficiente, talvez tentasse comprar a sabedoria, mas ela não está à venda e, na verdade, não tem preço. Os sofistas, nos tempos de Sócrates, vendiam seu conhecimento, o que Sócrates considerava uma desgraça. Em outras palavras, eles cobravam grandes somas de dinheiro e tinham escolas onde os estudantes pagavam pela sabedoria. Talvez alguns rabinos andassem fazendo a mesma coisa, e este versículo pode ser uma repreensão direta contra eles. Ou então talvez o autor sagrado estivesse simplesmente imaginando tal cena e visse os tolos pagando em dinheiro, na tentativa de obter a sabedoria. Ou, por outra parte, talvez esta declaração seja apenas uma afirmação de que o dinheiro não é o meio adequado para obter a sabedoria. Mesmo que uma escola cobrasse uma taxa de admissão, e mesmo que os tolos pagassem por sua escolaridade, tais indivíduos não seriam sábios, ao terminar o curso. A insensatez deles persistiria. Os insensatos não podem ser ensinados, por terem eles coração e mente pervertida.
Sinônimos. Um insensato pode ter dinheiro, mas não tem mente ou, literalmente, coração capaz de adquirir sabedoria. Isso vem através do aprendizado da lei e da prática da lei mosaica. Uma pessoa precisa ser capaz de aprender e ser capaz de seguir. O insensato, entretanto, não tem nem mente nem capacidade de coração. Ele é infenso ao ensino. Se frequentar uma escola onde professores verdadeiros ensinem, poderá adquirir uma fisionomia de sábio, mas essa sabedoria não procederia de seu coração (ver Pro. 4.23 quanto a esse termo). Cf. Pro. 10.15,16.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2625.
17.16 — A riqueza na mão do insensato é um ultraje moral. Mesmo que ele tenha dinheiro, não poderá comprar aquilo que é incapaz de apreciar: a sabedoria.
EarI D. Radmacher: Ronald B. Allen: H. Wayne House. O Novo Comentário Bíblico Antigo Testamento com recursos adicionais. Editora Central Gospel. pag. 971.
Parece que o fator dinheiro entra nesta contextura quando o texto afirma: De que serviria o dinheiro na mão do Insensato para comprar a sabedoria? (v. 16). O insensato é estúpido e insensível; não se comove nem com a força do bem nem com o mal; a tudo ele assiste Indiferente. Portanto, para que dinheiro a fim de comprar sabedoria, se não discerne o valor que ela tem? O Livro de Provérbios é o Livro da Sabedoria, afirmamos outra vez, e todos os conceitos nele giram ao redor da conduta.. que é sempre uma consequência do saber, seja no viver, seja no agir.
Antônio Neves de Mesquita. Provérbios.
Pv 27.24 Porque as riquezas não duram para sempre. Por qual razão um jovem prefere permanecer em sua fazenda, mesmo depois de ter estado em Paris? Porque as riquezas não são tudo. Por igual modo, não duram para sempre. E as riquezas são cercadas por uma série de problemas que a agricultura não envolve. Embora um negociante, como é óbvio, possa obter mais dinheiro em sua cidade mundana do que um agricultor em seu campo, o negociante também estará comprando para si mesmo algumas grandes desvantagens.
Sinônimo. Um jovem que fugisse para Alexandria, no Egito, poderia ter sorte e tornar-se líder de homens, governante ou mesmo rei vassalo de algum pequeno país. Lembre-se do que aconteceu a José, fiiho de Jacó. Ele obteve uma coroa ou outro símbolo de sua autoridade, e sua fortuna material ficou garantida. Certamente ele ficou rico, como acontece à maioria dos políticos. Teve uma vida agitada e enfrentou perigos para obter glória, através das conquistas militares. É verdade que um agricultor jamais poderia comparar-se com tudo isso. Por outra parte, há vantagens para quem permanece em casa e continua observando as tradições de seus antepassados. Além disso, ser um governante ou um monarca é um empreendimento de pouco tempo. E, mesmo se alguém governa como rei por longo tempo, as gerações que vão e vêm acabam varrendo tudo para longe.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2676.
27.23-27 Essa passagem faz uma comparação entre o trabalho do pastor e a provisão do Deus e a natureza efêmera c incerta das riquezas o do poder (v. 24). A cada 50 anos, Iodas as terras eram devolvidas aos seus proprietários originais, por isso os rebanhos eram usados como medida de riqueza. Somente o trabalho e a dedicação garantiriam que as terras fossem perpetuadas e lucrativas. A providência de Deus auxilia o esforço (cf. SI 65.9-13) de conseguir usar de modo apropriado as bênçãos da terra (vs. 25-2 7).
MAC ARTHUR. Bíblia de Estudo. Sociedade Bíblica do Brasil. pag.828.
IV - BUSCANDO O EQUILÍBRIO FINANCEIRO
1. Buscando a suficiência.
Lemos em Provérbios: “Duas coisas peço: não mas negues, antes que eu morra: afasta de mim a falsidade e a mentira; não me dês nem pobreza nem a riqueza; para não suceder que, estando eu farto, te negue e diga: Quem é o Senhor? Ou que, empobrecido, venha a furtar e profane o nome de Deus” (Pv 30.8,9).
Esta passagem bíblica é uma das que melhor ilustra a busca por uma vida equilibrada. “Os dois pedidos, que se convergem num só alvo”, observa Derek Kidner, “dizem respeito a (a) o caráter (Pv 8a), e (b) as circunstâncias, que são um perigo para o caráter (Pv 8b, c, 9). A oração confirma a humildade que foi expressada nos w. 2ss., mostrando que se trata de (a) humildade de ambição (um anseio — antes que eu morra — pela integridade conforme a vontade de Deus, não de “grandes coisas para si”), e (b) a humildade do autoconhecimento — pois (conforme indica Toy) poderia ter orado, pedindo a capacidade de empregar corretamente a pobreza ou as riquezas, mas conhece bem demais a sua própria fraqueza”.4 Por outro lado, a obra The Expositors Bible Commentary destaca que: “Agur ora para Deus impedi-lo de tornar-se falso (v 8a) e autossuficiente (w. 8b, 9). Ele quer ser honesto em todas as suas relações, e ele quer uma vida de bênçãos materiais equilibrada. Ele raciocina que, se ele tem muito, pode tornar-se independente de Deus (veja Dt 8.11-14.), e se ele tem pouco, poderia roubar e, portanto, profanar o nome de Deus.
Assim, reconhecendo a sua própria ignorância, confiando na Palavra de Deus para a segurança na vida, e orando para que Deus o guarde de cair em tentação, Agur está pronto para oferecer suas palavras.5
Matthew Henry, ao comentar essa passagem bíblica, destaca: “Duas coisas que ele pede a Deus são: 1. Graça para sua alma: aparta de mim a falsidade e a mentira. Para viver com retidão é mister amar a verdade e a integridade, sem deixar-se enganar pelas vaidades da vida.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 51.
O caminho da vitória financeira é a obediência. Assim o primeiro passo é arrepender-se dos seus pecados e mudar de atitude pedindo perdão a Deus, pelos meses e anos passados que você não obedeceu, dando dízimos e ofertas ao Senhor. A Bíblia diz:
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra. (2 Crônicas 7:14).
Se você quiser mesmo, ser abençoado por Deus em sua vida financeira, algumas decisões precisam ser tomadas imediatamente.
1. Acerte seu relacionamento com Deus. Arrependa-se dos seus pecados- (1 João 1:9).
2. Decida ser dizimista fiel. Dê, confiando nas promessas de Deus - (Ml 3:10-12, Pv 3:9-10).
3. Dê ofertas com alegria. E espere receber de Deus, o milagre da multiplicação - (Lc 6:38).
4. Tenha a atitude correta ao dar. Semear sempre em solo fértil. (O reino de Deus) - (G1 6:6, Rm 15:25 - 27, 1 Co 9:11, 2 Co 8:1-9).
5. Seja contribuinte responsável, honesto, com você e com Deus - (Rm 12:7, 2_Co 8:21, F14:8, 1 Pe2:12).
6. Comece a dar graças por sua situação financeira - (lTs 5:18).
7. Seja cumpridor dos seus deveres - (1 Co 4:1-2, 1 Tm 1:3 Rm 12:18).
8. Não pratique nem participe de qualquer espécie de jogo - (Is 2:6, Jr 27:9, Mq5:12).
9. Quebre as maldições de família, as maldições auto impostas e as lançadas por outras pessoas - (Jo 8:32 - 34, Dt 23:5, Pv 26:2).
10. Seja justo com você e com os outros-(S137:21, SI46:8, Tiago 5:1-6, lPe2:18-19, 1 Tm6:12).
11. Não faça dívidas, não compre fiado - (Rm 13:8, Pv 22:7).
12. Não pratique o suborno - (Ex. 23:8, Ez 22:12, Lc 3:14, Dt 16:19)
SE VOCÊ OBEDECER...
A OBEDIÊNCIA DESTRÓI TODAS AS SUAS DÍVIDAS, PORQUE A GRANDE PROMESSA DE DEUS PARA VOCÊ É:
“Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos pelo gafanhoto CORTADOR, pelo MIGRADOR, pelo DEVORADOR e pelo DESTRUIDOR... Joel 2:25
A partir do momento que você fizer o voto de ser dizimista e ofertante fiel, e cumprir, Deus também cumprirá em sua vida esta promessa de Joel 2:25. Deus te devolverá tudo aquilo que Satanás roubou de você, pelos anos passados. Você vai prosperar. Haverá grande abundância em sua vida financeira.
“Tornou Jesus: Em verdade vos digo que ninguém há que tenha deixado casa, ou irmãos, ou irmãs, ou mãe, ou pai, ou filhos, ou campos, por amor de mim e por amor do evangelho, que não receba, já no presente, o cêntuplo (cem vez mais) de casas, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições e, no mundo por vir, a vida eterna” - (Marcos 10:29, 30). Você terá tudo de volta, em nome de Jesus.
Deus nos dará de volta cem vezes mais. Veja bem. Não é para a eternidade - é nesta vida. A questão é: “Podemos recebê-los?” Você pode crer nesta verdade? Você pode obedecer? Pode mesmo? Se podes, você terá tudo de volta. Creia nestas palavras, Jeová-Jiré restituirá tudo aquilo que lhe foi roubado, porém; para que tudo isto aconteça basta uma decisão: ser dizimista, um ofertante fiel.
As promessas de prosperidade estão espalhadas por toda a bíblia,
mas é válido lembrar: Satanás fará o possível para que você não dê dízimos e ofertas ao Senhor. Por que razão ele fará isto? É simples. Sempre que ajudamos a sustentar a obra de Deus, o seu reino se expande. Satanás perde pessoas e espaço sobre a terra, e isto ele não aprecia.
Todas as flores de amanhã estão nas sementes plantadas hoje. Portanto, plante sementes... Deus lhe deu na sua palavra 2 maneiras de você viver acima da pobreza deste mundo: semear dízimos e ofertas, a lei Bíblica de Deus para se colher prosperidade, e viver livre dos problemas financeiros. Se você tomar a decisão certa, firme; de dar dízimos e ofertas no reino de Deus, pode ter certeza: na sua vida financeira, vai dar tudo certo em nome de Jesus.
“Guarda pois, as palavras desta aliança e cumpri-as, para que prosperareis em tudo quanto fizerdes” Deuteronômio 29:9.
R. E. Goldberg Como ter Vitória em suas Finanças Bens, Riquezas e Salários. Editora Casa do Pão. pag. 45-47.
Pv 30.8 Afasta de mim a falsidade e a mentira. As provisões divinas que foram requeridas por Agur eram:
1. Agur precisava da providência divina para ser resguardado da mentira e da falsidade, para que aquilo que ele sabia e expressava estivesse em acordo com a Palavra de Deus revelada (vs. 6). Ademais, em sua vida pessoal, ele desejava a integridade e a verdadeira espiritualidade, livre das corrupções que os homens promovem. “Falsidade”, no hebraico, é shaw, “vazio”, mas também mentiras, destituídas da verdade divina.
2. Ele queria ter dinheiro suficiente para continuar a vida, mas não queria cair na armadilha que as riquezas trazem. Ele queria estar em boa situação em meio à classe média, nem pobre nem rico, o que promove mais prontamente a espiritualidade, sem a inconsciência acompanhante (como se dá na pobreza) ou as tentações (como se dá na riqueza).
3. Ele precisava de alimento adequado e do suprimento de suas necessidades básicas. Ele não queria contender com a pobreza e sua luta absurda contra até as coisas mais necessárias. Ele queria “o pão de sua porção”, conforme diz o hebraico, literalmente. Cf. Mat. 6.11. Ele não via virtude alguma em ser pobre, e só enxergava armadilhas nas riquezas.
Agur buscava o meio-termo dourado em sua vida, a moderação sem as privações negativas da pobreza e sem os excessos das riquezas.
Aquele que se apega ao meio-termo dourado,
E vive contente entre O pequeno e o grande,
Não sente as necessidades que beliscam o pobre,
Nem as pragas que perseguem a porta do rico,
Amargurando o seu estado.
(Horácio, Odes II. 10)
Paulo aprendeu a viver contente com o que possuía, na necessidade ou na abundância, conforme a vontade de Deus ditasse para cada período de sua vida. Ver Fil. 4.12.
Pv 30.9 Para não suceder que, estando eu farto, te negue. Continuamos aqui a desfilar os pontos em consideração:
4. O homem abastado, aquele que vive pleno em todas as coisas, pode terminar negando sua necessidade de Deus, fazendo perguntas estúpidas, como: “Quem é o Senhor?”, como se fosse independente e não precisasse da graça ou ajuda divina. Cf. Deu. 8.12-17. Vivemos todos em estado precário. Todos somos dependentes do Ser divino até mesmo para viver o dia-a-dia. Naturalmente, espera-se que trabalhemos e planejemos, e não nos comportemos como idiotas que dependem de outros para conseguir o pão diário.
5. Em contraste, um homem realmente pobre, que não tem o suficiente para comer, pode terminar a vida como ladrão. Essa condição extrema também foi rejeitada por Agur. Ele não haveria de fazer um voto de pobreza.
6. Um ladrão termina desonrando Deus, o qual requer que o homem labute e proveja para as suas próprias necessidades, O indivíduo que faz de outros sua presa incorrerá no desprazer e juízo divino. Deus é justo, e os homens precisam evitar as coisas que laboram contra a santidade, como a desonestidade, que é um pecado contra os mandamentos básicos da lei mosaica (ver Êxo, 20.15).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2686.
30.7-9 - Ter excesso ou falta de dinheiro pode ser perigoso. Ser demasiadamente pobre pode significar um risco para a saúde física e espiritual. Por outro lado, ser rico não garante esses bens a uma pessoa. Corno Jesus assinalou, os que confiam nas riquezas têm dificuldade de entrar no Reino de Deus (Mt 19.23,24). Como Paulo, podemos aprender a viver tendo pouco ou muito (Fp 4.12), mas nossa vida poderá ser mais bem-sucedida se não tivermos nem a pobreza nem a riqueza.
BÍBLIA APLICAÇÃO PESSOAL. Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Editora CPAD. pag. 871.
2. Buscando o que é virtuoso.
Alimentação conveniente para seu corpo: Não me dês nem pobreza nem riqueza; concedi-me (diariamente) ração de pão (como Mt 6.11; 1 Tm 6.8). Roga contra os dois extremos da abundância e da miséria (v. 8b) e apresenta boas razões para isso: não aconteça que me sacie e te negue, quer dizer, que me esqueças que dependo de ti em tudo. A prosperidade dá lugar ao orgulho e ao esquecimento de Deus, como se já não necessitasse dEle. E que sendo pobre (melhor, empobrecendo-me, como em 20.13), furte. A pobreza extrema é uma tentação à desonestidade e a profanar o nome de Deus (Ex 20.7), seja jurando falsamente ou queixando-se da providência de Deus”.
Infelizmente tudo isso acontece por conta de nossa cultura do ganha-ganha. Todos querem ganhar e ninguém aceita perder. A corrida rumo ao lucro fácil é estimulada todos os dias. E uma das formas em moda hoje em dia é aquele praticado pelas loterias. Nessa modalidade de jogo, em que o ganho fácil é uma tentação real, o governo fomenta a cultura do ganhar sem esforço. Não somente cria essas loterias, mas também estimula por meio de massiva propaganda. E os crentes, o que que tem ver com isso? Infelizmente alguns acham que o equilíbrio financeiro pode vir quando forem um dos “sortudos” da Mega-Sena. Em seu livro As Sete Ciladas do Inimigo, o escritor Erwin W. Lutzer, mostra como é perigoso o crente querer prosperar por meio dos jogos de azar.
“Em tempos passados, a igreja havia assumido uma posição contrária ao jogo. Hoje não se ouve nem uma palavra sobre o assunto. E o fato é que, embora o quadro que vamos pintar aqui pareça sombrio, na realidade, ele é ainda pior. Basta que perguntemos aos filhos cujos pais se separaram por causa de perdas no jogo. Perguntemos àqueles cuja mãe gasta cem dólares por semana em bilhetes de loteria, em vez de comprar roupas e alimentos. Em suma, o jogo destrói as famílias.”
Respondendo à pergunta: É pecado Jogar?, Lutzer responde:
“E verdade que não existe um décimo primeiro mandamento que diz:
Não participarás em jogos de azar” (...) conta-se que George Washington teria dito o seguinte: “O jogo é filho da avareza, irmão da iniquidade e pai de todo tipo de erro”.
E eu concordo com ele. Creio que foi mesmo o Diabo que inventou o jogo. Portanto, é pecado. Apesar de a Bíblia não conter nenhuma orientação específica sobre o assunto, ela apresenta algumas princípios que contribuem para essa ideia. Vejamos alguns deles.
O jogo contraria o princípio da ética no trabalho. O jogo zomba do trabalho como forma de subsistência. Certa vez, vimos uma frase publicitária que dizia que existem apenas duas maneiras de se ganhar um milhão de dólares. Uma delas era trabalhar muito; a outra era jogar. E dizia mais:
“Quem vai trabalhar todo dia, quando poderia ganhar um milhão de dólares na loteria, é um idiota”.
Entretanto, o apóstolo Paulo escreveu o seguinte: “Se alguém não quiser trabalhar, também não coma” (2 Ts 3.10).
Quem joga não está sendo um mordomo de seus bens.
É insatisfeito com o que Deus lhe da.
GONÇALVES. José,. Sábios Conselhos para um Viver Vitorioso Sabedoria bíblica para quem quer vencer na vida. Editora CPAD. pag. 52-53.
Pv 3.13 Feliz o homem que acha sabedoria. Esta bem-aventurança é igual ao trecho de Pro. 1.2, onde foi declarado o objetivo para o qual foi escrito este livro bíblico, a saber, transmitir sabedoria e entendimento. Ver Pro. 1.2 quanto aos significados desses conceitos. Pro. 2.2 repete as duas qualidades que o homem bom deve buscar. Quanto aos provérbios de bem-aventurança, ver, além do presente versículo, Pro. 3.18; 14.21; 16.20; 28.14 e 29.18. A última dessas referências pronuncia uma bênção sobre o homem que guarda a lei mosaica, a base de toda a felicidade nos termos do Antigo Testamento. Esse é o summum bonum do homem espiritual do Antigo Testamento, e a sabedoria é a essência desse bem supremo. A sabedoria traz a felicidade. Distinguir entre o bem e o mal, com a busca resultante por Deus, é a compreensão. Essa é uma aplicação da sabedoria, que produz o feliz estado de que o autor falava. A compreensão mantém o homem na vereda certa, livre de pecados destruidores que produzem o caos na vida, e leva o crente a atingir as bênçãos espirituais que tornam a vida produtiva e feliz. O Targum diz que a compreensão de um homem deriva-se como uma fonte de água a jorrar da terra, que Gersom pensa ser o coração do homem.
Pv 3.14 Porque melhor é o lucro que ela dá do que o da prata. A sabedoria e a compreensão produzem um tesouro precioso, ou seja, um ganho. Todo lucro terreno, como aquele do ouro e da prata, dificilmente pode comparar-se ao valor daquelas qualidades espirituais que tornam os homens espiritualmente ricos e, portanto, felizes. Os homens engajam-se na mineração e no comércio para adquirir um ganho terreno, e agem assim porque pensam que podem obter a felicidade. Mas o indivíduo verdadeiramente feliz é aquele que escava a mina espiritual e faz negócios com qualidades espirituais. O autor sagrado não tinha ambições materiais. Ele investira todos os valores de sua vida no terreno espiritual.
Cf. este versículo com Pro. 2.4, onde encontramos a metáfora da prata e também a metáfora dos tesouros escondidos, que um homem bom vive buscando. As notas expositivas ali ilustram o presente textò. Encontramos algo similar em Pro. 8.10,11,19, onde os simbolismos são formados pelo ouro, pela prata e pelas joias. O vs. 15, a seguir, também usa a metáfora das pérolas.
Pv 3.15 Mais preciosa é do que pérolas. “Pérolas”, aqui, no hebraico é peninim, cuja tradução exata é incerta. Algumas versões dizem “pérolas”; mas outras preferem a tradução “rubis”, e outras ainda “pedras preciosas”. Lam. 4.7 subentende que a cor dessas pedras é o vermelho, pelo que o “coral” pode estar em foco. Cf. com outros usos da palavra, em Pro. 8.11; 20.15 e 31.10. É provável que esta palavra hebraica fosse usada para referir-se a vários tipos de pedras, o que talvez justifique a confusão. Não devemos esperar que os hebreus se mostrassem mais precisos em sua terminologia sobre mineralogia do que em seu vocabulário zoológico. A identificação da pedra ou das pedras preciosas é incerta, mas o sentido espiritual é claro. O mestre era um caçador de tesouros e um minerador; em sua inquirição ele entrava na terra e no mar. E o que ele buscava, achou: a sabedoria. Várias coisas felizes que a sabedoria traz são listadas nos versículos que se seguem.
A raiz da palavra em questão é panah, que significa “olhar”. Uma pedra preciosa, belamente burilada, reflete a luz de diversas maneiras, exibindo muitas cores e mostrando-se muito agradável ao olhar humano. Apresenta muitas facetas, e outro tanto acontece com a sabedoria e a compreensão. Os versículos que se seguem falam de algumas dessas facetas rebrilhantes.
Sabedoria Divina
Quem pode dizer o preço das caras mercadorias da Sabedoria?
A sabedoria é a prata que preferimos,
E o ouro é como a escória, comparada com eia.
Seus dias são cheios com a duração dos dias,
As verdadeiras riquezas são louvores imortais;
As riquezas de Cristo, conferidas a todos,
Uma honra que desce de Deus.
(Charles Wesley)
Cf. com o tesouro escondido no campo (ver Mat. 13.44) e com a pérola de grande preço (ver Mat. 13.46).
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 2549.
Com estas advertências, o escritor sagrado passa a outro assunto, a outro campo da felicidade, que é o encontro com a sabedoria ou o senso do bom viver. Parece que ao seu lado havia muitos preocupados em ajuntar riquezas, descuidando-se de Deus. Então ele vem e promete a sabedoria celestial como algo bem superior às riquezas da terra (vv. 13-18). Certamente, não se trata especificamente de sabedoria livresca, mas de sabedoria que nasce da comunhão com Deus. Esta sabedoria é mais preciosa do que o lucro que dão a prata e o ouro (v. 14). Mais
preciosa ainda do que as pérolas e tudo que se pode desejar não é comparável a ela (v. 15). O que possui tal sabedoria é mais feliz e seguro do que aquele que amontoa prata e ouro, que facilmente se podem perder. O verso 14 se parece muito com uma parábola de nosso Senhor, quando compara a salvação a uma pérola preciosa ou de grande valor (Mat. 13:45, 46). Nós já apreciamos, noutro local, que as riquezas produzem um bem-estar fictício, e, se puderem ajudar a viver um pouco, esta ajuda não permanece, pois até aos que morrem deixando fortunas, estas trazem consigo o germe de contendas entre os que vão herdá-las.
Antônio Neves de Mesquita. Provérbios.
A adversidade não destrói a alegria duradoura do homem de Deus. O caminho da sabedoria, embora dispendioso, é recompensador. O termo Bem-aventurado (13) é o mesmo que é usado nas Bem-aventuranças do Sermão do Monte. E encontrado com frequência nos salmos (1.1; 112.1; 119.1) e em Provérbios (8.34; 16.20; 20.7; 28.14). Enquanto todos em volta estão ocupados na busca de riquezas terrenas, o homem de sabedoria descobriu tesouros superiores ao ouro e à prata (14). Os seus tesouros são mais preciosos do que os rubins (15) — pérolas, ou corais vermelhos (Jó 28.18; Lm 4.7). Tesouros terrenos não podem prover Aumento de dias (16) ou paz de espírito e mental (17). A sabedoria é árvore da vida (18), que simboliza o poder gerador de vida que vem de Deus.
EARL C. WOLF. Comentário Bíblico Beacon. Editora CPAD. Vol. 3. pag. 366.
Pv 8.10,11 Aceitai o meu ensino, e não a prata. As instruções devem ser vistas e recebidas como coisas mais preciosas do que a prata e o ouro (vs. 10), e melhores do que as joias (vs. 11). Essa figura é vista em Pro. 3.14,15, onde são mencionados os mesmos itens preciosos. Feliz é o homem que obtém a sabedoria, e não essas coisas (ver Pro. 3.13). Note o leitor a tríade: instrução; conhecimento; sabedoria - diferentes formas de falar sobre a sabedoria. O autor sagrado continua variando seus termos, que falam todos sobre a mesma coisa: a sabedoria que é encontrada na lei de Moisés, conforme interpretada pelas declarações da sabedoria. O valor da sabedoria excede o valor das coisas terrenas que os homens tão diligentemente buscam. A sabedoria provê ganhos reais e duradouros. A sabedoria trata com a alma de um homem, com o seu ser interior, enquanto a prata, o ouro e as joias só podem melhorar seu estilo físico da vida. A figura da prata, do ouro e das joias é usada porque os homens a seguem diariamente e anelam ansiosamente por tais coisas. A sabedoria tenta apontar a ansiedade dos homens, dirigindo-a para algo mais digno de atenção. Homens carnais têm problemas de atitudes. A sabedoria, pois, tenta reorientar as atitudes dos homens.
Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam; mas ajuntai para vós outros tesouros no céu. (Mateus 6.19,20)CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretrado versiculo por versiculo).
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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