domingo, 13 de agosto de 2017

ESCOLA DOMINICAL (3)




Foi num domingo de 1890, quando o jornalista inglês, Robert Raikes, crente metodista, estava em sua escrivaninha, buscando escrever um editorial sobre a melhoria do sistema carcerário de sua cidade.
Naquele momento ele foi interrompido pelo barulho de crianças que brincavam na rua, dizendo palavrões, e brigando o tempo todo. Ali, ficou pensativo, imaginando o que seria daquelas crianças, crescendo sem amor, e sem educação. Era o período da Revolução Industrial. O trabalho infantil era comum. As crianças trabalhavam, ao lado de seus pais, para ajudar na renda familiar.
Aos domingos, os pais descansavam, e as crianças ficavam nas ruas, brincando e brigando. Qual seria o futuro daqueles meninos? Pensava Raikes. Não havia escolas públicas na Inglaterra. Só os mais abastados podiam matricular os filhos nas escolas particulares.Profundamente tocado, ele deixou de lado o editorial sobre a reforma dos presídios e passou a escrever outro artigo sobre as crianças pobres, que cresciam sem estudar. Quando o jornal saiu, o artigo de Raikes chamou a atenção da comunidade. Uns, ficaram solidários com ele. Outros o criticavam, dizendo que não deveria estar preocupado com crianças, filhas de operários, quando “havia assuntos mais importantes” para se tratar.LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 131.

a) O projeto.

Raikes, “no próximo editorial, expôs seu plano de começar aulas de alfabetização, linguagem, gramática, matemática, e religião para as crianças, durante algumas horas de domingo. Fez um apelo através do jornal, para mulheres com preparo intelectual e dispostas a ajudar-lhes neste projeto, dando aulas nos seus lares. Dias depois, um sacerdote anglicano indicou professoras da sua paróquia para o trabalho”. Foi um apelo à solidariedade.
“As histórias e lições bíblicas eram os momentos mais esperados e gostosos de todo o currículo. Em pouco tempo, as crianças aprenderam não somente da Bíblia, mas lições de moral, ética, e educação religiosa. Era uma verdadeira educação cristã”. As crianças, a princípio, estranhavam por estar trocando as brincadeiras pelos estudos.
Mas, logo, viram a grande bênção de Deus em suas vida, pois passaram a aprender a ler, escrever, e, o mais importante, a conhecer a Cristo como seu Salvador, nas aulas dominicais. Além disso, Raikes proporcionou um trabalho de ação social em prol das crianças pobres, conseguindo alimento e agasalho para elas, pois sofriam muito na época de frio. Os professores da Escola Dominical eram voluntários.Alguns recebiam pequena ajuda. Outros gastavam do próprio bolso para atender à ED.LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag.

b) Semeando lições de vida.

Como em todo trabalho de quem sonha para ajudar os outros, Raikes teve forte oposição de quem menos se esperava, ou seja, dos pastores de algumas igrejas. Eles reclamavam porque não gostavam de ver as igrejas, recebendo crianças “mal comportadas” e sujas! A semente da ED foi uma “boa semente”. Quatro anos depois, em 1784, após espalhar-se por várias cidades, já contava com 250 mil alunos.
Em 1811, quando Raikes faleceu, a escola já matriculava 400 mil alunos, sendo, de longe, a escola que mais alunos tinha no país. Logo, os pais verificaram a mudança no comportamento das crianças, e passaram a dar apoio à iniciativa oportuna e louvável do jornalista Raikes. As famílias foram as maiores beneficiadas no seio da comunidade.No Brasil, a ED foi fundada em 1855, pelo missionário Kalley, iniciando com o ensino a jovens e adultos. Depois, foram admitidas crianças e adolescentes. “Hoje, a Escola Dominical conta com mais de 60 milhões de alunos matriculados, em mais de 500 mil igrejas protestantes no mundo.”
LIMA. Elinaldo Renovato de. A família cristã e os ataques do inimigo. Editora CPAD. pag. 132.

A FUNDAÇÃO DA ESCOLA DOMINICAL

A Escola Dominical nasceu da visão de um homem que, compadecido pelas crianças de sua cidade, quis dar-lhes um novo e promissor horizonte. Como ficar insensível ante a situação daqueles meninos e meninas que, sem rumo, perambulavam pelas ruas de Gloucester? Nesta cidade, localizada no Sul da Inglaterra, a delinquência infantil era um problema que parecia insolúvel.Aqueles menores roubavam, viciavam-se e eram viciados; achavam-se sempre envolvidos nos piores delitos.É nesse momento tão difícil que o jornalista episcopal Robert Raikes entra em ação. Tinha ele 44 anos quando saiu pelas ruas a convidar os pequenos transgressores a que se reunissem todos os domingos para aprender a Palavra de Deus. Juntamente com o ensino religioso, ministrava-lhes Raikes várias matérias seculares: matemática, história e a língua materna - o inglês.Não demorou muito, e a escola de Raikes já era bem popular. Entretanto, a oposição não tardou a chegar. Muitos eram os que o acusavam de estar quebrantando o domingo. Onde já se viu comprometer o dia do Senhor com esses moleques? Será que o Sr. Raikes não sabe que o domingo existe para ser consagrado a Deus?Robert Raikes sabia-o muito bem. Ele também sabia que Deus é adorado através de nosso trabalho amoroso e incondicional.

Embora haja começado a trabalhar em 1780, foi somente em 1783, após três anos de oração, observações e experimentos, que Robert Raikes resolveu divulgar os resultados de sua obra pioneira.No dia três de novembro de 1783, Raikes publica, em seu jornal, o que Deus operara e continuava a operar na vida daqueles meninos de Gloucester. Eis porque a data foi escolhida como o dia da fundação da Escola Dominical.
Mui apropriadamente, escreve o pastor Antonio Gilberto: "Mal sabia Raikes que estava lançando os fundamentos de uma obra espiritual que atravessaria os séculos e abarcaria o globo, chegando até nós, a ponto de ter hoje dezenas de milhões de alunos e professores, sendo a maior e mais poderosa agência de ensino da Palavra de Deus de que a Igreja dispõe".
Além de Robert Raikes, muitos foram os evangelistas que se preocuparam com o ensino sistemático da Palavra de Deus às crianças. Eis o que declarou o príncipe dos pregadores, Charles Spurgeon: "Uma criança de cinco anos, se ensinada adequadamente, pode crer para a salvação tanto quanto um adulto. Estou convencido de que os convertidos de nossa igreja que se decidiram quando crianças são os melhores crentes. Julgo que são mais numerosos e genuínos do que qualquer outro grupo, são mais constantes, e, ao longo da vida, os mais firmes".
Assim reafirmou Moody o seu apoio ao ensino cristão: "Há muita desconfiança na igreja de hoje quanto à conversão de crianças. Poucos crêem que elas podem ser salvas; mas, louvado seja o Senhor, esta mentalidade já está modificando -uma luz começa a brilhar".
Expressando o mesmo sentimento que levou Robert Raikes a fundar a Escola Dominical, pondera o pastor Artur A. M. Conçalves, reitor da Faculdade Teológica Batista de São Paulo: "As maiores vítimas dos males da nossa sociedade estão sendo as crianças. E é das crianças que vêm os mais angustiantes apelos. Para construirmos um mundo melhor, concentremos nossos esforços nas crianças. Para expandirmos o Reino de Deus, demos prioridade à evangelização das crianças".ANDRADE. Claudionor Corrêa de. Manual Do Superintendente Da Escola Dominical. Editora CPAD. pag. 20-21.

3. O que é Escola Dominical.

É a Escola Dominical o departamento mais importante da igreja, porque evangeliza enquanto ensina, cumprindo assim, de forma cabal, as duas principais demandas da Grande Comissão, que nos entregou o Senhor Jesus (Mt 28.19-20).
A Escola Dominical é também um ministério interpessoal, cujo objetivo básico é alcançar, através da Palavra de Deus, as crianças, os adolescentes, os jovens, os adultos, a família, a igreja e toda a comunidade.Por conseguinte, é a Escola Dominical a única agência de educação popular de que dispõe a igreja, a fim de divulgar, de maneira devocional, sistemática e pedagógica, a Palavra de Deus.O ilustradíssimo pastor Antônio Gilberto assim a descreve: "A Escola Dominical, devidamente funcionando, é o povo do Senhor, no dia do Senhor, estudando a Palavra do Senhor, na casa do Senhor".ANDRADE. Claudionor Corrêa de. Manual Do Superintendente Da Escola Dominical. Editora CPAD. pag. 13-14. (estudaalicao.blogpsot.com).
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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