domingo, 13 de agosto de 2017

Afamilia servindo a Deus (5)





Jr 35.6 Mas eles disseram: Não beberemos vinho. Defrontando-se com a sua falsa tentação, os recabitas citaram as proibições de suas tradições, que, para eles, eram tão fortes como as proibições da lei. O “pai” deles (o fundador de sua seita) deixara claras instruções quanto às bebidas alcoólicas. Ele tinha proibido o uso de quaisquer estimulantes artificiais. Ver no Dicionário o artigo chamado Jonadabe, pontos 2 e 3. A proibição contra o vinho era absoluta e “perpétua”. Os descendentes daquela gente simplesmente não bebiam nenhuma bebida alcoólica, e isso era um item cardeal da fé deles. Uma ampla experiência tinha-lhes mostrado que ingerir bebidas alcoólicas era uma prática negativa, que estava por trás de muitos males. A experiência moderna ilustra a mesma tese, mas muitas pessoas continuam usando bebidas intoxicantes. Quanto à possível identidade de Jonadabe, ver II Reis 10.15. Ele viveu cerca de 300 anos antes desse pequeno drama.

Jr 15.7 Não edificareis casa, não fareis sementeiras, não plantareis nem possuireis vinha alguma. Outras proibições da fé dos recabitas: eles não edificavam casas, pois viviam em suas tendas, apropriadas para a vida de nomadismo. Não praticavam a agricultura, que era o principal meio de sustento nas cidades, cuja vida odiavam. Propositadamente eles assumiam a posição de “estrangeiros na terra”, porquanto, para eles, as cidades corrompiam a moral das pessoas. Em outras palavras, eram separatistas radicais e ultraconservadores, em comparação com os quais até o profeta Jeremias deve ter parecido um “liberal”. “Eram tipos dos filhos de Deus, peregrinos na terra, que esperavam o país celestial, tendo pouco a perder, em razão do que tempos apertados lhes causavam bem pouco alarma (ver Heb. 10.34; 11.9-10,13-16)” (Fausset, in loc.). Coisa alguma era capaz de convencê-los a abandonar sua vida de peregrinos. Provavelmente orgulhavam-se em viver de modo similar ao dos patriarcas, como Abraão, Isaque e Jacó, que eram nômades. Talvez os essênios, de tempos bem posteriores, imitassem a dedicação e o estilo de vida deles. Estritamente falando, eles não eram hebreus, mas tinham-se misturado aos hebreus por casamento, e eram prosélitos do portão. Contudo, formavam uma comunidade separada, com suas próprias distinções.

Obedecemos, pois, à voz de Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai.

A proibição contra a ingestão do vinho aplicava-se a homens, mulheres ou crianças, em todos os níveis da sociedade. Eles obedeciam à voz de Jonadabe em sentido absoluto. Não se desviavam de suas tradições, e essa era a qualidade que se tornava a lição objetiva para Judá, embora atos específicos não estivessem envolvidos. Em termos evangélicos modernos, eles tinham “convicções” das-quais jamais se afastariam. Na liberalização de nossas igrejas, hoje em dia, não há muito dessa atitude restante. A igreja evangélica moderna mais se parece com a apóstata nação de Judá do que com os recabitas. A história eclesiástica mostra que poucos grupos retêm suas formas originais por mais de cem anos. Os recabitas, em contraste, retiveram seus pontos distintivos por mais de 300 anos!CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3105.

A Promessa Feita aos Recabitas (35.18-19)

Jr 35.18. À casa dos recabitas disse Jeremias: Assim diz o Senhor dos Exércitos, o Deus de Israel. Em violento contraste com os filhos de Judá, os recabitas ouviam e obedeciam à voz de seu pai, Jonadabe, filho de Recabe, e por 300 anos continuaram a observar suas tradições sem nenhuma hesitação. Por conseguinte, o Deus de Poder, Yahweh-Sabaote-Etohim (ver o vs. 13) tinha uma promessa para eles. Os obedientes seriam abençoados e honrados.Jr 35.19. Nunca faltará homem a Jonadabe, filho de Recabe, que esteja na minha presença. O poderoso nome de Deus é repetido novamente, quando a promessa é feita. A promessa é firme, porque o Deus de Poder estava por trás dela, e é Ele quem controla as atividades humanas (ver Isa. 13.6). Ver no Dicionário os artigos intitulados Soberania de Deus e Providência de Deus.
À seita dos recabitas não haveria geração que não tivesse alguém vivendo na presença de Yahweh. Essa frase por muitas vezes fala de intercessão e implica uma capacidade sacerdotal (ver Jer. 15.1 e 18.20), ou pode significar a função de um profeta. Contudo, Yahweh não estava dizendo que os recabitas seriam elevados a posições sacerdotais e proféticas. Antes, o sentido aqui é um “serviço fiel” prestado a Deus, que Lhe seria agradável e certamente abençoado pelo Senhor. E é com base no presente versículo que ficamos sabendo que a seita também obedecia à legislação mosaica, e não apenas aos mandamentos específicos e distintivos de Jonadabe. Eles eram fanáticos e ultraconservadores, fazendo mais do lhes era requerido e também praticando tolamente certas coisas que lhes pareciam de suprema importância (o que é o abc dos fanáticos). Todavia, eles não negligenciavam os pontos fundamentais da fé dos hebreus, a lei como guia (ver Deu. 6.4 ss.). Portanto, eram objetos óbvios das bênçãos de Yahweh. Eram ascetas, porém também muito mais que isso.

Sempre haverá um descendente de Jonadabe, filho de Recabe, que me sitva. (NCV)

A promessa incluía a continuidade da seita dos recabitas, a estabilidade do clã e contínua fidelidade. Eles sempre seriam fortes. E, assim sendo, sempre seriam abençoados; sempre seriam sevos de Yahweh, em contraste com os judeus, que se desviaram de suas tradições e se corromperam em seus caminhos pagãos. A tentativa de identificar os recabitas com alguma seita sacerdotal, fazendo deles nazireus ou essênios, tem fracassado. Isso é ver no texto algo mais do que está ali. Talvez algumas das filhas dos recabitas tenham casado com sacerdotes, mas dificilmente isso está em pauta aqui. 
Então as tradições, como aquela referida por Eusébio (História Eclesiástica 1.2, cap. 23), que dizem que os recabitas foram favoráveis ao cristianismo, continuando com sua fidelidade à verdade, provavelmente não são dignas de confiança.CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3106.estudalicao.blogspot.com)
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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