sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O homem vestido de linho Daniel cap.10 (4)




2. O conflito entre o Arcanjo Miguel e o príncipe do reino da Pérsia (10.13).
“Mas o príncipe do reino da Pérsia se pôs defronte de mim vinte e um dias” (10.13). Esses dois príncipes não os reis da Pérsia e da Grécia, mas são figuras metafóricas de dois seres angelicais demoníacos
designados pelo Diabo para atuarem sobre os reinos da Pérsia e da Grécia. O anjo Gabriel declarou que a resistência de Satanás viria também da parte do “príncipe da Grécia” na sua volta à presença de Deus. Esses dois príncipes terrenos representavam neste conflito dois espíritos da parte do Diabo que atuavam sobre aquelas nações. São espíritos territoriais. Alguns dos nossos teólogos rejeitam a expressão “espíritos territoriais”, mas não podem negar a existência de demônios designados pelo Diabo para interferirem e regerem sobre aquelas nações. E interessante notar que “o homem vestido de linho” que falava com Daniel declarou que Miguel, o anjo de Deus, era o “príncipe” de Israel, para defender e proteger os interesses de Deus na vida desse povo (Dn 12.1). O anjo Gabriel que trouxe a resposta de Deus, disse a Daniel que havia sido retido no céu por 21 dias com a resposta de Deus às suas petições. Esses dois príncipes das milícias satânicas:“o príncipe do reino da Pérsia”(v. 13) e o “príncipe da Grécia” (v. 20) que tentaram impedir que Gabriel trouxesse a resposta eram, na verdade, figuras desses príncipes satânicos que operam pelo poder do Diabo, de forma organizada, sobre as nações do mundo. Sem dúvida, Satanás tem sua hierarquia e dispõe de autoridades no mundo inteiro. Assim como Deus delegou ao Arcanjo Miguel para ser o “guardião de Israel” (Dn 10.13), o diabo estabelece os seus guardiões nas nações. São os opositores de Deus. Se o Príncipe da Pérsia representa um príncipe satânico com a finalidade de criar obstáculos ao projeto divino para que não alcance o seu objetivo, também, da parte de Deus, o Príncipe de Israel é o Arcanjo Miguel, e foi ele que veio em ajuda do anjo Gabriel para abrir espaço nos céus com a resposta divina para Daniel. Alguns teólogos rejeitam a ideia de que esses príncipes, da Pérsia e da Grécia, sejam anjos caídos. Defendem a ideia de que eram apenas reis desses impérios terrenos.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 145-146.
Dn 10.13 Devemos observar quatro pontos focais no presente versículo: 1) Esse “príncipe” opositor do “mensageiro celestial” não era simplesmente o rei da Pérsia ou qualquer outro oficial na terra, porque o anjo não pôde vencê-lo sem o auxílio do Arcanjo Miguel, o anjo guerreiro da vasta expansão celestial (Jd v. 9; Ap 12.9). 2) Como Deus tem anjos a seu dispor, também, Satanás os tem. (Ver Mt 25.41 e Ap 12.7). 3) Os filhos de Deus, na presente Era, têm de lutar, não contra a “carne e o sangue”, isto é, forças visíveis, mas contra hostes de anjos iníquos e espíritos maus que infestam a atmosfera terrestre e celeste (Ef 6.12). Esses elevados poderes das trevas são chefiados por Satanás. 4) Não se podem vencer esses seres invisíveis com armas humanas (2 Co 10.4). Essas forças são forças espirituais, são forças do mal, que só podem ser enfrentadas por uma força superior - O Espírito de Deus - fora disso, tudo fracassa.
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag.192.
"o príncipe do reino da Pérsia" (v. 13). Esse príncipe não era de origem terrena. Tratava-se de um anjo diabólico tão forte, que a vitória, no caso aí abordado, só foi decidida quando Miguel, o poderoso arcanjo, entrou em ação e assim a resposta da oração chegou a Daniel. Houve pois conflito no ar entre anjos bons e maus. Assim como Deus tem anjos que protegem nações, Satanás também tem os dele, que operam, mas a seu modo. Esse anjo mau da Pérsia controlava os destinos desse país, mas foi desbancado pelos anjos de Deus. "E eu obtive vitória sobre os reis da Pérsia" (v. 13).
Há muitos atos e práticas humanas por trás dos quais estão enganosamente os agentes de Satanás, como é o caso das falsas religiões. Por exemplo, em 1 Coríntios 10.19,20, a Bíblia nos mostra que a adoração a ídolos tem como causa motivante os demônios. Significa que por trás dos ídolos estão invisivelmente os demônios.
Pelo fato de os anjos maus serem invisíveis, aqui no mundo geralmente percebemos apenas os efeitos das suas ações, e não a causa, que são eles mesmos. Assim sendo, não adianta combatermos os efeitos surgidos e sim a causa, e somente teremos vitória nisso, na força do Senhor. Diz Efésios 6.12: "Porque a nossa luta não é contra a carne e o sangue, e sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes". "Carne e sangue" é uma outra forma de dizer homens visíveis.
"Miguel, um dos primeiros príncipes" (v.13). "primeiros" é literalmente "principais". Isto mostra que os anjos dividem-se me categorias, "príncipe", no hebraico "sor", corresponde a chefe; aquele que domina. O arcanjo Miguel é anjo guardião de Israel (10.21; 12.1).
Antônio Gilberto. DANIEL & APOCALIPSE Como entender o plano de Deus Para os últimos dias. Editora CPAD.
O Deus do céu é, e sempre será, o protetor do seu povo. E, sob as ordens dele, os anjos do céu são os patronos e protetores desse povo. [1] Aqui temos o anjo Gabriel ocupado a serviço da igreja, fazendo a sua parte na defesa dos vinte e um dias contra o príncipe da Pérsia, e permanecendo naquela corte como cônsul ou embaixador a fim de cuidar dos negócios dos judeus, prestando-lhes os seus serviços (v. 13). E, embora os reis da Pérsia lhes tivessem feito muito mal (mediante a permissão de Deus), é provável que maiores maldades tivessem sido praticadas contra eles, e teriam ficado bastante arrumados (como exemplo desta verdade, temos a conspiração de Hamã) se Deus não tivesse evitado essas ocorrências nefastas através do ministério dos anjos. Gabriel decidiu, ao ser despachado na missão a favor de Daniel, que iria retornar para lutar contra o príncipe da Pérsia, que iria continuar a se opor a ele, e que, no final, iria humilhar e derrotar aquela orgulhosa monarquia (v. 20), embora soubesse que outra monarquia igualmente perniciosa, a da Grécia, surgiria mais tarde. [2] Aqui está Miguel, o nosso príncipe, o grande encarregado de proteger a igreja, e o patrono dessa causa justa, que está repleta de injustiças por parte dos inimigos de Deus e do seu povo. Miguel é um dos principais príncipes de Deus (v. 13). Alguns entendem que ele é um anjo criado, porém um arcanjo de ordem mais elevada (1 Ts 4.16; Jd 9). Outros crêem que o arcanjo Miguel seja o próprio Senhor Jesus Cristo, o Anjo da Aliança, e o Senhor dos anjos, Aquele que Daniel viu na visão (v. 5). Ele “veio para ajudar-me” (v. 13) “e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles” (v. 21). Mas Cristo é o Príncipe da igreja, não os anjos (Hb 2.5). Ele preside os assuntos da igreja, e com eficiência provê aquilo que é o melhor para ela. O Senhor é quem capacita os anjos, fazendo com que sejam úteis aos herdeiros da salvação. E, se Ele não estivesse ao lado da igreja, a situação dela seria terrível. A igreja pode dizer como Davi: “O Senhor está comigo entre aqueles que me ajudam” (SI 118.7). “O Senhor está com aqueles que sustêm a minha alma” (SI 54.4).
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 894.
3. A hostilidade espiritual contra o povo de Deus.
Deus tem uma aliança com Israel e a cumprirá, porque Ele é imutável e cumpre suas promessas. Quanto à igreja de Cristo, os mesmos espíritos do mal operam e hostilizam a igreja e aos crentes em particular. Há resistência espiritual às nossas orações. Quando oramos entramos em batalha contra as potestades do mal (Ef 6.12). Israel tem o seu ajudador especial da parte de Deus. A igreja, também, é guardada pelos anjos dos ataques satânicos.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 146-147.
Embora o anjo devesse retornar em breve para continuar sua luta contra o anjo-guardião-líder da Pérsia, primeiramente ele transmitiria a mensagem a Daniel. Aquela era uma espécie de missão lateral. O anjo estava muito ocupado e tinha muitas coisas das quais cuidar. No meio (ou depois) do conflito contra o anjo da Pérsia, o anjo-guardião-líder da Grécia haveria de aparecer para perturbá-lo. Somente Miguel seria seu aliado naquelas lutas celestiais (conforme o vs. 21 passa a dizer). Alguns estudiosos pensam que o anjo da Grécia, neste caso, é Alexandre, o Grande, mas é melhor supormos que o anjo guardião da Grécia seria a força e a inspiração de Alexandre, e isso explicaria como esse conquistador conseguiu fazer o que fez, incluindo a derrubada do império persa. Alexandre e seus sucessores também teriam muito para perturbar a Israel, nação à qual Gabriel e Miguel defenderiam.
CHAMPLIN, Russell Norman, Antigo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Hagnos. pag. 3420.
Dn 10.20 “E, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia”. Havia entre os antigos povos a opinião de que cada nação tinha o seu anjo guardião. Muitos intérpretes, ajuntam, como figura disso, além de outros textos, Ap 16.5, onde João faz referência ao “anjo das águas”. Para outros comentadores, o “anjo das águas” não deve ser entendido em sentido literal, mas simbolicamente. E verdade que as águas que existem na face e no interior da terra, são calculadas em “sessenta e cinco quintilhões de pés cúbicos”; assim, segundo eles, Deus designou um anjo para guardar essa parte da natureza. (Ver Jo 5.4; At 27.23, 24; Ap 10.2, 5). Desse modo, tomando Daniel 10.20, com sentido literal e Ap 16.5 e 17.15, com sentido figurado, podemos deduzir que o anjo das águas e o anjo das nações referem-se a um “anjo-capitão”, que seria responsável pela segurança das nações, tendo também a incumbência de executar juízos sobre eles (Ver Êx 14.19; 20.23; Dn 10.13, 20 e 21).
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 195.
Ef 6.12 Os cristáos têm que lutar contra o mal - esta expressão descreve um combate corpo a corpo. Mas nós não estamos em uma campanha militar terrena - nossa batalha náo é contra carne e sangue. Ao contrário, nós lutamos contra os demônios sobre os quais Satanás tem controle. Os demônios trabalham para que as pessoas pequem. Eles não foram criados por Satanás, pois Deus é o Criador de tudo. Ao contrário, os demônios são anjos caídos que se juntaram a Satanás em sua rebelião e, dessa forma, se tornaram maus e pervertidos. Adescrição revela as características desses inimigos, bem como a sua esfera de atuação. “Principados” e “potestades” sáo poderes cósmicos ou demônios, mencionados em 1.21. Esses seres espirituais têm poder limitado. Eles são invisíveis para nós e operam no mundo invisível (nos lugares celestiais). “Potestades” refere-se àqueles poderes espirituais que aspiram conquistar o mundo. Elas são a maldade (das trevas) e atualmente governam este mundo. “As iiostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais” é uma expressão que se refere às moradas dos demônios, planetas, e estrelas, a partir dos quais eles controlam a vida das pessoas. Paulo utilizou os nomes de grupos das forças do mal não tanto para definir classes ou diferenciar poderes demoníacos, mas para mostrar a completa extensão do armamento de Satanás. Aqui está um exército de forças espirituais agrupadas contra nós, exigindo que usemos a armadura completa de Deus. Esses são seres reais e poderosos, não meras fantasias. Os crentes não devem subestimá-los. Os efésios haviam praticado magia e feitiçaria (At 19.19) e estavam bem a par do poder das trevas. Enfrentamos um poderoso exército cujo objetivo é derrotar a igreja de Cristo. Quando cremos em Cristo, os seres satânicos tornam-se nossos inimigos e usam todos os truques para nos afastar dele e nos levar de volta ao pecado. Embora nós, os crentes, tenhamos certeza da vitória, devemos nos engajar na luta até que Cristo retorne, porque Satanás luta constantemente contra todos que estáo ao lado de Deus.
Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. Editora CPAD. Vol. 2. pag. 353.
1. O perigo e a necessidade que temos de revestir-nos de toda armadura, considerando os tipos de inimigos com os quais precisamos lidar - o Diabo e todos os poderes das trevas: “...porque não temos que lutar contra carne e sangue” (v. 12). O combate para o qual precisamos estar preparados não é contra inimigos humanos comuns, não contra homens constituídos de carne e sangue, nem contra nossa própria natureza corrompida, mas contra os diversos graus de demónios, que têm um controle que exercitam neste mundo. (1) Lidamos com um inimigo sutil, um inimigo que usa manhas e estratagemas, como lemos no versículo 11. Ele tem mil maneiras de iludir almas inconstantes; por isso é chamado de serpente, em virtude de sua sutileza, a velha serpente, experimentada na arte de tentar. (2) Ele é um inimigo poderoso: principados, potestades e príncipes. Eles são numerosos e poderosos; eles governam as nações pagãs que ainda estão nas trevas. As partes sombrias do mundo são o alicerce do império de Satanás. Eles estão usurpando e destituindo príncipes sobre todos os homens que ainda estão em um estado de pecado e ignorância. Satanás é um reino de trevas, enquanto Cristo é um reino de luz. (3) Eles são inimigos espirituais: “...hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”, ou espíritos maus, como alguns traduzem. O Diabo é um espírito, um espírito mau; o perigo é maior porque nossos inimigos são invisíveis e nos atacam antes de nos darmos conta deles. Os demónios são espíritos maus, e eles especialmente aborrecem e provocam os santos à perversidade, ao orgulho, à inveja, à malícia etc. Esses inimigos ficam nos lugares celestiais, de acordo com o texto original (ou “regiões celestes”, versão RA); nesse caso, o céu significa toda a expansão, ou além da nossa atmosfera, o lugar entre a terra e as estrelas, de onde os demónios nos assaltam. Ou, o significado pode ser: “Lutamos por lugares celestiais ou coisas celestiais”; essa é a forma de alguns antigos interpretarem esse texto. Nossos inimigos se esforçam para impedir nossa subida ao céu, para privar-nos de bênçãos celestiais e para obstruir nossa comunhão com o céu. Eles nos atacam nas coisas que pertencem à nossa alma e se esforçam para desfigurar a imagem celestial em nosso coração; e, portanto, precisamos estar vigilantes contra eles. Necessitamos de fé em nossa batalha cristã, porque temos inimigos espirituais que precisamos combater, bem como fé em nosso trabalho cristão, porque precisamos buscar força espiritual. O nosso perigo é grande.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Novo Testamento ATOS A APOCALIPSE Edição completa. Editora CPAD. pag. 604-605.
O inimigo contra quem lutamos nessa batalha (6.11-13)
O apóstolo Paulo descreve nosso arqui-inimigo de forma clara:
Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para que possais permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra pessoas de carne e sangue que temos de lutar, mas sim contra principados e poderios, contra os príncipes deste mundo de trevas, contra os exércitos espirituais da maldade nas regiões celestiais. Por isso, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes (6.11-13).
Não podemos lutar contra quem não conhecemos. Quais são as características desse inimigo? Efésios 6.11,12 diz que o diabo, mesmo não sendo onipresente, onisciente e onipotente, tem seus agentes espalhados por toda parte, e esses seres caídos estão a seu serviço para guerrear contra o povo de Deus.
Chamamos a atenção para algumas verdades: 1) o reino das trevas possui uma organização. O diabo não é tão tolo a ponto de não ser organizado. É o que podemos chamar de “a ordem da desordem”; 2) existe uma estratificação de poder no reino das trevas. Paulo fala de principados, poderios, príncipes deste mundo de trevas e exércitos espirituais do mal. Existe uma cadeia de comando. Existem cabeças e subalternos. Líderes e liderados. Quem manda e quem obedece; 3) o reino das trevas articula-se contra a igreja. O diabo e seus demônios rodeiam a terra e passeiam por ela. Eles investigam nossa vida, buscando uma oportunidade para nos atacar. Esse inimigo não dorme, não tira férias nem descansa. Esse inimigo tem um variado arsenal. Ele usa “ciladas” imetodeiá). Para cada pessoa, ele usa uma estratégia diferente. Ele ousa mudar os métodos.
Destacamos, agora, algumas características desse terrível inimigo:
Em primeiro lugar, é um inimigo invisível (6.11,12). O diabo e seus agentes são seres reais, porém invisíveis. Esse inimigo espreita-nos 24 horas por dia. Ele é como um leão que ruge ao nosso derredor. Ele escuta cada palavra que você fala, vê cada atitude que você toma e acompanha cada ato que você pratica escondido. Ele é um inimigo espiritual. Você não pode guerrear contra ele com armas carnais. Ele não pode ser destruído com bombas atômicas. Ele age de forma inesperada.
Em segundo lugar, é um inimigo maligno (6.11,12). A Bíblia o chama de diabo, Satanás, assassino, ladrão, mentiroso, destruidor, tentador, maligno, serpente, dragão, Abadom e Apoliom. Seu intento é roubar, matar e destruir. Ele sabe que já está sentenciado à perdição eterna e quer levar consigo homens e mulheres.
Em terceiro lugar, é um inimigo astuto (6.11). Ele usa ciladas, armadilhas e ardis. Ele age dissimuladamente como uma serpente. Ele disfarça-se. Ele transfigura-se em anjo de luz. Seus minitros parecem ser ministros de justiça. Ele usa voz mansa. Ele usa muitas máscaras. Ele tenta enganar as pessoas levando-as a duvidar da Palavra de Deus, exaltando o homem ao apogeu da glória. Ele também age assustadoramente como um leão. Ele ruge para assustar.
Paulo fala que precisamos tomar toda a armadura de Deus para poder resistir no dia mau (6.13). O “dia mau” é o dia de duras provas, os momentos mais críticos da vida, quando o diabo e seus subordinados sinistros nos assaltam com grande veemência. O “dia mau” refere-se àqueles dias críticos de tentação ou de constante assalto satânico que todos os filhos de Deus conhecem. Nesses dias, somos subitamente assaltados, sem nenhum aviso, nenhum sinal de tempestade, nenhuma queda do barômetro.
O diabo e seus asseclas ameaçam e intimidam as pessoas com o propósito de destruí-las. Eles atacam com fúria no dia mau. Eles também agem com diversidade de métodos. Eles estudam cada pessoa para saber o lado certo para atacá-la. Sansão, Davi, Pedro foram derrubados porque o diabo variou seus métodos.
Entre as histórias do livro Mil e uma noites encontramos a de Simbad nos mares da índia. Enorme rocha magnética destacava-se no meio das águas tranquilas com aspecto inocente, sem oferecer perigo. Mas, quando o navio de Simbad se aproximou dela, a poderosa força magnética de que estava impregnada a rocha arrancou todos os pregos e cavilhas que mantinham unida a estrutura do barco. Desfeito em pedaços, o navio condenou à morte os que nele viajavam. As forças do mal continuam em ação. Precisamos estar atentos para identificá-las; do contrário sofreremos sérios danos.321 William Hendriksen, escrevendo sobre essas ciladas do diabo, afirma:
Alguns destes manhosos ardis e malignos estratagemas são: confundir a mentira com a verdade de forma a parecer plausíveis (Gn 3.4,5,22); citar (melhor, citar erroneamente) as Escrituras (Mt 4.6); disfarçar-se em anjo de luz (2Co 11.4) e induzir seus “ministros” a fazerem o mesmo, “aparentando ser apóstolos de Cristo (2Co 11.13); arremedar a Deus (2Ts 2.1-4,9); reforçar a crença humana de que ele não existe (At 20.22); entrar em lugar onde não se esperava que entrasse (Mt 24.15; 2Ts 2.4); e, acima de tudo, prometer ao homem que por meio das más ações pode-se chegar a obter o bem (Lc 4.6,7).
Em quarto lugar, é um inimigo persistente (6.13b). “E, havendo tudo feito, permanecer firmes”. O diabo e suas hostes não ensarilham suas armas. Ao ser derrotados, eles voltam com novas estratégias. Foi assim com Jesus no deserto, onde foi tentado (Lc 4.13). Elias fugiu depois de uma grande vitória. Sansão foi subjugado pelos filisteus depois de vencê-los. Davi venceu exércitos, mas caiu na teia da luxúria. Pedro caiu na armadilha da autoconfiança.
Em quinto lugar, é um inimigo numeroso (6.12). Paulo fala de principados, poderios, príncipes deste mundo de trevas e exércitos espirituais do mal. O diabo e seus anjos estáo tentando, roubando e matando pessoas em todo o mundo. Eles são numerosos. Não podemos vencer esses terríveis exércitos do mal sozinhos nem com nossas próprias armas.
Em sexto lugar, é um inimigo oportunista (6.11,14). Mesmo depois que o vencemos, precisamos continuar firmes (6.11,14), porque ele sempre procura um novo jeito de atacar. Quando o crente deixa de usar toda a armadura de Deus, ele encontra uma brecha, entra e faz um estrago (4.26,27). Não podemos ter vitória nessa guerra se não usarmos todas as peças da armadura. Não podemos permitir que o inimigo nos encontre indefesos. O diabo e suas hostes buscam uma estratégia para nos atacar de súbito, sem nenhum aviso, sem nenhum sinal de tempestade.
Alistamos a seguir algumas dessas interferências do diabo na vida do povo de Deus: 1) ele furta a Palavra do coração (Lc 8.12); 2) ele semeia o joio no meio do trigo (Mt 13.24-30); 3) ele opõe-se ao pregador (Zc 3.1-5); 4) ele intercepta a resposta às orações dos santos (Dn 10); 5) ele oprime pessoas com enfermidades (Lc 13.10-17); 6) ele resiste à obra missionária (lTs 2.8); 7) ele atormenta as pessoas em cujo coração não há espaço para o perdão (Mt 18.23-35); 8) ele usa a arma da dissimulação (2Co 11.14,15); 9) ele usa a arma da intimidação (IPe 5.8); 10) ele age na disseminação de falsos ensinos (lTm 4.1); e 11) ele ataca a mente dos homens (2Co 4.4)..LOPES, Hernandes Dias. EFESIOS Igreja, a noiva gloriosa de Cristo. Editora Hagnos. pag. 179-183.ELABORADO: Pb Alessandro Silva.(estudaalicao.blogspot.com)
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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