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sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O homem vestido de linho Daniel cap. 10 (2)




O local da revelação divina a Daniel
“eu estava à borda do grande rio Hidéquel” (10.4). Na verdade, o rio Hidekel é o mesmo rio Tigre. E um rio que nasce nas montanhas da Armênia e atravessa a planície da Mesopotâmia, por mais de 1.800 kilometros e, depois se junta ao rio Eufrates desaguando no Golfo Pérsico. O rio Tigre (ou Hidekel), pela sua importância geográfica foi o local onde, literalmente, Deus deu a grande visão dos capítulos 10,11 e 12 a Daniel. E interessante notar que Daniel não fora arrebatado em espírito para ver a grande visão, mas ele estava, literalmente naquele local “à borda do rio” acompanhado de alguns homens. Estes homens não viram a visão, apenas ficaram assustados com o ambiente e fugiram porque notaram que estava acontecendo algo extraordinário (10.7). A Daniel foi dada a visão e a mais ninguém. O texto do versículo 5 confirma,dizendo: “E levantei os meus olhos, e olhei...”
A aparição do homem vestido de linho “e eis um homem vestido de linho” (10.5). Deus sempre utilizou figuras de linguagem que pudessem aclarar suas revelações. O “homem vestido de linho” que lhe aparecera era literal, ainda que de forma magnífica e angelical. Segundo alguns estudiosos, esse “homem” pode ser uma aparição teofanica do próprio Cristo, cuja descrição pode ser comparada a visão que João, o apóstolo, teve na Ilha de Patmos (Ap 1.13-16). Ora, uma teofania significa Deus mani- festando-se, tomando formas distintas para falar com o homem. Na Bíblia, temos teofanias (manifestações de Deus) e temos angelofanias (manifestações angelicais). Geralmente, essas manifestações são com formas humanas. No caso da experiência de Daniel, quem poderia ser: um anjo ou o próprio Deus? Alguns exegetas não veem o “homem vestido de linho” como uma teofania, mas insistem em que o personagem é o de um ser angelical. Porém, o contexto bíblico fortalece a ideia de que seja, de fato, o próprio Deus manifestando-se de modo pessoal e visível como “um homem” a Daniel.
O que é uma teofania?
A palavra teofania deriva de duas outras palavras na língua grega: teos efanis que significam respectivamente “Deus” e “aparecer” ou (manifestar). Entende-se, portanto, teofania como “uma forma visível da divindade”. Crê-se que a aparição daquele ser angelical como “um homem vestido de linho” era uma teofania. O texto fortalece a ideia de que era Jesus, a segunda Pessoa da Trindade, pelas caraterísticas esplendorosas do personagem. A descrição desse personagem espiritual lembra a visão que o apóstolo João teve de Jesus quando estava na ilha de Patmos (Ap 1.13-16).
As caraterísticas do homem vestido de linho.
(10.5,6) A visão estrondosa e magnífica que Daniel teve do homem vestido de linho desafia os estudiosos da Bíblia em definir essa aparição. A pergunta que todos fazem é: Quem era aquele homem? Seria Gabriel, o embaixador de Deus em outras vezes para com Daniel? Seria um anjo com poderes especiais para cumprir um desígnio de Deus? Seria Miguel, o chefe das milícias de Deus que defende os interesses de Deus para com Israel? Seria esse “homem vestido de linho” o Cristo pré-encarnado, numa teofania especial? Percebe-se que essa aparição trazia um homem com vestes de linho, com os ombros cingidos de ouro, com um corpo semelhante a berilo, que tinha uma cor do tipo água marinha, ou verde-mar, o rosto como relâmpago e olhos como tochas de fogo, braços e pés como bronze polido e sua voz era como o barulho de uma multidão (Dn 10.5,6). Portanto, essas caraterísticas o faziam um ser diferente e singular que o identificavam com outras teofanias que aparecem na Bíblia. Entretanto, a visão de João, o apóstolo, na Ilha de Patmos se ajusta perfeitamente com as caraterísticas desse “homem” que apareceu a Daniel. Não devemos forçar uma interpretação, mas o contexto contribui para que creiamos que esse “homem” especial não podia ser outro senão Jesus Cristo, a segunda Pessoa da Trindade. Ele estava vestido de “linho”(v. 5), um tecido utilizado especialmente na roupagem dos sacerdotes segundo a liturgia hebraica e significa santidade, pureza e justiça. Em Apocalipse 1.13, o Senhor Jesus aparece em visão a João, na Ilha de Patmos, vestido de glória e majestade, e diz que: “um semelhante ao Filho do homem, vestido até aos pés de um roupa comprida”.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 141-143.
Dn 10.4 “... rio Hidequel. O rio que traz este nome é o mesmo que o “Idiklart” em assírio, e, grego, “Tigre”. Era um dos rios que assinalavam a localização do jardim do Éden (Gn 4.2,14). Nasce nas montanhas da Armênia e corre na direção sueste, atravessando 1.834 quilômetros, via Diabehr, através da planície da Mesopotâmia, até reunir-se ao rio Eufrates, a 64 quilômetros ao norte do Golfo Pérsico, onde finalmente deságua. É um rio bastante largo e que serpenteia em muitos meandros através da Babilônia, e é alimentado por tributários que descem das colinas persas. Quando as neves se derretem, o rio enche em março-maio e ou- tubro-novembro. Nínive, Galá e Assur, ambas mencionadas em Gêneses capítulo 10, fixaram-se em suas margens. Daniel confessa que, em sua grande visão futurística, se encontrava ali, na borda desse rio.
Dn 10.5 "... um homem vestido de linho”. O que Daniel diz neste versículo e naqueles que seguem é dito também por João a respeito de Cristo, em Ap 1.13 e ss. Ali Jesus é visto “vestido até os pés de um vestido comprido”. Era uma vestimenta talar, usada exclusivamente pelos sacerdotes e juizes no desempenho de suas funções. E isso realmente, a dupla função do Filho de Deus, atualmente (2 Tm 4.8 e Hb 3.1). “O cinto de ouro cingido à altura do peito era também usado pelos sacerdotes quando ministravam no santuário; e estava à altura do peito e não nos rins, para ajustar as vestes, de modo a facilitar os movimentos; é símbolo de dignidade e majestade, coisas que são inerentes ao Filho de Deus, tanto no passado como no presente. Na Dispensação da Graça, Cristo é o nosso sumo sacerdote perfeito para sempre” (Hb 7.28). Porém alguns teólogos acham que aqui, em Daniel, refere-se a um anjo e não a Cristo porque esse personagem não pôde vencer o “príncipe do reino da Pérsia” sem o auxílio do arcanjo Miguel (v. 13). Seja como for, um elevado poder, uma autoridade celestial, está em foco!
Dn 10.6: O presente versículo reúne vários elementos descritos em Ap 1.14 a 16, aplicados à pessoa de Cristo. Em Ap 4.3 há uma visão similar, mas é evidente que, ali, é a pessoa do Pai que está em foco. Ele está “assentado”, porquanto assumiu a posição de autoridade, como um Rei, o qual se “assenta em um trono”, enquanto que seus ministros estão “à sua mão direita e à sua esquerda”. O profeta Ezequiel, outro profeta do cativeiro babilónico, viu a aparência de Deus (Ez 1.26-28) junto ao rio Quebar, quando se encontrava em estado de êxtase. Outras passagens das Escrituras falam em profundidade sobre a “forma de Deus”. Na presente passagem, porém, deve ser um ser celestial que está em foco, como uma figura expressiva daquele que havia de vir ao mundo. (Comp. Ez cap. 9).
Severino Pedro da Silva. Daniel vercículo por vercículo. Editora CPAD. pag. 187-188.
Recebe especial visitação do céu (Dn 10.4-12)
Daniel recebe uma visitação angelical. O anjo que o visita é cheio de esplendor (v. 4-6). Alguns estudiosos como Stuart Olyott, Evis Carballosa e Young entendem que a descrição desse anjo é uma teofania e trata-se da segunda Pessoa de Trindade.113 A razão apresentada é que a descrição é muito semelhante àquela apresentada em Apocalipse 1.13-17. Também entendem que só a presença de Jesus provocaria tanto impacto em Daniel, e só o Senhor pode tocar e restaurar vidas.
Outros estudiosos, porém, como Calvino, Osvaldo Litz e Ronald Wallace entendem que a descrição é mesmo de um anjo, sobretudo, porque no versículo 13 há resistência em relação a esse anjo, e ele precisa de reforço espiritual. As descrições do anjo são magníficas e muito parecidas com a aparição gloriosa de Jesus a João, na ilha de Patmos: sua vestimenta (v. 5); seu corpo (v. 6); seu rosto (v. 6); seus olhos (v. 6); seus braços (v. 6); seus pés (v. 6) e sua voz (v. 6).
Daniel, diante do esplendor do anjo, reage de três formas diferentes (v. 7-12). Em primeiro lugar, ele tem claro discernimento (v. 7). Apenas Daniel conseguiu discernir a voz do anjo. Os outros ouviram, temeram e fugiram, mas apenas Daniel compreendeu. Foi assim também com Saulo de Tarso no caminho de Damasco (At 9.7; 22.9). Apenas aqueles que vivem na intimidade de Deus discernem a voz de Deus. Houve uma irresistível percepção do céu na terra. Ao fugirem os demais, Daniel ficou sozinho perante o anjo do Senhor.
Em segundo lugar, ele passou por profundo quebrantamento (v. 8). Quando Daniel ficou sozinho diante do ser celestial, seu corpo enfraqueceu. Daniel cai prostrado diante do fulgor do anjo. Diante da manifestação da glória de Deus os homens se prostram e se humilham. A glória de Deus é demais para o frágil ser humano suportar.
Em terceiro lugar, Daniel experimentou gloriosa consolação (v. 12). O Daniel que está prostrado ouve, agora, palavras doces e encorajadoras. Ouve que é amado no céu (v. 11). Toma conhecimento que suas orações foram ouvidas (v. 12). Ouve que o que é ligado na terra é ligado no céu. Ouve que Deus aciona Seus anjos para atender Seus filhos quando esses se pôe de joelhos em oração (v. 12b). Por isso, Daniel não deve ter medo (v. 12).
LOPES. Hernandes Dias. DANIEL Um homem amado no céu. Editora Hagnos. pag. 129-130.
Uma descrição da gloriosa pessoa que Daniel viu na sua visão e que, como em geral acreditam, não podia ser outra a não ser o próprio Cristo, o Verbo eterno. Daniel estava ao lado do rio Hidéquel (v.
4), provavelmente caminhando por ah, não por diversão, mas por devoção e contemplação, como Isaque caminhou pelos campos a fim de meditar. E, como era uma pessoa distinta, os servos que o atendiam mantinham certa distância. Nesse lugar ele olhou para cima e viu um homem, Cristo Jesus. Entende-se que era Ele, pois tinha a mesma aparência Daquele que apareceu ao apóstolo João na ilha de Patmos (Ap 1.13-15). As suas vestes eram sacerdotais, pois sendo o Sumo Sacerdote da nossa profissão de fé, Ele estava vestido de linho, e como o próprio sumo sacerdote se vestia no dia da expiação, os seus lombos estavam cobertos (na visão de João, o peito estava coberto) com um cinto do mais fino ouro, igual ao de Ufaz. Pois tudo o que se relaciona a Cristo deve ser o melhor que existir. O cinto ao redor dos lombos significa a prontidão e a diligência dele em relação ao seu trabalho, na qualidade de servo de Deus Pai, na obra da nossa redenção. A sua aparência era amável e o seu corpo como o berilo, uma pedra preciosa que tem a cor do céu. O seu semblante era terrível, suficiente para inspirar terror nos espectadores, pois o seu rosto tinha a aparência de um relâmpago. O brilho dos seus olhos trazia a sensação de beleza e ameaça. Eram brilhantes e luminosos como tochas de fogo. Os seus braços e pés brilhavam como o bronze polido (v. 6). A sua voz era alta, forte, e muito penetrante, como a voz de uma multidão. A vox dei - a voz de Deus - pode se sobrepor à vox populi - a voz do povo. Cristo se manifestou dessa forma gloriosa, e por esta razão devemos: 1. Pensar nele com muito respeito e dignidade. Devemos considerar como o Senhor Jesus Cristo é grande e importante. Ele deve ter a preeminência em todas as coisas. 2. Admirar a sua condescendência em relação a nós e à nossa salvação. Apesar de todo esse esplendor, Ele se cobriu com um véu quando assumiu a forma de servo, e se esvaziou.
HENRY. Matthew. Comentário Matthew Henry Antigo Testamento Isaías a Malaquias. Editora CPAD. pag. 890-891.
2. “Eis que uma mão me tocou”.
“me tocou os lábios” (10.16). Daniel tinha caído por terra por não ter tido condições físicas e emocionais de suportar toda aquela revelação. Ficou sem fala, mas ao ser tocado nos lábios, abriu a boca e começou a falar, à semelhança do que aconteceu com o profeta Isaías (Is 6.7). Quando somos tocados pelo Senhor, a sua santidade produz em nós um sentimento de indignidade e impureza perante os seus olhos. Ao ser tocado nos lábios, Daniel, antes emudecido diante da visão, começou a falar.
"Como pois pode o servo deste meu Senhor falar com aquele meu Senhor”? (10.17). Dois personagens se destacam nesta experiência, o anjo que falava com ele e o Ser superior a quem Ele entendeu que não tinha condições de estar de pé diante dEle. Quem era aquele “Senhor”? O contexto da escritura indica Alguém que era mais que um ser angelical. Não poderia ser o Senhor Jesus Cristo? Não podemos especular sobre isso, mas não há dificuldade alguma para entender a possibilidade de ser o Senhor Jesus, pré-encarnado, numa aparição especial. Na transfiguração de Jesus diante de seus três discípulos, Moisés e Elias viram a glória de Deus na pessoa de Jesus Cristo, seu Filho amado (Êx 33.19; Lc 9.28-31).
(10.18,19) Daniel foi confortado pelo anjo. Daniel descobriu que os opositores da obra em Jerusalém, não eram apenas os sa- maritanos e palestinos que se opunham contra tudo, mas tinha por trás de toda essa oposição, a ação de demônios. Mas Daniel é confortado pelo anjo quando lhe diz que “era muito amado” por Deus.
(10.20) O anjo revela a Daniel que “o príncipe da Grécia” na figura de um dos espíritos satânicos também se levantaria para se opor ao povo de Deus num tempo bem próximo daquele que ele, Daniel, estava vivendo. A revelação foi feita ainda dentro do período do Império Medo-persa, mas logo passaria, e outro império haveria de surgir, suplantando o medo-persa, que era o Império Grego. Aquele anjo embaixador de Deus anunciou a Daniel que ele enfrentaria as milícias espirituais com o apoio de Miguel, o príncipe de Deus a favor de Israel.
A grande lição que aprendemos com este capítulo é que no mundo temos uma guerra espiritual sobre as nossas cabeças.Trata- se de uma guerra invisível, mas temos a promessa da vitória porque Deus cumpre a sua Palavra.
Elienai Cabral. Integridade Moral e Espiritual. O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. Editora CPAD. pag. 147-148.
ANJO (hebraico maUak e grego aggelos, "agente," "mensageiro").
Natureza e Hierarquia dos Anjos
Os anjos são uma ordem sobrenatural de seres celestiais criados separadamente por Deus antes da criação do mundo (cf. Jó 38.6,7) e chamados de espíritos (Hb 1.4,14). Embora sem organismo corpóreo, foi-lhes permitido aparecer frequentemente na forma de homem (Gn 19.1,5,15; At 1.11). As Escrituras os descrevem como seres pessoais, mais elevados que a raça humana (SI 8.4,5) e não meras personificações. Eles não são seres humanos glorificados (1 Co 6.3; Hb 1.14). Possuem mais do que conhecimento humano, mas ainda assim não são oniscien-tes (2 Sm 14.20; 19.27; Mt 24.36; 1 Pe 1.12). São mais fortes que os homens, mas não são onipotentes (SI 103.20; 2 Pe 2.11; 2 Ts 1.7). Também não são onipresentes (Dn 10.12-14). Às vezes são capacitados para realizar milagres (Gn 19.10-11). O NT revela que existem grandes multidões de anjos no céu (Mt 26.53; Hb 12.22; Ap 5.11). Os anjos têm, individualmente, diferentes capacitações e hierarquias (veja Querubim; Serafim), e são altamente organizados (Rm 8.38; Ef 1.21; 3.10; Cl 1.16). Dois dos anjos mais importantes são Gabriel (Dn 8.16; 9.21; Lc 1.19,26) e Miguel, o arcanjo (Dn 10.13,21; 12.1; Judas 9; Ap 12.7). Satanás era um dos querubins e era chamado "querubim ungido para proteger" (Ez 28.14). Portanto, ele era um dos mais elevados bem como um dos mais dotados dentre as hostes celestiais (Ez 28.13-15) até que caiu. Veja Satanás.
O Ministério dos Anjos
O trabalho dos anjos é variado. Seu principal papel no NT é o de mensageiros ou por-ta-vozes divinos. Um anjo falou com Zacarias (Lc 1.11-20), com Maria (Lc 1.26-38), com José (Mt 1.20-24; 2.13,19), com os pastores de ovelhas (Lc 2.9-15), com Cornélio (At 10.3,6,22), com Paulo (At 27.23), e com João no Apocalipse. Anjos proclamam juízos divinos por todo o Apocalipse. Os santos anjos permanecem na presença de Deus e o adoram (Mt 18.10; Hb 1.6; Ap 5.11,12). Eles ministram aos santos (Hb 1.14) dando assistência, proteção e livramento (Gn 19.11; SI 91.11; Dn 3.28; 6.22; At 5.19); guiam-nos (At 8.26; 12.7-10); às vezes, trazem encorajamento (Dn 9.21; At 27.23,24); interpretam a vontade de Deus (Dn 7.16; 10.5,11; Zc 1.9ss) e a executam com relação tanto aos indivíduos quanto às nações (Gn 19.12-16; 2 Sm 24.16). Nesta qualidade os anjos de Deus são frequentemente chama-dos de "anjos da guarda," e alguns crêem que cada um deles é designado para assistir a um crente e representá-lo no céu (At 12.15; SI 34.7; Mt 18.10). Veja Vigilantes. Os seis homens de Ezequiel 9.1-7 eram aparentemente executores divinos. Anjos levaram o mendigo Lázaro para o seio de Abraão (Lc 16.22). Eles são instrumentos de Deus para punir seus inimigos (2 Rs 19.35; At 12.23) e punir até mesmo o seu próprio povo (2 Sm 24.16). Um de seus grandes privilégios é mostrar as características do céu aos remidos (Ap 21.9-22.6), por cuja conversão eles se regozijaram (Lc 15.10). Os anjos tiveram uma grande participação na vida de Cristo, aparecendo tanto antes quanto após o seu nascimento (Mt 1.20; Lc 1.30; 2.9,13), para fortalecê-lo após a sua tentação (Mt 4.11) e no jardim do Getsêmani (Lc 22.43). Um anjo rolou a pedra em sua ressurreição (Mt 28.2-7), e dois apareceram e confirmaram seu retorno em sua ascensão (At 1.11). O Senhor Jesus poderia ter solicitado a seu Pai 12 legiões de anjos para livrá-lo de seus inimigos (Mt 26.52).
Anjos Caídos
Os anjos malignos, dos quais Satanás é o príncipe (Jo 12.31; 14.30; Ef 2.2; cf. 6.12), se opõem aos bons (Dn 10.13), perturbam o bem-estar do homem às vezes adquirindo o controle que Deus tem sobre as forças da natureza (Jó 1.12-19) e as doenças (Jó 2.4-7; cf. Lc 13.16; At 10.38). Eles tentam o homem para pecar (Gn 3.1-7; Mt 4.3; Jo 13.27; 1 Pe 5.8) e espalham falsas doutrinas (1 Rs 22.21-23; 2 Co 11.13,14; 2 Ts 2.2; 1 Tm 4.1). No entanto, sua liberdade para tentar e testar o homem está sujeita à vontade permissiva de Deus (Jó 1.12; 2.6).
Embora eles ainda tenham a sua habitação no céu e, às vezes, tenham acesso ao próprio trono de Deus (Jó 1.6), serão lançados à terra por Miguel e seus anjos antes da Grande Tribulação (Ap 12.7-9), e finalmente serão lançados no lago de fogo e enxofre "preparado para o diabo e seus anjos" (Mt 25.41). Os anjos, como seres criados separadamente. não se casam nem se dão em casamento (Mt 22.30; Lc 20.36). Em contraste, os homens são todos participantes da raça humana e descenderam do primeiro casal, Adão e Eva. Deus, portanto, não pode lidar com os anjos através de um representante e, sendo assim, os anjos caídos não podem ser remidos por um comandante federal como o homem (por exemplo, "em Adão" e "em Cristo", Rm 5.12ss.; 1 Co 15.22). Com que base Deus, então, separou os santos anjos (Mt 25.31; Mc 8.38) daqueles que pecaram (2 Pe 2.4; cf. Judas 6)? Com base em sua obediência, amor e lealdade a Ele. Aqueles que seguiram a Lúcifer em sua rebelião contra Deus (Is 14.12-17; Ez 28.12-19) desse modo pecaram e caíram. Alguns destes foram colocados em cadeias eternas (Judas 6), mas os outros ainda estão livres e ativos e são chamados de demónios. Aqueles anjos que continuaram firmes em amor, lealdade e obediência a Deus foram confirmados em um caráter de justiça. Assim, os anjos podiam pecar ou permanecer puros até serem totalmente testados e confirmados em justiça. Uma vez que Deus é imutável, nós aprendemos disto que Adão e Eva da mesma forma poderiam ter amado a Deus, permanecido leais a Ele, e lhe obedecido e sido confirmados em justiça; ou se rebelado e pecado, como fizeram, e se perderem. A grande diferença entre os anjos caídos e o homem é que, enquanto o homem pode ser salvo através de um representante substituto, ou seja, Cristo, tomando-o como Salvador e vindo sob seu comando total, os anjos caídos não podem. Cristo teria que morrer uma vez para que cada anjo perdido e separado fosse salvo. Veja Anjo do Senhor; Arcanjo; Demonolo-gia; Diabo.
ANJO DO SENHOR. Discute-se se o anjo do Senhor (Gn 16.7-14; 22.11,14,15; Êx. 3.2; Jz 2.1,4; 5.23; 6.11-24; 13.3) ou anjo de Deus (Gn 21.17-19; 31.11-13) é um dos anjos ou a aparição do próprio Deus. O fato de que o anjo fala, não meramente em nome de Deus, mas como Deus, na primeira pessoa do singular, não deixa dúvida de que o anjo do Senhor é uma teofania - uma automanifestação de Deus (Gn 17.7ss.; 22.llss.; 31.13). O anjo identifica-se com Deus e reivindica exercer as prerrogativas de Deus. Às vezes ele é distinguido de Deus (2 Sm 24.16; Zc 1.12s.). Contudo, quando distinguido, a identidade como Divindade permanece (cf. Zc 3.Is.; 12.8). Portanto, qualquer distinção entre o anjo e o Senhor é apenas uma distinção entre o Senhor invisível e o Senhor manifestado. Uma vez que o anjo do Senhor para de aparecer depois da encarnação de Cristo, é frequentemente inferido que o anjo é, no AT, uma aparição pré-encarnada da Segunda Pessoa da Trindade.
PFEIFFER .Charles F. Dicionário Bíblico Wycliffe. Editora CPAD. pag. 138-139.
ANJOS.
Distribuição das tarefas. Em geral, o trabalho dos anjos é executar a vontade universal de Deus no céu e na terra. Eles louvam, reverenciam e obedecem a Deus. Promovem a bondade divina e são mediadores do amor e do beneplácito de Deus para com o homem. Quanto à relação deles com os homens, o livro de Hebreus declara sucintamente: “Não são todos eles espíritos mi- nistradores, enviados para serviço a favor dos que hão de herdar a salvação?” (Hb 1.14). O serviço dos anjos apresenta-se numa ampla distribuição de tarefas, observando-se as seguintes categorias.
A. Anunciar e preanunciar. Os anjos anunciaram com antecedência os nascimentos de alguns servos de Deus especiais. Um anjo preanunciou a Abraão e Sara a concepção e o nascimento do filho deles, Isaque (Gn 18.9ss.). Semelhantemente, um anjo predisse o nascimento de Sansão aos seus pais, Manoá e sua esposa (Jz 13.2-24). Gabriel anunciou o nascimento de João Batista ao seu pai Zacarias, antes que a esposa deste, Isabel, ficasse grávida; anunciou também o nascimento de Jesus a Maria, antes que ela engravidasse (Lc 1.13,30). Na noite do nascimento de Jesus, o momento glorioso foi anunciado por um anjo aos pastores, imediatamente unindo-se a ele um coro de anjos que louvaram a Deus e abençoaram os homens (Lc 2.8-15).
Os anjos não somente anunciam eventos de bênção, mas, em certas ocasiões, predisseram aos justos perigos iminentes ou desastres ameaçadores. Abraão e Ló foram avisados por anjos sobre a destruição de Sodoma e Gomorra (Gn 18.16—19.29). José foi alertado por um anjo: “Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar” (Mt 2.13). Gabriel revelou acontecimentos futuros envolvendo o juízo de Deus ao profeta Daniel: “Eis que te farei saber o que há de acontecer no último tempo da ira, porque esta visão se refere ao tempo determinado do fim” (Dn 8.19). De forma similar, um anjo revelou a João, na ilha de Patmos, num caleidoscópio de visões, algumas cenas escatoló- gicas incluindo a Ressurreição, o Juízo Final e a Nova Jerusalém (Ap 1—22).
B. Guiar e instruir. Desde o dia em que Abraão saiu de sua casa em Ur dos Caldeus até que Josué estabeleceu as tribos de Israel em Canaã, há uma clara implicação de que o povo escolhido era divinamente liderado. Sempre e em todos os estágios da peregrinação nômade dos patriarcas, a descida para o Egito e a jornada pelo deserto até a Terra Prometida, parecia sempre haver um anjo por perto, visível, ou invisível. Repetidamente Abraão conversou com anjos; quando ele enviou seu servo Eliezer à Mesopotâmia para procurar uma esposa para Isaque, assegurou-lhe: “Oh Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e de minha terra natal, e que me falou, e jurou, dizendo: A tua descendência darei esta terra, ele enviará o seu anjo, que te há de preceder, e tomarás de lá esposa para meu filho” (Gn 24.7,40). Tempos depois, quando Jacó estava, ele próprio, numa missão similar, teve um sonho maravilhoso deanjos subindo e descendo por uma escada que ia da terra até o céu; o Senhor lhe apareceu e lhe assegurou: “Eis que eu estou contigo, e te guardarei por onde quer que fores, e te farei voltar a esta terra, porque te não desampararei, até cumprir eu aquilo que te hei referido” (Gn 28.12-15). Quando Moisés liderou os israelitas para fora do Egito, “o Anjo de Deus, que ia adiante do exército de Israel, se retirou e passou para trás deles” (Ex 14.19). Subseqüentemente, Moisés confortou os israelitas com a promessa divina: “Eis que eu envio um Anjo adiante de ti, para que te guarde pelo caminho e te leve ao lugar que tenho preparado” (Ex 23.20). Ele reforçou esta promessa lembrando que o Senhor “enviou o Anjo e nos tirou do Egito” (Nm 20.16). Direção e instrução eram funções análogas, muitas vezes combinadas na mesma missão angelical. A instrução mais abrangente no AT foi a lei recebida por Moisés de um anjo no Monte Sinai. Quando estava sendo julgado diante do Sinédrio, Estevão mencionou, em seu resumo da história de Israel, “o anjo que falou com [Moisés] no Monte Sinai”, a seguir, responsabilizou os líderes dizendo: “Vós que recebestes a lei por ministério de anjos e não a guardastes” (At 7.38,53). Paulo afirmou que a lei foi “promulgada por meio de anjos, pela mão de um mediador” (G1 3.19). Eliú visualizou “uma teu respeito, para que te guardem em todos os teus caminhos” (Sl 91.11). O anjo que falou com Daniel disse que fora o anjo guardião de Dario. Afirmou também que Miguel era o anjo guardião de Daniel, provavelmente no sentido mais amplo de guardião dos judeus, e que ele e Miguel tinham lutado contra o príncipe (anjo) da Pérsia e que, mais tarde, o príncipe da Grécia viria (Dn 10.13—11.1). Obviamente, então, nações e cidades, bem como indivíduos, têm anjos da guarda. Poderíamos incluir também igrejas, como vemos nos sete anjos das sete igrejas da Ásia Menor (Ap 2—3).
Na guarda do povo de Deus, às vezes, os anjos se engajavam em ações militantes contra seus inimigos. “O destruidor”, o anjo da morte, destruiu os primogênitos egípcios para forçar a libertação dos israelitas da escravidão (Êx 12.23,29). Quando o exército de Senaqueribe ameaçou destruir Jerusalém, nos dias do rei Ezequias e do profeta Isaías, “naquela mesma noite, saiu o Anjo do Senhor e feriu, no arraial dos assírios, cento e oitenta e cinco mil” (2Rs 19.35). O comentário mais esclarecedor e confortador sobre a guarda dos anjos foi feito pelo próprio Jesus, por ocasião de sua prisão no Jardim do Getsêmani. Pedro acabara de tentar defender o mestre, desembainhando sua espada com uma certa eficácia, quando Jesus o desarmou e pronunciou palavras impressionantes de confiança: “Acaso, pensas que não posso rogar a meu Pai, e ele me mandaria neste momento mais de doze legiões de anjos?” (Mt 26.53).
D. Ministrar os necessitados. Todo serviço angélico prestado ao homem é ministrado para suas necessidades, de alguma forma. Os anjos são mediadores do amor e da boa vontade de Deus para com o homem, e sua missão é sempre benevolente, seja imediatamente ou em seu objetivo final. Como já vimos, anjos ministraram a Abraão, Isaque e Jacó em tempos de necessidade premente. O serviço angélico não se restringia aos homens de honra e de posição, mas estendeu-se em gentil compaixão ao prestar a ajuda necessária a uma jovem escrava, Hagar e seu pequeno filho, Ismael, quando ambos estavam com a vida ameaçada pela sede e pela fome no deserto (Gn 21.17ss.). Quando os israelitas sofriam no Egito, sob a severa opressão do chicote dos feitores e pareciam sem esperança na escravidão, o anjo do Senhor apareceu a Moisés e disse: “Certamente, vi a aflição do meu povo, que está no Egito, e ouvi o seu clamor por causa dos seus exatores.
Conheço-lhe o sofrimento; por isso, desci a fim de livrá-lo” (Êx 3.7ss.). Quando Elias, sentindo exaustão, medo e solidão, pegou no sono sob um zimbro no deserto, um ser celeste ministrou suas necessidades. Um anjo o acordou e lhe serviu um bolo quente e uma vasilha de água, proporcionando-lhe as forças para a longa jornada que tinha pela frente (lRs 19.5-7). Depois que Jesus passou quarenta dias no deserto, ameaçado por animais selvagens, enfraquecido pelo jejum e tentado pelo diabo, “os anjos o serviam” (Mc 1.13). Na sua agonia, solidão e tristeza no Getsêmani, “então lhe apareceu um anjo do céu que o confortava” (Lc 22.43). Depois que Jesus foi colocado no túmulo (após a crucificação), “um anjo do Senhor desceu do céu, chegou-se, removeu a pedra e assentou- se sobre ela” (Mt 28.2). Pedro foi libertado das correntes e da prisão por um anjo, da mesma maneira que, pouco antes, “de noite, um anjo do Senhor abriu as portas do cárcere e, conduzindo- os para fora, lhes disse: Ide e, apresentando-vos no templo, dizei ao povo todas as palavras desta Vida” (At 5.19; 12.6-11).
E. Assistir no julgamento. Finalmente, anjos auxiliam no julgamento de Deus. Há um número suficiente de exemplos, registrados para mostrar que isso está continuamente ocorrendo na história humana. Alguns notáveis exemplos já foram mencionados. Outro exemplo impressionante deste ponto é a morte de Herodes Agripa: “No mesmo instante, um anjo do Senhor o feriu, por ele não haver dado glória a Deus; e, comido de vermes, expirou” (At 12.23). Alguns exemplos do papel dos anjos nos julgamentos divinos são mostrados nas visões de João em Patmos. Um anjo com grande autoridade e magnífico esplendor proclamou a queda de Roma, enquanto que um anjo poderoso lançou uma enorme pedra no mar, simbolizando o mesmo evento (Ap 18.1,21). No final da guerra na qual Cristo e seus exércitos celestes derrotaram a besta e suas hostes, um anjo ficou em pé no sol e invocou aves de rapina para comerem os cadáveres dos inimigos de Deus, que foram destruídos no conflito (Ap 19.17s.). Outro anjo amarrou Satanás e o atirou no abismo (20.1-3). Jesus disse a Natanael que, aquilo que Jacó viu numa visão, ele veria na realidade no seu ministério: “Em verdade, em verdade vos digo que vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem” (Jo 1.51). Posteriormente, Jesus declarou à sua audiência: “Qualquer que de mim e das minhas palavras se envergonhar, dele se envergonhará o Filho do Homem, quando vier nasua glória e na do Pai e dos santos anjos” (Lc 9.26). Ele disse também: “Todo aquele que me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos anjos de Deus; mas o que me negar diante dos homens será negado diante dos anjos de Deus” (12.8,9). Além disso, Jesus disse que os anjos o assistiriam em sua Segunda Vinda: “Quando vier o Filho do Homem na sua majestade e todos os anjos com ele, então, se assentará no trono da sua glória” e julgará todas as nações (Mt 25.31). Quando ele vier, “ele enviará os seus anjos, com grande clangor de trombeta, os quais reunirão os seus escolhidos, dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus” (24.31; cp. Mc 13.27). Sem dúvida a função principal dos anjos, na era vindoura, será louvar a Deus continuamente (Ap 19.1-3; Lc 2.13).
MERRILL C. TENNEY. Enciclopédia da Bíblia. Editora Cultura Cristã. Vol. 1. pag. 310-314.(estudaalicao.blogspot.com).
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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