quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O falso testemunho (3)



Quanto a este particular, poderíamos destacar os pontos seguintes:

1. Jesus é a verdade de Deus porque, na qualidade de «Logos» eterno (ver João 1:1), ele é a perfeita revelação de Deus e de sua verdade, e isso não meramente para os homens, mas também para todos os seres criados.
2. Jesus é, especialmente, a revelação de Deus aos homens, no que concerne à salvação deles. Sua própria pessoa representa realmente essa verdade, porque nele, segundo os eternos conselhos divinos (ver Efé. 1:3-5), ele sempre esteve unido a Deus Pai, e o plano da redenção dessa maneira se originou dele. Assim sendo, em sua encarnação, ele trouxe essa verdade da redenção aos homens. Em sua ascensão, ressurreição e glorificação, ele assegura aos remidos a mais plena participação em toda a sua glória e em sua natureza divina. Portanto, por esses motivos ele é a verdade metafísica do homem.
3. Jesus é a verdade do caminho pelo qual os homens devem retornar a Deus, porquanto ele é o exemplo supremo e o ilustrador desse caminho. Essa é a verdade envolvida em sua encarnação. Tudo quanto o homem precisa saber está contido em sua pessoa. Jesus é a verdade ética do homem.
4. Dessa maneira, em sua própria pessoa, Cristo Jesus combina tudo quanto os homens precisam saber, crer e ser, tanto no que diz respeito à natureza de Deus como no que tange à natureza e à posse da redenção e da glória eterna.
5. Jesus é a Verdade, em o posição à religião falsa, como o judaísmo desviado e obstinado. Ele é aquela verdade para a qual apontava a lei mosaica, e da qual o pacto do A.T. era apenas uma sombra pálida. Ele é a materialização dá verdade espiritual, e não meramente um profeta de Deus ou uma representação parcial polêmica cristã contra os judeus incrédulos, que rejeitaram ao seu próprio Messias. O autor sagrado queria que tais pessoas soubessem que tudo aquilo em que confiavam, como uma revelação da parte de Deus, nada significava à parte da pessoa de Jesus Cristo, posto ser ele a concretização de toda a verdade de Deus, ao passo que Moisés, a lei e os profetas meramente apontavam para Cristo.
6. Em sua própria essência. Cristo também é a verdade de Deus, porquanto ele mesmo é divino, e assim nos tem mostrado qual é a natureza de Deus ou a verdadeira forma de vida que ele possui, a qual ele está transmitindo aos homens através de Cristo. Essa é justamente a mensagem de um trecho como Col. 2:9, onde se lê: «...porquanto nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade...» Ou então do trecho de Col. 1:15: «Ele é a imagem do Deus invisível...».
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 2. pag. 523.
Ele os traz em segurança ao lar situado lá em cima. Cristo é a verdade: Cada palavra sua pode ser confiada implicitamente, pois ela ensina o conhecimento de Deus, de aponta o caminho. O caminho que ele ensina é o único caminho certo, pois ele é a verdade absoluta. Cristo é a vida: Ele é o manancial e o doador de toda verdadeira vida, a vida que vivifica a todos aqueles que creem nele, e que é para ser gozada eternamente no fim do caminho. Aquele que nele crê tem a vida eterna, no que está na vontade e intenção de Deus, está completamente unido a Deus. Sendo estas coisas verdadeiras, a conseqüência é que ninguém pode vir ao Pai, ou alcançar o gozo da bendição eterna, a não ser só por Jesus. Não há outro caminho, sendo que todos os caminhos que são imaginados pelas pessoas, os caminhos das boas obras e da justiça própria, são trilhos falsos os quais levam à destruição eterna. Jesus é o único caminho ao céu. “Creio que é isto o que ‘verdade’, que é a segunda palavra, significa em toda sua simplicidade, a saber, que Cristo não é somente o começo do caminho, mas que é o caminho verdadeiro e seguro, que finalmente permanecerá o caminho ao qual a gente sempre se precisa ater, e não permitir que o trilho errado nos seduza a buscar algo ao lado de Jesus que nos possa ajudar na salvação.
KRETZMANN. Paul E. Comentário Popular da Bíblia Novo Testamento. Editora Concordia Publishing House.
3. O QUE É A VERDADE.
« ...Perguntou-lhe P ilatos: Que ê a verdade?...» A pergunta, feita ao Senhor Jesus por Pilatos, e que este último não esperou ser respondida, tem sido encarada de diversas maneiras pelos intérpretes, como segue: 1. «‘Q ue é a verdade?’ disse Pilatos a zombar, sem querer esperar pela réplica». (Lord Bacon).
2. Outros estudiosos vêem uma forma de amargura mental expressa neste ponto, por alguém que já fora empurrado para lá e para cá, »no mundo político altamente competitivo e ilusório, onde a verdade real sempre aparece como a última consideração.
3. Alguns percebem nessa pergunta de Pilatos um tom de sarcasmo. Sucederia, por acaso, que aquilo que os grandes filósofos gregos, seguidos por não insignificantes pensadores romanos, não conseguiram definir e provar, havia encontrado definição por aquele entusiasta judeu? E poderia a verdade derivar-se de uma sociedade como a dos judeus, inimigos do gênero humano, que naquele exato momento exigiam a morte de um homem inocente? «Esse famoso escárnio de Pilatos revela a sua própria ignorância sobre a verdade, estando ele defronte da verdade encarnada». (Robertson, in loc.).
4. Certos estudiosos têm pensado que a indagação de Pilatos expressou uma inquirição autêntica e sincera pela verdade. (Assim pensavam Crisóstomo, Teodoreto, Arécio e outros). Porém, essa opinião não parece coincidir com a realidade dos fatos.
5. Lange (in loc.) opinou como segue: «Evidentemente ele ‘Pilatos’ não tinha qualquer idéia de verdade subjetiva e vital, e por verdade entendia meramente um problema objetivo escolástico sobre o que um homem prático e de negócios não precisava perder tempo em meditações». Essa interpretação é apoiada pelo fato de que os romanos, em sua maior parte, não se envolviam em especulações metafísicas acerca da verdade e sua natureza, a exemplo dos gregos; e, por igual modo, na filosofia romana, o ceticismo se torriara muito forte. Por definição filosófica, o ceticismo afirma que não existe qualquer coisa como uma verdade certa, imutável e eterna, e que, mesmo que tal coisa exista, os homens ainda não encontraram meios para descobri-la, não sendo mesmo provável que se possa encontrar esses meios de descoberta ou descrição. Naturalmente esse parecer dos antigos romanos é o arauto do moderno ceticismo científico, conforme pode ser visto no positivismo lógico, que decreta que a descoberta da verdade é impossível para os homens, reduzindo a filosofia a uma mera tentativa de fornecer algum método científico ao processo do raciocínio. Para essa escola, a verdade é o que funciona em qualquer dada situação, mas, em face da alteração das circunstâncias ou situações, a verdade passa a ser outra.
Pilatos, quer inclinado quer não às especulações filosóficas, sem dúvida compartilhava de algo dessa atitude tipicamente romana, por ser parte de uma sociedade que encarava as coisas dessa maneira.
Portanto, a sua pergunta a Cristo, para a qual não esperou resposta, equivale a uma declaração sua, como, por exemplo: «Quem se importa com a verdade? Esse reino de que falas, ó Jesus, é um reino que não pode ferir nossos interesses ‘romanos’ aqui em Jerusalém. Que tenho eu a ver com províncias e reinos que não podem render tributo, que não podem produzir qualquer exército que se revolte contra nós? Não passas de um fanático, e não representas qualquer ameaça política real».
E assim, com um gesto que deixava ver a sua impaciência -pois não tinha interesse algum em ouvir mais qualquer coisa sobre o que lhe parecia especulações teológicas loucas—voltou Pilatos as costas a Jesus, não querendo mais ouvi-lo. Não obstante, estava convicto de sua inocência e proclamou essa opinião francamente à multidão que o esperava ululante lá fora. Declarou que Jesus não era culpado de crime algum e que suas aspirações à realeza eram inteiramente diversas daquilo de que vinha sendo acusado.
O vocábulo «...eu...» é enfático dentro da frase: «Eu não acho nele crime algum». É como se Pilatos houvesse dito à multidão: «Quanto a vós, tendes encontrado falta nele, mas injustamente, por motivo de ódio e preconceitos religiosos e por causa dê vossa inveja; mas, quanto a mim, não encontro crime algum neste homem».
«Pilatos escarneceu tanto da grande Testemunha da Verdade como dos que aborreciam a verdade. Sua conduta apresenta um lamentável exemplo da fraqueza moral daquele espírito de poder mundano, que atingiu o seu ponto culminante no império romano». (Alford, in loc.).
A declaração que Pilatos fez nessa oportunidade, e que coincidia com a verdade e com a justiça mais pura, não demorou a ser obliterada pelas maquinações da política, onde parece mais importante preservar a paz do que salvar a vida de um inocente.
«Não encontro motivo algum para a acusação legal (ver o vs. 33). Sem importar o que ele ‘Jesus’ seja, não há qualquer prova de traição contra a majestade de César». (Ellicott, in loc.).
«A única certeza que há é que nada é certo, nem mais miserável do que o homem, e nem mais orgulhoso». (P lín io , o Velho, que assim deixava transparecer sua atitude, própria da sua época).
«A finalidade de Pilatos corresponde a uma vida vazia de toda base de verdade objetiva; de'conformidade com as autoridades clássicas, ele terminou por suicidar-se, em conseqüência de graves infortúnios». (Eusébio, História Eclesiástica, II.7).
No tocante à verdade do cristianismo, Arthur John Gossip (in loc.)
declara: «Caso Pilatos se tivesse demorado um pouco mais, Cristo poderia ter-lhe respondido: ‘Eu sou a verdade...’ Mas até isso, com toda a probabilidade, pouco ou nada teria significado para aquele altivo romano. No entanto, isso seria estritamente verdadeiro».
Não faz muito tempo em que certo professor, de nome Charles Kingsley, resignou sua cadeira de professor de história, sob a alegação de que não existe aquilo que convencionamos chamar de história, pois não haveria conhecimento fidedigno sobre os acontecimentos passados, conforme eles realmente sucederam, mas tão-somente narrativas inexatas, coloridas pelos preconceitos deste ou daquele. E muitos, por semelhante modo, têm desistido da busca pela verdade.
A verdade que conhecemos
1. Sabemos de bem pouco, mas aquilo que sabemos é imensamente importante.
2. Em contraste com o conhecimento de um historiador, que depende de pesquisas do passado distante, e isso contando com meios inadequados, a busca pela verdade religiosa depende da revelação. A revelação depende do interesse de Deus pelo mundo, e é evidência do mesmo.
3. A verdade é comprovada nas vidas daqueles que são transformados segundo a imagem de Cristo. Ê necessário poder para que isso se concretize, e o que é bom traz consigo suas próprias evidências.
A sabedoria não é finalmente testada nas escolas,
A sabedoria não pode passar de quem a tem para quem não a tem,
A sabedoria é da alma, não é susceptível de prova, é sua própria prova.
(Walt Whitman, Canção da Estrada Aberta).
Conforme disse Aristóteles (Retórica 11.13), a verdade é que os homens se vão tornando menos e menos dogmáticos, à proporção em que envelhecem, reconhecendo cada vez mais a vastidão da verdade; e isso certamente é o caso da verdade de Cristo, pois essa é infinitamente ampla e não pode ser contida por qualquer credo ou denominação religiosa, porquanto é impossível alguém cercar Deus com uma sebe.
Contra a arrogância
1. A fé não consiste de não crer em algo que não é a verdade. Urr dogma pode servir de obstáculo para a verdade que conhece as coisas. 2. Nenhuma denominação ou fé isolada pode ser guardiã da verdade
divina. Podemos aprender coisas de outros, e as janelas deveriam ser
mantidas abertas, para permitir que a luz entre, para que possa haver
crescimento.
Da preguiça que aceita meias-verdades,
Da arrogância que pensa conhecer toda a verdade,
O Senhor, livra-nos.
O próprio Paulo exibiu grande confiança: «Sei em quem tenho crido», e, no entanto, aludiu a si mesmo como mero principiante na inquirição pela verdade espiritual. (Ver II Tim. 1:12, em comparação com Fil. 3:10-14.
Quanto a Jesus como «a personificação da verdade», ver João 14:6).
CHAMPLIN, Russell Norman, O Novo Testamento Interpretado versículo por versículo. Editora Candeias. Vol. 2. pag. 603-604.
Quando Pilatos ouve essa observação a respeito da verdade, ele dá de ombro. Cético como era, esse assunto não lhe desperta nenhum interesse. É bom ter em mente, neste contexto, que muitos líderes romanos tinham desistido de todas as crenças pagãs com respeito aos deuses. Ah, bom, no final de contas os deuses podem existir e se vingarem de quem os ofende. Por essa razão, muitas dessas pessoas, inclusive aquelas da fam ília de Pilatos (ver M t 19.7-9; M t 27.9), eram dom inadas por medo supersticioso; mas quanto a convicções arraigadas ou fé profundam ente radicada com respeito a Deus ou realidades básicas, isso sim plesm ente não existia para eles.
É nesse espírito de ceticismo e cinismo extremos que Pilatos deixa escapar: “O que é a verdade?” , não se dando conta de que a resposta estava em pé à sua frente (ver sobre 14.6).
Tendo dito isso, Pilatos retoma ao pórtico e definitivamente diz aos judeus - a multidão está crescendo sem parar em frente ao pretório - , “Eu não acho nele crim e algum ”. Nenhum crime, nenhum a causa para acusação! Este homem, Jesus, tal como Pilatos o via, especulava em fantasias espirituais, não era um indivíduo perigoso. Da parte dele, não havia perigo para o estado. Se o governador fosse um homem honesto, se estivesse disposto a servir à causa da justiça, ele teria, neste ponto, liberado o prisioneiro. Mas Pilatos não era esse tipo de homem. Para o caráter de Pilatos, ver sobre 18.29, 30.
Quando os judeus - pensamos que especialmente nos líderes, os membros do Sinédrio - , ouviram o veredicto de Pilatos (“Não há m otivo para acusação”), imediatam ente acusaram Jesus de sedição, que segundo eles tivera seu começo na Galiléia e continuado até Jerusalém. O resultado foi que Pilatos - que, naturalmente, sabia muito bem que tinha total jurisdição nesse caso, pois, segundo a acusação, a tentativa de insurreição teria ocorrido dentro dos portões de Jerusalém! - o enviou a Herodes. Foi um gesto de cortesia. E, ao m esm o tem po (e isso estava no âm ago da mente de Pilatos), se porventura Herodes estivesse disposto a julgar esse caso, ele (Pilatos) ficaria livre dele. E ficar livre dele era o que Pilatos mais queria! A história do aparecimento de Jesus perante Herodes é contada em Lucas 23.5-12. O estratagema falhou. Herodes devolveu o prisioneiro, paramentado num a vestimenta de chacota. Então, Pilatos outra vez se dirige aos membros do Sinédrio, dizendo-lhes que nem ele nem Herodes acharam motivo para acusação. M as, novam ente ele transige. Temor supersticioso e, quem sabe, um resquício de senso de justiça impedem Pilatos de sentenciar Jesus a ser crucificado. Ele não está pronto para isso ... pelo menos não ainda! Por outro lado, o medo do que judeus pudessem fazer-lhe caso acrescentasse m ais um a ofensa às anteriores, o impede de soltar Jesus. Desse modo, seu perverso coração está dividido entre os dois temores. Então, ele se propõe agradar aos judeus sugerindo chicotear Jesus; e aplacar a voz de sua própria consciência e os deuses {caso eles existissem !) não emitindo a ordem de crucificar o prisioneiro. Ver Lucas 23.13-16.
Os judeus, entretanto, têm outros planos. Nesse momento, a multidão - a essa altura um a multidão se juntara! - exige de Pilatos que ele faça o que tem costume de fazer por ocasião da Páscoa, isto é, soltar um prisioneiro, que eles indicariam (talvez como símbolo e recordação da libertação de seus ancestrais da casa da servidão no Egito).
KRETZMANN. Paul E. Comentário Popular da Bíblia Novo Testamento Editora Concordia Publishing House. 830-831.
Jo 18.37. Pilatos entendeu pouco. Ele sabe que Jesus falou de seu ‘reino’ e, portanto, que as pretensões de Jesus como um rei devem ser investigadas mais profundamente:
Então, você é rei! A resposta de Jesus, traduzida literalmente, diz: “Tu dizes que sou rei”, perifrasticamente traduzida por Dodd como “‘Rei’ é uma palavra tua, não minha” (H TFG, p. 99; de forma similar, Bruce, pp. 353-354). Mas, na realidade, a evidência é muito forte de que a expressão é certamente afirmativa (assim, a tradução da BLH “É o senhor que está dizendo que eu sou rei!”), mesmo se, como na expressão mais simples, ela é hesitante ou leva a uma circunlocução. Em outras palavras, Jesus foi tão longe na auto-revelação que ele deve confirmar abertamente seu próprio status real, mas ele estaria iludindo muito se não continuasse a explicar a natureza peculiar de seu reino. Depois de descrever seu reino com uma forma negativa (v. 36), ele agora define sua missão real positivamente.
Ele nasceu para ser um rei, para isso ele veio ao mundo: no contexto do quarto evangelho, esse par de expressões refere-se à encarnação, sua mudança da glória que compartilhava com o Pai em sua presença (17.5) para a sua manifestação nesse mundo arruinado para manifestar algo daquela glória (1.14). Somente nesse momento desse evangelho, o nascimento de Jesus é mencionado sem nenhuma ambiguidade. Ele veio, em suma, para ser um rei - ou, de outra forma, para testemunhar da verdade (alêtheia-, cf. notas sobre 1.14; 4.24; 14.6). O paralelismo sugere que seu reino é o reino da verdade; ou, de forma mais precisa, o exercício de seu reinado de salvação é praticamente indistinguível de seu testemunho da verdade.
Nesse contexto, a verdade é interpretada em um sentido mais que intelectual (cf dela Potterie, 2. 624ss.); ela é apenas a auto-revelação de Deus em seu Filho, que é a verdade (14.6). Revelar a verdade de Deus, da salvação e do juízo, era o principal meio de fazer súditos, de exercer seu reinado salvífico (cf. Lagrange, p. 477).
De forma similar, somente aqueles que são corretamente relacionados com Deus, com a própria verdade, podem compreender o testemunho que Jesus fornece da verdade (cf. 3.16-21). Todos os que são da verdade ouvem a Jesus (cf. 10.3,16,27).
38a. Se o reinado de Jesus é indistinguível de seu testemunho da verdade, e se seus seguidores são caracterizados por fidelidade a seu testemunho, e não pela revolução violenta, Pilatos é forçado a reconhecer que Jesus está sendo vítima de uma conspiração do Sinédrio. Além disso, há um convite implícito nas palavras de Jesus. O homem no banco dos réus convida o juiz para ser seu seguidor, para juntar-se àqueles que são “da verdade”. Jesus não é perigoso; mas ele também pode estar irritando Pilatos. De qualquer forma, Pilatos abruptamente termina o interrogatório com uma curta e cínica pergunta: Que é a verdade? - e com a mesma rispidez dá as costas, seja porque ele está convencido de que não existe uma resposta, seja porque ele não quer ouvi-la, o que é mais provável. Ele prova, assim, que não está entre aqueles a qúem o Pai deu a seu Filho (cf. Haenchen, 2. 180).D. A. CARSON. O Comentário De João. Editora Shedd Publicações. pag. 595-596
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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