sábado, 1 de julho de 2017

Subsidio Betel adolescentes fundamentos da igreja n.2




Prezado professor, o termo “igreja” na Antigüidade, referia-se a um grupo de pessoas que se reuniam para deliberar a respeito dos assuntos legislativos e políticos das cidades. Geralmente, essas assembléias eram abertas com orações e sacrifícios às divindades locais. Era concedido, a cada cidadão que desejasse, o direito de se pronunciar ou propor assuntos para o debate. No entanto, o termo era comum entre os gregos para designar qualquer reunião ou assembléia. Com a ascensão do cristianismo, a palavra começou a ser empregada em sentido mais específico, isto é, a igreja do Deus vivo.

Eclesiologia é a disciplina da Teologia que estuda a igreja, sua fundação, símbolos e missão, conforme as Escrituras. O vocábulo igreja é formado por duas palavras gregas: pelo prefixo ek, isto é, “a partir de”, “de dentro de” ou “para fora de”; e, klēsis, que significa “chamada”, “convocação”, “convite”. Literalmente quer dizer “chamados para fora”. Em Atos 19.39, ekklēsia é uma “assembléia reunida para fins políticos”; em Atos 7.38 é a congregação ou assembléias dos israelitas, mas em 1 Co 11.18, uma congregação cristã. O termo ainda é usado para designar um “grupo local de cristãos” (Mt 18.17; At 5.11; Rm 16.1,5); a Igreja universal à qual todos os servos de Cristo estão ligados (Mt 16.18; At 9.31; 1 Co 12.28; Ef 1.22); e a Igreja de Deus ou de Cristo (1 Co 10.32; 1 Ts 2.14; Rm 16.16).

Professor, a Igreja é um organismo vivo, santo, dinâmico e ligado à cabeça, Cristo (Ef 1.22,23). A igreja, portanto, vive em duas dimensões: espiritual e social. Na dimensão espiritual, a igreja é universal, um organismo vivo, o corpo místico de Cristo; mas na esfera social, ela é local, uma organização, uma agremiação de pessoas ligadas a um sistema de crenças. Como recurso didático para esta lição, use a tabela que distingue a igreja universal da igreja local.  
“A Igreja é a herdeira da cruz”. Esta declaração de Thomas Adams, além de realçar a importância e a natureza da Igreja de Cristo, deixa bem claro: a Igreja não surgiu de um projeto humano, mas do próprio Senhor. 

I. O QUE É A IGREJA 
Igreja (Ekklēsia) de Deus é um povo tirado do mundo.

O mais importante na estrutura da Igreja e que lhe dá a razão de ser e de existir é que ela seja realmente constituída de um povo que, de acordo com as palavras de Jesus, tenha sido tirado do mundo (Jo 15.19). Essa realidade é evidenciada, de modo claro, pela própria palavra que o Novo Testamento usa, em sua língua original (grego), ‘para igreja’ — ekklēsia. Essa palavra é composta de duas outras: ek e klēsis. Ek significa ‘para fora’, e klēsis, ‘chamado’. Ekklēsia e usada no Novo Testamento 115 vezes [...].

1) Comunidade grega. É usada três vezes para expressar uma assembléia de comunidade grega, tanto legal (At 19.39), como ilegal (At 19.32,40) [...].
2) Israel. É usada duas vezes para designar o Israel de Deus no Antigo Testamento (At 7.38; Hb 2.12), exprimindo, assim, como Deus chamou a Israel dentre os povos para ser um povo seu (Dt 7.6-8)”.
(BERGSTÉN, E. Teologia Sistemática. 4.ed., RJ: CPAD, 2005, p.214.)

Como definir a Igreja? William Gurnall assim o faz: “A Igreja não é nada mais do que Cristo manifestado”. Como seus representantes, devemos nos empenhar em ter uma vida santa e irrepreensível, a fim de que os homens, ao ver a nossa conduta, venham a glorificar a Cristo — o cabeça da Igreja.
1. Definição etimológica. A palavra igreja vem do hebraico qāhāl; e do grego ekklēsia. Ambas as palavras, do texto sagrado, carregam o mesmo significado: reunião pública, ou assembléia regularmente convocada, cujo objetivo é congregar-se para deliberar sobre o bem comum.
2. Definição teológica. Igreja é o conjunto daqueles que, aceitando a Cristo pela fé, são imediatamente agregados em seu corpo espiritual como sua possessão, a fim de testemunhar acerca do Evangelho.
O mesmo termo é aplicado ao ajuntamento dos fiéis num determinado lugar para adorar a Deus. Com o tempo, a palavra passou a designar o lugar de reunião dos crentes.

II. A FUNDAÇÃO DA IGREJA 

Quando exatamente foi a Igreja fundada? Com o nascimento de Cristo? Com a declaração de Pedro em Cesaréia? Ou com a ressurreição de Nosso Senhor? Embora a Igreja sempre houvesse sido uma realidade na presciência de Deus, ela só passou a existir com o derramamento do Espírito Santo no dia de Pentecostes (Ef 3.8-11).

III. OS FUNDAMENTOS DA IGREJA 

1. A Palavra de Deus. Solidamente fundamentada na Palavra de Deus, a Igreja não é uma invenção dos discípulos, mas o maior projeto de Deus. O Antigo Testamento revela que, em Cristo, todas as nações haveriam de se congregar em Deus (Gn 12.1-3; Ag 2.7). O fundamento maior da Igreja é, sem dúvida alguma, a Palavra de Deus (1 Co 3.10; Ef 3.5; 2 Pe 3.15-17).
2. A Declaração de Cesaréia. Em Mateus 16, deparamo-nos com uma das mais concorridas passagens da Bíblia. Os católicos, buscando alicerçar a autoridade papal, afirmam ser Pedro a pedra a que se refere o Senhor Jesus. Já os protestantes asseveram: a pedra em questão não é o apóstolo, mas a declaração que este, inspirado pelo Espírito Santo, fez a respeito da messianidade do Nazareno. Aliás, o próprio apóstolo Pedro afirma que a pedra é Cristo (1 Pe 2.4-8).

IV. A MISSÃO DA IGREJA 

1. Glorificar a Deus. No Sermão da Montanha, exorta-nos o Cristo a agirmos de tal forma, a fim de que os homens glorifiquem ao Pai Celeste (Mt 5.16).
2. Ser habitação do Espírito Santo (1 Co 6.19). A Igreja é o templo espiritual de Deus; nela habita o Espírito de Deus. Os que a procuram, têm de saber que Deus, de fato, está entre nós (1 Co 14.25).
3. Tornar conhecida a sabedoria de Deus. Através da exposição das Sagradas Escrituras, pode a Igreja demonstrar quão superior é a sabedoria divina (Ef 3.10,11).
4. Proclamar o Evangelho. A principal missão da Igreja acha-se mui clara no texto da Grande Comissão (Mt 28.18,19).
5. Edificar seus membros na Palavra. Através da Palavra de Deus vai a Igreja edificando os seus membros (Ef 4.11-13).

V. OS MEMBROS DA IGREJA 

A Igreja é composta pelos salvos por Cristo oriundos de todas as nacionalidades.
1. Os judeus. Embora os primeiros cristãos fossem de origem judaica, não tiveram estes a primazia absoluta na Igreja, conforme o demonstra Pedro (At 10.34).
2. Os gentios. Considerados pelos judeus como cachorrinhos (Mt 15.26), por estarem alijados da comunidade de Israel (Ef 2.12), foram os gentios admitidos à família dos santos com pleno acesso às bênçãos espirituais.
3. A Igreja de Deus. Formada por judeus e gentios, a Igreja de Deus é vista como a Universal Assembléia dos Santos (Hb 12.22-24).

VI. AS ORDENANÇAS DA IGREJA 

1. Definição teológica. Por constituírem em ordenações explícitas de Nosso Senhor à sua Igreja, assim são denominados o batismo em água e a santa ceia.
2. O batismo. Constitui o batismo um símbolo da morte e ressurreição de Cristo. Através do batismo, realizado por imersão e em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.18,19), o novo convertido declara publicamente haver aceitado de forma plena, pela fé, o sacrifício de Cristo. De igual modo, testemunha já haver morrido para o mundo e, agora, ressuscitado espiritualmente, vive em novidade de vida (Rm 6.4).
3. Santa Ceia. É a Santa Ceia a segunda ordenança observada pela Igreja (Mc 14.12-26). Seus elementos: o pão e o vinho, simbolizam, respectivamente, o corpo e o sangue de Cristo oferecidos em resgate da humanidade (1 Co 11.24,25).

Contém a Santa Ceia duas mensagens centrais:
a) Memorial: leva-nos a recordar o sacrifício vicário de Cristo.
b) Profética: alerta-nos quanto à vinda de Nosso Senhor Jesus para buscar a sua Igreja (1 Co 11.26). 
O destino da Igreja é mui glorioso, conforme as Sagradas Escrituras. Ler Jo 14.2,3; Ef 5.27. Além de sua beleza e distinção no presente, será ela, quando da volta do Senhor, revestida de inefável glória, uma glória, aliás, que somente Jesus pode conceder-nos. Se lermos com atenção os dois últimos capítulos de Apocalipse, seremos constrangidos a orar e a jejuar, a fim de que venhamos desfrutar de tudo quanto Ele preparou-nos na cruz. Se com o Senhor, hoje sofremos; com o mesmo Senhor haveremos de ser glorificados. Resta-nos, pois, suplicar: Maranata: “Ora vem, Senhor Jesus”.
fonte www.mauricioberwaldoficial.blogspot.com

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