domingo, 14 de agosto de 2016

Subsidio (2) etica cristã no namoro n.8



              SUBSIDIO N.2  JUVENIS ÈTICA NO  NAMORO

                           Escritor Mauricio Berwald




A família é a unidade básica do gênero humano, instituída por Deus no Éden, a partir do marido e da mulher (Adão e Eva), como meio de propagação da raça humana. Em resumo, é o conjunto de pessoas unidas por laços de parentesco, partindo do casamento. Quando Deus estabeleceu a família, também designou um local apropriado para que o primeiro casal constituísse o seu lar, que é o ambiente onde mora a família. A comunidade, desde a menor até à metrópole, depende do lar para a sua existência; por isso, quando o lar fracassa e se desmorona, a comunidade torna-se um caos.

I. NAMORO

1. Definição do termo. Namorar é literalmente “despertar amor em alguém”. O termo é uma redução ortográfica do verbo enamorar. Namoro, no sentido sério, é uma fase de conhecimento social e amoroso entre um homem e uma mulher que pretendem se casar.
2. Namoro de verdade. É evidente que estamos a tratar de namoro responsável, de compromisso, de duas pessoas que estão com o propósito de casar e estabelecer uma família. Não estamos a falar aqui de duas pessoas irresponsáveis, imaturas e compulsivas, que encaram o namoro como um passatempo sem propósito; uma aventura passional, fruto de compulsão, de uma febre, de imitação.
3. O namoro hoje. O namoro hoje está ocorrendo quase todo fora do lar e infelizmente deixou de ser romântico e doméstico. Por isso, quase não há mais namoro realmente afetivo, e sim de motivação instintiva; logo, há tanto envolvimento sexual no namoro hoje.

II. O JUGO DESIGUAL NO NAMORO, NOIVADO E CASAMENTO (2Co 6.14)

Não está dito “o jugo”, como se fosse um só, mas “um jugo”. Jugo é um implemento de trabalho, tipo canga, que se unem os bois para puxarem o arado ou o carro. O “jugo desigual” do qual fala o texto bíblico, ocorre quando se coloca no mesmo jugo animais de espécies diferentes, o que é proibido na lei de Deus (Dt 22.10; Lv 19.19). Esses animais são também diferentes no tamanho, na altura, no passo, na força, na alimentação etc. Em 2 Coríntios 6.14-17, a Bíblia, usando o termo jugo figuradamente, apresenta lições práticas preventivas para a vida do crente, a fim de que este evite a antibíblica e pecaminosa comunhão com o descrente. Este pode tornar-se “bonzinho” e até mesmo “quase crente” para conquistar o pretendente ao namoro, mas jamais mudará de vida, como está escrito em João 3.3,5 e 2 Coríntios 5.17.
1. Jugos desiguais na vida. Alguns desses casos podem não parecer jugos desiguais agora, mas se não forem evitados hoje no namoro e no noivado, eles levarão a um casamento problemático, indesejável e infeliz.
a) O jugo desigual da fé, da religião e da igreja. A ordem divina contrária é bem clara em textos como Deuteronômio 7.3,4; Esdras 9.2,12; Neemias 13.25. A doutrina bíblica é esclarecedora: “Casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1Co 7.39). O namorado incrédulo não tem compromisso com a doutrina bíblica, com a vontade de Deus, com a santidade, com a pureza de atitudes.
b) O jugo desigual do caráter. Quando lemos Mateus 5.13,14 e Filipenses 2.15; 4.8, temos a certeza de que o caráter cristão não se coaduna com o caráter tortuoso de quem não teme a Deus.
c) O jugo desigual da idade. Se a diferença de idade é descabida, absurda e inadmissível, num curto prazo isso se transformará num jugo entre os dois. A idade, no seu devido tempo, afeta na pessoa as suas emoções, a cosmovisão da vida, o comportamento social, a vitalidade, a mentalidade, etc.
d) O jugo desigual socioeconômico. Não parece, mas se isso não for amplamente abordado no devido tempo, pode tornar-se um jugo, como a disparidade na escolaridade, feitio da personalidade, status social, doença crônica ou preexistente, estado civil pré-matrimonial, etc.
e) O jugo desigual e suas consequências nos filhos amanhã. Em Neemias 13.23-26, vemos os males resultantes do casamento de crente com incrédulo recaírem sobre os filhos. Eles perderam a sua identidade como povo do Senhor.

III. NOIVADO

É a fase de preparação para o casamento. Nos tempos bíblicos, o noivado já era a primeira fase do casamento, e portanto não podia ser desfeito banalmente como hoje. Enquanto noivos, antes das bodas, o rapaz e a moça residiam normalmente com os seus pais, sem qualquer envolvimento sexual.
1. A escolha do futuro cônjuge. A primeira escolha mais importante de toda nossa vida é a de aceitar a Jesus como nosso Salvador e Senhor. A segunda é a de um cônjuge, para juntos compartilharmos a jornada da vida. Isso dá uma ideia da inestimável importância do casamento para quem o leva a sério. Uma escolha malfeita terá más consequências pelo resto da vida, a menos que o casal recorra a Deus.
2. O lado espiritual da escolha. “Do Senhor vem a mulher prudente” (Pv 19.14). Para uma acertada escolha é preciso depender de Deus, que conhece todas as coisas e pessoas. Isso é válido para o homem e para a mulher (Ver Gênesis 24, todo o capítulo). Buscar a Deus, de coração e sem reservas, é o primeiro passo nesse sentido.
3. O lado humano e pessoal da escolha. “O que acha uma mulher acha uma coisa boa e alcançou a benevolência do Senhor” (Pv 18.22). Achar é resultado de uma procura; é a parte humana neste assunto.
4. O noivado em si. Os noivos deverão a todo custo buscar aconselhamento pré-marital na igreja, sob a forma de curso ou reuniões específicas para isso, e também conversar com o pastor da igreja sobre o assunto. Isso feito com oração e propósito dos noivos de viverem nos caminhos do Senhor, conforme Efésios 5.21-33; 6.1-4 muito ajuda na estabilidade e felicidade do casamento.

IV. CASAMENTO

O casamento é uma instituição social de origem divina, fundada no princípio da raça humana, para dar origem e sustentação à família (Gn 2.22-24; Mt 19.4-6). Quanto ao ato, o casamento é um concerto, ou aliança, feito entre pessoas de sexos opostos — diante de Deus, da família, da igreja — de serem marido e mulher enquanto viverem (Ml 2.14).
1. O casamento — a fase de união. É a fase da união dos noivos. O bom casamento é mais do que uma união de corpos; é uma comunhão plena de duas pessoas por amor. “Unir-se-á à sua mulher” (Gn 2.24; Mt 19.5). Um bom casamento deve ser também a união de duas famílias.
2. O casamento — um estado digno e honroso (Hb 13.4). Isto acha-se também em Salmos 107.41; Efésios 5.31. O fato de Jesus comparecer a uma festa de casamento em Caná da Galileia, e ali realizar o seu primeiro milagre, muito dignifica o casamento.
3. O casamento — uma mudança de vida. O casamento como Deus o instituiu não muda nunca.
a) Gênesis 2.24. O casamento na sua gênese. “Deixará o homem seu pai e sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne”. Casar é passar a viver independente dos pais.
b) Mateus 19.5. O casamento nos dias de Cristo. O texto bíblico inicial não mudou nada. Casar é viver a dois indissoluvelmente.
c) Efésios 5.31. O casamento nos dias da Igreja. O texto bíblico inicial de Gênesis 2.24 em nada mudou, no sentido de tornar-se, vir a ser. Casar é um processo contínuo e dinâmico de adaptação e aperfeiçoamento conjugal. Quando da criação do ser humano, de um só (Adão), Deus criou os dois (Adão e Eva); no casamento, Deus, dos dois quer fazer um.
4. Propósito de Deus para o casamento. Alguns dos propósitos de Deus no casamento:
a) Felicidade em geral do casal. “Bem-aventurado” (Sl 128.2); “seja bendito” (Pv 5.18a); “goza a vida” (Ec 9.9).
b) Companheirismo, intimidade e complementação mútua do casal (Gn 2.18,24; 1Co 11.11).
c) Dar origem a novos lares. Novas famílias para a preservação da raça humana (Mt 19.5).
d) Vitaliciedade (Mt 19.6).
e) Testemunhar de Cristo e da sua Igreja (Ef 5.31,32).

Sempre que alguém da família está debilitado espiritualmente, toda a família sofre. O “jugo desigual”, tanto no namoro, noivado e casamento quanto em outras áreas de amizade, traz desequilíbrio à vida cristã individual e familiar. Que ninguém pense em ser feliz na vida em família, sem atentar para as normas bíblicas do Criador que a instituiu.


“A nossa mensagem é dirigida especialmente aos jovens que pretendem constituir um lar. Começamos pelo período do noivado, que é tempo certo para o lançamento das bases para o enlace matrimonial. Passaremos agora a uma série de recomendações que podem constituir pré-requisitos para um casamento feliz:
a) Vida de oração — Os noivos devem orar muito a Deus, reservar tempo a esse exercício sagrado, ao invés das horas de aproximação excessiva...
b) Certos da vontade do Senhor — Antes da decisão, devem ter certeza de que o casamento é a vontade de Deus...
c) Firmeza de propósitos — Devem possuir firmeza de propósitos quanto a obediência à sã doutrina, na direção do Espírito Santo...
d) Proteção à integridade do casamento — Os jovens que se amam e se respeitam não serão egoístas, pois visarão à felicidade e ao bem-estar um do outro. Cada um fará a sua parte para proteger a integridade do casamento, sabendo que, ao se tornarem marido e mulher, terão toda a liberdade.
e) Domínio em todas as circunstâncias — Devem conservar-se sem culpa diante de Deus. Um casamento pode chegar à ruína se os contraentes levarem para ele o peso de culpa, por causa das liberdades que mantiveram antes ou durante o noivado. Tais comportamentos podem gerar desconfiança, frustração e atrair maldição de Deus.
f) Preparo psicológico e espiritual — O amor alicerçado na sinceridade e no respeito pode se tornar puro como diamante e mais forte do que a morte.
g) Preparo econômico — A fé em Deus não induz ao descuido e à displicência. Ao contrário, produz suficiente visão dos deveres e responsabilidades quanto à constituição e manutenção do lar... Daí a importância do jovem, antes do casamento, conseguir trabalho capaz de assegurar-lhe essas condições, mesmo que em proporções mínimas, em função da nova vida.
h) Preparo físico — O despreparo físico ou falta de saúde de um dos jovens podem transformar o casamento em um peso, uma frustração.
Por fim, o casamento é o passo decisivo e o começo de uma jornada que pode durar longos anos. É o propósito de Deus, bem como a esperança dos pais que a vida conjugal dos filhos seja assinalada de alegria, de prosperidade, de bênção do céu e plenamente feliz. Só assim estarão tranquilos, e Deus será glorificado.

Com o casamento, evidencia-se o amor mútuo, que gera o senso de pertencer um ao outro, o desejo de ajudar e procurar o ajustamento necessário como companheiros da mesma sorte. As lutas, as vitórias, os problemas e a alegria são comuns a todo lar. O casamento exige o cumprimento, com dignidade, das promessas de honrar, proteger, ajudar e ser fiel um ao outro, até que a morte os separe” (...E Deus fez a família. CPAD, pp.45-48).

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