terça-feira, 15 de setembro de 2015

Lições BETEL o milagre do livramento 20/9/2015 n.12



ESCOLA DOMINICAL - Conteúdo da Lição 12 - Revista da Editora Betel 

                                       

O Milagre do Livramento do Naufrágio
20 de setembro de 2015


Texto Áureo.
“E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal”. 2Co 4.11

Verdade aplicada.
A provação é a porta de uma grande oportunidade para os que estão na direção de Deus.

Textos de referência.
Atos 27.9; 11; 20-21
9 E, passado muito tempo, e sendo já perigosa a navegação, pois, também o jejum já tinha passado, Paulo os admoestava,
11 Mas o centurião cria mais no piloto e no mestre do que no que dizia Paulo.
20 E, não aparecendo, havia já muitos dias, nem sol nem estrelas, e caindo sobre nós uma não pequena tempestade, fugiu-nos toda a esperança de nos salvarmos.
21 E, havendo já muito que não se comia, então Paulo, pondo-se em pé no meio deles, disse: Fora, na verdade, razoável, ó senhores, ter-me ouvido a mim e não partir de Creta, e assim evitariam este incômodo e esta perda.

Introdução.
A poderosa pregação de Paulo feriu o ego dos religiosos judeus de sua época. Por esse motivo, eles o levaram a prisão e lá se amotinaram para acabar com sua vida. Mas Paulo testemunhava aos grandes com graça e unção.

1. Os ventos e a vontade de Deus.
Não existe nada que não esteja sob o controle e a direção do Altíssimo. Mesmo quando algo dá errado para nós, Deus jamais perde a rédea. Quando ainda estava preso, o Senhor apareceu a Paulo e lhe disse para não temer porque como testificou em Jerusalém, o faria em Roma (At 23.11).

1.1. Uma fiel testemunha de Cristo.
Paulo estava tão decidido a cumprir a ordem do Senhor que pôs em jogo a própria vida para consegui-lo. Ele teve a oportunidade para ser liberto. Mas a recusou em troca da oportunidade de aparecer diante de César, a quem havia apelado. Foi uma escolha que ele fez unicamente em prol do Evangelho (At 26.31, 32). Para ele não havia perigo em sofrer dano algum em qualquer tempestade. A vontade de Deus era que testificasse em Roma e Deus estava no controle. Do ponto de vista humano, Paulo era um prisioneiro no navio. Para Deus, o apóstolo era o capitão e os demais eram os prisioneiros (At 27.21-26, 30, 31-34).

1.2. Discernindo os tempos.
Não é de hoje que as pessoas confiam mais nas conclusões de peritos e nas ciências do que nas advertências de homens de visão espiritual (At 27.11). Devemos ter em mente que a ciência, divorciada do temor de a Deus, pode destruir sociedades civilizações inteiras. Paulo já havia passado por três naufrágios (2Co 11.25), tinha sensibilidade e discernimento, sabia que algo não estava bem e alertou para o problema. Se existe uma coisa que jamais seremos privados é de sinais de aviso. Podemos viver coma desculpa de que o inimigo nos enganou ou com a certeza de que lhe abrimos a porta. Mas uma coisa é certa: “Deus não nos deixara enganados” (Sl 25.3; Am 3.7; Jo 7.17).

1.3. O contraste entre Paulo e Jonas.
Comparando a ambos, vemos que Jonas fugia de uma chamada; Paulo viajava para cumprir uma missão. Jonas se escondeu e dormiu durante a tempestade; Paulo dirigia as operações e encorajava os passageiros. A presença de Jonas no navio era a causa da tempestade; o navio em que Paulo viajava seria preservado de todo dano se os tripulantes respeitassem seu aviso (At 27.9, 10). Jonas foi disfarçado a dar testemunho acerca de Deus (Jn 1.8, 9); Paulo, com boa vontade e coragem, falou acerca da sua visão e do seu Deus. A presença de Jonas no navio ameaçava vida dos gentios; a presença de Paulo era uma garantia para a vida dos seus companheiros de viagem. Há muita diferença em atravessar uma tempestade dentro e fora da vontade de Deus!

2. Perderemos o navio, as almas jamais.
Uma pessoa cheia do Espírito Santo pode ser a diferença até mesmo em um naufrágio e Paulo foi esse homem. Ele estava ali para encorajar e comunicar a maneira correta de como salvar toda a tripulação daquele navio.

2.1. O encorajamento de um líder.
A crise não faz a pessoa, a crise mostra do que a pessoa é feita e, normalmente, faz aflorar a verdadeira liderança. Paulo repreendeu o centurião, o piloto e o capitão com brandura por ignorarem a sua advertência. Em breve, descobriram que Deus poupara todos eles somente por causa do Apóstolo. Às vezes, nos colocamos em meio às tempestades pelos mesmos motivos: ficamos impacientes (At 27.9); aceitamos conselhos abalizados, porém contrários à vontade de Deus, seguindo a maioria e nos fiando nas condições “ideais” (At 27.13).

2.2. Deus me deu a vida de vocês.
Enquanto todos estavam vendo a morte, Paulo estava vendo anjos. Como a fé nos acalma! Podemos dormir profundo no meio do rugido da tempestade e sonhar com os anjos quando nosso coração está apoiado em Deus (At 27.24). Seus mensageiros podem abrir caminhos por céus fechados e através de tempestades violentas para socorrer aqueles que necessitam de Seu auxílio (At 18.9, 10; 23.11). O navio e a carga se perderiam, mas os passageiros seriam poupados porque Paulo tinha uma missão (At 27.23).

2.3. E todos se salvaram.
Como é gratificante estar na posição que Deus quer (Ez 22.30). Paulo, andando segundo o querer de Deus, em comunhão com Ele, tornou-se benção para todos quantos atravessavam o perigo com ele. O navio, finalmente, encalhou na praia de Malta, perto da Itália, onde começou a ser despedaçado pelas ondas. Os soldados queriam matar os prisioneiros para evitar que fugissem, pois era costume romano. A mão de Deus, porém, estava com o seu mensageiro. Júlio foi impulsionado a poupar a vida de todos. Nenhum poder, nos céus ou na terra, acabaria com Paulo enquanto Deus tivesse um plano especial para sua vida. Ele pregaria o Evangelho em Roma (At 23.11; 27.24, 25). Conforme Paulo anunciou, todos escaparam ilesos.

3. Vencendo as tempestades.
Existem situações que o Senhor nos coloca para fazer aflorar em nossas vidas algumas qualidades e ações que, seguindo uma vida de fé simples, jamais alcançaríamos. O mais importante nessas horas é em quem confiamos; esse é o alicerce para que em meio à tempestade vejamos a luz da vida em vez da sombra da morte.

3.1. Nem estrela, nem esperança.
Podemos perder a visão durante a tempestade (At 27.20). Mas nem mesmo as piores tempestades podem esconder a face de Deus ou frustrar Seus planos. Há momentos na vida em que não existe sol para nos aquecer, nem estrelas para nos guiar. Ou seja, um período de trevas espirituais. As causas podem ser variadas como: esgotamento físico, a não utilização dos meios da graça, opressão por espíritos malignos ou provação da fé. Mas, seja qual for a causa, não podemos perder o ânimo e, mesmo não sentindo o calor espiritual, obedecer a Deus é de vital importância para a sobrevivência (At 27.22-24).

3.2. Transformando adversidade em oportunidade.
As adversidades podem ser a porta das grandes oportunidades. O Senhor disse que Paulo iria testemunhar em Roma, mas não lhe disse como chegaria lá. As adversidades fazem parte de vida humana. Mas, uma coisa é estar nela porque escolhemos o caminho errado e outra porque o Senhor nos comissionou. Deus pode consentir que fiquemos em situações vergonhosas e difíceis como fez com Paulo e tantos outros ao longo da Bíblia. Todavia, nesses casos, a finalidade é nos transformar em bênçãos para pessoas que, de outra forma, nunca teríamos conhecido. Podemos até lastimar o fato de vivermos determinadas situações, mas se estivermos na visão, o problema será a porta de uma grande oportunidade (Sl 119.157; 1Co 16.9).

3.3. Imitadores de Cristo.
A nossa identidade não pode ser nada além de Cristo (1Co 11.1). Ela deve ser ancorada no que Ele fez por nós, não no que fazemos para Ele. Isso significa que temos de fazer segundo a Sua voz nos orienta, não segundo aquilo que os “especialistas do barco” nos dizem, É comum encontrar no navio um aconselhamento especializado, mas devemos enfocar o destino traçado por Deus (At 27.11). O nosso navio é apenas uma ferramenta para chegarmos lá e o Senhor pode fazer com o navio o que Ele quiser.

Conclusão.

As tempestades da vida servem para revelar o caráter do cristão. Há ocasiões em que todo o ambiente pode ser mudado se tão somente crermos em Deus. Independentemente de qual seja o destino final, a fé nos permite ver as tempestades como oportunidades e não como provações.



domingo, 13 de setembro de 2015

Lições CPAD adultos exortações 20/9/2015 n.11



                                  Lições Bíblicas CPAD
                           Adultos  3º Trimestre de 2015

                                           


Título: A Igreja e o seu Testemunho — As ordenanças de Cristo nas cartas pastorais
Comentarista: Elinaldo Renovato de Lima 

Lição 12: Exortações gerais
Data: 20 de Setembro de 2015

TEXTO ÁUREO

Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade (Tt 2.7).

VERDADE PRÁTICA

A Palavra de Deus tem exortações de grande valor para todos os crentes, em todos os lugares.

LEITURA DIÁRIA

Segunda — Tg 1.19
Sejamos prontos para ouvir e tardios para falar


Terça — Tg 2.12
Integridade do obreiro no falar e no proceder


Quarta — 1Tm 2.9
As mulheres crentes devem se vestir com trajes honestos


Quinta — Pv 14.1
A mulher sábia edifica a sua casa e será louvada por sua família


Sexta — 1Jo 2.14
Os jovens são fortes, pois vivem segundo a Palavra de Deus


Sábado — Mt 22.21
Devemos dar a Deus tudo aquilo que lhe pertence

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Tito 2.1-8.

1 — Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.
2 — Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor e na paciência.
3 — As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem,
4 — para que ensinem as mulheres novas a serem prudentes, a amarem seus maridos, a amarem seus filhos,
5 — a serem moderadas, castas, boas donas de casa, sujeitas a seu marido, a fim de que a palavra de Deus não seja blasfemada.
6 — Exorta semelhantemente os jovens a que sejam moderados.
7 — Em tudo, te dá por exemplo de boas obras; na doutrina, mostra incorrupção, gravidade, sinceridade,
8 — linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer de nós.

HINOS SUGERIDOS

15, 96 e 270 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL

Mostrar que o ideal bíblico é que o pastor local seja um exemplo de vida.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.

·        I. Explicitar que o líder precisa falar de acordo com sã doutrina.
·        II. Explicar os quatro conselhos no tratamento de Tito com os idosos, as mulheres, os jovens e os servos.
·        III. Conscientizar a classe de que o líder deve ser bom exemplo em tudo.

INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Prezado professor, para introduzir a lição desta semana, inicie a aula com as seguintes perguntas: “Como as pessoas devem ser tratadas em nossa igreja local?”; “Os nossos idosos são tratados como merecem?”; “As crianças recebem a atenção que lhe é devida?”; “Os jovens e os adolescentes recebem a devida atenção?”; “Pode-se falar com os idosos da mesma maneira que falamos com os colegas?”.
Aguarde as respostas e incentive a participação de todos. Em seguida, fale que são sobre estas questões que o apóstolo Paulo está exortando a Tito em relação a como tratar as diferentes pessoas na igreja. Tal ensino pode e deve ser contextualizado para a nossa realidade.

COMENTÁRIO

INTRODUÇÃO

Nesta lição estudaremos o segundo capítulo da epístola de Tito. Veremos os vários conselhos práticos de Paulo a respeito dos idosos, das mulheres, jovens e servos. Veremos também que o pastor deve ser um exemplo de viver íntegro na igreja.


PONTO CENTRAL

O apóstolo exortou a Tito como tratar as pessoas em suas diversas faixas etárias.


I. O MODO CORRETO DE FALAR DO LÍDER

1. “Fala o que convém à sã doutrina” (v.1). O líder deve ter a sua fala sempre fundamentada na Palavra de Deus, e para isso precisa conhecê-la e nela meditar diariamente. Precisa reconhecer e valorizar a Bíblia, sabendo que ela é especial para a formação de um caráter cristão. O estudo bíblico contribui para que o pastor e o obreiro tenham sempre uma boa mensagem. Jesus certa vez afirmou que falamos do que há em abundância em nosso coração (Mt 12.34). Então um coração cheio da Palavra de Deus vai sempre falar o que convém.
2. Saber falar e saber ouvir. Tiago, apóstolo de Jesus, deixou precioso ensino sobre o saber falar: “Sabeis isto, meus amados irmãos; mas todo o homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tg 1.19). Há pessoas, nas igrejas, que falam demais. E dizem o que não deveriam, causando problemas de relacionamentos. Ser “tardio para falar” e “pronto para ouvir” é sinal de sabedoria, de maturidade emocional e espiritual. Quem lidera tem que desenvolver a capacidade de escutar as pessoas, ainda que não concorde com elas.
3. Integridade no falar. O obreiro deve ter uma linguagem sempre sã e irrepreensível (Tt 2.8). Jesus ensinou: “Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; não, não, porque o que passa disso é de procedência maligna” (Mt 5.37). Quando alguém, na igreja local, diz uma coisa e faz outra ou, quando mente, torce a mensagem, por motivos pessoais ou para agradar alguém, está sendo usado pelo maligno. É “de procedência maligna”. Isso não convém à sã doutrina. Integridade é fazer o que diz (Tg 2.12). O que falamos deve contribuir para edificação de vidas (Ef 4.29).


SÍNTESE DO TÓPICO (I)

O líder cristão deve falar o que convém a sã doutrina.


SUBSÍDIO DIDÁTICO

Caro professor, neste tópico você deve destacar o fato de que os versículos 1 a 8 do capítulo 2 da Carta a Tito é uma lista semelhante a de deveres domésticos recomendados à Igreja em 1Tm 5.1-16 e 6.1,2. Mas diferente de 1 Timóteo, não há preocupação com as viúvas na igreja pastoreada por Tito, muito menos ele é instruído em como lidar com esses vários segmentos da igreja. O enfoque apostólico está nas responsabilidades de cada segmento que constituem a igreja em Creta: os idosos, os jovens, os servos, etc.




II. EXORTAÇÕES AOS IDOSOS, AOS JOVENS E SERVOS

1. Como os idosos devem portar-se. “Os velhos que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, na caridade e na paciência” (v.2). O crente deve permanecer fiel ao Senhor e dar um bom testemunho até os últimos dias de sua vida. Muitos acreditam que, pelo fato de já terem passado dos sessenta anos, podem fazer e falar o que bem entenderem na igreja. Os mais idosos devem ser exemplo para os mais jovens, por isso, Paulo diz que estes devem ser moderados, sérios, prudentes, firmes na fé, no amor e na esperança. Acerca dos velhos crentes, disse o salmista: “Os que estão plantados na Casa do Senhor florescerão nos átrios do nosso Deus. Na velhice ainda darão frutos; serão viçosos e florescentes, para anunciarem que o Senhor é reto; ele é a minha rocha, e nele não há injustiça” (Sl 92.13-15). Os mais jovens precisam aprender com os mais idosos, por isso, estes precisam ser exemplo em tudo.
2. As mulheres idosas devem ser exemplo para as mais novas. “As mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem” (v.3). Mulher idosa tem vivência e experiência, seja como mãe e esposa, seja como serva de Deus, por isso podem ensinar as irmãs mais novas. Devem ser mulheres santas, “sérias no viver”, que não andem com atitudes e maus exemplos, na igreja, ou fora dela. Não devem ser caluniadoras (gr. diabolos), ou que se deem a costumes carnais de falar dos outros, de criticar, ou murmurar.
3. Os jovens cristãos (v.6). Paulo chama a atenção para o comportamento juvenil, exortando os jovens a serem “moderados”, ou seja, controlados. O jovem cristão precisa ser moderado no falar, no agir e em todas as áreas da sua vida, procurando em tudo exaltar e glorificar o nome do Senhor.
4. O comportamento dos servos cristãos (vv.9,10). Paulo escreveu em uma época onde havia a escravidão humana. Em Creta, assim como em todo o império romano, havia muitos escravos. Na igreja existia senhores e escravos que se converteram a Cristo, por isso, Paulo mostra como devia ser o relacionamento, a conduta dos servos e dos senhores. O apóstolo mostra que os servos deveriam agradar seus senhores “em tudo”, pois um senhor crente não daria ordens que fossem incompatíveis com a fé cristã e com a Palavra de Deus. Os escravos que tinham senhores crentes deveriam manter uma atitude de submissão.


SÍNTESE DO TÓPICO (II)

O apóstolo Paulo exorta a Tito sobre como os idosos, os jovens e os servos devem proceder.


SUBSÍDIO TEOLÓGICO

“O apóstolo agora [a partir do versículo 2] fornece uma extensa seção de instruções a vários grupos de crentes com relação a seu caráter e conduta. O vocabulário empregado não é tão específico, e a seção é tão semelhante às antigas discussões extrabíblicas relativas ao comportamento virtuoso, que Paulo parece não estar tratando dos problemas das congregações de Creta, mas ‘de modo geral está incentivando os seus leitores às boas obras e a um estilo de vida cristão de modo que, em tudo, sejam ornamento da doutrina de Deus, nosso Salvador” (v.10). Os versos 2-10 são uma proteção espiritual — um medicamento ou um remédio que evita as enfermidades.
Paulo primeiramente ordena que ‘os velhos’ tenham quatro virtudes. A palavra grega para ‘velhos’ (presbytes) — e para ‘mulheres idosas’ (presbytis) em 2.3; cf. também presbytera (‘mulheres idosas’) em 1 Timóteo 5.2 — está relacionada à palavra grega empregada em Tito 1.5 para ‘presbíteros’ (presbyteros). Todas estas são derivadas da raiz léxica presby, ‘velho’. ‘Nos círculos judaicos e cristãos é frequentemente difícil distinguir entre a designação da idade e o título do ofício’ (Bromiley, 1985, 931). Todas as palavras acima também podem ser traduzidas como ‘presbítero [podendo ser aplicadas tanto a homens como a mulheres]’.
As instruções específicas de Paulo consistem em que os homens mais velhos sejam: (1) ‘temperantes’ ou ‘sóbrios’ (cf. 1Tm 3.2,11); (2) ‘graves’, ‘merecedores de respeito’ ou de bom caráter (cf. 1Tm 3.8); (3) ‘prudentes’ (cf. 1Tm 3.2; Tt 1.8; 2.5,6); (4) ‘sãos’ ou saudáveis nas três virtudes fundamentais: ‘na fé, na caridade e na paciência até o fim’. Ainda que nada disso seja explicitamente dito a respeito dos grupos mencionados a seguir, podemos assumir que isto seja esperado por parte de todos” (Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2004, p.1511).


III. O BOM EXEMPLO EM TUDO

1. Bom exemplo (vv.7,8). O líder precisa ser exemplo. Se Deus lhe confiou a autoridade e a responsabilidade de um rebanho, você precisa ter uma vida irrepreensível. Ser irrepreensível não significa ser perfeito, dessa forma nenhum ser humano poderia assumir tal posição. Ser irrepreensível significa ter um padrão de conduta elevado e maduro, segundo os princípios bíblicos. A conduta do líder não pode minar a confiança do rebanho.
2. Incorrupção da doutrina. Tito deveria ter muito cuidado com a doutrina, para que sua pregação e ensino fossem de modo correto, com fundamento na Palavra de Deus, na “doutrina dos apóstolos” (At 2.42). Jesus advertiu seus discípulos a se resguardarem da “doutrina dos fariseus” (Mt 16.6,12). Hoje, temos visto igrejas que “vendem” bênçãos por dinheiro; utilizam manipulação psicológica para arrecadar mais recursos das pessoas; fazem “curas” e milagres, em troca do vil metal.
3. Gravidade e sinceridade. São atitudes que equivalem à seriedade. Um obreiro deve ser sério, honesto, com postura que honre a Deus e ao seu ministério. Completando a lista de recomendações, Paulo diz que Tito deve ter “linguagem sã e irrepreensível, para que o adversário se envergonhe, não tendo nenhum mal que dizer”. É conduta exemplar, exigida de todos os que querem ser obreiros, dedicados à obra do Senhor.


SÍNTESE DO TÓPICO (III)

O líder cristão deve ser bom exemplo, preservar a integridade da doutrina e ser sincero em tudo.


SUBSÍDIO DIDÁTICO

Professor, a conclusão desta aula deve conduzir os alunos a compreenderem o chamado cristão para a família cristã cultivar bons exemplos de vida. No texto de Paulo a Tito, todos os homens, mulheres, idosos e jovens da igreja são desafiados a cultivarem virtudes como “autodomínio”, “perseverança” e “amor”. Por isso, a afirmação de Paulo “para que a palavra de Deus não seja blasfemada”. Só é possível isso acontecer quando a família cristã persevera no modelo dado por Deus, por intermédio do Evangelho, e vive em família como Jesus viveu: sua mensagem, seu anúncio, seus princípios e valores.


CONCLUSÃO

As exortações de Paulo a Tito são de grande valor para os obreiros, em todos os lugares e em todos os tempos. Ele especifica como tratar as pessoas, por suas diversas faixas etárias. Destaca o valor do exemplo cristão, como forma de evitarem-se os escândalos que tanto comprometem o bom nome do evangelho e da Igreja de Cristo. São ensinamentos perfeitamente atualizados, não obstante terem sido escritos há tanto tempo.

PARA REFLETIR

A respeito das Cartas Pastorais:

De acordo com a lição, como deve ser o falar do líder?
O líder deve ter a sua fala sempre fundamentada na Palavra de Deus.

Ser “tardio para falar” e “pronto para ouvir” é sinal de quê?
De sabedoria, de maturidade emocional e espiritual.

Como o cristão idoso deve portar-se?
Sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, na caridade e na paciência.

Como a mulher cristã idosa deve portar-se?
Sérias no seu viver, como convém a santas, não caluniadoras, não dadas a muito vinho, mestras no bem.

As exortações de Paulo a Tito são importantes para os obreiros de hoje?
Resposta pessoal.

SUBSÍDIOS ENSINADOR CRISTÃO

Exortações gerais

Nesta lição os temas a serem tratados são de natureza prática. O capítulo apreciado por nós é o 2 da epístola da de Paulo a Tito. Nele, o apóstolo emite uma série de conselhos práticos ao jovem pastor dentre os quais podem ser destacados os seguintes: o respeito às pessoas idosas; o cuidado que as mulheres jovens devem ter (isto é, por intermédio dos conselhos das mulheres idôneas); exortação aos jovens à moderação; ao próprio Tito para ser exemplo em toda boa obra; admoestação aos servos para honrarem os seus senhores.
Uma série de conselhos práticos foi repassada a Tito para que as igrejas de Creta fossem educadas e desenvolvessem assim uma ética cristã segundo os preceitos de Cristo Jesus, o nosso Senhor.
Antes de aconselhar qualquer pessoa, o líder cristão é quem deve dar o primeiro exemplo em tudo. Assim, alguns cuidados e zelos esse líder deve demonstrar para com a Igreja de Deus: “fala o que convém a sã doutrina”; saber falar e ouvir; integridade no falar.
O líder cristão deve ter o compromisso de expor as Escrituras Sagradas com fidelidade, pois a isto é o que se refere a expressão “fala o que convém a sã doutrina”. É não abrir mão de proclamar todos os desígnios de Deus contidos nas Escrituras. É expor a verdade de Deus com autoridade, dignidade e integridade. Entretanto, isso não significa que o líder cristão só deva falar. Muito pelo contrário, o ministro vocacionado por Deus deve ter a paciência de ouvir a demanda do rebanho do Senhor. Muitas ovelhas procuram os seus pastores para receberem aconselhamentos para as suas vidas. O pastor não pode se furtar de cumprir esse mandato do Senhor, pois eles velam pelas almas das ovelhas (Hb 13.17).
Além de falar o que convém a “sã doutrina” saber falar e ouvir o rebanho, o líder cristão deve ter uma integridade em seu falar. Muitos problemas seriam evitados se muitos líderes tivessem maior sabedoria para falar com os jovens, com os mais velhos, com as mulheres e tantas outras pessoas que gostam de respeito e diálogo. Um líder cristão não pode furtar-se do diálogo, da boa conversa. Mas tudo com integridade e dignidade de alma e de mente.

As últimas exortações do apóstolo ao jovem pastor de Creta visam relembrá-lo da importância do trabalho de um verdadeiro pastor. Um verdadeiro pastor não vive para si mesmo, mas para o outro. Por isso que o chamado pastoral é para poucos, ainda que, infelizmente, muitos se aventurem nessa vocação não aberta ao grande público.