segunda-feira, 28 de setembro de 2015

ETICA NA ESCOLA DOMINICAL

                               
                      ETICA CRISTÃ  NA ESCOLA DOMINICAL




A interdisciplinaridade é um fator evidente na execução educacional cristã tornando-se ainda mais acentuada quando se trata da ED. Essa verdade não é uma apologia ao saber fragmentado e eclético das Escrituras, muito pelo contrário, exige rigorosidade redobrada no estudo sistemático da Palavra de Deus. Reclama docentes que sejam éticos, zelosos, humildes, instigadores e persistentes.

A demanda maior dessas exigências reside na posição de influência que o educador ocupa como formador de opiniões que nortearão o caráter do educando, inclusive preparando-o para interagir com o meio onde vive e com as situações do dia-a-dia.

Pode parecer óbvio ou até mesmo redundância dizer que epistemologia cristã (conhecimento) e axiologia cristã (valores) são assuntos teológicos de primeira grandeza e que, em hipótese alguma devem estar dissociados. Que o educador não pode ser tendencioso usando filosofia educacional truncada ou parcial, omitindo a verdade bíblica para satisfazer suas ideologias. Infelizmente existem pseudo-educadores que não se pautam por esses princípios. Antes, narcotizados e saturados por falsa dialética e filosofia vil adquirida por uma cátedra e suposta formação superior, desvirtuam as pessoas com seus próprios ensinamentos (Rm 1.22).

Tempos atrás, participei de uma palestra sobre sexualidade onde o indivíduo recém formado em Psicologia, afirmava que o sexo praticado por jovens solteiros não era pecado. Usando a parte “A” do versículo 9 do capítulo 11 de Eclesiastes, dizia: “A Bíblia manda o jovem aproveitar. Quem sou eu para proibir? Nós e os pastores dizemos que quem faz isso não vai para o céu, mas a Bíblia não diz”. Um aluno presente na platéia, dirigente de igreja, disse ter se chocado com o que acabara de ouvir: “Toda minha vida eu preguei contra isso, se os jovens de minha igreja estivessem aqui, com certeza eu seria linchado”. A inquietude tomou conta de mim e tentei dizer alguma coisa, mas fui interrompido pelo organizador do evento que me disse: “Ele tem sete anos de estudos, antes de contradizê-lo pense sete anos”. Os resultados funestos dessa palestra pude constar através do afastamento de um adolescente, membro da igreja onde congrego que, uma semana depois, enveredou-se pelo caminho proposto pelo palestrante. E agora? Quem se responsabilizará e responderá pelas atitudes do menor? E o que a Bíblia diz em Efésios 5.5, Gálatas 5.19 e Colossenses 3.5?

Princípios Básicos e Elementares

O reconhecimento crível para a efetivação de um educador cristão não deve se restringir simplesmente ao mínimo ou básico, que é dominar o conteúdo. A constatação deve ter como base a seguinte pressuposição: a Igreja é uma comunidade de discípulos (alunos – discentes) que tem a Cristo como o Mestre Supremo; e, a Bíblia como única regra de fé e conduta. O termo discípulo aparece no original grego 260 vezes mostrando a importância da principal lição que o mesmo deve aprender, a qual é apropriar-se dos ensinamentos do mestre para tornar-se semelhante a ele (Lc 6.40).

O educador deve conhecer o nosso credo (profissão de fé) e ser consensual acerca das verdades fundamentais contidas nos seus 14 artigos. Em outras palavras, deve ser um crente genuinamente convertido (Mt 18.3), de intelecto renovado, pois só assim estará apto a trabalhar no processo de transformação (Rm 12.2).

Eticidade

Comportamento ético que vem de ética, do grego etiké, ciência moral ou do comportamento humano. No caso do educador evangélico, sua conduta deve estar intrinsecamente identificada com os ideais da ética cristã ensinada por Jesus Cristo no Sermão da Montanha (Mt 5—7), com ênfase específica para o exercício do ensino no capítulo 5, versículo 19, onde Jesus revela a gravidade de não cumprirmos os preceitos da Palavra de Deus e, consequentemente, omiti-los no ensino.

Jesus cumpriu a Lei (Mt 5.17,18), sendo submisso à vontade de Deus. Por isso serve-nos como referencial perpétuo. Ele poderia dizer: “Eu sou Deus. Não preciso de ritual algum”, contudo foi fiel até a morte e morte de cruz (Fp 2.8). Apóstolo Paulo possuía a ética cristã ordenada por Jesus. Em virtude disso, várias vezes disse: “Sede meus imitadores” (1Co 4.16; 11.1; Ef 5.1; Fp 3.17 e 1Ts 1.6).

Para sermos exemplo não podemos usar ética situacional, nos portarmos de um modo no seminário, faculdade ou sala de Escola Dominical; e, no cotidiano agir de maneira contrária (Rm 2.20-24 e Tg 2.12). Ser dúbio na relação discurso/ação é anti-ético e, em outras palavras, hipocrisia. Pior do que isso é a formação de cristãos de vida espiritual dividida, pois, infelizmente, o mau exemplo é sempre o mais fácil de assimilar por causa da nossa natureza humana (Rm 7.19).

Expressividade

Ao expressar-se, o educador deve ser claro naquilo que está querendo dizer, para não ser mal entendido e provocar ambigüidades. Se o intuito é comunicar, então não podemos esquecer o fato de que toda mensagem (falada ou não) que se quer transmitir possui dois aspectos, o denotativo e o conotativo.

a) Denotação — representa o significado da palavra em si e que é expresso pelo dicionário e é comum a todas as pessoas.
b) Conotação — é o que o transmissor atribui a um termo ou expressão, fugindo do seu sentido literal e que pode ser de fundo positivo, negativo ou mesmo jocoso.

É bom ressaltar que a comunicação se efetiva adequadamente quando a mensagem é interpretada da mesma forma pela fonte e pelo receptor. “Isto não quer dizer que os participantes precisam concordar com o ponto de vista da fonte. Podem discordar, mas se um entende precisamente o pensamento do outro, houve comunicação satisfatória” (Imídeo G. Nérici, Didática Geral Dinâmica, p.197).

A palavra usada de forma denotativa é objetiva e, mesmo se não for esclarecida pode ainda surtir efeito pelas pesquisas do próprio estudante. Já a palavra de sentido conotativo é subjetiva, podendo ter múltiplos significados.Seja qual for a forma não use de nenhuma palavra incomum sem antes pesquisar sua etimologia e suas variadas acepções e desinências. Evite o uso de expressões chulas, pejorativa e gírias.

Interação

O educador que realmente deseja influenciar seus alunos deve em todas as circunstâncias usar linguagem adequada, criando ambiência para que eles possam interagir. Acontecimentos atuais que tenham correlação com o tema da lição ou assunto estudado, é uma boa dica para quebrar a barreira da timidez e iniciar um debate, produzindo um aprendizado mais dinâmico.

Essa atitude do educador leva os alunos à interacionalidade ou feedback (alimentação/retorno), sendo uma via de mão dupla, onde docentes e discentes compartilham os mesmos ideais. Com certeza, isto trará um substancial progresso na elucidação de temas conflitantes e constrangedores. Mesmo porque o ensino da Palavra de Deus não visa apenas informar para satisfazer a curiosidade, mas sim para transformar vidas.

Agindo dessa maneira, saiba ouvir, pois o aluno, outrora calado, mudará sua conduta, sentirá mais liberdade de expressão para expor suas idéias e sentimentos. Você provocou uma reação e um posicionamento por parte do educando. A partir de então, ficou estabelecido um clima de confiança e uma relação autêntica entre vocês. Não se contente com isso, preocupe-se com uma transformação contínua na vida do aluno (santificação), resultado da ação do Espírito Santo e do estudo da Palavra de Deus (Pv 4.18; Jo 17.17 e 2Tm 3.14-17), sendo você, o sujeito principal deste processo.

FONTE CPAD 



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